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“Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia; porque tu ouviste, naquele dia, que estavam ali os anaquins, bem como cidades grandes e fortificadas. Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como ele disse.”(Josué 14:12)

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sábado, 14 de maio de 2011

FUJA DA GAIOLA DOS APROVEITADORES DA FÉ


FUJA DA GAIOLA DOS APROVEITADORES DA FÉ


Por Hermes C. Fernandes

É triste constatar que há muitos tirando proveito do rebanho de Deus. Usam da credulidade do povo para alcançar seus fins, nem sempre louváveis. Fazem promessas mirabolantes, que jamais poderão cumprir. Loteiam o céu, e vendem o que jamais podem entregar. Pedro denuncia os tais que prometem “liberdade, sendo eles mesmos escravos da corrupção; porque de quem um homem é vencido, do mesmo é feito escravo” (2 Pe.2:19).

Infelizmente, o povo de Deus tem sido massa de manobra nas mãos desses homens inescrupulosos. O que nos consola é saber que um dia eles terão que prestar contas a Deus.

Vemos muito abuso de autoridade, em que a vida privada das pessoas é invadida, e seus direitos violados. As Escrituras estão cheias de advertências acerca dos que usam tais expedientes. Paulo adverte aos crentes de Colossos a que tivessem cuidado para que ninguém os fizesse “presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo” (Col. 2:8).

Tudo começa com um inofensivo alçapão estrategicamente armado. Desavisado, o pássaro avista um pouco de comida e logo se aproxima. Depois de pego é levado para uma gaiola. Seja de bambú ou de ouro, gaiola é gaiola. Pássaros foram feitos para a liberdade. Engaiolado ele até canta, mas de saudade de voar livremente.

Ninguém tem o direito de invadir a privacidade de outrem, ditando o que lhe é ou não permitido fazer. Os Colossenses estavam sendo assediados por gente dessa extirpe. E o pior é que eles usavam de artifícios espirituais, tais como visões e culto a anjos, para subjugar os crentes. Paulo adverte: “Ninguém vos prive do prêmio”! Que prêmio é este de que os crentes de Colossos estavam sendo privados? A liberdade!

A lógica paulina é imbatível: “Se estais mortos com Cristo, quanto aos rudimentos do mundo, por que vos sujeitais ainda a ordenanças, como se vivêsseis no mundo, como: não toques, não proves, não manuseies? Todas estas coisas estão fadadas ao desaparecimento pelo uso, porque são baseadas em preceitos e ensinamentos dos homens. Têm, na verdade, aparência de sabedoria, em culto voluntário, humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum contra a satisfação da carne” (Col.2:20-23). O que parecia “culto voluntário”, não passava de mais um artifício para manter as pessoas cativas e oprimidas.

Os mais duros discursos de Jesus foram dirigidos aos religiosos de Seu tempo. Jesus os desmascarava, pois atavam “fardos pesados e difíceis de suportar”, e os punham“nos ombros dos homens”, porém, eles mesmos nem com o dedo queriam movê-los.“Tudo o que fazem é a fim de serem vistos pelos homens”! Jesus não poderia ser condescendente com tamanha hipocrisia. Ele vociferou: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações. Por isso sofrereis mais rigoroso juízo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito, e depois de o terdes feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós” (Mt.23:4-5a, 14-15). Que triste ironia! Tenho a impressão de já ter visto este filme antes! Quantos deixaram a bruxaria, cansados de todas as obrigações impostas pelos espíritos? Mas ao migrarem para as igrejas evangélicas, encontram fardos semelhantes, e por vezes, mais pesados, que lhes são impostos por líderes vorazes e inflexíveis.

O Evangelho não pode ser reduzido a um monte de regras, do tipo “pode/não pode”. Isaías diz que os sacerdotes de seu tempo andavam “errados na visão”, e tropeçavam“no juízo. Todas as suas mesas estão cheias de vômitos e de imundícia, e não há nenhum lugar limpo. A quem se ensinaria o conhecimento? E a quem se daria a entender a mensagem? Ao desmamado, e ao arrancado dos seios? Porque é: Preceito sobre preceito, regra sobre regra; um pouco aqui, um pouco ali” (Is.28:8-10). Tal como os sacerdotes contemporâneos de Isaías, muitos líderes atuais têm reduzido a Palavra de Deus a um amontoado de regras desconexas, e as imposto ao povo de Deus deliberadamente.

Alguns, mais escrupulosos, apresentam tais regras como “princípios”, ignorando toda e qualquer regra hermenêutica. O Evangelho acaba sendo transmitido como uma receita de bolo. Se as pessoas fizerem tudo direitinho, hão de colher os resultados esperados.

Todo tipo de arbitrariedade é praticado, usando como pretexto a autoridade espiritual que recai sobre o líder. A doutrina que advoga a infalibilidade papal agora encontra seu par entre os herdeiros da Reforma Protestante. Quem quer que ouse questionar o líder, é chamado de rebelde, e, por isso, deve ser expurgado, excomungado, excluído do meio do rebanho.

Em alguns casos, o pastor se acha no direito de dizer com quem a pessoa deve se casar, onde deve morar, em que deve trabalhar, e etc. Não atender às ordens pastorais é insubmissão que deve ser rigorosamente punida. Quão atual é orientação que Pedro dá aos pastores:


“Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente, não por torpe ganância, mas de boa vontade; não como dominadores dos que vos foram confiados, mas servindo de exemplo ao rebanho”. 1 Pedro 5:2-3


Coerção, imposição, autoritarismo, são palavras que deveriam ser riscadas do dicionário eclesiástico e pastoral. O líder cristão deve desempenhar sua função através do exemplo. Em vez de mandar, ele demonstra como se faz. Em vez de se servir de seus subordinados, ele os serve. Em vez de impor, ele expõe e propõe.



Nota do Editor deste Blog: Sou testemunha de praticas do tipo, sendo eu mesmo hoje em dia um dos que foram aprisionados numa gaiola dessas, e fui liberto pela GRAÇA. O texto do pastor Hermes é um excelente  alerta. Analise a sua liderança meu irmão, e tenha ousadia para permitir ser liberto da gaiola de aproveitadores da fé!
Dálton Curvello  

quarta-feira, 11 de maio de 2011

The impact of a father (legendado)

The impact of a father (legendado)

“Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.”(Provérbios 22:6)
“E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.”(Deuteronômio 6:6 e 7)

Assistindo a alguns vídeos interessantes, deparei-me com esse que apresento abaixo, cuja mensagem é extremamente relevante para nós, pais cristãos. Assista com atenção, medite a respeito. Tem muito pai cristão pensando que está dando a vida pelo evangelho e não consegue evangelizar nem a própria casa... Como tem sido sua vida em família? Você vive aquilo que ensina, e ensina aquilo que vive? Mesmo errando, mantém sua dignidade, assumindo os erros e aprendendo com eles?
PENSE NISTO


segunda-feira, 9 de maio de 2011

BRUXARIA EVANGÉLICA PODE TER FIM

BRUXARIA EVANGÉLICA PODE TER FIM

Por Francisco Helder Sousa Cardoso
Se vocês permanecerem em mim, e as minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que quiserem, e lhes será concedido.” (João 15.7 NVI)
“Cabrummm”! Com estas palavras mágicas, candidatos a feiticeiros e super-heróis evangélicos têm prometido mover céus e terra através da fé. Cura de doentes terminais, conquista de amores impossíveis, eleição para cargos do alto escalão político, enriquecimento relâmpago: tudo é possível de se alcançar. O inacreditável está a um passo de nós.

Cristãos mais ortodoxos e tradicionais retrucam, alegando exageros nesta interpretação. Neopentecostais revidam, defendendo uma observação literal da passagem em debate. Cá entre nós, parece que os apimentados neopentecostais tem boa dose de razão. Note que o texto é claro: “Vocês pedirão o que quiserem, e lhes será concedido”.
Mas, espere um pouco. As palavras anteriores do mesmo texto exigem uma nova interpretação da passagem. Elas afirmam que “Se nós permanecermos em Cristo, e Suas palavras permanecerem em nós, pediremos o que quisermos, e nos será concedido.” (João 15.7, adaptado).
O texto é claríssimo. Tudo o que pedirmos a Cristo nos será dado. Só que não para por aí. O melhor está nas entrelinhas da mensagem. Lamento jogar água nas labaredas da interpretação neopentecostal, mas precisamos mirar nossos olhos na essência da mensagem do Mestre.
O que acontece é que quando nós permanecemos em Cristo, e as suas palavras permanecem em nós, a qualidade dos nossos pedidos muda. E como muda! Quando nos alimentamos dia e noite da Palavra de Deus, e quando Cristo realmente habita e dirige nossas vidas e corações, acredite, nossos pedidos tem outro propósito e sentido.
Não usamos mais essas palavras de Jesus como vara de condão, nem como palavras mágicas tiradas de livro de bruxaria, aprendendo assim a técnica de arrancar milagres do céu. Não mais “botamos Deus contra a parede” exigindo que, mediante demonstração da nossa fé, nos ajude a passar em concursos públicos, vestibulares, que nos dê rios de dinheiro, nem que cure nossos parentes e amigos de doenças terminais.
Quando as palavras de Jesus abundam em nossos corações, aprendemos a orar como o próprio Jesus: “Pai, acima de tudo, seja feita a tua vontade, e não a minha” (Lc 22.42). Jesus reafirmou o valor de sua relação com Deus pedindo que fosse “feita a Sua vontade, assim na terra, como no céu” (Mt 6.10).
O mais gostoso na vida cristã e depender totalmente de Deus. Saber que Ele cuida de nós. Que esquadrinha nosso futuro (Sl 139). Que nos sustenta (Sl 145.14). Que renova, diariamente, suas misericórdias sobre nossas vidas (Lm 3.22). Que nos ama (Jo 3.16). E que move céus e terra para que não andemos ansiosos por coisa alguma das nossas vidas, como por exemplo, quanto ao que haveremos de comer, beber ou vestir, afinal de contas, Ele sabe que precisamos de todas essas coisas (cf. Mt 6). Devemos buscar conhecer mais o Deus que servimos e que nos salvou. Devemos aprender a depositar nEle nossa confiança, pois Ele tem, de maneira extraordinária e inigualável,“cuidado de nós” (1 Pedro 5.7).



Texto publicado no Boletim do mês de Julho/2010 da PIBBVC. 

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