Para ler NO Deserto

“Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia; porque tu ouviste, naquele dia, que estavam ali os anaquins, bem como cidades grandes e fortificadas. Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como ele disse.”(Josué 14:12)

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domingo, 27 de fevereiro de 2011

O ENVENENANGELHO

O ENVENENANGELHO
Pablo Massolar
Cansei de ser “evangélico”! Sei que está em moda dizer isto, mas não digo por causa da moda, como quem vai sendo manobrado como massa, mas sim por causa do nó na garganta mesmo, do aperto no peito e da triste constatação do imenso engano que cegou a igreja evangélica espalhada por todos os lados. Graças a Deus nunca fui “gospel”, mas ser “evangélico” não diz mais o que deveria dizer e não representa tudo o que Deus me chamou para ser Nele em amor e Graça e que está para muito além das portas das igrejas [com “i” minúsculo]. Meu lugar, e o convite que recebi, é para ser do Reino e deste privilégio não abro mão.

O que digo certamente será combatido pelos “santos”, pelos “homens de ‘deus’”, por “pastores” e “gente da visão”. Serei chamado de “perturbador da fé”, “insubordinado”, “sem fé”, “sem aliança”, “sem cobertura”, dirão que estou causando escândalo ou coisas semelhantes a estas, mas assumo o que estou dizendo com a convicção de quem não vai pular do barco naufragando, mas que tem a vontade firme na rocha de ganhar a quantos conseguir, dentro e fora do barco, com minha pregação simples, sem arranjos, sem perverção e o mais sincera/verdadeira possível.

Estou enojado e farto de Atos [feiticeiramente] Proféticos, Teo-loteria da Prosperidade, declarações esquizofrênicas de autoridade, coberturas espirituais e recados dados por um “deus” que nunca cumpre o que promete e muda de idéia e direção como quem troca de sapato. Apóstolos, pastores e bispos que subiram no pináculo do templo e se fazem mediadores entre “deus” e os homens tentando fazer-se iguais a Deus, dizendo o que seu rebanho pode ou não pode fazer, julgando o servo alheio, sob a pena de não ordenar mais a bênção de “deus” aos seus discípulos através de sua autoridade. Campanhas de promoção barata e tentativas algemadas de lotar templos com gente que vem enganada e enganando-se, tentando frustradamente, de todos os jeitos, alcançar a inalcançável oração para a qual Deus não disse “amém”, mas que o “profeta” declarou que aconteceria. É gente que lê e ouve o Evangelho, mas leva pra casa e para o coração o envenenangelho.

Há lugar firme na rocha! Mas estes loucos teimam em construir suas casas/templos na areia. Negaram a cruz, afirmando não haver nela salvação suficiente, inventando quebras humanas de maldições hereditárias e uma santidade apenas moral/sexual/farisaica, sem ética e sem caráter, sem verdade de vida no Evangelho. Não crêem que a armadura de Deus, o capacete da salvação, o escudo da fé, a couraça da justiça, o cinturão da verdade e o calçado do evangelho da paz são equipamentos dados gratuitamente a todos os que crêem, até mesmo aos mais pequeninos na fé e não somente a uma “elite sacerdotal” detentora de uma “revelação nova”.

Denuncio estes lobos enganadores, raça de víboras, envenenadores do Evangelho que, não se contentando em mudar apenas uma vírgula ou til da revelação, perverteram todo o sentido da Palavra, ensinando doutrinas perversas que nada tem a ver com o Caminho/Boa Nova anunciada em Jesus, o Filho de Deus.

Não creio, de modo algum, em um “deus” que só age ou me livra do mau/mal se eu orar/verbalizar/declarar/profetizar meu pedido. Eu creio em um Deus que ouve minhas orações, sim! Todas elas. Muito antes delas me virem aos lábios. Ele me livra de vales da sombra da morte que eu nem imagino que se levantaram contra mim e vou andando em fé.

Meu Deus não se apresenta em “shows da fé”, não faz politicagem, não dá “jeitinho”, não me abençoa só porque sou fiel, mas em Graça e amor me reconciliou com Ele, sem merecimento algum, sem justiça própria, mas justificado mediante a fé Naquele que por mim se entregou mesmo sendo eu um pecador.

Os cantores de Deus não estão nos palcos das TVs, não lotam auditórios, nem ginásios, não são performáticos, mas estão cantando e louvando a Deus dentro das prisões, no silêncio do seu quarto louvando somente a Deus. Não buscam seu próprio interesse de vender mais CDs, não são idólatras de sua própria imagem.

É triste ver tantos amigos, colegas de ministério, gente querida e de Deus, mas que estão fascinados e tentados pela possibilidade de transformar as pedras em pães, de jogar-se do pináculo do templo e venderem suas almas ao principado deste século de sucesso, holofotes e aplausos. Minha oração é para que estes se arrependam e creiam no Evangelho. Abandonem o envenenangelho pregado por interesses pessoais, medidos em números e não na verdade de Deus produzida em amor. Por favor voltem ao Evangelho!

Há um lugar de liberdade e vida pacificada, plenificada, renovada todos os dias. Sem trocas, sem barganha, sem modificar ou acrescentar nada à Palavra revelada em Jesus, nem mesmo as novas interpretações e revelações exclusivíssimas que alguns falsos mestres e falsos apóstolos dizem ter recebido. O caminho antigo ainda é o Novo e Vivo Caminho em Deus. O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo é nossa garantia irrevogável que [todas] as nossas maldições e dores foram levadas sobre Ele. Está dito! Está escrito! Quem ouvirá? Quem vai crer em nossa pregação?


O Deus que disse “arrependam-se e creiam no Evangelho” te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

CASA DE ORAÇÃO OU ROTARY/LIONS?

CASA DE ORAÇÃO OU ROTARY CLUBE?

“E disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; mas vós a tendes Convertido em covil de ladrões.”(Mateus 21:13)
“E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Filho do homem, profetiza contra os profetas de Israel que profetizam, e dize aos que só profetizam de seu coração: Ouvi a palavra do SENHOR; Assim diz o Senhor DEUS: Ai dos profetas loucos, que seguem o seu próprio espírito e que nada viram! Os teus profetas, ó Israel, são como raposas nos desertos. Não subistes às brechas, nem reparastes o muro para a casa de Israel, para estardes firmes na peleja no dia do SENHOR. Viram vaidade e adivinhação mentirosa os que dizem: O SENHOR disse; quando o SENHOR não os enviou; e fazem que se espere o cumprimento da palavra. Porventura não tivestes visão de vaidade, e não falastes adivinhação mentirosa, quando dissestes: O SENHOR diz, sendo que eu tal não falei? Portanto assim diz o Senhor DEUS: Como tendes falado vaidade, e visto a mentira, portanto eis que eu sou contra vós, diz o Senhor DEUS. E a minha mão será contra os profetas que vêem vaidade e que adivinham mentira; não estarão na congregação do meu povo, nem nos registros da casa de Israel se escreverão, nem entrarão na terra de Israel; e sabereis que eu sou o Senhor DEUS.”(Ezequiel 13:1 a 9)

                Dálton Curvello
Durante minha carreira como funcionário do Banco do Brasil (foram trinta e um anos), trabalhei em diversas cidades, e na maioria delas rapidamente era contactado por integrantes de clubes de serviço (Lios, Rotary, etc) convidando-me para integrar seus quadros. Conheci suas estruturas e vi de perto a efetividade e o excelente trabalho que empresários e pessoas da sociedade realizam pelo interior do  Brasil. Pessoas que deixam o conforto de seus lares para visitar enfermos, realizar campanhas de agasalho, implantar e trabalhar em creches para população carente, conduzir campanhas contra drogas, conduzir oficinas de profissionalização para jovens carentes, e muito mais.

                O que me chamava a atenção, é que nesses quadros haviam pessoas de todos os credos religiosos (e até ateus). No mesmo ambiente e movidos pelo amor ao próximo, católicos, protestantes, espíritas, umbandistas, budistas se reuniam, congregavam juntando forças para exercer impacto na sociedade. Sempre eu era convidado a participar de seus jantares elegantes aonde apresentavam relatórios das atividades, faziam planejamento, etc.

                O curioso, e por isso estou relatando isso nessa mensagem, é que conheci também muitas igrejas (E mais recentemente uma em especial em Goiânia, que supera todas as anteriores nesse quesito), que no fundo nada mais eram do que meros clubes de serviço. Praticavam algumas boas obras, realizavam periodicamente fartos jantares para seus integrantes, mas tal qual ocorre nos ambientes de clubes de serviço, ali pouco importa a vida espiritual, ninguém realmente se importa. Realizam-se algumas obras sociais (na maioria das vezes, bem menos do que se poderia fazer), satisfazendo seu ego pessoal e prosseguem com suas reuniões sociais, jantares festivos, comemorações sem propósito, enquanto a sua verdadeira missão é abandonada.

                Não podemos culpar apenas os líderes dessas falsas igrejas, algumas até se intitulam “Luz de Nações”, seus líderes espertos não perdem oportunidade de passar fotos de crianças carentes no Nepal, na Índia, Africa ou outro país bem distante, o que sempre rende polpudas contribuições dos membros, interessados em cauterizar suas consciências, dispostos a apenas “pagar”e seguir com suas vidas mornas e sem sentido espiritual. Enquanto engordam as economias de tais líderes e suas famílias, seguem aproveitando o congraçamento das reuniões, numa cópia barata e bem menos efetiva do que os clubes que citei no início, pois aqueles de fato exercem influência na sociedade em que estão inseridos, enquanto que esses pseudo-crentes, sequer arranham seu potencial. Enquanto aqueles se doam de fato, esses últimos doam seus Reais para tentar dormir melhor à noite.

                Se este é o seu caso, ou se a igreja que você freqüenta se assemelha mais a um clube de serviço do que a uma casa de oração, meu conselho é que você procure urgentemente mudar de ambiente, pois é melhor filiar-se apenas ao Rotary ou Lions do que viver de aparência, pois no Dia do Senhor você vai prestar contas, meu irmão, e não adianta jogar a culpa no seu “pastor”. Ele vai acertar pessoalmente com Deus, conforme o texto de Ezequiel escrito acima.

                Para finalizar, um vídeo que demonstra no que as igrejas (falsas igrejas) estão se tornando, que imagem passam  para o mundo. Algo vergonhoso, mas que acontece mais perto de você do que você tem percebido. PENSE NISTO

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

APÓSTOLOS MODERNOS

APOSTOLOS MODERNOS E O MITO DA ORAÇÃO FORTE

Por Renato Vargens
Volta e meia eu ouço algumas pessoas dizendo que precisam procurar o irmão X simplesmente pelo fato de que  possui uma "oração forte".  Há pouco, uma irmã me abordou ao final de um culto pedindo que clamasse a Deus intercedendo por seu marido, visto que na sua perspectiva a oração do pastor é mais forte do que a de outros irmãos.


Pois é, a afirmação de que existe orações fortes entoadas por homens especiais, não encontra subsídio e fundamento nas Sagradas Escrituras. Antes pelo contrário o ensino neo-testamentário, aponta categoricamente para o fato de que todos aqueles que foram salvos por Cristo e regenerados pelo Espírito Santo tornaram-se sacerdotes, e como tais, mediante o sangue do Cordeiro, possuem livre acesso ao Trono da Graça relacionando-se amorosamente com o Criador de todas as coisas de forma filial.


O problema é que existe uma corja de safados que logra para si um poder super especial o qual faz o crente acreditar que as orações do "profeta" são mais poderosas do que a de qualquer outro cristão. Esta  bandidagem, que tomou para si o título de "apóstolo" tem nos últimos anos se locupletado discaramente da ignorância do rebanho, impondo sobre estes, doutrinas e ensinamentos absolutamente antagônicos aos das Sagradas Escrituras.


Lamentavelmente, boa parte das igrejas neopentecostais, defensoras da nefasta teologia da prosperidade, estão retomando a figura do “ungido de Deus”, ou seja, estão ressuscitando a figura vétero-testamentária  do profeta e do sacerdote. Para estes, o "apóstolo" é o "escolhido" de Deus e quando imbuído de poder espiritual, ergue a voz em oração , o Senhor é obrigado a responder. Ora, Vamos combinar uma coisa? Esses caras são loucos!  Aonde na Bíblia encontramos subsidio para esta satânica doutrina? No Novo Testamento, não encontramos a menor referência que justifique este ensimento.  Jesus Cristo é o nosso único e suficiente mediador. Ele através de morte de cruz, nos fez sacerdotes.  E por causa dEle podemos orar com ousadia na certeza de que se nossas orações estiverem de acordo com a sua Soberana vontade, seremos atendidoS.

A Ele toda honra, glória e louvor!


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

DIA ESPECIAL

DIA ESPECIAL


Ensina-nos a contar os nossos dias para que o nosso coração alcance sabedoria. Volta-te, Senhor! Até quando será assim? Tem compaixão dos teus servos! Satisfaze-nos pela manhã com o teu amor leal, e todos os nossos dias cantaremos felizes. Dá-nos alegria pelo tempo que nos afligiste, pelos anos em que tanto sofremos. Sejam manifestos os teus feitos aos teus servos, e aos filhos deles o teu esplendor! Esteja sobre nós a bondade do nosso Deus Soberano. Consolida, para nós, a obra de nossas mãos; consolida a obra de nossas mãos!”(Salmos 90:12 a 17)
Hoje completo 49 primaveras. Quase meio século! Quero começar esse dia orando como Moisés: Ensina-nos a contar os nossos dias para que o nosso coração alcance sabedoria” .
Os últimos dois anos foram especiais em minha vida. Em 2009 descobriu-se um tumor em meu cérebro e pude experimentar o milagre tremendo que Deus opera ainda hoje. Desde então vejo a vida de maneira diferente, e Deus tem se revelado a cada dia. Muitos valores, antes tidos como “imexíveis”(como diria o famoso Ministro) ruíram e estão sendo reconstruídos pelo Senhor. Em 2010 nasceu esse blog, juntamente com o livro “Calebe-O demolidor de Gigantes” e através deste espaço tenho falado desse Deus que eu conhecia, mas que tem se mostrado muito mais real, leal, bondoso e misericordioso nessa fase da minha vida.
Agradeço a esse Deus maravilhoso e único, que tem nos sustentado, dado vitórias impossíveis, demonstrando que realmente Nele podemos confiar, sempre!
Interessante, que meditando sobre tudo, a musica que me vem à mente é essa que transcrevo abaixo, que não pertence ao universo “gospel” e talvez por isso mesmo Deus a tenha colocado em minha mente hoje. Devemos sair da redoma em que muitos falsos pastores têm aprisionado cristãos, impedindo que no convívio com pessoas e coisas “do mundo” possamos ser efetivamente TESTEMUNHAS daquilo que Deus tem feito por nós:
Como uma Onda
(Lulu Santos/Nelson Mota)
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo
Não adianta fugir
Nem mentir
Pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A Cruz... Ah! A Cruz...

A CRUZ... AH! A CRUZ...

Rubinho Pirola

"Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria; Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos. Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus. Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens." 1 Co 1:22-25

O meu amigo Paulo Jr. falou, o Paulo Jr. avisou: "Para o religioso, o legalista, o fariseu, a cruz é sempre insuficiente, para o erudito, o intelectual, ela é demasiada e loucura!"

Para um, ela é pouco. Não basta crer naquilo em que a fé cristã está totalmente alicerçada.

Não basta. É preciso mais. Sempre mais: figurino novo, a aparência do que é santo e a coreografia religioso-evangélica. E dá-lhe banho de sal, visões, sinais e maravilhas, milagres, curas físicas... curas várias, interiores, exteriores e periféricas, pesquisa genealógica para ver-se quantas maldições hereditárias tem-se para quebrar e outros "passes" mágicos.


E venham lugares santos, de peregrinação, montes-de-oração-poderosos... Água? Só se for do Jordão.

E altares, físicos, materiais, templos contruídos por mãos humanas (e com direito a comissões ao empreiteiro!), Jerusaléns, até aquela da chamada "Terra Santa" (estado político, corrupto e inimigo dessa cruz e do crucificado, como tantos outros desse mundo), com direito a enfiarem as orações nos buraquinhos do Muro das Lamentações, senão ela não chega ao céu. Ah! E a bandeira do estado judaico no púlpito, como se esse, um estado político, fosse o Israel de Deus, circuncidado, quando muito, só no bilau do sujeito e não no coração.

E dá-lhe shofares (será berrante para chamar a boiada que concorda com tudo o que vem dos púlpitos? "Améeeem irmãããããos?"...).



Dá 10%! 10, não! Dá 20%, 30%... É pouco! Sacrifica mais. Deposita na sacolinha mais. Venha para a corrente dos setenta apóstolos ou dos quarenta ladrões vestidos de paletó e gravata que extorquem com apelos recheados de versos bíblicos mal-amarrados! Deus atende mais e com mais vontade ao que paga mais e mantém o saldo médio bem recheado, merecedor do cheque-especial no Banco do Senhor (será o São-Tão-Der?).


Não basta mais crermos no que Cristo fêz. É preciso um upgrade, uma actualização e ajuste ao que Ele disse já estar consumado.

Para o intelectual, racionalista, carnal, que só crê no que vê, toca ou sente, o cidadão do Império dos Sentidos, a cruz é sempre um exagero e loucura.


Dar-se? Negar-se a mim mesmo? Ofertar a melhor parte? Ser preterido, abrir mão dos direitos? Nunca. Isso é coisa de doido. Afinal, em algum lugar na Bíblia, diz isso e aquilo mais, sempre orientando-me que não é preciso. A pregação da moda, os cânticos do dia e a filosofia da hora é o pouparmo-nos, salvarmo-nos e livrarmo-nos de todo sacrifício - não é isso que Cristo fêz, então não preciso eu.

Eu quero é as regalias de ser filho do Rei. Ah! E não ficar na cauda, mas ser o cabeça, o principal, o maior dentre todos, o Apóstolo, ou, se der, como fez aquele conhecido picareta, impostor e falso-profeta, "Paipóstolo"!E por ai, vamos nós.

Nós, não. Me incluam fora dessa!


Me incluam fora dessa também!...

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

SEM DEUS?

SEM DEUS?

“Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. A sua garganta é um sepulcro aberto; Com as suas línguas tratam enganosamente; Peçonha de áspides está debaixo de seus lábios; Cuja boca está cheia de maldição e amargura. Os seus pés são ligeiros para derramar sangue. Em seus caminhos há destruição e miséria; E não conheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos.” (Romanos 3:10 a 18)

Acabamos de ler como é a vida sem Deus: não há esperança, não há amor, não há saída. Se você já é um seguidor de Jesus Cristo, alguma vez parou para pensar como seria sua vida sem Deus? O que mudou depois que você passou a ter um relacionamento com ele? Muitas vezes, depois de algum tempo de vida cristã ou quando passamos por momentos difíceis, perdemos aquela empolgação no nosso relacionamento com Deus. Nessa situação, quando nos falta ânimo de viver o cristianismo integral e nos esquecemos que Deus está conosco, precisamos relembrar:

     1) Aquilo que o Senhor já fez e está fazendo por nós;

    2) Que Deus transforma toda e qualquer situação ou pessoa, quando realmente colocamos o problema 
        diante dEle;

    3) Que Deus está sempre perto para nos ajudar e prometeu que jamais nos deixará. Deus não nos
        abandona – o contrário é que pode acontecer. É fácil culpar a Deus quando as coisas não vão bem,
        mas na realidade a pergunta deveria ser: “O que eu fiz, ou não fiz, para chegar a esse ponto?”

Deus nos ama. Ele nos deu a vida eterna e participa do nosso dia a dia quando permitimos que ele seja nosso Senhor. Ele está sempre conosco; é o nosso socorro bem presente em todos os momentos, bons ou ruins. Também nos disciplina quando necessário e nos chama de volta à obediência. Deus faz e quer fazer grandes coisas em nós e por meio de nós.
Então, tema ao Senhor e comprometa-se integralmente com ele! Se você já tem um relacionamento com Deus, fortaleça-o; se você deixou Deus de lado, volte para Ele! Mas se você nunca experimentou o que é viver com Deus, consagre agora mesmo a sua vida a ele e experimente como é bom viver ao seu lado.
Hans Kellert, Curitiba-PR

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

DO QUÊ VOCÊ PRECISA?


DO QUÊ VOCÊ PRECISA?

“Então, parando Jesus,
chamou-os e perguntou:
Que quereis que Eu vos faça?
Responderam:
Senhor, que se nos abram os olhos”
Mateus 20.32-33 Almeida Revista e Atualizada
  
Você já notou que geralmente nossos pedidos ficam na esfera do supérfluo? Normalmente a expectativa se limita ao “eu” somente! Qual seria o verdadeiro propósito dos corações daqueles cegos? Eles não pediram um carro, ou um bom salário, ou uma viagem para o exterior! Era a necessidade mais emergente, na opinião deles? Para você, qual é a sua necessidade imediata?

Bem, o cego pediu algo para si somente e ele não pensou no bem comum. Ele não pediu para curar somente o seu companheiro, mas parece que cada um estava interessado apenas em seu próprio estado. Parece ser meio egoísta não é mesmo? Eu e você talvez pediríamos a mesma coisa se estivéssemos na mesma condição, mas será somente esse o exemplo que devemos colher dessa passagem bíblica? Certamente que não!

A mais de 400 anos atrás, certo homem estava muito triste com a condição de seu povo. O rei, vendo o estado emocional do servo, questionou o que ele desejaria que o rei lhe concedesse. E aqui está a grande lição para nós! Está escrito na Bíblia que aquele homem primeiramente “orou ao Senhor” para saber o que deveria pedir. Percebe?

Muitas vezes nos precipitamos em nossos pedidos e acabamos não recebendo o que seria melhor para nossas vidas. Não reconhecemos a nossa verdadeira cegueira e insistimos em pedidos que não nos convém. Não é errado ter sonhos e expectativas materiais, mas como aqueles cegos, devemos nos ater às necessidades primárias.

Mas espere um instante, aqueles homens não deveriam tem pedido a Jesus algo que Deus estivesse envolvido? Eles nem oraram para saber o que realmente precisavam! Talvez você pense dessa forma! O que você talvez não percebeu foi que a primeira necessidade já estava suprida! A cegueira física era no mínimo a segunda necessidade.

Pense nisto

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

FAÇA ALGO EXTRAORDINÁRIO

Faça algo extraordinário

“...Então aqueles que temeram ao SENHOR falaram freqüentemente um ao outro; e o SENHOR atentou e ouviu; e um memorial foi escrito diante dele, para os que temeram o SENHOR, e para os que se lembraram do seu nome. E eles serão meus, diz o SENHOR dos Exércitos; naquele dia serão para mim jóias; poupá-los-ei, como um homem poupa a seu filho, que o serve. Então voltareis e vereis a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que não o serve." (Malaquias 3.13-18)

Você quer que algo extraordinário aconteça na sua vida? A palavra extraordinário significa algo fora do comum, algo impactante, alguma coisa diferente do trivial.

No casamento por exemplo, é importante que a esposa faça algo extraordinário para o marido. Talvez um arranjo floral para a mesa, uma decoração diferente no quarto, uma roupa especial um enfeite no cabelo. 

Da mesma forma o marido, deve fazer algo admirável – um jantar à luz de velas, uma viagem surpresa, dar um dinheiro, comprar um presente. 

O que acontece quando alguém faz algo extraordinário pra você? O normal é que você retribua. 

Fazer coisas imprevisíveis, fora de datas especiais é impactante. O extraordinário, não se espera, quando fazemos algo diferente, obtemos coisas diferentes também.

Todos os homens que agiram extraordinariamente na Bíblia, também receberam ações extraordinárias. Quem age acima da média, tem retribuição acima da média. 

Veja com Abraão, a história dele é contada e respeitada, por mulçumanos, católicos, evangélicos, judeus. Por quê? Porque Deus disse a ele que saísse da sua terra e parentela e Abraão obedeceu, indo para uma terra desconhecida, deixando para trás, sua casa, bens e família. 

A história de Daniel encontra-se registrada na Palavra de Deus por sua fidelidade ao Senhor, mesmo diante da ameaça de ser jogado na cova dos leões. Ele preferia morrer a se curvar perante qualquer deus ou autoridade e por agir extraordinariamente, Deus fez com que a boca dos leões fosse fechada, quando este foi lançado na cova dos leões. 
Hoje vemos canções, livros, crianças que se chamam Daniel, pela atitude desse homem. Ele fez algo que não era comum, no meio da podridão manteve-se intocável.

Veja o caso de José – Ele foi traído, humilhado, vendido, preso, feito escravo, mentiram contra ele, foi injustiçado e mesmo assim não blasfemou, tão pouco tocou na esposa de Potifar. Ele poderia conciliar duas vidas, sendo servo na frente do comandante, e amante na ausência dele, mas a Bíblia diz que quando a mulher de Potifar tentava seduzi-lo, ele não cedeu à tentação por que tinha temor de Deus. José preferiu sofrer a pena a pecar. Ele fez algo extraordinário, não se entregando e manteve-se limpo.

Talvez você esteja para perder seu emprego, ou o seu patrão esteja te assediando e você esteja quase cedendo, não desanime. Faça algo extrarodinário, resista às ciladas do diabo.

A sua atitude extraordinária, irá fazer Deus tratar você de forma especial. Fui criador de pombos, tinha aproximadamente 2.000 aves. Nunca matei um sequer. Não tinha um sábado que um laboratório, não fazia ofertas para que eu os vendesse. Eu não vendia, não dava, nem emprestava. Usava sapatos velhos, mas comprava a comida deles. 

Deus estava me testando, Ele enxerga lá na frente e sabia que eu seria um pastor. Lembrei da minha história com os pombos, quando fui ordenado. Deus usou a vida do Pastor Altair Monteiro e de outra pessoa dizendo:“Vi que você nunca esfolou os pombos que Eu te confiei.”

Se no seu local de trabalho, todo mundo mente, faz coisas erradas, seja diferente. Talvez você esteja solteira (o), e todos incentivam você a pegar o primeiro (a) que aparece, não ceda.

Veja a postura de Zaqueu – Jesus passava, curando os enfermos e aquele homem baixinho, tentava ver Jesus, como não conseguia, o maioral dos publicanos sobe numa árvore para ver o Mestre passar. Zaqueu fez algo extraordinário. 

Diante disso, Jesus ofereceu-se para ir à sua casa e transformou a história daquele homem pecador. 

O Cego de Jericó, também agiu de maneira especial, Ele gritava:“Jesus filho de Davi tem misericórdia de mim.”Ao escutar seu clamor as pessoas queriam que ele parasse de gritar, mas ele continuava. 

Noé foi um homem fora do comum. Diante da ordem aparentemente impossível de ser cumprida, não discutiu com o Senhor e construiu uma arca, colocando milhares de animais de diferentes raças dentro dela. Por sua atitude extraordinária, Deus o salvou e também a sua família do dilúvio. Entenda: Se você quer algo extraordinário, faça algo extraordinário.


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

TEÍSMO ABERTO OU HERESIA VELADA?


Alguma vez você já se perguntou se foi você mesmo quem tomou aquela importante decisão de receber a Cristo em sua vida ou se foi Deus quem a tomou por você? Já chegou a questionar se realmente tem “liberdade” de escolha para decidir por si mesmo ou se Deus já determinou todas as coisas a seu respeito? Se a sua resposta for afirmativa, é sinal de que você já experimentou a tensão que deu origem ao Teísmo Aberto – uma perspectiva teológica relativamente nova que amplia o alcance do livre-arbítrio humano e alega que Deus não conhece o futuro.
Concebido em 1980 (com a publicação do livro de Richard Rice, intitulado The Openness of God [A Abertura de Deus]) o Teísmo Aberto surgiu no cenário teológico evangélico nos idos de 1990, chegando ao centro desse palco no ano de 1994 com a publicação do livro The Openness of God: A Biblical Challenge to the Traditional Understanding of God [A Abertura de Deus: Um Desafio Bíblico à Concepção Tradicional de Deus].[1]

Clark Pinnock, um dos autores dessa última obra referida, adere ao Teísmo Aberto “porque [Deus] concede liberdade às Suas criaturas, alegra-se em aceitar o futuro como uma realidade aberta, não fechada, e em manter um relacionamento dinâmico com o mundo, não estático”.[2]
Entretanto, será que tal “abertura” é bíblica?

O contexto histórico

Há centenas de anos as pessoas lutam com dois ensinos da Bíblia aparentemente incompatíveis entre si: a determinação global e onisciente [por parte de Deus] de tudo o que acontece em Sua criação (denominada “providência” ou “presciência”) e a liberdade e responsabilidade humanas de escolher seu próprio caminho (chamada de “livre-arbítrio”). Essa antinomia bíblica apresenta a soberania divina e a responsabilidade humana numa situação de convivência mútua. Entretanto, o raciocínio humano procura solucionar a situação com a exclusão de uma delas.

As Escrituras Sagradas descrevem Deus como Criador absolutamente soberano e onisciente“que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade [...] para louvor da sua glória” (Ef 1.11-12) e para o próprio bem dEle e de Suas criaturas. Aqueles que dão ênfase a esses elementos, normalmente identificam-se com o reformador protestante francês João Calvino (1509-1564).

João Calvino (1509-1564).

Contudo, as Escrituras também descrevem a responsabilidade humana: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). Conseqüentemente, outros crêem que a visão determinista do Criador e de Seu cosmos diminui a responsabilidade do ser humano e a importância da glória de Deus. Tais pessoas têm uma inclinação para o que entendem ser uma posição mais justa, que enfatiza a natureza autônoma das escolhas humanas. Elas se identificam com o teólogo holandês Jacobus Arminius (1560-1609).

O Teísmo Aberto é uma tentativa recente de se encontrar um meio-termo aceitável.

Os argumentos

Clark Pinnock alega que o Teísmo Aberto é necessário para que as criaturas de Deus sejam expressivamente agentes pessoais livres. Essa abertura significa que Deus não determina, aliás, Ele nem mesmo sabe um resultado ou desdobramento futuro até que os agentes pessoais livres façam suas escolhas. Ao advogar tal abertura como a melhor solução para a tensão da soberania divina versus a responsabilidade humana, Gregory Boyd considera “a abertura de Deus quanto ao futuro como um dos seus atributos de grandeza”, porque, “um Deus que [...] tem a disposição de se comprometer com um determinado elemento de risco é mais sublime do que um Deus que contempla um futuro eternamente estabelecido”.[3]

Boyd insiste na idéia de que a abertura não diminui a presciência de Deus; pelo contrário, uma vez que as ações futuras dos agentes pessoais livres ainda não aconteceram, não existe nada nesse domínio que Deus tenha de saber.[4]

Entretanto, o Teísmo Aberto se apresenta como uma séria ameaça à concepção bíblica de Deus, o Deus que conhece todas as coisas – reais e possíveis – sem nenhum esforço e igualmente bem. O assunto dessa controvérsia, em vez de ser periférico e incidental, é, de fato, fundamental e danoso para a teologia evangélica.

Bruce Ware, um opositor do Teísmo Aberto, escreveu:

Nossa concepção da providência de Deus exercerá obrigatoriamente uma influência sobre o cotidiano da vida e prática cristã de inúmeras maneiras [...] cometer um erro aqui, é criar milhares de problemas, tanto teológicos quanto práticos.[5]

O Teísmo Clássico (posição na qual cremos) ensina que a onisciência soberana de Deus, de onde se origina Sua presciência, prepondera sobre a liberdade humana; essa natureza de Deus não pode ser menosprezada por uma ênfase exagerada na responsabilidade do ser humano. O fato de que a perspectiva tradicional de Deus, por vezes, é mal expressada ou ridiculariza Deus como “um monarca altivo alheio às contingências do mundo, imutável em todos os aspectos do seu ser [...] um poder irresistível que determina tudo, ciente de tudo o que vai acontecer e que nunca corre riscos”,[6] não quer dizer que o evangelicalismo clássico ignore as tensões geradas pela revelação bíblica.

O Teísmo Aberto não soluciona esse problema da antinomia bíblica. Ele simplesmente remete a discussão para um outro ponto do espectro. A questão agora, passa a ser a seguinte: o que constitui uma livre ação futura em contraste com uma futura ação que não seja livre (i.e., determinada)?

De acordo com o teísta aberto William Hasker, “um agente é livre no que se refere a uma certa ação em dado momento, se naquele momento estiver no poder do agente a capacidade de realizar tal ação e também a capacidade de abster-se dela”.[7]

Entretanto, os teístas abertos adotam um conceito de liberdade humana inadequado que chega a ser quase libertário. John Frame, em seu livro No Other God [Não há Outro Deus], explica:
Os defensores do livre-arbítrio [i.e., os libertários] afirmam que só podemos ser considerados responsáveis por nossas ações se tivermos esse tipo de liberdade radical. O princípio no qual se baseiam é bastante simples: se nossas decisões são induzidas por qualquer coisa ou qualquer pessoa (inclusive nossos próprios desejos), não se pode dizer que são decisões genuinamente nossas e, portanto, não podemos ser considerados responsáveis por elas.[8]

Na realidade, somente Deus é verdadeiramente livre. A liberdade humana é relativa. Em última análise, o relacionamento da soberania e presciência divinas com a liberdade e responsabilidade humanas está muito além do alcance da compreensão das criaturas (humanas e angelicais). Uma vez que a liberdade das criaturas é obviamente limitada (por exemplo, pela força da gravidade), é mais correto admitir a existência dessa antinomia, exaltar o caráter de Deus e permitir que a autonomia humana seja reduzida até enquadrar-se na responsabilidade biblicamente ordenada.

Os perigos

1. O Teísmo Aberto menospreza a glória divina


Na realidade, somente Deus é verdadeiramente livre. A liberdade humana é relativa. Em última análise, o relacionamento da soberania e presciência divinas com a liberdade e responsabilidade humanas está muito além do alcance da compreensão das criaturas (humanas e angelicais).
O Teísmo Aberto dá crédito à criatividade e à desenvoltura de Deus quando Ele consegue “instigar” os agentes morais livres a agirem de conformidade com os planos e caminhos dEle.

Ao perguntar-se acerca do que acontece “quando o índice de sucesso de Deus diminui”, Ware menciona que os teístas abertos reconhecem que “a liberdade possibilita que males horríveis e despropositais venham a acontecer. Embora Deus tente evitar tal sofrimento horrível, dizem eles, há muitas ocasiões em que Ele, simplesmente, não consegue evitá-lo”. Nesse caso, Deus tem que assumir a responsabilidade pelo fracasso de Seus planos.

Em lugar de um Deus temível que controla e dirige tudo o que acontece sem o mínimo esforço, temos que abrir espaço para um Deus que trabalha fazendo horas extras para se manter à frente de todas as livres decisões morais, previamente desconhecidas e inexistentes, tomadas a cada instante de cada dia.

2. O Teísmo Aberto menospreza a esperança humana

A partir de tal perspectiva, o nosso precioso versículo bíblico de Romanos 8.28, deve ser lido da seguinte maneira: “a maioria das coisas coopera para o bem, desde que Deus consiga instigar as pessoas ao meu redor”, em vez de “sabemos que todas as coisas cooperam [i.e. que Deus leva todas as coisas a cooperarem] para o bem daqueles que amam a Deus”.
Não teremos mais condição de dizer, como declarou José a seus irmãos: “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim, porém Deus o tornou em bem, para fazer como vedes agora, que se conserve muita gente em vida” (Gn 50.20).

Se Deus consegue apenas resultados parciais na concretização de Seus propósitos, como afirmam os teístas abertos, então Ele talvez não seja bem sucedido no cumprimento de Seus propósitos para a minha vida. Porém, o apóstolo Paulo afirmou exatamente o contrário:“Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp 1.6).

Se Deus consegue apenas resultados parciais na concretização de Seus propósitos, como afirmam os teístas abertos, então Ele talvez não seja bem sucedido no cumprimento de Seus propósitos para a minha vida.
Ao invés de ter um Deus que não conhece aquilo que ainda está por acontecer, é confortador, e até mesmo um tanto assombroso, saber que “...não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas” (Hb 4.13).

3. O Teísmo Aberto menospreza a confiabilidade profética

Lá se foi o amor pela Palavra de Deus e por Suas promessas referentes ao futuro, as quais amamos ler e considerar. Um crítico do Teísmo Aberto disse: “imagine só o compositor do hino tentando animar os desvalidos com estas palavras: “Não sei o que de mal ou bem é destinado a mim [...] mas eu sei em quem tenho crido, o qual também não conhece o meu futuro”.

4. O Teísmo Aberto menospreza o futuro de Israel

Após rebelar-se por repetidas vezes e frustrar o plano de Deus para ela, será que a nação de Israel ainda poderia ter um restinho de esperança de que Deus cumprirá as promessas que lhe fez? Ter-se-ia que reconhecer o fracasso de Deus em Sua criatividade e poder de persuasão no passado e perder as esperanças na competência de Deus quanto ao futuro.

A conclusão inevitável a que tal pensamento leva é que a posse da Terra de Israel é uma questão de quem se apoderar dela, visto que Deus não conhece o futuro, nem predeterminou o resultado final.

Será que a nação de Israel ainda poderia ter um restinho de esperança de que Deus cumprirá as promessas que lhe fez?

Por outro lado, Paulo declara que a atual condição de Israel faz parte de um inescrutável plano de Deus para a Sua própria glória: “Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia [...] Logo, tem ele misericórdia de quem quer e também endurece a quem lhe apraz” (Rm 9.16,18).

O Teísmo Aberto é uma tentativa de modelar uma forma mais conveniente de liberdade humana, à custa da concepção de Deus ensinada no Teísmo Clássico. Todavia, em seu desdobramento final, menospreza a glória de Deus para exaltar a liberdade do homem. É um esforço de produzir a conclusão final acerca de uma antinomia bíblica que está muito além da compreensão das criaturas. E, nesse intento, o Teísmo Aberto prejudica a confiança do crente tanto na providência benigna de Deus, quanto em Sua Palavra profética. (Richard Emmons - Israel My Glory - http://www.chamada.com.br)

Notas:

  1. Ware, Bruce A. God’s Lesser Glory: The diminished God of Open Theism. Wheaton, IL: Crossway Books, 2000, p. 31.
  2. Pinnock, Clark. “Systematic Theology” publicado na obra The Openness of God: A Biblical Challenge to the Traditional Understanding of God, da autoria de Clark Pinnock, Richard Rice, John Sanders, William Hasker e David Basinger. Downers Grove, IL: InterVarsity, 1994, p. 103-4.
  3. Boyd, Gregory A. God of the Possible, Grand Rapids, MI: Baker Books, 2000, p. 14-5.
  4. Ibid., p. 16-7.
  5. Ware, p. 13.
  6. Pinnock, p. 103.
  7. Hasker, William. “A Philosophical Perspective”, publicado na obra The Openness of God, p. 136-7.
  8. Frame, John M. No Other God: A Response to Open Theism, Phillipsburg, NJ: P&R Publishing, 2001, p. 121.
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, julho de 2006.


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A queda de um ditador

A QUEDA DE UM DITADOR

Dálton Curvello
“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. Bem sei que sois descendência de Abraão; contudo, procurais matar-me, porque a minha palavra não entra em vós. Eu falo do que vi junto de meu Pai, e vós fazeis o que também vistes junto de vosso pai. Responderam, e disseram-lhe: Nosso pai é Abraão. Jesus disse-lhes: Se fósseis filhos de Abraão, faríeis as obras de Abraão. Mas agora procurais matar-me, a mim, homem que vos tem dito a verdade que de Deus tem ouvido; Abraão não fez isto. Vós fazeis as obras de vosso pai. Disseram-lhe, pois: Nós não somos nascidos de prostituição; temos um Pai, que é Deus. Disse-lhes, pois, Jesus: Se Deus fosse o vosso Pai, certamente me amaríeis, pois que eu saí, e vim de Deus; não vim de mim mesmo, mas ele me enviou. Por que não entendeis a minha linguagem? Por não poderdes ouvir a minha palavra. Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.”(João  8:36 a 44)
                Neste final de semana os noticiários do mundo todo informavam: Caiu o ditador Hosni Mubarak, após tantos dias de protesto e a morte de centenas de Egípcios que, descontentes com trinta anos de domínio exigiam sua liberdade. Agora os jornais nos informam que esse ditador, agora afastado, enriqueceu-se exorbitantemente, à custa da exploração do povo egípcio, praticando um sistema de corrupção instituída.
                Ao assistir as manifestações, parei um pouco para recordar os fatos dos últimos trinta anos, em que praticamente nunca se ouviu falar de descontentamento no Egito. Curiosamente, essa mesma revolução segue sua conta libertadora, movida principalmente através da internet e que ainda resultará na queda de outros ditadores...
                Mas que eu quero chamar a atenção para um fenômeno semelhante, que invade os redutos new-gospel tupiniquins. Nos últimos anos, temos visto algo semelhante nos redutos evangélicos da ala Neo-pentecostal, em que ditadores (pastores, bispos, apóstolos, o nome varia, mas o cargo é o mesmo...) dominam com mão de ferro uma multidão de habitantes (fiéis, seguidores, membros), garantindo seu enriquecimento e escorados num sistema humano e corrupto. Porém, nos últimos meses, começa a se esboçar uma mudança neste cenário, em que creio eu, movidos pela mão de Deus, muitos têm se levantado para desmascarar, alertar esse povo cativo, chamá-los à liberdade.
                E não precisamos ir muito longe para ver algo assim. Aqui mesmo em Goiânia, eu presenciei o nascimento de um desses imperadores, cujo domínio eclesiástico a esta altura, tal qual Mubarak já começa a dar sinais de que  não engana mais toda a multidão, e em breve Deus o removerá. É lógico que no início desse processo há discussão entre o povo que o segue. Como no Egito, onde mesmo oprimidos e explorados, havia uma multidão de fiéis e cegos seguidores de Mubarak, dispostos a enfrentar os “infiéis rebeldes”, nesses redutos também ocorrem disputas, pessoas dispostas a defender seu iluminado líder apóstata.
                Meu conselho a esses ditadores, pseudo-pastores que transformam a Casa de Deus em sua empresa particular, utilizando-a como cabide de emprego para nora e filho, enriquecendo-se descaradamente sob o manto de “sustentar missionários no exterior”, ou coisa parecida, é que sigam o exemplo de Mubarak, pois Deus não vai permitir que essa situação se perpetue, e o povo já dá sinais de que anseia por liberdade.
                A VERDADEIRA liberdade, aquela à qual Jesus se refere quando nos diz “verdadeiramente sereis livres”.
                E você, caro leitor, é verdadeiramente LIVRE, ou sua espiritualidade é dominada por um desses ditadores gospel tupiniquins, que te incutem inúmeras superstições e medos, colocando-se como o “guru” da vez, o “ungido” infalível e com poderes sobrenaturais, mas que na realidade visa apenas e tão somente sua carteira?
                
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