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“Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia; porque tu ouviste, naquele dia, que estavam ali os anaquins, bem como cidades grandes e fortificadas. Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como ele disse.”(Josué 14:12)

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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Quer Trocar?

QUER TROCAR?
Carlos Moreira

“Trocam-se lâmpadas novas por lâmpadas velhas!”. Você já ouviu esta frase? Ela faz parte do conto Aladim e a Lâmpada Maravilhosa, que está contido na coletânea de livros e estórias das Mil e uma Noites, preservadas na tradição oral dos povos da Pérsia e da Índia.

Aladim, um jovem chinês, órfão de pai, pobre, vivia a vagabundear pelas ruas. Um dia, um mago africano chegou de um distante reino e passou a observá-lo. Com uma estória falsa, ele foi solicitado a apanhar uma lâmpada velha, abandonada em um jardim, sob o pretexto de ficar rico e poderoso. Entusiasmado com a idéia, cumpriu a missão, mas foi abandonado na caverna escura porque se negou a entregar a lâmpada ao mágico antes de ser puxado para fora.

Desesperado, durante dias procurou sem sucesso uma saída. Entretanto, acidentalmente, acabou esfregando a lâmpada e, surpreendentemente, um gênio lhe apareceu. Ele era capaz de realizar todo e qualquer desejo para o seu possuidor. E foi assim que Aladim tornou-se um homem poderoso, rico, casou-se com a filha do sultão e passou a morar no palácio.

Após algum tempo, sabedor do sucesso de Aladim, o mágico retornou a China. As portas do palácio, disfarçado de vendedor ambulante, começou a anunciar em alta voz: “trocam-se lâmpadas novas por lâmpadas velhas!”. A princesa, que desconhecia o segredo, achou aquela uma ótima oportunidade. Assim, trocou a lâmpada mágica por uma lâmpada nova, mas que não tinha poder algum. Imediatamente o mago acionou o gênio e ordenou-lhe que levasse o palácio com a princesa para terras distantes, deixando Aladim atônito, desesperado e sem absolutamente nada!

Tenho observado os dias em que vivemos, esta sociedade consumista, materialista que, cada vez mais, alimenta-se através da troca de coisas. Troca-se um casamento velho por um novo; uma profissão velha por uma mais rentável; um amigo velho por um outro que “abra” um novo network. É uma questão de oportunidade! No fundo, tudo que nos cerca perdeu o seu valor absoluto. O que importa agora é o que é relativo e como este relativismo pode nos atender.

Por isso é possível trocar caráter por jeitinho, amor por estabilidade, fidelidade por prazer, honestidade por comodidades, compromisso por omissão, troca-se tudo por qualquer coisa desde que se possa ganhar algo com isto. Até mesmo porque, quem pode prever o que uma boa negociação trará de benefícios? Não seria absurdo trocar um Deus antiquado, com princípios e valores “superados”, por outro moderno, tipo “gênio da lâmpada”, que nos assegurasse benefícios e vantagens aqui, agora, e isso sem precisarmos esperar pela eternidade, se é que ela existe? Como assim? Você já trocou?!      

“Alguma nação já trocou os seus deuses? E eles nem sequer são deuses! Mas o meu povo trocou a sua Glória por deuses inúteis. O meu povo cometeu dois crimes: eles me abandonaram, a mim, a fonte de água viva; e cavaram as suas próprias cisternas, cisternas rachadas que não retêm água”. Jr 2:11 e 13. Pois é, já dizia George Courteline: “É mais fácil trocar de religião do que de café”.

A denúncia do profeta Jeremias poderia estar estampada no jornal de qualquer denominação cristã: das Histórias e Reformadas, as Pentecostais e Neopentecostais, passando, até mesmo, pela Igreja Católica; qualquer uma! Abandonamos a Deus, seus valores, seus princípios, sua ética, e trocamos tudo isto por um “prato de lentilhas”, por um estilo de vida mais “adequado” ao século XXI, mas adaptável às nossas necessidades e demandas. Assim, sincretizamo-nos com práticas das mais perversas, destruímos, em benefício próprio, a sã doutrina, agimos de forma reprovável e, cinicamente, fazemos como fez o povo de Israel dizendo: “por que nos ameaça o Senhor com todo este grande mal? Qual é a nossa iniqüidade, qual é o nosso pecado, que cometemos contra o nosso Deus?” Jr. 16:10

Abandonamos a fonte de água viva, que é Jesus – “vinde a mim e bebei” – a sua Palavra, o seu Espírito, o seu Evangelho, e passamos a beber água suja, armazenada em cisternas construídas por mãos humanas, cisternas que não podem reter o que trás a paz e faz o bem porque rompem-se, deixam vazar seu conteúdo, pois suas águas estão apodrecidas.

Por isso sucede-nos o que também se sucedeu ao povo de Israel: “agora, por que você vai ao Egito para beber água do Nilo? E por que vai à Assíria para beber água do Eufrates?”. Jr. 2:18. Temos de beber a água do “Egito”, que simboliza o mundo e seu sistema perverso, bebemos de seus valores distorcidos e nem nos apercebemos que eles estão nos matando, destruindo nossas famílias, vamos a “Assíria”, beber das fontes do paganismo, e assim nos apropriamos de “fogo estranho”, porque as fontes da vida que nos supriam secaram-se, esvaziaram-se, tornaram-se indisponíveis. 

Nunca foi tão fácil, em termos da sociedade humana, realizar trocas como em nossos dias. Podemos trocar tudo! O ferro de engomar quebrou, troca-se; o mouse do computador quebrou, troca-se; o carro está quebrado, troca-se; não está feliz no apartamento atual, troca-se; a faculdade é distante, troca-se; não está realizado no emprego, troca-se; o casamento está monótono, troca-se; a igreja não tem programas que te agradam, troca-se; o pastor é muito firme, troca-se; Deus não te atende, troca-se. O importante é você estar feliz! Por isso, vá trocando tudo até encontrar algo que lhe agrade!

É a cultura do descartável. Começa-se trocando coisas; depois, trocam-se valores; em seguida, princípios e, por fim, pessoas. Aí instaura-se em nossa consciência um mecanismos perverso que nos leva a amarmos as coisas e usarmos as pessoas. Saímos trocando, como se a vida tivesse se tornado um grande mercado público e tudo pudesse ser “comercializado”, não há limites nem restrições, não há regras, nem ética, nem nada, apenas a necessidade de se saciar o apetite da alma e de suas paixões.

Às vezes fico imaginando se Deus nos tratasse na mesma moeda. Já pensou se houvesse um jornal no céu, “A Tribuna Divina”?!. Como sereia abrir de manhã cedo a seção dos classificados e encontrar, com letras garrafais, o seguinte anúncio: Deus Troca! E abaixo, as ofertas...

"Troca-se um fulano que quer fazer por um outro que queira ser; a fulana maldizente por uma que seja adoradora; a cicrana fofoqueira por uma apaziguadora; um marido infiel por um que seja leal; um colaborador esporádico por um dizimista responsável; um atarefado por um comprometido; um legalista por alguém cheio da graça; uma boca suja pela língua de um salmista; ativistas por gente que ora; uma igreja com donos por uma em que Eu possa mandar; “apóstolos”, “bispos”, “patriarcas”, “evangelistas”, “missionários” e outras “entidades metafísicas” por gente humilde, simples, comprometida apenas com o ensino, o pastoreio e a profecia".

Apenas uma pergunta: Você trocaria?...


Fonte: GENIZAH

sábado, 8 de janeiro de 2011

Deus não se esqueceu de voce

DEUS NÃO SE ESQUECEU DE VOCÊ

Dálton Curvello
“Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça.” (Isaías 41:10)
                Hoje quero deixar uma palavra para você que eventualmente está sofrendo. DEUS NÃO SE ESQUECEU DE VOCE. Mesmo que tudo pareça perdido, saiba que há um Deus cuidando de tudo neste exato momento.
Você já pensou em desistir? Já orou alguma vez como Elias? Ou como Jonas? Bem vindo ao clube. E da mesma forma como eles foram exortados, consolados e animados, Deus fará com sua vida.
Imagine uma pessoa com poucos dias de operado do cérebro, sob efeito de mais de uma dezena de remédios controlados, ainda zonzo e sem entender de onde vem tanta provação e problemas aparentemente insolúveis. Imagine esta pessoa recebendo a visita daquele que julgava ser o seu pastor, seu mentor espiritual, amigo íntimo, e esse “pastor”, ao invés de trazer conforto, palavras de ânimo e consolo espiritual, desfere ainda um último e certeiro golpe na sua já baixa auto-estima, questionando-o também sobre o porquê das tais provações e até acusando-o de algum “pecado oculto”? Creio que se há algum lugar abaixo do fundo do poço, foi aonde aquele senhor me lançou. Ao sair, deixando-me atônito com seu pedido para que me ausentasse de sua igreja enquanto não superasse essa situação, mergulhei em profunda depressão, passando a questionar a Deus, pedindo que me mostrasse porquê? Porquê? Qual seria esse pecado tão grave, que nem eu conhecia? E foi no meio desse tremendo deserto espiritual que Deus falou ao meu coração sobre a vida de CALEBE. Qual foi o terrível “pecado oculto” de Calebe, que o levou a sofrer por tantos anos? O que ele fez de errado para merecer tal castigo? A conclusão está no livro CALEBE-O demolidor de gigantes, que deu origem a este blog.
      Não aceite o Diabo te empurrar para baixo, como diz na letra da canção abaixo, decida se ver com os olhos que Deus olha pra você.
                Aceite o testemunho deste que já experimentou momentos muito, muito difíceis, e tenho experimentado um milagre novo a cada dia, podendo testemunhar do cuidado, do amor e da providência de Deus. Embora não consigamos entender, creio que como Paulo disse, hoje nós vemos como que por espelho, amanhã veremos claramente (1Coríntios 13:12).
O clipe musical abaixo, com o título “Sorria” pode complementar em seu coração aquilo que Deus quer te falar HOJE:
SORRIA
Comunidade das Naçoes
Composição: JB DE CARVALHO
Nunca desista da vida
Tudo é possivel ao que crê
Sempre existe uma saída
Deus não se esqueceu de você
De você, não se esqueceu de você
Sorria, não se esqueceu de você
Passou o tempo da lágrima, lágrima agora só de
alegria.
Existe alguém torcendo por você meu irmão, e é por
isso que você pode sorrir.
Então sorria, Deus não se esqueceu de você.
Sorria, já não há mais para que chorar
A tempestade já se acalmou
Olhe pro céu lá fora e veja o dia que surgiu
Assim é bem melhor, não há o que temer
A vida nos ensina ainda tem muito o que aprender
Esse é o sinal. Não se sinta só.
Existe alguém torcendo por você.
Acenda essa luz. Decida se ver.
Com os olhos que Deus olha pra você.
Nunca desista da vida
Tudo é possivel ao que crê
Sempre existe uma saída
Deus não se esqueceu de você

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Enganoso Coração

ENGANOSO CORAÇÃO
Dálton Curvello
“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida”.(Provérbios 4:23)
                Tenho meditado muito estes primeiros dias do ano, especialmente sobre algo que tem sido cada dia mais frequente na mídia. Homens de Deus, pessoas que outrora realizaram obras grandiosas para o Reino, sem que se apercebam, se distanciam de tal maneira do caminho que se transformam numa caricatura tosca daquilo que um dia foram. Não se passa uma semana sem que algo novo, algum novo modismo de falso cristianismo, alguma nova feitiçaria gospel seja denunciada na internet, ou noticiada pela grande imprensa.
                Estamos realmente vivendo aqueles últimos dias, em que a Bíblia nos diz que muitos apostatarão da fé? (1Timóteo 4:1)
                Tem duas passagens no Velho Testamento, ambas envolvendo a pessoa do profeta Samuel, que penso que nos ajudam a compreender esse “fenômeno” que envolve pessoas que um dia foram sinceras em seus propósitos, mas que engodadas pelo maligno acabam sucumbindo num emaranhado de posturas incoerentes, jogos de interesse, manipulações e outras coisas do gênero:
“E sucedeu que, tendo Samuel envelhecido, constituiu a seus filhos por juízes sobre Israel. E o nome do seu filho primogênito era Joel, e o nome do seu segundo, Abia; e foram juízes em Berseba. Porém seus filhos não andaram pelos caminhos dele, antes se inclinaram à avareza, e aceitaram suborno, e perverteram o direito.”(1Samuel 8:1 a 3)
“E nunca mais viu Samuel a Saul até ao dia da sua morte; porque Samuel teve dó de Saul. E o SENHOR se arrependeu de haver posto a Saul rei sobre Israel.”(1Samuel 15:35)
                Na primeira vemos que os filhos (naturais sucessores de Samuel) já estavam corrompidos. Apesar de o profeta Samuel ter se mantido íntegro durante todo o seu ministério, não foi capaz de controlar seus filhos, de mantê-los com a mesma integridade de seu coração. Quantas igrejas hoje em dia, principalmente as tais neo-pentecostais, comandadas por um “ungido” e sua família acabam vivendo o mesmo que os filhos de Israel? Eu ouvi certa vez um pastor falando que sempre orientava seus filhos no sentido de que filho de pastor também vai pro inferno, se não se converter. Aquele homem de Deus tinha o cuidado de disciplinar seu filho, ciente de que se ele viesse a crescer na expectativa de que por ser filho de pastor possuísse algum direito especial, estaria fatalmente perdido. Diferentemente do que se vê nas tais igrejas, por exemplo o fato comentado em outra mensagem, que você pode relembrar AQUI.
                Na segunda passagem acima, vemos o triste episódio em que a Bíblia relata que Deus se arrependeu de haver posto Saul rei sobre Israel. Pense comigo: Muitas vezes, somos levados a ver Saul como o completo vilão da história, mas se você ler a Bíblia com atenção, verá que ele foi escolhido para ser ungido Rei sobre Israel exatamente por ser considerado por Deus uma pessoa íntegra, sincera em seus propósitos e com o coração voltado para Deus. Em que momento da caminhada Saul se deixou levar? Qual foi o momento exato em que ele deliberadamente deixou de fazer a vontade de Deus para fazer a sua própria vontade?
                Preste atenção, caro leitor. A mensagem de hoje é para te alertar. Aqueles entre o povo de Israel que não perceberam como Saul estava fora dos caminhos de Deus, que não atentaram para suas atitudes que afrontavam aquilo que antes ele mesmo defendia, esses morreram com ele na guerra, sem a proteção do Senhor. Não é porque no passado ele foi um “Ungido do Senhor”que foi lhe conferido a capacidade de ser infalível, perfeito. E infelizmente muitos pastores hoje em dia acabam assim, se sentindo demasiadamente ungidos, perfeitos, infalíveis e sem pecado, e acabam confundido a vontade corrupta e carnal de seus corações corrompidos pelo diabo em vontade de Deus. Tenha Cuidado.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A PAZ NÃO É PARA SE SABER

A PAZ NÃO É PARA SE SABER
Caio Fábio
As Escrituras fazem diferença entre paz e paz. Sim! Para Deus uma é a paz do homem e outra é a paz do céu.
Foi por isto que Jesus disse “a minha paz vos deixo, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo”.
Afinal, uma é a paz dos homens e outra a paz de Deus.
A paz dos homens tem a ver com conforto, equilíbrio de poderes, controle, domínio, bens, seguranças, sucessos, liberdade de expressão, determinações afetivas, reconhecimento, tranqüilidade, autodeterminação, boas sensações, etc.
Ora, tire-se qualquer dessas coisas de um homem e ele perderá toda paz que supostamente possua.
A paz de Deus, no entanto, não é assim. Pois se a paz dos homens decorre de muitas bênçãos e prosperidades, a paz de Deus, no entanto, decorre de Deus apenas, e não de circunstancias favoráveis.
A paz do homem é sempre emocional. A paz de Deus, entretanto, é ultra-circunstancial, visto ser um estado que transcende a tudo.
Jesus deixou claro que uma é a paz da terra e outra a do céu.
“A minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo”.
Assim, pergunto:
Qual é a paz que você busca?
A que depende do Paraíso se manifestar na terra, conforme os caprichos e ilusões do homem; ou aquela paz que excede ao entendimento, e que está presente em nós mesmo quando o mundo todo nos designa como azarões?
O conceito judaico de paz, o Shalom, é o de uma paz integral: corpo, alma e espírito.
A paz de Cristo, no entanto, é maior do que o conceito de Shalom.
Afinal, em Jesus, com sucessos ou não, a paz é real, e não se intimida e nem foge ante a angustia, a perda, a catástrofe, o cerco, a opressão, e qualquer outra coisa desta existência.
Sim! Jesus é a nossa paz; e nada mais além Dele!
Alguém lê isto e diz: Eu já sabia. Nada novo!
Ora, eu não estou aqui para pregar novidades, mas apenas para anunciar aquilo que, em sendo vivido pela fé, faz a pessoa viver em novidade de vida.
Portanto, pergunto:
Qual é a vantagem de dizer que sabe algo se você diz que sabe sem ter jamais provado?
A paz de Deus não é uma bandeira. Ela é apenas paz para ser vivida, e não pregada como discurso de sedução aos angustiados.
Paulo diz que tudo isto se transforma em fato e realidade em nós se aprendermos a pensar, a sentir, a imaginar e falar; pois, a paz de Deus enche o coração de quem pensa o que é bom e justo, e busca sentir e falar apenas aquilo que seja construtivo.
A esses se diz que a paz de Deus que excede a todo entendimento encherá suas mentes e coração.
Tudo isto que estou dizendo somente será verdade quando for verdade em você.
Pense nisto!
fonte: Caio Fábio via PAVABLOG

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

RESULTADO DA PROMOÇÃO

Promoção encerrada em 30/12
===RETIFICAÇÃO===
Saiu o resultado da promoção em parceria com PAVABLOG e

Mais uma vez agradecemos a todos os que participaram.

O ganhador foi SEMINARISTA CARLOS LEÃO.

Para confirmar seu prêmio, envie e-mail com endereço completo para dalton.curvello@consultores.com.br . O livro será encaminhado pela editora Thomas Nelson.

Esclarecemos que o vencedor foi eleito por um sistema de sorteio randômico, por numeração determinada pela ordem da data dos comentários, conforme abaixo:

Observação: Postagem retificada em 07.01.2011, a pedido do promotor do sorteio, em virtude de que vários blogs participaram da promoção, e ocorreu um ganhador em duplicidade. Como o intuito da promoção é distribuir leituras, alcançando maior número de premiados, tornou-se necessário refazer o sorteio. 
Parabéns mais uma vez ao Thiago, o sortudo que ganhou em dois blogs, e ao Seminarista Carlos Leão, o novo feliz ganhador do livro da promoção PAVABLOG/CALEBE.
Graça e PAZ!


Dálton

Não sabemos o que é Igreja

NÃO SABEMOS O QUE É IGREJA


Igreja não é templo, não é sinagoga, não é mesquita.

Não é o santuário onde os fiéis se reúnem para cultuar a Deus.

Igreja é gente, e não lugar.

É a assembléia de pecadores perdoados; de incrédulos que se tornam crentes; de pessoas espiritualmente mortas que são espiritualmente ressuscitadas; de apáticos que passam a ter sede do Deus vivo; de soberbos que se fazem humildes; de desgarrados que voltam ao aprisco.

Igreja é mistura de raças diferentes, distâncias diferentes, línguas diferentes, cores diferentes, nacionalidades diferentes, culturas diferentes, níveis diferentes, temperamentos diferentes. A única coisa não diferente na Igreja é a fé em Jesus Cristo.

A Igreja não é igreja ocidental nem igreja oriental.

Não é Igreja Católica Romana nem igreja protestante.

Não é igreja tradicional nem igreja pentecostal.

Não é igreja liberal nem igreja conservadora. 

Não é igreja fundamentalista nem igreja evangelical.

A Igreja não é Igreja Adventista, Igreja Anglicana, Igreja Assembléia de Deus, Igreja Batista, Igreja Congregacional, Igreja Deus é Amor, Igreja Episcopal, Igreja Holiness, Igreja Luterana, Igreja Maranata, Igreja Menonita, Igreja Metodista, Igreja Morávia, Igreja Nazarena, Igreja Presbiteriana, Igreja Quadrangular, Igreja Reformada, Igreja Renascer em Cristo nem igrejas sem nome.

A Igreja é católica (universal), mas não é romana. 

É universal (católica) mas não é a Universal do Reino de Deus.

É de Jesus Cristo, mas não dos Santos dos Últimos Dias.

Porque é universal, não é igreja armênia, igreja búlgara, igreja copta, igreja etíope, igreja grega, igreja russa nem igreja sérvia. Porque é de Jesus Cristo, não é de Simão Pedro, não é de Miguel Cerulário, não é de Martinho Lutero, não é de Simão Kimbangu, não é de Sun Myung Moon, não é de João Paulo II.

Em todo o mundo e em toda a história, a única pessoa que pode chamar de minha a Igreja é o Senhor Jesus Cristo.

Ele declarou a Cefas: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja” (Mt 16.18).

Não há nada mais inescrutável e fantástico do que a Igreja de Jesus Cristo.

Ela é o mais antigo, o mais universal, o mais antidiscriminatório, o mais inexpugnável e o mais misterioso de todos os agrupamentos.

Dela fazem parte os que ainda vivem (igreja militante) e os que já se foram (igreja triunfante).

Seus membros estão entrelaçados, mesmo que, por enquanto, não se conheçam plenamente.

Todos igualmente são “concidadãos dos santos” (Ef 2.19), “co-herdeiros com Cristo” (Ef 3.6; Rm 8.17) e “co-participantes das promessas” (Ef 3.6). Eles são nada menos e nada mais do que a Família de Deus (Ef 2.19; 3.15). 

Ali, ninguém é corpo estranho, ninguém é estrangeiro, ninguém é de fora.

É por isso que, na consumação do século, “eles serão povos de Deus e Deus mesmo estará com eles” (Ap 21.3).

A Igreja de Jesus, também chamada Igreja de Deus (1 Co 1.2; 10.22; 11.22; 15.9; 1 Tm 3.5 e 15), Rebanho de Deus (1 Pe 5.2), Corpo de Cristo (1 Co 12.27) e Noiva de Cristo (Ap 21.2), tem como Esposo (Ap 21.9), Cabeça (Cl 1.18) e Pastor (Hb 13.20) o próprio Jesus.

A tradicional diferença entre igreja visível e igreja invisível não significa a existência de duas igrejas.

A Igreja é uma só (Ef 4.4). 

A igreja invisível é aquela que reúne o número total de redimidos, incluindo os mortos, os vivos e os que ainda hão de nascer e se converter.

Eventualmente pode incluir pecadores arrependidos que nunca freqüentaram um templo cristão nem foram batizados. 

Somente Deus sabe quantos e quais são: “O Senhor conhece os que lhe pertencem” (2 Tm 2.19).

A igreja visível é aquela que reúne não só os redimidos, mas também os não redimidos, muito embora passem pelo batismo cristão, se declarem cristãos e possam galgar posições de liderança. 

É a igreja composta de trigo e joio, de verdadeiros crentes e de pseudocrentes. 

Dentro da igreja visível está a igreja invisível, mas dentro da igreja invisível nunca está toda a igreja visível.

A Igreja de Jesus é uma só, porém é conhecida imperfeitamente na terra e perfeitamente no céu.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

JOÃO 15 E A ARTE DOLOROSA DE PODAR

JOÃO 15 E A ARTE DOLOROSA DE PODAR


Alan Brizotti
A linguagem de Jesus nos evangelhos é repleta de metáforas, construídas sob uma riqueza de imagens. Suas parábolas são verdadeiros convites à imaginação. Banquetes verbais que alimentam espiritualidades famintas. São mais do que simples histórias com fundo moral ou doutrinário: convidam-nos a adentrar um mundo cheio de símbolos, imagens, possibilidades, verdades, ideias e certezas do reino.

Uma particularidade bela é que Jesus nem sempre conclui suas histórias. Com isso, ele nos convida a sermos co-autores dessas histórias. Somos convidados a encontrar ressonâncias delas em nossa cotidianidade. Somos convidados a encontrar final diferente. Histórias não são como exercícios de matemática: não são exatas! Não são imutáveis, encarceradas à tirania de uma lógica (desde que aprendemos que um mais um soma dois, isso jamais mudou). As histórias são libertas dessas algemas: elas crescem conosco, amadurecem quase no mesmo ritmo que nós.

A imagem da videira constitui uma das mais profundas e inspiradoras metáforas utilizadas por Jesus no trato com seus discípulos. Nessa construção espiritual, nossa vida é apresentada como sendo os galhos ligados à videira. Ele é a videira, nós, os galhos. Uma metáfora de implicações profundas. Um convite à intimidade que produz frutos. Muita gente, na atualidade, gosta do título de “íntimo”, porém, sem produzir nenhum fruto.

Um processo longo e doloroso

Poucos conseguem compreender a grande e desafiadora verdade de que para crescer e produzir frutos o galho carece do trabalho de um agricultor experiente que, com muita precisão, amor e ternura, trabalha na realização da poda. Talvez, uma das mais belas lições desse texto seja:
 Deus enxerga possibilidades no galho! Jesus afirma que Deus, o Pai (questão central da espiritualidade, Deus como Pai), no início das primaveras, toma os ramos em suas mãos e começa a realizar essa delicada e incrível tarefa. O jardineiro celeste abençoa cada galho com suas mãos bondosas. Lutero dizia: “Nosso Senhor escreveu a promessa da ressurreição não somente nos livros, mas em cada folha da primavera”.

Seu trabalho é meticuloso: limpa, corta, tira o excesso propiciando às folhas e frutos a bênção de nascer saudáveis. Essa metáfora nos leva às mais profundas dimensões da espiritualidade, no lugar secreto onde habita a necessidade de manutenção da vida espiritual. Esse lugar íntimo é perigoso, é o lugar onde ilusões podem matar, onde parasitas da espiritualidade habitam, daí a necessidade de uma poda.

Crescimento espiritual não é fruto de uma somatória de eventos, experiências, informações e realizações que vamos acumulando ao longo da vida. É o resultado de um longo processo de jardinagem, onde o jardineiro experiente trabalha com o único anseio de ver o fruto brotar belo e saudável. Nosso grande problema é acreditar que a espiritualidade é determinada por aquilo que fazemos para Deus, contudo, essa metáfora deixa bem claro que,
 antes de fazermos alguma coisa, de darmos algum fruto, somos submetidos à poda de Deus. Portanto, o que Deus faz em nós precede o que fazemos por Ele.

Do ponto de vista de um leigo em jardinagem, a poda parece uma mutilação, uma violência, uma agressão. O processo é doloroso. A planta fica feia, sangra. Porém, esse é o caminho. Para que a planta possa produzir, eliminar os parasitas, ela precisa atravessar esse processo.

O que precisamos podar?

Muitas coisas precisam ser podadas em nós. Carecemos muito da intervenção do jardineiro celeste. Os parasitas da atualidade são muito mais letais, muito mais nocivos. Vivemos num século da desumanidade, da deterioração da beleza. Nossos galhos agonizam numa poeira pós-moderna asfixiante.

Uma das coisas que precisamos podar é a
 ambição desmedida. A busca alucinada por sucesso, fama, garantias profissionais e financeiras, segurança, estabilidade. Estamos como prisioneiros de um velho pecado que surge hoje com cara nova: a ambição. Antigamente era considerada um grande mal, hoje, é aclamada, valorizada, buscada e desejada. Foi “santificada”, transformou-se virtude. O grande problema desse parasita, é que ele, sutilmente, inverte os pólos, levando-nos a deixar de ser criaturas para ser criadores.

Para que possamos viver plenamente, precisamos estar inseridos nos termos da criação. Isso implica viver debaixo de uma ordem definida na criação, ou seja: Deus ama e nós somos amados; Deus cria e nós somos criados; Deus revela-se e nós recebemos a revelação; Deus ordena e nós obedecemos. Isso nos leva a crescer como criaturas, aceitando o Criador, entendendo que não somos nós que damos sentido ao mundo, é Deus.
 Ser cristão é aceitar os termos da criação. Isso nos livra da tentação de viver num mundo sem criador. Isso nos livra de carregar um peso que não é nosso. Se o jardineiro divino podar nossas ambições, seremos livres para amar, para ser conduzidos e para ser abençoados.

Outra coisa que necessitamos ser podados é a
 ingratidão. Elas nos torna pessoas insatisfeitas. Nunca temos o suficiente, sempre há alguma coisa em falta (ou alguém). Perdemos a capacidade de ver Deus agindo nas pequenas coisas, a alegria de perceber sua graça nos detalhes. Como efeito colateral disso, perdemos a capacidade de confiar. Somos aprisionados na dependência de nós mesmos, numa masmorra da autossuficiência.

Nessa busca por autoconfiança, encontramos apenas ansiedade e desespero. Fechamos as portas da alma para a presença alegre e libertadora do Espírito Santo. Somos engendrados numa teia agonizante de reclamações, onde perdemos a capacidade de perceber o cheiro das flores e o sabor dos frutos. Galhos marcados pela esterilidade.

Quando Deus poda a ingratidão, abrimos a alma para a
 generosidade. Valorizamos o dar ao invés do receber. Aprendemos a ir ao encontro do outro, redescobrir o bendito movimento para-o-outro, ao invés de esperarmos que o outro nos encontre. Aprendemos a oferecer a mão, o ombro, o carinho, a compaixão, ao invés de lamentar o abandono e a solidão. Ao invés de buscar bênçãos, tornamo-nos bênção para os outros. Exalamos o perfume das flores que a poda divina fez nascer em nós novamente.

Também precisamos podar a
 apatia ou acomodação. A apatia (do grego: a + patós: sem sentimento) é a fonte da anemia espiritual. Ela nos torna descuidados, displicentes, acomodados. Aliás, não há nada mais feio do que um jardim abandonado. As roseiras que não foram podadas no tempo certo, que cresceram desordenadas, não têm mais forças para fazer as rosas brotarem, misturam-se com o mato, tornam-se semelhantes a ele. O que o jardineiro celeste faz é limpar o mato, tirar o excesso, abrir os caminhos para a circulação da vida. Podar é possibilitar novamente o fluxo da vida, o viço da beleza, o crescimento saudável.

Quando descuidamos da vida devocional, da oração, quando o descaso para com a igreja cresce, o abandono da comunhão acontece, o mato vai crescendo e sufocando a vida. Outros hábitos vão sendo formados, passamos a gostar de outros lugares, a ter prazer noutras coisas. O mato começa a fazer parte da paisagem, toma conta do jardim. O que é mais triste é que só daremos conta do mal quando o fruto vier apodrecido, isto se vier algum fruto.

Podar a apatia ou acomodação é
 renovar alianças e votos. É permitir que a seiva da graça de Deus volte a correr por todos os canais, trazendo de volta a vida e a paixão por Deus, pela família, pela igreja. É voltar os olhos para o futuro e, como o jardineiro – que logo após a poda, deixa a videira mutilada e feia – saber que, após alguns dias de chuva e sol, ela renascerá cheia de vida, bela, radiante e admirada pelas cores e pelo perfume.

Uma certeza temos:
 precisamos da poda! É doloroso, mas necessário. Existem muitos ramos que já não frutificam. O mato tem sufocado a espiritualidade, eliminado o perfume, apagado as cores. Jesus deixou claro que o destino de tais galhos é o fogo da destruição, uma vez que já não servem. A lição que fica aqui é muito importante: Deus anseia por nos libertar de nossa própria debilidade, ele anseia mostrar ao mundo sua beleza em nós, seu perfume em nós, sua glória. É a arte do jardineiro na pobreza do galho.

Temos uma verdadeira alegria, pois ainda que as crises façam o mato crescer, temos um jardineiro atento e pronto a nos podar para que nossos frutos sejam dignos e belos.

“Você já notou a diferença existente na vida cristã entre obra e fruto? Uma máquina pode realizar sua obra; só a vida produz fruto”. Andrew Murray


Até mais...


Alan Brizotti


Feliz 2011

sábado, 1 de janeiro de 2011

A PONTE - VAI VALER A PENA

A PONTE – VAI VALER A PENA



Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.(Romanos 5:8)

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

PROMESSAS DE ANO NOVO

              “Portanto, levantem as suas mãos cansadas e fortaleçam os seus joelhos enfraquecidos. Andem por caminhos aplanados para que o pé aleijado não manque, mas seja curado.Procurem ter paz com todos e se esforcem para viver uma vida completamente dedicada ao Senhor, pois sem isso ninguém o verá. Tomem cuidado para que ninguém abandone a graça de Deus. Cuidado, para que ninguém se torne como uma planta amarga que cresce e prejudica muita gente com o seu veneno.(Hebreus 12:12 a 15)
Dálton Curvello
Faltam apenas dois dias para o Ano Novo. Um ano se encerra e outro começa... Muitas comemorações, balanços, este é o período em que a maioria das pessoas fazem as famosas e já conhecidas “promessas de ano novo”.
“No próximo ano começo o regime...”; “Agora paro de fumar...”; Enquanto arruma a bagunça do escritório, outro mentaliza: “Este ano serei mais organizado...”; No meio evangélico, a promessa mais famosa é: “Este ano vou a ler a Bíblia”(promessa que na esmagadora maioria chega apenas até o mês de fevereiro...).
E você, caro leitor? Já pensou em algo?
Minha sugestão para o próximo ano, é que sigamos a orientação de Hebreus 12:
1 – No próximo ano, vou me empenhar para fortalecer joelhos enfraquecidos, começando pelos meus próprios, fortalecendo-os através da PALAVRA, atento à vontade de Deus, lembrando que “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.”(Tiago 4:17)

2 – No próximo ano, prometo andar apenas por caminhos aplanados, para que minha vida seja testemunho da fé que professo, como está escrito:“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.”(2Timóteo 2:15)

3 – No próximo ano, estarei 365 dias buscando a PAZ, não aquela busca hipócrita que nega o problema, mas a busca sincera, que mesmo em meio à guerra tem consciência de seu objetivo, de obter PAZ com todos, vivendo uma vida dedicada a fazer a vontade do PAI; “Aparta-te do mal, e faze o bem; procura a paz, e segue-a”(Salmos 34:14)

4 – No próximo ano, assim como neste que se encerra, prometo viver cada segundo debaixo da maravilhosa GRAÇA de Deus, jamais abrindo mão de tal bênção, e peço a Deus que me guarde de qualquer sombra de soberba ou resquício de senso de justiça própria, dando-me consciência de minha condição de pecador, miseravelmente carente de sua GRAÇA. “As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim”(Lamentações 13:22)

5 – Finalmente, contando com essa maravilhosa GRAÇA de Deus, para me dar força e poder para cumprir esses propósitos, meu desejo sincero para o próximo ano é que eu possa também estar vigilante contra qualquer raiz de amargura, tendo sabedoria e GRAÇA para deixar o passado no passado, falando como Paulo: ”Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.”(Filipenses 3:13 e 14)
Posso ouvir um Amém?


A graça seja com todos os que amam a nosso Senhor Jesus Cristo em sinceridade. Amém.(Efésios 6:24)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

UM VELHO SALMO PARA UM NOVO ANO

Por Hermes C. Fernandes

Se o Senhor for o teu pastor...

Não te faltará descanso... Pois Ele te fará deitar em verdes pastos!

Interessante notar que o salmista coloca o descanso como um ítem prioritário. A Lei Mosaica estabelecia que o dia de descanso era o último da semana (Sabath). Primeiro vinha o trabalho, depois o respouso. Davi inverte isso propositadamente. Como que por uma inspiracão profética, antevendo a Era da Graça, quando o descanso viria em primeiro lugar. Não foi em vão que os cristãos primitivos elegeram o domingo, o primeiro dia da semana, como o Dia do Descanso, o sabath cristão. Não se trata de mero ócio, mas de uma postura espiritual, onde se cultiva a total dependência da graça divina, em vez de creditar nossas realizações aos esforços pessoais. Isaías, o profeta da Era Messiânica, diz: "Em vos converterdes e em repousardes está a vossa salvação, no sossego e na confiança está a vossa força"(Is.30:15).

Porém, este descanso se dá quando somos levados aos pastos verdejantes. Atentemos para o fato de que Davi está desenvolvendo uma analogia, onde Deus é o pastor, e nós Suas ovelhas. As ovelhas costumam descansar no mesmo lugar onde se alimentam. Elas literalmente se deitam sobre a comida. Elas não aceitam capim arrancado pelo pastor, quer estejam ainda verdes, ou já secos. Elas se alimentam do capim extraído diretamente do solo, com raiz e tudo. Assim também, só encontraremos descanso quando bem alimentados com a Palavra da Vida. Como disse Jesus:"Nem só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus".Temos, portanto, que examinar a procedência daquilo com que temos alimentado a nossa alma. Não podemos deixar que ninguém rumine por nós. Temos que extrair nosso alimento diretamente do solo. E para isso, devemos nos debruçar sobre as Escrituras, na dependência do Espírito Santo. Não significa que não necessitemos de orientação espiritual. Isso é indispensável, como veremos a seguir. O papel dos líderes/mentores é tão somente expor o alimento, a verdade, mas deixar que a ovelha pense por si mesma.

Para comprovar a qualidade do alimento espiritual, basta verificar se o que ele produz é descanso, crescimento, maturidade, ou rebeldia, revolta e imaturidade. Somos aquilo que comemos!

Se o Senhor for o teu pastor...

Não te faltará tranqüilidade... Pois Ele te guiará às águas tranqüilas e refrigerará a tua alma, te fazendo recobrar as forças e o ânimo. Ele não nos mete em canoa furada! Não nos leva às águas turbulentas, tempestivas, mas às águas da serenidade. Ninguém suporta viver sob pressão o tempo inteiro. Precisamos de refrigério que só as águas do Espírito Santo podem nos proporcionar. Aos que vivem sob a égide do estresse, Jesus convida: "Vinde a mim os que estais cansados, sobrecarregados, eu vos aliviarei".

Não te faltará retidão de caráter e decisões acertadas. Ele te guiará pelas veredas da justiça por amor ao Seu nome. Que teu propósito para o novo ano seja errar menos e acertar mais. E para isso, não faça nada sem antes consultá-lo em oração. Ele te guiará os pés pelas sendas da ética e da justiça. Lembre-se, para Ele, o que vale não é o que "dá certo", e sim o que "é certo". Submeta todas as suas decisões ao escrutíneo da Lei Suprema do Amor. E que assim, tua vida renda louvores ao nome de Deus, em vez de escândalos e vergonha. Que façamos jus ao título de "cristãos".

Também não te faltará momentos sombrios e perigosos... Mas ainda que tu enfrentes a possibilidade da morte repentina, não terás medo, porque Deus está contigo. E em face às ameaças, o Bom Pastor sairá em tua defesa com Sua vara. E se porventura caíres, Ele te socorrerá com Seu cajado. O cajado é uma haste cumprida, em cuja ponta há uma curvatura desenhada anatomicamente para socorrer a ovelha quando houver caído em algum precipício.

Tampouco te faltará disciplina e correção, pois a mesma vara usada para afugentar os lobos, é usada para disciplinar a ovelha rebelde para mantê-la no caminho certo. Jamais te esqueças que Deus disciplina àqueles que ama (Hb.12:6). E a disciplina aplicada por Deus é sempre motivada pelo amor. Deus jamais tem raiva dos Seus filhos! Ao discipliná-los, Deus simplesmente permite a eles colherem o que semearam. Portanto, sejamos mais responsáveis e menos inconseqüentes.

Não te faltará inimigos... Isso mesmo... INIMIGOS! Eles ajudam a compor o cenário de tua vida e enriquecem tua biografia. Não te faltará nem inimigos declarados, nem inimigos disfarçados de amigos. Não faltará traições, conspirações, falsidade. Porém Deus te praparará um banquete na presença de todos eles. E sabe pra quê? Pra que tu compartilhes com eles o teu pão. Lembre-te: Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber (Rm.12:20). E desta forma, cumpre-se o que está escrito: "Sendo os caminhos do homem agradáveis ao Senhor, até a seus inimigos faz que tenham paz com ele" (Pv.16:7). E não duvide de que Ele é capaz de transformar inimigos em amigos leais pra toda a vida.

Não faltará unção sobre ti, nem vinho em teu cálice. Teus inimigos e amigos serão testemunhas de quando Deus te ungir a cabeça com óleo, e fizer teu cálice transbordar. Sabedoria e alegria te arrebatarão. Sabedoria pra discernir cada novo momento de tua vida e alegria e entusiasmo para superar os momentos difíceis, e desfrutar os momentos de realização.

Estejas certo que a bondade e o amor de Deus estarão em teu encalço todos os dias de 2011, e pelo resto de tua vida. E estejas onde estiveres, o Senhor será a tua habitação para sempre.


* Reflexões baseadas no Salmo 23
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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

EM PÉ OU AJOELHADO?

A obrigação de levantar quem está indevidamente ajoelhado e de pôr de joelhos quem está indevidamente em pé

Quando Cornélio se encontrou com Pedro na entrada de Cesareia, o militar romano ajoelhou-se e curvou a cabeça diante do ex-pescador da Galileia. Imediatamente, Pedro fez com que ele se levantasse e disse: “Fique de pé, pois eu sou apenas um homem como você” (At 10.26).

O ser humano não pode ser tratado como Deus por outro ser humano. Nem pode desejar tal coisa para si mesmo. Deus está acima de qualquer ser angelical e de qualquer pessoa. Está escrito: “Temam o Senhor, o seu Deus, e só a ele prestem culto” (Dt 6.13; Mt 4.11, NTLH).

O verdadeiro cristão precisa aprender e executar duas artes gêmeas: a arte de levantar os que estão indevidamente ajoelhados e a arte de fazer ajoelhar os que estão indevidamente em pé. Ambas são difíceis e requerem sabedoria e coragem.

Mesmo sob contínuas e exageradas palmas, o ser humano não pode esquecer-se de que é um ser humano. Mesmo gostando de colecionar muitos títulos e diplomas, muitas coroas e cetros, muita importância e dinheiro, ele não pode perder a cabeça nem aceitar qualquer tipo de veneração ou adoração reservada unicamente a Deus. A história bíblica e a história secular ensinam que as pessoas que se deixam glorificar como Deus podem ser vergonhosamente humilhadas, como aconteceu com Herodes Antipas I, que não sustou a impressão dos fenícios de que ele era um deus e não um homem, provocando o juízo imediato de Deus. Esse Herodes, neto de Herodes, o Grande (que mandou matar as crianças de Belém), morreu comido de vermes dez anos depois da ressurreição de Jesus (At 12.23).

O ensino bíblico é que ninguém deve se ajoelhar diante de qualquer figura, imagem, astro, anjo, ser humano canonizado, autoridade religiosa (como era o caso de Pedro) ou potestade do ar. A esperança cristã é que, pelo menos na plenitude da salvação, todos os joelhos se curvem diante de Jesus. Esse anelo percorre toda a Bíblia:

“Todos os orgulhosos se curvarão na sua presença, e o adorarão todos os mortais, todos os que um dia vão morrer” (Sl 22.29).

“Venham, fiquemos de joelhos e adoremos o Senhor. Vamos nos ajoelhar diante do nosso Criador” (Sl 95.6).

“Juro pela minha vida, diz o Senhor, que todos se ajoelharão diante de mim e todos afirmarão que eu sou Deus” (Is 45.23 e Rm 14.11).

“Deus deu a Jesus a mais alta honra e pôs nele o nome que é o mais importante de todos os nomes, para que, em homenagem ao nome de Jesus, todas as criaturas no céu, na terra e no mundo dos mortos, caiam de joelhos e declarem abertamente que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus, o Pai” (Fp 2.9-11).

De ordem prática, nada é mais importante do que a obrigação de levantar quem está indevidamente ajoelhado e de pôr de joelhos quem está indevidamente em pé!

Fonte:  ULTIMATO ON LINE (Revista Ultimato)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

VEIO TER COM ELE GRANDES MULTIDÕES

E VEIO TER COM ELE GRANDES MULTIDÕES
Dálton Curvello
“E veio ter com ele grandes multidões, que traziam coxos, cegos, mudos, aleijados, e outros muitos, e os puseram aos pés de Jesus, e ele os sarou, De tal sorte, que a multidão se maravilhou vendo os mudos a falar, os aleijados sãos, os coxos a andar, e os cegos a ver; e glorificava o Deus de Israel.”(Mateus 15:30 e 31)
                Eu fico imaginando a cena, Jesus havia chegado àquele lugar após seu debate com os fariseus, em que entre outros lhes falou: “Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens.”(Mateus 15:8 e 9) Aquela multidão estava em contato com o próprio Deus encarnado, e Jesus conhecia o coração de cada uma das pessoas naquela multidão. Com sua visão de raio-X espiritual, Ele podia ver no coração de cada um, constatando que a maioria (quando se refere a “povo”) estava longe com o coração.
                Esse é JESUS, em cuja presença somos desnudados de qualquer máscara, é o Deus dos milagres descritos na Bíblia, que conforme disse o Salmista, “conhece o meu deitar...” O Deus diante de quem toda enfermidade é sarada! O Deus que em sua infinita Graça e Misericórdia faz isso, mesmo conhecendo a maldade do coração humano (desesperadamente corrupto cfe. Jeremias 17:9).
Como seria bom se todos compreendessem a importância de buscar um relacionamento sincero e transparente com esse Deus, que parassem de uma vez com essa história de “ir ter com ele” misturando-se à multidão acéfala e descompromissada, que apenas busca milagres, maravilhas, mas mantendo o coração distante de Deus.
Em meu livro “Calebe-O demolidor de gigantes”, no capítulo 2, intitulado “Terra de Gigantes” eu comento: Quanto ao povo, essa massa de milhões de pessoas que confia apenas na força de seu braço e se esquece dos benefícios passados, segue morrendo no deserto, andando em círculos pelo deserto de uma vida vazia de propósitos, seca de milagres, vivendo a dura realidade de que a morte é a única certeza. A escolha é sua, a decisão é pessoal: Calebe visitou a mesma terra que os demais, viu os mesmos gigantes, presenciou as mesmas experiências na terra que espiavam. Você consegue imaginar a euforia que encheu o coração de Josué e Calebe, vendo tantas maravilhas e já antevendo as vitórias do grande exército de Israel, vencendo gigantes, tomando posse da terra e concluindo a exaustiva jornada pelo deserto, que já durava dois longos anos?  PENSE NISTO.
A BÍBLIA nos fala que TODOS, um dia vão ter que se apresentar diante do cordeiro de Deus - “Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra - cfe. Filipenses 2:10. Em que circunstância você quer estar? Saia da multidão, apresente-se diante do mestre, sem máscara, sem auto-justiça, mas declarando-se totalmente dependente da misericórida e acima de tudo da infinita GRAÇA. 

domingo, 26 de dezembro de 2010

ROMANOS: UM MUNDO DE HEDONISTAS

ROMANOS: UM MUNDO DE HEDONISTAS




por Zé Luís
A carta que Paulo escreve aos Romanos trata inicialmente com três tipos de pessoas.

Ele fala inicialmente a um tipo de pessoa cada vez mais comum nesse mundo ocidental: o hedonista.

O hedonismo (do grego hedonê, "prazer", "vontade") é uma teoria ou doutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer o supremo bem da vida humana. Surgiu na Grécia, e importantes representantes foram Aristipo de Cirene e Epicuro. O hedonismo filosófico moderno procura fundamentar-se numa concepção mais ampla de prazer entendida como felicidade para o maior número de pessoas.
Mas o que o apóstolo dos gentios diz a eles, gente que depende do ter para ser, povo que aceita qualquer coisa, de Deus ou diabo, desde que isso signifique lucro pessoal e egoísta, é que Deus dá para estes exatamente o que eles querem e, abundantemente. Isso é sua Ira.

Muitos devem estar se perguntando qual o problema do querer ter e ter, como cantado na canção do Nickelback, no seu hino “I wanna be a rockstar”: dezenas de carros caríssimos na garagem, prostitutas a vontade, cartão de crédito sem limite, abundância e fortuna, reconhecimento e tudo que o dinheiro pode comprar.

Poucos alcançam, mas muitos desses que conseguiram descobre que isso não significa tanto quanto pensaram quando se puseram nessa busca: dinheiro, sexo, poder qualquer coisa.

Deus, em sua Ira, deixa-os para se afundar, chafurdar nisso, e com sorte, descubrir desgraçadamente que sua vida, a base de busca de prazer a qualquer preço tem um limite que não podia admitir. Paulo diz que aqueles que assim procedem em seus desejos são entregues a nenhum limite, e tudo aceitam em suas relações, sejam parceiros ou parceiras.

Estranhamente, o mundo contemporâneo vive a Roma de 2000 anos atrás. O hedonismo impera, tanto dentro como fora da igreja. Duvida? O que procuram os que enchem as igrejas a procura de prosperidade? 

Paulo ainda se refere aos judicialistas e aos legalistas.

Mas isso é assunto para outro dia.
  Fonte: CRISTÃO CONFUSO
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