Para ler NO Deserto

“Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia; porque tu ouviste, naquele dia, que estavam ali os anaquins, bem como cidades grandes e fortificadas. Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como ele disse.”(Josué 14:12)

VISITANTE NUMERO


Visualizar estatísticas do Blog

PÁGINAS DO BLOG

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Exortação - Analise sua Liderança...

O texto abaixo foi extraído do PAVABLOG, um blog cristão. Leia até o final pois esse texto do pastor João A. de Sousa Filho é algo inspirado por Deus, e tem o intuito de alertar a igreja invisível sobre um grande mal que permeia diversas comunidades cristãs nos dias atuais. Eu mesmo fui testemunha recentemente de algo assim...


Ao longo dessas quase cinco décadas de ministério pastoral comecei a observar a tendência da igreja brasileira e os rumos que tomou. Depois que li uma pequena nota de Renato Vargens no blog http://www.pulpitocristao.com achei que poderia contribuir acrescentando 7 características da nova liderança pentecostal. Com o surgimento dos movimentos pentecostais novos, comumente chamados de neopentecostais, algumas características se tornam evidentes na liderança dessa parcela eclesiástica.

Contrariamente às recomendações de Pedro aos líderes da igreja de que o líder deve ser (1) testemunha (mártir) dos sofrimentos de Cristo; (2) de que não deve exercer o pastoreamento por constrangimento, isto é, obrigado a pastorear como se a igreja dependesse dele; (3) de que não deve andar de olho no dinheiro alheio (sórdida ganância) e (4) de que não deve ser dominador do povo, ou do rebanho porque este é de Deus, muitos dos atuais líderes da igreja, especialmente os que ostentam o título de apóstolos agem no sentido oposto. Procure ler o texto de 1 Pedro 5.1-4.

A seguir colhi sete características dessa liderança atual – que não é apenas da liderança neopentecostal, mas também de muitos líderes de igrejas pentecostais históricas.

1. Autoritarismo. Tais líderes advogam a si o direito de ter a palavra final em questões doutrinárias e de práticas cristãs. Creem que podem criar novos padrões de ensinamento e neles atrelar a congregação. Era assim também no passado quando pastores de denominações pentecostais decidiam o que o povo devia usar, o que pensar e em como viver. Felizmente algumas denominações amadureceram e abandonaram tais práticas que vêm sendo adotadas com grande ardor pelos novos líderes pentecostais. As pessoas são orientadas a viverem conforme o pensamento do líder e de maneira a agradá-lo. A “doutrina” ou ensinamento apostólico foi por eles aperfeiçoado, porque tirou do povo o direito à vida e de decidir o que fazer e de como viver.

2. Dominadores do rebanho. Hoje os apóstolos, bispos, presbíteros e pastores – não importa o título que ostentem – decidem se os membros devem celebrar o Natal, os alimentos que devem comer, as festas que podem participar, os DVDs que devem assistir e quais igrejas ou congregações podem visitar.

Tal autoritarismo não é próprio apenas de igrejas neopentecostais, mas também de alguns que se dizem “igreja” sem nome; comunidades cristãs, etc. que mantêm sob regras rígidas o comportamento e o estilo de vida de seus membros, ou discípulos. É possível ver este autoritarismo em várias denominações também. Nunca ouse pensar ou agir de maneira que contrarie seu líder! O líder é o novo paradigma ou modelo de fé a ser seguido, e não os modelos da Bíblia.

3. Ganância financeira e luxúria. A ostentação de riqueza, o ganho fácil e a confortável vida movida a aviões particular, helicópteros e festas não é própria apenas dos neopentecostais, mas também de outros segmentos da igreja – uma dessas igrejas, até bem tradicional, em que seu líder se locomove para a casa da montanha de helicóptero, enquanto exige que seus membros nem televisão possuam!

Enquanto milhares de obreiros residem em casas modestas no meio de sua comunidade, ao nível do povo que pastoreiam, vivendo na simplicidade, buscando o mínimo de conforto, outros se afastam do meio do rebanho e passam a viver em condomínios inacessíveis ao povo. Sua congregação não tem acesso a casa deles – diferentemente de quando nossa casa estava aberta aos irmãos. Essa é a nova cara da liderança eclesiástica da igreja brasileira.

4. Usam o púlpito como arma de ataque. Por trás do carisma que lhes é peculiar tais ministros fazem o que querem com o povo; se justificam, demonstram humildade e santidade e aproveitam para atacar sutilmente os que lhe desobedecem as ordens. Frases como “aconteceu tal coisa porque não ouviu o homem de Deus” é comum ouvir de seus lábios. É a justificação de uma aparente santidade. As pessoas precisam vê-los como homens de Deus, líderes espirituais íntegros; no púlpito diante de seu povo riem, choram, profetizam, pulam, gesticulam e pregam mensagens de prosperidade. Assim, conseguem encobrir do rebanho suas verdadeiras intenções, para que este não se interesse em saber como é a vida deles no dia a dia de sua vida particular.

E grande parte dos crentes defende o estilo de vida de seus líderes, e se dobra perante eles como faziam os escravos diante de seus senhores.

5. A sacerdotização do ministério. Alguns desses novos líderes criaram a nova casta de “levitas” que são os que cuidam do louvor da igreja, mas criaram também a “família sacerdotal” que é composta do líder e de seus familiares, num atentado grotesco ao verdadeiro sacerdócio de Jesus Cristo. Muitos, ainda que reneguem publicamente tal conceito, ostentam-no no ensino aos seus líderes, isto é, estes são orientados a considerá-los sacerdotes de Cristo a serviço do povo. “Nós somos sacerdotes” de Deus para cuidar do rebanho, dizem, quando biblicamente toda a igreja é povo sacerdotal!

6. O reino deles é deste mundo. A nova liderança dos neopentecostais tem outro foco que não é o reino de Deus futuro, mas o reino deles, agora. Eles têm prazer nas coisas do mundo. Seu império particular e o império de sua denominação ou de suas comunidades constituem o reino deles na terra. Enquanto todos os demais trabalham para a vinda do reino, esses novos líderes creem que estão no reino, e que já são príncipes de Cristo aqui na terra. E para viver como príncipes, formam seu séquito de seguidores que os servem humildemente. Enquanto Jesus apontava para a chegada iminente do reino de Deus, a nova liderança da igreja crê que vive o reino, aqui e agora!

Por isso intrometem-se na política, pensando que por ela governarão na terra e trarão o governo de Cristo aos homens. E, da mesma forma que entram na política e buscam para si títulos políticos, se prostituem com o sistema e podem ser vistos agradecendo a Deus pelas graças recebidas, como no caso dos deputados evangélicos neopentecostais do Distrito Federal. Estes são a pontinha do iceberg, porque existem milhares de pastores vendidos ao mundo e que recebem polpudas somas de dinheiro para transformar sua congregação em curral eleitoral.

7. Acreditam que o juízo dos crentes não é para eles; porque estão acima dos demais. Por isso, perderam o temor de Deus e nem imaginam o que lhes espera no dia do juízo de Cristo, quando todos haveremos de prestar contas. Quando se perde o temor de Deus leva-se uma vida desenfreada de pecado, escondida sob o manto da espiritualidade e da vida piedosa.

Criticam a Balaão mas vivem como ele, profetizando em nome de Deus, mas de olho nos bens de Balaque – porque são insaciáveis financeiramente. São estes os novos líderes que à semelhança de Coré, Datã e Abirão defendem seu sacerdócio e proclamam que também “têm direitos espirituais”, como nos dias de Moisés. À semelhança de Caim pecam voluntaria e conscientemente, esquecendo que já receberam na testa o sinal de Deus que os manterá sob juízo e condenação.

À luz dessas sete características é possível identificar o tipo de igreja que se frequenta, o tipo de líder que se obedece e decidir se deve seguir o caminho do discipulado cristão ou se fará parte do novo reino dos deuses da terra.

João A. de Souza Filho, pastor e escritor.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Pare e pense

“Mas o SENHOR Deus aprovava o que Noé fazia. Esta é a história de Noé. Ele foi pai de três filhos: Sem, Cam e Jafé. Noé era um homem direito e sempre obedecia a Deus. Entre os homens do seu tempo, Noé vivia em comunhão com Deus.” (Gênesis 6: 8 a 10)
                Em outra versão diz: “Porém Noé achou graça diante do Senhor.”Compare o texto acima com o relato de Gênesis 9:20 a 23. Mesmo com o testemunho de Deus de que Noé era um homem direito e que sempre obedecia a Deus, ele continuava humano, e portanto, sujeito a falhas. Deus operou uma das maiores maravilhas do mundo através de Nóe, no episódio do dilúvio. Antes que ele se julgasse o cara mais perfeito da terra, sua natureza humana escancara para todos suas fraquezas. Reforça que mesmo sendo homem direito e que sempre obede a Deus, ainda assim, carece da maravilhosa GRAÇA de DEUS. E você? Pode orar comigo neste momento, reconhecendo a fraqueza humana e nossa total dependência da GRAÇA de Deus?

segunda-feira, 3 de maio de 2010

“Os homens de Israel aceitaram a comida deles, porém não pediram conselho a Deus, o SENHOR. Josué fez um acordo de paz com os gibeonitas, prometendo que não seriam mortos. E os líderes do povo de Israel juraram que cumpririam a sua palavra.” (Josué  9:14 a 15)
Não pediram conselho a Deus! Quantas vezes em nossas vidas procedemos da mesma forma? Fazemos planos, tomamos decisões, damos passos, sem consultar a Deus? Os homens de Israel estavam bem intencionados, não fizeram por mal, apenas julgaram pelo que estavm vendo, e foram enganados... Fizeram uma aliança com os inimigos pois não consultaram a Deus. Eu vejo aqui dois pontos:
Primeiro: A necessidade de orar, conversar com Deus, procurar discernimento para todas as decisões, mesmo que aparentemente esteja tudo claro (para eles estava, voce concorda?)
Segundo:  CUIDADO com alianças firmadas. Para Deus isto é coisa muito séria. Tanto que, mesmo tendo sido enganados para firmar a aliança, os homens de Israel ficaram permanentemente obrigados a cumpri-la, inclusive sofrendo sérias consequências quando essa aliança “forçada” foi quebrada (leia 2 Samuel 21).
Pense nisto.

domingo, 2 de maio de 2010

Pare e pense

“...e, quando ele já estava velho, fizeram com que o seu coração se voltasse para deuses estrangeiros. Ele não foi fiel ao SENHOR, seu Deus, como Davi, o seu pai, havia sido. Salomão adorou Astarote, a deusa de Sidom, e Moloque, o nojento deus de Amom. Ele pecou contra o SENHOR e não foi fiel a ele como Davi, o seu pai, havia sido.” (1Reis 11:4 a 6)
                Uma das maravilhas que temos na Bíblia, é que Deus não esconde os erros dos grandes homens. Na Bíblia estão registrados os acertos, assim como os erros. Com Salomão não foi diferente. Mesmo sendo dotado da maior sabedoria que já existiu, tendo sido reconhecido e reverenciado pelo mundo todo de sua época, ele também “escorregou”. Lamentavelmente o que lemos é que ele não foi fiel a Deus, como Davi havia sido! Isto é, ele não percebeu seu afastamento de Deus, não se arrependeu de seus erros e nem pediu perdão por eles, gerando o juízo de Deus, proferido nos versículos 9 a 13 do capítulo 11.
                É necessário desenvolvermos espírito como o de Daví, e constantemente orar como ele:  “E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.” (Salmo 139:24). Como está sua sensibilidade quanto a fazer (ou deixar de fazer) aquilo que agrada a Deus? Cuidado com senso de justiça próprio! 
Pense Nisto

sábado, 1 de maio de 2010


“E disse Jesus: “Sigam-me, e eu os farei pescadores de homens”.(Mateus 4:19)

Jesus chamou os pescadores Simão e André para uma mudança radical. Mas, ele falou numa linguagem e usando conceitos do dia a dia deles. Eles não deixariam de pescar. Eles simplesmente mudariam seu alvo. Muitos fogem de Jesus e evitam contato com ele, pois temem que ele vai mudar tudo, tirando o que mais queremos. Isto é um grande engano. Na verdade, Jesus quer é levar você a realizar aquilo para o qual você foi destinado antes que nasceu. Logo no começo, Pedro quase desistiu de seguir Jesus. Ele rogou que Jesus fosse embora (Lc 5:8). Mas, três anos depois, mesmo diante de ameaças das maiores autoridades do país, ele se recusou a parar de pescar homens (Atos 4:20). Por quê? Porque ele descobriu Quem o criou e a missão para a qual ele foi criado. Você já descobriu a sua missão? Você está contente onde está, ou já sente uma certa agitação quando você escuta ou lê as palavras de Jesus? Seja qual for sua profissão ou estado agora, uma coisa é certa - Jesus tem planos para você. Você está pronto para saber quais são eles? É só dizer a ele "Senhor, estou pronto." Não vai demorar muito e Jesus começará a lhe mostrar.
Oração: Soberano Deus, obrigado por nos criar com um propósito muito além da nossa imaginação. A vida com Jesus é tão boa que as surpresas nunca acabam. Por favor, tenha paciência conosco quando demoramos a entender. Continue nos chamando, continue nos mostrando. Oramos por todos aqueles que ouvirão o chamado de Jesus esta semana. Que possam ter a coragem de confiar nEle e a ousadia para descobrir seu maravilhoso plano para cada um de nós. Em nome de Jesus oramos e agradecemos. Amém. 
Fonte: "Jesus disse" é um devocional diário baseado nas palavras de Jesus do site www.hermeneutica.com. Copyright © 2009 Dennis Downing. Todos os direitos reservados. Visite o devocional em http://www.hermeneutica.com/jd.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Pare e pense

              “Portanto, levantem as suas mãos cansadas e fortaleçam os seus joelhos enfraquecidos.  Andem por caminhos aplanados para que o pé aleijado não manque, mas seja curado.Procurem ter paz com todos e se esforcem para viver uma vida completamente dedicada ao Senhor, pois sem isso ninguém o verá. Tomem cuidado para que ninguém abandone a graça de Deus. Cuidado, para que ninguém se torne como uma planta amarga que cresce e prejudica muita gente com o seu veneno.(Hebreus 12:12 a 15)
                Preste atenção na leitura de hoje. Através da carta aos Hebreus, Deus nos orienta a levantar as mãos cansadas, fortalecer os joelhos enfraquecidos, andar pelos caminhos retos e assim ver a restauração do doente. Manda ainda buscar a PAZ e santidade, alertando ainda para que ninguém abandone a GRAÇA, nem se torne uma planta amarga (raiz de amargura, na versão corrigida).
             Como anda seu relacionamento com Deus? Voce se considera carente da GRAÇA, ou, como muitos crentes ( Já ví até pastor) voce tem se declarado perfeito? Sim, pois a GRAÇA de Deus está destinada a quem dela precisa, concorda? Aquele que não tem pecado, se considera acima dos humanos mortais, não necessita da GRAÇA de Deus. (Separou-se da GRAÇA, como diz o texto). O resultado, quando assim procedemos, é ver brotar neste coração sem-graça, um monte de “raiz de amargura”, algo que contamina muitos ao redor.
                E você, caro leitor? Busque a presença de Deus, implore por sua infinita GRAÇA e Misericordia, assim você verá os MILAGRES que Deus tem preparado para a sua vida!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Pare e pense


“Paulo,
            apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus,
            aos santos que estão em Éfeso,
                        e fieis em Cristo Jesus”.
Efésios 1.1 Thompson (Contemporânea)

SANTO? EU?
Carta aos Efésios

Para você alguém inteligente é necessariamente sábio? Segundo o dicionário, inteligência é a “faculdade de entender, pensar, raciocinar e interpretar, é a compreensão e o conhecimento profundo”. E sabedoria é “a grande soma de conhecimentos, é o saber, a ciência, juízo, bom senso, razão, retidão”. E agora o que você acha? Uma pessoa inteligente é também um sábio? Você é inteligente ou sábio? Ou ambos?

A definição teologica para sabedoria certamente pode nos ajudar a entender melhor! No sentido teológico, sabedoria é o “conhecimento inspirado das coisas divinas e humanas”. Agora sim creio que dá para você observar a distância entre inteligência e sabedoria. “inteligência é como um farol que ilumina seu caminho, mas que não te faz caminhar”. Já a sabedoria nasce do coração de Deus para o homem, assim o principio da sabedoria é o temor a Deus. Percebe? Você é inteligente ou sábio? Ou nenhum dos dois?

Eu pensava que inteligência e sabedoria eram a mesma coisa. Agora seguindo essa mesma linha de pensamento, que relação há entre “santos” e “fieis em Jesus”. Você diria que são características necessariamente relacionadas? Se você se diz cristão fiel então considerariamos também que é um santo de Deus?

O apóstolo Paulo, o mais provável autor da carta aos efésios, inicia a carta destacando os destinatários. Acredita-se que essa carta não era exclusivamente para os cristãos de Éfeso, mas uma carta geral a várias comunidades. Analisando o escrito, podemos ver que Paulo não destina a dois tipos de pessoas, mas a uma só: Aos santos que são fieis a Jesus Cristo. Vale ressaltar que em nenhuma versão bíblica o apóstolo ressalta que os tais “santos” são super humanos dotados de poderes ou algo do gênero.

Conclusão: Definição biblica para santo é: aquele “que serve a algum uso sagrado, dedicado, consagrado a Deus”. Em outras palavras, santo é aquele que é “separado para Deus”. Quando confessamos os nossos pecados em sinal de arrependimento, e cremos com o coração que Deus ressuscitou Jesus dentre os mortos, somos feito santos de Deus, sabia? Porém permanecer em santidade (separado, fiel, obediente), é uma decisão diária. Enfim, você é um santo de Deus ou não? Pense nisto.

                Boa Quinta

               Fonte:      www.umbet.org.br

Pare e pense especial:

GOIÂNIA PRECISA DE UM TRABALHO ASSIM... Por que será que muitas igrejas preferem realizar trabalhos evangelísticos "do outro lado do mundo"?...


A Cracolândia vai virar Cristolândia



Conheça algumas das missões evangélicas atuando na Cracolândia. Ali crentes têm enfrentado grandes desafios. Os relatos a seguir emocionam.

Localizada no centro de São Paulo, a Cracolândia é uma ferida aberta a revelar o terror do universo dos drogados no estado mais bruto. Em alguns pontos, os viciados tomam completamente o espaço público, calçadas e ruas, chegando a dificultar o trânsito de carros. O vai e vem é interminável. Diante do quadro de penúria dos corpos mutilados pelo crack, tem-se a impressão de estar diante de zumbis. A droga descola as pessoas da realidade. Luz ou noite, tudo igual. Passam dias sem comer ou dormir. O pouco que resta do raciocínio é totalmente devotado ao esforço de obter mais droga.

Furto, prostituição, mendicância. Tudo gira em torno da droga. O mundo prefere pensar que a este local não existe. Mas existe. É a realidade de milhares. Presos em uma armadilha de onde não se sai sozinho e a ajuda é escassa. O estado não assume a tarefa e esta é uma missão que poucos crentes têm a coragem e o preparo para enfrentar.

Na mente dos missionários atuando no local está a certeza de que esta é a vontade do Senhor, pois foi em cenários parecidos que Jesus atuou quando cruzou os limites das colônias de leprosos e das áreas marginalizadas durante Seu tempo entre nós.

Raspa do chifre do diabo

O Crack é um subproduto da Cocaína que até a última década era descartado devido a sua toxidade extremada até para os padrões dos traficantes. Atualmente, a droga é largamente vendida e é fumada em cachimbos improvisados. O Crack é uma droga poderosa que consome o físico e a mente e mata a maioria dos usuários em pouco tempo. O seu baixo preço a faz a droga dos mais pobres e marginalizados.

Alguns especialistas dizem que devido ao baixíssimo nível sócio-econômico do consumidor de crack e, consequentemente, a sua pouca expressão social, falta vontade política às autoridades para tomarem providências efetivas. Até mesmo o combate ao comércio da droga, não parece gerar interesse no poder público, como ocorre quando se trata de combater crimes de maior visibilidade.

As iniciativas do poder público no sentido de abordar a questão não passam da retórica. Quem tem feito a diferença são os cristãos evangélicos atuando no local. Já há vários grupos trabalhando na área e estão obtendo bons resultados em prol da vida e do Reino.

Um dos projetos no local desde o início de 2009 é o Radicais Brasil da Junta de Missões Nacionais, dos Batistas. Liderados pelo casal de missionários Humberto e Soraya Machado, o grupo circulou entre becos e favelas da capital, mostrando aos marginalizados que há esperança, apesar das circunstâncias.

Caminhar lado a lado com a população de rua, demonstrando interesse por suas vidas foi essencial para que o projeto se desenvolvesse. Logo nas primeiras ações, os Radicais presentearam com um par de muletas uma moradora de rua – grávida de sete meses e com uma fratura na perna, já que a sua havia sido roubada. “Ela chorava muito, e nós, que estávamos ali naquele momento, tínhamos que dar uma solução. Oramos, conversei com ela e pedi que me aguardasse. Voltaríamos com a resposta. Era desafiador… a garota não tinha como sair daquele lugar”, explicou Soraya. Mais tarde, a solução: um novo par de muletas. Daí por diante a confiança estava estabelecida. Ouviam-se dos marginalizados comentários do tipo: “Eles são sérios e fazem um excelente trabalho… eles são de Deus!”.

Os frutos que surgem precisam de um acompanhamento diário, sendo, em sua maioria, encaminhados para casas de recuperação, onde também recebem o discipulado. No trabalho com marginalizados, não basta retirar as pessoas das ruas. É necessário alcançar o foco do problema. Por isso, foi preciso alargar a tenda, alcançando também a Comunidade do Moinho, local de onde vem grande parte das drogas consumidas na Cracolândia. Paralelamente ao trabalho espiritual, os Radicais realizam atendimentos sociais, tais como cortes de cabelo, orientações médicas e atendimento diferenciado às crianças. Como resultado desse período de atuação, algumas famílias já se decidiram por Cristo.

O testemunho de G

Um dos frutos gerados na Cracolândia é a jovem G. Em julho de 2009, soube da atuação dos Radicais e decidiu procurá-los a fim de encontrar libertação. Apesar de tímida, contou que havia deixado a Bahia após algumas desavenças familiares. Chegando a São Paulo, se virou como pôde para se alimentar e conseguir abrigo. No crack viu a forma mais barata para fugir dos problemas, mas o que não sabia era que essa viagem custaria nada menos que anos de vida. Contou que tinha uma filha, que era cuidada por uma amiga. Quando dava, fazia uma breve visita para controlar a saudade, mas a tentação das drogas falava mais alto, fazendo-a retornar às ruas. Felizmente, após ser encaminhada para uma casa de recuperação, G. encontrou um novo caminho e, no dia 27 de Dezembro de 2009, confirmou sua decisão por Cristo, descendo às águas batismais na Primeira Igreja Batista de São Paulo (igreja que dá o apoio logístico e institucional ao projeto). A emoção foi grande e a certeza de se estar no caminho certo ainda maior.

Projeto Retorno (Igreja Quadrangular) e Missão Cena

Outra missão dando muitos frutos para o Reino no local é o Projeto Retorno, com muita experiência em ações com tribos urbanas. O casal responsável pelo ministério na Cracolândia é o Pr. Jair e a esposa Nildes Nery, que, em uma atitude ousada, se mudaram com as filhas Talita e Lais da Bahia para São Paulo encarando o desafio proposto pela Igreja do Evangelho Quadrangular. Hoje eles não somente trabalham, mas também moram no coração da Cracolândia, arriscando a própria segurança e esquecendo a própria comodidade pelo Reino na vida dos usuários de crack. Além da missão junto aos viciados, o casal também atua coordenando a ações de dezenas de jovens em prol da cidadania de homossexuais e prostitutas atuando na área.

A Missão Cena é outra missão atuando na área. Esta turma do bem coopera para os serviços básicos da população local oferecendo meios de higiene pessoal, assistência médica, roupas, alimentação, cursos e atividades interativas, como danças, artesanatos, capoeira e outras. 

“Agora que vi, sou responsável” 

Thaís Chioqueti conta como foi sua primeira experiência no local: Um dos jovens da igreja sugeriu um programa diferente para nossa reunião e programou uma “visitinha” ao local para distribuirmos comida. Compramos 300 hot-dogs e juntamos 30 jovens em um sábado à noite. Não deu nem pro cheiro... Saímos do espaço da Missão Cena, todo mundo feliz e alegre, com os celulares devidamente escondidos nos bolsos, bandejas e mais bandejas com lanches e garrafas de suco. Depois de uns cinco minutos de caminhada viramos uma esquina. Naquele momento as 30 pessoas com lanches foram literalmente engolidas por uma multidão de – sem exageros – umas 500 pessoas moradoras de rua, profundamente drogadas, bêbadas, sujas e o que mais você imaginar. Foi um soco no estômago. O inferno existe mesmo e fica ali na Cracolândia, com certeza. Os 300 lanches acabaram em cinco minutos, muita gente ficou sem. É incrível imaginar como aquele mar de gente vive ali, todas as noites... ex-psicólogos, ex-universitários, ex-advogados e também ex-pastores. Os que não estavam “lesados” demais conversavam com a gente e naquele momento vimos como os vícios e os prazeres da carne roubam a identidade das pessoas. Ninguém era alguém lá. Todo mundo era escravo da droga e fim. Foi um baque para o grupo todo. O mais incrível é perceber que a maior transformação aconteceu dentro de mim. É como aquela música da Brooke Fraser que diz: “Now that I have seen, I am responsible” (“Agora que vi, sou responsável”). Deus me lembrou o quanto Ele é misericordioso comigo e o que Ele espera de mim com relação a seus outros “filhinhos”.

E quem mais pode ajudar
Há outros grupos de evangélicos atuando na área, em maior número do que este espaço nos permite honrar. Se o poder público não quer despender esforços no resgate destas vidas, ou mesmo não acredita que tais vidas possam ser resgatadas, há quem pense diferente. Um grupo valoroso de evangélicos brasileiros vive a certeza de que o esforço compensa. Nossa gente sabe que não existe droga que não se consiga vencer pelo Sangue de Jesus! A mentira do Crack é apenas mais uma causa derrotada do inimigo. Em Jesus, os crentes irão transformar, em pouco tempo, a Cracolândia em Cristolãndia, para a honra e glória de Quem nos sustenta.

Provérbios 23:32-25 No fim, picará como a cobra, e como o basilisco morderá. Os teus olhos olharão para as mulheres estranhas, e o teu coração falará perversidades. E serás como o que se deita no meio do mar, e como o que jaz no topo do mastro. E dirás: Espancaram-me e não me doeu; bateram-me e nem senti; quando despertarei?…

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Pare e pense

“Esperei com paciência pela ajuda de Deus, o SENHOR. Ele me escutou e ouviu o meu pedido de socorro.Tirou-me de uma cova perigosa, de um poço de lama. Ele me pôs seguro em cima de uma rocha e firmou os meus passos. Ele me ensinou a cantar uma nova canção, um hino de louvor ao nosso Deus. Quando virem isso, muitos temerão o SENHOR e nele porão a sua confiança.” (Samos 40:1 a 3)
                Davi neste Salmo de Louvor e súplica a Deus, louva por livramentos passados, se oferecendo em dedicação a Deus. Quem nunca se sentiu assim, numa cova perigosa, num poço de lama? É por demais maravilhoso perceber que Deus nos tira, sempre, de situações assim. Quando o Salmista diz “Ele me pôs seguro em cima de uma rocha e firmou os meus passos”, indica, além do livramento de Deus, um processo na vida da pessoa, onde o “firmou os meus passos” nem sempre é um processo indolor, mas necessário para o restante da caminhada. Após o processo de cura, de livramento, onde o servo de Deus declara que aprendeu inclusive um novo cântico, um hino de louvor a Deus, as demais pessoas, ao ver esse exemplo de vida, temerão e confiarão no Senhor. Esteja preparado.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Pare e pense

“Alguns homens de Jericó foram falar com Eliseu e disseram: — Como o senhor sabe, esta cidade é boa, mas a água não presta e provoca abortos. Então Eliseu mandou: — Ponham um pouco de sal num prato novo e tragam para mim. Eles levaram, e Eliseu foi até a fonte, jogou o sal na água e disse: — O que o SENHOR Deus diz é isto: Eu fiz esta água ficar pura, e ela não provocará mais mortes nem abortos. E aquela água ficou pura até hoje, como Eliseu disse que ia ficar.” (2Reis 2:19 a 22)
                Água representa vida. Uma fonte de água contaminada não tinha serventia alguma, pelo contrário, ainda representa perigo. Deus usou o sal, um elemento indesejado em uma fonte de água potável, para purificar aquela fonte, demonstrando para aquele povo, que o Senhor Deus é quem purifica realmente. Jesus disse que aqueles que cressem nEle seriam como rios de águas vivas (João 7:38), cheios do Espírito Santo de Deus, seriam como essa fonte em que Eliseu jogou um prato de sal. Outrora um manancial de águas contaminas se tornando um rio cristalino, jorrando da Graça de Deus. Você crê nisto?   "Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens." (Mateus 5:13)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Pare e pense

                         “Durante o reinado de Davi, houve uma grande fome, que durou três anos seguidos. Por isso, Davi consultou a Deus, o SENHOR, e ele respondeu: — Saul e a sua família são culpados de assassinato: ele matou o povo de Gibeão. O povo de Gibeão não era israelita. Eles eram um pequeno grupo de amorreus que os israelitas tinham prometido proteger; mas Saul havia tentado acabar com eles por causa do interesse dele pelo bem do povo de Israel e de Judá. Então Davi chamou o povo de Gibeão.” (2Samuel 21:1 a 2)
              O texto escolhido para a meditação de hoje, é o mesmo do dia 24.04, não por acaso. Uma pergunta está "latejando" em minha mente desde sábado: Como que Davi, um homem que buscava a presença de Deus diariamente, levou três longos anos de provação para perceber que algo estava errado, algo estava "bloqueando" as bênçãos e trazendo maldição?
            Comigo também não foi diferente. Hoje, olhando para trás, e vendo o que Deus fez, consigo perceber claramente o quanto demorei para entender. Mesmo buscando a Deus diariamente, o discernimento do que eu precisava corrigir em minha vida somente veio após ouvir, daquele que se dizia meu pastor, que eu não deveria mais ir à “sua igreja”, pois devido à minha situação de saúde e principalmente situação financeira, a minha presença “envergonhava a igreja” (segundo as palavras dele), e que eu deveria resolver primeiro a minha situação, e só depois aparecer por lá.
              Após ouvir essa sentença, eu que havia deixado o hospital há apenas 15 dias, caí em profunda depressão e perguntava incessantemente para Deus:  Qual era o meu pecado? Por quê tanta provação? E, como um filme, Deus me mostrou claramente que Ele estava pesando a mão sobre minha casa em consequência da minha participação e apoio na quebra da aliança com o ministério. Imediatamente orei a Deus pedindo perdão, procurei os líderes do ministério traído, apresentei meu pedido de perdão e restaurei a aliança. De lá para cá, percebemos claramente o quanto as coisas mudaram, para melhor. E, da mesma forma que uma nação que passa por três anos de fome, a restauração completa leva algum tempo, e é esse tempo que estou vivendo hoje.
               E você, caro leitor? Conforme demonstrei no texto acima, o peso da aliança rompida, o peso de estar debaixo de um falso pastoreio, trouxe severas conseqüências para toda a minha casa, e demorou tempo demais para que percebêssemos. Não permita que tal ocorra em sua vida. Ore a Deus, busque discernimento. Perceba os detalhes, pois o que Deus nos diz é: “Retirai-vos, retirai-vos, saí daí, não toqueis coisa imunda; saí do meio dela, purificai-vos, os que levais os vasos do Senhor.” (Isaías 52:11)

domingo, 25 de abril de 2010

Pare e pense

“Portanto, diga ao meu servo Davi que eu, o SENHOR Todo-Poderoso, digo o seguinte: Eu tirei você do trabalho de cuidar de ovelhas nos campos e o fiz governador do meu povo de Israel. Estive com você em todos os lugares por onde tem ido e, conforme você foi avançando, eu o defendi de todos os seus inimigos. Eu farei com que você seja famoso, tão famoso quanto os maiores líderes do mundo. Escolhi um lugar para o meu povo de Israel e o fiz morar ali, onde eles viverão em paz.” (2Samuel 7:8 a 10)
                Nesta passagem, que registra o desejo de Davi em erguer o Templo do Senhor, está registrada a aliança que Deus faz com Davi quanto à sua sucessão e descendência. Deus faz um retrospecto da vida de Davi, lembrando que de um simples pastor de ovelhas, Deus o transformou num grande líder, estrategista e Rei de Israel. Davi não esqueceu sua origem, ele não deixou a soberba subir-lhe à cabeça. A oração que ele faz em seguida reflete o que vai em seu coração: O rei Davi entrou na Tenda Sagrada, sentou-se e orou assim: — Ó SENHOR, meu Deus, eu não mereço tudo o que fizeste por mim no passado, e a minha família também não merece. Não é merecimento. É GRAÇA de Deus. É triste quando vemos pessoas, seres humanos falhos como eu e você (ou como Davi), que ao galgarem certas posições na vida, simplesmente "se esquecem"de sua condição primária, agindo com tamanha soberba que dá até nojo...
Você já conheceu alguém assim? A esses, Deus diz: "Porquanto dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;"(Apocalipse 3:17)
                    Pense nisto.

sábado, 24 de abril de 2010

Pare e pense

“Durante o reinado de Davi, houve uma grande fome, que durou três anos seguidos. Por isso, Davi consultou a Deus, o SENHOR, e ele respondeu: — Saul e a sua família são culpados de assassinato: ele matou o povo de Gibeão. O povo de Gibeão não era israelita. Eles eram um pequeno grupo de amorreus que os israelitas tinham prometido proteger; mas Saul havia tentado acabar com eles por causa do interesse dele pelo bem do povo de Israel e de Judá. Então Davi chamou o povo de Gibeão.” (2Samuel 21:1 a 2)
                O peso de uma aliança quebrada é algo terrível! Todo o povo de Israel estava sofrendo com uma grande fome, por três anos. Ao consultar a Deus, Davi descobre que é por consequência da aliança quebrada (Josué 9:3 a 27). Note que a motivação de Saul para quebrar a aliança seria aceita pela maioria de nós hoje (por causa do interesse dele pelo bem do povo de Israel e de Judá), mas não por Deus. Precisamos entender que uma aliança firmada na presença de Deus, ainda que feita levianamente, não pode ser quebrada, sob o risco de severas consequências. Cuidado com alianças quebradas, elas exigem restauração.
                 Durante algum tempo participei de uma igreja nascida da quebra de uma aliança, passei por inúmeras provações, e Deus tem me dado discernimento para perceber que ao apoiar essa quebra de aliança, coloquei-me debaixo do peso espiritual correspondente. Felizmente hoje tenho restaurado esta aliança feita entre minha casa e este ministério, ainda no ano de 1997, reafirmada em 2001, e que está gravada no coração de Deus. 
                          Perceba, caro leitor, que Deus pesa sua mão sobre aqueles que estão debaixo de quebra de aliança. Tenho orado para que Deus possa restaurar completamente todos os envolvidos naquele triste episódio do Reino de Deus.

Como Príncipes, e não gafanhotos !


VIVENDO COMO PRÍNCIPES E NÃO COMO GAFANHOTOS


Leitura Bíblica: Números 13 e 14

Introdução: A águia é símbolo de nobreza pela sua força, alteza e vigor. Ela desponta-se como campeã indiscutível deste símbolo de grandeza. A águia é forte, viva, corajosa, vencedora. Símbolo daqueles que esperam no Senhor. O povo de Deus é como águia. É um povo forte. É um povo guerreiro. É um povo que triunfa sobre as tempestades.  É um povo vencedor. É um povo que não retrocede diante das procelas, não teme o perigo, nem se intimida com as ameaças do adversário. É um povo que marcha altaneiramente, segundo as leis do céu, rompendo barreiras, vencendo grilhões, conquistando as alturas, refugiando-se no regaço de Deus Todo-Poderoso. É preocupante, entretanto, perceber que existem, hoje, muitos crentes vivendo um projeto diferente de vida. Ao contrário da águia, são tímidos, fracos, impotentes, dominados pelo medo. Longe de triunfar nas crises, soçobram vencidas e caminham pela vida cabisbaixo, derrotados e tristes. É lamentável constatar como tantos crentes vivem dominados pelo complexo de inferioridade, esmagados pela prejudicada auto-estima, com a auto-imagem achatada. São pessoas que vivem amargando e curtindo um profundo sentimento de auto-repúdio e desvalor. Estes olham para dentro de si mesmos com lentes embaçadas e olhos míopes, tendo de si mesmos os conceitos mais distorcidos e errados. Há pessoas que são como os dez espias de Israel. Eles eram príncipes, nobres, homens de valor. Foram escolhidos criteriosamente por serem homens fortes, inteligentes, líderes, representantes ilustres de suas tribos. Moisés os enviou para conhecerem a terra prometida e, depois, com relatos vivos, incentivarem o povo a lutar com galhardia na sua conquista. Eles foram. Passaram lá quarenta dias. Ficaram deslumbrados com a exuberância da terra. Era uma terra fértil, boa, que manava leite e mel. Era tudo quanto Deus já havia falado. Voltaram da jornada com frutos excelentes da terra. Todavia, na hora de dar o relatório disseram a Moisés e ao povo que a terra era boa, mas devorava os seus habitantes. A terra manava leite e mel, mas eles não conseguiram entrar lá, pelo contrário, morreriam no deserto, comendo pó, pois lá havia gigantes ameaçadores e imbatíveis e, aos olhos deles, eles eram como gafanhotos. Eram príncipes, mas sentiram-se desprezíveis; eram valorosos, mas sentiram-se como insetos;foram tomados por um sentimento doentio de auto-desvalorização. Há hoje, um batalhão de pessoas derrotadas pela síndrome do gafanhoto: gente que se considera um inseto. Estes caminham pela vida cabisbaixos, vencidos, desanimados, desencorajados para a luta. Não crêem nas promessas de Deus. Só olham para as dificuldades, para os gigantes, e não para Jesus. São pessoas que vivem choramingando, entoando o cântico triste e amargo de suas derrotas antecipadas. Acham que nada vai dar certo na vida, que não adianta lutar e que estão engajadas numa causa perdida e sem esperança. Há muitas pessoas que foram vencidas não pelos gigantes das circunstâncias, mas pelos gigantes de seus sentimentos turbulentos. Estes caminham pela vida cantando como a galinha d’angola: “Tô fraco, tô fraco, tô fraco,…” Eles dizem que nada vai dar certo, não vão conseguir, não adianta lutar. Aqueles dez espias conseguiram contaminar todo o arraial de Israel com seu pessimismo e toda aquela multidão se alvoroçou rebelada contra Moisés, insurgindo-se contra Deus, porque foi envenenada pela síndrome de gafanhoto. Toda aquela multidão perambulou quarenta anos no deserto, porque deu ouvidos à voz dos arautos do caos e não às promessas do Deus Fiel. Vejamos, no livro de Números, capítulos 13 e 14, o que produz esta síndrome de gafanhotos:

I - Os Sintomas da Síndrome de Gafanhotos
1.  Senso de fraqueza - “Não podemos subir…” (Nm 13.31).
2.  Complexo de inferioridade - “… porque é mais forte do que nós” (Nm 13.31).
3.  Arautos do caos - “E diante dos filhos de Israel infamaram a terra” (Nm 13.32).
4.  Fraca auto-estima - “… e éramos aos olhos de Moisés olhos como gafanhotos” (Nm 13.33).

II - Os Efeitos da Síndrome de Gafanhotos
1.  Induz ao desespero - “… e o povo chorou aquela noite” (Nm 14.1).
2.  Induz o povo a murmuração - “Todos os filhos de Israel murmuraram” (Nm 14.2).
3.  Induz o povo à ingratidão - “… antes tivéssemos morrido no Egito” (Nm 14.2).
4.  Induz a insolência contra Deus - “E por que nos traz o Senhor a esta terra, para cairmos à espada” (Nm 14.3).
5.  Induz à apostasia - “Não nos seria melhor voltarmos para o Egito?” (Nm 14.3).
6.  Induz a amotinação - “Levantemos um capitão, e voltemos para o Egito” (Nm 14.4).
7.  Induz à rebeldia contra Deus - “Tão somente não sejais rebeldes contra o Senhor…” (Nm 14.9).
8.  Induz ao medo do inimigo - “… e não temais o povo desta terra” (Nm 14.9).
9.  Induz à perseguição contra a liderança instituída por Deus - “… toda a congregação disse que os apedrejassem” (Nm 14.10).

III - O que fazer quando se constata que o povo está afetado pela síndrome de gafanhotos?
1.  Quebrante-se diante de Deus - “Então Moisés e Arão caíram sobre os seus rostos… e Josué e Calebe rasgaram as suas vestes…” (Nm 14.5-6).
2.  Firmar-se nas promessas infalíveis da Palavra de Deus - “A terra pelo meio da qual passamos a espiar é terra muitíssimo boa” (Nm 14.7).
3.  Conhecer as estratégias de Deus para vencer - Nm 14.8-9.

IV - Como Deus trata a questão da síndrome de gafanhotos no meio do seu povo?
1.  Deus traz livramentos aos que crêem em Sua Palavra - Nm 14.10.
2.  Deus mostra cansaço com a incredulidade do povo diante de tantos sinais do Seu favor e da Sua bondade - Nm 14.11.
3.  Deus perdoa o povo em resposta à oração - Nm 14.20.
4.  Deus não retira a conseqüência do pecado - Nm 14.21-23.
5.  Deus galardoa os que crêem na Sua Palavra - Nm.14.24-25.

Conclusão:
A terra prometida e não o deserto é onde devemos viver. Somos príncipes e não gafanhotos. É hora de tapar os ouvidos às vozes agourentas do pessimismo e nos erguer com tanta ousadia para uma vida vitoriosa.
A. Você não é o que pensa que é.
B. Você não é o que as pessoas dizem que você é.
C. Você é o que Deus diz que você é.

Texto extraído de:

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Pare e pense

“Tu me guias com os teus conselhos e no fim me receberás com honras. No céu, eu só tenho a ti. E, se tenho a ti, que mais poderia querer na terra? Ainda que a minha mente e o meu corpo enfraqueçam, Deus é a minha força, ele é tudo o que sempre preciso.” (Salmos 73:24 a 26)
                O Salmista começa este Salmo afirmando que Deus é bom para com Israel, para com os de coração limpo, ele confessa que quase perdeu a confiança em Deus, ao observar a prosperidade dos maus. Até que ao entrar no Templo, percebeu o fim deles. Ao olhar para a eternidade, o que são os anos passados aqui na terra?  Como diz o Salmista: Se temos a Deus, o que mais poderíamos querer na terra?
                Pare de olhar a prosperidade dos maus, olhe para Deus, e você vai ver que  “Mas, quanto a mim, como é bom estar perto de Deus! Faço do SENHOR Deus o meu refúgio e anuncio tudo o que ele tem feito.”(Salmos 73:28)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Pare e pense

“O povo da tribo de Judá foi falar com Josué em Gilgal. Calebe, filho de Jefoné, do povo quenezeu, disse a Josué: — Você sabe o que o SENHOR disse a Moisés, homem de Deus, em Cades-Barnéia, a respeito de você e de mim. Eu tinha quarenta anos quando Moisés, servo do SENHOR, me enviou de Cades-Barnéia para espionar a terra. E eu dei um relatório que sabia que era verdadeiro. Os homens que foram comigo espalharam o medo no meio do povo, mas eu obedeci fielmente ao SENHOR, meu Deus.” (Josué 14:6 a 8)
                Eu acho maravilhoso esse texto! Calebe, companheiro de Josué como espia da Terra de Canaã, comparece à presença do líder e relembra o episódio. Ele afirma que deu um relatório que sabia que era verdadeiro (Não falou o que falou apenas para agradar ninguém, mas falou o que sentia realmente no coração). Atesta que enquanto os demais espalharam medo no meio do povo, ele obedecia fielmente ao Senhor. Na sequência do texto, ele reivindica o Monte Hebrom, habitado pelos gigantes filhos de Anaque e afirma, aos 85 anos, que Deus lhe preservou as forças e ele ainda é um guerreiro capaz de vencer os gigantes. E venceu! Glória a Deus! Você crê que esse Deus pode fazer o mesmo por você? Em meu livro CALEBE-O demolidor de Gigantes, no capítulo intitulado "Sonhar é viver" eu falo desta capacidade  que Deus nos dá, de manter vivo o sonho Dele para nossa vida, conservando-nos a força e o vigor, citando Romanos 5: 1 a 5: : “TENDO sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, E a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.”

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Pare e pense

“Mica fez uma capela. Ele fez outros ídolos e também uma roupa de sacerdote. Separou um dos seus filhos para ser o seu sacerdote. Naquele tempo não havia rei em Israel, e cada um fazia o que bem queria.” (Juízes 17:5 a 6)
                Não havia rei em Israel, cada um fazia o que bem queria!Esse homem, Mica, sentia a necessidade de culto, mas buscava da forma errada. Fez uma estola sacerdotal, ídolos do lar, e até “consagrou”um de seus filhos para ser sacerdote da religião que criara. A desordem espiritual era tanta que o moço levita, que passava pela região aceitou ser assalariado de Mica para ser seu sacerdote particular! Quantas pessoas nos dias de hoje se comportam de maneira idêntica à de Mica? Pessoas que julgam que através de seu dinheiro compram a bênção e a aprovação de Deus, e sempre acham algum “sacerdote” comprável, para dar vazão a esta necessidade carnal, imunda e demoníaca, pois também é idolatria, e Deus não aceita. Como você se relaciona com Deus? Mica era um homem religioso. Tanto que elaborou toda uma forma de religião, chegando até a "comprar" um levita para ser seu sacerdote particular. Deixe-me lhe falar: Religião mata! Religião foi exatamente o que Jesus combateu durante seu ministério, e religiosos fervorosos e dedicados foram os que o crucificaram. É a religião que causa milhares de mortes até aos dias atuais, através de cruzadas, homens-bomba, guerras "santas", Jihad's e tantos nomes.
                 Essa religião humana Deus abomina. O que precisamos é desenvolver um relacionamento sincero e puro com Deus, baseado na Sua palavra e numa busca sincera. 
                     Se Jesus entrasse pessoalmente e anônimamente em sua igreja, trajado da maneira simples que foi sua marca durante seu ministério terreno, como seria recebido? Provavelmente seria "barrado" na maioria das igrejas dos dias atuais, onde não há espaço para os verdadeiros necessitados, mas como meros clubes de serviço, estão abertas apenas a receber pessoas muito bem trajadas e socialmente bem sucedidas. É esta a sua religião?
Pense nisto

terça-feira, 20 de abril de 2010

Pare e pense

              "Pode uma mulher esquecer-se de seu filho de peito, de maneira que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, não me esquecerei de ti. Eis que nas palmas das minhas mãos eu te gravei; os teus muros estão continuamente diante de mim. Os teus filhos pressurosamente virão; mas os teus destruidores e os teus assoladores sairão do meio de ti.“ (Isaías 49: 15 a 17)
              A palavra de hoje fala da fidelidade e cuidado de Deus para com seus filhos. Precisamos ter essa certeza de que Deus está presente, ainda que sua presença não seja percebida ou valorizada adequadamente. Deus não se esquece de seus filhos, e seu cuidado conosco aqui é comparado a como se estivéssemos gravados nas mãos de Deus. Pode o mundo inteiro se esquecer de nós, as pessoas nos abandonarem e não acharmos compreensão naqueles que nos são mais próximos, mas DEUS sempre estará presente. Saiba disto!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Pare e pense

“No dia seguinte comeram alimentos daquela terra: cereais torrados e pão sem fermento. Depois disso os israelitas não tiveram mais o maná porque ele parou de cair do céu. Desse ano em diante, eles começaram a comer os alimentos da terra de Canaã.” (Josué 5:11 a 12)
                Durante quarenta anos o povo recebeu o Maná do Céu. Todos os dias, na porção necessária para aquele dia, recebiam de Deus a alimentação diária. Chegaram ao seu destino, comemoraram a Páscoa e, no dia seguinte, depois que comeram dos alimentos da terra de Canaã, cessou o Maná. Você consegue perceber a tremenda maravilha aqui registrada? O cuidado de Deus para com seu povo. Cuidado este que não é assistencialista, mas sim emergencial. O povo não tinha direito a nenhum “bolsa-Maná”, Deus providenciou essa provisão pelo tempo estritamente necessário até que pudessem prover seu próprio sustento através da nova terra que iriam ocupar. Ele age assim ainda hoje. O cuidado de Deus para com a sua e a minha vida nos garante esse sustento. Sustento responsável, não assistencialista. Essa maravilhosa certeza é o que nos traz a PAZ, uma paz que excede a todo o entendimento humano, e nos faz descansar sem se acomodar, ser felizes mesmo durante uma árdua caminhada pelo deserto. E você, tem conhecido esse Deus?Faça a sua parte!    

domingo, 18 de abril de 2010

Pare e pense


“Davi fugiu da cidade de Gate e foi para uma caverna perto da cidade de Adulã. Quando os seus irmãos e o resto da família souberam que ele estava lá, foram ficar com ele. E todos os homens que estavam em dificuldades, ou com dívidas, ou insatisfeitos também foram, e Davi se tornou o chefe deles. Havia com ele mais ou menos quatrocentos homens.” (1Samuel 22:1 a 2)
                Perseguido pelo rei Saul, Davi se refugia nas Cavernas de Adulão, onde 400 homens se juntaram a ele. Nascia, nas cavernas de Adulão, o exército de Daví, e entre esses 400 homens (que se achavam em aperto, endividados e amargurados, segundo a versão Revista e Atualizada) estavam os Valentes de Davi, registrados em 2Samuel 23, formados na Escola da provação de Deus, certificados através das humilhações e privações, graduados pela fé num Deus invencível e que exalta os humilhados e humilha os exaltados. E você, caro leitor? Já esteve “na carverna”, local de humilhação e provação, mas que pode ser também local de aprendizado e fortalecimento espiritual, capacitação para inúmeras vitórias em Deus?
                 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...