VOCÊ ESTÁ PRONTO PARA PARTIR?
Para ler NO Deserto
“Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia; porque tu ouviste, naquele dia, que estavam ali os anaquins, bem como cidades grandes e fortificadas. Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como ele disse.”(Josué 14:12)
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Pare e pense
DEUS AMA OS LOUCOS
Sabia que Deus gosta dos loucos? Não? Então veja se não tenho razão:
- Alguma pessoa normal chegaria em frente ao mar e diria:
ABRE-TE!?
- Alguma pessoa normal olharia para cima e gritaria para o sol:
PARE!?
- Alguma pessoa normal diria para um morto há 3 dias:
LEVANTA-TE E ANDA!?
- Alguma pessoa normal bateria com o cajado numa pedra para tirar água?
- Alguma pessoa normal mandaria o mar e o vento ficarem quietos?
-Alguma pessoa normal ficaria quietinha, sentada dentro de uma jaula com leões famintos?
- Alguma pessoa normal ficaria rodando em volta de uma cidade durante 7 dias, cantando, até as muralhas da cidade caírem?
Hum...eu acho que não! Parece brincadeira, mas hoje eu estava pensando sobre isso, e resolvi que também vou ser "louco"!
Sabe o que é isso?
Uma coisa chamada FÉ!
Quando a gente tem FÉ, olha e vê o invisível! E nem se importa com o que os outros vão falar ou pensar. Deus é que precisa ver!
Vi no AMEM BROTHER
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Pare e pense
ROB BELL - SOBRE PERDÃO
"O tolo que faz uma tolice pela segunda vez é como um cachorro que volta ao seu vômito."(Provérbios 26:11)
domingo, 28 de novembro de 2010
Pare e pense
RIO DE JANEIRO: COMO SE EXPLICA ISSO?
“Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; E, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas. Dá a quem te pedir, e não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes. Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim? Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.”(Mateus 5:38 a 48)
Dálton Curvello
JESUS estava em pleno Sermão da Montanha, ensinou sobre as bem-aventuranças, chamou-nos de Sal da Terra e Luz do Mundo. No verso 17 Jesus afirma claramente: “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir.” Após isso, nos alerta que nossa justiça deveria exceder a dos Escribas e Fariseus, passando a discorrer sobre a questão do perdão e outros temas polêmicos, concluindo com o famoso “olho por olho, dente por dente”. E o RIO, o que tem a ver com isso? Você pode estar pensando, não é? Deixe-me detalhar algo que venho meditando e orando já há dois dias, preparando para postar aqui no blog algo sobre esses acontecimentos da guerra ao tráfico no Rio de Janeiro.
Ao assistir o aumento da violência, não apenas no Rio, mas também em todas as regiões do Brasil, tudo o que consigo pensar é que essas ocorrências só se explicam pela decisão dos homens de não cumprir a pena de morte instituída por Deus. Vejamos qual a orientação dEle: Numa busca pela frase “tirarás o mal do meio de ti”, encontramos dezesseis ocorrências, apenas no livro de Deuteronômio, em que Deus detalha através da Lei a forma e as aplicações para a pena de morte. Vale a pena conferir.
Voltando ao texto bíblico escolhido para esta postagem, vemos que naquela passagem Jesus afirma que não veio revogar nenhuma lei, mas cumprir. Alguns podem adotar postura “pseudo-cristã”, dizendo-se contra a pena de morte por ser cristão. Ora, convenhamos! Qualquer um que tenha um mínimo de bem senso percebe que ao negarmos a aplicação da pena de morte em indivíduos de alta periculosidade para a população, estão na realidade condenado à morte centenas de inocentes, desde criancinhas a idosos que têm suas vidas ceifadas diariamente pela violência das grandes cidades. A realidade é que a pena de morte já está instituída no Brasil, porém, ela só é aplicada pelos marginais, e contra suas vítimas.
Em meu entendimento, Deus não só é a favor da pena de morte, como foi Ele mesmo que a instituiu, dando instruções detalhadas de sua aplicação. Creio sim na possibilidade de salvação e na reconciliação com Deus disponível a todos os homens, inclusive o pior dos marginais. Através de Jesus Cristo, recebemos o perdão de nossos pecados, e temos livre acesso ao PAI. Porém, é errado assumirmos que esse perdão é o mesmo que impunidade. Explico melhor: O traficante e assassino confesso, tem a possibilidade de se arrepender de seus pecados e ser recebido nos céus, como o ladrão que foi crucificado ao lado de Jesus. Ele, segundo o que está na Bíblia, só não tem mais direito à vida aqui na terra, esse filme ele já queimou, e a pena de morte deveria ser executada pelos representantes do governo, devidamente constituídos para tal. Parece cruel? Pode até ser, mas creio que mais cruel ainda estamos sendo com todos os inocentes condenados à morte diariamente, ao mantermos vivos aqueles que a Bíblia atesta que deveriam ser extirpados do meio do povo.
Neste momento a TV noticia que alguns dos principais chefes do tráfico no Rio de janeiro acabam de ser presos. Alívio? Depende da pena a ser aplicada. Se as próprias forças militares e policiais assumem que o comando das operações de terrorismo que se alastraram pelo Rio nos últimos dias saiu de dentro de alguns presídios “de segurança máxima”, a única conclusão de posso chegas com essas simples prisões, é de que esses chefes de tráfico, terroristas tupiniquins, acabam de ganhar escritório de alta segurança para seus comandos, com todas as despesas pagas pelo contribuinte...
Amar os inimigos, deveria ser, inclusive, ter compaixão dessas almas perdidas, dando-lhes a chance de obter salvação eterna, chance proporcionada pela aplicação severa da lei, que teoricamente deveria obrigar a pagar pelos erros. Fazer o bem aos que nos odeiam, no caso de traficantes e assassinos confessos, seria essencialmente dar-lhes meios de encontrar com o salvador, mesmo que num “corredor da morte”. Negando-lhes essa possibilidade, estes acabam condenados por toda a eternidade, o que é muito mais tempo que qualquer prisão terrena. Orar pelos que nos maltratam e perseguem é, da mesma forma, orar incessantemente a Deus para Ele, em sua infinita misericórdia se revele a esses marginais, transformando sua mente e coração.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Pare e pense
CULPADO OU INOCENTE?
"Os mestres da lei e os fariseus se assentam na cadeira de Moisés. Obedeçam-lhes e façam tudo o que eles lhes dizem. Mas não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam. Eles atam fardos pesados e os colocam sobre os ombros dos homens, mas eles mesmos não estão dispostos a levantar um só dedo para movê-los. "Tudo o que fazem é para serem vistos pelos homens. Eles fazem seus filactérios bem largos e as franjas de suas vestes bem longas; gostam do lugar de honra nos banquetes e dos assentos mais importantes nas sinagogas, de serem saudados nas praças e de serem chamados ‘rabis’. "Mas vocês não devem ser chamados ‘rabis’; um só é o mestre de vocês, e todos vocês são irmãos. A ninguém na terra chamem ‘pai’, porque vocês só têm um Pai, aquele que está nos céus. Tampouco vocês devem ser chamados ‘chefes’, porquanto vocês têm um só Chefe, o Cristo. O maior entre vocês deverá ser servo. Pois todo aquele que a si mesmo se exaltar será humilhado, e todo aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado. "Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês fecham o Reino dos céus diante dos homens! Vocês mesmos não entram, nem deixam entrar aqueles que gostariam de fazê-lo.”(Mateus 23:2 a 13)
No Pare e pense de hoje, quero apresentar um vídeo com uma encenação muito interessante, ao fundo uma canção do Voz da Verdade. Outro dia eu vi essa música no blog do ZéLuiz, gostei tanto que decidi apresentar algo parecido.
Caro irmão, conforme temos falado insistentemente aqui neste espaço, nunca permita que homem algum venha a decidir por você sobre sua vida eterna, não se submeta a desmandos de falsos pastores, que insistem em colocar pesados fardos para seus liderados carregar, insistindo numa pregação que anula a salvação pela Graça. Vamos ao vídeo:
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Pare e pense
GRAÇA OU OBRAS?
"Mas se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. Se, porém, é pelas obras, já não é mais graça; de outra maneira a obra já não é obra."(Romanos 11:6)
Dálton Curvello
Paulo escreve aos cristãos de Roma, falando a respeito de Judeus e salvação. Ao lermos o texto, temos a impressão que poderia ser dirigido a muitas igrejas dos dias atuais, que pela sua pregação centrada em "conquistar as bênçãos", praticamente invalida a Graça, transferindo para as obras a justificativa para salvação e bênçãos de Deus.
Outro dia li uma frase, que resumia o verdadeiro pensamento de certas igrejas: “Se Jesus é o caminho, nós somos o pedágio.” Este é um assunto que sempre está em voga aqui no blog CONFIRA AQUI uma outra postagem sobre esse mesmo tema.
Meu irmão, aceite de uma vez que a salvação é mesmo pela Graça. Rejeite toda e qualquer investida para “te cobrar pedágio” por sua salvação, pois é estratégia demoníaca, desviando seu foco daquilo que realmente importa e trazendo dureza aos corações, que necessitam é de quebrantamento. Como muito bem disse o apóstolo Paulo, ou é por Graça ou é por Obra. Uma coisa invalida a outra. E você, como vai querer?
Finalizo com os versículos finais de Romanos 11, uma declaração sobre a grandeza de nosso Deus:
“Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Porque quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.” (Romanos 11:33 a 36)
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Pare e pense
CANSADO DE PÃO E CIRCO NAS IGREJAS?
Por Hermes C. Fernandes
Vivemos na Era do Entretenimento, e não poucas vezes confundimos a sensação de sermos entretidos com a genuína alegria.
Foram os romanos que concluíram que a melhor maneira de manter a ordem social do império era distraindo seus cidadãos com todo tipo de entretenimento. O império gastou fortunas na construção de estádios, teatros, banhos públicos, etc. Tudo para garantir a boa ordem. Surgia, então, o lema “Pão & Circo”, tão vastamente adotado por outros modelos de domínio político ao longo da História.
Você sabia que muitas leis importantes, contrárias ao bem comum, são votadas discretamente durante o período de comemorações populares, como os eventos esportivos de grande magnitude? Aproveita-se enquanto o povo está distraído, celebrando, entretido, para engendrar todo tipo de projetos danosos à população.
Portanto, podemos afirmar que o entretenimento serve à manutenção do Status Quo. Porém, o reino de Deus levanta outra bandeira, a da alegria. Contrariando o espírito do império romano, Paulo escreve aos seus cidadãos: “Pois o reino de Deus não é comida nem bebida, mas JUSTIÇA, PAZ e ALEGRIA no Espírito Santo” (Rm.14:17). Era como se Paulo dissesse: O Reino de Deus não é Pão nem Circo! Em vez disso, a proposta do reino de Deus se resume na tríade: Justiça, paz e alegria.
Poderíamos falar muito mais sobre a justiça e a paz. Porém neste ensaio, quero ater-me à alegria, revelando-a como antítese do entretenimento.
Enquanto o entretenimento serve ao Status Quo, fazendo nuvem de fumaça para que ninguém perceba todo tipo de injustiça cometida, a alegria no Espírito é resultado da implementação da justiça, que por sua vez, produz também a paz. Veja o que diz o profeta Isaías: “E o efeito da justiça será paz, e a operação da justiça, repouso e segurança para sempre” (Is.32:17). O sábio Salomão dá o arremate: “A execução da justiça é alegria para o justo” (Pv.21:15). Assim como a Trindade Divina é indissolúvel, esta tríade também o é. Sem justiça não há paz, e sem paz, não há alegria.
As pessoas se entretêm para esquecer os problemas. A alegria do Espírito é a celebração consciente da paz e da justiça.
Esta alegria pode ser celebrada mesmo antes que se veja manifestada a justiça do reino, pois é alimentada pela certeza de que em breve ela se manifestará plenamente. Como cristãos, nossos olhos se voltam para o futuro, nos fazendo vislumbrar uma Era em que a justiça e a paz se beijarão (Sl.85:10). Nossa celebração, portanto, é movida pela fé, pela certeza de que Deus tem as rédeas da História bem seguras em Suas mãos, e que, por fim, a justiça prevalecerá contra a iniqüidade, e o amor sobre o ódio. No dizer de Salomão, “a esperança dos justos é alegria” (Pv.10:28). Portanto, ela é a celebração antecipada que se justifica na certeza da esperança e da fé. Assim como Mirian fez ressoar seus tamborins tão logo os hebreus atravessaram o Mar Vermelho, quarenta anos antes de adentrarem a Terra Prometida, os cristãos celebram a justiça do Reino de Deus, antes mesmo que se manifeste plenamente entre os homens.
Não há nada de mais entreter-se. O que não se deve é eleger o entretenimento como o objetivo de nossa existência.
Quem não sonha com uma casa na praia, deitado numa rede estendida na varanda, tomando água de côco? Se acharmos que isso é que é felicidade, estamos conformados aos valores sobre os quais nossa civilização foi edificada. Estamos na contramão do Reino de Deus.
O alvo de nossa existência deve ser atingir o propósito estabelecido por Deus para as nossas vidas. A felicidade tão sonhada deve ser encarada como um bônus, e não como um alvo supremo a ser perseguido. Já foi dito que felicidade não é o destino, mas a jornada. Encontramos a felicidade à medida que percebemos que nossa existência cumpre a um propósito maior e mais abrangente que ela.
Deveríamos nos envergonhar de ter elegido coisas banais como aquilo que nos traz alegria. Posses materiais, formação intelectual, e tantas outras coisas deveriam ser vistos como instrumentos pelos quais podemos servir aos outros, e não como bens supremos.
Nossa relação com Deus não deve ser pautada na expectativa de resultados benéficos para nós mesmos. Nem sempre nossos anseios serão alcançados.
Veja a conclusão a que chega o profeta Habacuque:
“Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide, ainda que o produto da oliveira falhe, e os campos não produzam mantimento, ainda que as ovelhas sejam exterminadas, e nos currais não haja gado, todavia eu me alegrei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação” (Hab. 3:17-18).
Um dos efeitos colaterais da chamada teologia da prosperidade é a profunda frustração experimentada pelos crentes quando suas expectativas não são alcançadas. Para eles, Deus é como um gênio da lâmpada, que existe para atender aos seus pedidos.
Habacuque nos convida a experimentar uma relação com Deus, onde nossa alegria é preservada independente dos resultados. Qualquer um poderia parafrasear esta oração, contextualizando-a à sua realidade. “Ainda que eu fosse demitido do meu emprego... que meu casamento resultasse num divórcio... que meu corpo se fragilizasse a ponto de adoecer... todavia eu me alegrarei no Senhor! Nada mais subversivo que isso! Isso explica como os cristãos primitivos eram capazes de entregar seus corpos ao martírio, sem com isso se deprimirem, ou mesmo, acusarem a Deus de ser injusto.
Deus é a fonte de nossa alegria. Todas as demais coisas são passageiras, e quando muito, meros canais pelos quais Deus manifesta Seus cuidados. Às vezes esses canais ficam obstruídos, porém a fonte jamais deixa de jorrar.
Quando Davi se viu ameaçado de perder tudo, inclusive seu reino, por causa do seu pecado, ele orou:
“Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto. Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo. Torna a dar-me a ALEGRIA DA TUA SALVAÇÃO, e sustém-me com um espírito voluntário. Então ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores a ti se converterão” (Salmos 51:10-13).
Ele não fez questão de preservar seu trono, suas posses, sua posição. Em vez disso, Davi suplicou para que o Espírito de Deus não Se lhe ausentasse. Rogou para que lhe fosse restituída a alegria da salvação.
Hoje em dia, fala-se muito em restituição. As pessoas oram como se cobrassem de Deus: Senhor, eu quero de volta o que é meu! Quanto atrevimento! Sabe o que elas estão declarando com isso? Que seus corações estão nas coisas que possuíam, e que eventualmente vieram a perder.
Já ouviu alguém rogando por este tipo de restituição? Senhor, restitui-me a alegria da tua salvação!
Não se trata da salvação em si, uma vez que esta é um dom irrevogável. Ninguém é salvo segunda vez (no sentido soteriológico da palavra). Mas trata-se da alegria desta salvação.
Quando perdemos a alegria da salvação, começamos a buscar compensação. É como uma mesa em que uma das pernas está mais curta que as outras, precisando de um calço.
O que tem empurrado muita gente para o pecado é a ausência desta alegria. Então, compensam na pornografia, no caso extraconjugal, na jogatina, etc.
Sabe por que muitas igrejas só enchem quando oferecem algum tipo de entretenimento aos seus membros? Simplesmente porque esses perderam a alegria de Sua salvação. Os pastores são obrigados a recorrer a todo tipo de estratégia, quer campanhas mirabolantes, bailes gospel, e outros. A palavra por si só já não exerce qualquer atração sobre tais cristãos. Bem diferente de Jeremias, que declarou: “Achadas as tuas palavras, logo as comi; elas me foram gozo e alegria no coração, pois pelo teu nome me chamo, ó Senhor, Deus dos Exércitos.” (Jeremias 15:16).
O completo desinteresse dos cristãos pela Palavra revela o quanto perderam da alegria da salvação. Alguns cultos têm uma hora e meia de música e apenas dez minutos dedicados à Palavra. E quando o pastor começa a pregar, as pessoas começam a bocejar de sono, se levantam para ir ao banheiro, conversam entre si. É uma calamidade!
Outros só se alegram com o espetáculo. Tem que haver exorcismo, com demônios sendo subjugados, com manifestações extraordinárias. Sem isso, as pessoas não se dão por satisfeitas. O pastor parece encarnar o personagem principal do filme "O Gladiador". O púlpito se torna a arena, onde os poderes das trevas são desbancados pelo poder da unção na vida do homem de Deus.
Quando os discípulos voltaram de sua primeira empreitada missionárias, contavam com alegria sobre os sinais que haviam protagonizado. Como que jogando um balde de água fria em seu entusiasmo, Jesus disse:
“Mas não vos alegreis porque os espíritos se vos submetem, alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus. Naquela mesma hora ALEGROU-SE Jesus no Espírito Santo, e disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste às criancinhas. Assim é, ó Pai, porque assim te aprouve. Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém sabe quem é o Filho senão o Pai, nem quem é o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar. Voltando-se para os discípulos, disse-lhes em particular: Bem-aventurados os olhos que vêem o que vós vedes. Pois vos digo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vedes, e não o viram, e ouvir o que ouvis, e não o ouviram” (Lc. 10:20-24).
É claro que há um elemento espetacular no anúncio das boas novas do Reino. Jesus disse que se os espíritos se Lhe submetiam, era porque era chegado o Reino dos Céus. Até aí, tudo bem. O problema é quando o espetáculo se torna um fim em si mesmo. Ficamos viciados nisso. Torna-se mais um entretenimento. Em vez disso, devemos nos alegrar por ter nossos nomes arrolados no céu. O que significa isso? Alegrar-se na salvação que nos alcançou em Cristo Jesus. Alegrar-nos por havermos sido escolhidos a dedo por Deus, a fim de que por nós Sua justiça e paz alcancem a todos.
Algo me chama a atenção nesse texto de Lucas. Preste bem atenção: “Naquela mesma hora alegrou-se Jesus no Espírito Santo”. Isso te diz alguma coisa? O que provocou em Jesus tamanha alegria? Basta ler a continuação do texto para obtermos a resposta. Jesus agradece ao Pai por haver escondido tais coisas aos sábios e revelado aos pequeninos. E voltando para discípulos, parabenizou-os porque muitos reis e profetas gostariam de ver o que eles viam, e ouvir o que ouviam. A alegria sentida e expressada por Jesus se devia à revelação que o Pai Lhe confiara, e agora havia sido partilhada com os Seus.
Pastores, não se deixem seduzir pelos aplausos! Não façam da pregação uma performance em busca de auto-afirmação.
A mesma alegria que sentimos ao devorarmos a Palavra, alimentando-nos dela, deveríamos sentir quando a compartilhamos com os demais. Quão gratificante é ver o brilho nos olhos, o semblante de satisfação naqueles que a recebem. Não tem dinheiro que pague. Este é o meu salário como pregador. Nossa alegria aumenta cada vez que a partilhamos com os demais.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Pare e pense
JOSÉ, JÓ E A RODA DA FORTUNA
Teve José um sonho, que contou a seus irmãos; por isso o odiaram ainda mais.(Gênesis 37:5)
No Pare e pense de hoje, apresento mais uma vídeo-palestra do Sociólogo, Filósofo, Professor Lázaro Curvelo sobre os temas acima. Vale à pena assistir e refletir. Jó soube vencer a tal "roda da fortuna" porque a sua verdadeira fortuna não estava naquilo que todos, inclusive sua esposa acreditavam, mas a sua verdadeira fortuna estava firmada no seu conhecimento de DEUS, como ele mesmo declarou ao final de suas provações citadas no livro: Jó 42:5 (Meus ouvidos já tinham ouvido a teu respeito, mas agora os meus olhos te viram)
E você, em que está firmado o seu tesouro, a sua confiança? PENSE NISTO
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Pare e pense
Dinheiro, o Santo Graal dos crentes
Dinheiro na igreja é coisa muito séria.
Sim! Talvez seja a coisa mais séria que exista para os crentes que se reúnem.
Se a igreja não cresce, mas tem dinheiro sobrando, está tudo bem.
Se a igreja não ama, mas tem dinheiro sobrando, está tudo bem.
Se a igreja não serve, mas tem dinheiro sobrando, está tudo bem.
Se a igreja nunca teve ajuda pastoral, mas tem dinheiro sobrando, está tudo bem.
Se a igreja não ora, mas tem dinheiro sobrando, está tudo bem.
Se a igreja não conhece a Palavra, mas tem dinheiro sobrando, está tudo bem.
Se a igreja tem dinheiro e nunca foi roubada por ninguém, melhor ainda.
Dinheiro é o Santo Graal dos Crentes!
Pode-se ensinar errado, e todos toleram desde que o dinheiro esteja bem protegido.
Jesus, entretanto, tratou o dinheiro conforme disse que o dinheiro era: uma potestade.
Assim, Ele se serve do dinheiro; e apenas isto.
Recebia ajuda financeira de pessoas diversas, especialmente de mulheres, conforme Lucas oito.
Ele, PORÉM, designou Judas para cuidar do dinheiro.
Não era uma tentação para Judas promovida por Jesus. Ao contrário: Jesus confiava em Judas mesmo conhecendo Judas.
Paradoxo. Do contrário, colocar Judas para ser o homem da “bolsa” seria uma tentação diabólica.
E mais:
Jesus deixou Judas se entregar…
Esta é a ética do reino!
Não houve uma comissão designada para auditar as contas de Judas.
Quando se escolhe gente para cuidar de dinheiro comum e doado à expansão do Evangelho, o que se tem que buscar sempre é ter gente séria cuidando do assunto.
Simplesmente isto:
Gente séria. Gente honesta. Gente que ame a Deus e ao próximo. Gente justa e generosa. Gente sensata. Gente boa de Deus.
Sendo assim eu confio sempre. E não preciso de relatórios. Insisto em crer em gente. Persisto crendo que ninguém me engana quando quer me enganar, mas tão somente enganam a si mesmos.
Eu prefiro ser traído e enganado todos os dias porque confio nas pessoas, do que nunca ser enganado porque jamais tenha confiado em ninguém.
E mais:
“Pago” para ver quem é quem na vida, não em um exercício de especulação.
E ainda:
Somente convido para cuidar do dinheiro quem antes já se mostrou justo, generoso, simples e grato na gestão do que é seu. Tal pessoa pode cuidar do que é de todos.
Mas é tudo simples assim.
Afinal, por que teria eu que buscar tomar cuidados diferentes dos de Jesus?
Alguém dirá:
Porque você não é Jesus!
Respondo:
É justamente por esta razão que tenho que ser como Ele nesta área também, pois, não sendo Ele, mais razão tenho ainda para apenas buscar ser como Ele.
Nele,
fonte: Caio Fábio via http://veshamegospel.blogspot.com/
sábado, 20 de novembro de 2010
Pare e pense
Tentando entender como maus cristãos transformaram Jesus em "Deus dos Poderosos"
Como foi possível, historicamente falando, pegar a mensagem de Paz, Amor, Harmonia e União de Jesus e transformá-la em mensagem de ódio, preconceito, discriminação, enfim, como foi possível inverter uma mensagem de consolo, conforto, paz e esperança aos humildes e necessitados em ferramenta de opressão?
Para tentarmos entender, inicio uma série de considerações históricas. Rogo a clemência do leitor/espectador eventual para com esta minha primeira incursão diante de uma câmera...
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Pare e pense
LÍDERES NÃO SÃO MAIORES QUE A GRAÇA DE DEUS
“Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia”(1Coríntios 10:12)
Geremias do Couto
Ah, se todos nós, que somos considerados líderes, tirássemos as nossas máscaras e vivêssemos o discipulado em sua forma simples e bíblica. Ah, se abríssemos mão de certos caprichos, vaidades, presunção, arrogância, orgulho, farisaísmo, ostentação e viéssemos para a planície. Quanto ganhariamos! E a igreja também! Não generalizo, mas uso a linguagem da inclusão ao pensar que muitos de nós estamos de fato incorrendo nessa gravíssima falha. Sei que o desenvolvimento pessoal é parte do nosso crescimento. Mas considerar tudo o que conquistamos como esterco (tem lá o seu valor) é um dos princípios da vida cristã.
O que está em cena, aqui, não são as nossas conquistas em si mesmas, mas o pedestal, a glória humana, a fantasia, a hipocrisia, o aplauso e a consequente perda de referenciais. Achar que somos tudo, quando, na verdade, nada somos. Ou passar uma falsa humildade, que, no fundo, pretende que as pessoas olhem para nós e digam: "vocês são mesmo os tais!" Esse é o cerne. Quantas vezes pregamos e, ao final, nos sentimos frustrados, quando as pessoas não nos procuram para "elogiar" a nossa pregação! Quantas vezes chegamos de propósito atrasados ao culto para que a assistência nos olhe com admiração e, se não pode falar alto, pelo menos pense ou cochiche: "Está chegando o pregador!" Esse é o ponto.
Infelizmente, trazemos para a nossa realidade da fé um pouco (ou muito?) da herança católica que faz o povo olhar para os seus líderes como infalíveis. Estes, por sua vez, vestimos a farda com muita facilidade. A partir disso, passamos a ser os reis da cocada preta (sem racismo, por favor. Pode ser branca também!). Até na forma de andar, gesticular ou fazer alguns trejeitos, expomos a aura da infalibilidade que tanto massageia o nosso ego. Não conseguimos ser simples, e, se tentamos aparentar simplicidade, fazemos de maneira tão afetada que logo transparece a prepotência. Como neste conhecido bordão: "Fulano é tão humilde que tem orgulho da sua humildade".
Só que a casa cai. Não há arrogância que dure para sempre. De tempos em tempos, para a nossa tristeza (e também aprendizado), surge uma nova notícia, dando conta do fracasso de um líder, que muitos o tinham como o grande referencial e o tratavam, não com o respeito que todos merecem, mas com idolatrada veneração. Podemos chegar a este ponto, quando perdemos os nossos limites. Quando achamos que não temos de prestar contas a ninguém. Quando nos colocamos no pedestal acima dos "simples mortais". Quando não nos reconhecemos como o principal dos pecadores, à semelhança de Paulo. Quando deixamos de olhar as "nossas justiças como trapos da imundícia". Quando achamos que somos maiores do que a graça de Deus. Quando o pecado torna-se apenas um detalhe que não nos importa em nosso dia a dia. Quando, por confiar em nossa autossuficiência, não buscamos ajuda em nossos momentos de fragilidade.
Creio que Deus permite a exposição de alguns dentre nós, trazendo à tona todos os apetrechos escondidos no seu coração, para que o povo perca essa visão "divinizada" da liderança, e nós, que somos tidos em tal condição, possamos humildemente dizer como João Batista: "É necessário que ele cresça e que eu diminua", ou como Paulo: "Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?" Ao contemplarmos tais situações, por outro lado, nossa atitude deveria ser a de vestir-nos de sacos e assentar sobre as cinzas para chorar os nossos pecados pessoais e coletivos, orar pela restauração de quem está sendo tratado pelo Senhor e, com inteireza de coração, nos expormos aos braços amoráveis do Pai para deixar de ser sustentados pelas nossas próprias pernas.
Líderes são necessários na igreja desde os primeiros dias do Cristianismo. Atos dos Apóstolos descreve a sua existência. As epístolas tratam de forma clara o assunto. Mas não formam casta especial. Privilegiada. Com alguns galões que possam distingui-los dos demais crentes em sua relação com Deus. Não são pequenos deuses para ser glorificados pelos homens. São modelos, inclusive na fraqueza, para que possam pelo exemplo mostrar aos que lideram, no mesmo nível, que só pela graça - unicamente e apenas pela graça - sem qualquer outro privilégio, podem superar as falhas e buscar a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor. E aí todos saberão que ninguém é melhor do que ninguém ou ocupa lugar especial à direita ou a esquerda do trono de Deus.
Somos humanos, fracos, faliveis, necessitados, dependentes, incapazes em nós mesmos, para os quais o Senhor, que enfrentou todas as nossas fraquezas em sua humanidade, pode dizer: "A minha graça te basta".
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Pare e pense
A GRAÇA DA AMNÉSIA
Dálton Curvello
“Não estou querendo dizer que já consegui tudo o que quero ou que já fiquei perfeito, mas continuo a correr para conquistar o prêmio, pois para isso já fui conquistado por Cristo Jesus. É claro, irmãos, que eu não penso que já consegui isso. Porém uma coisa eu faço: esqueço aquilo que fica para trás e avanço para o que está na minha frente. Corro direto para a linha de chegada a fim de conseguir o prêmio da vitória. Esse prêmio é a nova vida para a qual Deus me chamou por meio de Cristo Jesus. Todos nós que somos espiritualmente maduros devemos ter essa maneira de pensar. Porém, se alguns de vocês pensam de maneira diferente, Deus vai tornar as coisas claras para vocês.” (Filipenses 3:12 a 15)
Amnésia, segundo Wikipédia é a perda de memória (total ou parcial). A Graça da Amnésia é a capacidade de voluntariamente “esquecer aquilo que fica para trás”, avançando para o que está à frente. Parece estranho?
Paulo escrevia aos Filipenses, e neste capítulo três ele afirma que “Nós adoramos a Deus por meio do seu Espírito e nos alegramos na vida que temos em união com Cristo Jesus em vez de pormos a nossa confiança em cerimônias religiosas”, complementa que “Tudo o que eu quero é conhecer a Cristo e sentir em mim o poder da sua ressurreição. Quero também tomar parte nos seus sofrimentos e me tornar como ele na sua morte, com a esperança de que eu mesmo seja ressuscitado da morte para a vida”, e conclui afirmando que não está querendo dizer que já conseguiu, e lembra que sua preocupação é esquecer aquilo que ficou para trás, fixando-se em seu objetivo final.
Qual a sua situação? Eu conheço pessoas que tiveram um momento incrível, um encontro real com o Senhor, algo mesmo sobrenatural. E então, passaram a eternizar aquele momento único, vivendo como que presos ‘aquele momento. Sua vida espiritual literalmente vive de um passado cada vez mais distante, e para piorar, ainda ficam tentando reproduzir novamente aquelas circunstâncias. Me fazem lembrar Erasmo Carlos, que após a Jovem Guarda permanece até hoje como se preso numa cápsula do tempo. Se este é o seu caso caro leitor, receba a Graça da Amnésia. Por mais lindo, único e sobrenatural que tenha sido a sua experiência, siga em frente! Deus quer que você VIVA novas experiências com ele, em Marcos 9 vemos os discípulos desejosos de construir tentas no monte da transfiguração, para se fixar ali e eternizar aquele momento. Deus não permitiu. Deus quer te mostrar o futuro, não que você viva do passado, por melhor que ele seja.
Conheço também pessoas que foram feridas, que sofreram traições, decepções, e que parecem também querer preservar cuidadosamente essa ferida. Não têm futuro, apenas passado, e doloroso, como fazem questão de mostrar em todo o tempo. Essas feridas abertas trazem dor para a pessoa e muitos que a cercam. Ao invés de “virar a página”, seguem pelo mundo como mortos-vivos, como se carregassem consigo um macabro álbum de recordações dolorosas, que fazem questão de rever a cada instante. Se esse é seu caso, caro leitor, receba também a Graça da Amnésia!
Quando Paulo diz “esqueço aquilo que fica para trás e avanço para o que está na minha frente”, é exatamente isto. Não importa se foi muito lindo, já passou! Não muda nada se foi algo terrível, já passou! Bênção é poder se esquecer, seguir em frente, fabricar novos momentos, que podem ser bons ou ruins, virórias excelentes ou derrotas homéricas, mas serão apenas mais alguns passos em direção ao nosso objetivo final. Você aceita o desafio?
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Pare e pense
Atende ao meu clamor; porque estou muito abatido. Livra-me dos meus perseguidores; porque são mais fortes do que eu.(Salmos 142:6)
José Humberto Júnior
O maior desafio do cristão diz respeito às pessoas, a forma como nós nos relacionamos com elas, aos desgastes, aos conflitos, aos confrontos. Não é para menos. É exatamente nesse ponto que toda a nossa pregação é colocada a prova, o nosso discurso de ser cristão é testado e a nossa alma é confrontada com a necessidade de se viver uma realidade espiritual voltada para as pessoas. Esse é o momento da coerência e, não se engane, é através dela que conseguiremos conquistar autoridade. Por meio de uma vida coerente é que as pessoas passarão a ouvir o que nós temos a dizer. O seu nível de influência começa a aumentar porque os outros veem que o que você fala, funciona.
No dia-dia ouvimos muita gente dizer que "o problema do meu negócio são as pessoas". Dizemos isso, para não dizer que, a nossa vontade é eliminar todo mundo e trabalhar sozinhos. Só não fazemos isso porque não damos conta de tocar tudo sozinho. Assim, as pessoas passam a ser vistas como "um mal necessário". Mas nos esquecemos que na verdade, o foco de Deus são as pessoas e não o negócio. É difícil para nós convivermos com aqueles que nos dão trabalho, que são complicados, que nos perseguem. E muitas vezes é uma perseguição que não se dá no sentido literal da palavra. Ela não se mostra às caras, mas veladamente através de ciúmes, inveja, suspeição do mal e dúvidas dos outros em relação ao nosso coração.
É difícil convivermos com essas pessoas e o senso comum diz que a melhor receita para isso é mantermos distância - a geográfica e a relacional. Mas quando lembramos da nossa verdadeira e absoluta identidade, sabemos que não é assim. O fato de sermos cristãos, significa que o compromisso que fizemos com Cristo deve, inegavelmente, se traduzir em um compromisso com as pessoas. É tomar sobre nós a vida de Dele e ser como ele foi. E nesse ponto, o mestre tem o que nos ensinar.
Jesus esteve durante todo o tempo do seu ministério com um homem que o perseguia, e que o entregaria, com um beijo. Ele era seu discípulo, amigo, companheiro de jornada. Não foi Judas que escolheu caminhar com Jesus. Foi o mestre que decidiu e escolheu caminhar ao lado do seu "inimigo". Jesus não suspeitava da maldade de Judas, ele tinha certeza. Ela não contava com uma possibilidade do Iscariotes "pisar na bola", já era certo. Foi esse homem que o mestre levou para a mesa junto com ele. Foi Judas o homem com quem Jesus repartiu o pão. Assim como fez com os outros discípulos, Cristo trouxe o traidor para a mesa do amor e repartiu com ele a sua intimidade. E a última palavra de Jesus a esse homem é "Amigo, a que vieste?" Do lado de Jesus a corda não roeu. Pelo outro lado é que roeu. Até o derradeiro momento Jesus amou Judas e não desistiu dele porque isso representava um compromisso, não uma conveniência.
Por muito menos do que tudo isso que Jesus passou, afastamos as pessoas de nós, basta elas nos incomodarem um pouco. Quando há uma mínima suspeita sobre a conduta de alguém, isso já é suficiente para nos distanciarmos delas. Essas pessoas não precisam da nossa distância, da nossa frieza, mas necessitam desesperadamente de ver em alguém a revelação, a expressão e a misericórdia do amor de Deus. A única esperança para o mundo é experimentar uma porção desse amor. "Pague o mal com o bem".
Creio cada dia mais que, o nosso esforço não deve ser o de evitar pessoas e situações desegradáveis na nossa vida, mas sim, aprendermos a conviver e administrar essas situações e pessoas, quando elas aparecerem na nossa vida. Não devemos ficar reféns daquilo que pode nos prejudicar e tentar evitar a todo custo que essas coisas não aconteçam. Até porque em um determinado momento elas irão acontecer. E aí o que vai fazer toda diferença é se você estará preparado para lidar com as condições adversas.
Guarde o seu coração em relação a isso. Seja forte como um touro para enfrentar as adversidades, mas também simples e ingênuo como uma pomba para viver uma vida livre.
No amor daquele que não prometeu um mar de rosas, mas vitória,
OS QUE NOS PERSEGUEM
José Humberto Júnior
À medida em que vamos amadurecendo na fé e caminhando com Jesus, percebemos que o nosso principal desafio como cristãos não é a compreensão da forma de agir de Deus, nem o discernimento de como funciona o mundo espiritual. Logo que os nossos olhos espirituais são abertos, compreendemos o amor de Deus, a sua misericórdia, a sua graça. Entendemos facilmente também que existe um inimigo, na espreita, louco para achar uma brecha e detonar com a nossa vida.
O maior desafio do cristão diz respeito às pessoas, a forma como nós nos relacionamos com elas, aos desgastes, aos conflitos, aos confrontos. Não é para menos. É exatamente nesse ponto que toda a nossa pregação é colocada a prova, o nosso discurso de ser cristão é testado e a nossa alma é confrontada com a necessidade de se viver uma realidade espiritual voltada para as pessoas. Esse é o momento da coerência e, não se engane, é através dela que conseguiremos conquistar autoridade. Por meio de uma vida coerente é que as pessoas passarão a ouvir o que nós temos a dizer. O seu nível de influência começa a aumentar porque os outros veem que o que você fala, funciona.
No dia-dia ouvimos muita gente dizer que "o problema do meu negócio são as pessoas". Dizemos isso, para não dizer que, a nossa vontade é eliminar todo mundo e trabalhar sozinhos. Só não fazemos isso porque não damos conta de tocar tudo sozinho. Assim, as pessoas passam a ser vistas como "um mal necessário". Mas nos esquecemos que na verdade, o foco de Deus são as pessoas e não o negócio. É difícil para nós convivermos com aqueles que nos dão trabalho, que são complicados, que nos perseguem. E muitas vezes é uma perseguição que não se dá no sentido literal da palavra. Ela não se mostra às caras, mas veladamente através de ciúmes, inveja, suspeição do mal e dúvidas dos outros em relação ao nosso coração.
É difícil convivermos com essas pessoas e o senso comum diz que a melhor receita para isso é mantermos distância - a geográfica e a relacional. Mas quando lembramos da nossa verdadeira e absoluta identidade, sabemos que não é assim. O fato de sermos cristãos, significa que o compromisso que fizemos com Cristo deve, inegavelmente, se traduzir em um compromisso com as pessoas. É tomar sobre nós a vida de Dele e ser como ele foi. E nesse ponto, o mestre tem o que nos ensinar.
Jesus esteve durante todo o tempo do seu ministério com um homem que o perseguia, e que o entregaria, com um beijo. Ele era seu discípulo, amigo, companheiro de jornada. Não foi Judas que escolheu caminhar com Jesus. Foi o mestre que decidiu e escolheu caminhar ao lado do seu "inimigo". Jesus não suspeitava da maldade de Judas, ele tinha certeza. Ela não contava com uma possibilidade do Iscariotes "pisar na bola", já era certo. Foi esse homem que o mestre levou para a mesa junto com ele. Foi Judas o homem com quem Jesus repartiu o pão. Assim como fez com os outros discípulos, Cristo trouxe o traidor para a mesa do amor e repartiu com ele a sua intimidade. E a última palavra de Jesus a esse homem é "Amigo, a que vieste?" Do lado de Jesus a corda não roeu. Pelo outro lado é que roeu. Até o derradeiro momento Jesus amou Judas e não desistiu dele porque isso representava um compromisso, não uma conveniência.
Por muito menos do que tudo isso que Jesus passou, afastamos as pessoas de nós, basta elas nos incomodarem um pouco. Quando há uma mínima suspeita sobre a conduta de alguém, isso já é suficiente para nos distanciarmos delas. Essas pessoas não precisam da nossa distância, da nossa frieza, mas necessitam desesperadamente de ver em alguém a revelação, a expressão e a misericórdia do amor de Deus. A única esperança para o mundo é experimentar uma porção desse amor. "Pague o mal com o bem".
Creio cada dia mais que, o nosso esforço não deve ser o de evitar pessoas e situações desegradáveis na nossa vida, mas sim, aprendermos a conviver e administrar essas situações e pessoas, quando elas aparecerem na nossa vida. Não devemos ficar reféns daquilo que pode nos prejudicar e tentar evitar a todo custo que essas coisas não aconteçam. Até porque em um determinado momento elas irão acontecer. E aí o que vai fazer toda diferença é se você estará preparado para lidar com as condições adversas.
Guarde o seu coração em relação a isso. Seja forte como um touro para enfrentar as adversidades, mas também simples e ingênuo como uma pomba para viver uma vida livre.
No amor daquele que não prometeu um mar de rosas, mas vitória,
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Pare e pense
AS MÁSCARAS DO FALSO CRISTIANISMO
Palavras como disfarce, imitação ou cópia são conhecidas de todos. Também no cristianismo há pessoas que se dizem “cristãs”, mas no fundo não o são.
Há muitas coisas falsas, quase idênticas às verdadeiras, difíceis de distinguir das genuínas, como roupas, relógios, joias, quadros, tapetes, etc. Precisamos de especialistas que consigam diferenciar entre o verdadeiro e o falso com base em detalhes mínimos.
Também no cristianismo há imitações, disfarces, cópias, cristãos que parecem verdadeiros e, no entanto, são falsos. Isso é ilustrado de forma clara na parábola das dez virgens (Mt 25.1ss): exteriormente, as cinco virgens néscias eram muito parecidas com as sábias, exceto pelo fato de que lhes faltava o óleo (um símbolo do Espírito Santo que habita nos salvos). Muitos vivem uma vida cristã porque são levados pela corrente do cristianismo que os cerca. Seu ambiente é cristão e por isso eles também o são.
Não quero que esta mensagem roube a certeza da salvação de ninguém que tenha no coração essa convicção pelo testemunho do Espírito de Deus. Além disso, tenho certeza de que um cristão espiritualmente renascido não pode se perder (Hb 10.10,14). Mas também não quero que alguém ponha sua confiança em uma falsa segurança, em algo que nem mesmo existe.
Às vezes, admiramo-nos quando pessoas, que eram consideradas cristãos autênticos, de repente se desviam da fé e não querem ouvir mais nada a respeito de Jesus e da obra que Ele realizou na cruz do Calvário, chegando até mesmo a negá-la. O apóstolo João também passou por essa experiência dolorosa, descrita em sua primeira carta: “Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos” (1 Jo 2.19).
A Bíblia não esconde o fato de que além do cristianismo verdadeiro, legítimo, renascido da “água e do espírito”, há também um cristianismo aparente, formado por “cristãos” que não estão ligados a Jesus, não estão enraizados nEle, não vivem nEle e por Ele. Mesmo que tudo pareça legítimo, eles não passam de uma imitação. É desses “cristãos” que Paulo fala ao escrever a Timóteo, em sua segunda carta: (2 Tm 3.5) “...tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se desses também”.
No século VII antes de Cristo, na época do profeta Jeremias, havia dignitários religiosos meramente nominais. Ouvimos o lamento de Jeremias: “Os sacerdotes não disseram: Onde está o Senhor? E os que tratavam da lei não me conheceram, os pastores prevaricaram contra mim, os profetas profetizaram por Baal e andaram atrás de coisas de nenhum proveito” (Jr 2.8).
Mesmo um cristão meramente nominal pode apostatar da fé. Quem com sua boca confessa ser cristão, mas não pratica o cristianismo no dia-a-dia, precisa aceitar que outros lhe perguntem se não está enganando a si mesmo.
Não é exatamente isso que vemos hoje? Muitos teólogos abandonaram a fé bíblica e correm atrás de convicções que não servem para nada. Eles se abriram para religiões e correntes espirituais que não têm absolutamente nada a ver com Jesus Cristo. Isso também já aconteceu na época em que o povo de Israel peregrinou pelo deserto.
Depois de ter louvado a grandeza e a soberania de Deus (Dt 32.3-4), Moisés emendou uma declaração sobre os infiéis: “Procederam corruptamente contra ele, já não são seus filhos, e sim suas manchas; é geração perversa e deformada” (v.5). Portanto, realmente é possível que aqueles que não são Seus filhos se tornem infiéis a Ele.
Quem carrega em si o testemunho do Espírito Santo a respeito de seu novo nascimento (Rm 8.16) deve alegrar-se com essa certeza e agradecer a Jesus Cristo por ela.
Mas quem não possui esse testemunho inconfundível do Espírito Santo e ainda assim pensa ser cristão, está sujeito a um grande engano. Mas hoje esses “cristãos”, e qualquer pessoa que queira ser salva, pode alcançar a certeza da salvação, se converter-se de forma muito séria a Jesus Cristo. Então, por que esperar mais?
Norbert Lieth – via ASSEM-BEREIA DE DEUS
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Pare e pense
TRANSPIRAR PARA NÃO PIRAR !
Hermes C. Fernandes
Muitos alegam que o Reino de Deus na Terra não passa de uma utopia. Por isso, preferem manter os braços cruzadas à espera do céu. Outros acreditam que basta proclamar a chegada do Reino, e pronto! As coisas vão se ajeitando por si mesmas. Ledo engano! A proclamação deve ser seguida de ação.
Adão recebeu de Deus um mundo paradisíaco, porém, tinha que trabalhar para mantê-lo assim. Nós recebemos uma herança assolada, e temos que arregaçar as mangas, trabalhar e transpirar muito, até que esta herança seja restaurada.
Veja o que o próprio Deus diz por intermédio de Isaías:
“Assim diz o Senhor: No tempo favorável te ouvirei, e no dia da salvação te ajudarei, e te guardarei, e te darei por aliança ao povo, para RESTAURARES A TERRA, e lhe dares em herança as HERDADES ASSOLADAS” (Is.49:8).
Esta passagem fala da missão que o Pai confiou a Jesus, dando-Lhe por aliança ao povo, com a finalidade de restaurar a Terra, não de destruí-la como imaginam alguns. As nações Lhe foram entregues por herança (Sl.2:8), porém, uma herança assolada. Ruínas, nada mais que ruínas. Reergue-las vai custar muito trabalho.
A mesma passagem que diz: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar as boas-novas aos pobres”, também diz que estes mesmos para os quais houver sido pregado o Evangelho “reedificarão as ruínas antigas, e restaurarão os lugares há muito devastados; renovarão as cidades arruinadas, devastadas de geração em geração” (Is.61:1a,4).
A proclamação do Evangelho deve provocar esse tipo de mobilização. As pessoas devem ser constantemente desafiadas a deixarem seu comodismo, e se engajarem na luta pela transformação do mundo.
Tal transformação provavelmente demandará várias gerações. Por isso se diz: “Os que de ti procederem edificarão os lugares antigamente assolados, e levantarás os fundamentos de geração em geração”(Is.58:12a).
Uma geração lança os fundamentos, a outra edifica sobre ele. Portanto, cabe a uma geração preparar o caminho para as que virão. Se uma geração abre a estrada, a próxima a pavimenta, e que vem em seguida a sinaliza. Ninguém conseguirá dar conta de tudo sozinho. Um planta, outro rega, porém Deus dá o crescimento.
Deve-se sempre criar uma expectativa em cima do que virá depois, como Jesus fez com os Seus discípulos, ao afirmar que eles fariam obras ainda maiores do que as d’Ele (Jo.14:12).
Se a geração dos pais for sonhadora, a geração dos filhos será visionária. É sobre isso que profetiza Joel: “E depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões” (Joel 2:28). Os pais sonham, os filhos vêem. Os pais arquitetam, os filhos edificam.
Imaginar que podemos consertar o mundo em nossa geração é uma utopia. Por isso muitos se desanimam de lutar, e preferem deixar as coisas como estão, conformando-se a elas, em vez de trabalhar por sua transformação.
Alguns acham que a transformação do mundo é trabalho exclusivo de Deus. Esquecem-se de que “somos cooperadores de Deus” (1 Co.3:9).
Outros usam a doutrina da graça como desculpa e justificativa para sua inércia e ociosidade. A graça nos inspira a transpirar. Sem a inspiração da graça, nossa transpiração será em vão. E sem a disposição para transpirar, estaremos recebendo a graça de Deus em vão.
Eis a exortação apostólica:
“E nós, cooperando com ele, também vos exortamos a que não recebais a graça de Deus em vão” (2 Co.6:1).
Quem disse isso tinha moral para cobrar de seus companheiros de jornada. Em outra passagem, Paulo dá testemunho: “...a sua graça para comigo não foi vã. Antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus, que está comigo” (1 Co.15:10).
Receber a graça em vão é ser inspirado por ela, mas não se dispor a transpirar. Há uma herança assolada a ser restaurada. Uma sociedade em frangalhos a ser transformada. Quem se dispõe a colocar a mão na massa?
Não basta tomar a iniciativa; nadar, nadar, e morrer na praia. Mesmo que os resultados que esperamos não venham em nossos dias, eles certamente virão, se tão somente não desfalecermos. É o mesmo apóstolo quem nos garante: “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão” (1 Co.15:58). E em outra passagem, ele complementa: “E não nos cansemos de fazer o bem, pois a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido” (Gl.6:9).
Se não formos nós a colhermos, os que vierem depois colherão os resultados de nosso árduo trabalho. E assim, deixaremos para os nossos filhos um mundo melhor do que o que recebemos de nossos pais.
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