Para ler NO Deserto

“Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia; porque tu ouviste, naquele dia, que estavam ali os anaquins, bem como cidades grandes e fortificadas. Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como ele disse.”(Josué 14:12)

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domingo, 26 de setembro de 2010

Pare e pense

Lí no Cristão Confuso (www.cristaoconfunso.com.br), e transcrevo por sua relevância para todos. Vamos meditar no Assunto? PENSE NISTO

MENTIRAS COTIDIANAS

por Zé Luís
-Mãe...me dá outro doce?
-Mas você já comeu 3! Vai te fazer mau...
-Mas eu quero mais! Não me importo...
-Acabou! Pronto... não tem mais...
-Manda dizer que eu não tô!
-Esse carro que você quer me vender: qual o estado dele? Tem muito problema?
-Eu tô gorda?
-Onde estão aqueles dois espiões que sondam Jericó? Diga prostituta Raabe? Você os viu?

           Chamou-me atenção no banner do cabeçalho do Mentirinhas, onde há um diálogo entre um macaco e um anjinho, intrigados com um pequenino e simpático ser. Era ela uma “mentirinha”:
-Parece tão inofensiva... - dizia o macaco, enquanto o anjinho respondia, intrigado.
-É...nem parece que é pecado...

Não haveria tanto triunfalismo no meio cristão se nos atentássemos melhor sobre a prática comum desse pecado. Deixaríamos de ter tantos conselheiros santos em nosso meio. 

Mentira para muitos é meio de vida, e os mentirosos proliferam e prosperam por uma simples razão: existem pessoas que parecem satisfeitas quando enganadas.

Existem pessoas que mentem compulsivamente para si mesmas: o grande líder religioso que deixou de crer nas convicções que tão apaixonadamente defendeu a vida inteira, por ter feito disso seu sustento e fonte de prestígio, o ácido ateu que se vê diante da irrefutável presença pessoal de Deus, mas por ter no ceticismo seu atributo público mais destacado, continua mantendo-se com esta imagem, evitando o desconforto de ter que admitir que a fé pode não estar tão equivocada.
O cônjuge cristão que permanece casado por conta da interpretação equivocada de algum líder religioso, onde se garante que se deve permanecer na dor de uma relação insustentável para aplacar a ira de um deus que se aborrece com rupturas.
Em nome das aparências, em nome da boa convivência, em prol de manter as coisas equilibradas.

Homens que começaram bem seus trabalhos e ministérios, mas em nome de seu partido, denominação, clube, empresa, fortuna, sedem e compactuam com a necessidade de perverter o ideal inicial, onde não haviam mentiras necessárias para manter a grande roda girando.

As vezes ouço nas orações dos crentes, o clamor  pedindo revelações do Altíssimo, gente querendo ouvir de Deus, verdades. Peguei-me rindo de como poderia ser isso, onde o Mestre deixa o posto por um breve instante, e um anjo desavisado, recém-chegado ao setor, se comove com a petição desesperada daquele crente. Inocente, pega o livro onde a vida daquele homem está registrada, e com o microfone que fala ao coração dos homens, empoeirado pelo pouco uso, começa a ler aquilo  aque tanto implora:

“...ah, você não vai virar gerente não... nessa empresa...será demitido, o seu amigo Eurico, o espírita, vai assumir o cargo...”

O homem para sua oração, e sente o rosto empalidecer, está ouvindo uma voz,. Apavorado,  olha em volta, em busca de outros que pudessem estar ouvindo o mesmo tom. A voz continua, lendo o livro onde a vida do crente está descrita:

“...sua filha vai ter um filho em breve. Teu pastor, embora casado, será o pai. É que ela vai lá, e já o provoca há muito tempo. Sua esposa não esqueceu o ex-namorado, e te ama, apesar de não suportar teu bafo. Ah sim... você nunca pagará aquela dívida, o que causará um afastamento de seus familiares, que te acusarão de ser um “evangélico picareta”. Quanto a voltar a estudar: Você não conseguirá em tão pouco tempo, já que voltará a beber e arrumará um amante... tá bom? Tô com a data de sua morte aqui. Quer saber? Alô?Alô?...”

A voz do anjo cessou, enquanto o homem já tinha as mãos com tufos de seu próprio cabelo, encarando  irado a filha e o pastor, que começaram a correr dentro da igreja. O pastor fugia do homem ensandecido, que girava a fivela do cinto, tentando abate-lo como um boiadeiro laça um boi:
-Eu te repreendo satanás... - gritava o pastor, sem entender lhufas do que aconteceu na alma daquele homem.

Na eternidade, Jesus tirara o microfone das mãos do anjo, calculando o tamanho do problema que o desavisado ser divino acabara de causar.

Talvez seja por isso que o silêncio de Deus é tão doído. Ele não é homem para que minta, e ama demais suas criaturas para revelar antes do tempo coisas que atualmente não nos trarão nada além de dor.

Ele tem as respostas. Você está preparado para ouvi-las ou prefere mentiras? Ou silêncio?

sábado, 25 de setembro de 2010

Pare e pense

  • "O sentimento sadio é vida para o corpo, mas a inveja é podridão para os ossos."(Provérbios 14:30)
  • "Existe entre vocês alguém que seja sábio e inteligente? Pois então que prove isso pelo seu bom comportamento e pelas suas ações, praticadas com humildade e sabedoria. Mas, se no coração de vocês existe inveja, amargura e egoísmo, então não mintam contra a verdade, gabando-se de serem sábios. Essa espécie de sabedoria não vem do céu; ela é deste mundo, é da nossa natureza humana e é diabólica. Pois, onde há inveja e egoísmo, há também confusão e todo tipo de coisas más." (Tiago 3:13 a 16)
  • "Se alguém ensina alguma doutrina diferente e não concorda com as verdadeiras palavras do nosso Senhor Jesus Cristo e com os ensinamentos da nossa religião, essa pessoa está cheia de orgulho e não sabe nada. Discutir e brigar a respeito de palavras é como uma doença nessas pessoas. E daí vêm invejas, brigas, insultos, desconfianças maldosas e discussões sem fim, como costumam fazer as pessoas que perderam o juízo e não têm mais a verdade. Essa gente pensa que a religião é um meio de enriquecer. É claro que a religião é uma fonte de muita riqueza, mas só para a pessoa que se contenta com o que tem."(1Timóteo 6:3 a 6)

     Hoje escolhi um vídeo do YouTube para compartilhar através do blog, uma mensagem curtinha e que fala muito a respeito de algo que está nos textos que escolhi acima.  Quem de nós ainda não sofreu, foi vítima da inveja de pessoas maldosas, muitas vezes até irmãos da própria igreja, ou mesmo pastores?
           Eu já tive experiência desse tipo, em que pude constatar que a inveja corrompeu de tal maneira o coração daquele que se dizia pastor da igreja, que acabou por se comportar como no texto descrito em 1Timóteo 6: "
Essa gente pensa que a religião é um meio de enriquecer. É claro que a religião é uma fonte de muita riqueza, mas só para a pessoa que se contenta com o que tem." Daí a se explorar a tal teologia da prosperidade, em que os valore$ passam a ser medidos de forma diferente, gerando inveja, amargura e egoísmo. 
           Note no vídeo, que a mulher que recebeu uma coca de um litro, conseguiu se alegrar ao ver que seu irmão havia recebido mais que ela, porém a primeira a aparecer, ficou indignada com Jesus, reclamando aquilo que considerava "seus direitos".
              Como você tem se comportado? Saiba que quando Deus nos diz em Romanos 12: "
Alegrem-se com os que se alegram e chorem com os que choram." Está chamando nossa atenção exatamente para isso, pois chorar com os que choram, ou seja, compartilhar da dor pode ser até mais fácil do que se alegrar com os que se alegram, comemorar a vitória do outro enquanto você amarga uma derrota. Você consegue?
PENSE NISTO 




sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Pare e pense

          "Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça. Eis que, envergonhados e confundidos serão todos os que se indignaram contra ti; tornar-se-ão em nada, e os que contenderem contigo, perecerão. Buscá-los-ás, porém não os acharás; os que pelejarem contigo, tornar-se-ão em nada, e como coisa que não é nada, os que guerrearem contigo. Porque eu, o SENHOR teu Deus, te tomo pela tua mão direita; e te digo: Não temas, eu te ajudo. Não temas, tu verme de Jacó, povozinho de Israel; eu te ajudo, diz o SENHOR, e o teu redentor é o Santo de Israel. (Isaías 41:10 a 14)


         "Porque ele livrará ao necessitado quando clamar, como também ao aflito e ao que não tem quem o ajude."(Salmos 72:12)
           
            Tem momentos em que você se sente sozinho, aflito ou abandonado? Já se sentiu como se tudo estivesse prestes a desmoronar à sua volta? Creio que todos já nos sentimos assim, passamos por vales, desertos, atravessamos tempestades na vida. O maravilhoso é a certeza que podemos ter da poderosa presença de DEUS, de seu cuidado, como um pai amoroso, sempre nos guardando, preservando e fazendo com que cheguemos seguros ao nosso destino final.
               Abaixo, uma palavra do Rob Bell que achei no You Tube e gostei muito, pela analogia que ele faz com tempestade, criança, pai e cuidado de DEUS.




quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Pare e pense



                       "Por esse tempo, o rei Ezequias ficou doente e quase morreu. O profeta Isaías, filho de Amoz, foi visitá-lo e disse: — O SENHOR Deus diz: "Ponha as suas coisas em ordem porque você não vai sarar. Apronte-se para morrer." Então Ezequias virou o rosto para a parede e orou assim: — Ó SENHOR Deus, lembra que eu tenho te servido com fidelidade e com todo o coração e sempre fiz aquilo que querias que eu fizesse. E chorou amargamente. Isaías saiu do quarto em que o rei estava, mas, antes que tivesse passado pelo pátio central do palácio, o SENHOR Deus lhe disse: — Volte e diga o seguinte a Ezequias, o governador do meu povo: "Eu, o SENHOR, o Deus do seu antepassado Davi, escutei a sua oração e vi as suas lágrimas. Eu vou curá-lo, e daqui a três dias você irá até o Templo. Vou deixar que você viva mais quinze anos. Livrarei você e esta cidade de Jerusalém do rei da Assíria. Defenderei esta cidade por causa da minha honra e por causa da promessa que fiz ao meu servo Davi." Então Isaías disse: — Ponham uma pasta de figos em cima da úlcera do rei, e ele ficará bom. E o rei Ezequias perguntou: — Qual será o sinal de que o SENHOR Deus vai me curar e de que daqui a três dias eu poderei ir até o Templo? Isaías respondeu: — O SENHOR lhe dará um sinal para provar que vai cumprir a sua promessa. O que você prefere: que a sombra da escadaria avance dez degraus ou volte dez degraus? Ezequias respondeu: — Fazer a sombra avançar dez degraus é fácil! Eu quero é que ela volte dez degraus. Então Isaías orou a Deus, o SENHOR, e ele fez a sombra voltar dez degraus na escadaria feita pelo rei Acaz."(2REIS 20:1 a 11)
                 O texto de hoje nos fala de notícia de morte e notícia de vida. A primeira notícia que o profeta trouxe ao rei era de que ele havia sido desenganado pelo próprio Deus."
O SENHOR Deus diz: "Ponha as suas coisas em ordem porque você não vai sarar. Apronte-se para morrer."
  
                 Quando se tem uma doença perigosa, essa é a frase que menos queremos ouvir. Pode ser que Isaías estava visitando o rei a pedido dele, na expectativa de ouvir do profeta alguma boa notícia, ou até uma notícia razoável, mas nunca algo como aconteceu. Pode ser que Isaías estivesse imaginando o que dizer, enquanto caminhava para o palácio, orando a Deus pela vida de seu rei, afinal Ezequias era um bom rei.
                 Note a atitude do profeta. Deu a notícia que Deus determinou, e saiu de cena. Ao receber de Deus a ordem para entregar ao rei notícia de vida, imediatamente retornou à presença do rei, comunicando-lhe a palavra de Deus. E deus demonstra toda a sua bondade e atenção ao aceitar provar que a cura anunciada iria acontecer, dando ao rei direito de escolher como se daria o fenômeno que confirmaria a palavra do profeta.
                   Esse é o Deus que servimos! Sem fichas marcadas, soberano sobre toda a criação, atento a um coração quebrantado e contrito, ainda que isso possa trazer consequências desastrosas. (Prossiga a leitura do texto, e veja o que fez o rei Ezequias ao receber a visita do pessoal da Babilônia e no que resultou seu ato)
                   Como está o seu relacionamento com Deus, caro leitor? Você pode arrazoar com Ele como fez o rei? "
Ó SENHOR Deus, lembra que eu tenho te servido com fidelidade e com todo o coração e sempre fiz aquilo que querias que eu fizesse. E chorou amargamente.", ou sua oração seria mais ou menos assim: 
Ó SENHOR Deus, não se lembre que eu tenho te servido com infidelidade e com o coração dividido entre te servir e seguir meu próprio coração, veja que algumas vezes até fiz aquilo que querias que eu fizesse. E chorou arrependido amargamente."
PENSE NISTO

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Pare e pense

PSEUDO-PENTECOSTAIS: NEM EVANGÉLICOS, NEM PROTESTANTES
Robinson Cavalcanti 

Um grande equívoco cometido pelos sociólogos da religião é o de por sob a mesma rubrica de “pentecostalismo” dois fenômenos distintos. De um lado, o pentecostalismo propriamente dito, tipificado, no Brasil, pelas Assembléias de Deus; e do outro, o impropriamente denominado “neopentecostalismo”, melhor tipificado pela Igreja Universal do Reino de Deus. Um estudioso propôs denominar essas últimas de pós-pentecostais: um fenômeno que se seguiu a outro, mas que com ele não se conecta, pois “neo” se refere a uma manifestação nova de algo já existente. Correntes de sociologia argentina já os denominaram de “iso-pentecostalismo”: algo que parece, mas não é. Lucidez e coragem teve Washington Franco, em sua dissertação de mestrado na Universidade Federal de Alagoas, quando classificou o fenômeno representando pela IURD de “pseudo-pentecostalismo”: algo que não é. Um estudo acurado dos tipos ideais, Assembléia de Deus e Igreja Universal do Reino de Deus, sob uma ótica sociológica, ou uma ótica teológica, nos levará à conclusão que se trata de duas manifestações religiosas diversas, que não podem -- nem devem -- ser colocadas sob uma mesma classificação. Ao se somar, a partir do Censo Religioso, esses dois agrupamentos, tem-se um alto índice de “pentecostais”, constituídos, contudo, pelos que o são e pelos que não o são. Equiparar ambos os fenômenos não faz justiça à Igreja Universal e ofende a Assembléia de Deus. 
Podemos afirmar, ainda, um segundo equívoco dos analistas: considerar a IURD e suas congêneres como “evangélicas”. Elas próprias, por muito tempo, relutaram em se ver como tal, pretendendo ser tidas como um fenômeno religioso distinto, e terminaram por aceitar a classificação “evangélica” por uma estratégia política de hegemonizar um segmento religioso mais amplo no cenário do Estado e da sociedade civil. O evangelicalismo é marcado pela credalidade histórica e pela ênfase doutrinária reformada na doutrina da expiação dos pecados na cruz e na necessidade de conversão, ou novo nascimento. 
Se o pseudo-pentecostalismo não é pentecostalismo, nem, tampouco, evangelicalismo, também não é protestantismo. O discurso e a prática dessa expressão religiosa indicam a inexistência de vínculos ou pontos de contatos com a Reforma Protestante do Século 16: as Escrituras, Cristo, a graça, a fé. Chamar o bispo Macedo de protestante é de fazer tremer o Muro da Reforma, em Genebra, e os ossos de Lutero e Calvino em seus túmulos. Muita gente tem incluído a IURD, e assemelhadas, como pentecostais, evangélicas ou protestantes, para inflar, de forma triunfalista, os números, ou por temor de retaliações legais, ou extralegais, vindas daquelas instituições. Se sociólogos têm denominado manifestações novas na cristandade, como as Testemunhas de Jeová, os Mórmons, ou a Ciência Cristã, como “seitas para-cristãs”, podemos denominar a Igreja Universal e congêneres de “seitas para-protestantes”.

O que se constata, cada vez mais, é que o fenômeno pseudo-pentecostal tem concorrido para uma maior aproximação entre os pentecostais (já tidos como históricos, por sua antigüidade e mobilidade social e cultural) e as igrejas históricas. De um lado, os pentecostais redescobrem o valor da história, de uma confessionalidade e de uma teologia sólida; do outro, os históricos vão flexibilizando (ou ampliando) a sua pneumatologia, reconhecendo a contemporaneidade dos dons do Espírito Santo. O fosso entre pentecostais e pseudo-pentecostais tende a aumentar, não só pela aproximação entre pentecostais e históricos, mas também pela crescente adesão dos pseudo-pentecostais a ensinos e práticas sincréticas, com o catolicismo romano popular e os cultos afro-ameríndios. Quando estudantes de teologia assembleianos, batistas nacionais ou presbiterianos renovados aprendem com teólogos anglicanos (John Stott, J.I. Packer, Michael Greene, Alister McGrath, N.T. Wright), e anglicanos, luteranos ou presbiterianos usam de um louvor mais exuberante e oram por cura e libertação, na expressão de Gramsci, um novo “bloco histórico” vai se formando (retardado pelo extremo fracionamento entre ambos os segmentos), do qual, é claro, não faz parte o pseudo-pentecostalismo. Esse “bloco histórico” em formação, para se consolidar, não apenas deve se conhecer mais mutuamente, somando conceitos e subtraindo preconceitos, mas também responder aos desafios de um pluralismo que inclui a diversidade do catolicismo romano, o pseudo-pentecostalismo, o esoterismo, os sem-religião e um agressivo secularismo, emoldurado pelo relativismo pós-moderno. Isso passa, necessariamente, pelo aprender com a história da igreja -- durante, depois e “antes” da Reforma -- e pela superação de uma iconoclastia que, equivocadamente, equipara o artístico com o idolátrico. 
Contamos com estadistas do reino de Deus, com humildade, visão e coragem para consolidar esse bloco? 

• Dom Robinson Cavalcanti é bispo anglicano da Diocese do Recife e autor de, entre outros,Cristianismo e Política -- teoria bíblica e prática histórica e A Igreja, o País e o Mundo -- desafios a uma fé engajada.



Fonte: www.ultimato.com.br

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Pare e pense

Bíblia não é chato. Avatar é chato

Você tem lido a Bíblia? Regularmente?
"Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho."(Salmos 119:105)


Abaixo, dois vídeos com o pastor John Piper, sobre importância da leitura Bíblia.






Os vídeos:



segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Pare e pense

   “Fizeram um bezerro em Horebe e adoraram a imagem fundida. E converteram a sua glória na figura de um boi que come erva. Esqueceram-se de Deus, seu Salvador, que fizera grandezas no Egito, Maravilhas na terra de Cão, coisas tremendas no Mar Vermelho. Por isso disse que os destruiria, não houvesse Moisés, seu escolhido, ficado perante ele na brecha, para desviar a sua indignação, a fim de não os destruir.”(Salmos 106:19 a 23)
              “Seus sacerdotes cometem violência contra a minha lei e profanam minhas ofertas sagradas; não fazem distinção entre o sagrado e o comum; ensinam que não existe nenhuma diferença entre o puro e o impuro; e fecham os olhos quanto à guarda dos meus sábados, de maneira que sou desonrado no meio deles. Seus oficiais são como lobos que despedaçam suas presas; derramam sangue e matam gente para obter ganhos injustos. Seus profetas disfarçam esses feitos enganando o povo com visões falsas e adivinhações mentirosas. Dizem: ‘Assim diz o Soberano Senhor’, quando o Senhor não falou. O povo da terra pratica extorsão e comete roubos; oprime os pobres e os necessitados e maltrata os estrangeiros, negando-lhes justiça. "Procurei entre eles um homem que erguesse o muro e se pusesse na brecha diante de mim e em favor da terra, para que eu não a destruísse, mas não encontrei nem um só. Por isso derramarei a minha ira sobre eles e os consumirei com o meu grande furor; sofrerão as conseqüências de tudo o que eles fizeram, palavra do Soberano Senhor". (Ezequiel 22:26 a 31)
                  No primeiro dos textos acima, lemos em Salmos a declaração de que o povo teria sido destruído, “não houvesse Moisés, seu escolhido, ficado perante ele na brecha”. No segundo texto, em Ezequiel, Deus avisa que vai derramar sua ira sobre a terra, pois "Procurei entre eles um homem que erguesse o muro e se pusesse na brecha diante de mim e em favor da terra, para que eu não a destruísse, mas não encontrei nem um só”. Esse segundo texto, fala de uma época, um tempo, em que os próprios sacerdotes cometiam violência contra a lei (contra os ensinamentos de Deus), profanavam as ofertas sagradas (Se apossavam dos recursos ofertados a Deus em seu próprio benefício), ensinavam a chamar de certo o que é errado, fechavam os olhos aos erros do povo, por conveniência própria. O texto segue falando que os oficiais do povo (os “políticos”) são como lobos que devoram as presas, chegando a matar pessoas para obter ganhos injustos! Os profetas mentem para o povo, para dar cobertura aos tais “políticos”, e o povo da terra pratica  extorsão, comete roubos, oprime os pobres, maltrada estrangeiros, etc.
                Você nota certa semelhança com os dias atuais? Quando você vê na TV ou lê nos jornais sobre mais um crime, mais uma falcatrua de políticos, quando você olha a sua volta, o que vê? Seria algo semelhante com o  cenário descrito por Ezequiel?
                O que eu quero te dizer hoje é que Deus, como naquele tempo, nos diz ainda HOJE: "Procurei entre eles um homem que erguesse o muro e se pusesse na brecha diante de mim e em favor da terra, para que eu não a destruísse”. Como tem sido sua reação a tudo? Simplesmente ora: “Ó vem, Senhor Jesussssss!”? Apenas agradece a Deus por não ser como essa geração perversa e cruel? “O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: O Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano.”(Lucas 18:11)
                Posso ser sincero? O que eu tenho percebido nos dias de hoje, é que vivemos realmente dias como os citados por Ezequiel (Talvez um pouco piores). Percebo ainda uma igreja que “torce para o circo pegar fogo”, que anseia por ver a condenação de Deus sobre a terra. Uma igreja inerte, morna, voltada para si mesma, um grupo crescente de “crentes” voltados para processos internos da igreja, preocupados em manter aparências muito mais do que exercer a verdadeira piedade(amor).
                Deus procura um homem, uma pessoa, alguém disposto a “pagar o preço” (como dizem no jargão new-gospel). Alguém cujo coração chore verdadeiramente, sem hipocrisia ou segundas intenções, por tudo o relatado acima. Alguém que deixe de lado o espírito de querer ver o circo pegar fogo, e passe, efetivamente a buscar a presença de DEUS, interceder de coração, colocando-se como parte desse infeliz processo de apodrecimento desta terra.
                Você está disposto a se colocar nessa brecha? Então volte-se para DEUS, abandone os falsos ídolos (deixe Deus lhe dar discernimento quanto a esse ídolos em sua vida, ok?), abra os olhos para o que acontece à sua volta, pare de se justificar perante Deus e assuma, de uma vez por todas, a sua cota de responsabilidade neste processo! 

sábado, 18 de setembro de 2010

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Pare e pense


No "Pare e pense" de hoje, mais uma matéria da Revista Ultimato, esse instrumento genuinamente cristão e independente, alías, dependente sim, mas unicamente da vontade e direção de Deus, falo como leitor assíduo de mais de vinte anos.

fonte:

Verdade “versus” alucinação

Ricardo Gondim 

O culto pegava fogo. O frenesi do povo crescia, estimulado por um pastor quase grisalho, engravatado e bastante brilhantina nos cabelos. Mesmo acostumado a ambientes pentecostais, estranhei o exagero dos gestos e das palavras. Concentrei-me para entender o que o pastor dizia em meio a tantos gritos. Percebi que ele literalmente dava ordens a Deus. Exigia que honrasse a sua Palavra e que não deixasse “nenhuma pessoa ali sem a bênção”. Enquanto os decibéis subiam, estranhei o tamanho da sua arrogância. A ousadia do líder contagiou os participantes. Todos pareciam valentes, cheios de coragem. Assombrei-me quando ouvi uma ordem vinda do púlpito: “Chegou a hora de colocarmos Deus no canto da parede. Vamos receber o nosso milagre e exigir os nossos direitos”. Foi a gota d’água. Levantei-me e fui embora. 

Os ambientes religiosos neopentecostais se tornaram alucinatórios porque geram fascínio por poder e pela capacidade de criar um mundo protegido e previsível. Por se sentirem onipotentes, buscam produzir uma realidade fictícia. Para terem esse mundo hipotético, os sujeitos religiosos chegam ao cúmulo de se acharem gabaritados para comandar Deus. É próprio da religião oferecer segurança, mas os neopentecostais querem produzir garantia existencial com avidez. 

Em seus cultos, procuram eliminar as contingências, com a imprevisibilidade dos acidentes e os contratempos do mal. Acreditam-se capazes de domesticar a vida para acabar com a possibilidade de seus filhos adoecerem, de as empresas que dirigem falirem e de se safarem caso estejam em ônibus que despenca no barranco. Almejam uma religião preventiva, que se antecipa aos solavancos da vida. Imaginam-se aptos para transformar a aventura de viver em mar de almirante ou em céu de brigadeiro. 
Acontece que essa idéia de um mundo sem percalços não passa de alucinação. Por mais que se ore, por mais que se bata o pé dando ordens a Deus, o Eclesiastes adverte: “O que acontece com o homem bom, acontece com o pecador; o que acontece com quem faz juramentos acontece com quem teme fazê-lo” (9.2). 

Mas a pergunta insiste: por que os cultos neopentecostais lotam auditórios e ganham força na mídia? Repito, pelo simples fato de prometerem aos fiéis o poder de controlar o amanhã, eliminar os infortúnios e canalizar as bênçãos de Deus para o presente. Quando oram, pretendem gerar ambientes pretensiosamente capazes de antever quaisquer problemas para convertê-los em fortuna e felicidade. 

Esta premissa deve ser contestada. Pedir a Deus para nunca se contrariar, ou para ser poupado de acidentes, significa exigir que ele coloque os seus filhos em uma bolha de aço. A vida é contingente. Tudo pode ocorrer de bom e de ruim. Uma existência sem imprevisibilidade seria maçante. O perigo da tempestade, a ameaça da doença, a iminência da morte fazem o dia-a-dia interessante. 

A verdade não produz necessariamente felicidade. Verdade conduz à lucidez. O delírio, porém, tranqüiliza e gera um contentamento falso. Muitos recorrem à religião porque desejam fugir da verdade e se arrasam porque a paz que a alucinação produz não se sustenta diante dos fatos. 

Cedo ou tarde, a tempestade chega, o “dia mau” se impõe e o arrazoamento do religioso cai por terra. Interessante observar que Jesus nunca fez promessas mirabolantes. Como não se alinhou aos processos alienantes da religião, ele não garantiu um mundo seguro para os seus seguidores. Pelo contrário, avisou que os enviaria como ovelhas para o meio dos lobos e advertiu que muitos seriam entregues à morte por seus familiares. Sem rodeio, afirmou: “No mundo vocês terão aflições”. 
Quando o Espírito conduziu Jesus para o deserto, o Diabo lhe ofereceu uma vida segura, sem imprevistos. As três tentações foram ofertas de provisão, prevenção e poder, mas ele as rechaçou porque as considerou mentirosas. O mundo que o Diabo prometia não existe. 

Porém as pessoas preferem acreditar em suas ilusões. Fugir da crueza da vida é uma grande tentação. Em um primeiro momento, parece cômodo refugiar-se da realidade, negando-a. É bom acreditar que a riqueza, a saúde, a felicidade estão pertinho dos que souberem manipular Deus. 

O mundo neopentecostal se desconectou da realidade. Seus seguidores vivem em negação. Não aceitam partilhar a sorte de todos os mortais. Confundem esperança com deslumbre, virtude com onipotência mágica, culto com manipulação de forças esotéricas e espiritualidade com narcisismo religioso. 

Os sociólogos têm razão: o crescimento numérico dos evangélicos não arrefecerá nos próximos anos. Entretanto, o problema é qualitativo. O rastro de feridos e decepcionados que embarcaram nessas promessas irreais já é maior do que se imagina. 

A demanda por cuidado pastoral vai aumentar. Os egressos do “avivamento evangélico” baterão à porta dos pastores, perguntando: “Por que Deus não me ouviu?” ou “O que fiz de errado?”. Será preciso responder carinhosamente: “Não houve nada de errado com você. Deus não lhe tratou com indiferença. Você apenas alucinou sobre o mundo e misturou fé com fantasia”. 

“Soli Deo Gloria”. 


• Ricardo Gondim é pastor da Assembléia de Deus Betesda no Brasil e mora em São Paulo. É autor de, entre outros, Eu Creio, mas Tenho Dúvidas. www.ricardogondim.com.br

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Pare e pense

Hoje, uma excelente matéria da Revista Ultimato, nr.325:

Atendimento, entendimento e presença

Rubem Amorese

Tenho ouvido no rádio a nova campanha publicitária de um banco, apoiada em duas expressões-chave. A primeira é mais ou menos assim: “Para atender é preciso entender”, referindo-se à sua capacidade de compreender as necessidades dos clientes. A segunda diz: “Atendimento requer presença”. Aqui, o banco valoriza sua imensa rede. Anteriormente, ele se dizia “completo”; agora, tendo chegado a todos os municípios brasileiros, ele se diz presente.


Apesar de minha insensibilidade às ofertas dessa peça publicitária, considerei interessante a forma como o banco afirma “atender”, oferecendo “entendimento” e “presença”. Certamente há estudos por trás da definição dos conceitos e valores que suportariam o reclame. Imagino que se tenha ido buscar no imaginário coletivo, no patrimônio simbólico de todos nós, aqueles anseios mais profundos da alma. A tarefa, então, é provocar um processo inconsciente de associação entre esses anseios e a imagem do banco. O efeito comportamental esperado é que, ao buscar “atendimento” nesse banco, em resposta à propaganda, o cliente estará “consumindo” “entendimento” e “presença”.

Vou mais longe em minha mercadologia: acho que o banco oferece, em forma visível de serviços, o invisível “colo da mamãe”. Sim, se há algo que pode ser definido idealmente como “entendimento”, “atendimento” e “presença” é o longínquo seio materno. Se você quiser ir além, pense, antropologicamente, no “jardim do Éden”. Estará pensando no mesmo sentimento de perda e no mesmo anelo que lateja, silencioso e indefinível, em nossas veias. Anelo este que agora encontra satisfação simbólica em uma agência bancária.

Surpreso, compreendo a feliz estratégia de “marketing”. Acho que vai dar certo. Mas noto também que originalidade não é o seu forte. Na verdade, eles cavaram tão fundo que encontraram as fundações do cristianismo. Ou não sabemos que nossos mais secretos anelos estão ligados a alguma forma de volta ao “colo de Deus” (Sl 131.2)? Ou não será useiro e vezeiro entre nós que todas as tentativas de lançar pontes de comunhão, todos os mecanismos comunitários de alcançar segurança e significado têm por base a busca de “entendimento” e “atendimento”? E que encontramos plena saciedade dessa fome e sede no onipresente “seio de Abraão”? 

Sim, há muito encontramos aquele que é “completo”; que nos “entende” e “atende” misericordiosamente. Por dois mil anos temos celebrado sua promessa de estar conosco todos os dias, até que, finalmente, voltemos para o Pai; de nos enviar seu Espírito consolador e revelador para estar “presente” onde estivermos e nas condições em que nos encontrarmos; o Espírito que nos “compreende” melhor que nós mesmos e que pode nos revelar os segredos do coração, como nenhuma agência bancária jamais fará.

As comparações precisam parar por aí, pois, no primeiro caso, por mais feliz que seja a oferta, trata-se de um artifício psicológico. Nunca um banco pretendeu ou pretenderá satisfazer os anseios da nossa alma. Já no segundo caso, a oferta é real, literal e intencional quando diz: “Agrada-te do Senhor, e ele satisfará os desejos do teu coração” (Sl 37.4).


• Rubem Amorese é consultor legislativo no Senado Federal e presbítero na Igreja Presbiteriana do Planalto, em Brasília. É autor de, entre outros, Louvor, Adoração e Liturgia e Fábrica de Missionários -- nem leigos, nem santos.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Pare e pense

“Pois o SENHOR, o Deus de Israel, diz isto: Não acabará a farinha da sua tigela, nem faltará azeite no seu jarro até o dia em que eu, o SENHOR, fizer cair chuva. Então a viúva foi e fez como Elias tinha dito. E todos eles tiveram comida para muitos dias. Como o SENHOR havia prometido por meio de Elias, não faltou farinha na tigela nem azeite no jarro.” (1Reis 17:14 a 16)
                Elias havia profetizado que haveria seca em Israel por três anos. Em meio à fome que se seguiu como consequência da seca, Deus ordena que ele se dirija a Sarepta, onde uma viúva cuidaria dele. Note o cuidado de Deus, sua onipresença que, mesmo no meio da catástrofe providencia o sustento de seu profeta e ainda utiliza esse episódio para demonstrar o Seu cuidado com uma anônima viúva em Sarepta.
                Essa promessa de cuidado de Deus, não deixando faltar o azeite da botija, nem a farinha na panela (farinha = alimento, azeite representa a unção do Espírito Santo) está sobre a sua vida ainda hoje. Declare isto e receba a promessa de Deus para a sua vida.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Pare e pense

PERDOE-ME POR ME TRAÍRES


Hermes C. Fernandes
Uma das cenas  que mais me marcaram entre todos os filmes que já assisti é a que retrata o momento em que William Wallace, protagonista de Coração Valente, descobre que aquele contra quem ele está lutando no campo de batalha é o mesmo pelo qual estava arriscando a própria vida.

Esta cena merecia um Oscar para Mel Gibson! O olhar, a maneira como ele engole a seco, a fisionomia expressando completa decepção e desolação. Simplesmente, impagável!

Só quem já foi traído por alguém por quem lutava sabe o quanto dói. É como uma espada traspassando nossa alma. Quando assisti a este filme, confesso que ainda não conhecia de perto este sentimento.

De todas as dores que Jesus experimentou, nenhuma o machucou mais do que a traição. Não apenas a traição de Judas, mas sobretudo a traição do povo para o qual Ele havia vindo ao Mundo. O mesmo povo que na véspera o aclamava na entrada de Jerusalém, agora gritava no pátio de Pilatos: Crucifica-o!

Doeu mais do que os cravos e a coroa de espinhos.

Trair quem luta por nós é trair a nós mesmos. É trair nossas convicções mais profundas, nossa consciência. Nada dói tanto quanto a traição.

E toda a traição é como um bumerangue. Um dia volta contra nós.

O traidor do filme pelo menos cai em si, e se arrepende. Há outros que sequer têm crise de consciência, porque as pessoas que o apóiam parecem indicar que ele está no caminho certo. Suas vozes de aclamação o impedem de enxergar o buraco que cavou, no qual sua própria alma se submergirá.

Não há moedas de prata, não há vantagem financeira ou qualquer tipo de prazer que compensem a dor provocada pela traição. Só quem não tem alma não percebe isso.

Há até quem consiga comemorar a traição como um grande acontecimento.

Lembro de um filme brasileiro estrelado por Darlene Glória, chamado "Perdoe-me por me traíres". Depois de sair traída por diversas vezes, a mulher vai ao encontro do seu marido pedir-lhe perdão. Geralmente, quem pede perdão é quem trai. Mas quando o traidor está com a consciência cauterizada, a melhor coisa a fazer é tomar a iniciativa e pedir-lhe perdão. Quem sabe ele caia em si e perceba o mal que fez e se arrependa.

Não se venda, não negocie com sua alma. Não faça ninguém sofrer. Não decepcione quem depositou tanta confiança em você. A menos que você se sinta preparado para encarar o olhar decepcionado de quem tanto te ama.

Pergunte a Pedro o que ele sentiu quando teve que encarar o olhar de Jesus. Você estaria preparado para reencontrar aquele a quem você traiu?

Olhe-se no espelho e pergunte a si mesmo se a imagem que você vê refletida é de alguém digno de confiança ou de alguém infiel à sua própria consciência.

Melhor que trair é ser sincero, jogar limpo, falar francamente, olho no olho, sem rodeios, sem meias palavras. Machuca muito menos que atraiçoar.

Foi isso que meu pai fez quando quis deixar sua antiga denominação. Ele convidou o líder da igreja para uma conversa franca. Eu estava lá e testemunhei a hombridade com que meu pai tratou aquele homem com quem havia caminhado por quase vinte anos. O nome disso é honradez. É assim que age quem é honrado. Tive muito orgulho do meu pai naquele dia.

Nem todo mundo tem a mesma hombridade e honradez. Há pessoas que são como serpentes, escorregadias e astutas, e em cuja língua há veneno. Deus as tratará!

E o pior de quem trai é ter que carregar um estigma pelo resto da vida.

Você colocaria o nome "Judas" em um filho? Mesmo que tenha havido outro Judas, que manteve-se fiel a Jesus até o fim, o nome tornou-se sinônimo de " traidor".

Não deve ser nada fácil carregar este tipo de estigma por toda a vida.

Jacó, mesmo depois de passar a ser chamar Israel, continuou sendo chamado de Jacó pelo resto da vida. O próprio Deus que mudou seu nome, continuou a chamá-lo de Jacó. Este foi o estigma que o patriarca teve que carregar por haver traído seu próprio irmão várias vezes.

Nunca vale a pena trair. Quem trai se torna seu próprio algoz.

Uns traem com um beijo, outros traem com um abraço, e outros com palavras e ações.

Seja fiel a Deus! Seja fiel à sua igreja! Seja fiel à sua família! Seja fiel aos seus filhos! Seja fiel à sua esposa! Seja fiel aos seus amigos! Seja fiel às suas convicções!

Se não dá pra caminhar juntos, pelo menos não traia tudo em que você disse acreditar por tanto tempo. Seja, no mínimo, fiel à visão celestial, como foi Paulo perante o rei Agripa.

N'Ele que jamais nos decepcionará, apesar dos homens...

Hermes Fernandes 
leia também textos do pastor Hermes em : http://www.hermesfernandes.com/

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Pare e pense

PEQUEI!
Em II Samuel 11 e 12 encontramos a narrativa detalhada sobre o pecado de Davi com Bate-Seba e a repreensão feita pelo profeta Natã. Um texto provocativo, arrepiante, doloroso e profundamente humano, feito para mim, pecador. Dois nomes estão intimamente ligados a Davi: Golias e Bate-Seba. Mesmo quem não tem um conhecimento mais amplo dos textos sagrados facilmente associa um ao outro nesse círculo perigoso entre a glória e o sexo.

Ambos levaram Davi ao campo de batalha. Ambos tiveram acesso ao coração de Davi. O gigante e a mulher entraram na história de Davi em extremos opostos: Golias aparece quando Davi é jovem e inexperiente; Bate-Seba, quando ele é um rei e experiente. Quando Davi encontra Golias, ainda não está atrelado aos mecanismos do poder, ainda respira o ar do pastorado singelo. Quando encontra Bate-Seba, sua vida está integrada às engrenagens do trono, aos desmandos imperiais. Aliás, percebemos grandes mudanças nesse tempo entre o gigante e a cama oculta.

Em Deuteronômio 17. 14-17, Deus dá uma série de diretrizes para quando Israel tivesse um rei, dentre essas diretrizes há alguns lembretes sobre não acumular "mulheres, cavalos e dinheiro", a receita infeliz do fracasso de um sucesso: dinheiro, poder e sexo. As tramas que engoliram Davi. Ele vencia inimigos, subjugava nações, mas sucumbiu à tríade implacável: dinheiro, poder e sexo. Ele evitou o primeiro, foi tocado pelo segundo, mas o terceiro roubou seu coração.

Um olhar fez o que Golias não conseguiu: derrubou Davi. Dietrich Bonhoeffer, em seu livro "Tentação", diz: "Em nossos membros há uma inclinação adormecedora na direção do desejo que é tanto repentina quanto feroz. Com poder irresistível, o desejo detém domínio sobre a carne. De repente, um fogo secreto, efusivo, é aceso. A carne queima, e ei-la em chamas! Neste momento Deus é muito irreal para nós... e o único desejo para a criatura é real... Satanás aqui não nos enche com ódio de Deus, mas com esquecimento de Deus... A luxúria assim envolve a mente e a vontade do homem em escuridão profunda. Os poderes do claro discernimento e da decisão nos são tirados. É aqui que tudo dentro de mim ergue-se contra a Palavra de Deus".

Davi passa a utilizar os mecanismos do poder. Usa fraudes. Abusa do verbo "mandar": manda Urias dormir com Bate-Seba, a fim de que todos sejam envolvidos nas teias do engano. Essa insistência em "mandar" retrata o uso impessoal do poder. Walter E. Brown, estudioso do A. T. observou bem o uso desse verbo: "mandar". Duas outras ocorrências do verbo na história, sutilmente nos preparam para a verdade de que Davi, em todo o exercício de seu poder impessoal, não estava no controle, como supunha: Bate-Seba "mandou" um recado: "estou grávida" (II Sm. 11. 5), e Joabe "mandou" um relatório da batalha (v. 18 ss), dando a entender, pela mensagem, que sabia perfeitamente o que Davi estava fazendo. No último e decisivo "mandar" dessa história, é Deus que entra em cena: "mandou/enviou a Davi o profeta Natã" (II Sm. 12. 1).

A raiz de todos os pecados está relacionada à nossa vontade de ser deus, assumir o controle da nossa vida e da vida dos outros: mandar! Quando Natã repreende a Davi, a frase bíblica é decisiva: "Este homem é você!" (II Sm. 12. 7). O pecado nunca é sobre outra pessoa; é sempre sobre mim! Nunca é uma verdade genérica, mas sempre específica. O pecado nunca é um comentário sobre ideias, culturas ou condições; mas sempre sobre pessoas de verdade, de carne e osso, dor de verdade, problemas reais, pecado mesmo: é sempre sobre mim!

É perfeitamente confortável transformar o pecado num pronunciamento religioso genérico. Isto é o que Davi estava fazendo: ouvindo Natã pregar um sermão sobre o pecado de alguém e se indignando com a conduta alheia, a condição de uma outra pessoa. É para isto que servem os profetas: eles nos jogam para o centro da história: é sobre mim! Quando"a ficha cai" Davi dá um brado: "Pequei!" (II Sm. 12. 13). Quebram-se as abrangências gerais da religiosidade que julga. O rei está no banco dos réus! Culpado!
Nossa tarefa prioritária na vida cristã não é evitar o pecado, pois isso é impossível, mas reconhecê-lo, pois isso nos leva até à graça! O Salmo 51 é escrito depois da visita de Natã. Ainda hoje repito essa oração: "Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto. Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo" (Sl. 51, 10 e 11).


Até mais...


Alan Brizotti
Fonte: http://alanbrizotti.blogspot.com/

domingo, 12 de setembro de 2010

Pare e pense

PERMANECER EM CRISTO
Antonio de Jesus Batalha
FICAR NO LUGAR CERTO.
João 15:4-5."Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim."Verso 5."Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer." Era a última noite que Jesus passava com os Seus mais íntimos amigos aqueles sobre quem devia cair a tarefa de espalhar as Boas-Novas até aos confins da terra.
Estavam todos reunidos. Jesus sabia que dentro de poucas horas eles estariam desprovidos da Sua companhia na carne para sempre.
Falava das coisas de suprema importância. Qual seria o seu grande desejo nos últimos momentos de vida terrena? Permanecei em Mim eram as palavras que enfatizava, uma e mais vezes, como uma grande necessidade primordial.
E qual seria o seu cuidado, na última oração feita com eles e por eles? João 17:23. "Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim."
Infelizmente o crente muitas vezes não entende isto, ou simplesmente ignora este facto, não é pregar bem, cantar ou tocar bem, ou ter um cargo na igreja, sim isto é importante, mas a raiz não está aí, mas sim no permanecer,também não está no resolver os problemas, dar o dízimo, ou curar os enfermos, isto são apenas sinais das pessoas que permanecem.


Estive a ver esta palavra (permanecer) na gramatica portuguesa, e ela significa: 
1ºConservar-se ou persistir no mesmo estado ou qualidade sem mudança.
2. Demorar-se em alguma parte; ficar.
E permanecer em Cristo também traz conhecimento, é lógico que quem fica ao pé de alguém bastante tempo acaba por conversar com essa pessoa,e vai trazer conhecimento dessa mesma pessoa, e quanto mais se conhece uma pessoa abre duas portas, ou ficamos mais amigos dessa pessoa ou acabamos por nos desviar dela.
E aqui também reside um problema que se tem levatado nos nossos dias, falta de permanecer, falta deconhecimento, falta de amor, é igual a carnalidade, e pregações sem a unção de Deus, buscando apenas interesses humanos. Mas quando se permanece, quando a pessoa fica sem mudanças na companhia do Grande Mestre, dá-se um milagre dos milagres! Sua vida, nossa vida; Seu desejo, nosso desejo; Seu propósito, nosso propósito; Sua obra, nossa obra; Seus ideais, nossos ideais! Assim como o galho nada produziria sem a raiz, e a lua nenhuma luz daria sem o sol, assim o cristão não pode viver sem Cristo. João 15:5."... porque sem mim nada podeis fazer."
Tão verdadeiramente como Cristo revelou ao Pai neste mundo, cumprindo o Seu mandato, fazendo a Sua vontade e o Seu trabalho, assim o crente deve reflectir a perfeição do Mestre, na palavra no pensamento, nos actos, vivendo como Ele viveu.
Permanecei em Mim! Os frutos dependem desta íntema relação, sem a qual nenhum cristão será útil para o reino de Deus. Há tanto que fazer na nossa nação, e os trabalhadores são poucos. Não sejas negligente ou indeferente, porque nenhum galardão vais ganhar, e o que será de ti no futuro só Deus o sabe.
Que a bondade de Deus cerque os incautos, e o Santo Espírito os convença do pecado da justiça e do juízo. 

ESPOSA.
Como a esposa ao esposo,
Como o governo ao seu país,
Como a alegria no seu gozo,
Como o tronco à raiz,
És Tu Senhor para mim.
Como a luz na noite escura,
Como a fonte no jardim,
Como a água na secura,
Como o coro no festim,
És Tu Senhor para mim.
Como o remédio ao doente,
Como na calma a variação,
Como a fé ao que é crente,
Como a chuva no verão,És Tu Senhor para mim.
Como o rio que sempre corre,
Como as floresta tropicais,
Como o tempo que não morre,Como no campo os olivais,
És Tu Senhor para mim.
Como a mãe ao seu filhinho,
Como o bater do coração,
Como ave no seu ninho,
Como o chegado irmão,És Tu Senhor para mim.
Por: António Jesus Batalha.


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