Para ler NO Deserto

“Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia; porque tu ouviste, naquele dia, que estavam ali os anaquins, bem como cidades grandes e fortificadas. Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como ele disse.”(Josué 14:12)

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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

ALERTA GERAL

ALERTA GERAL



“O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão. Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade, Aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão? Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça. Por isso, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz. E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição. Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza; Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.” (2Pedro 3:9 a 18)
Dálton Curvello
                Em minha carreira de bancário, tive oportunidade de participar de inúmeros treinamentos, na realidade, durante meu tempo de gerente de banco, participei de todos os existentes no Banco do Brasil. Quando de um M.B.A. realizado na UFMG/BH, tivemos um módulo que tratava de leitura de cenário. Nesse treinamento, aprendemos a analisar os diversos acontecimentos ao longo do tempo, de maneira a interpretar o cenário que se desenhava para o futuro. Bastante interessante, e que tem sido muito útil, mesmo já tendo passado quase quinze anos.

                Observando os acontecimentos dos últimos meses, fatos, notícias, repercussões, chego cada vez mais à conclusão de que Deus está movendo algo grandioso e que a cada dia está mais próximo.

É fato que a cada dia vemos mais mensagens na blogosfera denunciando os falsos pastores e suas maracutaias para se perpetuar no comando de “suas” igrejas-empresa. Inúmeras postagens tratam dos efeitos nocivos dos vendilhões da fé para os cristãos incautos, ou mesmo para os pseudo-cristãos, que aceitam vender-se tal qual o MICA e o LEVITA citado em Juízes 17. São aqueles freqüentadores de igrejas sabidamente heréticas, com fins meramente lucrativos aos seus proprietários, mas que ali permanecem por comodismo ou mesmo por que o pastor, ao receber suas polpudas ofertas os abençoa, como o faziam os profetas nos dias pré-destruição de Jerusalém.


Como está escrito em 2Timóteo2:15: “Pois vai chegar o tempo em que as pessoas não vão dar atenção ao verdadeiro ensinamento, mas seguirão os seus próprios desejos. E arranjarão para si mesmas uma porção de mestres, que vão dizer a elas o que elas querem ouvir.”

Na revista Istoé desta semana trás em sua matéria de capa, a manchete: O NOVO ASTRO DA FÉ, retratando a trajetória do Valdemiro Santiago, ex-IURD, que fez um CTRL-C/CTRL-V e criou a IMPD, fenômeno de crescimento no Brasil. Triste? O pior, a meu ver, é um pequeno detalhe na matéria, quer apresenta o segmento evangélico com conotação negativa, afirmando ainda que atualmente já foi detectado o fenômeno de migração de membros entre as igrejas evangélicas, fato que vem sendo explorado pelos vendilhões da fé de plantão.

Daí que, nesta leitura de cenário, eu fico na expectativa de que Deus está se movendo, expondo cada dia mais esses acontecimentos, cada dia mais os verdadeiros profetas de Deus para esta geração atual, como o GENIZAH, o HERMES FERNANDES, o RENATO VARGENS, e tantos outros fazem seus alertas, pois o dia do acerto de contas celestial está ficando próximo. Para nós, resta seguir a orientação de Paulo a Timóteo: Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza; Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.

RESUMINDO: LEIA A BÍBLIA meu irmão! Ela é o antídoto que vai te vacinar contra as investidas criminosas dos vendilhões da fé.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Você já Leu a Bíblia Hoje?

“E voltaram os setenta com alegria, dizendo: Senhor, pelo teu nome, até os demônios se nos sujeitam. E disse-lhes: Eu via Satanás, como raio, cair do céu.” (Lucas 10:17 e 18)

HERÓIS DE BARRO

HERÓIS DE BARRO


Carlos Moreira

“É, talvez eu seja simplesmente como um sapato velho, mas ainda sirvo se você quiser, basta você me calçar que eu aqueço o frio dos seus pés”. Sapato Velho - Roupa Nova.


Não sei você, mas eu sempre tive a tendência de olhar para os homens e mulheres de Deus nas Escrituras como heróis. Cada vez que lia suas histórias minha lista de Hebreus 11 aumentava. Aqui e ali, ia adicionando nomes ao meu “rol dos fantásticos”.

Lembro que, desde sempre, mensurei a questão de forma simples: herói tem de ser herói mesmo! Gente resignada, obstinada, focada em um propósito existencial. Gente de envergadura, de caráter, que estivesse disposta a gastar a vida em prol de uma causa, de sofrer pela pureza de sua fé, de servir a todo custo, de soerguer-se das quedas, de perseverar nas situações mais dramáticas. Herói, para mim, tinha de ser de aço: firme, forte, inquebrável!

Mas os anos se passaram... E já se foram 28 desde que conheci a Jesus. Neste tempo acabei entendendo que heróis de aço são, no fundo, homens de barro. Sim amigos, heróis também cansam e caem, mesmo que não queiramos acreditar nisso. Heróis que nunca perdem só existem nas histórias em quadrinhos...

Cazuza, já no fim da vida, talvez alquebrado pelas dores da doença que o vitimou, consciente das banalidades da vida, da futilidade dos dias, da mesmice dos tempos, do vazio da alma, colocou em sua poesia urbana a frase “meus heróis morreram de overdose”. Os meus, é certo, disto não morreram, sobretudo porque suas causas eram outras. Mas, como a velha roda de moinho que se desfaz junto ao poço, também se esfarelaram pelos córregos da vida, deixando o pó das perdas e dores se diluir na pequena corrente de água que vai, como a existência humana, rio abaixo.

Hoje, depois que entendi que “as marcas marcam mais do que os marcos”, comecei a olhar para os meus heróis com um olhar mais pragmático, mas não menos misericordioso. Noé, meu irmão na fé, ficou tão embriagado a ponto de tirar a roupa e dançar nu; Moisés, olhando para o poder bélico do Egito, sugeriu que Deus escolhesse outro “otário” para libertar o Seu povo; Abraão, o pai da fé, com medo de morrer, mentiu ao Faraó dizendo que Sara, sua mulher, era sua irmã; Jacó roubou o irmão e, achando pouco, enganou o pai que estava cego; Sansão, o juiz de Israel, se enrabichou por uma meretriz que lhe roubou, não só o coração, mas também a vida; Gideão era covarde; Eli não soube criar os filhos; Saul vivia remoído pela inveja; Davi, depois de adulterar com a mulher de seu general, mandou traiçoeiramente matá-lo; Jó quis justificar-se diante de Deus como alguém inculpe; Jeremias sofria de baixa auto-estima e vivia amargurado; Elias, com medo de Jezebel, fugiu para o deserto, entrou numa caverna e deprimiu-se; Jonas torcia para que a cidade de Nínive fosse detonada. Não tenho dúvidas: pareciam homens de aço mas, no fundo, eram apenas heróis de barro!

Se sairmos do Velho Testamento e avançarmos pelo panteão de “ícones” do Novo a coisa não muda em nada. Tiago e João queriam dizimar com fogo a aldeia dos indefesos samaritanos; Judas, frustrado com o Senhor, vendeu-o por 30 moedas de prata e suicidou-se; Pedro, na hora do aperto, negou a Jesus, mesmo dizendo que por Ele morreria e Tomé, para completar o grupo dos “maravilhosos” discípulos de Cristo, duvidou de Sua ressurreição.

Para não ser cansativo, abreviei a lista dos “notáveis”... Deixei de fora, contudo, um homem que sempre me chamou a atenção na sua fraqueza: Paulo. Sim, o grande apóstolo, ao final de seus dias era apenas “Paulo, o velho”.

Lendo suas epístolas você verá que o ímpeto e o arrojo dos primeiros dias já não existiam no final. Saulo de Tarso, que sempre fora voluntarioso e prepotente, agora vivia em fraqueza. Sim, estou falando de Paulo, eu sei, com todas as cores que lhe são inerentes, com seus acertos e erros, com suas virtudes e defeitos. Um herói de aço frágil como o barro!

O “apóstolo dos gentios”, preso numa cela fria, privado do convívio da igreja, longe daqueles a quem amava, era apenas um vaso de barro, quebrado pela dureza dos dias, moído pela longevidade do tempo. O homem que parecia ser incansável nos seus propósitos, por fim, sentiu-se só. Afirmou: “todos me abandonaram”. Estava cansado, abatido, talvez com medo. Sentia-se, quem sabe, como um “sapato velho”, que ainda podia ser útil se fosse "calçado", mas, aquela altura, quem o desejaria "calçar"?

“A Igreja é o único exército que mata os seus feridos”. Caio Fábio. Os fracassos dos homens e mulheres de Deus não os desqualificam nem os tornam menores, pelo contrário, para mim, eles crescem ainda mais, sobretudo porque se tornam humanos, seres de barro, não de aço!

Por isso, continue seguindo, não deixe de lutar, “pelas armas da justiça, quer ofensivas, quer defensivas; por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama, como enganadores e sendo verdadeiros; como desconhecidos e, entretanto, bem conhecidos; como se estivéssemos morrendo e, contudo, eis que vivemos; como castigados, porém não mortos; entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo”.

Por que escrevi isto hoje? Não sei... Talvez porque esteja cansado, desiludido, e me sentindo só... A semana que passou foi muito difícil e toda segunda feira, diferentemente do que você talvez imagine, eu penso em parar. Sei que não sou um herói da fé. Talvez jamais seja. Não tenho estirpe para ser alçado a este platô. Mas, para um pequeníssimo grupo de irmãos e irmãs eu sou pastor. Sei que eles me amam e que esperam de mim uma postura compatível com o “cargo”. Mas sei também que, não raras vezes, não sou, nem de longe, o que eles precisariam que eu fosse. Não dá! Não consigo! Cansei de tentar ser de aço. No fundo, gostaria apenas de ser de barro, pois barro gente, se quebra mesmo...
Fonte:  Genizah e Nova Cristandade. 

sábado, 29 de janeiro de 2011

PORTA ESTREITA...CAMINHO APERTADO

PORTA ESTREITA... CAMINHO APERTADO
(E NÃO HÁ OUTRA OPÇÃO)

Por Daniel Clós Cesar
Existe uma porta estreita. Não há um único cristão que negue isso. Qualquer um, por mais "perdido" que esteja, conhecendo a doutrina (ainda que não creia em doutrina) tem essa informação... ainda que não entenda o que isso quer dizer... ele sabe... para entrar, precisa passar pela porta... e ela é estreita.

Mas e o caminho que conduz até essa porta?

Aparentemente, parece que Jesus está contrariando a própria Palavra, pois afinal, não disse o salmista e rei Davi: "o caminho de Deus é perfeito...", não apenas uma, mas duas vezes? (Sl 18.30, 2 Sm 22.31)

Ahã! sabia seu legalista... você já estava querendo aplicar doutrina puritana para cima de nós!

Não... isso não é necessário. Cada um recebe do Senhor justa medida.

Mas também, claramente, o mesmo rei e homem segundo o coração de Deus escreveu: "Deus é a minha fortaleza e a minha força e ele perfeitamente desembaraça o meu caminho." (2 Sm 22.33)

Jesus não está dizendo que o caminho é imperfeito. Ele está dizendo que o caminho é apertado. Mas conforme tudo aquilo que foi preparado por Deus desde os tempos que não se podem contar... é perfeito.

Acontece que como todas as coisas que homem tem dificuldade para se ajustar, o caminho preparado por Deus também parece imperfeito aos olhos do homem. Assim, o caminho de Deus perfeito - ao homem - é espaçoso, pavimentado e na descendente.

Acontece que aquilo que Deus considera perfeito, obviamente, não é o que consideramos nem mesmo bom. Nosso padrão de perfeição, tão defeituoso e cheio de preconceitos desde sua origem é mais facilmente assimilado, afinal, nós mesmos o idealizamos e construímos.

Assim, o caminho proposto por Cristo torna-se inadequado... mantemos a porta onde ela está, afinal, ela está no final do caminho, mas quanto ao caminho em si... não... eu não posso deixar toda essa vida passar privando-me de, uma vez ou outra, girar sobre o meu próprio eixo... e me parece, daqui de onde vejo, que nesse caminho mal dá para se mexer.

O caminho precisa ser suficientemente largo para que eu, durante minha vida de pecador, possa usufruir dos prazeres do pecado e dos benefícios da Graça... aí sim... esse caminho será perfeito. Aí sim eu serei livre.

Isso porque o entendimento de liberdade do homem não parte da perspectiva de Deus, mas da perspectiva do próprio homem.

Se realmente entendêssemos a assertiva do apóstolo Paulo: "onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade" (2 Co 3.17) compreenderíamos que a liberdade que gozamos como escravos da justiça, com acesso direto ao santíssimo pela destruíção do véu, não nos dá nenhum prazer em virar para esquerda ou direita... não nos importaríamos de caminhar no tão apertado caminho... pois nosso alimento, nossa vontade, nossa vida... seria fazer a Sua vontade.

Lamento primeiramente por mim... que acho tão difícil caminhar nesse caminho. Mas agradeço ao Senhor, por cada vez que ele me reconduz... procurando encontrar, no final deste tão lindo caminho, a igualmente bela e estreita porta.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O DIABO HUMANO

O DIABO HUMANO


Jesus disse que viu Satanás caindo do céu. E isto enquanto os 70 discípulos enviados por Ele para pregar o Evangelho, curar os doentes, e anunciar o reino de Deus, iam de cidade em cidade, apenas levando quase-nada além de si-mesmos, porém inteiros de alegria e fé.

Paulo diz que na Cruz Jesus “despojou os principados e potestades espirituais, triunfando deles...”

Já o Apocalípse nos diz que chegaria uma hora na qual Satanás seria lançado na Terra... Então se diz: “Ai da Terra e dos que nela habitam!”

Pessoalmente creio que estamos vivendo existencial, psicológica, tecnológica, política, econômica, ecológica e espiritualmente — em dias apocalípticos!

Isto porque, além de todas as evidências esmagadoras que nos cercam como “fato-de-morte”, e que hoje são afirmadas não por profetas e videntes, mas por cientistas de todas as áreas —, temos algo mais sério ainda em curso; e que nenhuma ciência parece perceber a gravidade de morte que ela trás consigo.

Escrevendo a Timóteo, na segunda carta, Paulo diz no capítulo 3 que nos “últimos dias” os homens, para além de qualquer outra coisa, perderiam o afeto natural. E afirma que a morte da afetividade faria perecer com ela a reverência e a honra a pai e mãe; o que traria à reboque um estado de desafetividade que acabaria por produzir uma sociedade global feita de homens e mulheres implacáveis, egoistas, narcisistas, amantes apenas de si mesmos, e incapazes de aprender-apreendendo a verdade no íntimo; o que gestaria almas em crescente estado de auto-indulgência e uma quase total incapacidade de amar.

Pois assim como em Jesus vai-se de glória em glória até a estatura do varão perfeito; no diabo se vai de desfiguração em desfiguração até ficarmos a cara de Satanás.

Ora, tudo isto combina com o que Jesus disse ao se referir a tais “dias”; pois Ele nos disse que “naqueles dias os homens odiariam, trairiam, e matariam uns aos outros...”; e afirmou que os “inimigos do homem seriam os de sua própria casa”; completando com a afirmação que afirma que “por se multiplicar a iniquidade”, o amor se esfriaria “de quase todos”.

Assim, com o diabo caído na Terra e com fome de morte; e com os homens se tornando semelhantes ao diabo e cada vez mais dês-semelhantes de Deus — o futuro dos humanos é sombrio!

Na realidade, como não se pode estudar as ações do diabo na Terra, posto que o próprio diabo está limitado ao “fornecimento” de material espiritual, moral e cultural que a humanidade lhe oferece, o que fica visível aos olhos não é o diabo no homem, mas sim o homem no diabo.

Sim, porque de fato o homem está virando diabo!

Cada vez mais o melhor modo de saber como é o diabo é olhando a humanidade. Isto porque o diabo (diabulos) é aquele que divide; e Satanás é aquele que se opõe; ou seja: é o adversário.

Ora, olhando para qualquer lugar da Terra e observando os humanos, tem-se que admitir que a humanidade existe cada vez mais em razão das divisões e das guerras de todas as formas e maneiras. Vivemos numa sociedade dividida e na qual o outro é o inimigo; e isto indo da religião, passando pelas relações humanas em geral (especialmente as que envolvem sexo, dinheiro e poder), e chegando ao mercado de trabalho, pois o concorrente já nem mesmo tem que ser vencido; de fato ele tem que ser aniquilado.

Além disso, a morte da afetividade, do respeito aos mais velhos, da reverência aos pais, do amor dos pais pelos filhos, da fidelidade, da gentileza, das educações mais banais, da solidariedade, da honestidade, da dignidade pessoal, do respeito pela existência de qualquer que seja o próximo — foi o poder-ausência que criou essa humanidade da qual somos parte; e que é feita de diabos, quase em sua totalidade.

O espírito do diabo está tão presente e imanente na maioria das consciências humanas, e até naquilo que entre nós se chama de Direito, Justiça e Crença, que já não se deve praticar qualquer tipo de “batalha espiritual abstrata”, posto que os demônios estão andando ao nosso lado todos os dias, em todos os lugares; e não são espíritos invisíveis, mas cobertos de carne, pele e ossos...; e muitas vezes travestidos até de “cristãos”.

A tragédia “destes últimos dias” é que a humanidade vai perdendo a “imagem e semelhança de Deus”; e, dia a dia, vai se tornando mais e mais parecida com o próprio diabo.

E isto não é algo que deve ser dito apenas aos distantes e diferentes... “de nós”.

Não! Isto deve ser dito a nós mesmos; e dentro de nossas próprias casas, famílias, igrejas e governos; e também a cada forma de expressão humana que nos cerca; pois, em quase todas elas, vemos sutilmente os humanos ficando a cara do diabo; e isto sem que o percebamos.

Basta ver o que existe em você. Sim, procure por amor, perdão, graça, misericórdia, compaixão, reverência, gentileza, bondade, alegria simples, e também pela fé que opera pelo amor —; sim, dentro de seu coração busque tais coisas; e, não achando tais coisas enraizadas em você, olhe para os céus e peça misericórdia a Deus; e isto a fim de que você e eu não sejamos tragados pelo bafo do inferno que seca a umidade do amor no chão da alma humana.


Nele, que nos disse como seria..., a fim de que não nos tornássemos o que não fomos criados para ser,


Caio
 Fonte: CAIO FÁBIO

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

EDIFICAR E DERRUBAR.

OS QUE DESTRÓEM.
PROVÉRBIOS 14:1.
"Toda mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos."
À semelhça da mensagem "DAS BOAS OBRAS" aqui também existe duas pessoas, uma sábia outra louca.
No entanto a diferença, é que a louca não contrói nada, apenas derruba, destrói.
As duas palavras chave do meu pensamento é destruir e construir.
Volto a falar em construção, é muito importante frisarmos estas palavras, porque nelas está também a base de uma vida bem sucedida.
Vamos primeiro analisar a palavra construir ou edificar.
Para fazer qualquer tipo de construção apresentável, requer tempo, muita paciência.
Uma construção é um desafio na vida, é preciso saber o que se quer, fazer projectos.
Levantar uma construção não pode ser feito de qualquer maneira, tem que ter vontade e determinação.

Nada acontece por acaso, é preciso prestar atenção aos mínimos detalhes.
A edificação pronta não é algo de se conseguir apenas esperando, é preciso trabalhar, é preciso esforço boa vontade, e gostar daquilo que se está a fazer, o fracasso de uma obra, não vem de fora repare o que diz em provérbios a expressão “ mãos”.
É o próprio que destrói aquilo que tem feito, é normal se destrói ou derruba com as próprias mãos é sinal que está construído.
Poderíamos dizer que o derrotado se derrota a si mesmo.
A responsabilidade é pessoal.

Deus lhe dá os recursos, mas é você quem edifica.
1ª CORÍNTIOS 3:10.
"Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquitecto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele."
Interessante, pequenas frustrações; muitas vezes pode dar a impressão de que a meta está distante, mas nenhuma derrota chega só porque alguma coisa não deu certo.
Mas será um novo dia na sua experiência, quando isto acontecer vamos dar a volta, ver onde correu mal analisarmos de novo os planos e continuar a edificar, primeiro nossa vida, depois as outras construções, muitas pessoas tiram cursos para edificar os outros, mas mesmo eles estão por edificar, como posso eu edificar a vida do meu irmão, se a minha vida estiver um caus, a água nada pode elevar acima do seu nível.

Não desista lembre-se que Jesus o Grande arquitecto está sempre pronto para o ajudar.
Pode ainda procurar alguém que tenha bom testemunho de Deus, que seja uma pessoa salva temente a Deus peça-lhe ajuda.

A edificação da vida não é para um evento, porque o edificar traz gastos, vindo mais tarde o lucro, mas um passo, de cada vez, com os olhos fixos no trabalho e em Deus porque d'Ele vem a sabedoria, repare no que leu a sabedoria vem de Deus não dos homens ou de livros, lendo a Bíblia orando a Deus, pedindo porque Ele prometeu dar sabedoria a quem tivesse falta dela.
TIAGO 1:5.
"E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada."
Não se esqueça:
“A mulher [ou o homem] sábia edifica a sua casa, mas o tolo/a a derruba com as próprias mãos.”
PERANTE A CRUZ.
Diante da cruz do meu Mestre querido,
Que é fonte perene de vida e de luz.
Naquela cruz que por mim foi ferido,
Por amor de mim meu amigo Jesus.

Diante da cruz, lugar de tristeza,
Porque meus pecados mataram o Senhor,
Diante da cruz, eu tenho a certeza,
Ele se fez meu Substituto e Redentor.

Diante da cruz, com fé tudo alcanço,
Ali tudo deixei, doenças, tristezas, enfim,
Diante da cruz, encontro descanso,
E graça,amor e paz de Cristo pr’a mim.
Por: António Jesus Batalha

FALSO PROFETA

FALSO PROFETA

“Ai daqueles que nas suas camas intentam a iniqüidade, e maquinam o mal; à luz da alva o praticam, porque está no poder da sua mão! E cobiçam campos, e cobiçam casas, e arrebatam-nas; assim fazem violência a um homem e à sua casa, a uma pessoa e à sua herança.Portanto, assim diz o SENHOR: Eis que projeto um mal contra esta família, do qual não tirareis os vossos pescoços, e não andareis tão altivos, porque o tempo será mau. Naquele dia se levantará sobre vós um provérbio, e se lamentará pranto lastimoso, dizendo: Nós estamos inteiramente desolados; a porção do meu povo ele a troca; como me despoja! Tira os nossos campos e os reparte! Portanto, não terás tu na congregação do SENHOR quem lance o cordel pela sorte. Não profetizeis aos que profetizam; eles não profetizarão para eles, pois não se apartará a sua vergonha. O vós que sois chamados casa de Jacó, porventura encurtou-se o Espírito do SENHOR? São estas as suas obras? E não é assim que fazem bem as minhas palavras ao que anda retamente? Mas ontem, se levantou o meu povo como inimigo; de sobre a vestidura tirastes a capa daqueles que passavam seguros, como homens que voltavam da guerra. Lançastes fora as mulheres do meu povo, da casa das suas delícias; das suas crianças tirastes para sempre a minha glória. Levantai-vos, e ide-vos, porque este não é lugar de descanso; por causa da imundícia que traz destruição, sim, destruição enorme.”(Miquéias 2:1 a 11)

                Por Alexander Stahlhoefer
A época em que vivemos, conhecida como pós-moderna, é marcada pela grande oferta de informações. Recebemos em nossos lares diariamente uma avalanche de dados e notícias, sejam eles úteis ou não. Também no que diz respeito à Bíblia somos bombardeados por todo tipo de opiniões, explicações e interpretações.

                No texto de hoje, Miquéias constata a corrupção dos poderosos no povo de Deus e adverte quanto ao discurso otimista, mas perigosamente falso, de seus profetas. Estes consideravam Miquéias um pregador mentiroso, ou pelo menos exagerado, e afirmavam que Deus não castigaria o povo de Israel por ter abandonado a fé no Senhor e estar vivendo de forma corrupta. Porém, o profeta de Deus contra-argumenta apontando para os pecados dos líderes do povo: praticavam roubos, confiscavam as casas de mulheres indefesas e deixavam suas famílias na miséria.

                Aqueles falsos profetas tinham bons argumentos: afirmavam que Deus manteria a sua promessa e nada de mal aconteceria ao povo (Míquéias 2:6 e 3:11), mas eram corruptos, pois não viviam de acordo com os preceitos da Palavra de Deus que a cada dia diziam anunciar. Jesus alertou que deveríamos olhar para as obras – resultado de uma vida exemplar – de quem está dizendo ser pregador da parte de Deus: “Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de pele de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. Vocês os reconhecerão pelos seus frutos” (Mateus 7:15 e 16a.). Se a vida do pregador estiver de acordo com a Bíblia, sua pregação merece crédito; de outro modo, o que ele diz é no mínimo suspeito. Antes de bons argumentos devemos dar ouvido a uma vida em conformidade com os padrões da palavra de Deus.


Fonte: Livro Pão Diário, RTM

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Pedro o Impulsivo

PEDRO O IMPULSIVO


TRANSFORMADO. JOÃO 21:17. 
"Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas."
A mais bizarra pintura dentro das Páginas Sagradas é a vida colorida de Pedro, tão vivamente desenhada.
Ardente e impulsivo, entusiasta e temerário, Pedro era a figura mais saliente no quadro dos discípulos.
Seu nome é quase sempre mencionado em primeiro nível, pelos escritores da Bíblia.
E ele mesmo, sempre tomava a dianteira em qualquer ocasião, quer em seu favor, quer em favor de outrem.
Era o primeiro a falar, o primeiro a responder a uma pergunta, o primeiro a confessar, o primeiro a negar o Mestre,--variada índole de palrador.
Falava, quando tinha coisas importantes a dizer, ou mesmo quando não as tinha.
Este pescador rude, de alma ardente e pronta, era contudo, um aroma dentro daquele grupo em que estava um Tomé pessimista e um Judas traidor.
Quando André trouxe Pedro a Jesus, podemos calcular quantas eram as suas faltas.
Viera, tal qual estava, trazendo uma bagagem de tendências boas e más.
E olhando Jesus para ele, disse: tu és Simão... tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro).
O Mestre viu, sob a rudeza externa do ousado pescador, possibilidades e virtudes e o admirou. Sob a influencia de Jesus, Simão se tornou em Pedro, (a rocha), o defensor ousado de uma fé intemerata, em cujas mãos estava colocada a tarefa da extensão do Reino.
Sua língua escaldou, flamejou, em palavras vibrantes, no dia de Pentecostes, quando três mil almas encontraram o Salvador.
Encontramos um Pedro, que chora amargamente, um Pedro que tristemente diz ao Mestre:
Tu sabes tudo, Tu sabes que eu te amo, porque Jesus lhe tinha feito a mesma pergunta três vezes.
Mas também encontramos o mesmo Pedro, agora renovado, que fica de pé, junto com seus irmãos, e prega o primeiro e grande discurso que trás mais de três mil almas ao arrependimento.
Seu temperamento audaz, fê-lo parar diante dos inimigos e dizer:
ACTOS 5:29.
"...Mais importa obedecer a Deus do que aos homens."
Sua ousadia foi usada pelo Senhor, para a acusação do pecado.
Sua energia natural foi por Ele empregada, em viagens e excursões, guiando homens ao caminho.
"Meu Grande Senhor, que eu Te possa trazer aos pés, minhas falhas e aptidões, para que Tu as transformes em instrumentos de utilidade.
Que cada um de nós em verdade e humildade diante de Deus possamos erguer nossas vozes e clamar:
Toma a minha língua apressada, e da-lhe poder para, eloquentemente falar de Ti.
E o orgulho e a altivez sejam queimados pelo fogo do Teu Amor.
E que meus pensamentos sejam para Ti como uma oração.
Muda as minhas fraquezas em fontes de poder.
Abranda a natureza indómita do meu ser, e utiliza-a no Teu serviço.
Transforma minha vida como transformas-te a vida de Pedro, e que eu seja apenas uma ferramenta ao Teu serviço."
ROMANOS 6:13.
"Nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça.
JOÃO21: 11-18.

SALVAÇÃO.
Em mim tenho a salvação,
Com seu sangue me salvou,
Cristo me deu o seu perdão,
E minha alma Ele, resgatou.

Mas para melhor eu ficar ,
A Bíblia mostra-me então,
Que a vida devo crucificar,
Para minha santificação.

A morte que custa tanto,
Mas é precisa para mim,
Sem ela não serei santo,
Sem folhagem meu jardim.
Por: António Jesus Batalha.

Fonte: Diretamente de Portugal: A VERDADE QUE LIBERTA

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

VOCÊ NÃO É O CENTRO DO EVANGELHO

                                      E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. (João 17:3)            

                   Mensagem do pastor John Piper, com o título "O Tesouro do Evangelho". Chama a atenção para o verdadeiro foco, que é Deus, contrariando o evangelho centrado no homem que temos ouvido muito ultimamente... Vale à pena conferir:

domingo, 23 de janeiro de 2011

SOBRE A FÉ E AS CRENDICES

      Hoje quero apresentar uma meditação do Rubinho Pirola, que vi em seu blog e considero um texto excelente e muito oportuno para meditarmos a respeito de tantas superstições gospel que rondam o povo de Deus nas chamas igrejas Neo-pentecostais. Quantos irmãozinhos não vivem oprimidos por pastoras-feiticeiras, pastores-magos, que maliciosamente lançam toda sorte de medos e ocultismos sobre seus seguidores, na maioria das vezes apenas para se perpetuar na liderança e engordar suas polpudas contas bancárias e ainda bancar turismos periódicos ao exterior. Precisamos abrir os olhos. Ainda existem muitos pastores verdadeiros e igrejas fiéis à palavra. Analise. Observe. Questione. A única verdade é a que está na Bíblia meu irmão! Rejeite as fábulas de pastoras-feiticeiras, volte-se para Jesus e viva a liberdade que só a verdade pode lhe dar. E essa verdade está na BÍBLIA.
Dálton Curvello





SOBRE A FÉ E AS CRENDICES...
Rubinho Pirola
Sou um cara de fé. Mas não de crer em qualquer coisa (sou cartunista, não? E todo cartunista é cético e crítico).

Talvez por isso tenha demorado tanto pra virar um cristão (lá pelos meus 15 anos, quando já distribuia jornais de esquerda, subia em caminhão pra falar contra a ditadura, por descrer do regime e das "fotos e versões oficiais").

Mas faço distinção entre fé e superstição.

Superstição é aquilo recomendado por alguém, o que não provei, o que não experimentei, ou vi evidências, nem físicas, sensoriais ou racionais.

Sem fé é impossível andar com Deus. Ele não vai caber nas minhas limitadas capacidades. Vai ser loucura. Mesmo as Suas coisas mais sábias, vão-me parecer idiotas e sem sentido.

Ele não vai ser medido, nem compreendido, nem percebido pelas minhas faculdades.

No livro de Hebreus, leio que é preciso que aquele que Dele se aproxima, tem de saber quem Ele é, muito mais do que simplesmente existir - a maioria, nem que seja por exclusão, tem um dia de que crer que Ele existe. Mas conhecê-Lo, isso sim, faz toda a diferença. Dai que a fé vem sempre pelo ouvir e o ouvir pela Sua Palavra.

De resto, o que há são crenças, superstições e achismos. E teologias de boteco (tasca em Portugal!).

Sem fé - essa fé - Deus não é Deus. É uma divindadezinha imbecil.

Sem fé, Deus é o inimigo, não Ele mesmo. Sem fé, Deus é religião.

Sem fé, Ele vai ser o Juíz. Implacável, com os nosso atos todos à mão, sem graça nem misericórdia. Sem saber o que é sofrer, o que é estar-se à mercê de uma carne fraca.

Sem fé, vai ser o amigo interesseiro, pronto a nos danar porque não demos, não ofertamos, sonegamos o dízimo, ou faltamos aos domingos santos. Aquele que abençoa ou ajuda, só se fizermos o que ele deseja. Que é fiel, quando muito, se formos-lhe fieis.

Sem fé, Ele nunca vai ser o pai. Vai ser só a criatura-monstro, que abandona os filhos que gerou à mercê de si mesmos, só porque não fizeram o "Curso de Batalha Espiritual - nível 8, avançado e profissional". Ou porque não investiram em investigar onde, na sua hereditariedade, no passado familiar, está o sapo enterrado que os amaldiçoa no presente. Que não aprenderam o seu nome em hebraico, ou fantasiam-se de judeus, mesmo que tenham nascidos orientais ou em algum lugar lá na Bahia. Elas se danam pelas Suas mãos perversas.

Sem fé, nunca vai ser o pastor - o que dá a Sua vida pelas ovelhas, mas o que as entrega ao lobo para tirar algum lucro, vendendo-as por algum benefício, comendo a sua gordura e vestindo-se da sua lã.

Sem fé, é impossível agradar a Deus pois Ele ama o que Dele se aproxima, sabendo que Ele é quem é, e com o coração desejoso por prová-Lo. E saber que Ele é bom.

Como disse o meu amigo Caio, "o galardão da fé é o próprio Deus".

(Hebreus 11:6) - Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele é quem é, e que é galardoador dos que o buscam.
Disponível no blog:  RUBINHO PIROLA
Rubinho Pirola é pastor da Igreja Sal da Terra, atuou como missionário em Portugal por 14 anos. É cartunista talentoso, e participa também do blog GENIZAH

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

CATÁSTROFES NATURAIS - Mordomia Responsável

MORDOMIA RESPONSÁVEL

René Padilla

Nós, evangélicos em geral, não temos dado ao tema do meio ambiente a devida atenção. É urgente abordá-lo sob uma perspectiva bíblica e voltada para o cumprimento da missão a que Deus nos chamou como mordomos de sua criação em um mundo onde reinam dois males intimamente ligados entre si: o abuso dos recursos da criação e a injustiça social.

A afirmação com que a Bíblia se inicia não dá lugar a dúvidas: “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1). Na terra que surge do nada pelo poder de sua Palavra, Deus cria, em primeiro lugar, o cenário para a vida humana. Depois, sobre este cenário, coloca o homem e a mulher, criados à sua imagem e semelhança, e lhes comissiona o mandato cultural: “Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a” (Gn 1.28a). 

Como no caso da existência de Deus, a revelação bíblica considera indiscutível o fato de que Deus delegou aos seres humanos um papel único na criação. O texto mostra claramente que a criação da humanidade é um ato singular que se distingue de todos os demais atos da criação de Deus. Com efeito, no grande poema de Gênesis 1, a humanidade é a coroação de toda a obra criadora de Deus. Esta conclusão é reforçada pela referência à humanidade como “imagem e semelhança de Deus”. O que significa isto? Em que sentido se pode dizer que a humanidade se parece com Deus?

A variedade de interpretações que se tem sugerido não deixa espaço para o dogmatismo sobre o tema, mas parece que a interpretação mais apropriada é a que leva em conta o significado das imagens em tempos antigos no Oriente Médio. De acordo com a ideologia real, aceita amplamente nessa região geográfica e especialmente no Egito, o rei era considerado como a imagem de Deus: representava a Deus diante de seus súditos. Ao mesmo tempo, a imagem do rei o representava perante seus súditos em territórios conquistados. Aparentemente, estas ideias proveem uma boa base histórica para se pensar que a referência à humanidade como a imagem de Deus significa que a humanidade representa a Deus e foi revestida com sua autoridade na criação. Esse é o fundamento da dignidade de ‘todo’ ser humano, sem exceção.

Esta interpretação se ajusta muito bem à tarefa específica que Deus confia à humanidade segundo Gênesis 1.28. À humanidade, por ser a imagem de Deus -- e a sua representante na criação --, é delegada a autoridade de Deus: o poder de procriar e de submeter a terra. Além da procriação, a vocação humana fundamental é o controle da ordem do que foi criado em cumprimento ao “mandato cultural” -- cumprimento por meio do qual a humanidade manifesta que é a imagem de Deus na criação. Esta é a base da mordomia responsável no uso e cuidado dos recursos naturais e também para o desenvolvimento científico e tecnológico, não em função do crescimento econômico, mas sim como o meio de cumprir o propósito de Deus para sua criação e, assim, dar glória ao Criador. 

Há quem afirme que a origem da situação atual, marcada por uma profunda crise ecológica, está na tradição judaico-cristã, segundo a qual Deus destinou ao ser humano a tarefa de submeter a terra. A exploração destrutiva da natureza, se diz, é o resultado da arrogância humana com respeito à natureza. No entanto, não há nada na tradição judaico-cristã que sugira que o domínio que a humanidade é chamada a exercer sobre a terra tem de ser exercido independente de Deus e da criação, como se a humanidade fosse dona, e não apenas um mordomo da criação. Ao contrário, a raça humana é concebida como feita do “pó da terra”, formada por criaturas terrestres que dependem do fruto da terra para sua manutenção (Gn 1.29-30) e em total dependência do Deus de quem procede a vida (ver Gn 2.7). 

Em síntese, Deus, o Criador do universo, escolheu compartilhar sua soberania com criaturas que são sua imagem e semelhança, mas foram feitas do pó da terra e têm a vocação de reger sobre a terra como colaboradores de Deus em liberdade e obediência. A recuperação dessa vocação é um aspecto essencial de nossa missão no mundo.

Na próxima edição, exploraremos o que isto significa em relação à crise ecológica atual, que se manifesta no aquecimento global.

Traduzido por Wagner Guimarães.

• C. René Padilla escreve regularmente na coluna Missão Integral.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

É COM VOCÊ: RETIRE A PEDRA!

“Jesus, agitando-se novamente em si mesmo, encaminhou-se para o túmulo; era este uma gruta a cuja entrada tinham posto uma pedra. Então, ordenou Jesus: Tirai a pedra.” (Jo 11. 38-39)


                     Nos últimos dias temos lido e assistido a muitas notícias sobre a tragédia ocorrida na Região Serrana do Rio de Janeiro. São imagens chocantes, histórias de famílias inteiras literalmente levadas pelas águas, parentes procurando seus mortos,  heróis que arriscam suas vidas para resgatar parentes e amigos, alguns até perdendo as próprias vidas nesse salvamento desesperado.
                       Também temos assistido a uma multidão de inertes espectadores, que ora criticam as autoridades, ora criticam os próprios moradores, como se eles fossem os únicos culpados das desgraças ocorridas. Em meio a isso tudo, lembrei-me da meditação abaixo, que lí outro dia num blog Cristão, que recomendo: ESBOÇANDO IDÉIAS. O Texto nos fala de um Deus que está presente em todo o tempo, mas reserva para nós uma parte do trabalho. Não somos meros espectadores, temos a missão de ajudar a escrever a história. E você, está fazendo a sua parte?


É COM VOCÊ: RETIRE A PEDRA!
Por André Sanchez
Uma das histórias bíblicas que acho mais fascinante é a que conta a ressurreição de Lázaro, em João 11. 1-46. Jesus mandar alguém que já estava morto havia quatro dias e que já cheirava mal se levantar, foi algo tremendo, foi um milagre extraordinário.
Às vezes, porém, na leitura do texto, algo passa despercebido de nossa atenção: O Jesus que ressuscitou a Lázaro não tirou a pedra que tapava a boca do túmulo e nem as ataduras que envolviam o ex-defunto. “Jesus, agitando-se novamente em si mesmo, encaminhou-se para o túmulo; era este uma gruta a cuja entrada tinham posto uma pedra. Então, ordenou Jesus: Tirai a pedra.” (Jo 11. 38-39) e: “Saiu aquele que estivera morto, tendo os pés e as mãos ligados com ataduras e o rosto envolto num lenço. Então, lhes ordenou Jesus: Desatai-o e deixai-o ir.” (Jo 11. 44)

Por que alguém que tem poder para trazer um morto à vida não poderia também retirar a [pesada] pedra e mandar que Lázaro saísse já sem as faixas que o comprimiam?

A resposta a essa pergunta é simples: Deus não faz aquilo que nós podemos fazer. Os homens que ali estavam, tinham todas as condições para retirar a pedra e as ataduras. Jesus poderia fazer aquela pesada pedra flutuar com a força das Suas palavras, mas preferiu que os homens fizessem a parte que lhes cabia. Jesus queria ver aquelas pessoas que esperavam que um milagre fosse realizado por Ele, participarem desse momento, colaborando da forma que Ele sabia que podiam.

Muitas pessoas acham que o fato de terem Jesus em suas vidas lhes dá a garantia de uma vida de descanso e tranquilidade, de total falta de trabalho e movimento, do mais puro sossego de vida. Dizem: “Deus fará tudo! Deus realizará toda a obra!” Ledo engano! Deus realiza aquilo que Lhe pertence e não realizará aquilo que nós podemos e devemos realizar. Deus não se encaixa na figura do pai que “mima” seus filhos.

Por isso, cabe a nós sempre olharmos para as situações que ocorrem em nossas vidas e enxergarmos aquilo que nós temos a possibilidade de fazer e mantermos a fé de que Deus sempre realizará a parte que Lhe cabe com maestria. Retirar a pedra e as ataduras é a nossa parte, mandar o morto voltar a viver é com Deus.

Retire a pedra! Coopere com Deus!


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O SILÊNCIO DOS INOCENTES

O SILÊNCIO DOS INOCENTES

“Eu te busco, te procuro ó Deus... No silêncio Tu estás.”

Eliel Vieira
Uma famosa música evangélica brasileira, interpretada pelo legendário Luciano Manga (vocalista da fase áurea do Oficina G3), começa com as palavras destacadas acima. A canção é até legalzinha, mas alguns pensamentos sempre surgem em mente logo quando começo a ouvi-la. Estes pensamentos estão relacionados ao silêncio.

É muito estranho a canção começar falando sobre Deus habitar no silêncio quando isto é o que menos presenciamos dentro da igreja. Sejamos francos, se há uma coisa que ninguém espera encontrar em uma igreja evangélica, é silêncio. Na verdade, em igrejas neopentecostais (predominantes no Brasil atualmente) podemos esperar encontrar o extremo oposto: gritos, pulos, “tira o pé do chão”, etc. Existe até uma canção que diz, “Quando estou em sua presença... dá vontade de gritar!”

Certa vez presenciei uma situação muito interessante. Um pastor, ao subir no púlpito, pegou o microfone, abaixou a cabeça e assim ficou por alguns minutos. Murmúrios surgiram entre a congregação alguns segundos depois. Alguns “aleluias!” surgiram também, como aquele silêncio fosse uma manifestação espiritual arrebatadora. Demorou pouco mais de três minutos até que um diácono fosse lá verificar o que estava acontecendo. A mensagem do pastor foi exatamente sobre o silêncio. Como ele é rico e importante, e como ele é simplesmente ignorado em nossa vida espiritual. “Nós evangélicos”, ele disse, “simplesmente nos apavoramos com o silêncio.”

Mas a música do Vineyard fala sobre Deus habitar no silêncio, e sempre (mas sempre mesmo) que esta canção gravada pelo Vineyard começa a tocar eu reflito comigo, “Se Deus habita no silêncio, como podemos encontrá-Lo no meio de tantas gritarias?” Também fico imaginando se as pessoas realmente estão refletindo no que estão cantando (ou se estão agindo simplesmente como robôs programados) e, se estão mesmo refletindo enquanto cantam esta música, por qual razão elas simplesmente não se calam logo em seguida.

Certa vez uma pessoa argumentou comigo (em uma discussão semelhante sobre o silêncio) que o barulho de uma maternidade é melhor do que o silêncio de um velório, pois na maternidade há vida, enquanto o silêncio lembra a morte. Isto foi há alguns anos, quando eu ainda não tinha lido o que a Bíblia tem a dizer sobre a questão:

É melhor ir a uma casa onde há luto do que a uma casa em festa, pois a morte é o destino de todos; os vivos devem levar isso a sério! A tristeza é melhor do que o riso, porque o rosto triste melhora o coração. O coração do sábio está na casa onde há luto, mas o dos tolos, na casa da alegria. É melhor ouvir a repreensão de um sábio do que a canção dos tolos. (Ec 7:2-5)

Estas palavras de Salomão (provável escritor) acertam a teologia liturgia evangélica como um porrete. Não precisaria de mais do que estes pequenos versos para questionar o Valadete’s Way of Life que impera sobre nosso período litúrgico. Penso que os termos “melhor... luto do que... festa” e “canção dos tolos” explicam-se por si só. (Tenha em mente, enquanto você lê isto, que os primeiros cristãos se reuniam em cemitérios.) Pode ser desnecessário, mas acho que algumas considerações sobre a questão do silêncio são pertinentes aqui.

Em primeiro lugar, culto deveria ser um local para reflexão e oração, não para entretenimento. Existem locais e horários apropriados para entretenimento, de modo que o formato neopentecostal do culto (o culto-show) peca por não ser nem uma coisa nem outra. Deixa de ser uma oportunidade de oração, já que nenhuma pessoa normal consegue se concentrar para orar com uma mulher gemendo notas altíssimas no microfone, e também deixa de ser um show, já que os responsáveis pela liturgia tem (tem?) consciência de que não estão ali para se expor.

Eu poderia resumir meu argumento aqui com um silogismo simples.

1. O objetivo do culto é a reflexão, oração e aprendizado.
2. O ambiente mais propício para a reflexão e a oração é o silêncio.
3. Logo, o melhor ambiente para um culto é o silêncio.

Você tem todo o direito de discordar de mim, basta a você me mostrar que (1) ou (2) não é verdadeiro. Ou você tem que me mostrar que o culto não é um lugar exclusivo para reflexão, oração e aprendizado. (Talvez você pense que culto é um local para entretenimento gospel.) Ou você tem que mostrar que um ambiente barulhento é mais propício para a adoração do que o silêncio. (Talvez você imagine a adoração como um tipo de transe hipnótico. Se assim for, mantas gospel repetitivos lhe caíram bem, e eu não posso fazer nada por você.)

Eu segundo lugar eu diria que a inovação prejudica nossos cultos, porque atraem nossa atenção que deveria estar focada em Deus. Quanto a este ponto eu simplesmente concordo com as sábias palavras de C. S. Lewis:

Toda novidade, por si só, tem valor de entretenimento apenas. E eles não vão à igreja para serem entretidos. Vão para consumir o culto, ou, se preferir, para encená-lo. Todo culto é uma estrutura de atos e palavras por meio dos quais recebemos um sacramento, ou nos arrependemos, ou suplicamos, ou adoramos. Permite-nos fazer tais coisas melhor — isto é, tudo “funciona” melhor — quando, em razão de uma familiaridade antiga, não precisamos mais pensar. Quem presta atenção e conta os passos ainda não dança, apenas aprende a dançar. Sapato bom é aquele que passa despercebido no pé. A leitura torna-se prazerosa quando você não pensa mais nos seus olhos, na luz, na letra impressa, na grafia das palavras. O culto perfeito na igreja seria aquele que transcorresse quase de forma imperceptível para nós, porque nossa atenção estaria voltada para Deus.

No entanto, toda novidade impede que isso aconteça. Ela fixa nossa atenção no culto em si, e pensar sobre a adoração não é o mesmo que adorar. [...] Algo pior ainda pode acontecer. A novidade é capaz de fixar nossa atenção não no culto em si, e sim no celebrante. Você sabe o que quero dizer. Por mais que se tente evitar a pergunta “O que será que ele vai fazer agora?”, ela acaba se insinuando e pondo por terra toda a nossa devoção. Há, de fato, que se desculpar o homem que disse: “Gostaria que se lembrassem de que a ordem dada a Pedro foi ‘Cuide dos meus cordeiros’, não ‘Faze experiências com meus ratos’ ou, então, ‘Ensina novos truques aos meus cães amestrados’”.

Portanto, minha posição em relação à liturgia resume-se, a bem da verdade, a um apelo em favor da continuidade e da uniformidade. Posso suportar qualquer tipo de culto, seja ele qual for, contanto que permaneça sempre igual. No entanto, se toda forma é arrebatada de mim no momento exato em que começo a me sentir à vontade com ela, jamais conseguirei progredir na arte da adoração. Negam-me a possibilidade de adquirir a prática do ofício — o habito dell’arte.

Eu experimentei isto na prática alguns meses atrás quando a liderança da igreja onde eu frequentava teve a “brilhante” ideia de colocar todos os adereços do tabernáculo no templo, e agir como se estivéssemos de fato no templo de Israel alguns milênios atrás. A congregação se sentia mais perdida do que cego em tiroteio diante de ações tão diferentes do comum que não demorou muito para surgir algumas piadinhas. “Olha, Nossa Senhora está entrando”, quando entrou uma moça com vestes sacerdotais azuis carregando um jarro. “Olha, agora eles foram se benzer com água benta”, quando os diáconos lavaram as mãos numa bacia larga com água. Nesta mesma igreja o barulho de uma queda d’água no fundo do templo já tornava o som ambiente do local parecido com o barulho de xixi batendo na água da privada.

Agora, sim, eu sou muito crítico em relação a algumas posturas litúrgicas neopentecostais (ao ponto de ser às vezes até um pouco implicante), mas no caso em questão eu não acho que deva sofrer esta acusação. Acredito ser completamente incoerente (e acredito que esta incoerência é evidente a todos) cantar que Deus habita no silêncio (isto é, que a melhor maneira de ouvirmos Sua voz é pelo silêncio) e sermos os campeões de gritarias e barulho entre as religiões existentes. Eu não acho que culto é lugar de entretenimento. Culto não é para ser “legal”. Pode até ser, por alguma contingência, mas seu objetivo principal não é ser isto. Existem lugares e momentos apropriados para “coisas legais”.

Bem, pelo menos a minha opinião, baseada na minha experiência, é esta. Reflexão exige concentração, e concentração exige silêncio e pouca movimentação. Se o melhor ambiente para adoração para você é um local com um animador de plateias burguesinho gritando frases sentimentais hipnóticas no seu ouvido, ou uma mulher gemendo notas altíssimas no microfone, bem, neste caso, com todo o respeito, o problema é seu e não meu.

Mas eu até apostaria meu almoço na hipótese que você no fundo no fundo nunca parou para refletir sobre a reflexão, nunca refletiu sobre o que você está fazendo e por que você está fazendo o que faz na igreja. Isto explicaria, aliás, como você é capaz de, na dor da incoerência, cantar “no silêncio Tu estás” e logo depois “na Tua presença dá vontade de pular, gritar e correr”.

Eliel Vieira, que não consegue adorar o Criador na igreja por causa do barulho, escreveu no Genizah
E eu, como fiel seguidor do Genizah, reproduzo por aqui, citando a fonte: O SILÊNCIO DOS INOCENTES

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

TRAGÉDIA NO RIO

TRAGÉDIA NO RIO


O repórter pergunta a um senhor que teve sua casa, carro e todos seus pertences engolidos pela lama: E Agora?

A resposta vem rápida: “Perdi tudo, mais ainda posso recomeçar”, 35 anos perdidos em segundos, mais a vida continua...

Outros não tiveram a mesma sorte, pois seus bens mais preciosos, as vidas de pessoas amadas, queridas se foram, restando apenas o choro desesperado.

Hoje (17/01/2011) seis dias após a tragédia, muitos sobreviventes ainda estão isolados sem um copo de água para beber, ou algo para comer, sem energia elétrica, telefone, etc... Desgastados fisicamente, emocionalmente, incapazes, impotentes diante de tamanha calamidade, para muitos acabou o sentido de viver...

Faltam palavras para escrever algo a respeito, porque quem passa pela situação é quem sabe de verdade aonde dói e o quanto dói, nós sentimos, lamentamos, choramos, ficamos perplexos, mais distantes de tudo isto, encostamos a cabeça no travesseiro e dormimos em paz

Vi a entrevista de um JOVEM que estava com a face toda machucada, ainda sangrando dizer o seguinte:

“Quando vi a casa desabou, encheu de terra, minha mãe morreu de um lado, minha irmã do outro, naquele instante senti FORTEMENTE a PRESENÇA de DEUS na MINHA VIDA”

Glória a Deus! 

Este Jovem perdeu o que tinha de mais precioso nesta vida, sua mãe e sua irmã querida, mais não perdeu o Tesouro Maior, guardado dentro dele, o tesouro valioso, o tesouro que avalanche alguma pode enterrar o tesouro que ninguém pode roubar.

Sempre falamos que os momentos bons e maus vêm sobre todos, neste mundo caído as coisas acontecem IGUALMENTE para quem confessa o NOME de CRISTO e para quem não CONFESSA.

Teólogos, pastores e igrejas que distorcem a Bíblia com suas teologias de prosperidade e triunfalismos que se preparem para acertar as contas com Deus, pois desperdiçaram seus púlpitos omitindo a verdade que nosso tesouro maior não esta neste mundo.

II Co 4.7

“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nossa parte”

Fomos feito do pó da terra, nosso corpo é humilde, frágil, fraco, mortal esse é o veiculo de expressão que possuímos na terra, ou seja, NÓS SOMOS OS VASOS DE BARRO.

E o que é o Tesouro? São as promessas do Evangelho, é a ressurreição em Cristo e a vida eterna! O Poder deste Tesouro é Tremendo e Ilimitado.

Os sofrimentos podem até matar ao corpo, mas não podem tocar na alma. Jesus garante a ressurreição de todos aqueles que o aceitaram como único e suficiente Salvador, essa é a verdade que a Bíblia revela.

O Senhor conquistou a morte, nossos irmãos também e isto nem todo dinheiro do planeta pode comprar! 

Ainda que o mal sobrevenha sobre nossas vidas, nosso Deus vive e sempre será o socorro no dia da angústia, ainda que morramos, Deus ainda É o centro de todas as coisas

Ele enxerga todas as coisas e a morte não tem a ultima palavra !

Amado (a) irmão(a) Muitos de nós não temos condições financeiras em nos envolver então como podemos ajudar?

Dobrando os joelhos, orando, clamando ao Senhor que conforte o coração dos familiares que perderam seus queridos, orando pelas crianças que perderam seus pais, (fui informado que muitas crianças ficaram órfãs, inclusive de varias igrejas cristãs) orando pelos homens que estão trabalhando nas buscas, pelos médicos, voluntários, etc...

Na Fé

Marcelo e Eunice – via Caminhando na GRAÇA, de GRAÇA
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