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“Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia; porque tu ouviste, naquele dia, que estavam ali os anaquins, bem como cidades grandes e fortificadas. Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como ele disse.”(Josué 14:12)

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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

CONTEÚDO ADULTO

CONTEÚDO ADULTO
Por Zé Luís

Eis aí um conjunto de palavras capaz de gerar nas pessoas os mais diversos comportamentos:

“Esse conteúdo contém cenas de violência, sexo, nudez...”
“O que vai nesse pacote é algo que crianças não devem assimilar... ainda...”
“ Será que é daqueles conteúdos proibidos em diversos países?”
“Sou crente: não devo absolver este tipo de porcaria...”

Quando garoto, em um Brasil que ainda vivia as imposições da Ditadura, víamos antes de qualquer programação, uma espécie de certificado na tela da TV, com uma voz de rádio AM, informando a faixa etária para qual a programação era veiculada.

A molecada se divertia com uma série de filmes que passava nas madrugadas de sábado, chamada “Sala Especial”, com filmes brasileiros horríveis, mas com a grande chance de exibir rapidamente um ou dois seios. Só maiores de dezoito podiam ver aquilo. Eram os anos 70,

Pouco mais de trinta anos se passaram, e o conteúdo adulto permitido mudou:

Qualquer criança acessa pornografia do tipo que for, seja nudez, sexo entre héteros, homos, animais, objetos, seja com desejo, dor, raiva ou seja lá o que uma mente possa dar vazão. Isso quando essas mesmas crianças não acabam por fazer parte deste material pornô, com gente culta e respeitável.

Aquelas cenas de violência onde o sujeito nitidamente pulava morto antes do tiro ser disparado (e só vistas nas altas madrugadas) deram lugar à necrópsias detalhadas na hora da jantar. Diversas séries trabalham o perfil psicológico de assassinos seriais, e alguns ganham até devotos dos mais sinceros. Onde o sangue espirra? Qual o melhor produto para que ele não deixe o DNA reconhecível? Como esconder um cadáver?

Com nossos padrões morais e éticos gradativamente deturpados, nossas histórias – sejam filmes, novelas, séries, comédia ou drama – estão sempre recheadas de adultérios aceitáveis, mentiras em forma de piadas, tudo em nome da liberdade, seja lá que liberdade é essa.

Mas desta bagunça toda que nossos olhos e ouvidos consomem, sempre me admiro com a postura de muitos cristãos: totalmente infantis na forma de encarar essas situações. Justo quem deveria er uma postura madura se comporta como um bebê assustado.

É louvável que um cristão tente se manter limpo destas "conatminações", mas isso não lhe dá o direito de comportar-se como uma desavisada criança.

A bíblia em si é, na maioria das vezes, é de conteúdo adulto:

Jesus não morre com pouco sofrimento, e a humilhação moral a qual foi submetido (incluindo morrer nu em público – não havia aquela fralda na cruz) nos é uma imagem tão forte que não houve filme que teve a coragem de retratar tal cena. Entre gente desgraçadamente leprosa, loucos, endemoniados, doentes de todas as pestes, o mal cheiro dos esgotos abertos, os dentes mal cuidados. Cenas dignas de um C.S.I.

O estupro de Diná, e o assassinato de seus algozes por seus irmãos, os filhos de Jacó, quando eles estavam acamados por conta das dores de sua recém-circuncisão(o corte de parte da pele do pênis) não é uma cena chocante?

Judá transa com a nora, pensando ser uma prostituta, e acaba por engravida-la, tendo neste bebê, Perez, da descendência de Cristo. Não parece porno-chanchada?

Davi engravida a mulher de seu “funcionário”, e ao descobrir isso, manda colocar-lo numa posição para morrer em batalha, mesmo quando ele demonstra ser um seguidor fiel, que daria a vida por seu Rei. Que trama terrível, digna de um seriado a la "Dallas" ou "Pássaros Feridos".

Ser prostituta naquela época, onde não haviam ginecologistas, higiene, um chuveiro descente, ou mesmo o senso de quantos homens elas podiam ter por dia, podia ser uma das cenas mais asquerosas (ou desejáveis na visão de alguns). E a bíblia apresenta várias, incluindo Raabe, que casa com um judeu da linhagem de Perez e, consequentemente, da de Jesus.

A descrição vista em Cantares de Salomão é de uma relação sexual voluptuosa e encharcada de desejo.

Deus nos quer adultos, maduros, gente que tem equilíbrio para lidar com estas coisas. Não nos oculta nada.

Pode acontecer de gente escolhida ter nos recantos de sua alma, coisas dessas mofando debaixo do colchão: uma vontade imperdoável de Cain em suas unhas, aquela curiosidade mórbida por contemplar destroços humanos em ferragens de um acidente, ou a necessidade de vislumbrar a nudez alheia em situações das mais bizarras.

Nos envergonhamos com a nossa inabilidade de lidar com essas coisas, esquecendo o quanto isso é visto por Aquele que vê todas as coisas, o tempo todo, pelos séculos dos séculos.

Isso tudo não é algo para os maiores de 18, 21, 30 ou meio século. Creio que nos falta conteúdo para suportar conteúdos, e Deus sabiamente, nos poupa disso. 

O que me indigna é a forma mística-infantil que tantos “ adultos” passam a encarar estas coisas, a ponto de fazer disso sua teo-filosofia de massas, e tenta nos convencer que é esta a forma cristã para lidar com essa ou aquela situação “imoral”, ocultando sua formação, titalmente pessoal, que o levou a concluir aquele comportamento.

Por que a MULTIforme Graça de Deus seria UNIforme quando a mente humana se fragmenta em diversos cacos ao se formar, e aquilo que é monstro para mim para o outro é belo. Por isso, a necessidade deste Deus que habita em cada um, o Emanuel, conosco.

Alguém que possui conteúdo adulto jamais se impressionará com os alertas de Conteúdo adulto: aprende  - as vezes a duras penas - a distinguir o que edifica ou não, e deve aprender que certas curiosidades podem ser brechas a serem corrigidas, ou mesmo ferramentas a serem usadas pelo Mestre na conclusão do projeto que Ele tem para cada um.
Texto extraído de : CRISTÃO CONFUSO (Cadê você, Zé Luiz?...)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

ESTÃO OFERECENDO DROGAS NA IGREJA !

ESTÃO OFERECENDO DROGAS NA IGREJA

Hermes Fernandes
Prometa-me que vai ler até o fim…

“No meio da sua praça, em ambas as margens do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês. E as folhas da árvores são para a cura das nações.” Apocalipse 22:2

Para quem imagina que o tema tratado em Apocalipse seja o fim do mundo e a vida na eternidade, como explicar o verso acima?

A Nova Jerusalém descrita no capítulo anterior é uma figura da igreja de Cristo, uma vez que é apresentada como a esposa do Cordeiro. Ora, que outra esposa Ele teria senão Sua igreja? Trata-se, portanto, da sociedade dos santos, locomotiva da civilização do Reino de Deus.

Se a Nova Jerusalém fosse algo a ser esperado no futuro, para além da História, que sentido faria seus muros? De quê a cidade precisaria se proteger, já que os inimigos de Deus terão sido aniquilados?

O vidente João diz que não havia templos na cidade. Portanto, não se trata de uma sociedade religiosa. O Cristianismo original não pretendia ser uma nova religião, mas a pedra fundamental de uma nova civilização. 

Embora não houvesse santuários, havia uma praça. O que isso nos diz? Praça fala de vida social, de interação, lugar de encontro, de diálogo, de luz, fora das quatro paredes. E no meio desta praça, em vez do coreto encontramos uma árvore.

Quem é, afinal, o centro de todas as nossas atividades? Quem ocupa o lugar central de nossas existências? De quem nos alimentamos? Em quem encontamos o fruto da vida eterna? Não há outra resposta possível senão uma: CRISTO! Ele é a Árvore da Vida! Foi Ele quem disse: “Quem de mim se alimenta, por mim viverá!”

Seus frutos não são esporádicos, mas constantes. Toda estação é propícia para dar seus frutos.

O que mais chama a minha atenção neste verso em particular é a última sentença.

Naquela época era comum o uso de folhas como remédio. É daí que vem o hábito de tomar chá, fartamente cultivado nas cidades grandes. Ninguém duvida do poder medicinal que tem algumas plantas. Lembro-me do quanto chá de quebra-pedra tive que tomar quando sofri de cálculos renais. E ainda hoje, quando não consigo dormir, recorro ao chá de camomila ou de erva-doce.

Como se processa o chá? Folhas são deixadas por alguns minutos em água fervendo. Aos poucos, a água vai absorvendo as propriedades da planta, mudando sua coloração. O nome deste processo é infusão.

Estudos sugerem que o chá tem muitas propriedades benéficas importantes, por exemplo: é anticancerígeno, aumenta o metabolismo, ajuda o sistema imunológico, reduz o mau-hálito, diminui o stress, tem efeitos até sobre o HIV.

A folhagem da árvore da vida aponta para a inserção da igreja na vida social do mundo. Em vez de assimilarmos, somos assimilados.

Isso explica porque Deus não removeu Seu povo deste mundo. Nossa vocação promordial é a de ser sal da terra, provendo não apenas sabor, mas também preservação.

Para tal, temos que estar inseridos na xícara (mundo), liberando nossas propriedades terapêuticas.

Em vez disso, tornamo-nos numa sociedade extremamente religiosa e alienada do mundo. Cristo almeja curar as nações, e o único remédio de que dispõe já foi ministrado: é a presença da igreja no mundo.

A igreja precisa inserir-se na cultura, nas ciências, na política, no mundo empresarial, na educação, etc. Não me refiro à igreja como instituição, mas como organismo vivo, representado por cada um dos seus membros.

Marx tinha razão. A religião é o ópio do povo. Trazendo pra nossa realidade latino-americana, diríamos que a religião é a cocaína do povo. De onde vem a cocaína? Ou mesmo a maconha? De folhas. Tais plantas foram igualmente criadas por Deus, e têm, comprovadamente, propriedades medicinais. Porém, Deus não as criou para serem fumadas, ou transformadas em pó para ser inaladas.

Da  mesma forma, a impressão que se tem é que a igreja entrou no ramo de tráfico da droga religiosa. Estamos oferencendo ao mundo o produto da árvore da vida processado para ser fumado e cheirado.

Que efeito a droga produz no usuário? Entorpecimento. Quem usa droga fica desligado da realidade. Cria até uma espécie de realidade paralela, onde a fantasia se confunde com o mundo real. Até que ponto a mensagem que tem sido pregada em nossos púlpitos não tem efeito alucinógeno nos crentes?

Que pena! O que deveria ser remédio, virou droga. E que droga!!!

Ao invés de nos posicionarmos no centro da praça, preferimos a comodidade dos guetos. Sentimo-nos mais seguros na pinumbra, com nossa subcultura, nosso evangeliquês imbecilizado. Enquanto isso, a criação segue aguardando impaciente a manifestação dos filhos de Deus.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

PRESO E AINDA NO COMANDO?

PRESO E AINDA NO COMANDO?

“Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros. Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?”(Romanos 7:18 a 24)

A revista VEJA desta semana trás estampada em sua capa a foto de Fernandinho Beira-Mar, conhecido traficante carioca, com a Manchete: PRESO E AINDA NO COMANDO.

A reportagem relata como, apesar de detido em presídios de segurança máxima, o sujeito ainda consegue liderar sua quadrilha, utilizando-se das instalações que deveriam ser de segurança máxima, como seu escritório de segurança máxima.
Fiquei pensando... Quantos crentes não fazem o mesmo que o governo? Pensam que apenas aprisionando o mal conseguem vencê-lo, dominá-lo. E o resultado fica lá, preso e ainda no comando!
Paulo fala a respeito disso em Romanos sete. Quando afirma que o querer está nele, mas não consegue realizar. Ou seja, confessa que não tem domínio sobre a situação. Consciente do pecado que está, fruto da Lei, declara-se incompetente para vencer a luta, incapaz de manter preso esse seu “velho homem”. Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? Esse foi seu grito de socorro, seguido da declaração “Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor”.
Meu irmão, essa é a resposta. Esse é o único capaz de manter o “velho homem” realmente detido. Pare de tentar vencer sozinho. Olhando o mundo à nossa volta, em especial para as igrejas evangélicas, creio que esta manchete poderia tranquilamente ilustrar qualquer jornal de igreja, qualquer dos milhares de boletins que circulam aos domingos: PRESO E AINDA NO COMANDO.
Liberte-se! Declare-se incompetente para vencer sozinho, Transforme-se pela leitura da Palavra. A Bíblia nos diz: “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus.“ (Mateus 22:29).

sábado, 5 de fevereiro de 2011

UMA LIÇÃO NA IGREJA DE ÉFESO

Uma lição na igreja de Éfeso (Ap. 2. 2-4)


“Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos. E sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste. Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.” (Apocalipse 2:2 a 4)

Alan Brizotti
Sempre que lemos sobre a Igreja de Éfeso, estamos em contato com a atmosfera abençoada do Primeiro Amor. Aqui há uma forte lição: a Igreja não é lugar para os “profissionais da fé”, é lugar para quem quer desenvolver o Primeiro Amor.

A Igreja de Éfeso era uma Igreja que trabalhava. Uma Igreja que vivia a ética, sabia distinguir entre o certo e o errado. Com habilidade teológica e doutrinária para reconhecer os falsos apóstolos. Era uma Igreja perseverante, fiel, constante, uma boa Igreja... Entretanto, esqueceu o Primeiro Amor. Ela não tinha abandonado o amor a Cristo, mas tinha abandonado o Primeiro Amor.

Era uma comunidade cristã vivendo como alguns casamentos que já duram vinte, trinta anos. O casal ainda se ama, mas não mais com a mesma intensidade. A Igreja de Éfeso amava a Deus, mas não mais como o amou um dia. O Primeiro Amor é sensível, espontâneo, apaixonado e apaixonante. Corre mais riscos. Preocupa-se mais com o outro. Lança-se completamente ao outro. É menos cínico mais companheiro. Está sempre dando sem pedir nada em troca. É belo, encanta-se com o que é simples. Guarda num corpo pequeno um coração gigante, capaz de abraçar o universo. É generoso e leal. É uma chamada à vida plena. Tudo que esse amor faz é em nome do bem-estar do ser amado.

A Igreja de Éfeso tinha se tornado mais vigorosa; menos espontânea; mais eficiente; menos natural; mais crítica menos generosa, fazia tudo direito, mas não mais movida pelo amor. Precisamos compreender que o ativismo não substitui o amor. Martin Lloyd-Jones disse que “o ativismo é um homem girando em torno de si próprio”.

A grande lição da Igreja de Éfeso é de que precisamos resgatar o Primeiro Amor. Sem ele, nos tornamos frios, idealistas rígidos, matemáticos calculistas, perfeccionistas rasos. Permanecemos cristãos, mas o que nos motiva não é mais o amor, mas os deveres. É preciso resgatar o amor a Deus, ao próximo e a si mesmo. Sem amor não há espiritualidade.

“Enquanto a obediência é a justiça em relação a Deus, o amor é a justiça em relação aos outros”. A. Plummer


Até mais...


Alan Brizotti

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Motivados em Reconciliar

MOTIVADOS EM RECONCILIAR
Paulo Júnior
De repente, se conseguíssemos terminar com a tarefa de evangelizar todo mundo, o que faríamos  em seguida?

Muitos poderiam dizer: vamos para o céu. 

Veja, porém, que a resposta está a um passo muito perto de dizermos que estamos evangelizando as pessoas para, enfim,  encerrarmos o nosso serviço e  gozarmos de férias,  irmos logo para o céu.

A igreja, em muitos momentos na História, conseguiu concluir uma tarefa, com a motivação errada, pensando em cumprir um serviço e por isso não souberam o que fazer depois da tarefa concluída. Depois de um tempo tão forte de avivamento as igrejas não sabiam o que fazer no dia seguinte e o que fizeram, na verdade, foi se dividirem. 

Jesus disse: "Eu tenho dado a minha glória à vocês, (não para que vocês possam empreender muitas coisas) mas para que vocês sejam um  e para que, assim, o mundo creia que o Pai me enviastes."

No entanto, o que ocorre é que quando Deus nos dá uma visão, uma direção, todas as nossas atenções se voltam, geralmente para a ação. A pergunta que surge geralmente é: "o que fazer?"O problema,muitas vezes, está no fato de não conferimos as nossas motivações.
Deus não está interessado na nossa ação . Não é ação da igreja que vai mudar o mundo mas sim, a motivação dela. A glória de Cristo que é compartilhada à nós para que sejamos um. 

Qual é o motivo das suas ações?

Qual a nossa motivação em fazer as coisas?

Um sábio, certa vez, foi se banhar nas águas do Rio Gandhi, para se purificar. Ao longe ele viu uma mulher nadando e observou quando ela entrou na água sem roupa. De longe ele viu aquela  imagem e por mais que ele tentasse se purificar aquela mulher não lhe saia da cabeça. Ele não resistiu e foi até ela tentar seduzi-la. Chegando perto ele percebeu que a mulher estava toda manchada de branco, ela era leprosa. 

Naquele momento a mulher se virou para ele e o home percebeu que além de leprosa ela era feia e velha. Nada do que ele estava  pensando. 

Então ele voltou pra onde estava e voltou a se purificar. Ao sair da água ele  pensou; "ainda bem que não me contaminei"

Muitas vezes é assim que temos encarado a vida. Fazemos a coisa certa pelo motivo errado. Aquele homem pecou duas vezes com aquela mulher. Se ele tivesse chegado perto dela e levado a cabo o que estava querendo, ele teria pecado menos. Ele teria pecado o pecado que ele pensou. 

Mas ele pecou de novo, primeiro quando a desejou e  depois quando a repudiou.

Em nenhum momento aquele homem estava pensando no que mais deveria lhe interessar: a outra pessoa.

Sabe por que grandes avivamentos falharam? Porque em algum momento, as pessoas pararam de pensar no outro e começaram a pensar em si mesma. Talvez elas nunca tenham parado de pensar em si mesmas, uma vez que evangelizar é uma forma, que muitos têm como a certeza de irem para o céu.

Quantas vezes não estamos usando as pessoas para viabilizar as nossas expectativas e necessidades?

O maior desafio da igreja nesses dias é amar pessoas, é  eliminar as barreiras e remover separações.

O maior desafio da igreja é viver em unidade.

A palavra de Deus diz que Aquele que esta em Cristo é uma nova criatura. Isso quer dizer que não apenas as nossas ações são novas, mas as nossas motivações. 

Será que temos aprendido com Jesus  apenas a fazer diferente ou aprendemos a fazer as coisas com razões diferentes?

Quantas vezes estamos na igreja tentando aprender a fazer algo diferente ao invés de aprender uma razão diferente para fazer as coisas

Quantas vezes ainda pensamos em nós mesmos, sendo motivados pelo nosso próprio interesse e expectativa, ao invés de entendermos o ministério de Deus dado a nós que é o de reconciliarmos as pessoas à Deus e  as pessoas , umas com as outras? 

A unção que já foi derramada sobre nós é a unção  de reconciliar, de ajuntar, de reunir. É a unção da amizade porque a inimizade já foi destruída na cruz.

Extraído de : SALTATERRAGO.COM

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Morrer por Jesus, ou VIVER por Ele?

MORRER POR JESUS OU VIVER POR ELE?

“Somente deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo, para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais num mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho.”(Filipenses 1:27)
                Hoje quero compartilhar o vídeo abaixo OneTimeBlind - How can you die for Me, para refletirmos sobre como anda nosso relacionamento com Jesus. Será que é algo apenas virtual, que funciona “por espasmos”e unicamente enquanto dura a emoção do culto de domingo, ou representa uma mudança no viver diário?
                Por mudança no viver diário entenda-se compreender e observar qual seja a vontade de Deus para nosso viver diário. Tem muita gente que sofre de dupla personalidade espiritual, fazendo de conta que é crente, mas mantendo práticas incompatíveis com a fé que professa. É nos detalhes que percebemos a diferença. Jesus disse: “Portanto, pelos seus frutos os conhecereis”(Mateus 7:20)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Quando a igreja não é IGREJA

QUANDO A IGREJA NÃO É “IGREJA”...

Caio Fábio
Igreja tem de ser coisa de gente de Deus, de gente livre, de gente sem medo, de gente que anda e vive, que deixa viver, que crê sempre no amor de Deus; e, sobretudo, é algo para gente que confia, que entrega, que não deseja controlar nada; e que sabe que não sabe, mas que sabe que Deus sabe...

Somente gente com esse espírito pode ser parte sadia de uma igreja local, por exemplo...

Entretanto, para que as pessoas sejam assim, seus pastores precisam ser assim...

Se o pastor é assim, tudo ficará assim...

Ou, então, o tal pastor não emprestará a sua vida para o que não seja vida, e, assim, bem-aventuradamente deixará tal lugar de prisão disfarçada de amor fraterno...

Em igreja há problemas... É claro... Afinal, tem gente...

Mas nenhum problema humano tem de ser um escândalo para a verdadeira igreja de gente boa de Deus.

Numa igreja de Deus ninguém tem de ser humilhado, adúlteros não têm de ser “apresentados” ao público, ladrões são ajudados a não mais roubarem, corruptos são tratados como Jesus tratou Zaqueu, e hipócritas são igualmente tratados como Jesus tratou os hipócritas; ou seja: com silêncio que passa, mas, ao mesmo tempo, não abre espaço...

Na igreja de gente boa de Deus fica quem quer e até quando deseje... E quem não estiver contente não precisa ser taxado de rebelde e nem de insubordinado... Tal pessoa é livre para discordar e sair... Sair em paz. Sem maldições e sem ameaças; aliás, pode sair sem assunto mesmo...

Na verdadeira igreja não há auditores, há amigos.
Nela também toda angústia humana é tratada em sigilo e paz.

Igreja é um problema?...
Sinceramente não acho...

Pelo menos quando a igreja é assim, de gente, para gente, liderada por gente, com o propósito de fazer de toda gente um humano maduro — então, creia: não há problemas nunca, pois, os problemas em tal caso nada mais são do que situações normais da vida, como gripe, febre ou qualquer outra coisa, que só não dá em poste de ferro...

Tudo o que aqui digo decorre de minha experiência...
Não é teoria...
Pode ser assim em todo lugar...
Mas depende de quem seja o pastor...
E mais, se o povo já estiver viciado demais nem sempre tem jeito...

Entretanto, se alguém decide começar algo do zero, então, saiba: caso você seja gente boa de Deus, e que trate todos como gostaria de ser tratado, não haverá nada que não seja normal, pois, até as maiores anormalidades são normais quando a mente do Evangelho em nós descomplicou a vida.

Pense nisso!...

Nele,

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

ALERTA GERAL

ALERTA GERAL



“O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão. Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade, Aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão? Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça. Por isso, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz. E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição. Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza; Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.” (2Pedro 3:9 a 18)
Dálton Curvello
                Em minha carreira de bancário, tive oportunidade de participar de inúmeros treinamentos, na realidade, durante meu tempo de gerente de banco, participei de todos os existentes no Banco do Brasil. Quando de um M.B.A. realizado na UFMG/BH, tivemos um módulo que tratava de leitura de cenário. Nesse treinamento, aprendemos a analisar os diversos acontecimentos ao longo do tempo, de maneira a interpretar o cenário que se desenhava para o futuro. Bastante interessante, e que tem sido muito útil, mesmo já tendo passado quase quinze anos.

                Observando os acontecimentos dos últimos meses, fatos, notícias, repercussões, chego cada vez mais à conclusão de que Deus está movendo algo grandioso e que a cada dia está mais próximo.

É fato que a cada dia vemos mais mensagens na blogosfera denunciando os falsos pastores e suas maracutaias para se perpetuar no comando de “suas” igrejas-empresa. Inúmeras postagens tratam dos efeitos nocivos dos vendilhões da fé para os cristãos incautos, ou mesmo para os pseudo-cristãos, que aceitam vender-se tal qual o MICA e o LEVITA citado em Juízes 17. São aqueles freqüentadores de igrejas sabidamente heréticas, com fins meramente lucrativos aos seus proprietários, mas que ali permanecem por comodismo ou mesmo por que o pastor, ao receber suas polpudas ofertas os abençoa, como o faziam os profetas nos dias pré-destruição de Jerusalém.


Como está escrito em 2Timóteo2:15: “Pois vai chegar o tempo em que as pessoas não vão dar atenção ao verdadeiro ensinamento, mas seguirão os seus próprios desejos. E arranjarão para si mesmas uma porção de mestres, que vão dizer a elas o que elas querem ouvir.”

Na revista Istoé desta semana trás em sua matéria de capa, a manchete: O NOVO ASTRO DA FÉ, retratando a trajetória do Valdemiro Santiago, ex-IURD, que fez um CTRL-C/CTRL-V e criou a IMPD, fenômeno de crescimento no Brasil. Triste? O pior, a meu ver, é um pequeno detalhe na matéria, quer apresenta o segmento evangélico com conotação negativa, afirmando ainda que atualmente já foi detectado o fenômeno de migração de membros entre as igrejas evangélicas, fato que vem sendo explorado pelos vendilhões da fé de plantão.

Daí que, nesta leitura de cenário, eu fico na expectativa de que Deus está se movendo, expondo cada dia mais esses acontecimentos, cada dia mais os verdadeiros profetas de Deus para esta geração atual, como o GENIZAH, o HERMES FERNANDES, o RENATO VARGENS, e tantos outros fazem seus alertas, pois o dia do acerto de contas celestial está ficando próximo. Para nós, resta seguir a orientação de Paulo a Timóteo: Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza; Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.

RESUMINDO: LEIA A BÍBLIA meu irmão! Ela é o antídoto que vai te vacinar contra as investidas criminosas dos vendilhões da fé.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Você já Leu a Bíblia Hoje?

“E voltaram os setenta com alegria, dizendo: Senhor, pelo teu nome, até os demônios se nos sujeitam. E disse-lhes: Eu via Satanás, como raio, cair do céu.” (Lucas 10:17 e 18)

HERÓIS DE BARRO

HERÓIS DE BARRO


Carlos Moreira

É, talvez eu seja simplesmente como um sapato velho, mas ainda sirvo se você quiser, basta você me calçar que eu aqueço o frio dos seus pés”. Sapato Velho - Roupa Nova.


Não sei você, mas eu sempre tive a tendência de olhar para os homens e mulheres de Deus nas Escrituras como heróis. Cada vez que lia suas histórias minha lista de Hebreus 11 aumentava. Aqui e ali, ia adicionando nomes ao meu “rol dos fantásticos”.

Lembro que, desde sempre, mensurei a questão de forma simples: herói tem de ser herói mesmo! Gente resignada, obstinada, focada em um propósito existencial. Gente de envergadura, de caráter, que estivesse disposta a gastar a vida em prol de uma causa, de sofrer pela pureza de sua fé, de servir a todo custo, de soerguer-se das quedas, de perseverar nas situações mais dramáticas. Herói, para mim, tinha de ser de aço: firme, forte, inquebrável!

Mas os anos se passaram... E já se foram 28 desde que conheci a Jesus. Neste tempo acabei entendendo que heróis de aço são, no fundo, homens de barro. Sim amigos, heróis também cansam e caem, mesmo que não queiramos acreditar nisso. Heróis que nunca perdem só existem nas histórias em quadrinhos...

Cazuza, já no fim da vida, talvez alquebrado pelas dores da doença que o vitimou, consciente das banalidades da vida, da futilidade dos dias, da mesmice dos tempos, do vazio da alma, colocou em sua poesia urbana a frase “meus heróis morreram de overdose”. Os meus, é certo, disto não morreram, sobretudo porque suas causas eram outras. Mas, como a velha roda de moinho que se desfaz junto ao poço, também se esfarelaram pelos córregos da vida, deixando o pó das perdas e dores se diluir na pequena corrente de água que vai, como a existência humana, rio abaixo.

Hoje, depois que entendi que “as marcas marcam mais do que os marcos”, comecei a olhar para os meus heróis com um olhar mais pragmático, mas não menos misericordioso. Noé, meu irmão na fé, ficou tão embriagado a ponto de tirar a roupa e dançar nu; Moisés, olhando para o poder bélico do Egito, sugeriu que Deus escolhesse outro “otário” para libertar o Seu povo; Abraão, o pai da fé, com medo de morrer, mentiu ao Faraó dizendo que Sara, sua mulher, era sua irmã; Jacó roubou o irmão e, achando pouco, enganou o pai que estava cego; Sansão, o juiz de Israel, se enrabichou por uma meretriz que lhe roubou, não só o coração, mas também a vida; Gideão era covarde; Eli não soube criar os filhos; Saul vivia remoído pela inveja; Davi, depois de adulterar com a mulher de seu general, mandou traiçoeiramente matá-lo; Jó quis justificar-se diante de Deus como alguém inculpe; Jeremias sofria de baixa auto-estima e vivia amargurado; Elias, com medo de Jezebel, fugiu para o deserto, entrou numa caverna e deprimiu-se; Jonas torcia para que a cidade de Nínive fosse detonada. Não tenho dúvidas: pareciam homens de aço mas, no fundo, eram apenas heróis de barro!

Se sairmos do Velho Testamento e avançarmos pelo panteão de “ícones” do Novo a coisa não muda em nada. Tiago e João queriam dizimar com fogo a aldeia dos indefesos samaritanos; Judas, frustrado com o Senhor, vendeu-o por 30 moedas de prata e suicidou-se; Pedro, na hora do aperto, negou a Jesus, mesmo dizendo que por Ele morreria e Tomé, para completar o grupo dos “maravilhosos” discípulos de Cristo, duvidou de Sua ressurreição.

Para não ser cansativo, abreviei a lista dos “notáveis”... Deixei de fora, contudo, um homem que sempre me chamou a atenção na sua fraqueza: Paulo. Sim, o grande apóstolo, ao final de seus dias era apenas “Paulo, o velho”.

Lendo suas epístolas você verá que o ímpeto e o arrojo dos primeiros dias já não existiam no final. Saulo de Tarso, que sempre fora voluntarioso e prepotente, agora vivia em fraqueza. Sim, estou falando de Paulo, eu sei, com todas as cores que lhe são inerentes, com seus acertos e erros, com suas virtudes e defeitos. Um herói de aço frágil como o barro!

O “apóstolo dos gentios”, preso numa cela fria, privado do convívio da igreja, longe daqueles a quem amava, era apenas um vaso de barro, quebrado pela dureza dos dias, moído pela longevidade do tempo. O homem que parecia ser incansável nos seus propósitos, por fim, sentiu-se só. Afirmou: “todos me abandonaram”. Estava cansado, abatido, talvez com medo. Sentia-se, quem sabe, como um “sapato velho”, que ainda podia ser útil se fosse "calçado", mas, aquela altura, quem o desejaria "calçar"?

“A Igreja é o único exército que mata os seus feridos”. Caio Fábio. Os fracassos dos homens e mulheres de Deus não os desqualificam nem os tornam menores, pelo contrário, para mim, eles crescem ainda mais, sobretudo porque se tornam humanos, seres de barro, não de aço!

Por isso, continue seguindo, não deixe de lutar, “pelas armas da justiça, quer ofensivas, quer defensivas; por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama, como enganadores e sendo verdadeiros; como desconhecidos e, entretanto, bem conhecidos; como se estivéssemos morrendo e, contudo, eis que vivemos; como castigados, porém não mortos; entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo”.

Por que escrevi isto hoje? Não sei... Talvez porque esteja cansado, desiludido, e me sentindo só... A semana que passou foi muito difícil e toda segunda feira, diferentemente do que você talvez imagine, eu penso em parar. Sei que não sou um herói da fé. Talvez jamais seja. Não tenho estirpe para ser alçado a este platô. Mas, para um pequeníssimo grupo de irmãos e irmãs eu sou pastor. Sei que eles me amam e que esperam de mim uma postura compatível com o “cargo”. Mas sei também que, não raras vezes, não sou, nem de longe, o que eles precisariam que eu fosse. Não dá! Não consigo! Cansei de tentar ser de aço. No fundo, gostaria apenas de ser de barro, pois barro gente, se quebra mesmo...
Fonte:  Genizah e Nova Cristandade

sábado, 29 de janeiro de 2011

PORTA ESTREITA...CAMINHO APERTADO

PORTA ESTREITA... CAMINHO APERTADO
(E NÃO HÁ OUTRA OPÇÃO)

Por Daniel Clós Cesar
Existe uma porta estreita. Não há um único cristão que negue isso. Qualquer um, por mais "perdido" que esteja, conhecendo a doutrina (ainda que não creia em doutrina) tem essa informação... ainda que não entenda o que isso quer dizer... ele sabe... para entrar, precisa passar pela porta... e ela é estreita.

Mas e o caminho que conduz até essa porta?

Aparentemente, parece que Jesus está contrariando a própria Palavra, pois afinal, não disse o salmista e rei Davi: "o caminho de Deus é perfeito...", não apenas uma, mas duas vezes? (Sl 18.30, 2 Sm 22.31)

Ahã! sabia seu legalista... você já estava querendo aplicar doutrina puritana para cima de nós!

Não... isso não é necessário. Cada um recebe do Senhor justa medida.

Mas também, claramente, o mesmo rei e homem segundo o coração de Deus escreveu: "Deus é a minha fortaleza e a minha força e ele perfeitamente desembaraça o meu caminho." (2 Sm 22.33)

Jesus não está dizendo que o caminho é imperfeito. Ele está dizendo que o caminho é apertado. Mas conforme tudo aquilo que foi preparado por Deus desde os tempos que não se podem contar... é perfeito.

Acontece que como todas as coisas que homem tem dificuldade para se ajustar, o caminho preparado por Deus também parece imperfeito aos olhos do homem. Assim, o caminho de Deus perfeito - ao homem - é espaçoso, pavimentado e na descendente.

Acontece que aquilo que Deus considera perfeito, obviamente, não é o que consideramos nem mesmo bom. Nosso padrão de perfeição, tão defeituoso e cheio de preconceitos desde sua origem é mais facilmente assimilado, afinal, nós mesmos o idealizamos e construímos.

Assim, o caminho proposto por Cristo torna-se inadequado... mantemos a porta onde ela está, afinal, ela está no final do caminho, mas quanto ao caminho em si... não... eu não posso deixar toda essa vida passar privando-me de, uma vez ou outra, girar sobre o meu próprio eixo... e me parece, daqui de onde vejo, que nesse caminho mal dá para se mexer.

O caminho precisa ser suficientemente largo para que eu, durante minha vida de pecador, possa usufruir dos prazeres do pecado e dos benefícios da Graça... aí sim... esse caminho será perfeito. Aí sim eu serei livre.

Isso porque o entendimento de liberdade do homem não parte da perspectiva de Deus, mas da perspectiva do próprio homem.

Se realmente entendêssemos a assertiva do apóstolo Paulo: "onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade" (2 Co 3.17) compreenderíamos que a liberdade que gozamos como escravos da justiça, com acesso direto ao santíssimo pela destruíção do véu, não nos dá nenhum prazer em virar para esquerda ou direita... não nos importaríamos de caminhar no tão apertado caminho... pois nosso alimento, nossa vontade, nossa vida... seria fazer a Sua vontade.

Lamento primeiramente por mim... que acho tão difícil caminhar nesse caminho. Mas agradeço ao Senhor, por cada vez que ele me reconduz... procurando encontrar, no final deste tão lindo caminho, a igualmente bela e estreita porta.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O DIABO HUMANO

O DIABO HUMANO


Jesus disse que viu Satanás caindo do céu. E isto enquanto os 70 discípulos enviados por Ele para pregar o Evangelho, curar os doentes, e anunciar o reino de Deus, iam de cidade em cidade, apenas levando quase-nada além de si-mesmos, porém inteiros de alegria e fé.

Paulo diz que na Cruz Jesus “despojou os principados e potestades espirituais, triunfando deles...”

Já o Apocalípse nos diz que chegaria uma hora na qual Satanás seria lançado na Terra... Então se diz: “Ai da Terra e dos que nela habitam!”

Pessoalmente creio que estamos vivendo existencial, psicológica, tecnológica, política, econômica, ecológica e espiritualmente — em dias apocalípticos!

Isto porque, além de todas as evidências esmagadoras que nos cercam como “fato-de-morte”, e que hoje são afirmadas não por profetas e videntes, mas por cientistas de todas as áreas —, temos algo mais sério ainda em curso; e que nenhuma ciência parece perceber a gravidade de morte que ela trás consigo.

Escrevendo a Timóteo, na segunda carta, Paulo diz no capítulo 3 que nos “últimos dias” os homens, para além de qualquer outra coisa, perderiam o afeto natural. E afirma que a morte da afetividade faria perecer com ela a reverência e a honra a pai e mãe; o que traria à reboque um estado de desafetividade que acabaria por produzir uma sociedade global feita de homens e mulheres implacáveis, egoistas, narcisistas, amantes apenas de si mesmos, e incapazes de aprender-apreendendo a verdade no íntimo; o que gestaria almas em crescente estado de auto-indulgência e uma quase total incapacidade de amar.

Pois assim como em Jesus vai-se de glória em glória até a estatura do varão perfeito; no diabo se vai de desfiguração em desfiguração até ficarmos a cara de Satanás.

Ora, tudo isto combina com o que Jesus disse ao se referir a tais “dias”; pois Ele nos disse que “naqueles dias os homens odiariam, trairiam, e matariam uns aos outros...”; e afirmou que os “inimigos do homem seriam os de sua própria casa”; completando com a afirmação que afirma que “por se multiplicar a iniquidade”, o amor se esfriaria “de quase todos”.

Assim, com o diabo caído na Terra e com fome de morte; e com os homens se tornando semelhantes ao diabo e cada vez mais dês-semelhantes de Deus — o futuro dos humanos é sombrio!

Na realidade, como não se pode estudar as ações do diabo na Terra, posto que o próprio diabo está limitado ao “fornecimento” de material espiritual, moral e cultural que a humanidade lhe oferece, o que fica visível aos olhos não é o diabo no homem, mas sim o homem no diabo.

Sim, porque de fato o homem está virando diabo!

Cada vez mais o melhor modo de saber como é o diabo é olhando a humanidade. Isto porque o diabo (diabulos) é aquele que divide; e Satanás é aquele que se opõe; ou seja: é o adversário.

Ora, olhando para qualquer lugar da Terra e observando os humanos, tem-se que admitir que a humanidade existe cada vez mais em razão das divisões e das guerras de todas as formas e maneiras. Vivemos numa sociedade dividida e na qual o outro é o inimigo; e isto indo da religião, passando pelas relações humanas em geral (especialmente as que envolvem sexo, dinheiro e poder), e chegando ao mercado de trabalho, pois o concorrente já nem mesmo tem que ser vencido; de fato ele tem que ser aniquilado.

Além disso, a morte da afetividade, do respeito aos mais velhos, da reverência aos pais, do amor dos pais pelos filhos, da fidelidade, da gentileza, das educações mais banais, da solidariedade, da honestidade, da dignidade pessoal, do respeito pela existência de qualquer que seja o próximo — foi o poder-ausência que criou essa humanidade da qual somos parte; e que é feita de diabos, quase em sua totalidade.

O espírito do diabo está tão presente e imanente na maioria das consciências humanas, e até naquilo que entre nós se chama de Direito, Justiça e Crença, que já não se deve praticar qualquer tipo de “batalha espiritual abstrata”, posto que os demônios estão andando ao nosso lado todos os dias, em todos os lugares; e não são espíritos invisíveis, mas cobertos de carne, pele e ossos...; e muitas vezes travestidos até de “cristãos”.

A tragédia “destes últimos dias” é que a humanidade vai perdendo a “imagem e semelhança de Deus”; e, dia a dia, vai se tornando mais e mais parecida com o próprio diabo.

E isto não é algo que deve ser dito apenas aos distantes e diferentes... “de nós”.

Não! Isto deve ser dito a nós mesmos; e dentro de nossas próprias casas, famílias, igrejas e governos; e também a cada forma de expressão humana que nos cerca; pois, em quase todas elas, vemos sutilmente os humanos ficando a cara do diabo; e isto sem que o percebamos.

Basta ver o que existe em você. Sim, procure por amor, perdão, graça, misericórdia, compaixão, reverência, gentileza, bondade, alegria simples, e também pela fé que opera pelo amor —; sim, dentro de seu coração busque tais coisas; e, não achando tais coisas enraizadas em você, olhe para os céus e peça misericórdia a Deus; e isto a fim de que você e eu não sejamos tragados pelo bafo do inferno que seca a umidade do amor no chão da alma humana.


Nele, que nos disse como seria..., a fim de que não nos tornássemos o que não fomos criados para ser,


Caio
 Fonte: CAIO FÁBIO

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

EDIFICAR E DERRUBAR.

OS QUE DESTRÓEM.
PROVÉRBIOS 14:1.
"Toda mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos."
À semelhça da mensagem "DAS BOAS OBRAS" aqui também existe duas pessoas, uma sábia outra louca.
No entanto a diferença, é que a louca não contrói nada, apenas derruba, destrói.
As duas palavras chave do meu pensamento é destruir e construir.
Volto a falar em construção, é muito importante frisarmos estas palavras, porque nelas está também a base de uma vida bem sucedida.
Vamos primeiro analisar a palavra construir ou edificar.
Para fazer qualquer tipo de construção apresentável, requer tempo, muita paciência.
Uma construção é um desafio na vida, é preciso saber o que se quer, fazer projectos.
Levantar uma construção não pode ser feito de qualquer maneira, tem que ter vontade e determinação.

Nada acontece por acaso, é preciso prestar atenção aos mínimos detalhes.
A edificação pronta não é algo de se conseguir apenas esperando, é preciso trabalhar, é preciso esforço boa vontade, e gostar daquilo que se está a fazer, o fracasso de uma obra, não vem de fora repare o que diz em provérbios a expressão “ mãos”.
É o próprio que destrói aquilo que tem feito, é normal se destrói ou derruba com as próprias mãos é sinal que está construído.
Poderíamos dizer que o derrotado se derrota a si mesmo.
A responsabilidade é pessoal.

Deus lhe dá os recursos, mas é você quem edifica.
1ª CORÍNTIOS 3:10.
"Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquitecto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele."
Interessante, pequenas frustrações; muitas vezes pode dar a impressão de que a meta está distante, mas nenhuma derrota chega só porque alguma coisa não deu certo.
Mas será um novo dia na sua experiência, quando isto acontecer vamos dar a volta, ver onde correu mal analisarmos de novo os planos e continuar a edificar, primeiro nossa vida, depois as outras construções, muitas pessoas tiram cursos para edificar os outros, mas mesmo eles estão por edificar, como posso eu edificar a vida do meu irmão, se a minha vida estiver um caus, a água nada pode elevar acima do seu nível.

Não desista lembre-se que Jesus o Grande arquitecto está sempre pronto para o ajudar.
Pode ainda procurar alguém que tenha bom testemunho de Deus, que seja uma pessoa salva temente a Deus peça-lhe ajuda.

A edificação da vida não é para um evento, porque o edificar traz gastos, vindo mais tarde o lucro, mas um passo, de cada vez, com os olhos fixos no trabalho e em Deus porque d'Ele vem a sabedoria, repare no que leu a sabedoria vem de Deus não dos homens ou de livros, lendo a Bíblia orando a Deus, pedindo porque Ele prometeu dar sabedoria a quem tivesse falta dela.
TIAGO 1:5.
"E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada."
Não se esqueça:
“A mulher [ou o homem] sábia edifica a sua casa, mas o tolo/a a derruba com as próprias mãos.”
PERANTE A CRUZ.
Diante da cruz do meu Mestre querido,
Que é fonte perene de vida e de luz.
Naquela cruz que por mim foi ferido,
Por amor de mim meu amigo Jesus.

Diante da cruz, lugar de tristeza,
Porque meus pecados mataram o Senhor,
Diante da cruz, eu tenho a certeza,
Ele se fez meu Substituto e Redentor.

Diante da cruz, com fé tudo alcanço,
Ali tudo deixei, doenças, tristezas, enfim,
Diante da cruz, encontro descanso,
E graça,amor e paz de Cristo pr’a mim.
Por: António Jesus Batalha

FALSO PROFETA

FALSO PROFETA

“Ai daqueles que nas suas camas intentam a iniqüidade, e maquinam o mal; à luz da alva o praticam, porque está no poder da sua mão! E cobiçam campos, e cobiçam casas, e arrebatam-nas; assim fazem violência a um homem e à sua casa, a uma pessoa e à sua herança.Portanto, assim diz o SENHOR: Eis que projeto um mal contra esta família, do qual não tirareis os vossos pescoços, e não andareis tão altivos, porque o tempo será mau. Naquele dia se levantará sobre vós um provérbio, e se lamentará pranto lastimoso, dizendo: Nós estamos inteiramente desolados; a porção do meu povo ele a troca; como me despoja! Tira os nossos campos e os reparte! Portanto, não terás tu na congregação do SENHOR quem lance o cordel pela sorte. Não profetizeis aos que profetizam; eles não profetizarão para eles, pois não se apartará a sua vergonha. O vós que sois chamados casa de Jacó, porventura encurtou-se o Espírito do SENHOR? São estas as suas obras? E não é assim que fazem bem as minhas palavras ao que anda retamente? Mas ontem, se levantou o meu povo como inimigo; de sobre a vestidura tirastes a capa daqueles que passavam seguros, como homens que voltavam da guerra. Lançastes fora as mulheres do meu povo, da casa das suas delícias; das suas crianças tirastes para sempre a minha glória. Levantai-vos, e ide-vos, porque este não é lugar de descanso; por causa da imundícia que traz destruição, sim, destruição enorme.”(Miquéias 2:1 a 11)

                Por Alexander Stahlhoefer
A época em que vivemos, conhecida como pós-moderna, é marcada pela grande oferta de informações. Recebemos em nossos lares diariamente uma avalanche de dados e notícias, sejam eles úteis ou não. Também no que diz respeito à Bíblia somos bombardeados por todo tipo de opiniões, explicações e interpretações.

                No texto de hoje, Miquéias constata a corrupção dos poderosos no povo de Deus e adverte quanto ao discurso otimista, mas perigosamente falso, de seus profetas. Estes consideravam Miquéias um pregador mentiroso, ou pelo menos exagerado, e afirmavam que Deus não castigaria o povo de Israel por ter abandonado a fé no Senhor e estar vivendo de forma corrupta. Porém, o profeta de Deus contra-argumenta apontando para os pecados dos líderes do povo: praticavam roubos, confiscavam as casas de mulheres indefesas e deixavam suas famílias na miséria.

                Aqueles falsos profetas tinham bons argumentos: afirmavam que Deus manteria a sua promessa e nada de mal aconteceria ao povo (Míquéias 2:6 e 3:11), mas eram corruptos, pois não viviam de acordo com os preceitos da Palavra de Deus que a cada dia diziam anunciar. Jesus alertou que deveríamos olhar para as obras – resultado de uma vida exemplar – de quem está dizendo ser pregador da parte de Deus: “Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de pele de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. Vocês os reconhecerão pelos seus frutos” (Mateus 7:15 e 16a.). Se a vida do pregador estiver de acordo com a Bíblia, sua pregação merece crédito; de outro modo, o que ele diz é no mínimo suspeito. Antes de bons argumentos devemos dar ouvido a uma vida em conformidade com os padrões da palavra de Deus.


Fonte: Livro Pão Diário, RTM
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