Para ler NO Deserto

“Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia; porque tu ouviste, naquele dia, que estavam ali os anaquins, bem como cidades grandes e fortificadas. Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como ele disse.”(Josué 14:12)

VISITANTE NUMERO


Visualizar estatísticas do Blog

PÁGINAS DO BLOG

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Pare e pense

NOSSA SUTIL HIPOCRISIA

Rodrigo de Lima Ferreira
Emil Brunner disse certa vez que, em sua caminhada histórica, a igreja oriunda da Reforma procura automaticamente o engessamento de uma crescente e perene institucionalização, matando o caráter orgânico, vivo e livre da igreja. Brunner identifica o início da institucionalização da igreja quando o apóstolo Paulo normatiza o sacramento da Ceia em 1 Coríntios 11. Discordo do teólogo, pois creio que a semente dessa institucionalização é bem anterior, e pode ser encontrada nos embates travados entre os fariseus e o Crucificado.

Nesses embates, os fariseus, que eram professores da Lei, e que deveriam, por dever de ofício, conhecer as Escrituras, as negam ao reclamarem contra a terrível falha de Jesus em curar num sábado. “Era só o que faltava!”, diziam eles. Em sua sutil hipocrisia, os fariseus da época de Jesus ficavam chateados com a falta de modos do Senhor, que comia sem lavar as mãos, mas não se importaram em corromper um processo jurídico contra ele, ao comprar testemunhas e permitir correr o julgamento no Sinédrio à noite, o que era ilegal à época.

Hoje em dia, a igreja dita evangélica cada vez mais se engessa em seu institucionalismo ensimesmado, se aproximando do sistema religioso farisaico, cada vez mais se distancia da pura fonte de conhecimento de Deus, ou teologia, que é Jesus, e cada vez mais vivencia uma hipocrisia de modo sutil.

Enchemos a boca ao afirmarmos que nossa salvação é pela graça, mas enchemos as pessoas de cargos, sobrecargos e obrigações, que devem ser desempenhados sem pestanejar, para provar que é “um dos nossos” e merecedor da salvação.

Nos alegramos, e até mesmo nos orgulhamos, de nossa herança reformada. Mas, se é verdade que muitos arminianos oram como calvinistas (“Se for da tua vontade, Senhor...”), também é verdade que muitos calvinistas vivem sua vida como perfeitos agnósticos. Afinal, Deus é distante, intangível, inalcançável, portanto vou viver minha vida do meu jeito, sem me importar com isso.

Prezamos a família. Há até ministérios voltados para ela, e grande volume de literatura especializada no tema. Mas o número de divórcios aumenta, a quantidade de maus-tratos contra crianças se torna assustadora (sem contar os casos de abuso sexual cometidos dentro de famílias evangélicas, por pais, tios, avós ou padrastos), cada vez mais desordens de ordem sexual se tornam presentes, sem que isso seja tratado com coragem, discrição e amor. E sem falar também que, de todas as famílias da igreja, a do pastor é a mais penalizada.

Há muitas camisetas e adesivos de carro que dizem “Jesus te ama”, “Deus é amor”, mas somos frios, distantes, individualistas e cruéis. Não conseguimos expressar esse amor ao homossexual, ao alcoólatra, ao mendigo. Ou ao crente da igreja com uma teologia diferente da nossa, ou mesmo ao católico.

Aliás, somos muito ciosos em relação à pureza da nossa devoção. Falamos contra a crescente mariolatria, como bem apontou Hans Küng, mas temos nossos ídolos, nossos pequenos deuses, nossos altares de adoração abjeta. Enquanto muitos católicos adoram uma figura bíblica que foi instrumento da ação de Deus na história, muitos de nós adoramos homens sem escrúpulo, sem caráter e com uma enorme voracidade por fama, poder e dinheiro. Talvez até mesmo por nos espelharmos neles.

Prezamos a transparência, reclamamos até mesmo disso em relação aos governos. Mas não sabemos o que fazer com aqueles que decidem abrir seus corações, expondo suas fraquezas e sua dependência de Deus. Em um tempo de cultivo de heróis gospel, não soa bem se mostrar frágil.


Prezamos o papel de líder, enquanto Jesus prezava a atitude de servo. Prezamos a vitória e a intrepidez, mas Jesus morreu como um bandido fora da cidade santa, abandonado por todos. Nos espelhamos na esperteza relatada em livros sobre liderança, mas Jesus nos incita à simplicidade infantil. Buscamos metodologias para a igreja crescer, mas nos esquecemos que quem enche a igreja é o Espírito, e qualquer outro crescimento produzido fora dele é puro inchaço.


Em tempos em que as técnicas ditam as normas (como bem disse Won Sul Lee), é anacrônico ser fiel a alguém que não se vê e que nem sempre responde como queremos. Mas somos chamados a este anacronismo, somos chamados para vivermos, como diz o antigo hino, para o Deus dos antigos, o Deus que nos limpa por dentro e nos remove a sutil hipocrisia dos fariseus modernos. O Deus que nos quer íntegros e transparentes. O Deus que nos quer santos.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Pare e pense

COMO NÃO ORAR

“E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes.”(Mateus 6:5 a 8)

                No vídeo que apresento abaixo, o pastor Mark Driscoll ministra sobre o texto de Mateus seis, em que Jesus adverte a não orar como os religiosos, pessoas que, com a aparência de espiritualidade na realidade desejam ser vistos e honrados pelos homens. “A oração religiosa é repugnante para Deus” diz o pregador, no que concordo plenamente. Vale a pena assistir e meditar sobre o assunto. Ao orar a Deus, não esteja estribado em sua própria espiritualidade e senso de justiça, ou com falsa humildade. Você pode até enganar a todos ao seu redor, mas jamais enganará a Deus.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Pare e pense

WILSON, DEUS E EU
Carlos Moreira

O filme “O Náufrago” foi sem dúvida um dos melhores que assisti em minha vida. Chuck Noland, um engenheiro de sistemas da FEDEX, ao despedir-se de sua noiva para realizar uma viagem de rotina, sofre um acidente de avião e se vê abandonado numa ilha remota como único sobrevivente do desastre.

Na história impressionante de Robert Zemeckis interpretada pelo ator Tom Hanks, Chuck tem de sobreviver a qualquer custo, pois está privado de todas as regalias da vida contemporânea, tendo consigo apenas alguns poucos destroços do avião que foram parar na praia. Seu único consolo é a foto da mulher que ama presente dentro de um pequeno colar que recebera momentos antes de viajar.

A película trata de um tema muito relevante, que é a necessidade de um homem social, acostumado a relacionar-se e manter interações intensas com pessoas, de repente, vê-se isolado de tudo e de todos. Na sua ânsia de comunicar-se para não enveredar por um estágio de loucura, entra então em cena um personagem inusitado, a bola de voleibol da marca Wilson. “Wilson” “ganha vida” e “feições humanas” ao ter o rosto pintado com o sangue do próprio Chuck que se fere ao tentar criar apetrechos para sua sobrevivência. No fundo, o personagem sabe que fala e interage com uma bola de voleibol, mas faz isto para aplacar o desespero, a solidão e até a perda da razão. Na verdade, a bola passara a ser parte do próprio “eu” de Chuck, pois, não raro, questiona-o, reprime-o, critica-o, como se fosse uma projeção de sua própria consciência.    

De todas as cenas do filme, uma em particular me marcou. É o momento em que Chuck, após construir uma jangada, consegue escapar da ilha em busca do alto-mar e da possibilidade de resgate por um navio. Dias a fio sob o sol, cansado, desidratado, no final de suas forças ele acorda e vê que “Wilson” havia se soltado da balsa e, empurrado pela correnteza, estava se afastando. Sem detença, Chuck pula ao mar e tenta ir ao encontro do “amigo” para resgatá-lo, mas acaba tendo de optar entre salvá-lo ou manter a balsa, sua única chance de sobrevivência. É aí que, em determinado momento, chorando muito, ele cai em si e vê que o que está tentando fazer é algo insano. Dessa forma, desiste de “Wilson” e volta à balsa. Arrasado, como se tivesse perdido alguém da família, repete, no seu desespero, como um mantra, a frase: “desculpe “Wilson”, desculpe...”.

“Mas o que para mim era lucro, passei a considerar perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por cuja causa perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo”. Fp 3:7-8.

Se há uma coisa importante que você deve logo aprender na vida cristã é que ela é feita de perdas. O próprio Jesus disse: “quem perder a sua vida por amor de mim, ganhá-la-á”. Esta é uma das frases mais mal interpretadas do Novo Testamento, saindo, não raro, da perspectiva do Evangelho, e adentrando nas correntes filosóficas estóica, cética e epicurista, que se baseiam na ataraxia, uma forma de mortificação do eu, das emoções e sensações. Contudo, em absoluto, esta nunca foi à proposta de Jesus, pois o que Ele oferece é o abandono total da religião que, privilegiando o esforço próprio e meritório, anula a rendição mediante a graça de Deus que já realizou tudo – Tetelestai (está pago) – e isto para todo aquele que crer.

O texto citado acima, da carta aos Filipenses, foi escrito em condições especiais. A igreja na cidade de Filipos havia sido plantada por Paulo, conforme Atos 16:9-12. Anos mais tarde, esta comunidade havia crescido e se fortalecido, o que trouxe muitas alegrias ao coração do apóstolo. Escrita quando ele estava na prisão em Roma, em condições sub-humanas, manifesta contudo o seu gozo e alegria pelo que Deus está ali realizando. Por isso a citação dos versos 7 e 8 ganham contornos muito mais profundos...

Perder parece ser condição sine qua non para todo aquele que deseja “ganhar” na vida. Ludwig Borne afirma: “perder uma ilusão torna-nos mais sábios do que encontrar uma verdade”. Frase intrigante, sobretudo se contrastada com o que diz a psicanalista Judith Viorst, pesquisadora do Instituto Psicanalítico de Washington, autora do livro “Perdas Necessárias”, que afirma que “ao fazermos a escolha por um caminho, deixamos implícitas duas decisões, uma ligada ao ganho do caminho escolhido e, outra, ligada a perda daquele caminho que deixamos para traz. E assim vamos, ao longo de cada dia ganhando e perdendo. A experiência da perda carrega consigo o fim de um ciclo e o início de um novo caminhar. Desta forma, a capacidade de poder viver a perda como uma oportunidade, mesmo que sofrida, faz de nós pessoas melhores e maduras. Em suas últimas linhas do livro, revela como extraordinário é para o ser humano desvendar a própria compreensão dos processos de perda. Compreender que a perda está implícita ao direito e a capacidade de estar vivo”.

Todos nós, mais cedo ou mais tarde, teremos um “Wilson” em nossas vidas que precisará ser abandonado. Ele poderá, existencialmente, assumir muitos matizes; quem sabe, será o abandono de um amor impossível, platônico, doído, desejado, mas que precisa ser deixado para ser levado pela “correnteza” da vida. Ou, talvez, seu “Wilson” seja um projeto pelo qual você trabalhou toda a vida, mas que, racionalmente falando, não tem como se desdobrar em algo bom e que faça bem. Ele pode ser uma amizade que se dessignificou, pois perdeu o sentido e o propósito, pode ser um sonho acalentado desde a infância, mas que diante da realidade crua da vida adulta não é mais viável, pode ser o abandono de um emprego, de uma cidade, até mesmo de uma igreja, do convívio de gente que você caminhou toda a vida, mas agora o “destino” lhe chama a “outras paragens”.  

“Wilson” pode assumir qualquer forma, ou até mesmo tomar o lugar de uma pessoa. Por vezes ele é a necessidade de superarmos uma separação profundamente dolorosa, virarmos a página, começarmos de novo. Em outros casos, é a necessidade de sermos pragmáticos para podermos esquecer a perda de alguém que amávamos e que a morte levou em direção à Vida. “Wilson” às vezes aparece em situações extremas como, por exemplo, em crises financeiras, onde é necessário nos desfazermos de coisas que amamos e que conquistamos com grande esforço e renúncias. Seja como for, cedo ou tarde, você terá em sua vida um “Wilson” e precisará fazer a sua escolha.

Para mim, a lição mais importante do filme “O Náufrago” é mostrar que o ser humano, mesmo perdido em meio a dúvidas e medos, precisa continuar a viver, ou como diria o Chuck, continuar respirando, afinal, a própria vida (simbolicamente identificada como a maré), pode trazer, no dia seguinte, algo totalmente novo. De fato, nunca sabemos o que a vida nos trará no dia de amanhã.

O que sei é que Deus pode transformar a situação mais dramática da vida em algo que produza paz e bem para a existência. É isso que diz Paulo aos Romanos, que “todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus”. Sim, eu já aprendi que há situações onde os “poços” são capazes de produzir flores. Por isso, se você está no “fundo do poço”, saiba: este é o melhor lugar para presenciar o florescer da esperança. E assim, concluo com Fernando Pessoa: “possuir é perder. Sentir sem possuir é guardar, porque é extrair de uma coisa a sua essência”.
Carlos Moreira, via GENIZAH. Tem também no A NOVA CRISTANDADE

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Pare e pense

ELE ME FAZ REPOUSAR EM PASTOS VERDEJANTES!

Salmos-23:1 a 6
Introdução
Um dos fatos mais estranhos com relação aos carneiros é que, por sua própria constituição, é lhes quase impossível deitar-se, a menos que se satisfaçam quatro condições:
Devido à sua timidez, eles se recusam a deitar-se a não ser que estejam plenamente tranqüilos e sem temores.
Não se deitam se houver atritos com outras ovelhas.
Não se deitam se as tiverem sendo importunadas por moscas ou parasitas etc.
Não se deitam se estiverem com fome.
I.- SEGURANÇA
Somente se deitarão, se estiverem em plena segurança; sem temores, sem tensões e sem fome.
O bem-estar das ovelhas depende da diligência do criador. Esse é um quadro que somente o pastor pode proporcionar-lhes.
O Pastor proporciona as condições adequadas para que as ovelhas se deitem. Um rebanho inquieto não dá bons lucros. Sabe-se que os carneiros são animais medrosos e que se assustam facilmente, pois até um coelho que salta de repente provoca dispersão no rebanho.
A ovelha assustada: Quando uma ovelha assustada dispara a correr, dezenas de outras saltarão com ela, e grande será a ruína para todo o rebanho. Conta-se de um pequeno cachorrinho, com um simples latido colocou todo o rebanho a correr; como também de dois cães que em uma noite mataram 292 ovelhas. As ovelhas assustadas perdem as suas crias.

Nada tranqüiliza mais uma ovelha do que a presença do Pastor no campo, junto a ela. (Jo 10.11).
Ele me faz repousar em pastos verdejantes.
Nada há, na vida cristã, como a presença de Cristo, nosso Pastor bem pertinho de cada um de nós.
Sua presença tira o medo, o pânico e o temor do desconhecido. Se sentirmos que há inimigos ameaçando nossa tranqüilidade, muitas vezes, nosso impulso é simplesmente fugir. Então, em meio às desventuras, subitamente, nos sobrevêm a consciência de que Ele, o Cristo , o Bom-Pastor, está ali. Essa certeza, muda tudo. “…E eis que estou convosco todos, até à consumação dos séculos”(Mt 28.20).
Sua presença lança uma luz diferente sobre a situação. De repente, as coisas não aparecem tão sombrias, tão aterrorizantes; modifica-se tudo, volta-nos a calma, e já podemos repousar. Nessa certeza, podemos descansar…
II.- TENSÃO (Rivalidade e disputa dentro de rebanho)
A segunda fonte de temores da qual o ovelheiro tem que livrar o rebanho é o da tensão, rivalidade e disputa dentro do próprio rebanho.
Em todas as sociedades de animais existe uma ordem de “dominação” no seio do grupo. Em um galinheiro, isto é chamado de “a ordem da bicada”. No meio do gado bovino, é a “ordem da chifrada”, entre os ovinos, falamos em “ordem da marrada”.
Em geral, uma ovelha mais velha, arrogante, ardilosa e dominadora se arvorará em líder de qualquer grupo de carneiros. Ela mantém sua posição de prestígio, com marradas expulsando as outras fêmeas e cordeiros.
Por causa dessa rivalidade, tensão e competição pela melhor posição e auto-afirmação é que existe esse conflito no rebanho.
A Ovelha velha e suas manias:
Espanta as mais novas: Esse conflito dentro do rebanho pode constituir-se em um fato debilitante. Os animais se tornam nervosos e tensos, insatisfeitos e inquietos. Emagrecem e ficam irritáveis.
A presença do pastor é suficiente para que a rivalidade seja esquecida e o rebanho seja tranqüilizado.
A presença do Pastor causa enorme diferença no comportamento do rebanho. Hoje, nas firmas, escritórios, famílias e igrejas, existe essa luta pela auto-afirmação, e auto-reconhecimento. A maioria dessas pessoas lutam para ser a “ovelha chefe”. Damos marradas, brigamos e competimos para “passar à frente” e, assim, algumas pessoas são feridas. É nessa conjuntura que surge a inveja e onde a mesquinhez e desavenças se transformam em terrível ódio. É aí, que são gerados o mal e o desespero, o lugar onde a rivalidade acirrada cresce gradualmente até tornar-se um modo de vida. Onde o homem tem que estar sempre defendendo a si mesmo, seus direitos ou sua posição do resto do grupo.
Em contraste a isto, o salmo mostra o povo de Deus repousando “calmo e satisfeito” .Uma das mais notáveis marcas do cristão devia ser uma sensação de tranqüilidade e contentamento.
A presença do Pastor põe fim a toda rivalidade. Em nosso relacionamento humano, quando nos tornamos plenamente conscientes de estarmos na presença de Cristo, acabam nossas tolas e egoístas rivalidades e o nosso próprio orgulho. Estar perto Dele é estar livre de temores em relação a outros homens.
A ausência de temor de parasitas e insetos também é essencial ao bem-estar das ovelhas. No verão, principalmente, as ovelhas são afligidas por carrapatos e moscas de toda espécie . Quando se sentem atormentadas pelos insetos, é virtualmente impossível para elas aquietarem-se e se deitarem. Ficam em pé, sempre querendo correr para o mato em busca de alívio. Somente o cuidado diligente do pastor, poderá lhes dar segurança. Um bom pastor aplica vários tipos de repelentes. Diariamente, o pastor está no meio do rebanho com o objetivo máximo de mantê–lo calmo, satisfeito e em paz.
Igualmente, na vida cristã, haverá, fatalmente muitos fatores de irritação. Existem pequenas perturbações, frustrações e experiências desagradáveis … ,mas existe um antídoto para elas: CRISTO . Ele traz tranqüilidade, serenidade, força e calma…

III TEMOR DA FOME:
Finalmente, para que as ovelhas repousem, é preciso que não haja o temor da fome. Isto está implícito na declaração: “Ele me faz repousar em pastos verdejantes…”.
Pastos verdejantes significa que o pastor deve trabalhar, para cuidar deste pasto.
É essencial que se tenham pastos verdejantes…
Uma ovelha desnutrida é uma ovelha inquieta, sempre procurando grama para satisfazer sua fome. Não cresce, não tem valor nem para si mesma, nem para o seu dono.

CONCLUSÃO:
Nosso Pastor limpa nossa vida das pedras duras da incredulidade. Arranca as raízes de amargura e quebra o duro e orgulhoso coração.
Depois:
Semeia os grãos de sua preciosa palavra, Rega com o orvalho e a chuva de sua própria presença e do Espírito Santo.
Sua preocupação pelo meu bem-estar, acha-se acima de minha compreensão. Esta vida de vitórias tranqüilas, de feliz descanso, de repouso em sua presença, de confiança em sua direção é algo que poucos cristãos gozam plenamente.
Às vezes preferimos nos alimentar das terras estéreis deste mundo que nos cerca, mas o pastor providenciou pastos verdejantes para aqueles que desejam mudar-se para eles e, ali, encontrar paz e plenitude.
Deitar-me faz: Porque o Pastor está presente e perto de mim, posso deitar-me, em paz, livre de todo medo.
O Espírito Santo como meu consolador, conselheiro e orientador, comunica-me o cuidado pastoral e a presença de Cristo (Jo l4.16-18: 2 Tm 1.7).
Meu descanso tranqüilo na sua presença terá lugar em verdes pastos. Em Jesus e na sua palavra, que são indispensáveis para uma vida abundante ( Jo 6.32-35)
Guia-me mansamente as águas tranqüilas de seu Espírito.
Leia: Sl 1.3 , Temos vida no Espírito?
Jo 7.37 Temos sede do Espírito?
Ou estamos cometendo os dois tipos de erros de que falou o Profeta Jeremias: Deixando o manancial das águas e cavando cisternas rotas(Jr 2.13). Ele me faz repousar em pastos verdejantes e guia-me mansamente a águas tranqüilas. Amém.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Pare e pense

RESSURREIÇÃO – A GRANDE AVENTURA COMEÇA

“Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei. Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias? Mas ele falava do templo do seu corpo. Quando, pois, ressuscitou dentre os mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isto; e creram na Escritura, e na palavra que Jesus tinha dito.” (João 2:19 a 22)

Neste vídeo do pastor Rob Bell, vemos uma pregação sobre a ressurreição de Jesus, e de como esse acontecimento impactou para sempre a história da humanidade, trazendo-nos a certeza de que mesmo quando tudo parece perdido e não há mais esperança, aí então é que as coisas estão realmente começando. Você crê nisto? Veja o vídeo e pense a respeito.



domingo, 12 de dezembro de 2010

Pare e pense

DEUS NÃO É AMOR
Zé Luís
Quatro são os amores que as Escrituras revelam: Afeição, Amizade, Eros (Paixão) e Ágape (traduzido como caridade por alguns).
Se você gosta de seu bicho de estimação, o ambiente de descanso, um objeto qualquer, você tem afeição por ele (que não deixa de ser uma espécie de amor).
Se tem um profundo carinho por alguém do mesmo sexo, isto é amizade. Um amor difícil de se aceitar nestes dias, principalmente por ser constantemente confundido com a relação homossexual (vide as explanações "bíblica" sobre o amor entre Davi e Jonathas ou o comportamento de João em relação a Jesus). A amizade e eros e confundem em alguns casos.
Você pode ver Philia (a amizade) rodeando as mesas de bar pelas noites paulistanas sem nenhum comportamento homossexual. Naquelas mesas tudo é confessado e esquecido, assim que os ébrios se despedem da algazarra.
C.S.Lewis cita – em seu livro Quatro Amores – que a Amizade é o amor contido nos anjos: eles olham em direção ao mesmo objetivo, ombro a ombro. Talvez você, crente, não consiga entender de que amor falamos aqui, já que a Amizade é tão rara dentro de algumas comunidades ditas cristãs.
Diferente da Amizade, Eros, a paixão, nome do mítico filho de Afrodite – e conhecido como cúlpido – vem e arrebata. Diferente da amizade, que olha em direção ao mesmo objetivo, a paixão olha nos olhos de seu oposto, muitas vezes, nos fazendo enxergar uma imagem ideal que não está realmente ali. Eros vê através do objeto adorado.
Todos estes amores podem virar verdadeiros demônios em nossas vida. A possessividade de uma mãe afetuosa com sua super-proteção, a paixão cega que nos leva a situações absurdas, o ciúme que nos leva a agredir àquele que tenta se aproximar de nossos amigos, que julgamos ser exclusivos..
Todo esse desiquilíbrio em torno destes amores não podem representar Deus, já que Nele não existe sombra ou mudança.
Sobra-nos perguntar o que é amar o próximo como a si mesmo, e a resposta está no amor chamado Ágape.
Ao pensar em amar a si como Eros, com toda a libido e desejo, só me provoca o riso. Ter amizade comigo mesmo, ou afeição pela minha grande cabeça nordestina é inconcebível (além de ser no mínimo, bisonho).
Mas, começo o dia, me arrasto até o banheiro: saco a escova de dentes, lavo o rosto, passo o pente entre os resistentes e escassos cabelos que me sobraram. Sento-me à mesa e sirvo-me do café fresco, com a medida de açúcar que me apraz.
Dirijo-me ao trabalho, lendo um bom livro pelo trajeto, mas me dou o direito de ouvir um boa música, ou apenas ver o movimento das pessoas pela janela do ônibus.
Cuido de mim, como quem cuida de um bebê: me alimento, mesmo quando não quero, e tomo medicamentos com um gosto horroroso para meu próprio bem estar. Isto é amar a si mesmo.
Esse é o amor que Deus é. O amor que cuida por cuidar, sem um motivo racional que impulsione ou justifique esse comportamento. Esse é o amor que é devido ao próximo. Esse é o amor do Bom Samaritano. Essa é a substância de que Deus é composto, e a mesma que se pode dizer se fazemos ou não parte Nele.

Inscreva seu e-mail e fique por dentro das atualizações!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...