Para ler NO Deserto

“Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia; porque tu ouviste, naquele dia, que estavam ali os anaquins, bem como cidades grandes e fortificadas. Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como ele disse.”(Josué 14:12)

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sábado, 31 de julho de 2010

Cem Ovelhas

Querido Irmão Dálton,

Leitor assíduo e cotidiano de Blog, felicito-o pelo seu crescimento a olhos vistos.

Sua mensagem de hoje, sobre a LIBERTAÇÃO, é claramente Inspirada. Comoveu-me.

De encontro a uma postagem anterior, tenho uma música - que conhecemos desde os tempos de Caçu - que gostaria de dedicar a você em meu nome e de nossa mãinha.


Pare e pense

         “Estarei sempre com vocês; vocês serão o meu povo, e eu serei o seu Deus. Eu sou o SENHOR, o Deus de vocês. Eu os tirei do Egito para que vocês não fossem escravos dos egípcios. Eu os livrei da escravidão e os fiz andar de cabeça erguida.” (Levítico 26:12 a 13)
                Nesses capítulos finais de Levítico, Deus declara as bênçãos da obediência (Levítico 26:3 a 13) e as consequências da desobediência (Levítico 26:14 a 39). Perceba que após a primeira sequência de juízo, segue-se outras quatro, a serem aplicadas caso o povo não se arrependesse com a anterior, e Deus cita um pecado que explicaria muito bem o comportamento resistente: “Acabarei com o seu poder, de que vocês se orgulham; não mandarei chuva, e o chão ficará duro como ferro.”(Levítico 26:19). Orgulho, ou soberba, segundo a versão Revista e Atualizada. Exatamente. A soberba precede a ruína, diz em provérbios, e se configura num pecado terrível, pois afasta o homem de Deus e invalida o sacrifício de Cristo. Ore a Deus neste momento, pedindo espírito de humildade, de gratidão, repreendendo qualquer soberba ou auto-suficiência em sua vida.  
E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos.(Colossenses 3:15)
    PENSE NISTO

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Pare e pense


De quem você lembra quando vê esta poltrona?

No pare e pense de hoje, apresento outro texto do irmão Zé Luis, do blog  http://cristaoconfuso.blogspot.com/. Note certa semelhança com o assunto de nossa meditação de ontem. É um tema que, infelismente, afeta cada dia mais pessoas...


Por Zé Luís

Quando comecei a pegar gosto por frequentar igreja evangélica, não demorou muito para eu começar a analisar as pregações e pensar:
“ Consigo pregar melhor que este cidadão... tenho mais cursos, boa dicção, melhor oratória, mais tempo de leitura, absorvo melhor os contextos... e essa minha humildade que me permite ser mais do que qualquer um daqui...”

Não demorou muito para que eu fosse convidado a pregar, não em minha igreja, mas em um imenso templo, onde engasguei após ter me preparado tanto, e gaguejei diante dos olhares daquela multidão de gente paciente. Poucas vezes, cinco minutos se prolongaram tanto.

Mesmo assim, persisti, estudando mais e mais, com um impulso que parecia nascer dentro de minha alma. Havia uma necessidade, uma fome, mas o orgulho de me achar melhor – que parecia me impulsionar - parecia nublar determinados pontos. Era como se tudo que eu dissesse não soasse sincero (o que realmente não era). Parafraseando C.S .Lewis, falar de perdão é super fácil, até que você precise perdoar coisas imperdoáveis. Falar de amor a inimigos , na teoria, é simples: existem milhares de bons textos que nos animam a isso, até que o seu opositor te agride com a truculência possível.

Isso, com o tempo, me levou a uma encruzilhada sobre minha real vocação. Ainda mais quando conheci um candidato a pastor que, ao conhecer minha crise existencial de não viver o que pregava e querer pregá-la, avisou: “Mas nós não podemos viver o que pregamos. Seria como uma enfermeira se compadecer com todos os doentes que trata...”

Parecia que falávamos de uma preparação intelectual (que já tentara e não funcionou) onde arrebanhávamos vidas como em uma linha de produção. Um uniforme que visto ao sentar numa sala, para aconselhar e preparar pregações com este ou aquele objetivo, seja ele aumentar membresia ou aumentar a arrecadação para a reforma do telhado.

Isso é o efeito quando não há vocação: o fardo da ingratidão alheia será insuportável. Certamente, terei de ter outros estimulantes que não são o amor incondicional pelas almas. Tem de haver um preço para que não me veja em prejuízo.

Se não há vocação, a alma não sentirá a dor daqueles que choram, dos depressivos suicidas, das mocinhas grávidas pelo sexo casual, dos que lutam e são derrotados por sua própria sexualidade.

Sem vocação, tudo isso fará parte de um contexto onde o lucro da obra é baseado na expansão da igreja-franquia, e meu rendimento para o Reino (que é reino, com letra minúscula) pode ser medido em uma planilha, com a projeção gráfica, em meses e anos, do "empreendimento" santo.

A longo prazo, ficarei cínico e fingirei que me importo com a dor alheia – por fazer parte do nobre ofício, mas sempre dentro dos horários comerciais.

A patologia que alimenta um viver do Evangelho, a parte do que o Mestre ensinou, não tarda, nos faz ouvir: “lobo em pele de cordeiro”. Certamente, seremos como aqueles que tentam entrar pela janela e não se importam de sentar em uma mórbida e confortável poltrona, feita de vidas alheias.

Postou Zé Luís, Cristão Confuso, no Genizah, sem saber ao certo em que lugar da bíblia pastor virou carreira.


Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Pare e pense

“Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração se encontram os caminhos aplanados,  o qual, passando pelo vale árido, faz dele um manancial; de bênçãos o cobre a primeira chuva. Vão indo de força em força; cada um deles aparece diante de Deus em Sião.” (Salmos 84:5 a 7)
                Na minha Bíblia o texto acima está grifado, com uma data assinalada: Eu havia acabado de ver sem máscara aquele que foi meu pastor por quase dez anos. Eu, no auge de uma série de problemas de saúde (fui curado de um tumor, para Glória de DEUS!), financeiros e pessoais, recebi de suas mãos uma carta, já pronta, em que eu mesmo solicitava meu afastamento de todas as atividades da igreja. Ao questionar o porquê, ouvi dele que a minha situação atual envergonhava a igreja dele, e que quando eu estivesse com todas as questões resolvidas poderia voltar a freqüentar. Não aceitei tais palavras, refutando como vindas do inferno, proferidas por alguém conduzido e movido por malignos intentos. Ao cair a máscara, percebi que fui usado por tantos anos, como esteio para um projeto pessoal (dele) de construção de uma empresa eclesiástica.
                Foi nesse cenário que começou a nascer o livro “CALEBE-O demolidor de gigantes”, e Deus falou comigo dando-me conforto através dessas palavras. “Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração se encontram os caminhos aplanados”. Eu tinha (e tenho) a certeza de que meu coração e minha força estão firmados em DEUS, e dessa forma a sua palavra me garante que serei bem-aventurado “passando pelo vale árido, faz dele um manancial; de bênçãos o cobre a primeira chuva. Vão indo de força em força; cada um deles aparece diante de Deus em Sião”
                Eu percebi (Você consegue perceber?) que para o homem temente a Deus, e chamado de bem-aventurado, o vale árido (as provações, o deserto) é uma realidade. Deus não promete que ele não passará pelo vale árido, mas sim que, passando pelo vale árido, esse homem, essa mulher de Deus, faz dessa ocasião, desse momento, desse lugar, um manancial de bênçãos! E as bênçãos de Deus, vou repetir algo que venho falando há vários meses, as bênçãos de Deus não se medem em REAIS (ou dólares, como preferem alguns pastores), mas em PAZ interior, em testemunho vivo de como age um verdadeiro homem de Deus diante das provações!
                Não permita que pessoas, seja quem for, venham a te chamar de maldito, a questionar sua comunhão com Deus baseadas em crises ou acontecimentos do dia-a-dia. Mantenha sua fé firme naquele que é FIEL para guardar esse nosso verdadeiro tesouro até o dia final.
PENSE NISTO

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Pare e pense

      Hoje quero apresentar a meditação abaixo, do irmão e amigo Zé Luis, do blog http://cristaoconfuso.blogspot.com/, a respeito do tema "Maldições hereditárias". Cabe uma reflexão, pois é um tema muito falado e utilizado nas igrejas neo-pentecostais, inclusive como ferramenta que os "donos da igreja" se utilizam para manter controle sobre a mente e o bolso daqueles menos esclarecidos:


SOBRE MALDIÇÕES HEREDITÁRIAS

por Zé Luís
Imagine se você tivesse em sua árvore genealógica toda espécie de gente ruim e imoral.
Analisei a alguns anos uma dessas “árvores ruins” diante de um grupo de garotos frequentadores de igreja evangélica que insistiam em me tratar como seu professor de coisas bíblicas.

Embora o tema que me pediram era maldição hereditária, insisti em pegar o começo do livro de Matheus e enumerar alguns dos “santos” que constavam naquela descendência:

Contei sobre como Perez, um dos nomes da lista, foi concebido: Jacó, que casou com a mulher errada de tão bêbado que estava em sua festa de casamento, teve com suas quatro mulheres - duas irmãs e suas duas empregadas - mais de doze filhos, de onde se originaram as tribos de Israel. Judá, um dos filhos, sem saber que era sua nora viúva, transou com ela achando que era uma prostituta. Ou seja: Perez é filho do Vovô, e só não é filho de uma prostituta, porque ela apenas fingia ser.

Sem contar sobre Raabe, a prostituta que protegeu os espiões israelitas quando estes sondavam Jericó, a porta da terra prometida. Na invasão da cidade, esta – e sua família – foi poupada da morte, e acabou casando com um judeu. Essa é ancestral de Davi.

Davi, por sua vez, matou muitos, mas o pior de todos os seus pecados foi deixar um soldado leal e fiel morrer só para cobrir a vergonha de ter engravidado sua esposa (que era dada a tomar banhos públicos). Deste casal, entre tantas mulheres e filhos que teve, nasceu Salomão, o mais sábio e louco de todos os reis de Israel. (Como alguém poderia ficar são, casado com 300 mulheres e tendo concubinas, mulheres apenas para sexo, uma faixa de 700? Uma só já endoida o peão!).

Analisando cada um dos personagens dessa descendência, acharemos tantos argumentos para dizer que só um maldito poderia nascer dali, nem acreditaríamos que o Filho de Deus viria dessa linhagem.

Sim. Jesus nasceu nesta linha descendente, e se existe alguém que tem a eternidade para escolher onde e quando vir, é Ele.

Estranhamente, não escolheu uma comunidade com uma ficha limpa. Escolheu vir no povo que formou, para que outros povos imperfeitos pudessem ser salvos.

Ele se fez maldito sim. Mas não por que sua tataravó foi uma praticante de bruxaria, ou o tataravô fez quizumbas e protituições. Se fez maldito, de cruz, para que eu, você e todo aquele que aceita-o como Senhor não o seja.

Está pago, recibos rasgados, prestações devidamente quitadas, ontem, hoje e eternamente.

O resto? É com Ele.

Quando acabei de explanar isso, o Flavinho, um garoto, hoje homem formado, comentou sobre a família de Jesus: “E eu pensando que meus parentes tinham problema...”

terça-feira, 27 de julho de 2010

Pare e pense

“Não levem na bolsa dois pesos diferentes, um maior do que o outro, nem tenham em casa duas medidas diferentes, uma maior do que a outra. Usem pesos e medidas certos, para que vocês vivam muito tempo na terra que o SENHOR, nosso Deus, lhes está dando. Ele detesta todos aqueles que fazem essas coisas desonestas.”  (Deuteronômio 25:13 a 16)

                No Brasil, infelizmente ainda prevalece em muitas pessoas, a famosa “lei de Gérson”, aquela que diz para “levar vantagem em tudo, certo?” 

Mas Deus informa que detesta (abomina, segundo a versão Revista e Corrigida) todos aqueles que fazem essas coisas desonestas. Quantas vezes as pessoas utilizam pesos diferentes?

 Você carrega na sua bolsa pesos diferentes? Alguém dirá: “Para quê eu carregaria pesos na minha bolsa?” 

          Pois eu te digo que, toda a vez que você mede, julga, critica em outros atitudes que às vezes permite a si mesmo, está carregando esses pesos. 

Toda a vez que você compara pecados e os classifica em maiores ou menores, está carregando esses pesos. Não existe pecadinho e pecadão. É apenas certo ou errado, e vale para todos, igualmente e sem excessão. 

Você consegue crer nisto? 

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Pare e pense

Na carta aos Gálatas, Paulo repreende publicamente o apóstolo Pedro (Gálatas 2:11 a 21), num episódio aonde alguns cristãos Judeus já começavam a querer impor regras oriundas de outras religiões (No caso, religião Judaica). Considero um registro maravilhoso o versículo onze: “Porém, quando Pedro veio para Antioquia da Síria, eu fiquei contra ele em público porque ele estava completamente errado.” Paulo resistiu a Pedro, posicionando-se contra ele em público! Leia atentamente os versículos seguintes, aonde aquele que foi considerado a autoridade máxima da igreja naqueles primeiros dias (tanto que a tradição católico-romana criou o tal trono de são pedro para o seu papa), leva um puxão de orelha apostólico por estar agindo de forma dissimulada, concordando com a “teologia de justificação pelas obras da lei”.
Incrível como passados praticamente dois mil anos, e até hoje a igreja ainda sofre com essas tentativas de se cobrar caro pela salvação. Inúmeros líderes incutem em seus liderados suas “cartilhas” pagãs mascaradas de pseudocristinanismo neo-moderno, ressuscitando práticas abolidas com o sacrifício de Cristo na cruz, práticas que atraem muitas pessoas, pois está em nossa natureza humana o querer adquirir a salvação, querer adquirir a bênção, querer manipular Deus como se Ele estivesse a nosso serviço, bastando para tanto, seguir algumas regras, pronunciar algumas “palavras mágicas”, abster-se de alguns alimentos, e pronto! Como num filme de Harry Potter, o “pastor-mago-bruxo” dizendo-se representante de Deus e usando de toda pirotecnia disponível, desvia centenas, talvez milhares de pessoas da figura de Jesus, da GRAÇA de Deus para um evangelho torto e podre, que serve unicamente para enriquecer o tal pastor, sua família e aqueles que se fazem cúmplices de tais manobras.
Precisamos de crentes que sejam efetivamente tementes a Deus, pessoas dispostas a “comprar a briga” com quem quer que seja para denunciar tais abusos, tal como Paulo fez, denunciando publicamente a atitude reprovável de Pedro. Pense que se não fosse essa postura firme, talvez hoje os cristãos estariam debaixo de um pesado fardo de leis judaicas. “Ó Gálatas insentatos! Quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado? Quero apenas saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé?”(Gálatas 3:1 a 2)
                Quero concluir a meditação de hoje lembrando que o “comprar briga” que falei no parágrafo anterior não quer dizer literalmente chegar às vias de fato, mas sim agir como Paulo, que não negocia a GRAÇA nem mesmo com a maior autoridade da igreja, antes, repreende na palavra, com firmeza e mansidão. Conheço muitos irmãos que enxergam algumas mazelas na igreja que freqüentam, mas por comodismo, por medo da tal “autoridade” ou até por compartilhar das guloseimas da mesa, preferem se calar, seguindo em seu dia-a-dia como se estivessem num Rotary ou Lions Club, meros clubes de serviço, cauterizando a consciência através de boas obras.
“E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor; Instruindo com mansidão os que resistem, a ver se porventura Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade, E tornarem a despertar, desprendendo-se dos laços do diabo, em que à vontade dele estão presos.” (2Timóteo 2:24 a 26)

domingo, 25 de julho de 2010

Pare e pense

“Tu me guias com os teus conselhos e no fim me receberás com honras. No céu, eu só tenho a ti. E, se tenho a ti, que mais poderia querer na terra? Ainda que a minha mente e o meu corpo enfraqueçam, Deus é a minha força, ele é tudo o que sempre preciso.” (Salmos 73:24 a 26)
                O Salmista começa este Salmo afirmando que Deus é bom para com Israel, para com os de coração limpo, ele confessa que quase perdeu a confiança em Deus, ao observar a prosperidade dos maus. Até que ao entrar no Templo, percebeu o fim deles. Ao olhar para a eternidade, o que são os anos passados aqui na terra?  Como diz o Salmista: Se temos a Deus, o que mais poderíamos querer na terra?
                Pare de olhar a prosperidade dos maus, olhe para Deus, e você vai ver que  “Mas, quanto a mim, como é bom estar perto de Deus! Faço do SENHOR Deus o meu refúgio e anuncio tudo o que ele tem feito.”(Salmos 73:28)

sábado, 24 de julho de 2010

Pare e pense

O SINCRETISMO RELIGIOSO E O PSEUDO-EVANGELHO


A tradição cultural de nosso país é, além de múltipla, mística em sua essência, sobretudo pelo fato de que a população brasileira é constituída por etnias diversas. Num mesmo “caldeirão” se encontram misturados europeus, africanos, aborígines, asiáticos, etc. Como sabemos, cada uma dessas etnias aqui presentes traz consigo, de maneira intrínseca, seus rituais, suas crenças, sua religiosidade, suas formas de se relacionar com o sobrenatural.

Dessa maneira facilmente percebemos dentre a vasta herança cultural do país, os seguintes elementos formando o pano de fundo da religião de nosso povo:
1)      rudimentos da pajelança indígena;
2)      superstições provenientes do catolicismo romano, trazido para a Ilha de Vera Cruz pelos colonizadores europeus;
3)      uma forte corrente kardecista (também trazida pelos europeus);
4)       o extremo misticismo dos cultos afro;
5)      a busca da paz interior embutida nos ensinamentos das seitas orientais; e
6)      o protestantismo e sua conclamação pelo retorno às Escrituras.
              Meu objetivo aqui é focar os protestantes, "segmento" do qual faço parte. Aqueles que genuinamente professam tal fé, obrigatoriamente devem basear suas crenças unicamente na Bíblia Sagrada. É mister que seja assim com todas as igrejas que se dizem herdeiras da Reforma. Estas têm por obrigação prezar pela pureza doutrinária, pelos cinco “solas” (Sola Gratia, Sola Fide, Sola Scriptura, Solus Christus, Soli Deo Gloria).

               No entanto, com imensa tristeza e pesar, chegamos à desoladora constatação de que não é isso que temos presenciado. Pelo contrário: em muitas igrejas ditas “evangélicas”, dá-nos a impressão que houve apenas a mudança da placa. Parece-nos que hoje há alguns centros destinados aos cultos afro que adotaram o rótulo de “igreja”, tamanho é o misticismo sob o qual o povo se encontra cativo. Fala-se (superficialmente) de Jesus, porém ainda se afirma ser necessário passar pelo sal grosso para fins de descarrego, é preciso adquirir uma série de patuás “gospel”, é preciso colocar copo d’água sobre o rádio ou televisão, é necessária a utilização de um pouquinho da terra trazida de Israel e alguns mililitros de água do Rio Jordão, os pedidos de oração devem ser queimados no Monte Sinai. Do contrário, apregoa-se nas entrelinhas, o fiel não será abençoado. Com isso, o sacrifício de Cristo é chutado para escanteio, relegado ao segundo plano. E o povo, apesar de supostamente estar numa igreja, continua preso a toda sorte de rituais místicos na busca da bênção. Tanto critica-se a mariolatria nos arraiais evangélicos, mas paradoxalmente, muitos se revelam mais praticantes da idolatria que os próprios católicos. Em nosso meio, se observa um apego exacerbado a determinados objetos de culto, a pregadores, a cantores, a "hinos", a congressos. Alguns há que julgam necessário viajar centenas de quilômetros para participar de determinado congresso de missões e receber uma suposta "carga de poder". Ignoram que Deus, sendo Onipresente, abençoa-nos e capacita-nos onde quer que estejamos. Até mesmo e, porque não dizer, principalmente no silêncio de nosso quarto, durante nossa meditação diária. Não entremos ainda no mérito daqueles que, à semelhança de algumas seitas de origem oriental, afirmam que, em alguns casos, é necessária uma suposta "cura interior", técnica híbrida proveniente de um amálgama de textos bíblicos mal-interpretados, psicologia e hipnose, resultando mais em ocultismo que em cristianismo, além de uma "confissão positiva" para a resolução dos problemas de quaisquer ordens.
                 Ou seja, a “igreja evangélica” brasileira conquanto se revele "evangélica", se encontra atolada no sincretismo religioso. Numa perigosa mistura que distancia cada vez mais o homem dos preceitos bíblicos. Essa igreja precisa verdadeiramente ter um encontro com Cristo, Aquele que já pagou o preço de nossa redenção. Aquele que bradou há quase dois mil anos atrás na cruz do Calvário: “Está consumado!”, expressão cujo significado pleno é desconhecido por muitos.

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian
Texto inspirado num sermão do Reverendo Hernandes Dias Lopes, sobre Neemias.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Pare e pense

“Guardem sempre no coração as leis que eu lhes estou dando hoje e não  deixem  de ensiná-las  aos  seus filhos. Repitam  essas  leis em casa e fora de casa, quando se deitarem e quando se levantarem. Amarrem essas leis nos braços e na testa, para não as esquecerem; e as escrevam nos batentes das portas das suas casas e nos seus portões.” (Deuteronômio 6:6 a 9)
                Em Deuteronômio 4:40 diz: Portanto, obedeçam a todas as suas leis que eu lhes estou dando hoje. Assim vocês e os seus descendentes serão felizes e viverão muitos anos na terra que o SENHOR, nosso Deus, lhes está dando para sempre. Dentro da leitura de Deuteronônio está a repetição dos dez mandamentos (capítulo 5). E a ordem clara, direta e muito objetiva de guardar essas leis no coração, de ensinar aos filhos, repetindo, falando, em casa, fora de casa, ao deitar, ao levantar. Literalmente anotar nos braços e nas testas, para não esquecer! Escrever nos batentes das portas das casas e nas cidades(portões). Sente a resposabilidade? Pense! 
                Você tem ensinado a seus filhos? Note que o que Deus ordena não é "decorar" friamente a lei, tendo-a no cérebro "de cor e salteado", como algumas religiões o fazem com maestria, não! O que Deus ordena, e está bem claro, é que guarde sempre no coração. 
"Inclina o teu ouvido e ouve as palavras dos sábios, e aplica o teu coração ao meu conhecimento."(Provérbios 22:17)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Pare e pense

Hermes C. Fernandes

Irmãos, peço humildemente que orem por mim. Preciso confessar algo.

De uns anos para cá, comecei a ler as Escrituras de maneira diferente, e aos poucos fui abandonando algumas crenças que nutri por muito tempo.


Comecei a acreditar que a igreja de Cristo teria sido incumbida de discipular as nações, e conduzi-las aos pés de Cristo. Quanta pretensão! Se Noé, pregoeiro da justiça, só conseguiu salvar oito, quem a igreja pensa que é pra alcançar todas as nações? Meu Deus, como eu estava cego. Se bem que no caso da igreja, há a presença do Espírito para habilitá-la no cumprimento de sua missão. Mas deixa isso pra lá… Orem pra que eu consiga outra interpretação para Salmos 22:27-28.


Comecei a acreditar que Deus teria um plano de restaurar esta Terra. Achei até que a igreja deveria se engajar na defesa do meio-ambiente. Quanta bobagem! Pra quê colocar um peso a mais sobre os ombros da igreja? Ela não está dando conta nem de salvar as almas, vai salvar o planeta? Não é melhor acreditar que este mundo vai mesmo é pegar fogo? Isso nos livra da responsabilidade indesejável para com as próximas gerações!


É muito mais conveniente acreditar que somos a última geração. Como não vi isso antes?


Vê se pode uma coisa dessas? Como fui tolo ao crer que a igreja poderia fazer diferença no mundo, infiltrando-se na cultura, nas ciências, na vida pública, etc. Se somos sal da terra? Sim, mas e daí? Salgar pra quê, se nada pode impedir o processo de putrefação avançado em que se encontra o mundo? Você temperaria uma comida que pretende jogar fora?


Você acredita que eu já estava até orando pra que as coisas melhorassem no mundo? Será que esqueci que as coisas precisam piorar pra apressar a volta de Jesus? Não sei como ainda tem crente engajado em causas sociais. Que gente boba…


Que bom voltar a acreditar que o que importa é que vou passar a eternidade andando nas ruas de ouro literais da Nova Jerusalém!


Já estava ficando com saudade daquela sensação que tinha quando criança de que o arrebatamento aconteceria a qualquer momento, e que Deus poderia me flagrar despreparado. Essa estória de segurança da salvação só serve para acalentar nossa confiança. Se nos sentirmos seguros, podemos descansar e relaxar. Nossa santificação só acontece debaixo de pressão. O medo do inferno é imprescindível. Ou você acha que o amor é motivação suficiente?


Já havia até me esquecido do que é enxergar as mãos do diabo em tudo ao meu redor. Voltei a notar a conspiração maligna por trás dos símbolos, logotipos, slogans e, pasmem, dos desenhos animados. Voltei até a ouvir música tocada de trás pra frente em busca de mensagens subliminares. E pensar que eu estava crendo que Deus tem o controle de tudo. E o diabo, como fica? Eu sei que está escrito que Cristo o expôs publicamente ao desprezo e o depôs juntamente com seus asceclas. Mas isso é uma outra estória… Deixa quieto…


Afinal de contas, a versão moderna do evangelho precisa apresentar um diabo mitológico, que ponha em risco não apenas a salvação dos crentes, mas até os planos divinos. Isso mantém a turma esperta.


Pronto, agora estou livre! Posso voltar à buscar por indícios de quem será o anticristo da vez. Sei não… acho que esse papa com cara de Dona Benta é muito esquisito. Não sei se opto por ele ou pelo Obama. Aquele sorriso não me engana! Descobri semana passada que seu slogan de campanha “Yes, you can”, tocado de trás pra frente se ouve “Thank you, Satan!” (Obrigado, Satanás!). E o Lula? Não seria a besta que emerge do mar? Afinal, lula não é molusco?


Ah… finalmente! Voltei ao primeiro amor! Ou seria, ao primeiro terror? Sei lá… Só sei que agora estou mais preocupado em morar no céu, do que ver a vontade d’Ele sendo feita aqui na terra, como é feita lá no céu.


Quer saber? Tô nem aí! Quero mais é ver este mundo pegar fogo! Eu sei que Ele disse que tudo que havia criado era muito bom! Mas acho que Ele pode se superar! Esse mundo não é lá grande coisa! Ou é?


Que venha logo o arrebatamento! Estou doido pra pular fora daqui. Que bom que Deus não ouve a todas orações. Imagine se Ele houvesse ouvido e atendido aquela oração em que Jesus suplica para não sermos tirados do mundo…


O que eu não sou é besta pra ficar por aqui enquanto a dita cuja estiver solta, aprontando das suas. O tal chip já tá rolando por aí. Já pensou ter que receber a marca?


Mas se Ele vier e eu ficar, tudo bem. Vou na segunda chamada. Sei que vai ser dureza passar pela grande tribulação. Principalmente pelo fato de que o Espírito Santo já terá sido tirado da Terra juntamente com a igreja. E aí?… Como é que as pessoas se converterão sem a atuação do Espírito? Como é que as que não foram fiéis pra subirem na primeira chamada, mesmo com a atuação do Espírito, serão fiéis na grande tribulação sem a atuação d’Ele?


Este tipo de pergunta começa a me incomodar…


Pelo menos vão reconstruir o templo em Jerusalém… Vai ser tremendo! Dizem que até os sacrifícios voltarão. Por que será? Ah, já sei… porque o sacrifício de Jesus terá perdido a validade. Enquanto não constroem o tal templo, a gente vai se contendado com a réplica que será construída pela Universal em São Paulo. Pelo menos, sacrifícios não faltam por lá.


Peraí… então, Deus vai voltar a habitar em templos de pedras? Isso tá começando a ficar complicado pra mim.


Orem por mim, irmãos. Tenho medo de que eu sofra uma recaída e volte a ter esperança.

P.S. Sem querer subestimar a inteligência de ninguém, espero que todos percebam o tom irônico desta postagem.
Visite: http://hermesfernandes.blogspot.com/ e confira um dos blogs de apologética cristã independente com melhor conteúdo da atualidade. Não é por menos que a chamada inicial do blog é a frase: “REDESCOBRINDO O PODER SUBVERSIVO DA MENSAGEM DE CRISTO”

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Pare e pense

“O SENHOR é um abrigo para os que são perseguidos; ele os protege em tempos de aflição. Ó SENHOR, aqueles que te conhecem confiam em ti, pois não abandonas os que procuram a tua ajuda. Cantem louvores ao SENHOR, que reina em Jerusalém. Anunciem às nações o que ele tem feito. Pois Deus lembra dos que são perseguidos; ele não esquece os seus gemidos e castiga aqueles que os tratam com violência.” (Salmos 9:9 a 12)
                Maravilhosa certeza! “Senhor, aqueles que te conhecem confiam em ti”!
Você conhece a Deus? 
Vou melhorar a pergunta: Você tem buscado conhecer Deus, com intimidade tamanha que sabe que o Senhor não abandona os que procuram sua ajuda? Sim, pois o Salmista declara no texto acima que "aqueles que te conhecem confiam em ti, pois não abandonas os que procuram a tua ajuda."E porque essa ansiedade então? Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, pois diz o texto que Deus lembra dos que são perseguidos.
        O seu testemunho? Gosto das palavras do Salmista na Versão NTLH:  "a fim de que eu, na presença do povo de Jerusalém, possa me levantar para anunciar o motivo por que te louvo e dizer que sou feliz porque me salvaste da morte."
         Assim, que temos PAZ com Deus e em Deus. Aquela que Jesus falou que nos deixaria, e que não é como a que o mundo dá, você lembra? Essa PAZ que nos faz ser felizes e cantar, mesmo no deserto. Ou como bem descreveu Billy Graham: A felicidade que traz valor duradouro à vida não é a de caráter superficial, que depende das circunstâncias. É a felicidade e o contentamento que enchem a alma, até em meio às circunstâncias mais difíceis e no ambiente mais penoso. É o tipo de felicidade que sorri quando as coisas saem errado e ri em meio às lágrimas. A felicidade pela qual nossa alma clama é aquela que não se perturba diante do sucesso ou do fracasso, uma que venha se enraizar profundamente dentro de nós e que preencha nosso interior com tranquilidade, paz e contentamento, independentemente de como o problema se apresente. Esse tipo de felicidade perdura ainda que não haja nenhum estímulo externo." 
        PENSE NISTO  

terça-feira, 20 de julho de 2010

Pare e pense

No Pare e pense de Hoje, quero reproduzir um capítulo de meu livro "Calebe-o demolidor de gigantes", oferecendo ao meu irmão que aniversaria hoje, ele mesmo um "Demolidor de gigantes", que sabe o verdadeiro conceito de vencedor e não se sujeita aos padrões desta sociedade consumista, mantendo firme suas idéias e conceitos.
Parabéns, NANO!!!

TER OU SER?



“Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão, nem a incircuncisão tem virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura. E a todos quantos andarem conforme esta regra, paz e misericórdia sobre eles e sobre o Israel de Deus. Desde agora ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus.”(Gálatas 6:15 a 17)


Calebe  ainda não  tinha a posse da terra prometida, mas sabia que ele já era seu legítimo proprietário, e nessa certeza de que a promessa se cumpriria, viveu feliz por mais de quarenta anos, em pleno deserto, perseverando em confiar no Senhor (Números 14:24). Passou oitenta e cinco anos sendo, sem ter. A Bíblia não registra quantos anos viveu Calebe, mas pelo que sabemos, é certo que mais da metade de sua vida foi vivida entre a escravidão (38 anos) e o deserto (40 anos).
                Preste atenção. Deus está nos falando algo através da vida desse herói holywoodiano, chamado Calebe. A vida que você recebeu de Deus é para ser vivida em abundância (João 10:10). Mas, se você anda ansioso, desejando apenas que o deserto acabe logo, cuidado. Você pode estar deixando passar a bênção que Deus tem para você no deserto, e pode acabar percebendo, no final, que o que realmente conta não é o ponto de chegada, mas sim a jornada. Há alguns anos assisti a um filme ("Click", de 1996, estrelado por Adam Sandler e dirigido por Frank Coraci),  onde o protagonista sofria com a de ver realizados seus sonhos e projetos, até que aparece um sujeito que lhe oferece um misterioso controle remoto, por meio do qual ele conseguia controlar os eventos de sua vida. Foi uma festa! Se surgia uma discussão com a esposa, ele apertava um botão, e pulava essa parte desagradável. Se ele tinha a promessa de uma promoção, apertava o botão do controle e pronto, lá estava ele, já promovido. O triste dessa história toda foi que, ao final, ele percebeu que deixou passar momentos importantes da sua vida, e já estava morrendo. O sujeito que lhe havia oferecido o tal controle (creio que no filme representava o Diabo) aparece e fala para ele que no final do arco-íris não tem pote de ouro, tem apenas um pacote de bolachas (“Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade.” Eclesiastes 1:2). A noticia boa é que ele acorda e percebe que tudo foi um sonho, mas um sonho que o faz mudar radicalmente suas atitudes.
                Assim como esse personagem, existem muitas pessoas que se esquecem de ser felizes, esperando que serão felizes no futuro, “se...”.“- Serei feliz se conseguir uma bicicleta”. Depois da bicicleta: “Serei feliz se conseguir um carro...” E assim a vida vai passando sem que a pessoa perceba que deixou de viver muitos momentos de sua vida, por esperar algo que ao final, ela já nem vai se lembrar mais o que era. Calebe tinha todos os motivos para levar a vida assim, e  entretanto, o fato de ele ter a certeza que chegaria lá, deu-lhe forças para vencer os desafios do deserto, mantendo-se firme em Deus. Não importava para ele ter alguma coisa, mas sim ser o que Deus havia projetado para ele, mesmo que para isto tivesse que passar mais da metade da sua vida entre a escravidão e o deserto (como de fato aconteceu). Você está preparado para isto? Eu me lembro de um dia ainda na década de oitenta, quando um certo pregador falou algo na TV que me chamou a atenção, tanto que até hoje lembro de suas palavras. Ele se dirigia às pessoas que haviam ido à frente após o apelo, feito depois de uma maravilhosa pregação. Havia centenas de pessoas aglomeradas junto ao púlpito, que naquele momento aceitavam a Jesus como seu Salvador. Ele então falou para eles: “Daqui a milhares de anos vocês vão se lembrar desse momento, da importância que ele teve em sua vida por toda a eternidade.” Isto é o que realmente conta. Não importa o tamanho do deserto ou vale que você tem pela frente.
                  Na geração de Calebe havia milhares de contemporâneos dele, que por desejarem ter mais do que ser, acabaram morrendo no deserto. Foram pessoas que queriam muito ter a posse da terra prometida, mas não se sentiam sendo os donos daquela terra, mas sim gafanhotos (Números 13:33). O que você tem valorizado em sua vida? Nos últimos meses, pude perceber claramente como se comporta a maioria das pessoas. Convivi com pessoas que valorizavam muito o senhor-gerente-de-banco que pode ser útil em algum momento, mas que prontamente se afastaram do senhor-aposentado-doente-e-em-crise. Pessoas que amam os primeiros lugares nas ceias...(Mateus 23:6), os quais Jesus chamou, entre outros nomes, de hipócritas, insensatos e cegos, comparados a sepulcros caiados(Mateus 23). O que você tem valorizado em sua vida? Tem valorizado o que realmente importa?
            Deixe-me concluir este livro deixando para você uma palavra de conforto: Deus quer que estejamos centrados em sua vontade, tendo a certeza de que não importa nada na caminhada, o nosso destino final ele já tem definido. “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;” (João 1:12). Essa verdade imutável, o inimigo não pode tocar. Tenha a certeza de que, em sua jornada, o diabo pode comprometer sua saúde, ele pode armar ciladas e te jogar numa tremenda crise financeira, ele pode até tentar, mas não consegue nos separar do amor de Deus, em Cristo Jesus! ”Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Romanos 8:37 a 39). Existe um cântico, muito entoado em nossas igrejas nos dias de hoje, e que espelha algo que tem sido uma verdade em minha vida, e meu desejo sincero é que seja também na sua. Minha oração a Deus neste momento é que você tenha sido abençoado através da leitura deste livro, e que o Espírito Santo de Deus esteja ministrando em seu coração neste momento. O cântico é este que reproduzo abaixo, finalizando essa modesta história de um Demolidor de Gigantes. Que possamos nós também hoje, ser Demolidores de Gigantes, e não gafanhotos!

“Tua luz rompeu minha noite trazendo a alegria,
Tua graça desceu como a chuva e trouxe vida ao meu deserto,
Tens transformado,meu pranto em festa!
Tens transformado,minha tristeza em alegria!
Tua mão tem me erguido, a um alto lugar;
Teu louvor no meu coração me fez no vale a Ti cantar.
É assim que nós vencemos (É assim que nós vencemos).
Somos mais que vencedores, (Somos mais que vencedores).”

AMÉM !



segunda-feira, 19 de julho de 2010

Pare e pense

                  “Então levaram aos fariseus o homem que havia sido cego. O dia em que Jesus havia feito lama e curado o homem da cegueira era um sábado. Aí os fariseus também perguntaram como ele tinha sido curado. — Ele pôs lama nos meus olhos, eu lavei o rosto e agora estou vendo — respondeu o homem. Alguns fariseus disseram: — O homem que fez isso não é de Deus porque não respeita a lei do sábado. E outros perguntaram: — Como pode um pecador fazer milagres tão grandes? E por causa disso houve divisão entre eles. Então os fariseus tornaram a perguntar ao homem: — Você diz que ele curou você da cegueira. E o que é que você diz dele? — Ele é um profeta! — respondeu o homem. Os líderes judeus não acreditavam que ele tinha sido cego e que agora podia ver. Por isso chamaram os pais dele e perguntaram: — Esse homem é filho de vocês? Vocês dizem que ele nasceu cego. E como é que agora ele está vendo? Os pais responderam: — Sabemos que ele é nosso filho e que nasceu cego. Mas não sabemos como é que ele agora pode ver e não sabemos também quem foi que o curou. Ele é maior de idade; perguntem, e ele mesmo poderá explicar. Os pais disseram isso porque estavam com medo, pois os líderes judeus tinham combinado expulsar da sinagoga quem afirmasse que Jesus era o Messias. Foi por isso que os pais disseram: “Ele é maior de idade; perguntem a ele.” (JOÃO 9:13 a 23)
                Os religiosos de plantão, aqueles que se consideravam os “donos da sinagoga” interrogavam o homem que havia sido curado de cegueira. Interessante percebermos nitidamente que os cegos na realidade são aqueles religiosos, presos em seu conceito humano de religião se tornaram incapazes de enxergar o milagre de Deus na vida daquele homem.
                Quantas pessoas agem da mesma forma hoje em dia? Líderes religiosos que criam estereótipos, criam regras aonde Deus tem que se encaixar, não sendo reconhecido caso Ele não se submeta às suas regras. Naquela ocasião os fariseus entendiam que, para ser Deus, Ele não poderia curar no sábado, não poderia operar milagres se não fosse por intermédio de algum figurão da estrutura burocrático-religiosa instituída. Hoje, isso se traduz em exigências aos membros, em querer que Deus, como os fariseus exigiam naquela época, se submeta à hierarquia religiosa dominante, operando sinais e maravilhas apenas sob a placa de sua denominaçãozinha. Criam títulos para sí mesmos, e acham que esse título foi dado por Deus, se autodenominam "Apóstolos", "Pai-póstolos", "patriarcas" e tantas aberrações. Usam as ovelhas como seu rebanho particular, ensinando superstições-gospel, criando estórias para dominar a mente de pessoas indefesas espiritualmente. Notem que os fariseus citados no texto, apenas porque Jesus operou a cura num sábado, já concluíram que Ele não poderia estar fazendo isto da parte de Deus: Alguns fariseus disseram: — O homem que fez isso não é de Deus porque não respeita a lei do sábado. Alguns chegaram a duvidar que homem tivesse sido cego, interrogando os pais dele a respeito! Perceba que por trás de toda a história estava a decisão já tomada de expulsar da Sinagoga qualquer um que afirmasse que Jesus era o Messias. Um povo passa séculos esperando a chegada do Messias, e quando este se apresenta, eles estão tão cegos pelas regras que eles criaram, costumes inventados pelos homens, que sequer O reconhecem! Será que não estamos fazendo a mesma coisa nos dias atuais? Volte-se para a Bíblia, caro leitor! É lá que vamos encontrar a sabedoria e o conhecimento necessários para nos identificarmos com o criador. A essas pessoas que não conseguiam enxergar a divindade de Jesus, Ele declarou: “Errais, não conhecendo as escrituras, nem o poder de Deus.                                                                 
                PENSE NISTO

domingo, 18 de julho de 2010

Pare e pense


DISCIPLINA OU PERMISSIVIDADE ?


 “...e já vos esquecestes da exortação que vos admoesta como a filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, nem te desanimes quando por ele és repreendido; pois o Senhor corrige ao que ama, e açoita a todo o que recebe por filho. É para disciplina que sofreis; Deus vos trata como a filhos; pois qual é o filho a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos se têm tornado participantes, sois então bastardos, e não filhos. Além disto, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e os olhavamos com respeito; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, e viveremos? Pois aqueles por pouco tempo nos corrigiam como bem lhes parecia, mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade. Na verdade, nenhuma correção parece no momento ser motivo de gozo, porém de tristeza; mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos que por ele têm sido exercitados. Portanto levantai as mãos cansadas, e os joelhos vacilantes, e fazei veredas direitas para os vossos pés, para que o que é manco não se desvie, antes seja curado. Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem;”(Hebreus 12:5 a 15)
                Está como matéria de capa da revista VEJA desta semana: “Mas nem uma palmadinha?” (VEJA nr. 2.174) Tratando do assunto do momento, uma nova Lei que modifica o Estatuto da Criança e do Adolescente em seu artigo 18, e que proíbe os pais de usar qualquer tipo de castigo corporal na educação de seus filhos. Na matéria, falam, por exemplo, que um pai ou mãe que der uma palmada na mão de seu filho que insiste em enfiar o dedo na tomada elétrica poderá sujeitar-se a penas que variam de advertência à obrigatoriedade de se submeter a acompanhamento psicológico.
                O “Pare e pense”de hoje é uma exortação. Estamos criando uma geração de adultos sem disciplina, pessoas que, desconhecendo limites, age cada vez mais com violência, egoísmo, falta de amor. A disciplina, conforme instituída por Deus na bíblia, não fala de espancamento, nem de permissividade. “Não retires a disciplina da criança; pois se a fustigares com a vara, nem por isso morrerá.”(Provérbios 23:13) Em várias passagens lemos sobre a disciplina, a “vara”, são inúmeros textos em que temos a certeza de que o que é correto, o que puro, o que é justo, deve ser ensinado em todo o tempo, lemos que não pode haver tolerância com falta de disciplina, com desvios de conduta, que devem ser combatidos, repreendidos, disciplinados. É necessário fixar limites (até aonde posso ir?), é necessário incutir, falar, impor (você consegue imaginar alguém dialogando com uma criança de um ano, fazendo uma explanação detalhada sobre os riscos de se colocar o dedo na tomada, tentando entender as ponderações da criança e contrapondo argumentos, de maneira a convencê-la a desistir de explorar um universo novo e desconhecido?). A falta de disciplina está gerando essa nova geração em que matam-se cada vez mais pessoas e a cada dia por motivos mais fúteis. Não há mais limites, não há temor de Deus. Precisamos manter em nossas igrejas o sentimento e a decisão firme de cumprir a vontade de Deus quanto a ensinar os filhos no caminho em que devem andar, no caminho da correta disciplina. Você já leu, junto com seus filhos o capítulo 3 de Provérbios, aliás, você já leu?






                Ensinar também não é espancar, o ensino sem o exemplo, gera apenas o que lemos em Efésios: “E vós, pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor.” (Efésios 6:4) Se desejamos ter uma nova geração que teme a Deus e ama ao próximo, precisamos dar o exemplo, praticar aquilo que pregamos nas igrejas, escolas dominicais, reuniões, etc, e que muitas vezes no dia-a-dia a realidade é outra. Veja o vídeo abaixo, pense a respeito de qual exemplo você tem dado?

sábado, 17 de julho de 2010

Pare e pense

“O SENHOR Deus estava com José. Ele morava na casa do seu dono e ia muito bem em tudo.  O dono de José viu que o SENHOR estava com ele e o abençoava em tudo o que fazia.  Assim, José ganhou a simpatia do seu dono, que o pôs como seu ajudante particular. Potifar deu a José a responsabilidade de cuidar da sua casa e tomar conta de tudo o que era seu.” (Gênesis  39:2 a 4)
                José tinha tudo para ser uma pessoa cheia de amargura, mas ele optou por manter sua fé em Deus inabalada, permanecendo fiel a Ele. O resultado? O ímpio Potifar percebeu que havia algo sobrenatural, pois tudo prosperava nas mãos de José. Você já ouviu o ditado que diz “O justo paga pelos pecadores”? Nos tempos de escola, quando um colega aprontava alguma, toda a turma ficava de castigo, e esse ditado corria a sala, como uma certeza absoluta. Mas a realidade é diferente. Deus não castiga o justo por causa do pecador, pelo contrário, Ele abençoa o ímpio por amor ao justo (como no caso de José)
.                 E você? A sua presença tem trazido bênçãos aos que estão à sua volta? E preste atenção: bênção de Deus não se mede em $$$ (falei sobre isso numa postagem dias atrás). O homem fiel será coberto de bênçãos, mas o que se apressa a enriquecer não ficará impune. (Provérbios 28:20)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Pare e pense

Bruno, o Levita e o Valor da Vida

A Bíblia conta a história de um levita, em Juízes 19, que saiu errante com sua concubina e tendo chegado em Gibeá, passou ali a noite. Depois de permanecer na praça, um homem velho efraimita que morava em Gibeá lhe deu guarida. Porém, os moradores daquela região cercaram a casa, insistiram e tomaram sua companheira (do levita) e abusaram dela sexualmente até ao amanhecer. Não resistindo, veio a falecer. Seu companheiro a esquartejou e enviou pedaços de seu corpo às doze tribos. O ocorrido causou grande indignação dos filhos de Israel para com os habitantes de Gibeá e houve guerra entre eles.

Alguns, hoje, advogam que aquele levita estava fora do plano de Deus e por isso tudo aquilo sobreveio a ele. Nossas teologias igrejeiras têm a teimosa mania de relacionar toda as tragédias aos pecados das vítimas. Esquecem que o contexto (capítulos 17 a 21) fala de um período de apostasia, de um povo que servia a Deus, mas deixou-se corromper pelos costumes pagãos e enfoca a violência de uma gente sem rei e sem lei (v.1). Naquele tempo todos faziam o que queriam porque Sansão teve o seu ministério encurtado por conta de sua desobediência e foi ceifado cedo, antes de cumprir seu tempo de juiz. O peregrino não queria passar a noite em cidades que não fossem de Israel, por isso escolheu aquela cidade, mas infelizmente Gibeá estava tomada da violência e crueldade, típicas dos antigos moradores cananeus. Em Lucas 13.1-5, o Senhor Jesus mostra claramente que homens bons e maus morrem de igual modo, e todos devem se arrepender igualmente. Ele próprio não tinha pecado e morreu tragicamente numa Cruz para nos salvar. E o que dizer dos apóstolos, cuja história relata que morreram todos martirizados? E Estevão? E Paulo? E Policarpo? e Jonh Huss?

Assisti, no Jornal Hoje, um lamentável levantamento de quanto o jogador Bruno, goleiro do Flamengo, clube carioca, poderia acumular de riquezas se continuasse jogando. Disse o especialista que se permanecesse no Brasil, acumularia 40 milhões de reais e se fosse transferido para o exterior poderia chegar aos 100 milhões. Esta é a realidade da sociedade e do mundo em que vivemos. Em pleno processo investigativo, onde o esportista é suspeito de haver mandado matar uma ex-namorada, a rede Globo de Televisão teve a brilhante ideia de calcular quanto o homem perderá em dinheiro. Alguém na emissora citada poderia citar quanto vale a vida da Eliza? A dor dos pais dela? As consequencias sobre a vida da criança que hoje completa cinco meses de vida? Os resultados psicológicos na vida dos participantes desse crime bárbaro, como o adolescente que presenciou toda a cena e confessou que não consegue deixar de ver Eliza?

Quanto vale a vida? Quanto vale uma alma para o Reino de Deus? Ou vamos brincar de determinismo agora e dizer que foi assim porque não era para ela ser salva mesmo, afinal era uma "modelo" ou que participou de filmes adultos e por isso mereceu esse tipo de morte? Morte descrita com requinte de crueldade, nem mesmo visto nos filmes de Mel Gibson. Disse o delegado que as últimas palavras da moça teriam sido: "Eu não aguento mais apanhar". Ninguém diz isso sem antes ser maltratada como um verme, um bicho. Li nos muitos jornais de nosso país que os criminosos teriam desossado o corpo (como um animal, um boi de frigorífico), dado sua carne para cães de raça rottweiler e depois concretado os ossos para não serem descobertos.

A investigação ainda corre, mas quero chamar a atenção para o que o ser humano sem Deus é capaz de fazer. E agora não importa tanto se o Bruno foi abandonado pelos pais quando bebê e criado pelos avós. Conheço muita gente abandonada em portas de casas de estranhos que crescem e são pessoas de bem. Os calvinistas estão certos quando falam de depravação total ou os arministas quando alegam que foi parcial? E por que a Igreja é tão omissa enquanto o assunto comove a nação inteira e não se pronuncia contra ou a favor? Alguém pode alegar que não pediram nossa opinião e por isso não nos metemos em questões que não nos dizem respeito.

Sou muitíssimo a favor de que a igreja ore pelo mundo, pelas pessoas, pela salvação, pelas autoridades, pelos reis da terra, pela paz de Israel e de Jerusalém, mas também sou a favor de que a igreja vá a público para dizer que é contra esse tipo de violência, contra o pecado, contra a corrupção, contra as fichas sujas dos políticos e das convenções das igrejas evangélicas, inclusive. Não uma igreja que sai às ruas para fazer movimento com som de trio elétrico para chamar atenção para sua denominação e sua suposta influência na sociedade, enquanto seus líderes são presos não por amor a Cristo, mas por outras causas desprezíveis. Não sou a favor de uma igreja que marcha de um lado para o outro da cidade, mas não marcha para o Céu.

Neste ano de eleições, infelizmente, temos que reconhecer que boa parte de nossos políticos nada fazem para o bem-estar da sociedade. A maioria deles defende os interesses de suas denominações, dá títulos de cidadania a pastores que estão em eminência e coloca nome de cristãos destacados, segundo seus interesses particulares, em ruas de suas cidades, enquanto deveriam criar e votar leis mais justas, contra a violência e a desigualdade social. Quanto custa um mandato político? Quanto custa ser eleito? Quanto vale um voto? Quanto vale a vida da concunbina do levita errante? Quanto vale a vida da Eliza? Quanto vale a vida do nenen? E a do menor infrator? E a do Bruno? Quanto vale a vida dos executores? Quanto vale uma alma?

Eliza não era mais pecadora que qualquer outro cidadão para merecer uma morte bárbara. O ser humano é mau desde sua mocidade e é capaz de praticar os crimes mais hediondos e inimagináveis. Somente o Evangelho de Jesus poderia converter os moradores de Gibeá. As leis não vão extinguir o pecado, mas com certeza vão impedir o avanço da barbarie. E quem sabe as emissoras de televisão e os formadores de opinião teriam um coração mais humano, mais solidário, e repensassem o ser humano em termos de vida e não de valores.

Maranata. Ora Vem Senhor Jesus!
Deus abençoe a todos.

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