Video "Cá entre nós, nr. 24" , do pastor Hermes C. Fernandes:
Para ler NO Deserto
“Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia; porque tu ouviste, naquele dia, que estavam ali os anaquins, bem como cidades grandes e fortificadas. Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como ele disse.”(Josué 14:12)
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sábado, 18 de setembro de 2010
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Pare e pense
No "Pare e pense" de hoje, mais uma matéria da Revista Ultimato, esse instrumento genuinamente cristão e independente, alías, dependente sim, mas unicamente da vontade e direção de Deus, falo como leitor assíduo de mais de vinte anos.
fonte:
Verdade “versus” alucinação
Ricardo Gondim

O culto pegava fogo. O frenesi do povo crescia, estimulado por um pastor quase grisalho, engravatado e bastante brilhantina nos cabelos. Mesmo acostumado a ambientes pentecostais, estranhei o exagero dos gestos e das palavras. Concentrei-me para entender o que o pastor dizia em meio a tantos gritos. Percebi que ele literalmente dava ordens a Deus. Exigia que honrasse a sua Palavra e que não deixasse “nenhuma pessoa ali sem a bênção”. Enquanto os decibéis subiam, estranhei o tamanho da sua arrogância. A ousadia do líder contagiou os participantes. Todos pareciam valentes, cheios de coragem. Assombrei-me quando ouvi uma ordem vinda do púlpito: “Chegou a hora de colocarmos Deus no canto da parede. Vamos receber o nosso milagre e exigir os nossos direitos”. Foi a gota d’água. Levantei-me e fui embora.
Os ambientes religiosos neopentecostais se tornaram alucinatórios porque geram fascínio por poder e pela capacidade de criar um mundo protegido e previsível. Por se sentirem onipotentes, buscam produzir uma realidade fictícia. Para terem esse mundo hipotético, os sujeitos religiosos chegam ao cúmulo de se acharem gabaritados para comandar Deus. É próprio da religião oferecer segurança, mas os neopentecostais querem produzir garantia existencial com avidez.
Em seus cultos, procuram eliminar as contingências, com a imprevisibilidade dos acidentes e os contratempos do mal. Acreditam-se capazes de domesticar a vida para acabar com a possibilidade de seus filhos adoecerem, de as empresas que dirigem falirem e de se safarem caso estejam em ônibus que despenca no barranco. Almejam uma religião preventiva, que se antecipa aos solavancos da vida. Imaginam-se aptos para transformar a aventura de viver em mar de almirante ou em céu de brigadeiro.
Acontece que essa idéia de um mundo sem percalços não passa de alucinação. Por mais que se ore, por mais que se bata o pé dando ordens a Deus, o Eclesiastes adverte: “O que acontece com o homem bom, acontece com o pecador; o que acontece com quem faz juramentos acontece com quem teme fazê-lo” (9.2).
Mas a pergunta insiste: por que os cultos neopentecostais lotam auditórios e ganham força na mídia? Repito, pelo simples fato de prometerem aos fiéis o poder de controlar o amanhã, eliminar os infortúnios e canalizar as bênçãos de Deus para o presente. Quando oram, pretendem gerar ambientes pretensiosamente capazes de antever quaisquer problemas para convertê-los em fortuna e felicidade.
Esta premissa deve ser contestada. Pedir a Deus para nunca se contrariar, ou para ser poupado de acidentes, significa exigir que ele coloque os seus filhos em uma bolha de aço. A vida é contingente. Tudo pode ocorrer de bom e de ruim. Uma existência sem imprevisibilidade seria maçante. O perigo da tempestade, a ameaça da doença, a iminência da morte fazem o dia-a-dia interessante.
A verdade não produz necessariamente felicidade. Verdade conduz à lucidez. O delírio, porém, tranqüiliza e gera um contentamento falso. Muitos recorrem à religião porque desejam fugir da verdade e se arrasam porque a paz que a alucinação produz não se sustenta diante dos fatos.
Cedo ou tarde, a tempestade chega, o “dia mau” se impõe e o arrazoamento do religioso cai por terra. Interessante observar que Jesus nunca fez promessas mirabolantes. Como não se alinhou aos processos alienantes da religião, ele não garantiu um mundo seguro para os seus seguidores. Pelo contrário, avisou que os enviaria como ovelhas para o meio dos lobos e advertiu que muitos seriam entregues à morte por seus familiares. Sem rodeio, afirmou: “No mundo vocês terão aflições”.
Quando o Espírito conduziu Jesus para o deserto, o Diabo lhe ofereceu uma vida segura, sem imprevistos. As três tentações foram ofertas de provisão, prevenção e poder, mas ele as rechaçou porque as considerou mentirosas. O mundo que o Diabo prometia não existe.
Porém as pessoas preferem acreditar em suas ilusões. Fugir da crueza da vida é uma grande tentação. Em um primeiro momento, parece cômodo refugiar-se da realidade, negando-a. É bom acreditar que a riqueza, a saúde, a felicidade estão pertinho dos que souberem manipular Deus.
O mundo neopentecostal se desconectou da realidade. Seus seguidores vivem em negação. Não aceitam partilhar a sorte de todos os mortais. Confundem esperança com deslumbre, virtude com onipotência mágica, culto com manipulação de forças esotéricas e espiritualidade com narcisismo religioso.
Os sociólogos têm razão: o crescimento numérico dos evangélicos não arrefecerá nos próximos anos. Entretanto, o problema é qualitativo. O rastro de feridos e decepcionados que embarcaram nessas promessas irreais já é maior do que se imagina.
A demanda por cuidado pastoral vai aumentar. Os egressos do “avivamento evangélico” baterão à porta dos pastores, perguntando: “Por que Deus não me ouviu?” ou “O que fiz de errado?”. Será preciso responder carinhosamente: “Não houve nada de errado com você. Deus não lhe tratou com indiferença. Você apenas alucinou sobre o mundo e misturou fé com fantasia”.
“Soli Deo Gloria”.
• Ricardo Gondim é pastor da Assembléia de Deus Betesda no Brasil e mora em São Paulo. É autor de, entre outros, Eu Creio, mas Tenho Dúvidas. www.ricardogondim.com.br
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Pare e pense
Hoje, uma excelente matéria da Revista Ultimato, nr.325:
Rubem Amorese
Atendimento, entendimento e presença
Tenho ouvido no rádio a nova campanha publicitária de um banco, apoiada em duas expressões-chave. A primeira é mais ou menos assim: “Para atender é preciso entender”, referindo-se à sua capacidade de compreender as necessidades dos clientes. A segunda diz: “Atendimento requer presença”. Aqui, o banco valoriza sua imensa rede. Anteriormente, ele se dizia “completo”; agora, tendo chegado a todos os municípios brasileiros, ele se diz presente.
Apesar de minha insensibilidade às ofertas dessa peça publicitária, considerei interessante a forma como o banco afirma “atender”, oferecendo “entendimento” e “presença”. Certamente há estudos por trás da definição dos conceitos e valores que suportariam o reclame. Imagino que se tenha ido buscar no imaginário coletivo, no patrimônio simbólico de todos nós, aqueles anseios mais profundos da alma. A tarefa, então, é provocar um processo inconsciente de associação entre esses anseios e a imagem do banco. O efeito comportamental esperado é que, ao buscar “atendimento” nesse banco, em resposta à propaganda, o cliente estará “consumindo” “entendimento” e “presença”.
Vou mais longe em minha mercadologia: acho que o banco oferece, em forma visível de serviços, o invisível “colo da mamãe”. Sim, se há algo que pode ser definido idealmente como “entendimento”, “atendimento” e “presença” é o longínquo seio materno. Se você quiser ir além, pense, antropologicamente, no “jardim do Éden”. Estará pensando no mesmo sentimento de perda e no mesmo anelo que lateja, silencioso e indefinível, em nossas veias. Anelo este que agora encontra satisfação simbólica em uma agência bancária.
Surpreso, compreendo a feliz estratégia de “marketing”. Acho que vai dar certo. Mas noto também que originalidade não é o seu forte. Na verdade, eles cavaram tão fundo que encontraram as fundações do cristianismo. Ou não sabemos que nossos mais secretos anelos estão ligados a alguma forma de volta ao “colo de Deus” (Sl 131.2)? Ou não será useiro e vezeiro entre nós que todas as tentativas de lançar pontes de comunhão, todos os mecanismos comunitários de alcançar segurança e significado têm por base a busca de “entendimento” e “atendimento”? E que encontramos plena saciedade dessa fome e sede no onipresente “seio de Abraão”?
Sim, há muito encontramos aquele que é “completo”; que nos “entende” e “atende” misericordiosamente. Por dois mil anos temos celebrado sua promessa de estar conosco todos os dias, até que, finalmente, voltemos para o Pai; de nos enviar seu Espírito consolador e revelador para estar “presente” onde estivermos e nas condições em que nos encontrarmos; o Espírito que nos “compreende” melhor que nós mesmos e que pode nos revelar os segredos do coração, como nenhuma agência bancária jamais fará.
As comparações precisam parar por aí, pois, no primeiro caso, por mais feliz que seja a oferta, trata-se de um artifício psicológico. Nunca um banco pretendeu ou pretenderá satisfazer os anseios da nossa alma. Já no segundo caso, a oferta é real, literal e intencional quando diz: “Agrada-te do Senhor, e ele satisfará os desejos do teu coração” (Sl 37.4).
• Rubem Amorese é consultor legislativo no Senado Federal e presbítero na Igreja Presbiteriana do Planalto, em Brasília. É autor de, entre outros, Louvor, Adoração e Liturgia e Fábrica de Missionários -- nem leigos, nem santos.
Fonte: http://www.ultimato.com.br
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Pare e pense
“Pois o SENHOR, o Deus de Israel, diz isto: Não acabará a farinha da sua tigela, nem faltará azeite no seu jarro até o dia em que eu, o SENHOR, fizer cair chuva. Então a viúva foi e fez como Elias tinha dito. E todos eles tiveram comida para muitos dias. Como o SENHOR havia prometido por meio de Elias, não faltou farinha na tigela nem azeite no jarro.” (1Reis 17:14 a 16)
Elias havia profetizado que haveria seca em Israel por três anos. Em meio à fome que se seguiu como consequência da seca, Deus ordena que ele se dirija a Sarepta, onde uma viúva cuidaria dele. Note o cuidado de Deus, sua onipresença que, mesmo no meio da catástrofe providencia o sustento de seu profeta e ainda utiliza esse episódio para demonstrar o Seu cuidado com uma anônima viúva em Sarepta.
Essa promessa de cuidado de Deus, não deixando faltar o azeite da botija, nem a farinha na panela (farinha = alimento, azeite representa a unção do Espírito Santo) está sobre a sua vida ainda hoje. Declare isto e receba a promessa de Deus para a sua vida.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Pare e pense
PERDOE-ME POR ME TRAÍRES
Hermes C. Fernandes
Uma das cenas que mais me marcaram entre todos os filmes que já assisti é a que retrata o momento em que William Wallace, protagonista de Coração Valente, descobre que aquele contra quem ele está lutando no campo de batalha é o mesmo pelo qual estava arriscando a própria vida.
Esta cena merecia um Oscar para Mel Gibson! O olhar, a maneira como ele engole a seco, a fisionomia expressando completa decepção e desolação. Simplesmente, impagável!
Só quem já foi traído por alguém por quem lutava sabe o quanto dói. É como uma espada traspassando nossa alma. Quando assisti a este filme, confesso que ainda não conhecia de perto este sentimento.
De todas as dores que Jesus experimentou, nenhuma o machucou mais do que a traição. Não apenas a traição de Judas, mas sobretudo a traição do povo para o qual Ele havia vindo ao Mundo. O mesmo povo que na véspera o aclamava na entrada de Jerusalém, agora gritava no pátio de Pilatos: Crucifica-o!
Doeu mais do que os cravos e a coroa de espinhos.
Trair quem luta por nós é trair a nós mesmos. É trair nossas convicções mais profundas, nossa consciência. Nada dói tanto quanto a traição.
E toda a traição é como um bumerangue. Um dia volta contra nós.
O traidor do filme pelo menos cai em si, e se arrepende. Há outros que sequer têm crise de consciência, porque as pessoas que o apóiam parecem indicar que ele está no caminho certo. Suas vozes de aclamação o impedem de enxergar o buraco que cavou, no qual sua própria alma se submergirá.
Não há moedas de prata, não há vantagem financeira ou qualquer tipo de prazer que compensem a dor provocada pela traição. Só quem não tem alma não percebe isso.
Há até quem consiga comemorar a traição como um grande acontecimento.
Lembro de um filme brasileiro estrelado por Darlene Glória, chamado "Perdoe-me por me traíres". Depois de sair traída por diversas vezes, a mulher vai ao encontro do seu marido pedir-lhe perdão. Geralmente, quem pede perdão é quem trai. Mas quando o traidor está com a consciência cauterizada, a melhor coisa a fazer é tomar a iniciativa e pedir-lhe perdão. Quem sabe ele caia em si e perceba o mal que fez e se arrependa.
Não se venda, não negocie com sua alma. Não faça ninguém sofrer. Não decepcione quem depositou tanta confiança em você. A menos que você se sinta preparado para encarar o olhar decepcionado de quem tanto te ama.
Pergunte a Pedro o que ele sentiu quando teve que encarar o olhar de Jesus. Você estaria preparado para reencontrar aquele a quem você traiu?
Olhe-se no espelho e pergunte a si mesmo se a imagem que você vê refletida é de alguém digno de confiança ou de alguém infiel à sua própria consciência.
Melhor que trair é ser sincero, jogar limpo, falar francamente, olho no olho, sem rodeios, sem meias palavras. Machuca muito menos que atraiçoar.
Foi isso que meu pai fez quando quis deixar sua antiga denominação. Ele convidou o líder da igreja para uma conversa franca. Eu estava lá e testemunhei a hombridade com que meu pai tratou aquele homem com quem havia caminhado por quase vinte anos. O nome disso é honradez. É assim que age quem é honrado. Tive muito orgulho do meu pai naquele dia.
Nem todo mundo tem a mesma hombridade e honradez. Há pessoas que são como serpentes, escorregadias e astutas, e em cuja língua há veneno. Deus as tratará!
E o pior de quem trai é ter que carregar um estigma pelo resto da vida.
Você colocaria o nome "Judas" em um filho? Mesmo que tenha havido outro Judas, que manteve-se fiel a Jesus até o fim, o nome tornou-se sinônimo de " traidor".
Não deve ser nada fácil carregar este tipo de estigma por toda a vida.
Jacó, mesmo depois de passar a ser chamar Israel, continuou sendo chamado de Jacó pelo resto da vida. O próprio Deus que mudou seu nome, continuou a chamá-lo de Jacó. Este foi o estigma que o patriarca teve que carregar por haver traído seu próprio irmão várias vezes.
Nunca vale a pena trair. Quem trai se torna seu próprio algoz.
Uns traem com um beijo, outros traem com um abraço, e outros com palavras e ações.
Seja fiel a Deus! Seja fiel à sua igreja! Seja fiel à sua família! Seja fiel aos seus filhos! Seja fiel à sua esposa! Seja fiel aos seus amigos! Seja fiel às suas convicções!
Se não dá pra caminhar juntos, pelo menos não traia tudo em que você disse acreditar por tanto tempo. Seja, no mínimo, fiel à visão celestial, como foi Paulo perante o rei Agripa.
N'Ele que jamais nos decepcionará, apesar dos homens...
Hermes Fernandes
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Pare e pense
PEQUEI!
Em II Samuel 11 e 12 encontramos a narrativa detalhada sobre o pecado de Davi com Bate-Seba e a repreensão feita pelo profeta Natã. Um texto provocativo, arrepiante, doloroso e profundamente humano, feito para mim, pecador. Dois nomes estão intimamente ligados a Davi: Golias e Bate-Seba. Mesmo quem não tem um conhecimento mais amplo dos textos sagrados facilmente associa um ao outro nesse círculo perigoso entre a glória e o sexo.
Ambos levaram Davi ao campo de batalha. Ambos tiveram acesso ao coração de Davi. O gigante e a mulher entraram na história de Davi em extremos opostos: Golias aparece quando Davi é jovem e inexperiente; Bate-Seba, quando ele é um rei e experiente. Quando Davi encontra Golias, ainda não está atrelado aos mecanismos do poder, ainda respira o ar do pastorado singelo. Quando encontra Bate-Seba, sua vida está integrada às engrenagens do trono, aos desmandos imperiais. Aliás, percebemos grandes mudanças nesse tempo entre o gigante e a cama oculta.
Em Deuteronômio 17. 14-17, Deus dá uma série de diretrizes para quando Israel tivesse um rei, dentre essas diretrizes há alguns lembretes sobre não acumular "mulheres, cavalos e dinheiro", a receita infeliz do fracasso de um sucesso: dinheiro, poder e sexo. As tramas que engoliram Davi. Ele vencia inimigos, subjugava nações, mas sucumbiu à tríade implacável: dinheiro, poder e sexo. Ele evitou o primeiro, foi tocado pelo segundo, mas o terceiro roubou seu coração.
Um olhar fez o que Golias não conseguiu: derrubou Davi. Dietrich Bonhoeffer, em seu livro "Tentação", diz: "Em nossos membros há uma inclinação adormecedora na direção do desejo que é tanto repentina quanto feroz. Com poder irresistível, o desejo detém domínio sobre a carne. De repente, um fogo secreto, efusivo, é aceso. A carne queima, e ei-la em chamas! Neste momento Deus é muito irreal para nós... e o único desejo para a criatura é real... Satanás aqui não nos enche com ódio de Deus, mas com esquecimento de Deus... A luxúria assim envolve a mente e a vontade do homem em escuridão profunda. Os poderes do claro discernimento e da decisão nos são tirados. É aqui que tudo dentro de mim ergue-se contra a Palavra de Deus".
Davi passa a utilizar os mecanismos do poder. Usa fraudes. Abusa do verbo "mandar": manda Urias dormir com Bate-Seba, a fim de que todos sejam envolvidos nas teias do engano. Essa insistência em "mandar" retrata o uso impessoal do poder. Walter E. Brown, estudioso do A. T. observou bem o uso desse verbo: "mandar". Duas outras ocorrências do verbo na história, sutilmente nos preparam para a verdade de que Davi, em todo o exercício de seu poder impessoal, não estava no controle, como supunha: Bate-Seba "mandou" um recado: "estou grávida" (II Sm. 11. 5), e Joabe "mandou" um relatório da batalha (v. 18 ss), dando a entender, pela mensagem, que sabia perfeitamente o que Davi estava fazendo. No último e decisivo "mandar" dessa história, é Deus que entra em cena: "mandou/enviou a Davi o profeta Natã" (II Sm. 12. 1).
A raiz de todos os pecados está relacionada à nossa vontade de ser deus, assumir o controle da nossa vida e da vida dos outros: mandar! Quando Natã repreende a Davi, a frase bíblica é decisiva: "Este homem é você!" (II Sm. 12. 7). O pecado nunca é sobre outra pessoa; é sempre sobre mim! Nunca é uma verdade genérica, mas sempre específica. O pecado nunca é um comentário sobre ideias, culturas ou condições; mas sempre sobre pessoas de verdade, de carne e osso, dor de verdade, problemas reais, pecado mesmo: é sempre sobre mim!
É perfeitamente confortável transformar o pecado num pronunciamento religioso genérico. Isto é o que Davi estava fazendo: ouvindo Natã pregar um sermão sobre o pecado de alguém e se indignando com a conduta alheia, a condição de uma outra pessoa. É para isto que servem os profetas: eles nos jogam para o centro da história: é sobre mim! Quando"a ficha cai" Davi dá um brado: "Pequei!" (II Sm. 12. 13). Quebram-se as abrangências gerais da religiosidade que julga. O rei está no banco dos réus! Culpado!
Nossa tarefa prioritária na vida cristã não é evitar o pecado, pois isso é impossível, mas reconhecê-lo, pois isso nos leva até à graça! O Salmo 51 é escrito depois da visita de Natã. Ainda hoje repito essa oração: "Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto. Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo" (Sl. 51, 10 e 11).
Até mais...
Alan Brizotti
Fonte: http://alanbrizotti.blogspot.com/
domingo, 12 de setembro de 2010
Pare e pense
PERMANECER EM CRISTO
Antonio de Jesus Batalha
FICAR NO LUGAR CERTO.
João 15:4-5."Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim."Verso 5."Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer." Era a última noite que Jesus passava com os Seus mais íntimos amigos aqueles sobre quem devia cair a tarefa de espalhar as Boas-Novas até aos confins da terra.
Estavam todos reunidos. Jesus sabia que dentro de poucas horas eles estariam desprovidos da Sua companhia na carne para sempre.
Falava das coisas de suprema importância. Qual seria o seu grande desejo nos últimos momentos de vida terrena? Permanecei em Mim eram as palavras que enfatizava, uma e mais vezes, como uma grande necessidade primordial.
E qual seria o seu cuidado, na última oração feita com eles e por eles? João 17:23. "Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim."
Infelizmente o crente muitas vezes não entende isto, ou simplesmente ignora este facto, não é pregar bem, cantar ou tocar bem, ou ter um cargo na igreja, sim isto é importante, mas a raiz não está aí, mas sim no permanecer,também não está no resolver os problemas, dar o dízimo, ou curar os enfermos, isto são apenas sinais das pessoas que permanecem.
Estive a ver esta palavra (permanecer) na gramatica portuguesa, e ela significa:
1ºConservar-se ou persistir no mesmo estado ou qualidade sem mudança.
2. Demorar-se em alguma parte; ficar.
E permanecer em Cristo também traz conhecimento, é lógico que quem fica ao pé de alguém bastante tempo acaba por conversar com essa pessoa,e vai trazer conhecimento dessa mesma pessoa, e quanto mais se conhece uma pessoa abre duas portas, ou ficamos mais amigos dessa pessoa ou acabamos por nos desviar dela.
E aqui também reside um problema que se tem levatado nos nossos dias, falta de permanecer, falta deconhecimento, falta de amor, é igual a carnalidade, e pregações sem a unção de Deus, buscando apenas interesses humanos. Mas quando se permanece, quando a pessoa fica sem mudanças na companhia do Grande Mestre, dá-se um milagre dos milagres! Sua vida, nossa vida; Seu desejo, nosso desejo; Seu propósito, nosso propósito; Sua obra, nossa obra; Seus ideais, nossos ideais! Assim como o galho nada produziria sem a raiz, e a lua nenhuma luz daria sem o sol, assim o cristão não pode viver sem Cristo. João 15:5."... porque sem mim nada podeis fazer."
Tão verdadeiramente como Cristo revelou ao Pai neste mundo, cumprindo o Seu mandato, fazendo a Sua vontade e o Seu trabalho, assim o crente deve reflectir a perfeição do Mestre, na palavra no pensamento, nos actos, vivendo como Ele viveu.
Permanecei em Mim! Os frutos dependem desta íntema relação, sem a qual nenhum cristão será útil para o reino de Deus. Há tanto que fazer na nossa nação, e os trabalhadores são poucos. Não sejas negligente ou indeferente, porque nenhum galardão vais ganhar, e o que será de ti no futuro só Deus o sabe.
Que a bondade de Deus cerque os incautos, e o Santo Espírito os convença do pecado da justiça e do juízo.
ESPOSA.
Como a esposa ao esposo,
Como o governo ao seu país,
Como a alegria no seu gozo,
Como o tronco à raiz,
És Tu Senhor para mim.
Como a luz na noite escura,
Como a fonte no jardim,
Como a água na secura,
Como o coro no festim,
És Tu Senhor para mim.
Como o remédio ao doente,
Como na calma a variação,
Como a fé ao que é crente,
Como a chuva no verão,És Tu Senhor para mim.
Como o rio que sempre corre,
Como as floresta tropicais,
Como o tempo que não morre,Como no campo os olivais,
És Tu Senhor para mim.
Como a mãe ao seu filhinho,
Como o bater do coração,
Como ave no seu ninho,
Como o chegado irmão,És Tu Senhor para mim.
Por: António Jesus Batalha.
Como a esposa ao esposo,
Como o governo ao seu país,
Como a alegria no seu gozo,
Como o tronco à raiz,
És Tu Senhor para mim.
Como a luz na noite escura,
Como a fonte no jardim,
Como a água na secura,
Como o coro no festim,
És Tu Senhor para mim.
Como o remédio ao doente,
Como na calma a variação,
Como a fé ao que é crente,
Como a chuva no verão,És Tu Senhor para mim.
Como o rio que sempre corre,
Como as floresta tropicais,
Como o tempo que não morre,Como no campo os olivais,
És Tu Senhor para mim.
Como a mãe ao seu filhinho,
Como o bater do coração,
Como ave no seu ninho,
Como o chegado irmão,És Tu Senhor para mim.
Por: António Jesus Batalha.
Leia mais em : http://wwwblogaverdadequeliberta.blogspot.com/
sábado, 11 de setembro de 2010
Pare e pense
11 de setembro - Uma data especial?
Este é o dia que fez o SENHOR; regozijemo-nos, e alegremo-nos nele.(Salmos 118:24)
Hoje é uma data muito especial! Onze de setembro, dia em que o Brasil comemora o Dia Nacional do Cerrado. veja texto sobre o assunto:
O bioma Cerrado, mesmo sendo muito importante ainda não é reconhecido como Patrimônio Nacional. Mas pelo menos durante a semana em que acontece o Dia do Cerrado, sua importância é discutida e, estando em pauta, ele se torna um pouco mais conhecido pela sociedade. E tornando-se conhecido, será possível ser mais valorizado, respeitado e preservado.
Leia mais: http://faunadocerrado.blogspot.com/2009/09/dia-nacional-do-cerrado.html#ixzz0zDaY4Ysq
Under Creative Commons License: Attribution
Onze de setembro. Ou doze, ou seja que data for, o importante é a conclusão a que devemos chegar, conforme o Salmo acima citado: Este é o dia que fez o SENHOR; regozijemo-nos, e alegremo-nos nele. Para alguns, esta data representa o dia em que receberam do Senhor um filho, sendo motivo de festa e comemoração a cada aniversário. Para outros, representa a data do casamento, o que para uma parte é motivo de júbilo e alegria, principalmente quando esse casamento é vivido a cada dia na presença do Senhor. E para alguns outros, esta data é motivo de luto, pela perda de alguma pessoa querida, fato que sempre será por eles lembrado, mesmo que seja apenas uma lembrança triste.
O que não devemos é considerar como uma data maldita, nenhum dos dias (Os quais foram feitos pelo SENHOR, lembre-se disto), por mais negros que tenham sido, ainda que alguns queiram até queimar livros, outros pessoas, ainda que seja uma data de algum massacre (e de massacre, a humanidade é repleta de datas...). Sempre haverá uma data negra para um povo, para uma nação, para um segmento religioso, e sempre terá sido pela ação da iniquidade do homem, desrespeitando a direção de Deus, mesmo que tal ato seja praticado sob a alegação de defesa do próprio Deus.
Será que as inúmeras manifestações que veremos hoje, e nos próximos dias, a respeito de um evento triste ocorrido há nove anos, não é um certo exagero? Será que não deveríamos estar sim, atentos e dispostos a evitar que essas datas se repitam, ao invés de repetir as imagens tristes? Como seria se tivéssemos internet, e toda esta cobertura, por exemplo para relembrarmos a terrível data, O massacre da noite de São Bartolomeu foi um episódio sangrento na repressão dos protestantes na França pelos reis franceses, católicos. As matanças, organizadas pela casa real francesa, começaram em 24 de Agosto de 1572 e duraram vários meses, inicialmente em Paris e depois em outras cidades francesas, vitimando entre 30 mil e 100 mil protestantes franceses (chamados huguenotes).fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Massacre_da_noite_de_S%C3%A3o_Bartolomeu
Não importa o dia, não importa o que, o que realmente importa é o futuro, e este foi garantido por Jesus naquela cruz, e NADA nem NINGUÉM pode mudar isso, por mais que o diabo tente, ele não chega nem perto, creia nisto.
Hoje é uma data muito especial! Onze de setembro, dia em que o Brasil comemora o Dia Nacional do Cerrado. veja texto sobre o assunto:
Dia do Cerrado
O bioma Cerrado, desde 2003, tem um dia especial que é dedicado à reflexão e mobilização em sua defesa, o que é muito justo, pois o Cerrado é um bioma muito rico em recursos naturais e diversidade biológica e cultural. A instituição do dia 11 de setembro como o Dia Nacional do Cerrado, foi importante para estimular a sociedade e as autoridades a pensarem mais sobre o que fazer em seu favor. A data foi escolhida em homenagem ao ambientalista Ary José de Oliveira, o Ary Pára-Raios, um defensor dos direitos humanos e do meio ambiente, que transformou a cultura do bioma Cerrado em arte mambembe. Ary foi o fundador do grupo teatral Esquadrão da Vida - uma das mais conhecidas troupe de artistas do Distrito Federal.O bioma Cerrado, mesmo sendo muito importante ainda não é reconhecido como Patrimônio Nacional. Mas pelo menos durante a semana em que acontece o Dia do Cerrado, sua importância é discutida e, estando em pauta, ele se torna um pouco mais conhecido pela sociedade. E tornando-se conhecido, será possível ser mais valorizado, respeitado e preservado.
Leia mais: http://faunadocerrado.blogspot.com/2009/09/dia-nacional-do-cerrado.html#ixzz0zDaY4Ysq
Under Creative Commons License: Attribution
Onze de setembro. Ou doze, ou seja que data for, o importante é a conclusão a que devemos chegar, conforme o Salmo acima citado: Este é o dia que fez o SENHOR; regozijemo-nos, e alegremo-nos nele. Para alguns, esta data representa o dia em que receberam do Senhor um filho, sendo motivo de festa e comemoração a cada aniversário. Para outros, representa a data do casamento, o que para uma parte é motivo de júbilo e alegria, principalmente quando esse casamento é vivido a cada dia na presença do Senhor. E para alguns outros, esta data é motivo de luto, pela perda de alguma pessoa querida, fato que sempre será por eles lembrado, mesmo que seja apenas uma lembrança triste.
O que não devemos é considerar como uma data maldita, nenhum dos dias (Os quais foram feitos pelo SENHOR, lembre-se disto), por mais negros que tenham sido, ainda que alguns queiram até queimar livros, outros pessoas, ainda que seja uma data de algum massacre (e de massacre, a humanidade é repleta de datas...). Sempre haverá uma data negra para um povo, para uma nação, para um segmento religioso, e sempre terá sido pela ação da iniquidade do homem, desrespeitando a direção de Deus, mesmo que tal ato seja praticado sob a alegação de defesa do próprio Deus.
Será que as inúmeras manifestações que veremos hoje, e nos próximos dias, a respeito de um evento triste ocorrido há nove anos, não é um certo exagero? Será que não deveríamos estar sim, atentos e dispostos a evitar que essas datas se repitam, ao invés de repetir as imagens tristes? Como seria se tivéssemos internet, e toda esta cobertura, por exemplo para relembrarmos a terrível data, O massacre da noite de São Bartolomeu foi um episódio sangrento na repressão dos protestantes na França pelos reis franceses, católicos. As matanças, organizadas pela casa real francesa, começaram em 24 de Agosto de 1572 e duraram vários meses, inicialmente em Paris e depois em outras cidades francesas, vitimando entre 30 mil e 100 mil protestantes franceses (chamados huguenotes).fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Massacre_da_noite_de_S%C3%A3o_Bartolomeu
Não importa o dia, não importa o que, o que realmente importa é o futuro, e este foi garantido por Jesus naquela cruz, e NADA nem NINGUÉM pode mudar isso, por mais que o diabo tente, ele não chega nem perto, creia nisto.
" Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor. " (Romanos 8:37 a 39)
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Pare e pense
HOMEM DE FERRO - Herói sem frescuras
Hermes C. Fernandes
Na última terça-feira fui ao cinema com meus filhos para assistir ao segundo filme do Homem de Ferro (IronMan 2). Sem dúvida o melhor filme de super-herói que tenho visto em anos. Fotografia, impecável. Efeitos mais que especiais. E a trilha sonora… sem comentários. A sala estava lotada, mesmo sendo um dia não muito disputado. A maioria da platéia formada por marmanjões como eu. Gente que em sua adolescência devorava os gibis deste extraordinário herói da Marvel. Por que extraordinário? Deixe-me explicar.
Stan Lee é um gênio. Criador de heróis como o Capitão América, o Incrível Hulk, o Homem-Aranha, Thor, os X-Men, o Demolidor, a meu ver, ele se superou ao criar o Homem de Ferro. Diferente dos demais heróis, o Homem de Ferro não esconde uma identidade secreta, e tão-pouco possui superpoderes.
Diferente do Homem Aranha, ele não tem crise de identidade, típica de adolescentes. Tony Stark é um quarentão bem-sucedido que herdou do pai não apenas uma próspera empresa, mas também a obsessão pelo futuro.
Engana-se quem pensa que ele use máscara ou fantasia. O que ele usa é uma armadura. Todos os seus poderes estão nela. E faz questão de que todos saibam quem está por trás dela (pelo menos na versão cinematográfica).
Portanto, não há aquela neurose própria de super-heróis para preservar seu segredo a qualquer preço. Confesso que nunca entendi muito bem as razões pelas quais a maioria deles precisava se esconder. E mais incrível ainda para mim era a maneira como se disfarçavam. O Super-Homem, por exemplo, mantinha sua identidade secreta atrás dos óculos (se bem que os óculos daquela época eram bem grandes!). Não sei como cabia aquela enorma capa vermelha dentro de sua roupa civil. De repente, Clark Kent sumia, entrava numa cabine telefônica, rasgava a camisa e saía voando.
– É um pássaro!
- Não! É um avião!
- Também não! É o superman!
E a Mulher Maravilha? Era só dá uma rodada, tirar os óculos, soltar os cabelos, e pronto. Lá vai ela com seu laço mágico em seu avião invisível.
Será que ninguém era capaz de reconhecê-los simplesmente olhando em seus olhos?
Os olhos revelam muita coisa. Uma olhada é capaz de desvendar o que subjaz no recôndito da alma humana.
E o Hulk? Haja dinheiro pra comprar tanta roupa. Quando se via ameaçado de ter sua identidade revelada, saía de fininho em busca de outro lugar pra ficar, sempre ao som daquela musiquinha triste. Alguém aí se lembra disso?
Com o Homem de Ferro é diferente. Não há cabines telefônicas, nem alguma criptonita que o torne vulnerável. Jamais se sente ameaçado de ser descoberto, simplesmente porque não tem o que esconder. Ele é o que é.
Por isso me identifico tanto com este herói.
Semelhantemente, somos chamados por Deus a viver com o rosto descoberto, na liberdade do Espírito. A igreja deve prover aos seus membros um ambiente onde impere a graça, e não o preconceito. Ela não pode ser uma espécie de armário onde as pessoas escondam seu verdadeiro eu, tampouco os cultos devem ser um baile de máscaras.
Geralmente, quem mais julga os outros é quem mais tem o que esconder. Julgar e condenar terceiros é uma maneira de preservar sua própria identidade secreta. Porém, sempre fica um rastro… Basta as pessoas serem um pouco mais observadoras, e verão com quem estão lidando. O problema é que nem sempre se quer ver. Há sempre uma Lois Lane predisposta a se render à fantasia do outro, fazendo vista grossa aos indícios. Um dia alguém descobre a batcaverna, e aí, meu camarada… a casa cai.
Se a igreja fosse uma comunidade terapêutica onde todos se percebessem como pecadores carentes da graça, não haveria lugar para juízo, muito menos para hipocrisia.
Não temos superpoderes. Como o Homem de Ferro, nosso poder está na armadura. Por isso somos instados a nos revestirmos de toda a armadura de Deus, cujas peças estão listadas em Efésios 6.
Assim como Tony Stark, que recebeu uma espécie da marca-passo que o mantém vivo depois de ter sobrevivido à explosão de uma bomba em um teste mal sucedido de uma de suas armas, também recebemos um novo coração que nos possibilita nutrir os mesmos sentimentos que houve em Cristo Jesus.
É por essas e outras, que o Homem de Ferro segue sendo um dos meus heróis favoritos.
E também: http://www.hermesfernandes.com/
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Pare e pense
"Vinde, meninos, ouvi-me; eu vos ensinarei o temor do SENHOR. Quem é o homem que deseja a vida, que quer largos dias para ver o bem? Guarda a tua língua do mal, e os teus lábios de falarem o engano. Aparta-te do mal, e faze o bem; procura a paz, e segue-a. Os olhos do SENHOR estão sobre os justos, e os seus ouvidos atentos ao seu clamor. A face do SENHOR está contra os que fazem o mal, para desarraigar da terra a memória deles. Os justos clamam, e o SENHOR os ouve, e os livra de todas as suas angústias. Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito. Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR o livra de todas." (Salmos 34:11 a 19)
O Salmista fala em querer largos dias, para ver o bem, e dá a receita para aquele que assim deseja. A Bíblia está repleta de orientações, ensinamentos sobre a importância de uma vida sincera na presença dEle.
No pequeno texto abaixo, uma rápida meditação do pastor John Piper, quanto ao mesmo assunto: Desperdiçar a vida.
O que você tem feito com a sua? Nossa noção de tempo e espaço aqui na terra é muito imperfeita para avaliarmos a real importância da eternidade, mas pense comigo: O que são trinta, cinquenta, oitenta, cem anos vividos aqui nesta terra, se comparados com toda a eternidade? PENSE NISTO
É possível desperdiçar sua vida. Poucas coisas me fazem tremer mais que a possibilidade de tomar dom único que é a vida, e desperdiçá-lo. Toda manhã quando caminhava até a cozinha quando menino, eu via pendurada na parede a placa que agora está pendurada na minha sala: “Apenas uma vida que logo passará; somente o que é feito para o Cristo durará.”E hoje tenho quase 58 anos de idade, e o rio da vida transborda as cataratas dos meus dias com uma velocidade tremenda. Mais e mais eu sinto o cheiro da eternidade. E, ah!, como eu quero usar bem minha vida. Ela é tão curta e tão frágil e tão definitiva. Você obtém uma chance de viver sua vida. E então o julgamento. Eu falo como um pai que tem filhos da sua idade, e eu zelo junto com Jesus para que eles e você não desperdicem suas vidas. (“Don’t Waste Your Life*” de 29 de Dezembro de 2003)
Por John Piper. © Desiring God. Website: desiringGod.org
Original: Essential Piper. Website: desiringGod.org
Tradução: voltemosaoevangelho.com
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Pare e pense
“Ó nosso Deus, ouve a minha oração, atende a súplica deste teu servo. Para que todos saibam que tu, Senhor, és Deus, derrama as tuas bênçãos sobre o teu Templo, que agora está abandonado. Ouve, ó meu Deus, e atende a minha oração. Abre os olhos, vê a nossa desgraça e olha para a tua cidade. Fazemos os nossos pedidos por causa da tua grande compaixão e não porque sejamos bons e honestos. Ouve, ó Senhor! Perdoa-nos, Senhor! Atende-nos, Senhor, e vem ajudar-nos. Para que todos saibam que tu és Deus, não demores em nos socorrer, ó meu Deus, pois nós somos o teu povo, e Jerusalém é a tua cidade. Eu continuei a orar, e a confessar os meus pecados e também os do meu povo, e a fazer ao SENHOR, meu Deus, as minhas súplicas em favor do seu monte santo. Ainda estava orando quando Gabriel, o mesmo anjo que eu já tinha visto na visão, veio voando rapidamente e parou perto de mim.” (Daniel 9:17 a 21)
Daniel estava orando a Deus, buscando resposta para a questão das setenta semanas. Prostrando-se e confessando os pecados dele e de seu povo, implorava por misericórdia de
Deus, afirmando que seu pedido baseava-se na grande compaixão de Deus, e não em seu senso de justiça próprio. E Deus respondeu!
Deus, afirmando que seu pedido baseava-se na grande compaixão de Deus, e não em seu senso de justiça próprio. E Deus respondeu!
Quantas vezes permanecemos orando e buscando resposta de Deus, sem resposta aparente, não? Será que oramos da forma adequada, ou em oração tentamos convencer Deus de que somos merecedores de sua atenção? O que vemos nos cultos hoje em dia são pessoas convencidas por seus líderes de que possuem o direito de exigir de Deus aquilo que seu coração deseja. Pessoas que cobram de Deus que Ele, o criador de todo o universo, Senhor absoluto de toda a criação, se coloque na condição de mero gênio da lâmpada, atendendo a caprichos daqueles que proferem palavras mágicas, numa inversão cruel aonde aqueles que caem neste maligno enredo acabam por se decepcionar, e muitos até se desviam da fé cristã, embora o que aprenderam de seus falsos líderes nunca fosse realmente fé cristã.
E você, caro leitor? Hoje que chamar sua atenção para a real motivação de suas orações a Deus. Preste atenção na forma e conteúdo de suas orações. Você tem orado a Deus? E nessas orações, qual tem sido o tema central? Seu próprio umbigo? Como tem sido essas orações? Você demonstrando para Deus o quanto é bonzinho, justo e merecedor das bênçãos que solicita? Você tem olhado à sua volta e apresentado para Deus as necessidades de seu povo, de sua cidade?
PENSE NISTO
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Pare e pense
“Eu amo o Senhor, porque ele me ouviu quando lhe fiz a minha súplica. Ele inclinou os seus ouvidos para mim; eu o invocarei toda a minha vida. As cordas da morte me envolveram, as angústias do Sheol vieram sobre mim; aflição e tristeza me dominaram. Então clamei pelo nome do Senhor: "Livra-me, Senhor! " O Senhor é misericordioso e justo; o nosso Deus é compassivo. O Senhor protege os simples; quando eu já estava sem forças, ele me salvou”(Salmos 116:1 a 6)
CUIDADO COM A MAGIA NEGRA DA INGRATIDÃO!
Caio Fábio
Se sou tão ignorante como sei que sou, então, minha gratidão consciente diante de Deus sempre representa uma fração mínima do que seja o cuidado de Deus para comigo.
Na realidade todas as vezes que agradeço livramentos de Deus para comigo, na mesma gratidão consciente incluo todos os milhares de livramentos reais que nunca percebi.
Para cada livramento que vejo há milhares de livramentos que não vejo e que provavelmente apenas conhecerei na eternidade.
Muitas vezes me sinto como um retardado que agradece ao Pai por cuidados pequenos e interessantes a mim, enquanto tudo o mais é cuidado do Pai, embora eu somente veja os presentinhos ou os livramentos das barras pesadas.
Entretanto, o homem deve ser grato pelo menos pelo que veja...
Assim como somos responsáveis pelo irmão carente que vemos e podemos ajudar... [conforme I João], também somos responsáveis pela alegria em razão dos livramentos que se veja e se reconheça [...], embora a maturidade nos leve depois de um tempo a sermos também gratos pelo que não vemos; visto que aí estão os livramentos em quantidade muito maior.
Por isto todo dia agradeço ao Pai pelo que vejo e também pelo que não enxergo, pois sei que a multidão dos livramentos que recebo são maiores que minha própria ignorância, que é imensa.
Maiores são os livramentos divinos que não vejo do que os que eu percebo.
Quando alguém aprende o tamanho de sua própria ignorância acerca do que esteja acontecendo na vida — de mundos micro-bióticos invasivos e letais, até acidentes fatais que não vemos em razão de termos sido poupados até de enxergá-los —, então, daí em diante, o que não lhe faltará jamais será gratidão no coração, posto que tal consciência saiba que para cada razão consciente de gratidão, há milhares de livramentos invisíveis, que desconhecemos, mas que podemos ter certeza de terem acontecido; pois o mundo que não vejo, para o bem e para o mal, é infinitamente maior do que o mundo que vejo e percebo como real.
É a mesma coisa com o pecado oculto e que coabita com minha ignorância.
Sim, para cada pecado consciente que cometo ou me dou conta de ter cometido, há os milhares de pecados que nem vejo, nem percebo ou nem mesmo discirno... — tamanha é minha ignorância até mesmo acerca do meu pecado e da extensão dele.
Do mesmo modo e talvez em extensão bem maior, é o que acontece em relação ao livramento de Deus, que não somente é maior do que o meu pecado, mas, sobretudo, é infinitamente maior do que a minha percepção da própria Graça que eu recebo sempre.
Portanto, a expressão “andar de joelhos” não é um exagero, pois, se meus olhos se abrissem, e eu visse a grandeza do que me salva e me poupa todos os dias, seria assim que minha alma me impeliria a andar sobre o chão da terra: de joelhos...
Todavia, como eu sei que nada sei, e como sei que mesmo sem saber de nada sou salvo de tudo o que ignoro, então, sabendo factualmente ou não de qualquer coisa em meu favor, por meramente saber de minha própria ignorância..., ando de joelhos sobre o chão da consciência da minha ignorância e sobre o chão da Graça de Deus que é maior do que eu consiga discernir.
Por isto quem reclama e murmura peca de modo abominável!...
Sim, pois não vê tudo o de que já foi livre e está sendo livre; e, muitas vezes, ignora coisas das quais se está sendo livre até mesmo por meio daquilo que na hora se veja como algo não grato e não agradável.
É por causa de tantos livramentos invisíveis e de tantos livramentos visíveis... que todo aquele que se torna ingrato e murmurador pratica algo mais abominável do que feitiçaria e bruxaria.
Portanto, pare de reclamar... Pare de se auto-vitimar... Pare de murmurar... Pare de apenas achar que a bondade de Deus é o que nos seja visível e gostoso...
Sim, pois toda ingratidão murmuradora se torna como uma grande magia negra para a alma daquele que a pratica.
Sem gratidão pelo que se vê e pelo que se não vê... não existe a menor chance de que alguém prove a alegria do amor de Deus em todas as coisas.
Ora, tudo o que digo aqui é verdade absoluta!
Sim, não está aberto a discussões...
A menos que alguém deseje jogar-se contra a Rocha dos Séculos a fim de ficar todo esbagaçado pela realidade da existência.
É assim que é, e ninguém o fará ser diferente!
Nele, de Quem me vem tal certeza,
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Pare e pense
Livres para arriscar
Pastor Júnior
Tenho pensado e meditado na importância de termos a nossa visão aberta e a nossa mente livre para vizualizar o invisível. Digo isto não na perspectiva de experimentarmos algumas circunstâncias novas, que serão moderadamente animadoras. Estou dizendo de um descortinar de visão, sonhos, projetos em relação ao lugar onde estamos inseridos, seja ele um ambiente fisíco, social ou mesmo profissional.
Para conseguirmos enxergar o novo, aquilo que ainda está encoberto para nossa vida, precisamos nos desgarrar primeiramente de nossas experiências anteriores. Sejam elas positivas ou negativas. Daí se explica o espírito empreendedor, desafiador e instigante do jovem. Exatamente pela falta de grandes experiências passadas, sua mente é livre para imaginar, criar, planejar coisas. Simplesmente pelo fato de não saberem que pode dar errado. Por isso é importante dispormos a nossa mente a essa "desintoxicação" para que experimentemos coisas inéditas em nossa vida.
Entendo, portanto, as palavras de Paulo que diz "esquecendo-me daquilo que ficou para trás, eu avanço para alvo...". E também: "... transformem-se pela renovação da sua mente ...". E ainda: ..."andemos em novidade de vida".
O apóstolo está dizendo que os padrões, as referências, as experiências passadas não são os elementos suficientes para nos servir de base, de fundamento para o que está adiante de nós.
Para sonharmos coisas novas, devemos nos livrar de qualquer estrutura, metodologia, estratégia anteriores. Do contrário, correremos o risco de não identificarmos os novos rumos que o Pai quer dar pra nossa vida. Passaremos ao largo das oportunidades inéditas, revolucionárias e surpreendentes que poderíamos experimentar.
Deus quer te dar algo novo, que te instiga, que mexe com seus nervos, que mexe com você. Se empenhe em buscar ver o invisível. Arrisque acertar, basta você se livrar do medo de falhar. Se não precisássemos assumir riscos, a palavra coragem não estaria na bíblia, certo?
No amor daquele que tem muitas coisas pra nós ainda,
Júnior
O pastor Júnior é pastor da igreja Sal da Terra em Goiânia
domingo, 5 de setembro de 2010
BANDA SAL PRAISE NA TV - Ituiutaba(MG)
Assista à apresentação ao vivo da banda Sal Praise, grupo genuinamente cristão, formado há mais de dez anos e que se mantém fiel à palavra, com adoração verdadeira e com humildade vem desmontando resistências e marcando presença e fazendo a diferença aonde se apresenta.
Minha homenagem à Franciele e todo o grupo, em especial ao pastor Protásio, homem de Deus, profeta do Altíssimo, que permanece firmado sobre a rocha.
Minha homenagem à Franciele e todo o grupo, em especial ao pastor Protásio, homem de Deus, profeta do Altíssimo, que permanece firmado sobre a rocha.
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