Para ler NO Deserto

“Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia; porque tu ouviste, naquele dia, que estavam ali os anaquins, bem como cidades grandes e fortificadas. Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como ele disse.”(Josué 14:12)

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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Pare e pense

PERDOE-ME POR ME TRAÍRES


Hermes C. Fernandes
Uma das cenas  que mais me marcaram entre todos os filmes que já assisti é a que retrata o momento em que William Wallace, protagonista de Coração Valente, descobre que aquele contra quem ele está lutando no campo de batalha é o mesmo pelo qual estava arriscando a própria vida.

Esta cena merecia um Oscar para Mel Gibson! O olhar, a maneira como ele engole a seco, a fisionomia expressando completa decepção e desolação. Simplesmente, impagável!

Só quem já foi traído por alguém por quem lutava sabe o quanto dói. É como uma espada traspassando nossa alma. Quando assisti a este filme, confesso que ainda não conhecia de perto este sentimento.

De todas as dores que Jesus experimentou, nenhuma o machucou mais do que a traição. Não apenas a traição de Judas, mas sobretudo a traição do povo para o qual Ele havia vindo ao Mundo. O mesmo povo que na véspera o aclamava na entrada de Jerusalém, agora gritava no pátio de Pilatos: Crucifica-o!

Doeu mais do que os cravos e a coroa de espinhos.

Trair quem luta por nós é trair a nós mesmos. É trair nossas convicções mais profundas, nossa consciência. Nada dói tanto quanto a traição.

E toda a traição é como um bumerangue. Um dia volta contra nós.

O traidor do filme pelo menos cai em si, e se arrepende. Há outros que sequer têm crise de consciência, porque as pessoas que o apóiam parecem indicar que ele está no caminho certo. Suas vozes de aclamação o impedem de enxergar o buraco que cavou, no qual sua própria alma se submergirá.

Não há moedas de prata, não há vantagem financeira ou qualquer tipo de prazer que compensem a dor provocada pela traição. Só quem não tem alma não percebe isso.

Há até quem consiga comemorar a traição como um grande acontecimento.

Lembro de um filme brasileiro estrelado por Darlene Glória, chamado "Perdoe-me por me traíres". Depois de sair traída por diversas vezes, a mulher vai ao encontro do seu marido pedir-lhe perdão. Geralmente, quem pede perdão é quem trai. Mas quando o traidor está com a consciência cauterizada, a melhor coisa a fazer é tomar a iniciativa e pedir-lhe perdão. Quem sabe ele caia em si e perceba o mal que fez e se arrependa.

Não se venda, não negocie com sua alma. Não faça ninguém sofrer. Não decepcione quem depositou tanta confiança em você. A menos que você se sinta preparado para encarar o olhar decepcionado de quem tanto te ama.

Pergunte a Pedro o que ele sentiu quando teve que encarar o olhar de Jesus. Você estaria preparado para reencontrar aquele a quem você traiu?

Olhe-se no espelho e pergunte a si mesmo se a imagem que você vê refletida é de alguém digno de confiança ou de alguém infiel à sua própria consciência.

Melhor que trair é ser sincero, jogar limpo, falar francamente, olho no olho, sem rodeios, sem meias palavras. Machuca muito menos que atraiçoar.

Foi isso que meu pai fez quando quis deixar sua antiga denominação. Ele convidou o líder da igreja para uma conversa franca. Eu estava lá e testemunhei a hombridade com que meu pai tratou aquele homem com quem havia caminhado por quase vinte anos. O nome disso é honradez. É assim que age quem é honrado. Tive muito orgulho do meu pai naquele dia.

Nem todo mundo tem a mesma hombridade e honradez. Há pessoas que são como serpentes, escorregadias e astutas, e em cuja língua há veneno. Deus as tratará!

E o pior de quem trai é ter que carregar um estigma pelo resto da vida.

Você colocaria o nome "Judas" em um filho? Mesmo que tenha havido outro Judas, que manteve-se fiel a Jesus até o fim, o nome tornou-se sinônimo de " traidor".

Não deve ser nada fácil carregar este tipo de estigma por toda a vida.

Jacó, mesmo depois de passar a ser chamar Israel, continuou sendo chamado de Jacó pelo resto da vida. O próprio Deus que mudou seu nome, continuou a chamá-lo de Jacó. Este foi o estigma que o patriarca teve que carregar por haver traído seu próprio irmão várias vezes.

Nunca vale a pena trair. Quem trai se torna seu próprio algoz.

Uns traem com um beijo, outros traem com um abraço, e outros com palavras e ações.

Seja fiel a Deus! Seja fiel à sua igreja! Seja fiel à sua família! Seja fiel aos seus filhos! Seja fiel à sua esposa! Seja fiel aos seus amigos! Seja fiel às suas convicções!

Se não dá pra caminhar juntos, pelo menos não traia tudo em que você disse acreditar por tanto tempo. Seja, no mínimo, fiel à visão celestial, como foi Paulo perante o rei Agripa.

N'Ele que jamais nos decepcionará, apesar dos homens...

Hermes Fernandes 
leia também textos do pastor Hermes em : http://www.hermesfernandes.com/

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Pare e pense

PEQUEI!
Em II Samuel 11 e 12 encontramos a narrativa detalhada sobre o pecado de Davi com Bate-Seba e a repreensão feita pelo profeta Natã. Um texto provocativo, arrepiante, doloroso e profundamente humano, feito para mim, pecador. Dois nomes estão intimamente ligados a Davi: Golias e Bate-Seba. Mesmo quem não tem um conhecimento mais amplo dos textos sagrados facilmente associa um ao outro nesse círculo perigoso entre a glória e o sexo.

Ambos levaram Davi ao campo de batalha. Ambos tiveram acesso ao coração de Davi. O gigante e a mulher entraram na história de Davi em extremos opostos: Golias aparece quando Davi é jovem e inexperiente; Bate-Seba, quando ele é um rei e experiente. Quando Davi encontra Golias, ainda não está atrelado aos mecanismos do poder, ainda respira o ar do pastorado singelo. Quando encontra Bate-Seba, sua vida está integrada às engrenagens do trono, aos desmandos imperiais. Aliás, percebemos grandes mudanças nesse tempo entre o gigante e a cama oculta.

Em Deuteronômio 17. 14-17, Deus dá uma série de diretrizes para quando Israel tivesse um rei, dentre essas diretrizes há alguns lembretes sobre não acumular "mulheres, cavalos e dinheiro", a receita infeliz do fracasso de um sucesso: dinheiro, poder e sexo. As tramas que engoliram Davi. Ele vencia inimigos, subjugava nações, mas sucumbiu à tríade implacável: dinheiro, poder e sexo. Ele evitou o primeiro, foi tocado pelo segundo, mas o terceiro roubou seu coração.

Um olhar fez o que Golias não conseguiu: derrubou Davi. Dietrich Bonhoeffer, em seu livro "Tentação", diz: "Em nossos membros há uma inclinação adormecedora na direção do desejo que é tanto repentina quanto feroz. Com poder irresistível, o desejo detém domínio sobre a carne. De repente, um fogo secreto, efusivo, é aceso. A carne queima, e ei-la em chamas! Neste momento Deus é muito irreal para nós... e o único desejo para a criatura é real... Satanás aqui não nos enche com ódio de Deus, mas com esquecimento de Deus... A luxúria assim envolve a mente e a vontade do homem em escuridão profunda. Os poderes do claro discernimento e da decisão nos são tirados. É aqui que tudo dentro de mim ergue-se contra a Palavra de Deus".

Davi passa a utilizar os mecanismos do poder. Usa fraudes. Abusa do verbo "mandar": manda Urias dormir com Bate-Seba, a fim de que todos sejam envolvidos nas teias do engano. Essa insistência em "mandar" retrata o uso impessoal do poder. Walter E. Brown, estudioso do A. T. observou bem o uso desse verbo: "mandar". Duas outras ocorrências do verbo na história, sutilmente nos preparam para a verdade de que Davi, em todo o exercício de seu poder impessoal, não estava no controle, como supunha: Bate-Seba "mandou" um recado: "estou grávida" (II Sm. 11. 5), e Joabe "mandou" um relatório da batalha (v. 18 ss), dando a entender, pela mensagem, que sabia perfeitamente o que Davi estava fazendo. No último e decisivo "mandar" dessa história, é Deus que entra em cena: "mandou/enviou a Davi o profeta Natã" (II Sm. 12. 1).

A raiz de todos os pecados está relacionada à nossa vontade de ser deus, assumir o controle da nossa vida e da vida dos outros: mandar! Quando Natã repreende a Davi, a frase bíblica é decisiva: "Este homem é você!" (II Sm. 12. 7). O pecado nunca é sobre outra pessoa; é sempre sobre mim! Nunca é uma verdade genérica, mas sempre específica. O pecado nunca é um comentário sobre ideias, culturas ou condições; mas sempre sobre pessoas de verdade, de carne e osso, dor de verdade, problemas reais, pecado mesmo: é sempre sobre mim!

É perfeitamente confortável transformar o pecado num pronunciamento religioso genérico. Isto é o que Davi estava fazendo: ouvindo Natã pregar um sermão sobre o pecado de alguém e se indignando com a conduta alheia, a condição de uma outra pessoa. É para isto que servem os profetas: eles nos jogam para o centro da história: é sobre mim! Quando"a ficha cai" Davi dá um brado: "Pequei!" (II Sm. 12. 13). Quebram-se as abrangências gerais da religiosidade que julga. O rei está no banco dos réus! Culpado!
Nossa tarefa prioritária na vida cristã não é evitar o pecado, pois isso é impossível, mas reconhecê-lo, pois isso nos leva até à graça! O Salmo 51 é escrito depois da visita de Natã. Ainda hoje repito essa oração: "Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto. Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo" (Sl. 51, 10 e 11).


Até mais...


Alan Brizotti
Fonte: http://alanbrizotti.blogspot.com/

domingo, 12 de setembro de 2010

Pare e pense

PERMANECER EM CRISTO
Antonio de Jesus Batalha
FICAR NO LUGAR CERTO.
João 15:4-5."Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim."Verso 5."Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer." Era a última noite que Jesus passava com os Seus mais íntimos amigos aqueles sobre quem devia cair a tarefa de espalhar as Boas-Novas até aos confins da terra.
Estavam todos reunidos. Jesus sabia que dentro de poucas horas eles estariam desprovidos da Sua companhia na carne para sempre.
Falava das coisas de suprema importância. Qual seria o seu grande desejo nos últimos momentos de vida terrena? Permanecei em Mim eram as palavras que enfatizava, uma e mais vezes, como uma grande necessidade primordial.
E qual seria o seu cuidado, na última oração feita com eles e por eles? João 17:23. "Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim."
Infelizmente o crente muitas vezes não entende isto, ou simplesmente ignora este facto, não é pregar bem, cantar ou tocar bem, ou ter um cargo na igreja, sim isto é importante, mas a raiz não está aí, mas sim no permanecer,também não está no resolver os problemas, dar o dízimo, ou curar os enfermos, isto são apenas sinais das pessoas que permanecem.


Estive a ver esta palavra (permanecer) na gramatica portuguesa, e ela significa: 
1ºConservar-se ou persistir no mesmo estado ou qualidade sem mudança.
2. Demorar-se em alguma parte; ficar.
E permanecer em Cristo também traz conhecimento, é lógico que quem fica ao pé de alguém bastante tempo acaba por conversar com essa pessoa,e vai trazer conhecimento dessa mesma pessoa, e quanto mais se conhece uma pessoa abre duas portas, ou ficamos mais amigos dessa pessoa ou acabamos por nos desviar dela.
E aqui também reside um problema que se tem levatado nos nossos dias, falta de permanecer, falta deconhecimento, falta de amor, é igual a carnalidade, e pregações sem a unção de Deus, buscando apenas interesses humanos. Mas quando se permanece, quando a pessoa fica sem mudanças na companhia do Grande Mestre, dá-se um milagre dos milagres! Sua vida, nossa vida; Seu desejo, nosso desejo; Seu propósito, nosso propósito; Sua obra, nossa obra; Seus ideais, nossos ideais! Assim como o galho nada produziria sem a raiz, e a lua nenhuma luz daria sem o sol, assim o cristão não pode viver sem Cristo. João 15:5."... porque sem mim nada podeis fazer."
Tão verdadeiramente como Cristo revelou ao Pai neste mundo, cumprindo o Seu mandato, fazendo a Sua vontade e o Seu trabalho, assim o crente deve reflectir a perfeição do Mestre, na palavra no pensamento, nos actos, vivendo como Ele viveu.
Permanecei em Mim! Os frutos dependem desta íntema relação, sem a qual nenhum cristão será útil para o reino de Deus. Há tanto que fazer na nossa nação, e os trabalhadores são poucos. Não sejas negligente ou indeferente, porque nenhum galardão vais ganhar, e o que será de ti no futuro só Deus o sabe.
Que a bondade de Deus cerque os incautos, e o Santo Espírito os convença do pecado da justiça e do juízo. 

ESPOSA.
Como a esposa ao esposo,
Como o governo ao seu país,
Como a alegria no seu gozo,
Como o tronco à raiz,
És Tu Senhor para mim.
Como a luz na noite escura,
Como a fonte no jardim,
Como a água na secura,
Como o coro no festim,
És Tu Senhor para mim.
Como o remédio ao doente,
Como na calma a variação,
Como a fé ao que é crente,
Como a chuva no verão,És Tu Senhor para mim.
Como o rio que sempre corre,
Como as floresta tropicais,
Como o tempo que não morre,Como no campo os olivais,
És Tu Senhor para mim.
Como a mãe ao seu filhinho,
Como o bater do coração,
Como ave no seu ninho,
Como o chegado irmão,És Tu Senhor para mim.
Por: António Jesus Batalha.


sábado, 11 de setembro de 2010

Pare e pense

11 de setembro - Uma data especial?

Este é o dia que fez o SENHOR; regozijemo-nos, e alegremo-nos nele.(Salmos 118:24)


        Hoje é uma data muito especial! Onze de setembro, dia em que o Brasil comemora o Dia Nacional do Cerrado. veja texto sobre o assunto:

Dia do Cerrado
O bioma Cerrado, desde 2003, tem um dia especial que é dedicado à reflexão e mobilização em sua defesa, o que é muito justo, pois o Cerrado é um bioma muito rico em recursos naturais e diversidade biológica e cultural. A instituição do dia 11 de setembro como o Dia Nacional do Cerrado, foi importante para estimular a sociedade e as autoridades a pensarem mais sobre o que fazer em seu favor. A data foi escolhida em homenagem ao ambientalista Ary José de Oliveira, o Ary Pára-Raios, um defensor dos direitos humanos e do meio ambiente, que transformou a cultura do bioma Cerrado em arte mambembe. Ary foi o fundador do grupo teatral Esquadrão da Vida - uma das mais conhecidas troupe de artistas do Distrito Federal.
O bioma Cerrado, mesmo sendo muito importante ainda não é reconhecido como Patrimônio Nacional. Mas pelo menos durante a semana em que acontece o Dia do Cerrado, sua importância é discutida e, estando em pauta, ele se torna um pouco mais conhecido pela sociedade. E tornando-se conhecido, será possível ser mais valorizado, respeitado e preservado.

Leia mais: 
http://faunadocerrado.blogspot.com/2009/09/dia-nacional-do-cerrado.html#ixzz0zDaY4Ysq
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        Onze de setembro. Ou doze, ou seja que data for, o importante é a conclusão a que devemos chegar, conforme o Salmo acima citado: Este é o dia que fez o SENHOR; regozijemo-nos, e alegremo-nos nele. Para alguns, esta data representa o dia em que receberam do Senhor um filho, sendo motivo de festa e comemoração a cada aniversário. Para outros, representa a data do casamento, o que para uma parte é motivo de júbilo e alegria, principalmente quando esse casamento é vivido a cada dia na presença do Senhor. E para alguns outros, esta data é motivo de luto, pela perda de alguma pessoa querida, fato que sempre será por eles lembrado, mesmo que seja apenas uma lembrança triste. 
           O que não devemos é considerar como uma data maldita, nenhum dos dias (Os quais foram feitos pelo SENHOR, lembre-se disto), por mais negros que tenham sido, ainda que alguns queiram até queimar livros, outros pessoas, ainda que seja uma data de algum massacre (e de massacre, a humanidade é repleta de datas...). Sempre haverá uma data negra para um povo, para uma nação, para um segmento religioso, e sempre terá sido pela ação da iniquidade do homem, desrespeitando a direção de Deus, mesmo que tal ato seja praticado sob a alegação de defesa do próprio Deus.
              Será que as inúmeras manifestações que veremos hoje, e nos próximos dias, a respeito de um evento triste ocorrido há nove anos, não é um certo exagero? Será que não deveríamos estar sim, atentos e dispostos a evitar que essas datas se repitam, ao invés de repetir as imagens tristes? Como seria se tivéssemos internet, e toda esta cobertura, por exemplo para relembrarmos a terrível data, massacre da noite de São Bartolomeu foi um episódio sangrento na repressão dos protestantes na França pelos reis franceses, católicos. As matanças, organizadas pela casa real francesa, começaram em 24 de Agosto de 1572 e duraram vários meses, inicialmente em Paris e depois em outras cidades francesas, vitimando entre 30 mil e 100 mil protestantes franceses (chamados huguenotes).fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Massacre_da_noite_de_S%C3%A3o_Bartolomeu
                     Não importa o dia, não importa o que, o que realmente importa é o futuro, e este foi garantido por Jesus naquela cruz, e NADA nem NINGUÉM pode mudar isso, por mais que o diabo tente, ele não chega nem perto, creia nisto.

" Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor. " (Romanos 8:37 a 39) 

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Pare e pense

HOMEM DE FERRO -  Herói sem frescuras

Hermes C. Fernandes

Na última terça-feira fui ao cinema com meus filhos para assistir ao segundo filme do Homem de Ferro (IronMan 2). Sem dúvida o melhor filme de super-herói que tenho visto em anos. Fotografia, impecável. Efeitos mais que especiais. E a trilha sonora… sem comentários. A sala estava lotada, mesmo sendo um dia não muito disputado. A maioria da platéia formada por marmanjões como eu. Gente que em sua adolescência devorava os gibis deste extraordinário herói da Marvel. Por que extraordinário? Deixe-me explicar.
Stan Lee é um gênio. Criador de heróis como o Capitão Américao Incrível Hulk, o Homem-AranhaThor, os X-Men, o Demolidor, a meu ver, ele se superou ao criar o Homem de Ferro. Diferente dos demais heróis, o Homem de Ferro não esconde uma identidade secreta, e tão-pouco possui superpoderes.
Diferente do Homem Aranha, ele não tem crise de identidade, típica de adolescentes. Tony Stark é um quarentão bem-sucedido que herdou do pai não apenas uma próspera empresa, mas também a obsessão pelo futuro.
Engana-se quem pensa que ele use máscara ou fantasia. O que ele usa é uma armadura. Todos os seus poderes estão nela. E faz questão de que todos saibam quem está por trás dela (pelo menos na versão cinematográfica).
Portanto, não há aquela neurose própria de super-heróis para preservar seu segredo a qualquer preço. Confesso que nunca entendi muito bem as razões pelas quais a maioria deles precisava se esconder. E mais incrível ainda para mim era a maneira como se disfarçavam. O Super-Homem, por exemplo, mantinha sua identidade secreta atrás dos óculos (se bem que os óculos daquela época eram bem grandes!). Não sei como cabia aquela enorma capa vermelha dentro de sua roupa civil. De repente, Clark Kent sumia, entrava numa cabine telefônica, rasgava a camisa e saía voando.
– É um pássaro!
- Não! É um avião!
- Também não! É o superman!
E a Mulher Maravilha? Era só dá uma rodada, tirar os óculos, soltar os cabelos, e pronto. Lá vai ela com seu laço mágico em seu avião invisível.
Será que ninguém era capaz de reconhecê-los simplesmente olhando em seus olhos?
Os olhos revelam muita coisa. Uma olhada é capaz de desvendar o que subjaz no recôndito da alma humana.
E o Hulk? Haja dinheiro pra comprar tanta roupa. Quando se via ameaçado de ter sua identidade revelada, saía de fininho em busca de outro lugar pra ficar, sempre ao som daquela musiquinha triste. Alguém aí se lembra disso?
Com o Homem de Ferro é diferente. Não há cabines telefônicas, nem alguma criptonita que o torne vulnerável. Jamais se sente ameaçado de ser descoberto, simplesmente porque não tem o que esconder. Ele é o que é.
Por isso me identifico tanto com este herói.
Semelhantemente, somos chamados por Deus a viver com o rosto descoberto, na liberdade do Espírito. A igreja deve prover aos seus membros um ambiente onde impere a graça, e não o preconceito. Ela não pode ser uma espécie de armário onde as pessoas escondam seu verdadeiro eu, tampouco os cultos devem ser um baile de máscaras.
Geralmente, quem mais julga os outros é quem mais tem o que esconder. Julgar e condenar terceiros é uma maneira de preservar sua própria identidade secreta. Porém, sempre fica um rastro… Basta as pessoas serem um pouco mais observadoras, e verão com quem estão lidando. O problema é que nem sempre se quer ver. Há sempre uma Lois Lane predisposta a se render à fantasia do outro, fazendo vista grossa aos indícios. Um dia alguém descobre a batcaverna, e aí, meu camarada… a casa cai.
Se a igreja fosse uma comunidade terapêutica onde todos se percebessem como pecadores carentes da graça, não haveria lugar para juízo, muito menos para hipocrisia.
Não temos superpoderes. Como o Homem de Ferro, nosso poder está na armadura. Por isso somos instados a nos revestirmos de toda a armadura de Deus, cujas peças estão listadas em Efésios 6.
Assim como Tony Stark, que recebeu uma espécie da marca-passo que o mantém vivo depois de ter sobrevivido à explosão de uma bomba em um teste mal sucedido de uma de suas armas, também recebemos um novo coração que nos possibilita nutrir os mesmos sentimentos que houve em Cristo Jesus.
É por essas e outras, que o Homem de Ferro segue sendo um dos meus heróis favoritos.
E  também: http://www.hermesfernandes.com/

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Pare e pense

              "Vinde, meninos, ouvi-me; eu vos ensinarei o temor do SENHOR. Quem é o homem que deseja a vida, que quer largos dias para ver o bem? Guarda a tua língua do mal, e os teus lábios de falarem o engano. Aparta-te do mal, e faze o bem; procura a paz, e segue-a. Os olhos do SENHOR estão sobre os justos, e os seus ouvidos atentos ao seu clamor. A face do SENHOR está contra os que fazem o mal, para desarraigar da terra a memória deles. Os justos clamam, e o SENHOR os ouve, e os livra de todas as suas angústias. Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito. Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR o livra de todas." (Salmos 34:11 a 19)

             O Salmista fala em querer largos dias, para ver o bem, e dá a receita para aquele que assim deseja. A Bíblia está repleta de orientações, ensinamentos sobre a importância de uma vida sincera na presença dEle. 
           No pequeno texto abaixo, uma rápida meditação do pastor John Piper, quanto ao mesmo assunto: Desperdiçar a vida.
                 O que você tem feito com a sua? Nossa noção de tempo e espaço aqui na terra é muito imperfeita para avaliarmos a real importância da eternidade, mas pense comigo: O que são trinta, cinquenta, oitenta, cem anos vividos aqui nesta terra, se comparados com toda a eternidade?                                                                                                                                          PENSE NISTO  


É possível desperdiçar sua vida. Poucas coisas me fazem tremer mais que a possibilidade de tomar dom único que é a vida, e desperdiçá-lo. Toda manhã quando caminhava até a cozinha quando menino, eu via pendurada na parede a placa que agora está pendurada na minha sala: “Apenas uma vida que logo passará; somente o que é feito para o Cristo durará.”E hoje tenho quase 58 anos de idade, e o rio da vida transborda as cataratas dos meus dias com uma velocidade tremenda. Mais e mais eu sinto o cheiro da eternidade. E, ah!, como eu quero usar bem minha vida. Ela é tão curta e tão frágil e tão definitiva. Você obtém uma chance de viver sua vida. E então o julgamento. Eu falo como um pai que tem filhos da sua idade, e eu zelo junto com Jesus para que eles e você não desperdicem suas vidas. (“Don’t Waste Your Life*” de 29 de Dezembro de 2003)

Por John Piper. © Desiring God. Website: desiringGod.org
Original:
 Essential PiperWebsite: desiringGod.org
Tradução:
 voltemosaoevangelho.com

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Pare e pense

“Ó nosso Deus, ouve a minha oração, atende a súplica deste teu servo. Para que todos saibam que tu, Senhor, és Deus, derrama as tuas bênçãos sobre o teu Templo, que agora está abandonado. Ouve, ó meu Deus, e atende a minha oração. Abre os olhos, vê a nossa desgraça e olha para a tua cidade. Fazemos os nossos pedidos por causa da tua grande compaixão e não porque sejamos bons e honestos. Ouve, ó Senhor! Perdoa-nos, Senhor! Atende-nos, Senhor, e vem ajudar-nos. Para que todos saibam que tu és Deus, não demores em nos socorrer, ó meu Deus, pois nós somos o teu povo, e Jerusalém é a tua cidade. Eu continuei a orar, e a confessar os meus pecados e também os do meu povo, e a fazer ao SENHOR, meu Deus, as minhas súplicas em favor do seu monte santo. Ainda estava orando quando Gabriel, o mesmo anjo que eu já tinha visto na visão, veio voando rapidamente e parou perto de mim.” (Daniel 9:17 a 21)
                Daniel estava orando a Deus, buscando resposta para a questão das setenta semanas. Prostrando-se e confessando os pecados dele e de seu povo, implorava por misericórdia de
Deus, afirmando que seu pedido baseava-se na grande compaixão de Deus, e não em seu senso de justiça próprio. E Deus respondeu!
                Quantas vezes permanecemos orando e buscando resposta de Deus, sem resposta aparente, não? Será que oramos da forma adequada, ou em oração tentamos convencer Deus de que somos merecedores de sua atenção? O que vemos nos cultos hoje em dia são pessoas convencidas por seus líderes de que possuem o direito de exigir de Deus aquilo que seu coração deseja. Pessoas que cobram de Deus que Ele, o criador de todo o universo, Senhor absoluto de toda a criação, se coloque na condição de mero gênio da lâmpada, atendendo a caprichos daqueles que proferem palavras mágicas, numa inversão cruel aonde aqueles que caem neste maligno enredo acabam por se decepcionar, e muitos até se desviam da fé cristã, embora o que aprenderam de seus falsos líderes nunca fosse realmente fé cristã.
                E você, caro leitor? Hoje que chamar sua atenção para a real motivação de suas orações a Deus. Preste atenção na forma e conteúdo de suas orações. Você tem orado a Deus? E nessas orações, qual tem sido o tema central? Seu próprio umbigo? Como tem sido essas orações? Você demonstrando para Deus o quanto é bonzinho, justo e merecedor das bênçãos que solicita? Você tem olhado à sua volta e apresentado para Deus as necessidades de seu povo, de sua cidade?
    PENSE NISTO    

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Pare e pense

“Eu amo o Senhor, porque ele me ouviu quando lhe fiz a minha súplica. Ele inclinou os seus ouvidos para mim; eu o invocarei toda a minha vida. As cordas da morte me envolveram, as angústias do Sheol vieram sobre mim; aflição e tristeza me dominaram. Então clamei pelo nome do Senhor: "Livra-me, Senhor! " O Senhor é misericordioso e justo; o nosso Deus é compassivo. O Senhor protege os simples; quando eu já estava sem forças, ele me salvou”(Salmos 116:1 a 6)

CUIDADO COM A MAGIA NEGRA DA INGRATIDÃO!
Caio Fábio
 Se sou tão ignorante como sei que sou, então, minha gratidão consciente diante de Deus sempre representa uma fração mínima do que seja o cuidado de Deus para comigo.
 Na realidade todas as vezes que agradeço livramentos de Deus para comigo, na mesma gratidão consciente incluo todos os milhares de livramentos reais que nunca percebi.
 Para cada livramento que vejo há milhares de livramentos que não vejo e que provavelmente apenas conhecerei na eternidade.
 Muitas vezes me sinto como um retardado que agradece ao Pai por cuidados pequenos e interessantes a mim, enquanto tudo o mais é cuidado do Pai, embora eu somente veja os presentinhos ou os livramentos das barras pesadas.
 Entretanto, o homem deve ser grato pelo menos pelo que veja...
 Assim como somos responsáveis pelo irmão carente que vemos e podemos ajudar... [conforme I João], também somos responsáveis pela alegria em razão dos livramentos que se veja e se reconheça [...], embora a maturidade nos leve depois de um tempo a sermos também gratos pelo que não vemos; visto que aí estão os livramentos em quantidade muito maior.
 Por isto todo dia agradeço ao Pai pelo que vejo e também pelo que não enxergo, pois sei que a multidão dos livramentos que recebo são maiores que minha própria ignorância, que é imensa.
 Maiores são os livramentos divinos que não vejo do que os que eu percebo.
 Quando alguém aprende o tamanho de sua própria ignorância acerca do que esteja acontecendo na vida — de mundos micro-bióticos invasivos e letais, até acidentes fatais que não vemos em razão de termos sido poupados até de enxergá-los —, então, daí em diante, o que não lhe faltará jamais será gratidão no coração, posto que tal consciência saiba que para cada razão consciente de gratidão, há milhares de livramentos invisíveis, que desconhecemos, mas que podemos ter certeza de terem acontecido; pois o mundo que não vejo, para o bem e para o mal, é infinitamente maior do que o mundo que vejo e percebo como real.
 É a mesma coisa com o pecado oculto e que coabita com minha ignorância.
 Sim, para cada pecado consciente que cometo ou me dou conta de ter cometido, há os milhares de pecados que nem vejo, nem percebo ou nem mesmo discirno... — tamanha é minha ignorância até mesmo acerca do meu pecado e da extensão dele.
 Do mesmo modo e talvez em extensão bem maior, é o que acontece em relação ao livramento de Deus, que não somente é maior do que o meu pecado, mas, sobretudo, é infinitamente maior do que a minha percepção da própria Graça que eu recebo sempre.   
 Portanto, a expressão “andar de joelhos” não é um exagero, pois, se meus olhos se abrissem, e eu visse a grandeza do que me salva e me poupa todos os dias, seria assim que minha alma me impeliria a andar sobre o chão da terra: de joelhos...
 Todavia, como eu sei que nada sei, e como sei que mesmo sem saber de nada sou salvo de tudo o que ignoro, então, sabendo factualmente ou não de qualquer coisa em meu favor, por meramente saber de minha própria ignorância..., ando de joelhos sobre o chão da consciência da minha ignorância e sobre o chão da Graça de Deus que é maior do que eu consiga discernir.
 Por isto quem reclama e murmura peca de modo abominável!...
 Sim, pois não vê tudo o de que já foi livre e está sendo livre; e, muitas vezes, ignora coisas das quais se está sendo livre até mesmo por meio daquilo que na hora se veja como algo não grato e não agradável.
 É por causa de tantos livramentos invisíveis e de tantos livramentos visíveis... que todo aquele que se torna ingrato e murmurador pratica algo mais abominável do que feitiçaria e bruxaria.
 Portanto, pare de reclamar... Pare de se auto-vitimar... Pare de murmurar... Pare de apenas achar que a bondade de Deus é o que nos seja visível e gostoso...
 Sim, pois toda ingratidão murmuradora se torna como uma grande magia negra para a alma daquele que a pratica.
 Sem gratidão pelo que se vê e pelo que se não vê... não existe a menor chance de que alguém prove a alegria do amor de Deus em todas as coisas.
 Ora, tudo o que digo aqui é verdade absoluta!
 Sim, não está aberto a discussões...
 A menos que alguém deseje jogar-se contra a Rocha dos Séculos a fim de ficar todo esbagaçado pela realidade da existência.
 É assim que é, e ninguém o fará ser diferente!
 Nele, de Quem me vem tal certeza,

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Pare e pense

Livres para arriscar 

Pastor Júnior   
Tenho pensado e meditado na importância de termos a nossa visão aberta e a nossa mente livre para vizualizar o invisível. Digo isto não na perspectiva de experimentarmos algumas circunstâncias novas, que serão moderadamente animadoras. Estou dizendo de um descortinar de visão, sonhos, projetos em relação ao lugar onde estamos inseridos, seja ele um ambiente fisíco, social ou mesmo profissional.

Para conseguirmos enxergar o novo, aquilo que ainda está encoberto para nossa vida, precisamos nos desgarrar primeiramente de nossas experiências anteriores. Sejam elas positivas ou negativas. Daí se explica o espírito empreendedor, desafiador e instigante do jovem. Exatamente pela falta de grandes experiências passadas, sua mente é livre para imaginar, criar, planejar coisas. Simplesmente pelo fato de não saberem que pode dar errado. Por isso é importante dispormos a nossa mente a essa "desintoxicação" para que experimentemos coisas inéditas em nossa vida.

Entendo, portanto, as palavras de Paulo que diz "esquecendo-me daquilo que ficou para trás, eu avanço para alvo...". E também: "... transformem-se pela renovação da sua mente ...". E ainda: ..."andemos em novidade de vida".

O apóstolo está dizendo que os padrões, as referências, as experiências passadas não são os elementos suficientes para nos servir de base, de fundamento para o que está adiante de nós. 

Para sonharmos coisas novas, devemos nos livrar de qualquer estrutura, metodologia, estratégia anteriores. Do contrário, correremos o risco de não identificarmos os novos rumos que o Pai quer dar pra nossa vida. Passaremos ao largo das oportunidades inéditas, revolucionárias e surpreendentes que poderíamos experimentar.

Deus quer te dar algo novo, que te instiga, que mexe com seus nervos, que mexe com você. Se empenhe em buscar ver o invisível. Arrisque acertar, basta você se livrar do medo de falhar. Se não precisássemos assumir riscos, a palavra coragem não estaria na bíblia, certo?

Abração,
No amor daquele que tem muitas coisas pra nós ainda,
Júnior
O pastor Júnior é pastor da igreja Sal da Terra em Goiânia

fonte: http://www.escrevendoavisao.blogspot.com/

domingo, 5 de setembro de 2010

BANDA SAL PRAISE NA TV - Ituiutaba(MG)

Assista à apresentação ao vivo da banda Sal Praise, grupo genuinamente cristão, formado há mais de dez anos e que se mantém fiel à palavra, com adoração verdadeira e com humildade vem desmontando resistências e marcando presença e fazendo a diferença aonde se apresenta.
  Minha homenagem à Franciele e todo o grupo, em especial ao pastor Protásio, homem de Deus, profeta do Altíssimo, que permanece firmado sobre a rocha.

Pare e pense



                                  No Pare e pense de hoje, quero apresentar um capítulo de meu livro "Calebe-o demolidor de gigantes", publicado em Janeiro de 2010. OCapítulo abaixo fala sobre andar com a maioria ou fazer a vontade de Deus. Andar com os milhões que são influenciados por não conhecer a Deus, ou desenvolver a capacidade de enxergar além das circunstâncias, ser capaz de ver a mão de Deus guiando e guardando, mesmo em meio ao pior deserto que possa existir. Se houvesse algum instituto de pesquisa naquela época, daria a Josué e Calebe apenas 16 % das intenções, sendo que seus opositores venceram no "primeiro turno". Será que venceram mesmo?

Terra de Gigantes


Números 13-25 a 28: ”Ao fim de quarenta dias voltaram de espiar a terra. E, chegando, apresentaram-se a Moisés e a Arão, e a toda a congregação dos filhos de Israel, no deserto de Parã, em Cades; e deram-lhes notícias, a eles e a toda a congregação, e mostraram-lhes o fruto da terra. E, dando conta a Moisés, disseram: Fomos à terra a que nos enviaste. Ela, em verdade, mana leite e mel; e este é o seu fruto. Contudo o povo que habita nessa terra é poderoso, e as cidades são fortificadas e mui grandes. Vimos também ali os filhos de Anaque.”
                E os espias retornaram, após quarenta dias, trazendo do fruto da terra, inclusive um cacho de uvas tão grande que era carregado por dois homens numa vara. Realmente uma terra que “mana leite e mel”, terra conforme todas as maravilhas prometidas por Deus. Mas havia um porém: Essa terra maravilhosa tinha moradores, e dos doze espias, dez  fizeram um relato trágico, falando em gigantes poderosos (filhos de Anaque), colocando-se como insetos diante deles, e afirmando que assim foram vistos pelo povo daquela terra, como insetos!
                Mas não Calebe. Ele e Josué relataram as mesmas coisas que os demais, exceto por um ponto: Eles creram que poderiam conquistar e possuir aquela terra. Está lá em Números 13-30: ”Então Calebe fez calar o povo perante Moisés e disse: Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela”. E ainda Números 14-6 a 9: “O Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, dentre os que espiaram a terra, rasgaram as suas vestes e falaram a toda a congregação dos filhos de Israel, dizendo: A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra muitíssimo boa. Se o Senhor se agradar de nós, então nos fará entrar nessa terra e no-la dará, terra que mana leite e mel. Tão-somente não sejais rebeldes contra o Senhor e não temais o povo dessa terra, porquanto, como pão, os podemos devorar; retirou-se deles o seu amparo; o Senhor é conosco, não temais.”
                Não é assim até aos dias de hoje? Existem pessoas para quem o copo está sempre meio vazio, enquanto existem aqueles que o enxergam meio cheio. O Deus é o mesmo, o povo presenciou as mesmas maravilhas. Nos últimos dois anos presenciaram mais milagres e maravilhas operadas por Deus do que a maioria de nós verá durante toda a vida. Porém apenas dezesseis por cento dos espias (dois) confiava de fato no Senhor Deus. Oitenta e quatro por cento deles (dez), esquecendo-se da grandiosidade de Deus, se declararam como insetos, insignificantes e fracos, incapazes de possuir a terra e declarando que teria sido melhor morrer no Egito ou mesmo no deserto (Números 14.2)! Fizeram derreter o coração do povo. A multidão se deixou influenciar pelos dez pessimistas de tal maneira que chegou ao ponto de quase apedrejarem Calebe e Josué, e de fato o teriam feito, não fosse a intervenção divina naquele momento. O resultado? Sentença de morte para toda aquela multidão que, mesmo tendo visto e presenciado todas as maravilhas do poder de Deus, não creu na promessa e recusou-se a tomar posse de sua herança. Todos morreriam no deserto, exceto Josué e Calebe.
                Lembre-se dessa estatística quanto ouvir falar que a voz da maioria representa a vontade de Deus, ou como diz o ditado: “A voz do povo é a voz de Deus”. Nada mais errado do que isso. Geralmente o povo, a massa, é composto por aqueles sem comprometimento, sem envolvimento real, sendo conduzidos como rebanho, levados por influências de terceiros, entregues a impressões baseadas apenas no momento presente. Você pode estar entre essa massa dos oitenta e quatro por cento agora, afirmando que seu copo está meio vazio, que os gigantes vão te vencer, que você não é capaz. A escolha é SUA.
                Você pode optar por estar com a minoria, pois essa estatística se repete ainda hoje, e declarar seu copo meio cheio, declarar como Jeremias “Quero trazer à memória aquilo que me dá esperança”. Hoje em dia temos à nossa volta dois tipos de pessoas: Aqueles que dizem podemos até conseguir, mas vai ser difícil. E outros que afirmam: Pode até ser difícil, mas vamos conseguir! A qual desses grupos você pertence?
                A terra realmente está cheia de gigantes, mas eles não intimidam aquele que está nas mãos do Senhor de toda a terra! A vida nos prega inúmeras peças, às vezes o Inimigo parece estar levando vantagem, mas em cem por cento das vezes, na vida daqueles que são como os Calebe dos dias atuais, Deus manifesta sua glória e garante o cumprimento da promessa, nossa parte é descansar Nele.
                Quanto ao povo, essa massa de milhões de pessoas que confia apenas na força de seu braço e se esquece dos benefícios passados, segue morrendo no deserto, andando em círculos pelo deserto de uma vida vazia de propósitos, seca de milagres, vivendo a dura realidade de que a morte é a única certeza. A escolha é sua, a decisão é pessoal: Calebe visitou a mesma terra que os demais, viu os mesmos gigantes, presenciou as mesmas experiências na terra que espiavam. Você consegue imaginar a euforia que encheu o coração de Josué e Calebe, vendo tantas maravilhas e já antevendo as vitórias do grande exército de Israel, vencendo gigantes, tomando posse da terra e concluindo a exaustiva jornada pelo deserto, que já durava dois longos anos? Como deve ter sido frustrante para eles esse episódio...

sábado, 4 de setembro de 2010

Pare e pense

      Para nossa meditação de hoje, selecionei o texto abaixo, de autoria do pastor Hermes C. Fernandes, postada originalmente em seu blog no dia 18.09.2009. Leia com atenção. Medite junto comigo sobre a abrangência da GRAÇA que Deus tem derramado sobre nós.


O BEM QUE A GRAÇA FAZ A DEUS
Hermes C. Fernandes
Você já parou pra pensar no bem que a graça faz ao próprio Deus?

Para entenderisso, precisamos antes compreender o mal que nosso pecado Lhe faz. Veja o que o próprio Deus diz por intermédio de Isaías:
“...me deste trabalho com os teus pecados, e me cansaste com as tuas iniqüidades” (Is.43:24b).
O pecado trouxe discórdia entre o homem e Deus, e afetou toda a criação. Para resolvê-lo, Deus teve que Se fazer um de nós, e arcar com as suas conseqüências. O que para nós é pura gratuidade, para Ele custou caríssimo. Portanto, não se trata de uma Graça barata.
Na seqüência da passagem, Ele diz:
“ Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro. Procura lembrar-me, entremos juntos em juízo; apresenta as tuas razões, para que te possas justificar” (vv.25-26).
Ao assumir nosso lugar na Cruz, Ele passou uma borracha em todos os nossos pecados. E isso, não apenas por amor a nós, mas também por amor a Si mesmo. Ele não queria ter que carregar o peso dos nossos pecados em Sua lembrança para sempre. E ele nos desafia: “Procura lembrar-me...”
Em  outra passagem, Ele afirma:
“Desfiz as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados como a nuvem. Torna-te para mim, pois eu te remi” (Is. 44:22).
Não há quem possa refazer o que Deus desfez. Os arquivos celestes foram totalmente deletados. E não há hacker que consiga recuperá-los. Não hábackups! Perderam-se para sempre.
E se tentarmos tocar no assunto, Ele dirá: Não sei do que você está falando!
Para Deus, perdoar é esquecer: “Pois lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados” (Jr. 31:34b).
É isso que a graça faz! Apaga totalmente nosso passado, zera nossa quilometragem.
Desde o momento em que somos regenerados, os erros cometidos em nossa ignorância já não são levados em conta (At.17:30). Não interessa o quão terríveis tenham sido nossos pecados lá trás. Acabou! Já não se ouve seu eco.
Se puxarmos nossa ficha celestial, leremos: NADA CONSTA!
Mas é aí que entra em cena o acusador de nossas almas. Ele já não nos pode acusar diante de Deus, como fazia até antes da Cruz. Porém, sabe como nos acusar perante o tribunal de nossa consciência.
Sobre isso, João diz em sua epístola: “Se o nosso coração nos condena, maior é Deus do que o nosso coração, e conhece todas as coisas” (1 Jo.3:20).
Não importa a sentença proferida por nosso coração. Maior é Deus em cuja Palavra se diz que nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus (Rm.8:1). Prefiro crer no que diz a Palavra do que no que diz o meu coração, sempre enganoso e incorrigível (Jr.17:9).
O problema é que Satanás tem seus mensageiros. Pessoas estrategicamente enviadas para nos relembrar o passado. Esses acham que podem curar a amnésia voluntária de Deus. Estão tentando ocupar o antigo emprego de Satanás na promotoria celeste.
Paulo teve que lidar com o tal mensageiro de Satanás, que vinha esbofeteá-lo, isto é, jogar na cara o seu passado. Depois de orar com insistência para que Deus lhe removesse aquele espinho na carne, o apóstolo ouviu dos lábios do Senhor: “A minha graça te basta, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Co.12:9).
A resposta é sempre a mesma: A GRAÇA!
Não temos que recorrer a sessões de CURA INTERIOR, nem nos submeter à manipulação psicológica. Nada de REGRESSÃO!
Submeter o povo de Deus a isso é o mesmo que tentar ressuscitar o velho homem. Sem contar que é um insulto ao Espírito da Graça. Um ultraje ao Sangue precioso do Cordeiro de Deus.
Infelizmente, há muitos ministérios em nossos dias que são verdadeiros ministérios de condenação. Descobriram que as pessoas são ingênuas, e quanto mais as mantiverem sob o peso da culpa, mais facilmente as manipularão.
Estão ensinando que as pessoas precisam relembrar pecados cometidos até na infância, para que sejam perdoadas e curadas. Isto é um absurdo, e um crime contra o rebanho de Deus.
Somos novas criaturas! Coisas velhas já passaram, e tudo se fez novo! (2 Co.5:17).
Só avançaremos à medida que deixarmos para trás as coisas que para trás ficam (Fl.3:13). Deus não tem prazer em quem retrocede (Hb. 10:38-39).
E mais:
Que história é essa de que temos que perdoar a Deus? Deixa disso, para com isso...
Deus jamais pecou! Quem precisa de perdão é quem peca.
Quem olha pra trás não é apto para o reino de Deus. A Graça nos convoca a focalizar naquilo que está diante de nós. Ela nos impulsiona para o futuro.
Relembrar o passado só faz distrair-nos do alvo.
Recuse-se a dar ouvidos a quem parece querer seu bem, mas no fundo, quer mesmo seus bens.

Fonte: O excelente blog do pastor Hermes  http://hermesfernandes.blogspot.com/

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Pare e pense

por Zé Luís

Hoje levantei e, como sempre, caí de joelhos, numa prolongada oração. Nela, apresentei minha família, numa intercessão poderosa, falei em línguas e então, passados quarenta minutos, fui ao banheiro, escovar os dentes e tomar banho, sem expôr minha nudez. Em nenhum momento deixei de cantar louvores e entoar os hinos da harpa.

Tomei meu café, não antes de orar, e repreendi meus filhos – que tirei da cama bem cedo para me acompanhar em minhas orações e tomar o desjejum matinal – por não ter orado da forma correta, sem a reverência necessária para o ato.

Com ósculo santo, saudei minha família e sai, sempre com louvor em meus lábios, bendizendo o nome do Senhor.

Não demorou para que eu encontrasse um necessitado, um pobre moço que as drogas vinha destruindo, e com minha oração de poder e minha vida consagrada, pus minhas mãos sobre sua cabeça e o libertei das mãos do inimigo, instantaneamente. O rapaz levantou naquele momento e nunca mais tocaria em qualquer tipo de droga ou álcool. As dívidas contraídas com a droga foram instantaneamente esquecidas pelos traficantes, e a família esqueceu todo o prejuízo e decepção, confiando no milagre da oração(estranhamente, eles, os pais, também são crentes).

Continuei meu caminho, o hino de vitória estava em meus lábios, e ao me ver passar diante do bar, os bêbados e prostitutas desviaram o olhar, diante de um legítimo servo do Reino, portador da Verdade Celestial.

Um guincho alto, um baque seco, não percebi o enorme ônibus que me acertou.

Não sei quanto tempo estive apagado, mas despertei numa estranha realidade. Foi então que o vi. Ele resplandecia. Sabia que aquela forma humana era o jeito mais fácil para compreende-lo:

- Senhor, és tu?
- Pois não, Zé...
- Sou um de seus salvos, ó Jesus?
- Sim... vamos indo...
- Mas senhor... em teu nome vivi minha vida...
- Eu sei, Zé...eu vi...
- Por isso sou salvo, ó Filho de Deus?
- Não... Você está na eternidade porque Eu disse que te traria... - disse o Mestre, andando na frente. Parecia impaciente.
- Senhor! Tu pareces aborrecido com algo. Serei eu, ó t-o-d-o p-o-d-e-r-o-s-o?
- Sabe o que é? - disse Jesus, o encarando
- Falais, ó c-r-i-a-d-o-r d-o-s u-n-i-v-e-r-s-o-s...
- Tu é chato pra caramba... "Vamo" “bora” logo...

O excesso de sal é tão ruim quanto a falta, embora o problema do excesso é a complicação de dessalinizar: As pessoas sabem que o contato com você, sal da terra, só serve para lembrar o quanto é ruim estar em contato com sua ladainha.

Tentar mostrar uma vida da forma relatada acima é tão ruim(e ilusória) quanto viver sendo um pecador ininterrupto. Não se consegue, por mais que se garanta o contrário.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Pare e pense

Palavra de exortação, pelo pastor John Piper.

       Vale a pena assistir a este pequeno vídeo, meditar na palavra de Deus, que nos diz :"Vocês são o sal da terra. Mas se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens."Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Pelo contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa. Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus."(Mateus 5:13 a 16)
       Você anseia ser chamado por Deus como sal da terra ou luz do mundo? O que tem feito neste sentido? Como a organização que você participa, que chamam até de "igreja" tem se comportado? Prega e vive o evangelho da Bíblia, ou este outro apresentado pelo pastor John Piper, centrado na teologia da prosperidade, e aonde o que realmente importa é conquistar e possuir coisas, aonde as bênçãos são medidas em reais (ou até euros, de preferência, não?). Aonde todo o cenário é montado e gerido de forma a enriquecer os donos da igreja, com caríssimas viagens, compras de apartamentos caros, carro zero todo ano? Olhe à sua volta, medita na palavra do pastor Piper. Eu oro para que Deus abra os olhos de seu povo. 
 Assista ao vídeo:

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Pare e pense

CRENTE DIFERENTE



Zé Luís
Santiago era seu nome.
O que sei deste pastor, co-fundador da igreja onde congrego, vi pelas filmagens, homem baixo, atarracado, típico nordestino barrigudo e sem pescoço, recolhido pelo Senhor através de um infarto. Também ouvi muitas histórias sobre suas aventuras como crente, coisa que contava durante suas pregações, e que a mocidade daquela época, hoje calvos e grisalhos cidadãos, repetem, alguns até emocionados.
Uma das mais conhecidas e repetidas é quando ele resolveu, quando garoto, ser um “crente diferente”. Não suportava a ideia desta divisão entre mundo-igreja, pelo que estudara da Palavra -ainda não era pastor, mas amava as Escrituras – não via problemas em estar com velhos amigos, sentados numa calçada num final de domingo a tarde, sem camisa, após uma partida de futebol disputada ali mesmo, entre os paralelepípedos que pavimentavam as vielas do bairro.
Já não andava com os engomados amigos da igreja, nem repreendia cada companheiro com um versículo quando os cervejeiros falavam um palavrão ou mexiam com a mocinha de pernas grossas que passava por ali. Todos gostavam dele, era convidado para os churrascos, mesmo se abstendo de tudo que era oferecido ali entre eles.
Foi numa tarde de domingo, quando os irmãos iam mais cedo para igreja(escola bíblica), com suas roupas sociais debaixo daquele sol. Ele iria depois, mas enquanto isso, se assentava com seus colegas numa mesa de bar, tomando coca-cola enquanto eles juntavam garrafas de cerveja vazia na mesa. Ele sorria por ser aceito, mesmo sendo crente:
- Você é muito legal, um crente diferente, Santiago... - disse um dos rapazes, sem camisa. A bebida já havia amolecido sua língua, enquanto apontava com o queixo para os irmãos da igreja.
- Como assim, diferente? - questionou o pastor, com o sorriso desmanchando no rosto.
- Ah... você nem parece crente, anda com a gente, aceita tudo que fazemos mesmo sabendo que estamos errados. Você é igual a nós...
Aquele dia algo dentro do finado pastor quebrou. Ele se levantou e foi para casa. Ele conta que se trancou em seu quarto e chorou, e chorou.
Ele entendeu que queria ser aceito em ambos os lados, mas não podia ser confundido com os que praticavam coisas vis. O Mestre o chamara com um propósito diferente, elevado, algo brilhante, límpido, nobre.
O problema não estava em andar com quem não se importava com Deus. A dor estava em ser contado com eles, até quando eles mesmos são conscientes de que estão errados.
Santiago teria que tomar a decisão de não compactuar com eles, mesmo que isso tornasse-o impopular entre os novos amigos. Na verdade, era só isso que seus amigos de bebida esperavam de um crente: que se mostrassem como divisor de águas, alguém capaz de renunciar a tudo, já que o próprio Deus o capacitaria a tanto.
Um homem sem Deus, quando O procura, buscará em pessoas que, em nome de Jesus, não se importam de não serem socialmente aceitos. Eles procuram vozes que clamam no deserto.
Se você é um crente "diferente", popular, bem vindo mesmo em ambientes onde o pecado rege, algo, meu irmão, anda muito esquisito.

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