Para ler NO Deserto

“Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia; porque tu ouviste, naquele dia, que estavam ali os anaquins, bem como cidades grandes e fortificadas. Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como ele disse.”(Josué 14:12)

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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Pare e pense


A Unção Que Permanece

Texto:   I Pedro 2–9 (Sacerdócio REAL)
Levítico 8-12, 8-14 a 23 (Arão )
             Levítico 14-14 a 17 (Leproso)

Dálton Curvello
A consagração é um ato pelo qual pessoas ou objetos são separados e dedicados ao serviço e ao culto de Deus. O SENHOR deu instruções minuciosas sobre a maneira como os sacerdotes e o tabernáculo deveriam ser consagrados.
Antes de consagrar Arão e seus filhos, Moisés deveria providenciar os animais e outras coisas necessárias para o ato. Deus já providenciou tudo para a nossa consagração:
PRIMEIRO : Arão foi LAVADO: Levítico 8-6 –Fêz chegar a  Arão e seus filhos à porta do tabernáculo, onde Moisés tinha que lavá-los todos com água. Eles eram "batizados", pois o corpo todo era imerso na água. A lavagem cerimonial com água é típica da regeneração espiritual, a justificação por graça pelo Espírito Santo mediante Jesus Cristo, nosso Salvador (João 3:5, Tito 3:5-7), que é simbolizada pelo nosso batismo.
SEGUNDO: Arão foi VESTIDO: Levíitico 8-7  Vestiu  a Arão da túnica com as vestes feitas conforme as instruções detalhadas que o SENHOR lhe havia dado. Consagração não é prometer usar o que somos e o que temos no serviço de Deus, mas sim pôr de lado o que somos e o que temos neste mundo (as velhas roupas) e virmos a Ele despidos de tudo, com as mãos vazias, reconhecendo nossa fraqueza e incapacidade, para que Ele nos vista com um novo caráter e nos habilite a fazer as Suas boas obras (as novas vestes sacerdotais). Vestes -  tem a ver com costumes, elas cobrem o corpo, dando a aparência que desejamos que os outros vejam. Como estão suas vestes? Você chega a Deus despido de suas vestes antigas, ou fica tentando encaixar elas, colocando apenas remendos? DEIXA DEUS TROCAR SUAS VESTES POR COMPLETO.
TERCEIRO: Ungiu Arão e seus filhos com o óleo da unção. Era um óleo muito perfumado, que deveria ser feito exatamente conforme uma receita que o SENHOR deu a Moisés, dedicado exclusivamente à consagração do tabernáculo, seus utensílios, e os sacerdotes. Deus também unge todos os crentes em Cristo, seus novos sacerdotes, dando e selando-nos com o Espírito Santo quando da nossa conversão (2 Coríntios 1:21,22). Óleo da unção é para consagração. Voce tem buscado esta unção de Deus? Ou lembra apenas em dias pré-determinados?
SANGUE DERRAMADO: o Novilho da oferta pelo pecado e o carneiro do holocausto foram imolados, tendo Arão imposto as mãos sobre ele, indicando que este iria ser sacrificado pelo pecado deles (Lev. 8-14 e 8-18). Todo sacrifício pelo pecado simboliza o único sacrifício aceitável como tal por Deus: o do seu Filho, Jesus Cristo, que Ele nos proveu. Seu sangue foi derramado ao pé da cruz, o Seu altar. Como o sacrifício pelo pecado tinha que ser queimado com fogo fora do arraial, também Jesus Cristo foi crucificado fora da cidade de Jerusalém.Veja Hebreus 09-11 a 15
 O CARNEIRO DA CONSAGRAÇÃO.(Lev. 8-22 a 23) o segundo carneiro, também depois de identificado com Arão e os sacerdotes. O seu sangue era depois colocado (SANGUE É PURIFICAÇÃO) na ponta da orelha direita, e o polegar das mãos e dos pés deles, sendo o restante jogado ao redor do altar. Esta providência marcava a dedicação dos sacerdotes ao serviço de Deus.  Esse sangue é o sangue de JESUS!
a)   Na ponta da orelha direita: Ouvindo somente a voz de Deus. Tem a ver com a razão, raciocínio
b)   Na ponta do polegar direito: Falar sobre a importância do polegar da  mão –( ler Juízes 1-5 a 7 sobre polegar)Tem a ver com ação, trabalho. Suas mãos deveriam permanecer limpas, praticando a retidão.
c)   Na ponta do polegar do pé direito: Tem a ver com a conduta. Seus pés deveriam caminhar no reto caminho da justiça, sem desviar para a direita ou para a esquerda, ou tropeçar e cair.

d)   Como os sacerdotes, devemos manter a consagração pelo sangue de Cristo do que ouvimos, fazemos e do nosso caminhar.

Após estarem lavados, VESTIDOS, purificados e ungidos, Moisés COLOCOU  OFERTAS nas mãos de Arão, e o moveu por oferta MOVIDA. Como Arão estava antes? DE MÃOS VAZIAS? Presta atenção meu irmão você precisa ENTENDER que TUDO provém de  DEUS. A  Ele nos chegamos sem NADA que já não seja DELE.   Apoc. 3-17 e 18
17 
Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;
18 
Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas.
  
I PEDRO 2 – 9  Nós somos sacerdotes do Senhor.
è  LAVADOS
è  REVESTIDOS
è COM A UNÇÃO DO ESPIRITO SANTO
è PURIFICADOS PELO SANGUE DE JESUS
è RECONHECEMOS QUE TUDO PERTENCE A ELE.

Meu irmão, minha irmã. Conforme Levítico 14-14 a 17, o azeite é colocado EM CIMA DO SANGUE DO CORDEIRO. Eu quero que voce medite por alguns instantes sobre como está a sua vida. Voce já foi LAVADO pelo sangue do cordeiro. Pelo sacrifício de Cristo, recebemos esse sangue  purificador (Hebreus 11-9)na orelha (purificando do que ouvimos e pensamos no passado), no polegar da mão direita (Purificando nossas ações do passado, mãos limpas), no polegar do pé direito ( Purificando nosso caminho, o que fizemos, por onde andamos?).  Depois de purificado, voce recebe o óleo do espírito santo,  selando o sacrifício.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Pare e pense

NÃO SE TRATA DE PONTOS DE CONTATO DA FÉ SEU IDIOTA! FOI UMA DAS GRANDES DECLARAÇÕES DO CRISTO!



Danilo Fernandes

Foram exatos catorze minutos, segundo a minha assistente. Eu apaguei deitado no divã defronte a minha mesa de trabalho. Foi sono tão tranquilo, em tão estampado sorriso, que ela mesma fez silêncio cooperando com a minha gazeta no meio do dia agitado. Desligou os quatros monitores, baixou as persianas e foi lanchar.
Eu não queria ir, mas insistiram. Logo na entrada uma rosa ungida. Eu rejeito e ainda faço a minha cara padrão de quando alguém me oferece sushi ou sashimi, refeições que detesto: Um olhar de nojo cinematográfico.
Cozinha japonesa e idolatria gospel são coisas que não entram na minha cabeça. Não são mesmo para se levar a sério. Alguém pode me dizer se dá para confiar numa cozinha onde servem a comida crua, mas cozinham o guardanapo? E idolatria em igreja evangélica? Se a fé do cidadão é daquelas que precisa de muleta, imagens, pontos de contato e que tais, porque procura uma igreja protestante? Vá procurar a sua turma na macumba ou na ICAR, meu camarada! Passa fora, pois aqui só contaminas o rebanho com heresias!
Como se vê, até em sonho a minha apologética é um tanto caceteira, risos.
Voltando ao sonho...
Lá estava eu naquele templo quase pagão. O pastor era conhecido. Igreja neopentecostal light para classe média. Numa conversa social já tínhamos quebrado o pau por conta de rosinhas, unguentos e outras pajelanças. Segundo ele: pontos de contato da fé, doutrina sustentada até nos atos do próprio Senhor Jesus.
Com todo o respeito, entre um gole de Coca-Cola zero e uma empadinha, já havia dito ao honorável pastor: Acorda Marcelo! Pensa: Moises está no monte falando com Deus e você é o camarada no sopé da montanha incentivando o povo a fazer ídolos. Fica depois esta gente toda que segue gente como você achando que está na igreja de Cristo... Caminham com ela a vida toda, mas jamais verão Israel! Ele ria. Eu bufava. Ele desafiou: Vá a um culto meu na próxima semana.
Então eu fui. Insistência de familiar. Pedido de amigo. Mas fui mordido. Não ia prestar.

Assisti à “pregação” deprimido. A passagem era João 9, aquela onde o Senhor cura um cego de nascença. A exejegue do “´Pr. Marcelo” usava o proceder incomum do Senhor no uso elementos – um lodo feito de Seu cuspe e terra para curar o homem cego de nascença, como sustentáculo da doutrina dos tais pontos de contato da fé e até dos atos proféticos, no comando de ação dado ao cego para que lavasse os seus olhos no tanque de Siloé, ato profético para efetivar a cura... Imagine!
Uma interpretação que sempre me entristeceu muito. Sempre a vi como um “deboche embasado” posto a justificar o uso de elementos orgânicos, minerais ungidos com a finalidade de cura e até mesmo aberrações e franca pajelança, como as toalhas suadas de Valdemiro Santiago, os bolos e rosas ungidos do RR Soares, os unguentos de Edir Macedo e as garrafadas do baixo gospel nacional. Nas Escrituras, temos o óleo dos enfermos. Ponto final.
No fim do culto, o “Pastor Marcelo” chama todos à frente. Cada um dos presentes recebeu uma latinha parecida com aquelas de pomada Minâncora. O conteúdo foi dado por mirra, óleo ungido e outros badulaques. Unção especial, panaceia para todo o mal. Obra e arte do nefasto pastor.
Quando me aproximo do “ungidão”, este na certeza de que a pregação havia me edificado, entrega-me a lata e dispara: Eu não disse que te convencia?
Por alguns minutos fiquei parado, a espera da saída do maior número de pessoas das proximidades. Estava decidido a admoestar aquele pastor de uma forma tão contundente que, ou ele partia para as para as vias de fato, ou dobrava seus joelhos e lançava a cara no pó.

Abri a lata e disse: Passe esta meleca nos seus olhos sua anta! Faça já! Pois não é possível que não consigas entender o que acabaste de ler! Ore para que o Senhor te perdoe por este unguento ridículo e implore ao Espírito Santo para que este lhe retire as escamas cobrindo olhos! Estão as Escrituras fechadas ao seu entendimento, ou és mesmo um charlatão?
O homem emudece. O povo observa. Eu tomo o microfone.
Será que és mesmo um idiota que não conseguiu entender que esta passagem da cura deste cego de nascença não é a descrição de mais um milagre, apenas diferenciada por uma pantomina qualquer usando lodo e um tanque de água?
Meu irmão, você não consegue perceber que está diante de uma passagem dos Evangelhos que é dos pilares, da nossa Fé? Um momento em que o Senhor Jesus se revela de uma forma única: Declara-se não somente o Messias, mas a própria a segunda pessoa da Trindade? O verbo presente desde o início?
Para começar era um sábado. E Ele decide fazer a cura, o que mais tarde suscitaria as críticas dos Fariseus. Contudo, Ele é o Senhor do sábado. O Messias. E esta foi a sua primeira declaração.
Ao cuspir na terra, diante dos olhos de todos. Jesus causa estranheza (e futuramente interpretações canhestras como a sua) ao se utilizar de elementos e rituais para operar um milagre. Na prática, um milagre prosaico, diante de corpos que foram ressuscitados e curas milagrosas onde nem mesmo foi necessária a Sua presença física, como no caso da cura do servo do Centurião.
Por que um Jesus que andava sobre as águas, curava os que tocavam em sua orla, os ventos e o mar obedeciam, precisaria se valer de um unguento, de um lodo ou lama de cuspe e terra para curar um cego? Certamente não era para justificar a idolatria e o paganismo na Igreja do porvir!
Não, meu pobre irmão! Naquele momento, o Senhor Jesus se volta ao próprio Pai, o criador. Revela-se como Aquele que estava presente desde a criação e para Quem e por Quem todas as coisas foram feitas.
Jesus inicia seu ato declarando que enquanto estiver no mundo, Ele é a luz do mundo e, diante dos olhos de quem podia enxergar, se revela o Senhor da Vida repetindo o gesto primordial da criação do homem, como visto no Gênesis.
Ao cuspir sobre a terra, lança a água que forma o barro e junto o sopro da vida saído de Sua boca. E agora, nas mãos do oleiro, há o barro que é a essência do ser.
Nas mãos do Cristo está a matriz que forma a suprema criação. Se um cientista moderno visse aquilo, no pouco entendimento que ao homem ainda é dado ter e saber, imaginaria que estavam ali, algo como células-tronco, daquelas que colocadas em um local onde havia um tecido rompido, um órgão danificado, tomam a forma e a função das células locais e destas criam novo órgão ou tecido.
E eis que assim fez o Senhor, àquele homem que, como fora dito, tinha os olhos fechados desde o nascimento. Por certo, nem mesmo olhos ele tinha, mas apenas pálpebras, ou um tecido qualquer a lhe cobrir as órbitas vazias...
Jesus derramou em suas órbitas a matéria da vida que repousava em suas mãos, não para sarar um olho doente, mas para criar novos olhos. E tendo feito nova criação, ordenou que se fizesse aquilo que está dado a fazer a toda nova criatura nascida em Cristo: Mandou que às aguas descesse os novos olhos, no tanque de Siloé, que significa o Enviado.
E o homem mergulhou às águas o que era novo em seu corpo, os olhos no lugar de órbitas vazias, de tão forma diferente ficou, que nem mesmo o reconheceram. Um novo semblante para uma nova criatura em Cristo. Um homem em parte refeito, de novo barro da vida, tudo diante de todos que não eram cegos ao entendimento da Verdade.
Enxergas agora que nesta sua lata de unguento não há nada que se relacione a este momento magistral? Enxergas agora o tamanho da sua estupidez? O que entendeste como um repositório de fé para uma cura milagrosa, a base para uma doutrina espúria de “pontos de contato da fé” é, na verdade, grande blasfêmia?
Em cristo somos livres de tudo que nos separa do Pai. Somos dignos. Qualquer véu, pedaço de pele ou escamas que nos cubram os olhos, aos nascidos de novo nada representam. Tudo podemos ver em Cristo.
Qualquer idolatria não nos põe em contato com a fé, mas nos afasta da presença do Senhor.
Logo algumas latas de unguento começaram a cair no chão de mármore. Depois muitas. Um barulho ensurdecedor Eu acordei com este som e tive impulso incontrolável de escrever sobre o que vivi em espírito e verdade.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Pare e pense

PONDO FIM À FARRA DOS LOBOS
Hermes C. Fernandes

Paulo jamais experimentara uma despedida como aquela. Os irmãos efésios simplesmente não admitiam sua partida. Embora tenha passado apenas dois anos ali, sua dedicação em tempo integral criou um forte laço de amor entre eles.

Sua consciência estava tranquila, pois em suas próprias palavras, nada que útil fosse, deixou de anunciar e ensinar "publicamente e nas casas" (At.20:20). Repare nisso: todo o ministério de Paulo junto aos efésios se dava num ambiente aberto, sem segredos, sem mistério. Era nesse ambiente aberto que Paulo lhes anunciara todo o conselho de Deus (v.27). Ele jamais deixara nada para uma ocasião especial, pois sabia que a qualquer momento Deus o requisitaria para outro lugar, e por isso, queria estar inocente do sangue daquela gente.

Agora, ele tinha que convencê-los de que era "compelido pelo Espírito" que ia para Jerusalém, mesmo sabendo que o que o esperava eram prisões e tribulações. Mas tudo bem! Afinal de contas, Paulo não tinha sua vida por preciosa, desde cumprisse com alegria o ministério que recebera do Senhor, dando testemunho da graça de Deus.

Chegara a hora da despedida! Nunca mais aquele povo o veria novamente.

Olhando para os que ficariam responsáveis pelo rebanho, Paulo diz: "Olhai por vós, e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue" (v.28).

A coisa é séria! Cuidar do rebanho de Deus é a melhor declaração de amor que podemos fazer a Ele. Por isso, quando Pedro respondia que amava ao Senhor, Jesus lhe dizia: Apascenta minhas ovelhas!

O rebanho não é meu, não é da igreja A, B ou C. O rebanho é do Senhor, e foi comprado com o sangue de Deus! Se escandalizou com esta expressão, volte a ler o texto e verifique se não é isso que diz ali: Sangue de Deus.

Naquele momento de impasse, Paulo embarga a voz, engole
seco, e diz:

"Sei que depois da minha partida entrarão no meio de vós lobos cruéis que não pouparão o rebanho" (v.29).


Se ele pudesse, certamente ficaria por ali mesmo, para afugentar esses lobos cruéis, que certamente já espreitavam o rebanho, esperando apenas pela sua saída.

A crueldade é a primeira característica desses lobos. Por isso, eles não poupam o rebanho. Não se satisfazendo só com a lã, querem também sua carne, seu sangue, sua alma.

Esses lobos não viriam de fora, mas emergiriam de dentro do próprio rebanho, falando coisas perversas com uma única finalidade: "atrair os discípulos após si" (v.30). Não eram lobos vira-latas, mas lobos com pedigree.

Em vez de atrair as pessoas a Cristo, preferem atraí-las a si, com
seu carisma, com sua atenção, com seu amor fingido, com palavras elogiosas e falsas. Pena que as pessoas sejam tão
propensas a acreditar nesses lobos.

Escrevendo a Tito, Paulo os apresenta como "insubordinados, faladores vãos, e enganadores" (1:10). O que fazer com eles? Deixá-los à vontade para que se sirvam das ovelhinhas de Jesus? Definitivamente, não!"É preciso tapar-lhes a boca, porque transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância" (v.11).

Já que não dá pra evitar a aproximação desses lobos cruéis, vamos colocar focinheiras neles, para que não devorem as ovelhas de Deus.

Vamos mostrar para esses lobos, que a igreja de Cristo não lhes servirá mais de playground. Chega de se divertirem às custas do rebanho de Deus. Vamos colocá-los para jejuar. Se quiserem se alimentar, terão que mudar seu cardápio. Ovelhas, não mais!

E para tapar-lhes a boca, temos que denunciá-los, expor suas intenções, revelar suas estratégias. Não podemos nos calar, pois isso seria fatal.

Em outras passagens, Paulo se refere a esses maus obreiros como cães. Eu diria mais: cães raivosos. Quando não matam a ovelha, transmitem-lhe raiva.

A gravidade da situação era tamanha, que Paulo conclama os efésios a se lembrarem que durante três anos ele não cessou de admoestá-los com lágrimas noite e dia.

Não brinque com coisa séria! Famílias inteiras têm sido devoradas por esses lobos vorazes.

Que nossa admoestação seja, ao mesmo tempo, um cajado para resgatar as ovelhas que já estiverem na boca desses lobos, e uma vara impiedosa para colocá-los pra correr.

Um último aviso para você, lobo cara-de-pau: Desista das ovelhas do Senhor! Se quiser, fique de longe babando, mas não se atreva a se aproximar, caso contrário, você experimentará a fúria do Bom Pastor.

Está dito!




sábado, 30 de outubro de 2010

Pare e pense

DIA DE DECISÃO

Dálton Curvello
               
 Hoje é véspera de eleição. Amanhã mais uma vez, milhões de Brasileiros vão às urnas para eleger o novo Presidente da República.  Tenho evitado o tema aqui neste ambiente, em respeito às diversas formas de pensar que permeiam o assunto.
                Mas hoje me sinto incomodado e compelido a escrever uma meditação sobre o que fazer amanhã, 31 de Outubro.  É o futuro do Brasil, e de todos nós que está em jogo, afinal.
                “Muitos buscam o favor do poderoso, mas o juízo de cada um vem do SENHOR.”(Provérbios 29:26)
                Em primeiro lugar, quero lembrar o nosso compromisso, como cristãos, de exercer nossa cidadania através do voto popular, a omissão também é pecado. “Pensem nisto, pois: Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado.”(Tiago 4:17)
                Segundo: VOTE, vote de acordo com sua consciência. Ore antes, busque do Senhor o discernimento adequado, a Palavra de Deus nos garante que Deus dá sabedoria a todo aquele que pede. “Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida”( Tiago 1:5). Vote naquele candidato que Deus determinar em seu coração.
DUVIDE de qualquer líder que tente fazer sua cabeça para votar neste ou naquele candidato. Falando francamente, tem muito “pastor” por aí satanizando tanto um quanto o outro candidato, dizendo que o candidato tal é do capeta, alegando que Deus lhe revelou que é para mandar o povo votar no cantidato fulano, e por aí vai. Convenhamos! Nosso Deus não é Deus de confusão, correto? Deixe que apenas Ele mesmo fale ao seu coração.
 REJEITE manipulações, sejam elas para o candidato ou para a candidata! E se algum líder, pastor, o que for falar ainda que faz campanha movido pela direção de Deus, duvide em dobro! Com certeza ele está atrás é de algum cargo público para um parente, ou até já “negociou” os votos de seu “curral eleitoral cativo” com alguma facção política. Acredite no que digo: Existe muito mais pastor dissimulado e manipulador por aí do que você imagina. Deus vai tratar desses crápulas quando chegar a hora, por enquanto um irmão, procure pensar por você mesmo.
A Bíblia diz: “Pois todos me pertencem. Tanto o pai como o filho me pertencem. Aquele que pecar é que morrerá.”(Ezequiel 18:4) Preste atenção. Depois de passada a eleição, quando vierem as conseqüências de sua escolha, você jamais vai poder alegar para Deus que exerceu seu voto por culpa de outra pessoa. Essa desculpa já não cola mais para Deus, meu irmão. Ela é tão velha quanto a criação do mundo (veja o que disse Adão quando foi confrontado com sua escolha). Portanto, seja responsável e assuma que, seja qual for o número que você digitar naquela urna, terá sido a SUA escolha.

          Finalmente, ORE, ore a Deus logo no início do dia. Que seja uma oração de reconhecimento da soberania de Deus. Declare que está ciente de que esse Deus que servimos, criador dos céus e da terra, soberano de todo o universo, é o Deus que está presente em todos os momentos, que conduz os acontecimentos de forma totalmente eficiente. Deus escreve certo por linhas certas. Glorifique a Deus! Pois, seja qual for o resultado, terá sido feita a vontade dEle. Tem muito falso pastor por aí pregando um deus que está em batalha com o capeta, e que, pela mensagem que eles passam, corre até o risco de perder, principalmente se os fiéis deixarem faltar dinheiro. Esse não é o Deus verdadeiro! O Deus que eu sirvo, o Deus que anuncio todos os dias, é o Deus das grandes realizações (abriu o mar vermelho, derrubou as muralhas de Jericó, fez o sol parar, e tantas mais), e também é o Deus dos detalhes (fez crescer uma planta para dar sombra ao profeta, mandou uma lagarta para devorar a planta) e que eu tenho a certeza, está cuidando dos detalhes da minha e da sua vida.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Pare e pense

UTILIZE SEU GPS ESPIRITURAL
Thiago Marins


                Sábado passado fui convidado por um amigo de trabalho do meu pai para ir a um sítio em Magé. Como fui com meu pai, e fazia um bom tempo que ele não ia no sítio, decidimos usar um GPS para nos auxiliar no trajeto. Vocês lembram como era complicado achar um endereço antes da chegada da tecnologia GPS (Global Positioning System; ou Sistema de Posicionamento Global)?
Conforme o próprio nome diz, GPS inclui um conjunto de satélites em um sistema de informação eletrônico que fornece via rádio a um aparelho receptor móvel a posição do mesmo com referencia as coordenadas terrestres.
Contudo, traçar seu caminho de vida pode ser um pouco mais complicado. É por isso que Deus lhe oferece o Seu próprio GPS como equipamento padrão quando você estrega sua vida à Ele. O melhor é que este sistema de direção nunca se esgota ou precisa de manutenção. Tudo o que você tem a fazer é escolhê-lo e usá-lo.
É um sistema triplo que utiliza a Bíblia, o conselho de outros e o Espírito de Deus. Quando necessitar tomar uma decisão e não tiver certeza sobre qual caminho deverá seguir, primeiro separe tempo para orar. Peça ao Senhor a sabedoria de que necessita para tomar uma decisão que honrará a Ele. A seguir, tire um momento para ler a Palavra. Ela contém alguns princípios do que é certo e bom - como também do que é errado e egocêntrico. Avalie sua decisão de acordo com o que Deus disse.
Se mesmo assim não tiver certeza sobre que direção tomar, procure alguém que você respeite e que possua firme relacionamento com Deus. Então, peça a opinião dele a respeito do assunto. A seguir, retorne ao primeiro passo. Ore em prol de todos os conselhos que recebeu, e peça ao nosso Pai que o conduza de maneira muito clara quanto o caminho que deve seguir.
Diferentemente do GPS do carro, é possível que você não consiga ver aonde esta decisão o conduzirá no dia da viagem. Entretanto, Deus sabe! Ele não somente é mais confiável que um satélite, mas também, de uma maneira muito pessoal, está infinitamente mais interessado em cada centímetro da sua jornada e em um final feliz. O Senhor quer que você chegue ao seu destino em segurança. Portanto, siga a direção do Pai, ultrapassando uma curva de cada vez. Ele o levará para onde precisa ir.
A palavra de Deus diz em Salmos 1.6 "Pois o SENHOR dirige e abençoa a vida daqueles que lhe obedecem, porém o fim dos maus são a desgraça e a morte" [Na versão 'Tradução na Linguagem de Hoje'].

Tenham um excelente dia!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Pare e pense




E se o Starbucks fizesse seu Marketing da mesma maneira que as Igrejas?

Dálton Curvello
“E, entrando no templo, começou a expulsar todos os que nele vendiam e compravam, Dizendo-lhes: Está escrito: A minha casa é casa de oração; mas vós fizestes dela covil de salteadores. E todos os dias ensinava no templo; mas os principais dos sacerdotes, e os escribas, e os principais do povo procuravam matá-lo.”(Lucas 19:45 a 47)
 
              O vídeo mostra de maneira bastante clara como se comportam muitas igrejas hoje em dia. Igrejas transformadas em “covil de salteadores”, lideradas por lobos travestidos de cordeiros e que tratam as coisas de Deus como se Ele estivesse a seu serviço pessoal. Notem as placas no estacionamento. Eu mesmo já fui freqüentador de igreja que trazia avisos semelhantes, reservando as vagas “da diretoria”, vagas estas que sempre me recusei a utilizar, enquanto estive naquele infeliz lugar.

             A verdadeira igreja, aquela que ainda hoje representa a presença de Deus na terra, com braços abertos para libertar a salvar o perdido, essa igreja não é aquela com muros altos, portão trancado e vagas de estacionamento reservadas, com horário de atendimento tipo “meio período”.

                Pelo contrário essa igreja é a que se encontra sempre com suas portas abertas, possui líderes que servem seus liderados, e não se servem deles. Esta pronta a servir, não para ser servida. QUAL IGREJA VOCÊ FREQUENTA? PENSE NISTO.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Pare e pense

NÃO TENHO TUDO O QUE AMO, MAS...
Por Hermes C. Fernandes

Há uma frase encontrada em muitos adesivos de carro que diz: “Não tenho tudo o que amo, mas amo tudo o que tenho”. Pode parecer um algo inocente, e até coerente, mas no fundo expressa um dos maiores mal-entendidos da história humana. Trata-se da coisificação do amor.

As coisas estão aí para serem usadas, e não amadas. Enquanto que as pessoas deveriam ser amadas, em vez de usadas. Portanto, há aí uma inversão de valores. Esse tipo de amor é completamente antagônico ao tipo de amor apresentado nas Escrituras. Não devemos investir afeição demasiada naquilo que possuímos, posto que tudo isso é passageiro. Somente o amor às pessoas é maior do que a morte, sobrevivendo a ela.[1]

Pelo fato da alma humana ser eterna, seu amor deve ser devotado a algo igualmente eterno. Razão pela qual o apóstolo João nos alerta: “Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele (...) Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”.[2]

Em vez de amar as coisas deste mundo, devemos e podemos usá-las, sem jamais abusar delas,“pois a aparência deste mundo passa”.[3]

Não devemos usar pessoas para alcançar as coisas que amamos. Devemos, sim, usar as coisas para beneficiar as pessoas que amamos. Como disse John Piper,“dedicar sua vida a confortos e prazeres materiais é como jogar dinheiro pelo ralo. Investir a vida no esforço do amor rende dividendos de amor insuperáveis e intermináveis”. E mais: “Há mais felicidade em amar do que em viver no luxo!”[4] E ele arremata: “Os prazeres mais profundos e satisfatórios que Deus nos dá pela criação são dádivas gratuitas da natureza e de relacionamentos amorosos com pessoas”.[5]

[1] Cantares 8:6[2] 1 João 2:15,17[3] 1 Coríntios 7:3[4] Piper, John, Teologia da Alegria, Sheed Publicações, 2001, p.105[5] Ibid. p.159

Extraído do livro "Amor Radical", de autoria de Hermes C. Fernandes


terça-feira, 26 de outubro de 2010

Pare e pense

UM DIA PRONTO DESDE O INÍCIO DOS TEMPOS

por Zé Luís

Era o eterno dia do Juízo quando o resplandecente Cordeiro surgiu, com a mesma aparência que teve quando homem, embora não houvesse entre todos ali a necessidade de apresentações: era vê-lo e reconhecê-lo. Ele tinha tudo do Pai, que não foi humano, mas todos sabiam quem era naquele lugar. Era como se reconhecessem em definitivo aquela presença oculta que acompanhou-os por toda a vida.

Embora estivesse ali a população de todas as eras e lugares, o tempo estagnado como era comum na nova dimensão, não havia o abafamento angustioso das grandes multidões, assim como não havia como se esconder ou ocultar nenhum pensamento, ou mesmo o real motivo daquelas tantas opiniões. Tudo ficava aberto, exposto, nú, as claras: cada ação, pecado, paixão e vergonha.

Foi quando o Mestre pos-se a falar a todos os milhares de milhares, embora fosse como se cochichasse a alguns, gritasse a outros, cantarolasse, e assim causando as sensações mais multiformes, de acordo com a alma que recebia, embora fosse a mesmíssima voz.

Contava a versão de uma conhecida parabola Dele, já que todos instintivamente sabiam que o que deixara em sua missão na Terra fora suficiente, e portanto, nada novo precisava ser contado:

“Eis que dois homens oravam a seu Deus, como fazem os homens em suas conversas nos dias de angustia:

Um deles falava dele para ele mesmo, aos berros, diante de seus admiradores, dizendo: Obrigado Deus por eu ser tão bom a ponto de não lhe aborrecer com mesquinharias ou pecados. Obrigado por não ter entre os meus nenhuma quenga, ou veado, ou adultero, fornicador, viciado, ou ateu de qualquer espécie assim como qualquer outro tipo de religião ou crença que não tenha sido devidamente debelado das proximidades de meu ser. Mantive-me casado, apesar dos pesares, e mantive meus filhos nas rédias que o Senhor me deste. Tinha suas regras como minhas e as cumpri à risca. Sou capaz de dizer, meu bom Deus, que sua presença na minha vida é dispensável, já que fui o melhor aluno, e agora, sou um mestre melhor ainda...Quanto às mentiras, Senhor... as mentiras? Tu o sabes, tu sabes que os fins justificam os meios...

Já o outro, encolhido, detestando tudo no homem santo que falava , apenas chorava, enquanto machucava os dedos com os tocos de unhas que sobravam. Sua prece secreta e íntima não podia ser expressada em palavras: ele queria aquele Deus, mas não queria se tornar arrogante como aquele que a sua frente se gabava por sua pessoal majestade. Ele era um daqueles no qual o auto-intitulado homem de Deus se gabava em não ser: era o veado, a prostituta, o víciado, o agressor, o maldito que precisava de cura, mas não tinha com o que lutar, já que aquele a quem o Mestre chamara para ensinar estava agora se vangloriando diante de seus seguidores.”

Ao dizer isso, os réus perceberam que estavam inexplicavelmente divididos em dois grandes grupos: os que se sentiam bons o suficiente para não precisarem de Deus, e os que se submeteriam ao Juízo de Deus, já que eles viam nisso a única chance possível de se safarem de suas assumidas canalhices.

Nisso, os suficientes começaram a se alegrar com sua aparente vitória, mas perceberam que o Cordeiro se ia com o outro grupo, como quem conduz um imenso rebanho, levando a imensa luz que tudo revelava, o que causou um certo alívio aos que ficaram, mas uma punhalada no ego:

-Ei! O Senhor nos deixa aqui? Escolhe esse grupo horrível, gente assumidamente mesquinha? Alguns aqui, em teu nome, fizeram Tua obra, obedeceram seus mandamentos e expulsaram até demônios! e corriam a puxar as orlas do imenso manto de luz que inundava o ambiente. O Mestre virou-se, afastando o manto do toque maldoso daqueles seres:

-Nunca tive conhecimento de vocês. Esse novo Reino não é extensão do mundo passado, ele não cabe para vocês. É um lugar de gente que se reconhece, que se admite, e que assim pode ser justificado. Vocês, bodes, são incorrigíveis, creem convictamente que o errado sou Eu. Imaginam assim por não saberem quem sou, e mesmo que soubessem, não nos aceitariam.

Deu uma leve pausa, como quem respira:

-Bodes: aqui não é como a Terra, não nos adequaremos a sua vontade. Por isso, a alternativa para vocês não seria o céu. O paraíso, para vocês, esse sim, seria o inferno...

Dizendo isso a visão ficou turva, as luzes se derreteram...

Eram três horas da manhã. Acordei molhado de suor, embora a brisa gelada entrasse pela janela escancarada.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Pare e pense

JUSTIÇA DE VERDADE

“Tenham cuidado de não praticar
suas obras de justiça diante dos outros
para serem vistos por eles.
Se fizerem isso,
vocês não terão nenhuma recompensa do Pai celestial”
Mateus 6.1 NVI

Uma matéria de revista, sob o título “Pouco Crime e Muito Castigo”, dizia que “no país do mensalão (...) vai para a cadeia quem comete crimes pequenos, como furtar frango, xampu e até capim”! Isso não parece piada para você? Apesar de parecer brincadeira, saiba que essa situação é a pura verdade em nosso país! Em minha opinião, isso tem um nome: Injustiça.

Você já foi injustiçado alguma vez? É bem provável que sim! Crimes tão banais recebendo suas “devidas” punições, e às vezes até exageradas, porém há outros casos (até bem mais sérios) que saem ilesos, como se não houvesse crime algum. Que mundo é esse?

E você se lembra de ter sido injusto com alguém? Sei que é muito difícil reconhecer erros próprios! Resumidamente, que faz mal devia receber o castigo pelo mal praticado, esse é nosso censo comum de justiça.

Falar de justiça observando crimes é uma coisa, mas o que você espera que aconteça quando você faz um gesto de bondade? Ou melhor, o que você espera de retorno quando faz algo de bom para seu próximo? Neste caso, o que seria justiça para você?

Jesus nos advertia sobre as formas de julgamento que exercemos sobre os outros e as que desejamos sobre nós. Claramente sabemos que a justiça humana é imperfeita e na maioria das vezes julgamos com o egoísmo. A falta de amor ao próximo nos faz ser, nos nossos julgamentos, desleais, egoístas, presunçosos, e por ai vai. O Senhor Jesus afirma o valor positivo que há na justiça prática, aquela que é vivida e não apenas verbalizada! Uma justiça que leva em consideração o “outro” e não a si próprio. A verdadeira justiça ocorre quando se pratica a submissão a Deus por amor a Ele, ao invés de ser feito em busca da glória pessoal. Agir pelo próximo tendo como norte a submissão a Deus!

Pense Nisto

http://www.umbet.org.br/

sábado, 23 de outubro de 2010

Pare e pense

DIA DOS MORTOS? ESTOU FORA!

Por Renato Vargens

Infelizmente em nosso país, milhões de brasileiros, das classes sociais mais distintas, de todos os estados da federação, cultivam o danoso hábito de visitarem os cemitérios na expectativa de rezar ou interceder pelos seus entes falecidos.

A prática
 de orar pelos defuntos iniciou-se por volta do 5º século (d.c), quando a igreja passou a dedicar um dia especifico do ano para rezar pelos seus mortos. No entanto, o culto de finados somente seria instituído na França, no século X, através de um abade beneditino de nome Cluny. Um século depois, os papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigaram aos fiéis a dedicarem um dia inteiro aos mortos. Já no século XIII o dia de rezar pelos finados finalmente começou a ser celebrado em 2 de novembro. Essa data foi definida por ser um dia depois da comemoração da Festa de Todos os Santos, onde se celebrava a morte de todos que faleceram em estado de graça e que por algum motivo não foram canonizados.

Caro leitor,
 a Bíblia é absolutamente clara ao afirmar que após a morte só nos resta o juízo. Ensina também, que o fato de toda e qualquer decisão por Cristo só pode ser tomada em vida, o que, por conseguinte, nos leva a entender de que não existe fundamento teológico para interceder a favor dos mortos.

Para os católicos
 romanos a referência bíblica que fundamenta esta prática encontra-se em 2 Macabeus 12.44. Entretanto, nós protestantes, não reconhecemos a canonicidade deste livro e nem tampouco a legitimidade desta doutrina, uma vez que o Protestantismo não se submete às tradições católicas e sim as doutrinas das Sagradas Escrituras.

Segundo
 a interpretação protestante, a Bíblia nos diz que a salvação de uma pessoa depende única e exclusivamente da sua fé na graça salvadora que há em Cristo Jesus e que esta fé seja declarada durante sua vida na terra (Hebreus 7.24-27; Atos 4.12; 1 João 1.7-10) e que, após sua morte, a pessoa passa diretamente pelo juízo (Hebreus 9.27) e que vivos e mortos não podem comunicar-se de maneira alguma (Lucas 16.10-31).

Ora, do ponto
 de vista bíblico é inaceitável acreditar que os mortos estejam no purgatório ou no limbo aguardando uma segunda oportunidade para a salvação. Em hipótese alguma nós como cristãos devemos celebrar ou participar de culto aos mortos, antes pelo contrário, fomos e somos chamados a anunciar aos vivos a vida que somente podemos experimentar em Cristo Jesus.

Soli Deo gloria

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Pare e pense

CATANDO CONCHAS

Rob Bell, numa excelente mensagem. Assista e medite. Será que não estamos mais preocupados em apenas "catar conchas"?
PENSE NISTO




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