Para ler NO Deserto

“Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia; porque tu ouviste, naquele dia, que estavam ali os anaquins, bem como cidades grandes e fortificadas. Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como ele disse.”(Josué 14:12)

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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

QUEM FOGE DE QUEM AFINAL?


NÓS FUGIMOS DO DIABO, OU O DIABO FOGE DA CRUZ?



Nós fugimos do diabo ou o diabo foge de nós?
 
Deus nos ensina como fazermos guerra espiritual. Na carta aos Coríntios, Deus explica para Paulo como é que funciona.
 

O Apóstolo, o cara que foi ao terceiro céu, experimentou coisas indizíveis, inexplicáveis... foi ele também quem experimentou todo tipo de circunstâncias adversas. Tenho comigo que, se Paulo vivesse no nosso meio, ele seria chamado no mínimo de "pé frio". Daquelas pessoas que dizemos "tudo acontece com ele". Fome, nudez, açoites, prisões, naufrágios, picadas de cobra, furtos, perseguições, frio... Aos coríntios ele conta a história de um espinho na sua carne. Um mensageiro do próprio Satanás presente em seu corpo. Não sei se esse espinho era uma tentação, um problema de saúde ou a convivência com uma daquelas pessoas que a gente nunca gostaria estar perto (sim, elas existem)... Três vezes ele pediu à Deus que tirasse esse espinho da sua carne. Paulo começou a fazer guerra espiritual... 

Ele achava que a solução dos seus problemas estava na ausência das circunstâncias desagradáveis. Paulo falava de espinho, do diabo, com Deus. Mas esse não era o assunto de Deus com ele. Enquanto a expectativa e a angústia daquele homem residia em se ver longe de qualquer coisa complicada e desafiadora, o que Deus dizia a ele era diferente.

Para o apóstolo, o suficiente para sua vida era conseguir ficar o mais longe possível do Diabo, imaginando que dessa foram ele estaria mais perto de Deus. Mas é interessante meditarmos que quanto mais longe do diabo estamos, não necessariamente estamos mais próximos de Deus. Porque a nossa referência não pode estar na distância do nosso inimigo, mas a nossa baliza deve ser o quão próximos estamos de Deus.

O Pai é a nossa verdadeira e absoluta referência. Por isso Deus diz a Paulo: "Paulo, eu não vou falar de diabo com você, eu não vou conversar sobre espinho com você! Eu quero te ensinar a respeito de uma única coisa, e isso será suficiente para você. Eu quero falar com você a respeito da minha Graça". 

Na verdade queridos, o que Deus queria explicar para Paulo era que, não importa o quão perto de nós estejam os problemas, as circunstâncias desafiadoras ou as pessoas inconvenientes e difíceis. Tudo isso pode estar tão perto de nós como se fosse um espinho cravado em nossa carne.

O que na verdade importa é quão próximos estamos de Deus, o quanto buscamos a sua intimidade, a sua Graça e o seu Amor. Porque se entendermos e aplicarmos esse Amor e Graça do Pai à nossa vida, isso será suficiente para nos sustentar, inclusive se isso vier até a nos machucar. Deus diz para o Apóstolo: "Paulo, para mim não importa o quanto você está sofrendo, porque sempre há a minha graça para te sustentar, ela nunca será insuficiente". 

Amados, se estamos com dificuldade em superar os nossos dilemas, tentações e crises, o nosso referencial pode estar errado. Ao invés de tentarmos fugir do Diabo, precisamos nos concentrar em nos aproximarmos de Deus. Ele é suficiente em tudo. A verdadeira guerra espiritual não está no tempo em que ficamos repreendendo, expulsando, evitando o que não nos convém, mas está na diligência, na dedicação e zelo em que nós buscamos aprender mais do amor e da graça do nosso Pai. 

Não tente fugir do Diabo, sem antes se aproximar de Deus. Ao estarmos em Cristo, é o diabo que fugirá de nós... porque na verdade, ele foge da cruz. 

"Submetam-se a Deus, resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós" (Tiago 4) 

Nele, que não se preocupa com os espinhos, mas sempre conosco, 

Júnior 
Por José Humberto N. Júnior (@zehumbertojr)

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

EU, UM JUIZ REPROVADO?


EU, UM JUIZ REPROVADO?


“Portanto, você, que julga os outros é indesculpável, pois está condenando a si mesmo naquilo em que julga, visto que você, que julga, pratica as mesmas coisas” (Romanos 2.1 NVI)

No capitulo anterior, Paulo falou a respeito das nossas fortes tendências à prática do mal. Em nossos atos, expressões e nos pensamentos, somos sempre muito rápidos na elaboração de algo ruim e consideravelmente lentos para o bem. Reveja o maravilhoso capitulo 1 da carta aos romanos.

Agora, continuando o ensino, Paulo nos adverte que somos iguais àqueles a quem julgamos. Quem é você ou eu para exercermos juízo sobre o nosso próximo? O ensino de Paulo tem base  no ensino de Jesus. “Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mateus 7.1).

Essa advertência desmascara aqueles que se colocavam como imunes ao Juízo de Deus, apesar de concordarem com a exposição de Paulo quanto a ira divina sobre o pecado. É certo que é “impossível” não tecermos julgamento, mas devemos sempre nos lembrar de que somos igualmente passiveis ao erro. Aprendemos com o próprio Senhor Jesus que seremos julgados na mesma medida em que julgamos.

Como é então julgar o próximo segundo o coração do Pai? Difícil não é? Parece não existir saída, mas encontramos a alternativa no segundo grande mandamento, pois nos foi ordenado amar ao próximo como a nós mesmos. Certamente encontramos dificuldade neste ponto.

Minha oração hoje é para que o Senhor Jesus nos ajude a “julgar com amor”, e para que nos dê força para resistir as tentações iminentes a qual todos nós estamos sujeitos. Sabe esse erro que você facilmente nota nos outros? Cuidado, você pode cair na mesma tentação. Vigie!

Que neste dia você possa olhar o seu próximo com mais compreensão, lembrando-se que o Senhor Deus têm tido misericórdia de sua vida. Não somos merecedores do amor de Deus, mas Ele decidiu andar conosco, basta que tenhamos fé de que dEle vem a justificação. Você entende assim? ou melhor, você vive assim?

Pense Nisto

Extraído de UMBET

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

QUATRO MANEIRAS DE MANTER UM ESCRAVO NO EGITO


QUATRO MANEIRAS DE MANTER UM ESCRAVO NO EGITO


Zé Luiz
Existem diversos rituais nas igrejas evangélicas para o caso de uma pessoa decidir seguir a Jesus como seu único e suficiente Salvador. Um deles é aquele procedimento público de levantar a mão através do apelo do pregador, após uma pregação.

Na maioria das comunidades, você será presenteado com uma bíblia - que deverá ser lida, será convidado a se batizar, e começará a sentir o desejo “inexplicável” de se atualizar nos assuntos relacionados ao que se refere a Deus e seu Reino. Nesses pontos, muito discipulado envenena, apesar do Espírito estar interagindo e indicando – alguns diriam -em caminhos “misteriosos”, ou mesmo, garantirão que esse não são Dele, por se julgarem conhecedores de todos os “Modus operandi” do Todo Poderoso (esse tipo de pensamento já condenou muita gente inocente. Gente que só seguia o que Deus colocava em seus corações, e que certos líderes espirituais eram incapazes de aceitar).

Quando um cidadão decide se converter ao Cristianismo, sem saber, está se juntando à uma multidão de peregrinos, que saem do Egito, e morrerão no deserto. Isso mesmo: o escravo que habita em você deve perecer no deserto. Ele cairá, morto para sempre, e algo totalmente novo, livre das fraquezas escravas, se levantará em você.

Mas antes disso, dentro da mesma analogia: 4 propostas de desistência serão feitas, pelo faraó que ainda habita ali. São propostas inteligentes, dignas de quem sabe manter pessoas sempre em confortável escravidão, daquelas que fazem você acreditar que cebolas de esmola são mais suculentas do que qualquer coisa que você possa conquistar na presença Dele, inclusive manjares e os mais deliciosos assados. São exigências de Faraó para um escravo que já não precisa mais ser:

1º  - Castigo a todo aquele que tenta deixar de ser escravo – (Ex 5, 17)
Nenhum faraó gosta de escravo com ideias abolicionistas, de gente que ameaça a mordomia de quem gosta de oprimir os outros. Todo opressor sabe que sua mentira não ira longe, e o medo – gerado por ameaças e ações (as vezes violentas) – é sempre uma ferramenta poderosa. Fazer você desistir de sua libertação por conta de dobrar sua carga sendo escravo não parece racional, mas a mentalidade escrava acredita que se manter em tal condição pela mesma carga pode ser um bom negócio. O medo é sempre um ótimo argumento.

2º - Não se aprofunde (Ex 8, 29)
Se vai ter realmente que adorar este deus, disse faraó, não vão tão longe. Deixe portas entreabertas, não abrace essa fé de forma tão firme, continue aberto a suas antigas crenças e valores. Fique pelas beiras, ande a beira do caminho, outras libertações são perfeitamente possíveis. Superficialidade é sempre um quesito agradável a quem deseja lhe manter amarras.

Ser raso é importante para se manter escravo e agradável a quem te escraviza( e isso pode ser muito prejudicial, inclusive, quando faraós estão nos púlpitos).

3º - Não leve a família (Ex 10, 10)
Deixe seus filhos fora dessa. O escravo pode deixar de ter mentalidade escrava, desde que mantenha sua descendência viver a vida fora desse conhecimento libertador. Crianças são importantes para faraó, garantem seu reinado.

Seria cômico, não fosse trágico, que as comunidades cristãs, cientes dessa militância faraônica sobre nossos filhos, façam tão pouco esforço para comunicar aos pequenos a grandiosidade de nosso Deus, assim como sobreviver à peregrinação em nosso deserto. Não digo apenas colocá-los em pequenas salas abafadas para pintar desenhos bíblicos. Certamente ensinando o pequeno onde deve andar, que está no ambiente onde ele mais vive: o próprio lar, ciente de que você, como ex-escravo, é algo copiado (incluindo suas atitudes agressivas e palavrões).

4º - Deixe a escravidão, mas os bens ficam para o escravizador (Ex 10, 24):
Faraó pode ficar sem o seu trabalho escravo, desde que continue com seus bens no Egito. Seu investimento na continuidade de um sistema perverso fará toda diferença, independente de sua libertação. Beber, por exemplo, NÃO É pecado, mas manter seu investimento nesse sistema escravagista - quando você já É liberto – é manter sua porção de culpa em algo criado por Faraó.

Drogas, pornografia, tabagismo. O consumo dessas coisas mantém seus bois e cavalos investidos em um mundo que continuará mantendo escravos, que podem ser inclusive, sua alma, seus filhos, sua mente, seus bens.

 Pediria aos oportunistas que não fizesse dessa observação, uma razão para defender que os bens do recém-liberto sejam investidos como oferta a igreja local, ou mesmo que as contribuições financeiras devam ser regulares em suas comunidades locais. Esse tipo de pensamento também é escravagista, já que impõe ao ex-escravo que troque o local onde seu serviço seja depositado (isso se chama IMPOSIÇÃO, ou o que no nosso país é muito forte: IMPOSTO).



Texto originalmente publicado em CRISTÃOCONFUSO

sábado, 27 de agosto de 2011

EVANGELHO DA PROSPERIDADE - DIGA NÃO!

EVANGELHO DA PROSPERIDADE – DIGA NÃO!


                Estive ausente por alguns dias, ministrando curso e palestra no interior de Goiás, retornando ontem,  motivo pelo qual o blog ficou sem atualização.

Marcando o retorno, compartilho com todos o vídeo abaixo, uma fala do pastor John Piper a respeito do tal “Evangelho da Prosperidade”, um câncer teológico exportado pelos americanos e abraçado com extrema eficiência por muitas das igrejas  Neo-Pentecostais. Reflita sobre o assunto...


domingo, 21 de agosto de 2011

O CRENTE TOTAL FLEX


O CRENTE TOTAL FLEX



Por PC@maral

Quando Jesus me fez o convite para fazer parte da família de Deus, no inicio fui meio que relutante, mas logo cedi ao chamado do Senhor e comecei a congregar na Igreja que estou até hoje. O que me alimentou nesse tempo todo? A Palavra de Deus!
Este é o combustível, o alimento espiritual do crente em Jesus Cristo, salvo pelo seu sangue, a Sua Palavra, e ela é única. 


Infelizmente, talvez, eu, e você que lê este artigo, e outros poucos, sejam exceção neste mundo “Cristão Gospel Flex”. 


Falo isso porque constatei, durante estes anos todos, um tipo de crente que está na moda: “O Crente Total Flex”. Esse aceita qualquer evangelho! Não importa a qualidade do alimento, ele não olha para isso, ele olha para o resultado imediato: “com esse, encho o tanque, e ando mais uma semana!”.


O crente total flex, não tem pouso fixo, ele pula de igreja em igreja atrás de uma “promoção” de benção melhor. Quando a igreja faz propaganda de milagres então; lá está o crente flex! Quando anunciam quebra de maldição, lá vai o crente flex com a suas correntes, quando a promoção é regressão, ele já está deitado no “divã” da igreja, quando é possessão, lá vai ele expulsar os “caronas”. Quando é caroço então, nem se fala; já apresenta a mão, (aqui está a minha mão).


O crente flex não se alimenta da palavra. Ela (a palavra de Deus) é o único combustível que pode dar a vida eterna, mas ele prefere viver neste mundo perene. 


Ele prefere dizer que se alimentar destes muitos tipos de combustíveis sai mais em conta e o lucro é maior. O combustível da Palavra de Deus é muito caro e trabalhoso, e requer fidelidade – (coisa que ele não admite ter com ninguém). Ele não atenta para os benefícios à longo prazo da Palavra que liberta o motor e limpa todas as peças emperradas pelo pecado. 


O crente flex não quer isso, quer mesmo é trafegar para lá e para cá, para lá e para cá, até Jesus voltar.


A nossa oração é para que este tipo de crente saia de linha, e, o que sobrar ainda rodando, caia no desuso, para que, através do combustível verdadeiro que é a Palavra de Deus seja aperfeiçoado e possa ser exportado, com Jesus, para o céu.

Extraído de GENIZAHVIRTUAL


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O CÓRREGO DO ARREPENDIDO


O CÓRREGO DO ARREPENDIDO


A 100 km de Brasília, o córrego Arrependido fica na fronteira do Estado de Goiás com o de Minas Gerais . Parece que o brasileiro gosta de dar este nome a acidentes geográficos: além do córrego, há duas cachoeiras do Arrependido (uma no rio Araguari, no Amazonas, e outra no rio Sucunduri, no Amapá) e ainda a cachoeira do Arrependidozinho, também no rio Araguari.

O córrego do Arrependido lembra o ribeiro de Jaboque (Gênesis 32:22-33:20) e o rio Jordão (Mateus 3:1-10). Os dois acidentes falam de arrependimento.

Junto ao vau de Jaboque, mas separado das quatro esposas e dos filhos, e a sós com Deus, Jacó teve o maior momento de sua vida. Precisando da bênção do Senhor para aplacar a ira de seu irmão Esaú, que vinha ao seu encontro com 400 homens armados, Jacó admitiu diante de Deus que havia feito sujeira com Esaú vinte anos antes. O próprio Deus lutou com Jacó até que o patriarca confessasse tudo. Uma vez convencido e arrependido de seu pecado, Jacó obteve o livramento de que precisava. O comportamento a seguir prova sobejamente que a velha raposa era outro homem quando atravessou o ribeiro de Jaboque. Até então, Jacó era Jacó; daí  para frente, Jacó era Israel. Entre Jacó e Israel estava o córrego do arrependimento.

Para preparar o caminho do Senhor e endireitar as suas veredas, Deus enviou o maior pregador de arrependimento de todos os tempos, o excêntrico João Batista. Os que se arrependiam era imediatamente batizados no rio Jordão – cujo nome em hebraico significa “ o descedor”. O rio começa no lago Hulé, a 70 metros acima do nível do mar. Mais abaixo, a 16 quilômetros ao sul do lago de Tiberíades, ele já está a mais de 200 metros abaixo do nível do mar, chegando a 394 METROS AO DESEMBOCAR NO MAR MORTO.

Nos meandros do rio Jordão eram afundados e carregados os pecados dos arrependidos, indo parar no leito do mar Morto, desaparecendo para todo o sempre. A descida do rio de 70 metros acima para 400 metros abaixo do nível do Mediterrâneo completa a simbologia da profecia de Miquéias: O Senhor “tornará a ter misericórdia de nós; pisará aos pés as nossas iniqüidades, e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar” (Miquéias 7:19).

Curioso é observar que o próprio ribeiro de Jaboque deságua no rio Jordão, 32 quilômetros antes do mar Morto. Para lá também foram os pecados de Jacó, o suplantador.
Não há quem não precise aproximar-se do córrego do arrependido ou lavar-se naquele rio que desce, desce, desce até as profundezas do mar. Só depois, é possível começar vida nova e alcançar a plenitude das bênçãos do Senhor.
Texto extraído da Revista ULTIMATO Nr. 198/ABRIL-1989
 Instruindo o povo de Deus!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

QUAL MILAGRE VOCÊ PRECISA?

QUAL MILAGRE VOCÊ PRECISA?

“Então aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis. E habitareis na terra que eu dei a vossos pais e vós sereis o meu povo, e eu serei o vosso Deus.”(Ezequiel 36:25 a 28)

Dálton Curvello
No culto de ontem à noite, um cântico em especial chamou-me a atenção. Nele louvamos a Deus afirmando que estávamos em sua casa, nos lançando a seus pés implorando cura. Ao afirmar que “trago a cicatriz de alguém que tanto errou, mas tentou acertar”, concluímos o cântico pedindo a Deus o milagre de “mudar a minha vida”.

Foi exatamente isso que me chamou a atenção naquele cântico. Enquanto o ministro de louvor levava a igreja a entoar esse cântico, falava sobre pedir a Deus um milagre para a sua vida. O milagre em questão é um novo coração, uma nova direção, a de fazer a vontade do Pai.

Num tempo em que a maioria das igrejas pregam (e vivem) um tempo de exigir bênçãos de Deus (“Eu quero de volta o que é meu...”), um exemplo de louvor genuíno, em que se busca a verdadeira bênção. Não material, não apenas para nosso próprio deleite, mas a bênção que edifica. Você quer esse milagre?


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A vontade Deus e os desejos não realizados


Para aqueles que, assim como eu, buscam crescer cada dia mais no conhecimento de Deus, que contrariando a onda do momento preferem o Evangelho da Vida Real, aquele que declara que sua única regra de fé e prática é a Bíblia, não podem deixar de ler o livro:  Nem Monge, Nem Executivo - Jesus: um modelo de espiritualidade invertida. Apresento abaixo um capítulo desse excelente livro, bem como o vídeo de divulgação. Ambos extraídos do site da revista ULTIMATO.
Dálton Curvello


A vontade Deus e os desejos não realizados


“A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.”


Essa afirmação — uma das poucas janelas que temos para a vida emocional de Jesus — é feita quando os discípulos voltam da cidade trazendo alimentos. Jesus, que parece estar sob o impacto da conversa com a mulher samaritana, responde: “Uma comida para comer tenho eu, vocês não a conhecem” (Jo 4.32). Um contraste entre o que motivava os discípulos na vida e o que motivava Jesus.

É significativo que não passa pela mente dos discípulos que Jesus poderia ter feito um milagre para se alimentar. Pensam logo na hipótese de alguém ter trazido comida para ele (v. 33). Foi falta de fé por parte deles? Não. Eles sabiam que os milagres não eram feitos a qualquer hora, por um capricho. Não eram usados para satisfazer fins pessoais (a tentação de transformar pedras em pães). Se Jesus não usava seus poderes divinos para satisfazer a si mesmo, por que esperamos que ele o faça para satisfazer a nós? Jesus tinha desejos não-realizados (como a fome, nesse caso); porém, ele dizia: “Não; o propósito da minha vida não é simplesmente satisfazer os meus desejos”.

Podemos ir mais além, pois às vezes os desejos se reintroduzem sutilmente, sob a desculpa de que estamos servindo a Deus. Entretanto, Jesus, com a missão mais importante que alguém já teve, não exigiu perfeitas condições de trabalho, comida sempre na hora, colaboradores competentes, momentos de paz. Ele tolerou o cansaço, a sede, a fome, a incompetência, a incompreensão, a oposição. E tudo isso quando poderia ter usado os recursos de sua sociedade missionária celestial para remediar a situação.

Só há uma exceção a esse padrão: o curioso incidente de Mateus 17.24-27, quando Jesus aparentemente faz um milagre para pagar o imposto do templo. O incidente indica uma atitude de desprezo diante da ganância dos dirigentes da religião oficial. A “necessidade” de sustentar a elite político-religiosa não se iguala à necessidade de comer depois de uma longa caminhada.

Jesus tinha singeleza de propósito — fazer a vontade de Deus. Na cruz, pôde dizer: “Está consumado” (Jo 19.30). O que significa o fato de que a “comida” dele era fazer a vontade de Deus? Significa que ele se alimentava disso, que era a condição básica de sua sobrevivência. Se não o fizesse, definharia como quem não come. Oportunidades de servir, mesmo em momentos de cansaço e fome, eram o que lhe dava forças.

Não vivo tal versículo. Fazer a vontade de Deus só é básico para mim em certos momentos; em outros, não. Porém, para Jesus, era o tempo todo. Assim como ganhar dinheiro o é para certas pessoas — nunca perdem uma oportunidade. Ou como aproveitar a chance de uma conquista sexual. Ou como nunca deixar passar a chance de espalhar uma fofoca. Que morte: “Minha comida consiste em fazer a vontade de outra pessoa!” Isso é bem diferente de incorporar o reino de Deus como mais um interesse na vida. Exige um “jejum” de nossos próprios projetos, para que a fome do projeto de Deus apareça.

Jesus é capaz disso, porque vê a Deus como “aquele que me enviou”. Será que, quando alguém pergunta: “Quem é Deus para você?”, penso logo em responder: “É quem me enviou”? Minha relação com ele é de enviador e enviado?

Outro texto em que Jesus revela algo de sua vida interior é Lucas 12.49-50: “Eu vim para lançar fogo sobre a terra e bem quisera que já estivesse a arder. Tenho, porém, um batismo com o qual hei de ser batizado; e quanto me angustio até que o mesmo se realize!”.

Como é que Jesus, uma pessoa equilibrada e sempre disponível, poderia se angustiar? O equilíbrio cristão, porém, não é o ideal budista de impassibilidade. Não depende de “estar de bem com a vida”. Um forte senso de missão e de necessidade pode coexistir com a calma e com a disponibilidade.

“A vontade daquele que me enviou” nem sempre é algo agradável. Imaginemos Jesus dizendo essa frase no jardim do Getsêmani! A sua “comida”, naquela circunstância, devia parecer envenenada.

Será que Jesus era um “viciado em trabalho”? Não. Para ele, o trabalho não era um fim em si mesmo, mas um meio de fazer a vontade do Pai. Jesus não disse: “Minha comida consiste em me realizar por meio do trabalho”. Não tinha uma atividade febril, ditada pelas circunstâncias. Ele tinha uma missão, não uma reação. 

Nosso problema é que não temos — salvo em raros momentos — uma ideia tão clara de nossa missão como Jesus tinha. Ele pôde dizer: “Está consumado”, porque a sua missão se relacionava com a cruz como clímax. E nós? Em geral, não temos consciência de um projeto tão específico como ponto culminante de nossa missão. Posso assumir um projeto, mas quem me garante que não se tornará mera obstinação? Por isso, temos de nos propor a “realizar a obra de Deus”, mas sempre com autocrítica, sabendo que a obra de Deus pode não ser exatamente o que nós queremos fazer, muito menos o que acabamos realizando.

Portanto, que tenhamos tolerância para com os projetos cristãos dos outros, modéstia quanto à nossa própria atividade e cautela no uso da frase “a vontade de Deus” para justificar as nossas decisões.
__________
Paul Freston, inglês naturalizado brasileiro, é professor colaborador do programa de pós-graduação em sociologia na Universidade Federal de São Carlos e professor catedrático de religião e política em contexto global na Balsillie School of International Affairs e na Wilfrid Laurier University, em Waterloo, Ontário, Canadá.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

DESERTO: UM LUGAR PARA APRENDER

DESERTO: UM LUGAR PARA APRENDER

Marcony Jahel
Procuramos lugares para diversão, tais como parques, praias, cinemas , etc..

Procuramos lugares para descansar, tais como hotéis fazenda, spas, camping, etc..  

Procuramos lugares para se apoiar, lugar de orar, lugar de estar presente... tais como igrejas, centros de recuperação, células, etc...

Mas ninguém procura um deserto, pois o deserto é um lugar árido e cheios de extremos, muito quente na parte do dia e muito frio na parte da noite, o deserto te desconecta do mundo, lá você não tem luxo,  tudo é muito complicado de se obter, então no deserto ninguém quer ir ou ficar.

Mas o deserto é um lugar de conhecimento, pois o povo nômade que vive no deserto aprende com o próprio deserto a viver conforme os perigos oferecidos por lá, aprende a andar, a se portar, a se vestir, a encontrar agua, alimento, aprende a cultivar, aprende a entender os próprios limites.

O deserto da vida, não é diferente do deserto material, se tivermos a oportunidade de  viver um deserto temos que tirar proveito da experiência, aprendendo a porta com esperança e humildade, pois o deserto é lugar de auto conhecimento, aprendemos a lidar com nossos limites, aprendemos que dependemos de Deus em tudo, aprendemos que no deserto podemos prosperar, assisti um filme chamado "O Fazendeiro e Deus", e la narra um homem que acreditou no poder maravilhoso de Deus e Deus o fez prosperar em uma terra que não dava frutos, e assim colheu aquele homem muitos por um, o fazendeiro estava em um deserto físico e espiritual, mais quando ele entendeu que Deus estava trabalhando em sua vida ele entregou tudo nas mãos de Deus e Deus o honrou e o fez prosperar.

Temos que entender que quando estamos num deserto as coisas podem piorar, pois pode vir uma tempestade de areia e acabar por nos cegar, podemos ter miragens e nos enganar, o sol é escaldante e nos perturba, assim é o deserto espiritual, quando nos achamos nessa situação as tempestades são maiores, e as miragens que nos são impostas são cada vez mais reais nos perturbando emocionalmente, são nessas horas que pessoas sem compromisso com a palavra de Deus usam a própria palavra de Deus para nos enganar e nos ludibriar, querendo assim nos manter cativos de um deserto, esse tipo de guias cegos, querem mais é nos escravizar, assim como no deserto físico, pessoas são levadas cativas para trabalho escravo, assim no deserto espiritual estão cheios de "piratas do evangelho", loucos por escravizar com doutrinas enganadoras e cheias de falsa promessas, que visam a nossa destruição.

Lendo as dificuldades que Izaque passou em Gera, conforme Gênesis 26 entendemos que Deus nos quer onde Ele nos colocou, leia:
26.1 Sobrevindo fome à terra, além da primeira havida nos dias de Abraão, foi Isaque a Gerar, avistar-se com Abimeleque, rei dos filisteus.
26.2 Apareceu-lhe o SENHOR e disse: Não desças ao Egito. Fica na terra que eu te disser;
26.3 habita nela, e serei contigo e te abençoarei; porque a ti e a tua descendência darei todas estas terras e confirmarei o juramento que fiz a Abraão, teu pai.
26.4 Multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus e lhe darei todas estas terras. Na tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra;
26.5 porque Abraão obedeceu à minha palavra e guardou os meus mandados, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis.
26.6 Isaque, pois, ficou em Gerar.
26.7 Perguntando-lhe os homens daquele lugar a respeito de sua mulher, disse: É minha irmã; pois temia dizer: É minha mulher; para que, dizia ele consigo, os homens do lugar não me matem por amor de Rebeca, porque era formosa de aparência.
26.8 Ora, tendo Isaque permanecido ali por muito tempo, Abimeleque, rei dos filisteus, olhando da janela, viu que Isaque acariciava a Rebeca, sua mulher.
26.9 Então, Abimeleque chamou a Isaque e lhe disse: É evidente que ela é tua esposa; como, pois, disseste: É minha irmã? Respondeu-lhe Isaque: Porque eu dizia: para que eu não morra por causa dela.
26.10 Disse Abimeleque: Que é isso que nos fizeste? Facilmente algum do povo teria abusado de tua mulher, e tu, atraído sobre nós grave delito.
26.11 E deu esta ordem a todo o povo: Qualquer que tocar a este homem ou à sua mulher certamente morrerá.
26.12 Semeou Isaque naquela terra e, no mesmo ano, recolheu cento por um, porque o SENHOR o abençoava.

Assim como Izaque colheu cem por um, assim como Izaque prosperou no deserto, derrotou a fome e todas as dificuldades, assim podemos prosperar, sem ter que acreditar em teorias de prosperidade pregadas por ai, voltemos para o verdadeiro evangelho, voltemos para o Deus vivo que nunca nos desampara e que possamos sobreviver e aprender nos desertos da vida.

Pois o deserto é um lugar de vitórias, lugar de encontro pessoal, lugar de colocar em evidencia sua vida com Deus, lugar para buscar e encontrar, lugar de sair revigorado, viva o seu deserto e tenha vitórias.

Não é errado buscar descanso ou diversão, mas não corra e nem se desespere ao passar pelo deserto, pelo contrário retire o máximo de proveito dessa oportunidade que Deus te dá.

E no mais que Deus nos ajude

Ósculo Santo por parte de Cristo Jesus.

Hospital da Alma

domingo, 7 de agosto de 2011

DEUS DE MILAGRES, SOCORRO!

DEUS DE MILAGRES, SOCORRO!

“Sucedeu, pois, que, chegando Davi e os seus homens ao terceiro dia a Ziclague, já os amalequitas tinham invadido o sul, e Ziclague, e tinham ferido a Ziclague e a tinham queimado a fogo. E tinham levado cativas as mulheres, e todos os que estavam nela, tanto pequenos como grandes; a ninguém, porém, mataram, tão-somente os levaram consigo, e foram o seu caminho. E Davi e os seus homens chegaram à cidade e eis que estava queimada a fogo, e suas mulheres, seus filhos e suas filhas tinham sido levados cativos. Então Davi e o povo que se achava com ele alçaram a sua voz, e choraram, até que neles não houve mais forças para chorar. Também as duas mulheres de Davi foram levadas cativas; Ainoã, a jizreelita, e Abigail, a mulher de Nabal, o carmelita. E Davi muito se angustiou, porque o povo falava de apedrejá-lo, porque a alma de todo o povo estava em amargura, cada um por causa dos seus filhos e das suas filhas; todavia Davi se fortaleceu no SENHOR seu Deus.” (1Samuel 30:1 a 6)

Dálton Curvello
Existe uma música, “Deus de Milagres”, do Thiago Godoi, que fala da angústia de Daví ao chegar àquele acampamento em Ziclague e deparar-se com tamanha desolação. Fico imaginando o sentimento que tomou conta daqueles homens, sentindo-se impotentes e desamparados, de vitoriosos a derrotados num instante.

Diz a Bíblia que aqueles homens, guerreiros valentes, choraram “até que neles não houve mais forças para chorar.”Daví e seus valentes foram confrontados ali com sua pequenez, com sua fragilidade humana, sentindo a tremenda derrota e a perca de todos os seus entes queridos e seus bens.

Daví se angustiou mais ainda, pois a esta altura o povo já falava em apedrejá-lo!

Como é volúvel o ser humano! Como precisamos sempre eleger um “bode expiatório”para personificar nossos fracassos! De herói inquestionável a candidato ao apedrejamento em poucos instantes. Daví porém se fortaleceu no Senhor, diz a Palavra.

E o povo (esse mesmo que queria apedrejá-lo) viu o milagre do Deus de milagres operando naquela situação aparentemente irreversível, transformando a tremenda derrota em vitória completa.

Ouça a música, cante a Deus junto com o Thiago Godoi,  receba de Deus essa mesma força que se moveu em Daví, fazendo-o se levantar daquele choro amargurado. Levante-se para a vitória que Deus tem preparada para todos aqueles que crêem, a despeito das circunstâncias. Esse é o Deus de milagre!

sábado, 6 de agosto de 2011

ORAÇÃO: O BIOTÔNICO PARA A ALMA. VOCÊ TOMA?


ORAÇÃO: O BIOTÔNICO PARA A ALMA. VOCÊ TOMA?


André Sanchez
Quem não se lembra do famoso jingle: Bê, á, bá. Bê, e, bé. Bê, i, Bi…otônico Fontoura!? Pois é, trata-se da propaganda de um medicamento que existe até hoje e que tem como principal função atuar como fortificante e antianêmico. A pessoa que tem anemia se sente com fadiga, com fraqueza, com indisposição paras as atividades da vida, com moleza, se cansa fácil. Ou seja, o biotônico age para trazer novamente à pessoa a força necessária para que ela viva da melhor forma. Ele ergue o que está fraco fisicamente.

Nesse sentido, na vida espiritual, o nosso biotônico chama-se oração. Pessoas que não oram caem em fraqueza e ficam debilitadas com o tempo. Ficam anêmicas. Perdem as forças espirituais, ficam indispostas, fracas, cansadas, desanimadas. É o que mais vemos na vida das pessoas hoje. Grande parte das pessoas de nossa sociedade estão anêmicas, doentes. Isso porque estão distantes do fortificante, distantes da oração e dos benefícios de ter esse tempo de comunhão com Deus, que é o principio ativo desse biotônico.

Se observarmos os grandes homens de Deus, veremos que eles tomavam grandes doses de biotônico [oração] no seu dia-a-dia e isto os capacitava e os fortalecia para as obras da vida. Daniel tomava três doses de biotônico [oração] por dia como o texto nos indica: “Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa e, em cima, no seu quarto, onde havia janelas abertas do lado de Jerusalém, três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer.” (Dn 6. 10).

Sem dúvida, Jesus foi o homem mais dependente da oração, e por isso foi forte o bastante para realizar Sua difícil missão. Ele sempre e de diversas formas orava: “Tendo-se levantado alta madrugada [Jesus], saiu, foi para um lugar deserto e ali orava.” (Mc 1. 35)

Os exemplos são diversos. Todos os grandes homens de Deus foram homens de oração. Todos os homens de Deus tomavam do biotônico e eram fortalecidos dia a dia.

Para finalizar, exponho a grande dica do apóstolo Paulo, que com certeza, tomava altas doses de oração e por isso foi quem foi. Ele disse: “Orai sem cessar.” (1Ts 5. 17). Simples e direto!

O que nos impede de tomar desse biotônico chamado oração e estarmos fortalecidos?

Extraído de : ESBOÇANDO IDÉIAS

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

NADA além do SANGUE

NADA ALÉM DO SANGUE

“Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça”(Efésios 1:7)
Dálton Curvello
Esse vídeo, um louvor do Fernandinho vai para todos aqueles que ainda insistem em tentar vender indulgências, cobrar pedágio de crentes pouco instruídos na Palavra, colocar-lhes fardos que não existem, inventores e praticantes de feitiçarias gospel, visando escravizar aqueles que um dia foram libertos por esse Sangue.
Vai também para você, que foi lavado por esse mesmo Sangue, um dia liberto, acabou novamente escravo de algum desses lobos devoradores de almas, mas que novamente foi resgatado, e hoje enxerga a verdadeira GRAÇA salvadora que lhe diz: Essa salvação é fruto de “NADA ALÉM DO SANGUE DE JESUS”

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

PÃO, PEIXE E OVO ou ESPÍRITO SANTO, O QUE VAI SER?

PÃO, PEIXE E OVO ou ESPÍRITO SANTO,
O QUE VAI SER?

“Disse-lhes também: Qual de vós terá um amigo, e, se for procurá-lo à meia-noite, e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães, Pois que um amigo meu chegou a minha casa, vindo de caminho, e não tenho que apresentar-lhe; Se ele, respondendo de dentro, disser: Não me importunes; já está a porta fechada, e os meus filhos estão comigo na cama; não posso levantar-me para tos dar; Digo-vos que, ainda que não se levante a dar-lhos, por ser seu amigo, levantar-se-á, todavia, por causa da sua importunação, e lhe dará tudo o que houver mister. E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; Porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á. E qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente? Ou, também, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?”(Lucas 11:5 a 13)

Dálton Curvello
Tive o privilégio de participar do culto de 31.07 na igreja Sal da Terra em Goiânia, em que fomos ministrados pelo pastor Paulo Júnior (@paulobjunior), que pregou sobre o texto acima.

No texto de Lucas 11, a maioria de nós entendemos apenas tratar-se de orientações sobre pedir algo a Deus insistentemente até receber aquilo que pedimos. Notadamente nos dias atuais, em que a igreja está perdendo seu foco, desviando-se da Graça e passando a pregar um evangelho torto em que Deus se compra (com sacrifícios, com dízimos).

Olhando melhor para o texto em referência, vemos que Jesus fala que mesmo os maus podem nos suprir de pão, peixe e ovo (coisas materiais). Se você lembrar bem, verá que muita gente tem até seu depósito particular com porções de três pães, para atender àqueles que lhe importunam, apenas para não se envolver.

A mulher vem com um pedido? O marido prontamente lhe entrega os três pães, para “ter sossego”, o irmão telefona com algum problema? Prontamente lhe responde que pelo menos três biscoitos você consegue... Tudo para não ser importunado e prosseguir em seu caminho.

São muitos exemplos de que Pão, peixe e ovo são itens básicos e que fazem parte de nossa vida diária. O que Jesus fala em seguida é a chave para a correta compreensão da passagem bíblica: “Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?”

O que você tem pedido a Deus, meu irmão? Pão, peixe e ovo?  Pense a respeito...

“Ao cair da tarde daquele primeiro dia da semana, estando os discípulos reunidos a portas trancadas, por medo dos judeus, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: "Paz seja com vocês! " Tendo dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se quando viram o Senhor. Novamente Jesus disse: "Paz seja com vocês! Assim como o Pai me enviou, eu os envio". E com isso, soprou sobre eles e disse: "Recebam o Espírito Santo. Se perdoarem os pecados de alguém, estarão perdoados; se não os perdoarem, não estarão perdoados"(João 20:19 a 23)

Jesus, entre suas últimas palavras na Cruz, disse: “Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que estão fazendo”, e agora, ao retornar vitorioso, ressurreto e tendo vencido a morte e o pecado, naquele que provavelmente seja seu primeiro discurso após isso, suas palavras se resumem em novamente falar de perdão, de poder para perdoar.

Este é o verdadeiro milagre da igreja! Pão, peixe e ovo, isso o mundo pode oferecer. O poder para perdoar, esse é resultado do Espírito Santo em nós.

Receba esse Espírito Santo, entenda que é isso que Deus quer lhe dar, esse é o verdadeiro poder, e libere o perdão em sua vida. Alguém te machucou? Bem vindo ao clube. Você foi enganado, ferido, traído? Olhe para o exemplo que Jesus nos dá sobre esse assunto. Pare de se preocupar apenas em pedir a Deus mais Pão, Peixe e Ovo.

Obs.: Transcrição livre feita por mim baseada na mensagem ministrada no culto de 31.07-igreja Sal da Terra.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

JOHN STOTT - 1921 / 2011

Está no "THE CHRISTIAN POST":


Morte de John Stott: ‘Entre os Três Maiores Comentaristas de Romanos’, Diz Bispo



Líderes evangélicos brasileiros lamentam e comentam a morte de um dos maiores líderes evangélicos do mundo, John Stott, que foi apontado como dono de um dos três maiores comentários de Romanos, ao lado de Martinho Lutero e Karl Barth.

Líderes evangélicos brasileiros lamentam e comentam a morte de um dos maiores líderes evangélicos do mundo, John Stott.

John Stott faleceu nesta tarde de quarta-feira, aproximadamente às 3:15pm, horário de Londres, de acordo com o presidente do John Stott Ministries, Benjamin Homan.

O grande líder evangélico deixou alguns amigos no Brasil que fizeram recordações de Stott neste momento de perda. O bispo anglicano Robinson Cavalcanti, um dos que intermediou a visita do líder no Brasil em 1980, disse ao The Christian Post que justamente pensava em ir visitá-lo na Inglaterra.

“Foi uma perda... Ele foi um dos principais pensadores evangélicos do século passado”.

Cavalcanti teve um relacionamento, segundo ele, próximo por estarem ligados à ABU (Aliança Bíblica Universitária), e o congresso de Lausanne, da qual foi membro.

“Estivemos juntos desde de 1967, era uma relação dentro da linha evangélica anglicana, dentro da ABU e dentro da relação afetiva”.

A última que o líder brasileiro esteve com ele faz uns cinco anos, disse Cavalcanti.

Das vezes em que Stott foi ao Brasil, o bispo Robinson Cavalcanti foi o seu intermediário, em 1980, no Congresso Mundial da ABU em Recife. A segunda vez ele veio em 1989, para um outro congresso, sendo intermediado por um outro amigo, pastor Caio Fábio.

“Duas vezes que Stott foi ao Brasil, ele veio em minha casa. Da primeira vez, ele tomou café e na segunda ele almoçou”, relembrou o bispo brasileiro.

Bispo Cavalcanti citou como uma qualidade da qual ele se lembra de John Stott a sua capacidade de expor a Bíblia. “Como expositor bíblico ele era fantástico.”

Ele considera que John Stott foi um dos três maiores comentaristas do livro de Romanos da história que "foram os comentários de [Martinho] Lutero, o de Karl Barth e o comentário dele [John Stott]”.

John Stott foi descrito por ele como uma pessoa introvertida, mas afetuosa e muito pastoral, muito preocupado com o bem estar dos seus amigos.

O pastor Caio Fábio d'Araújo Filho, apontado como outro dos amigos próximos de Stott no Brasil, informou a morte do líder evangélico no seu blog, escrevendo a última mensagem dele em Keswick.

Na visita Stott ao Brasil em 1989, Caio Fábio, como é conhecido, foi o responsável por levá-lo a conhecer a famosa Amazônia.

John... dizia que nunca, em tão pouco tempo, tinha visto tantas novas espécies de pássaros em sua vida”, disse Caio Fábio em um dos seus relatos sobre a visita de Stott postado em seu blog.

Outros líderes brasileiros lamentaram sua morte, “é com pesar que recebi a notícia do falecimento de um dos maiores pastores evangélicos de todos os tempos”, disse o pastor Renato Vargens da Igreja Cristã da Aliança no Rio de Janeiro.

“Eu devo muito a este grande homem de Deus. Seus livros contribuíram significativamente para a minha formação teológica”, disse ele.

Stott morreu aos 90 anos e é reverenciado por sua vida em ministério. Ele foi considerado pelo evangelista Billy Graham como o “mais respeitado no mundo de hoje”.

Stott era pertencente à Igreja Anglicana desde 1936 e foi o fundador da Langham Partnership International. Uma de suas maiores contribuições internacionais foram os seus livros, publicando mais de 40 títulos e centenas de artigos cristãos:

Minha homenagem: John Stot foi para a eternidade, apresentar-se diante de Deus, deixando um legado de integridade, fé e fidelidade à Palavra de Deus. Diferentemente de muitos líderes da nova onda gospel, ele nunca se deixou contaminar pela venda de indulgências, sementes de prosperidade, feitiçarias-gospel, e tantas heresias que têm desviado muitos pastores. Desejo que o Espírito Santo incomode os líderes da igreja (falo a igreja invisível, que engloba várias bandeiras) para que sigam esse exemplo.
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