Para ler NO Deserto

“Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia; porque tu ouviste, naquele dia, que estavam ali os anaquins, bem como cidades grandes e fortificadas. Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como ele disse.”(Josué 14:12)

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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Pare e pense

CANSEI DE HIPOCRISIA !


LUCAS: 12 –“Ajuntando-se, entretanto, muitos milhares de pessoas, de sorte que se atropelavam uns aos outros, Jesus começou a dizer aos seus discípulos: Acautelai-vos primeiramente do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia.”
Natália Mendes
Gosto muito de estar na igreja. Do contato com os irmãos, a comunhão, as palavras, os louvores... Adorar a Deus é sempre bom, principalmente ao lado de quem você gosta. Mas o que não dá pra suportar nas igrejas é a tal da HIPOCRISIA...
Você já deve ter visto pastores pregando uma coisa e vivendo outra, irmãos de "nariz em pé" querendo parecer mais "santos" do que os outros, gente querendo aparecer no louvor...
Tudo bem que A IGREJA PERFEITA não existe, mas eu já vi e ouvi muita coisa, engoli muito sapo, então aqui vai o meu desabafo. As pessoas sempre falam em "testemunho cristão" e acham que isso significa vestir uma máscara de santidade na igreja e lá fora acabam sendo o que querem. Isso é falsidade, isso não é ser, de fato, cristão. Um verdadeiro testemunho acontece quando temos um genuíno encontro com Deus e por causa desse encontro somos mudados e as pessoas percebem isso em nós, sem precisar ficar jogando isso na cara delas.
Testemunho não é fingir ser crente e se negar a ajudar um irmão que está em crise. Do que adianta ficar falando mal dos outros e não ajudá-los? Vai ver, o rebelde em questão precisa de oração, precisa de amigos, precisa se sentir amado, pra depois ser disciplinado.
Do que adianta proibir o uso de acessórios, de alguns tipos de roupa, proibir de escutar certos tipos de música ou criar mil regras sobre como deve ser um namoro cristão, sendo que fora da igreja as pessoas vão fazer tudo escondido. Somos seres humanos, imperfeitos, exigir perfeição é querer ser como Deus e quem quis ser como ou maior do que Deus foi Satanás.
Já ouvi dizer que "música do mundo" não presta. Por quê? Tem músicas cantadas por pessoas não evangélicas que transmitem mensagem lindas, como a "Tente outra vez" do Raul Seixas. Já ouvi até falar que tem gente que desistiu de se suicidar porque ouviu essa música. O namoro é uns dos temas mais polêmicos que existe, e não vou entrar a fundo nesse assunto porque cada um tem a sua opinião e ela deve ser respeitada .Mas querer mandar na sua vida íntíma é um pouco demais... Quem realmente se converteu sabe o que fazer ou não no namoro, sabe a hora certa de beijar, de se entregar, valoriza o compromisso, respeita o seu corpo e o do seu amado (a).
Acho que se cada um cuidasse da sua vida e amasse ao próximo como ama a si mesmo as coisas seriam bem diferentes. Ficariamos tão ocupados cuidando dos nossos problemas que esqueceriamos o que diz respeito a vida alheia. Agora, se você está vendo seu irmão se enterrar vivo, não custa nada oferecer ajuda. Se ele recusar, não se intrometa. Ajude quando for solicitado.
Já está mais do que na hora de começarmos a ser mais transparentes e sinceros, porque podemos enganar a qualquer um, mas não enganamos ao nosso Pai onisciente. Não estamos sozinhos quando queremos uma mudança nas igrejas, quando queremos líderes sinceros e que nos apoiam, Deus também deseja pessoas sinceras pastoreando suas ovelhas. Deus deseja sinceridade nos relacionamentos cristãos. Imagino que essa minha repulsa pela hipocrisia seja hereditária, porque o meu Pai também odeia a falsidade, não só no meio cristão, mas no mundo. Sejamos mais parecidos com nosso Papai Celestial.
Ví no excelente blog: VOCÊ NÃO ESTÁ SÓ

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Pare e pense

QUE INJUSTIÇA!...
“Mas não tenham medo daqueles que ameaçam vocês.
Porque está chegando a hora em que a verdade será revelada:
os golpes secretos deles se tornarão informação pública”
Mateus 10.26 Viva


Você já foi injustiçado alguma vez? E quantas vezes você foi injusto com alguém? Você já teve a impressão de que as pessoas mais erradas são as que mais se dão bem? No trabalho aquele sujeito que não tem o menor comprometimento com a empresa, parece ser o mais valorizado por ela. Nos relacionamentos parece que os mais inconseqüentes se saem melhor. O que você acha?
Outro dia um amigo disse que foi parado pela policia enquanto ensinava a esposa a dirigir! Era a primeira vez que saiu sem documentos, pois só estava dando a volta no quarteirão com a esposa! “Tanta gente que anda por ai todo irregular e ninguém nunca pega, mas eu, no dia em saio, me dou mal”! Não parece “injustiça”? Você já passou por algo semelhante?
 Saiba que a verdadeira justiça só ocorrerá quando praticado em submissão a Deus e por amor a Ele, ao invés de ser feito em busca da glória pessoal. Observe e veja qual é “termômetro” do seu senso de justiça!
 Jesus orientou os discípulos sobre as dificuldades que eles enfrentariam na realização de seus ministérios. Depois de antecipar algumas injustiças que os discípulos sofreriam, Ele ressalta que no tempo certo a justiça seria feita. Os olhos do Senhor estão sobre todos. Na parábola do joio e do trigo, Jesus sugere que haverá o momento em que a “erva daninha” vai se destacar por causa da sua má qualidade. Percebe? As corrupções se tornam públicas!
 PENSE NISTO
 Seja justo! Não de forma puramente legalista, mas proceda constantemente com amor. Lembre-se que o dia de prestar contas chegará e não tardará. “Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Malaquias 3.18). Tudo será revelado, não se engane. Os ímpios serão manifestos por aquilo que eles são, mas lembre-se que eles vivem carentes de Deus. Concluindo, não fique frustrado pela impiedade ao seu redor, mas não se esqueça nunca de praticar o “amor”. O Senhor quer alcançar a todos, não se esqueça disso.
Fonte:  UMBET

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Pare e pense


MEDO?

“Mas Jesus respondeu:
Ó homens de tão pouca fé!
Por que vocês estão com tanto medo?
Então Ele se levantou, repreendeu o vento e as ondas,
a tempestade passou e tudo ficou calmo!”
Mateus 8.26 Viva

Quando o seu dia se inicia e você sai para navegar no grande mar da vida, quem você leva no seu barco? Certamente você não se esquece dos utensílios básicos de sobrevivência e tem consigo alguns equipamentos de segurança, mas será que tal preparação é suficiente para protegê-lo das “tempestades”? Você se acha forte? Você é otimista? Apesar de toda a segurança em si mesmo, sabia que confiar na auto-suficiência é estar só?

A Bíblia diz que melhor será se forem dois! Isso ressalta a importância dos relacionamentos. As amizades nos fortalecem e são motivos de alegria no nosso dia-a-dia. Por outro lado, lembre-se que esse nível de relacionamento é constituído por humanos. Apesar da importância e da necessidade, não há como depositar a própria vida nas mãos de outro ser humano.

Veja na história destes discípulos, o barco estava cheio de grandes amigos e companheiros. Um alto nível de relacionamento. Partilhavam das mesmas idéias e constantemente compartilhavam diversas experiências. Porém, somente uma Presença ali naquele barco pôde resistir à “tempestade” – Jesus Cristo. Os relacionamentos não foram eliminados, mas o sustentador da vida deles era o Senhor Jesus! Ali, literalmente e figuradamente “Ele estava no barco”.

O que nos deixa envergonhados é saber que somos como eles, pois reconheciam que Jesus era o “Messias”, tinham provas substanciais de que Ele era o Filho de Deus, mas não tiveram fé para crer que mal nenhum aconteceria a eles, pois o Senhor estava presente!

“Saber e Crer” são coisas completamente diferentes e no mar das dificuldades só Ele pode garantir a segurança de uma vida eterna com Deus. Uma vez que Ele está com você, basta ter fé de que Ele pode te livrar.

Neste dia que se inicia, de imediato, convide o Senhor Jesus a estar contigo, e nas tempestades que virão, lembre-se que Ele não te deixará afundar, por mais terrível que seja, porque se Ele esta com você o melhor para a sua vida sucederá. Será que você consegue perseverar depositando sua fé nisto?
PENSE  NISTO
Fonte: UMBET

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Pare e pense

CRENTE “LADY KATE”: “TÔ PAGANO!”
Carlos Moreira

A Revolução Francesa foi sem dúvida um dos eventos mais significativos do mundo ocidental e da sociedade moderna. A França do século XVIII era um país marcado por profundas injustiças sociais. O arcabouço histórico da revolta se construiu em meio a um regime político absolutista, onde a camada inferior da população, formada por trabalhadores urbanos, camponeses e a pequena burguesia comercial, era obrigada a pagar pesados impostos para manter o luxo das classes privilegiadas.

No topo daquela pirâmide estava o clero que, dentre outras prerrogativas, não pagava impostos. Abaixo dele estava à nobreza, formada pelo rei, sua família, condes, duques, marqueses e outros nobres. O rei era absoluto; controlava a economia, a justiça, a política e até mesmo a religião dos súditos. Qualquer tipo de oposição era punida duramente, pois o "contraventor", além de ser enviado a prisão da Bastilha, era, em seguida, guilhotinado.

A insatisfação com aquela situação chegou ao limite em 1789. Vivendo em extrema miséria, a população saiu às ruas com o objetivo de tomar o poder. Avançaram primeiramente para derrubar a Bastilha e, em seguida, invadiram os palácios e as terras da nobreza em busca de tomar o controle do país. Muitos conseguiram escapar, mas a família real foi capturada, e o rei Luis XVI, juntamente com sua esposa Maria Antonieta, foi julgado e guilhotinado em 1793. Nem o clero foi poupado, pois os bens da igreja foram todos confiscados.

Os contornos estruturais que marcaram o desencadeamento da Revolução Francesa são muito parecidos com a situação da Igreja em nossos dias. Como bem disse o sábio do Eclesiastes, as gerações mudam, mas o “espírito” humano permanece o mesmo. Olho para o que está aí e surpreendo-me com tamanha semelhança. Os fatos são arquetípicos além de fenomenológicos.  

Se não, vejamos: o que temos em nossos dias que não uma elite espiritual privilegiada, supostamente dotada de pedigree sacerdotal, vivendo no luxo e na benesse, com seus “líderes” – não seria melhor dizer gestores? – e seus cantores – não seria melhor dizer atores? – refestelados em mansões, andando com carros de grife importada, voando em jatinhos e helicópteros, vestindo ternos italianos e comendo das “iguarias da corte”, enquanto a grande massa da população vive na pobreza ou na miséria?

O que temos hoje senão o tráfico de influência religiosa, o conluio político para a concessão de rádios e canais de TV que, supostamente, divulgam o “reino” de Deus, mas que, na prática, apenas aumentam o poder e a riqueza do “reino dos homens”? O que temos hoje senão a prática de se efetuar barganhas com o sagrado operacionalizadas através da cobrança perversa de “impostos celestes” que têm como único alvo o espólio desmedido de gente incauta e desesperada?

Posso continuar? O que temos hoje senão a pregação fraudulenta de doutrinas bíblicas aberrantemente distorcidas, aplicadas de forma maliciosa, com vistas a estimular a crença em promessas absurdas que, supostamente, trarão a solução para problemas financeiros, conjugais, físicos, espirituais e de toda e qualquer outra sorte? O que temos hoje senão a alienação da consciência, o esvaziamento dos valores éticos, o anestesiamento dos “sentidos” do coração e tudo em favor da catarse cultual, da serialização da “vida” e da commoditização da doutrina?

Vou lhe dizer o que penso. O que temos hoje é a anatomia de uma tragédia anunciada se desenhando silenciosamente debaixo de nossos olhos! O que temos hoje é uma multidão de milhões de pessoas sendo pressionadas, roubadas e enganadas por uma gangue de feiticeiros do sagrado. É gente que, iludida, está em busca de um “Deus performático”, uma divindade que está obrigada a satisfazer as demandas de seus “clientes” a qualquer custo.

Eis o maior dos absurdos: Deus colocado contra a parede tendo que cumprir o que, supostamente, está dito em Sua palavra! O Todo-Poderoso sendo vítima de extorsão para realizar milagres de prateleira: é o problema da falta de emprego, da restauração do casamento falido, do pagamento da dívida do aluguel, da eliminação da ação de despejo, do destravamento do processo judicial, da limpeza do nome no SPC, da libertação do encosto encomendado na macumba, e por aí vai... É tanta bizarrice que eu poderia encher um livro com estas loucuras.      

Olho para a cristandade e vejo uma multidão de “crentes Lady Kate”. Você sabe de quem estou falando? Trata-se de uma personagem interpretada pela atriz Katiuscia Canoro no programa humorístico Zorra Total da Rede Globo. Lady Kate é uma aspirante a socialite que vive a todo custo tentando entrar para o High Society. Apesar da origem humilde, Kate herdou a fortuna deixada pelo marido, um senador rico, que, desgraçadamente, "bateu a caçuleta". Enfeitiçada com as novas possibilidades que o dinheiro lhe proporciona, Lady Kate vai em busca do "gramour, causo de que grana ela já tem".   

O “crente Lady Kate” é aquele ser que quer por que quer que a vida se transforme num passe de mágica e, para tal, está disposto a pagar o “pedágio religioso” para que “seu milagre” se materialize. Minha questão é bem simples: até onde isso vai? Até quando as pessoas que estão sendo iludidas continuarão pagando esta conta? Sim, porque assim como Lady Kate, que usa o bordão “que que é? Tô pagano”, essa “moçada” também vai querer receber o seu bocado, pois, sem dúvida alguma, eles estão pagando, e pagando muito caro!

Quer saber no que eu acredito: acredito que em muito pouco tempo toda esta farsa vai cair! Acredito que esta multidão de gente espoliada e enganada vai se revoltar, assim como aconteceu na Revolução Francesa, pois eles estarão exaustos de pagar tanto “imposto” travestido de dízimo, e não ver nada acontecer. Estarão fartos de ver “pastores”, “bispos”, “apóstolos”, e outras “divindades” enriquecendo a custa de sua inocência, de seu desespero e, não raro, de suas excentricidades.    

Espero firmemente que a farsa termine e que a farra acabe! No que depender de mim, como profeta do Senhor, continuarei a denunciar este estelionato, este anti-Evangelho, esta deformação de fé em Jesus Cristo. Estarei incansavelmente pregando, escrevendo, e fazendo tudo o que estiver ao meu alcance para que este engodo seja, em fim, revelado aos olhos de todos.

Minhas orações estão centradas para que Deus, no zelo que tem por Sua palavra e pelo Seu povo, interfira com justiça e juízo sob tudo o que está sendo feito. Meu desejo é que Ele haja logo, antes que venhamos a experimentar o que hoje acontece na Europa, onde as catedrais viraram boates e o povo nada quer saber sobre Jesus.

Na Revolução Francesa, o destino da família real não poderia ser pior: a guilhotina. Fico pensando que destino espera aqueles que estão profanando a Palavra do Senhor e enganando o povo que foi comprado pelo Sangue do Cordeiro? Não desejo nenhum mal a ninguém, mas se esta moçada for parar no inferno, poderá, usando outro bordão da Lady Kate, fazer a seguinte barganha com o capeta: “que que é ô seu diabo! Descola aí um lugarzinho meior pra nós, causo de que grana nós tem; o que só nos falta-nos é o gramour”. Pois é, se isso acontecesse, sabe o que eu acho que o “tinhoso” responderia: “tá amarrado!”.

Via GENIZAH

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Pare e pense

JUDAS E A SACOLINHA
Judas, o único dos doze apóstolos que não era galileu, pois havia nascido em Queriote, no sul da Judeia, “era quem tomava conta da bolsa de dinheiro”. João registra essa informação duas vezes (Jo 12.6; 13.29). Poderia ser uma pequena e bonita caixa de madeira ou uma modesta sacolinha de pano de saco ou de linho. Nela colocavam-se as contribuições em dinheiro ofertadas pelas piedosas e agradecidas mulheres da Galileia (Lc 8.1-3) e outras eventuais receitas. Essas ofertas ajudavam Jesus e os apóstolos em seu ministério itinerante. Por causa da fraqueza pelo dinheiro, Judas era a pessoa menos indicada para exercer tal função.
Não se deve pensar que o primeiro assalto à sacolinha seria o furto de alguns ou de todos os trezentos denários do perfume de Maria. João diz que Judas “‘costumava’ tirar o que nela [na sacolinha] era colocado” (Jo 12.6, NVI). A paráfrase da Bíblia Viva é mais contundente: “[Ele] “muitas vezes” furtava dinheiro de lá”.
Jesus sabia que Judas era ladrão, mas nunca revelou isso a qualquer pessoa. Poucas horas antes de ser traído, Jesus mostrou quem o haveria de trair, dando a Judas um pedaço de pão passado no molho (Jo 13.26). João e os demais discípulos só ficaram sabendo que o Iscariotes retirava o dinheiro sagrado da sacolinha sagrada algum tempo depois de um vexame que ele causou em Betânia.
Em menos de uma semana, Judas participou de dois jantares na companhia de Jesus e de outras pessoas. Não se comportou bem em nenhum dos dois. Escondeu a verdadeira identidade tanto na casa acolhedora de Maria, Marta e Lázaro, como na grande sala mobiliada no andar de cima de uma casa em Jerusalém. Na primeira ocasião, escondeu que era ladrão e se apresentou como alguém preocupado com o sofrimento humano. Na segunda, escondeu o acordo já feito com os chefes dos sacerdotes e perguntou cinicamente a Jesus: “Mestre, serei eu [o traidor]?” (Mt 26.25). Ele foi descendo de graça em graça e escancarando as portas para o mal de tal modo que ficou endiabrado. João faz duas declarações sérias a esse respeito. Primeiro, diz que “o Diabo já havia posto na cabeça de Judas, filho de Simão Iscariotes, a ideia de trair Jesus” (Jo 13.2, NTLH). Pouco depois, registra que, “assim que Judas recebeu o pão [não o da Santa Ceia, mas o que havia sido passado no molho], Satanás entrou nele” (Jo 13.27, NTLH). Anteriormente, o tentador pôs a ideia dentro de Judas; agora, ele mesmo se põe dentro do apóstolo traidor. O ex-discípulo, ex-apóstolo e ex-tesoureiro não tem mais controle de nada.
Desde quando a ideia macabra, o projeto ou o plano macabro estava na cabeça de Judas? Desde quando ele ficou sabendo que os chefes dos sacerdotes estavam fazendo planos para matar Jesus logo após a ressurreição de Lázaro (Jo 11.53)? Desde o fracasso de sua proposta de vender o perfume de trezentos denários?
Antes de Judas se retirar da sala espaçosa e aconchegante para se encontrar com os guardas do Sinédrio e levá-los a Jesus no Getsêmani, o Senhor declarou: “Vocês todos estão limpos”, e em seguida completou: “Todos menos um” (Jo 13.10, NTLH). Judas ouviu isso.
Não era preciso explicar nada, mas João achou por bem acrescentar: “Jesus sabia quem era o traidor. Foi por isso que disse: ‘Todos menos um’” (Jo 13.11, NTLH).
No dia seguinte, o homem com a sacolinha vazia estava dependurado à beira de um precipício numa corda amarrada pelo pescoço. Uma corda tão ordinária que não aguentou o peso do suicida e se partiu.
É melhor tomar todo cuidado com a tentação do dinheiro, sobretudo com a sacolinha sagrada na qual se lança dinheiro sagrado!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Pare e pense

NADA SE COMPARA

“E, ouvindo eles isto, enfureciam-se em seus corações, e rangiam os dentes contra ele. Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus; E disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus.” (Atos7:54 a 56)

Dálton Curvello
                O texto de Atos 6 e 7 relata o discurso de Estêvão, a reação dos religiosos da época, e seu conseqüente apedrejamento. Sempre me chamou a atenção a declaração de Estêvão pouco antes de morrer : “Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus.” Estêvão, segundo a Bíblia, viu a GLÓRIA DE DEUS.
                Ele foi usado por Deus, transmitindo a mensagem pura e simples do evangelho. E Estêvão sabia que o importante era glorificar a Deus. Ele não buscava dividendos políticos, eclesiásticos ou financeiros. Um autêntico profeta, descortinando a palavra de Deus à sua geração. Inclusive e principalmente aos religiosos de plantão (poderíamos dizer que aos “donos” de igreja da época), pessoas que julgavam possuir a concessão exclusiva para escravizar os fiéis debaixo de seus preceitos ímpios revestidos de falsa religiosidade, com o propósito escondido de perpetuar-se no poder, refastelando-se das iguarias, como os filhos de Eli(1Samuel 2:12 a 17),              tomando das primícias daquilo que se oferecia a Deus.
                E  hoje, meu irmão? Quantos crentes se vendem aos poderosos, dominadores de seitas que se dizem cristãs, vendendo suas convicções em troca dos manjares servidos na mesa dos poderosos? Quantos falsos pastores querem tomar para si o mérito, vaidosos por natureza, cheios de jactância arvoram para si uma imagem de perfeição inexistente, manipulando fiéis com suas dissimulações nojentas, enganam a muitos. Outros, mesmo percebendo o engodo, permanecem a eles ligados pela conveniência de suas festividades, pregações mornas, condecendência com o pecado dos fiéis mais abastados, contrapondo-se com o rigor quase doentio para os menos favorecidos.
                Agora, se você faz parte do pequeno mas cada dia mais crescente grupo daqueles que se opõem a esses falsos pastores, que lutam pela implantação do evangelho puro e simples em sua igreja, bem vindo ao clube. Eu mesmo vivi sob o domínio de um desses, seguindo quase cegamente por oito anos, como tesoureiro, fui levado até a constantemente deixar folhas de cheque da igreja assinadas “em branco”, tendo sido conivente com alguns desmandos, observando dissimulações, prestações de contas em que o tal pastor incluía como verba para missões, por exemplo, os salários (exorbitantes) dele e de seu filho, apresentando para a igreja uma prestação de contas em que dizia cheio de orgulho que aquela denominação aplicava mais de cinquenta por cento de sua arrecadação em missões, quando na realidade, se desconsiderasse essa informação dissimulada, o índice sequer atingiria dez por cento!
                Ao me levantar contra tais atitudes, e outras que futuramente ainda vou compartilhar, fui literalmente “apedrejado” pelos donos da igreja, que visando perpetuar-se no poder e manter os desmandos, tal como naquela época, usam de todo e qualquer artifício para tanto. Portanto, meu irmão, saiba que nossa tarefa não traz recompensa aqui na terra, mas com certeza, nos habilita a cantar como o hino que apresento a seguir, que reflete a força que nos move:



sábado, 4 de dezembro de 2010

Pare e pense

VOCE CONFIA  REALMENTE  EM JESUS?

“A fé é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a prova de que existem coisas que não podemos ver.”(Hebreus 11:1)

Quantas pessoas afirmam ter fé, confiar em Jesus, mas conduzem suas vidas declarando através de seus atos exatamente o contrário? Outras, às vezes até têm uma pequena experiência real, e depois passam o resto da vida falando daquele lampejo da Graça, tornando-se uma caricatura do que seria o projeto de Deus para sua vida. Em qual categoria de cristão você se enquadra? Assista ao vídeo, e PENSE NISTO



sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Pare e pense

QUERO SER MAIS HUMANO

É curioso como, com o passar dos anos e o aproximar da velhice, nossos valores mudam. Posições que ambicionávamos, conquistas que valorizávamos e pessoas que nos impressionavam perdem seus encantos. Atrás de nós, vamos fechando portas para euforias juvenis e idealismos inconseqüentes. Já não invejamos o triunfo dos insolentes ou o sucesso dos ufanistas. Hoje, ainda sem ser velho, já consigo sentir indiferença para os sonhos mirabolantes dos messiânicos. Confesso que perdi, inclusive, a vontade de ter a última palavra sobre qualquer assunto e não me empolgo com debates que só dão uma falsa sensação de prestígio.

Esse processo começou quando enfrentei uma crise, lá por volta dos meus 40 anos. A própria consciência de que vivia na meia-idade me fez desistir de querer ser herói, conquistador, eleito especial ou semideus. De lá para cá, caminho cada vez mais consciente de que muito dos meus esforços, lendo, estudando, trabalhando, madrugando e virando noites para “não perder tempo” eram vaidade e correr atrás do vento. Olho para trás e percebo que não foi de minhas poucas conquistas ou dos reconhecimentos humanos que obtive meus melhores contentamentos. Estes vieram do amor de minha família e de amigos verdadeiros — gente que não temia partilhar o mesmo jugo que eu.

Assim, fiz alguns ajustes. Redirecionei minha leitura bíblica. Mais do que saber os detalhes exegéticos ou técnicos, ansiei que a Palavra me levasse a uma relação mais íntima com Deus. Reli a Bíblia de capa a capa, procurando o coração paterno de Deus. Dialoguei com pessoas que tratam da espiritualidade clássica. Recompus minha vida devocional. Aprendi sobre oração contemplativa e redescobri a meditação bíblica. Devorei alguns clássicos, como A Imitação de Cristo, de Tomás de Kempis, A Volta do Filho Pródigo, de Henry Nowen, A Montanha dos Sete Patamares, de Thomas Merton, e o Schabat, de Abraham Joshua Heschel. Eles e outros se tornaram meus mentores nessa nova busca interior.

Talvez, a maior descoberta que faço, nesse tempo que antecede o outono de minha vida, é que minha vocação maior é tornar-me mais humano. Desejo aprender a ser generoso e sereno. Almejo rir, risos contagiantes; quero amar coisas simples e contemplar mais a natureza; saber me deliciar com a arte; brincar com crianças, ler poemas e ouvir a melhor música. Preciso ser mais empático com o pobre, acolher o perdido e dar minha mão ao abandonado.

Nessa jornada espiritual, perdi o medo de me desnudar e mostrar vulnerabilidade. Outrora, eu temia a censura daqueles que poderiam se escandalizar com minha fragilidade. Tentei, muitas vezes, impressionar as pessoas com discursos valentes, quando, inseguro, pedia que Deus segurasse minha mão. Receava que algum psicólogo detectasse disfuncionalidades em mim e na minha família. Acreditava que, se alguém diagnosticasse meu envolvimento no evangelho como uma fuga, perderia toda credibilidade. Evitava contatos íntimos para que as pessoas não notassem que eu não era tão “resolvido” como demonstrava.

Na mitologia grega as sereias eram criaturas de extraordinária beleza e de uma sensualidade irresistível. Quando cantavam, atraíam os navegantes que não conseguiam pelejar contra seu poder de sedução. Obcecados por aquela melodia sobrenatural, os pilotos arremessavam seus navios contra as rochas da ilha, naufragavam, e as sereias devoravam os tripulantes. Os gregos relatam que apenas dois conseguiram vencer o encanto de inimigas tão terríveis. Orfeu, o deus mitológico da música e da poesia, encontrou um recurso. Quando sua embarcação aproximou-se de onde estavam as sereias, ele salvou seus parceiros, tocando uma música ainda mais doce e envolvente do que aquela que vinha da ilha. A outra solução foi encontrada por Ulisses. O herói de A Odisséia não possuía talentos artísticos. Sem dons, sabia que não venceria as sereias. Reconhecido de sua fraqueza e falibilidade, concebeu outro plano. No momento em que sua embarcação começasse a se aproximar da ilha sinistra, mandaria que todos os homens tapassem os ouvidos com cera e que o amarrassem ao mastro do navio. Depois que encarou sua fraqueza e incapacidade de enfrentar as armadilhas das sereias, rumou para a ilha, conforme o plano. Do mesmo modo, deu ordem aos tripulantes: mesmo que implorasse para que o soltassem, as cordas deveriam ser apertadas ainda mais. Quando chegou a hora, Ulisses foi seduzido pelas sereias como previra, mas seus marinheiros não o libertaram. Quase louco, pedindo para ser solto, passou incólume pelo perigo. O relato mitológico termina afirmando que as sereias, decepcionadas por ter sido derrotadas por um simples mortal, afogaram-se no mar. O que salvou Ulisses não foi a percepção de sua superioridade, mas a consciência de sua fragilidade. Ele não tentou enganar a si mesmo. Eu também não quero me iludir com os meus dotes órficos. Dependerei de que meus amigos me amarrem aos mastros para não ceder aos cantos sirênicos.

Assim, descanso. Sinto-me livre para afirmar que ainda estou em construção. Sou um projeto inacabado e não escamotearei minhas ambigüidades. Agora, quando me sentir cansado, terei liberdade de desabafar como Jesus: “Ó geração incrédula e perversa, até quando estarei com vocês? Até quando terei que suportá-los?” (Mt 17.17). Quando precisar lamentar, lamentarei como Ele quando, triste e angustiado, disse: “A minha alma está profundamente triste até à morte” (Mt 26.38). Quando tiver vontade de rir, rirei e dançarei de alegria.

Hoje já não me importo de parecer incoerente ou politicamente incorreto. Dizem que os pensamentos dos anciãos tendem ao enrijecimento e que os velhos resistem mudar de opinião. Busco não me engessar, apegado às minhas velhas idéias e indiferente às novas. Quero seguir o exemplo de Jesus que, em nome da vida, não temeu contradizer as rígidas normas religiosas (Mt 12.2-7); quando conversou com prostitutas e acolheu gentios, não respeitou os preconceitos sociais (Mc 7.24-30); para atender uma mulher siro-fenícia, não teve receios de voltar atrás em sua palavra (Mc 7.24-30). Permanecerei alerta para não me tornar um dogmático e faccioso, cego por minha obstinação.

Recuso encarnar o personagem de Álvaro Campos (heterônimo de Fernando Pessoa) no poema A Tabacaria. A experiência do poeta foi acordar do próprio passado, como um pesadelo, e perceber que perdera contato com a sua própria alma. Vivera uma mentira da qual não pôde escapar. Perdido de si mesmo, não se encontrou mais.

Vivi, estudei, amei, e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu...
Fiz de mim o que não soube, E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era
E não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi no espelho,
Já tinha envelhecido.


Anseio por uma humanidade não fingida, que não tenta transformar a mensagem do evangelho em um espelho mágico, que fala o que desejo ouvir. Lerei a Bíblia também contra mim. Permitirei que, como espada, ela penetre no mais profundo do meu ser, discernindo, inclusive, as intenções nebulosas de meu coração.
Atenderei a admoestação do profeta Miquéias: “Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus” (6.8).

Acredito que vem dele minha teimosia em acreditar que não precisamos esperar morrer para começar a viver. E, como passamos rapidamente, sugiro que comecemos já.

Soli Deo Gloria.

Ricardo Gondim é pastor da Assembléia de Deus Betesta no Brasil e mora em São Paulo. É autor de, entre outros,Orgulho de Ser Evangélico — por que continuar na igreja e Artesãos de Uma Nova História.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Pare e pense

O GATO COMEU O DINHEIRO ?

“E aqui certamente tomam dízimos homens que morrem; ali, porém, aquele de quem se testifica que vive.”(Hebreus 7:8)


Já passou da hora de termos uma fiscalização de contas mais rígidas para a utilização dos recursos doados pelos fiéis

Todos sabemos que raras igrejas são honestas em relação aos gastos e prestação de contas dos dízimos e ofertas arrecadados, é fácil distinguir se sua igreja aplica o dinheiro de forma correta ou não

1º Sua igreja é transparente na prestação de contas? Apresenta relatório de entradas e saídas mostrando de forma clara aonde foi gasto o dinheiro? 

2º Você já teve acesso ao livro caixa ou balancetes? Esta disponível para qualquer membro checar?

Toda vez que você pensa que o mais importante é dar o dizimo e a oferta e que se esta grana não for bem utilizada ou se for desviada já não é mais problema seu, porque a sua parte você fez entregando na igreja, você colabora para que este sistema corrupto obtenha mais fôlego para crescer e enganar mais pessoas.

Você tem deveres sim, mais direitos também, como membro de sua congregação você tem o direito de ao menos uma vez na vida dar uma especulada nesse assunto e tem o direito de obter respostas e checar se são verdadeiras ou não.

Se perceber uma resistência, má vontade, mentira ou até uma certa perseguição, sinal vermelho amigo, o gato comeu a grana, hora de caminhar...

Abraços

Marcelo e Eunice

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Pare e pense

VOCÊ ESTÁ PRONTO PARA PARTIR?

            Eu lembrei-me desse folheto, muito antigo e que circulou bastante pelos anos 70. Quem se lembra? São imagens simples, porém muito impactantes. 



















Achei esse no ASSEM-BEREIA

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Pare e pense

DEUS AMA OS LOUCOS

Sabia que Deus gosta dos loucos? Não? Então veja se não tenho razão:

- Alguma pessoa normal chegaria em frente ao mar e diria:
ABRE-TE!?

- Alguma pessoa normal olharia para cima e gritaria para o sol:
PARE!?

- Alguma pessoa normal diria para um morto há 3 dias:
LEVANTA-TE E ANDA!?

- Alguma pessoa normal bateria com o cajado numa pedra para tirar água?

- Alguma pessoa normal mandaria o mar e o vento ficarem quietos?

-Alguma pessoa normal ficaria quietinha, sentada dentro de uma jaula com leões famintos?

- Alguma pessoa normal ficaria rodando em volta de uma cidade durante 7 dias, cantando, até as muralhas da cidade caírem?

Hum...eu acho que não! Parece brincadeira, mas hoje eu estava pensando sobre isso, e resolvi que também vou ser "louco"!

Sabe o que é isso?

Uma coisa chamada FÉ!

Quando a gente tem FÉ, olha e vê o invisível! E nem se importa com o que os outros vão falar ou pensar. Deus é que precisa ver!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Pare e pense

ROB BELL - SOBRE PERDÃO

                                                     "O tolo que faz uma tolice pela segunda vez é como um cachorro que volta ao seu vômito."(Provérbios 26:11)



domingo, 28 de novembro de 2010

Pare e pense

RIO DE JANEIRO: COMO SE EXPLICA ISSO?

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; E, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas. Dá a quem te pedir, e não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes. Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim? Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.”(Mateus 5:38 a 48)

Dálton Curvello
                JESUS estava em pleno Sermão da Montanha, ensinou sobre as bem-aventuranças, chamou-nos de Sal da Terra e Luz do Mundo. No verso 17 Jesus afirma claramente: “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir.” Após isso, nos alerta que nossa justiça deveria exceder a dos Escribas e Fariseus, passando a discorrer sobre a questão do perdão e outros temas polêmicos, concluindo com o famoso “olho por olho, dente por dente”.
                E o RIO, o que tem a ver com isso? Você pode estar pensando, não é? Deixe-me detalhar algo que venho meditando e orando já há dois dias, preparando para postar aqui no blog algo sobre esses acontecimentos da guerra ao tráfico no Rio de Janeiro.
                Ao assistir o aumento da violência, não apenas no Rio, mas também em todas as regiões do Brasil, tudo o que consigo pensar é que essas ocorrências só se explicam pela decisão dos homens de não cumprir a pena de morte instituída por Deus. Vejamos qual a orientação dEle: Numa busca pela frase “tirarás o mal do meio de ti”, encontramos dezesseis ocorrências, apenas no livro de Deuteronômio, em que Deus detalha através da Lei a forma e as aplicações para a pena de morte. Vale a pena conferir.
                Voltando ao texto bíblico escolhido para esta postagem, vemos que naquela passagem Jesus afirma que não veio revogar nenhuma lei, mas cumprir. Alguns podem adotar postura “pseudo-cristã”, dizendo-se contra a pena de morte por ser cristão. Ora, convenhamos! Qualquer um que tenha um mínimo de bem senso percebe que ao negarmos a aplicação da pena de morte em indivíduos de alta periculosidade para a população, estão na realidade condenado à morte centenas de inocentes, desde criancinhas a idosos que têm suas vidas ceifadas diariamente pela violência das grandes cidades. A realidade é que a pena de morte já está instituída no Brasil, porém, ela só é aplicada pelos marginais, e contra suas vítimas.
                Em meu entendimento, Deus não só é a favor da pena de morte, como foi Ele mesmo que a instituiu, dando instruções detalhadas de sua aplicação. Creio sim na possibilidade de salvação e na reconciliação com Deus disponível a todos os homens, inclusive o pior dos marginais. Através de Jesus Cristo, recebemos o perdão de nossos pecados, e temos livre acesso ao PAI. Porém, é errado assumirmos que esse perdão é o mesmo que impunidade. Explico melhor: O traficante e assassino confesso, tem a possibilidade de se arrepender de seus pecados e ser recebido nos céus, como o ladrão que foi crucificado ao lado de Jesus. Ele, segundo o que está na Bíblia, só não tem mais direito à vida aqui na terra, esse filme ele já queimou, e a pena de morte deveria ser executada pelos representantes do governo, devidamente constituídos para tal. Parece cruel? Pode até ser, mas creio que mais cruel ainda estamos sendo com todos os inocentes condenados à morte diariamente, ao mantermos vivos aqueles que a Bíblia atesta que deveriam ser extirpados do meio do povo.
                Neste momento a TV noticia que alguns dos principais chefes do tráfico no Rio de janeiro acabam de ser presos. Alívio? Depende da pena a ser aplicada. Se as próprias forças militares e policiais assumem que o comando das operações de terrorismo que se alastraram pelo Rio nos últimos dias saiu de dentro de alguns presídios “de segurança máxima”, a única conclusão de posso chegas com essas simples prisões, é de que esses chefes de tráfico, terroristas tupiniquins, acabam de ganhar escritório de alta segurança para seus comandos, com todas as despesas pagas pelo contribuinte...
                Amar os inimigos, deveria ser, inclusive, ter compaixão dessas almas perdidas, dando-lhes a chance de obter salvação eterna, chance proporcionada pela aplicação severa da lei, que teoricamente deveria obrigar a pagar pelos erros. Fazer o bem aos que nos odeiam, no caso de traficantes e assassinos confessos, seria essencialmente dar-lhes meios de encontrar com o salvador, mesmo que num “corredor da morte”. Negando-lhes essa possibilidade, estes acabam condenados por toda a eternidade, o que é muito mais tempo que qualquer prisão terrena. Orar pelos que nos maltratam e perseguem é, da mesma forma, orar incessantemente a Deus para Ele, em sua infinita misericórdia se revele a esses marginais, transformando sua mente e coração.

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