Para ler NO Deserto

“Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia; porque tu ouviste, naquele dia, que estavam ali os anaquins, bem como cidades grandes e fortificadas. Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como ele disse.”(Josué 14:12)

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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

PROMESSAS DE ANO NOVO

              “Portanto, levantem as suas mãos cansadas e fortaleçam os seus joelhos enfraquecidos. Andem por caminhos aplanados para que o pé aleijado não manque, mas seja curado.Procurem ter paz com todos e se esforcem para viver uma vida completamente dedicada ao Senhor, pois sem isso ninguém o verá. Tomem cuidado para que ninguém abandone a graça de Deus. Cuidado, para que ninguém se torne como uma planta amarga que cresce e prejudica muita gente com o seu veneno.(Hebreus 12:12 a 15)
Dálton Curvello
Faltam apenas dois dias para o Ano Novo. Um ano se encerra e outro começa... Muitas comemorações, balanços, este é o período em que a maioria das pessoas fazem as famosas e já conhecidas “promessas de ano novo”.
“No próximo ano começo o regime...”; “Agora paro de fumar...”; Enquanto arruma a bagunça do escritório, outro mentaliza: “Este ano serei mais organizado...”; No meio evangélico, a promessa mais famosa é: “Este ano vou a ler a Bíblia”(promessa que na esmagadora maioria chega apenas até o mês de fevereiro...).
E você, caro leitor? Já pensou em algo?
Minha sugestão para o próximo ano, é que sigamos a orientação de Hebreus 12:
1 – No próximo ano, vou me empenhar para fortalecer joelhos enfraquecidos, começando pelos meus próprios, fortalecendo-os através da PALAVRA, atento à vontade de Deus, lembrando que “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.”(Tiago 4:17)

2 – No próximo ano, prometo andar apenas por caminhos aplanados, para que minha vida seja testemunho da fé que professo, como está escrito:“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.”(2Timóteo 2:15)

3 – No próximo ano, estarei 365 dias buscando a PAZ, não aquela busca hipócrita que nega o problema, mas a busca sincera, que mesmo em meio à guerra tem consciência de seu objetivo, de obter PAZ com todos, vivendo uma vida dedicada a fazer a vontade do PAI; Aparta-te do mal, e faze o bem; procura a paz, e segue-a”(Salmos 34:14)

4 – No próximo ano, assim como neste que se encerra, prometo viver cada segundo debaixo da maravilhosa GRAÇA de Deus, jamais abrindo mão de tal bênção, e peço a Deus que me guarde de qualquer sombra de soberba ou resquício de senso de justiça própria, dando-me consciência de minha condição de pecador, miseravelmente carente de sua GRAÇA. “As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim”(Lamentações 13:22)

5 – Finalmente, contando com essa maravilhosa GRAÇA de Deus, para me dar força e poder para cumprir esses propósitos, meu desejo sincero para o próximo ano é que eu possa também estar vigilante contra qualquer raiz de amargura, tendo sabedoria e GRAÇA para deixar o passado no passado, falando como Paulo: ”Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.”(Filipenses 3:13 e 14)
Posso ouvir um Amém?


A graça seja com todos os que amam a nosso Senhor Jesus Cristo em sinceridade. Amém.(Efésios 6:24)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

UM VELHO SALMO PARA UM NOVO ANO

Por Hermes C. Fernandes

Se o Senhor for o teu pastor...

Não te faltará descanso... Pois Ele te fará deitar em verdes pastos!

Interessante notar que o salmista coloca o descanso como um ítem prioritário. A Lei Mosaica estabelecia que o dia de descanso era o último da semana (Sabath). Primeiro vinha o trabalho, depois o respouso. Davi inverte isso propositadamente. Como que por uma inspiracão profética, antevendo a Era da Graça, quando o descanso viria em primeiro lugar. Não foi em vão que os cristãos primitivos elegeram o domingo, o primeiro dia da semana, como o Dia do Descanso, o sabath cristão. Não se trata de mero ócio, mas de uma postura espiritual, onde se cultiva a total dependência da graça divina, em vez de creditar nossas realizações aos esforços pessoais. Isaías, o profeta da Era Messiânica, diz: "Em vos converterdes e em repousardes está a vossa salvação, no sossego e na confiança está a vossa força"(Is.30:15).

Porém, este descanso se dá quando somos levados aos pastos verdejantes. Atentemos para o fato de que Davi está desenvolvendo uma analogia, onde Deus é o pastor, e nós Suas ovelhas. As ovelhas costumam descansar no mesmo lugar onde se alimentam. Elas literalmente se deitam sobre a comida. Elas não aceitam capim arrancado pelo pastor, quer estejam ainda verdes, ou já secos. Elas se alimentam do capim extraído diretamente do solo, com raiz e tudo. Assim também, só encontraremos descanso quando bem alimentados com a Palavra da Vida. Como disse Jesus:"Nem só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus".Temos, portanto, que examinar a procedência daquilo com que temos alimentado a nossa alma. Não podemos deixar que ninguém rumine por nós. Temos que extrair nosso alimento diretamente do solo. E para isso, devemos nos debruçar sobre as Escrituras, na dependência do Espírito Santo. Não significa que não necessitemos de orientação espiritual. Isso é indispensável, como veremos a seguir. O papel dos líderes/mentores é tão somente expor o alimento, a verdade, mas deixar que a ovelha pense por si mesma.

Para comprovar a qualidade do alimento espiritual, basta verificar se o que ele produz é descanso, crescimento, maturidade, ou rebeldia, revolta e imaturidade. Somos aquilo que comemos!

Se o Senhor for o teu pastor...

Não te faltará tranqüilidade... Pois Ele te guiará às águas tranqüilas e refrigerará a tua alma, te fazendo recobrar as forças e o ânimo. Ele não nos mete em canoa furada! Não nos leva às águas turbulentas, tempestivas, mas às águas da serenidade. Ninguém suporta viver sob pressão o tempo inteiro. Precisamos de refrigério que só as águas do Espírito Santo podem nos proporcionar. Aos que vivem sob a égide do estresse, Jesus convida: "Vinde a mim os que estais cansados, sobrecarregados, eu vos aliviarei".

Não te faltará retidão de caráter e decisões acertadas. Ele te guiará pelas veredas da justiça por amor ao Seu nome. Que teu propósito para o novo ano seja errar menos e acertar mais. E para isso, não faça nada sem antes consultá-lo em oração. Ele te guiará os pés pelas sendas da ética e da justiça. Lembre-se, para Ele, o que vale não é o que "dá certo", e sim o que "é certo". Submeta todas as suas decisões ao escrutíneo da Lei Suprema do Amor. E que assim, tua vida renda louvores ao nome de Deus, em vez de escândalos e vergonha. Que façamos jus ao título de "cristãos".

Também não te faltará momentos sombrios e perigosos... Mas ainda que tu enfrentes a possibilidade da morte repentina, não terás medo, porque Deus está contigo. E em face às ameaças, o Bom Pastor sairá em tua defesa com Sua vara. E se porventura caíres, Ele te socorrerá com Seu cajado. O cajado é uma haste cumprida, em cuja ponta há uma curvatura desenhada anatomicamente para socorrer a ovelha quando houver caído em algum precipício.

Tampouco te faltará disciplina e correção, pois a mesma vara usada para afugentar os lobos, é usada para disciplinar a ovelha rebelde para mantê-la no caminho certo. Jamais te esqueças que Deus disciplina àqueles que ama (Hb.12:6). E a disciplina aplicada por Deus é sempre motivada pelo amor. Deus jamais tem raiva dos Seus filhos! Ao discipliná-los, Deus simplesmente permite a eles colherem o que semearam. Portanto, sejamos mais responsáveis e menos inconseqüentes.

Não te faltará inimigos... Isso mesmo... INIMIGOS! Eles ajudam a compor o cenário de tua vida e enriquecem tua biografia. Não te faltará nem inimigos declarados, nem inimigos disfarçados de amigos. Não faltará traições, conspirações, falsidade. Porém Deus te praparará um banquete na presença de todos eles. E sabe pra quê? Pra que tu compartilhes com eles o teu pão. Lembre-te: Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber (Rm.12:20). E desta forma, cumpre-se o que está escrito: "Sendo os caminhos do homem agradáveis ao Senhor, até a seus inimigos faz que tenham paz com ele" (Pv.16:7). E não duvide de que Ele é capaz de transformar inimigos em amigos leais pra toda a vida.

Não faltará unção sobre ti, nem vinho em teu cálice. Teus inimigos e amigos serão testemunhas de quando Deus te ungir a cabeça com óleo, e fizer teu cálice transbordar. Sabedoria e alegria te arrebatarão. Sabedoria pra discernir cada novo momento de tua vida e alegria e entusiasmo para superar os momentos difíceis, e desfrutar os momentos de realização.

Estejas certo que a bondade e o amor de Deus estarão em teu encalço todos os dias de 2011, e pelo resto de tua vida. E estejas onde estiveres, o Senhor será a tua habitação para sempre.


* Reflexões baseadas no Salmo 23
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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

EM PÉ OU AJOELHADO?

A obrigação de levantar quem está indevidamente ajoelhado e de pôr de joelhos quem está indevidamente em pé

Quando Cornélio se encontrou com Pedro na entrada de Cesareia, o militar romano ajoelhou-se e curvou a cabeça diante do ex-pescador da Galileia. Imediatamente, Pedro fez com que ele se levantasse e disse: “Fique de pé, pois eu sou apenas um homem como você” (At 10.26).

O ser humano não pode ser tratado como Deus por outro ser humano. Nem pode desejar tal coisa para si mesmo. Deus está acima de qualquer ser angelical e de qualquer pessoa. Está escrito: “Temam o Senhor, o seu Deus, e só a ele prestem culto” (Dt 6.13; Mt 4.11, NTLH).

O verdadeiro cristão precisa aprender e executar duas artes gêmeas: a arte de levantar os que estão indevidamente ajoelhados e a arte de fazer ajoelhar os que estão indevidamente em pé. Ambas são difíceis e requerem sabedoria e coragem.

Mesmo sob contínuas e exageradas palmas, o ser humano não pode esquecer-se de que é um ser humano. Mesmo gostando de colecionar muitos títulos e diplomas, muitas coroas e cetros, muita importância e dinheiro, ele não pode perder a cabeça nem aceitar qualquer tipo de veneração ou adoração reservada unicamente a Deus. A história bíblica e a história secular ensinam que as pessoas que se deixam glorificar como Deus podem ser vergonhosamente humilhadas, como aconteceu com Herodes Antipas I, que não sustou a impressão dos fenícios de que ele era um deus e não um homem, provocando o juízo imediato de Deus. Esse Herodes, neto de Herodes, o Grande (que mandou matar as crianças de Belém), morreu comido de vermes dez anos depois da ressurreição de Jesus (At 12.23).

O ensino bíblico é que ninguém deve se ajoelhar diante de qualquer figura, imagem, astro, anjo, ser humano canonizado, autoridade religiosa (como era o caso de Pedro) ou potestade do ar. A esperança cristã é que, pelo menos na plenitude da salvação, todos os joelhos se curvem diante de Jesus. Esse anelo percorre toda a Bíblia:

“Todos os orgulhosos se curvarão na sua presença, e o adorarão todos os mortais, todos os que um dia vão morrer” (Sl 22.29).

“Venham, fiquemos de joelhos e adoremos o Senhor. Vamos nos ajoelhar diante do nosso Criador” (Sl 95.6).

“Juro pela minha vida, diz o Senhor, que todos se ajoelharão diante de mim e todos afirmarão que eu sou Deus” (Is 45.23 e Rm 14.11).

“Deus deu a Jesus a mais alta honra e pôs nele o nome que é o mais importante de todos os nomes, para que, em homenagem ao nome de Jesus, todas as criaturas no céu, na terra e no mundo dos mortos, caiam de joelhos e declarem abertamente que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus, o Pai” (Fp 2.9-11).

De ordem prática, nada é mais importante do que a obrigação de levantar quem está indevidamente ajoelhado e de pôr de joelhos quem está indevidamente em pé!

Fonte:  ULTIMATO ON LINE (Revista Ultimato)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

VEIO TER COM ELE GRANDES MULTIDÕES

E VEIO TER COM ELE GRANDES MULTIDÕES
Dálton Curvello
E veio ter com ele grandes multidões, que traziam coxos, cegos, mudos, aleijados, e outros muitos, e os puseram aos pés de Jesus, e ele os sarou, De tal sorte, que a multidão se maravilhou vendo os mudos a falar, os aleijados sãos, os coxos a andar, e os cegos a ver; e glorificava o Deus de Israel.”(Mateus 15:30 e 31)
                Eu fico imaginando a cena, Jesus havia chegado àquele lugar após seu debate com os fariseus, em que entre outros lhes falou: “Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens.”(Mateus 15:8 e 9) Aquela multidão estava em contato com o próprio Deus encarnado, e Jesus conhecia o coração de cada uma das pessoas naquela multidão. Com sua visão de raio-X espiritual, Ele podia ver no coração de cada um, constatando que a maioria (quando se refere a “povo”) estava longe com o coração.
                Esse é JESUS, em cuja presença somos desnudados de qualquer máscara, é o Deus dos milagres descritos na Bíblia, que conforme disse o Salmista, “conhece o meu deitar...” O Deus diante de quem toda enfermidade é sarada! O Deus que em sua infinita Graça e Misericórdia faz isso, mesmo conhecendo a maldade do coração humano (desesperadamente corrupto cfe. Jeremias 17:9).
Como seria bom se todos compreendessem a importância de buscar um relacionamento sincero e transparente com esse Deus, que parassem de uma vez com essa história de “ir ter com ele” misturando-se à multidão acéfala e descompromissada, que apenas busca milagres, maravilhas, mas mantendo o coração distante de Deus.
Em meu livro “Calebe-O demolidor de gigantes”, no capítulo 2, intitulado “Terra de Gigantes” eu comento: Quanto ao povo, essa massa de milhões de pessoas que confia apenas na força de seu braço e se esquece dos benefícios passados, segue morrendo no deserto, andando em círculos pelo deserto de uma vida vazia de propósitos, seca de milagres, vivendo a dura realidade de que a morte é a única certeza. A escolha é sua, a decisão é pessoal: Calebe visitou a mesma terra que os demais, viu os mesmos gigantes, presenciou as mesmas experiências na terra que espiavam. Você consegue imaginar a euforia que encheu o coração de Josué e Calebe, vendo tantas maravilhas e já antevendo as vitórias do grande exército de Israel, vencendo gigantes, tomando posse da terra e concluindo a exaustiva jornada pelo deserto, que já durava dois longos anos?  PENSE NISTO.
A BÍBLIA nos fala que TODOS, um dia vão ter que se apresentar diante do cordeiro de Deus - “Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra - cfe. Filipenses 2:10. Em que circunstância você quer estar? Saia da multidão, apresente-se diante do mestre, sem máscara, sem auto-justiça, mas declarando-se totalmente dependente da misericórida e acima de tudo da infinita GRAÇA. 

domingo, 26 de dezembro de 2010

ROMANOS: UM MUNDO DE HEDONISTAS

ROMANOS: UM MUNDO DE HEDONISTAS




por Zé Luís
A carta que Paulo escreve aos Romanos trata inicialmente com três tipos de pessoas.

Ele fala inicialmente a um tipo de pessoa cada vez mais comum nesse mundo ocidental: o hedonista.

O hedonismo (do grego hedonê, "prazer", "vontade") é uma teoria ou doutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer o supremo bem da vida humana. Surgiu na Grécia, e importantes representantes foram Aristipo de Cirene e Epicuro. O hedonismo filosófico moderno procura fundamentar-se numa concepção mais ampla de prazer entendida como felicidade para o maior número de pessoas.
Mas o que o apóstolo dos gentios diz a eles, gente que depende do ter para ser, povo que aceita qualquer coisa, de Deus ou diabo, desde que isso signifique lucro pessoal e egoísta, é que Deus dá para estes exatamente o que eles querem e, abundantemente. Isso é sua Ira.

Muitos devem estar se perguntando qual o problema do querer ter e ter, como cantado na canção do Nickelback, no seu hino “I wanna be a rockstar”: dezenas de carros caríssimos na garagem, prostitutas a vontade, cartão de crédito sem limite, abundância e fortuna, reconhecimento e tudo que o dinheiro pode comprar.

Poucos alcançam, mas muitos desses que conseguiram descobre que isso não significa tanto quanto pensaram quando se puseram nessa busca: dinheiro, sexo, poder qualquer coisa.

Deus, em sua Ira, deixa-os para se afundar, chafurdar nisso, e com sorte, descubrir desgraçadamente que sua vida, a base de busca de prazer a qualquer preço tem um limite que não podia admitir. Paulo diz que aqueles que assim procedem em seus desejos são entregues a nenhum limite, e tudo aceitam em suas relações, sejam parceiros ou parceiras.

Estranhamente, o mundo contemporâneo vive a Roma de 2000 anos atrás. O hedonismo impera, tanto dentro como fora da igreja. Duvida? O que procuram os que enchem as igrejas a procura de prosperidade? 

Paulo ainda se refere aos judicialistas e aos legalistas.

Mas isso é assunto para outro dia.
  Fonte: CRISTÃO CONFUSO

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

SENHAS QUEBRADAS

QUANDO TODAS AS SENHAS FOREM QUEBRADAS!


Todas as vezes que vou digitar uma senha em um caixa eletrônico, penso a senha, ditando-a para mim mesmo. Então, a seguir, invariavelmente, penso que em alguns anos já não se poderá pensar a senha, pois, assim como hoje se pode captar e localizar um celular até quando não nele não se está falando, do mesmo modo em não muito tempo haverá maquinas de ler ondas cerebrais, decodificando-as como pensamentos disponíveis para acesso e leitura.

“Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, Senhor, já a conheces toda!”

Entretanto, a palavra-pensamento faz a sua viagem, originando-se onde maquina humana alguma penetra, na fonte do ser; chega ao sistema neurológico do pensar; e, então, é feito som que corresponde ao significado imaginado; tornando-se, assim, fala.

Somente Deus entra na origem do pensar. Todavia, é quase impossível o estado-de-puro-pensamento; não feito de palavras, o qual, quase somente se manifesta em estados de silencio meditativo, quando se esvazia a mente.

Na maioria quase absoluta das vezes, entretanto, o pensar se torna código em fala silenciosa na mente; e, a seguir, às vezes até quando se está só, torna-se voz-palavra-fala.

Ora, as maquinas humanas de ler pensamento farão sua leitura quando a viagem estiver no sistema neurológico do pensar. Sim! Pois é aí nesse lugar-quase-não-lugarizável que a gente pensa falando para si mesmo, antes de dizer; ou, também, mesmo que nada se fale de modo audível.

Quando se chegar nesse ponto da viagem da Civilização Humana, se estará no inferno.

O que acontecerá é que os sistemas financeiros do mundo não aceitarão o roubo de senhas por maquinas de ler pensamentos [as quais surgirão, como sempre, cientificamente, mas logo serão pirateadas, como tudo mais o é]; e, então, unir-se-ão a fim de criar a defesa, a qual, certamente será feita mediante a impressão de uma senha que a própria pessoa não saiba qual seja, e que será apenas lida por uma maquina, mas não pensada pelo sacador.

Aí é que se verá o que é importante para as pessoas: se é manter a mente livre ou se é tê-la presa ao sistema, mas usufruindo dos benefícios financeiros, de crédito, e de toda sorte de relacionamento.

Ora, até as vozes hoje mais defensoras da não-manipulação haverão de render-se aos fatos, pois, quem quer que não tenha a verdadeira consciência do Evangelho, haverá de entregar-se ao sistema.

Neste tempo se iniciará o controle de todos os homens de modo impensável por nós até hoje.

Assim, antes mesmo do Grande Dia, os homens estarão vendo que aquilo que se diz às ocultas será gritado do alto da casa.

Somente os que puderem pensar sem culpa, segredo, maquinação, ardil, trapaça e mentira é que estarão aptos a sobreviver fora do controle da Besta em tal mundo. Sim! Pois, terão que aprender na prática o que seja pensar somente em tudo o que seja puro, respeitável, louvável, de boa fama e carregado de virtude e de justiça.

Carregar o selo do Cordeiro sobre a fronte, como diz o Apocalipse, certamente implica em ter a mente limpa do lixo da mentira, da inveja, da maldade, da perversidade e da manipulação, pois, o diabo, conquanto seja o pai da mentira, deseja a verdade dos homens contra os próprios homens, visto que esse seja o mais poderoso modo de controle e de implementação de guerras e mortes; e isto em volume de genocídio.

Apenas fazendo um exercício que se fundamenta em fortes indícios é que expresso esta por-hora-ficção.

Caio

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Pare e pense

O QUE TEM VALOR PARA VOCÊ?
 “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós”(II Coríntios 16:13 e 14 )

Um tempo atrás houve um filme de aventura onde certo explorador saiu em busca de um artefato “sagrado”. Como na maioria dos filmes, um vilão tenta obter para si o artefato. Dentro da câmara “sagrada”, cheia de armadilhas, se deparam com um desafio bastante interessante. Eles não sabiam como era realmente o artefato e precisavam escolher um dentre as diversas peças expostas ali. A escolha errada significaria a morte! Quando falamos de “sagrado”, que critério você usa para descobrir o verdadeiro valor?

Talvez assim como a maioria daqueles personagens do filme, provavelmente eu e você apontaríamos para o mais bonito, ou o maior, ou o que contivesse mais pedras preciosas, ou seja, o que tivesse maior valor “monetário”. O senso capitalista parece ter maior peso em nossas considerações e facilmente perdemos o que é “sagrado” para indicar o que é mais “vantajoso” (para nós é claro).

No filme, o mocinho, discerne o contexto daquela história e conclui que o objeto mais valioso seria uma taça de barro, o objeto mais simples todos. Consegue ver “valor” em um objeto assim? É difícil!

Certamente temos problemas para aceitar essas coisas e provavelmente são decisões assim que no dia-a-dia nos geram dúvidas quanto a nossa caminhada com Deus. O que é importante para você também o é para Deus? O apóstolo Paulo falava da preciosidade do Evangelho de Cristo e nos ensina que esse é o maior tesouro.

O que impressiona nesta concepção é que o Senhor revelou, entregou, esse glorioso Tesouro em nossas mãos para retransmiti-lo ao nosso próximo, essa é nossa missão! Percebe? É assim que “taças de barro” (eu e você), sem gloria alguma, carregam aquilo que é Majestoso, aquilo que pode gerar vida e vida abundante.

Sabe-se que era costume na antiguidade guardar tesouros em vasos de barro por segurança. E aqui aprendemos que essa é a forma de Deus agir em nosso meio. Ele usa a mim e a você, fracos e nada impressionantes aos olhos do mundo (quando permitimos a ação do Senhor é claro), para levar o que é mais precioso – a Salvação eterna. Essa Alegria que o mundo vê e não entende, essa Paz incompreensível e que tudo suporta, é a excelência de Deus derramada em vasos de barro (nós) através de Cristo Jesus. Se você já teve um encontro pessoal com o Senhor Jesus, então certamente você tem a maior de todas as missões nas mãos, gerar vida, e vida de Deus. Seja um vaso de bênçãos aonde Deus o colocou.
PENSE NISTO.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Pare e pense

NÃO ME SOLTE, PAPAI !
"Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós;permanecei no meu amor". João 15:9
Faz mais de doze anos. Às vezes parece que foi ontem, às vezes parece uma eternidade. Minha garotinha finalmente ganhou sua bicicleta. Não um triciclo, mas uma bicicleta de duas rodas. Foi o resultado de uma bem sucedida visita a uma loja de brinquedos.

Uma bicicleta de menina, num perfeito cor-de-rosa. Minha filha logo se apaixonou.  
Concretizada a compra, coloquei a bicicleta na caminhonete e fui para casa. Mal consegui tirar a novidade do carro, pois minha filha queria começar a pedalar imediatamente!
Era um dia quente e ensolarado, ideal para se aprender a andar de bicicleta.

Ser pai implica participar de uma série de acontecimentos que se encaixam de um modo ou de outro numa contradição básica: queremos que nossos filhos cresçam e sejam independentes, ao mesmo tempo que desejamos que continuem a depender de nós. Ficamos relutantes em aceitar que o amor que os filhos sentem por nós se baseia no que sentem, e não no que fazemos por eles.

Posso ver minha garotinha em sua nova bicicleta. Ainda é tão pequena, mas está toda ansiosa. Sua voz doce me pede
- Não me solte, papai!

Com uma das mãos seguro o assento e com a outra o guidão. Corro devagar ao lado da bicicleta. Às vezes, levanto uma das mãos, mas ouço:

- Não me solte, papai!

Mesmo levando em conta as imprecisões da minha memória, lembro que ela conseguiu dominar a completa atividade com alguma rapidez, mesmo depois de um certo desapontamento por não adquirir perícia instantânea. 
Ela enfrentava o desafio com um vigoroso e quase comovente desejo de sucesso, o que viria a se tornar uma característica sua. 
Mais uma vez tentei largar a bicicleta.

- Não me solte, papai!

Ela almoça correndo, pois só pensa na bicicleta. Voltamos para a pista de testes, a calçada. Apesar do medo que ela sente, a cambaleante roda da frente começa a se estabilizar.
Falta pouco agora. Posso sentir que sua confiança aumenta. Tenho de apressar meu passo a seu lado. Suas pernas se movimentam com renovadas forças e confiança.

Que acontecimento durante a fase de crescimento de uma criança representa melhor a conquista da independência? Aprender a andar é um início de independência. Aprender a falar e a expressar pensamentos originais é mais um passo nessa estrada. Mas são passos lentos e permitem que os pais se acostumem aos poucos. Aprender a andar de bicicleta é aprender a voar – uma experiência que quase instantaneamente dá à pessoa uma liberdade nova, permanente e irrevogável.

Chegou a hora. Há alguns minutos eu já percebera que ela conseguia alcançar o momento mágico que torna possível essa improvável forma de transporte. Minha filha percebe também.
Agora, minha mão não lhe serve mais de equilíbrio, mas a faz hesitar. Meu corpo se move pesada e desajeitadamente a seu lado e não lhe oferece mais conforto – agora faz com que perca a concentração.

- Solte, papai!

Ela acelera e sai correndo. As marias-chiquinhas voam no ar. Ela anda pelo menos quinze metros antes de parar num canteiro ao lado da calçada. Está radiante de felicidade.

No rosto, um sorriso que só pode ser de enorme satisfação. Sorrio também. Não apenas por compartilhar de sua realização, mas porque me dou conta de que ela iniciou um caminho. E vai segui-lo, tranqüila.

Podemos ver nesta situação um reflexo de como o Senhor Deus tem cuidado de nós, seus pequeninos.
Necessitamos constantemente que o Senhor caminhe ao nosso lado, nos segurando, para nos assegurar de que não cairemos, pois certamente sem Ele ao nosso lado não nos manteríamos em pé diante das dificuldades que encontramos pelos caminhos.

Não permita que a ansiedade lhe faça precipitar, desejando seguir seu caminho sem que Ele te conduza.
Pelo contrário, peça ao Senhor - "Não me solte Papai!".

Se você alguma vez você  pediu e Ele - "solte Papai!", e com isso acabou caindo e se machucando, saiba que Ele não se afastou de você, mas sim está ao seu lado pronto para te levantar e conduzir-te novamente, com um sorriso no rosto somente  te esperando  dizer:

"Não me solte Papai!"

"Porque eu, o SENHOR teu Deus, te tomo pela tua mão direita; e te digo: Não temas, eu te ajudo". Isaías 41:13

Deus te abençõe!!!

(Adaptação-Maurinei Tumenas, Autor-Desconhecido)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Pare e pense

“Então Jesus chamou todos para perto de si e disse: —Como vocês sabem, os governadores dos povos pagãos têm autoridade sobre eles, e os poderosos mandam neles. Mas entre vocês não pode ser assim. Pelo contrário, quem quiser ser importante, que sirva os outros, e quem quiser ser o primeiro, que seja o escravo de vocês.”(Mateus 20:25 a 27)

O REINO DE DEUS E OS DEMOCRATAS DA RELIGIÃO
Alan Brizotti
Lênin dizia que "a democracia é o regime político onde o povo escolhe quem irá oprimí-lo pelos próximos quatro anos" . No âmbito da igreja, afirmamos (e gostamos de afirmar!) que somos, estamos e pregamos o reino de Deus, contudo se lançarmos um olhar ligeiramente crítico perceberemos uma contradição: somos pregadores do reino, mas democratas ferrenhos em nossas atitudes.

Explico: nossa teologia é desenvolvida sob a ideia (hoje cada vez mais falsa) de que Deus é o Supremo Rei desse reino, entretanto a cada dia que passa surge um novo Primeiro-Ministro com a incrível capacidade de "influenciar" as decisões desse suposto rei celestial. Como igreja, estamos cada vez mais destituindo Deus do seu posto de autoridade suprema. Nossos vaticaninhos adoram posições de comando, amam a brincadeira suja do poder e, francamente, um Deus Rei Todo-Poderoso atrapalha muito...

Presidências vitalícias, bispados, apostolados, papados (esse a gente disfarça sob o eufemismo de "Pai", que não passa de redundância...) são tentativas infantis de afastar Deus de seu trono. Aliás, "trono" é uma palavra que sutilmente vai sumindo de nosso meio - ou sendo humanocentralizada - nossos tronos (multiplicidade e individualismo). Se a gente pudesse já tinha organizado um plebiscito para saber quem ainda quer Deus no comando (mas pense: quantos iriam querer Deus comandando do jeito dele?).

O sonho de muitas igrejas é ter autoridade suficiente para colocar na placa: sob nova direção! É o sub-céu, a mentalidade de César. Como funcionário de uma grande empresa que vai envelhecendo, demitimos Deus e assumimos a gerência de sua celestialidade. Dizemos do que ele gosta e o que ele abomina. À lá irmão do filho pródigo, questionamos sobre as pessoas que Deus resolve colocar em suas festas (Lc. 15. 25-32).

Tenho um alerta aos democratas da religião: o desejo luciferiano de tirar Deus do trono não é novo, as consequências também não. Para a igreja que insiste em brincar apenas com as facetas belas do Deus-amor, é fácil esquecer que ele também é justiça - e uma justiça que nunca é cega!
Como disse Thomas Brooks"A ambição é miséria enfeitada, veneno secreto, praga oculta, executora do engano, mãe da hipocrisia, progenitora da inveja, o primeiro dos defeitos, ofensora da santidade e aquela que cega os corações, transformando medicamentos em doenças e remédios em males. Os lugares altos nunca deixam de ser incômodos, e as coroas estão sempre repletas de espinhos".


Subversivos do reino, uni-vos!


Até mais...


Fonte : --->>>Alan Brizotti

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Pare e pense

PURIFICAI-VOS
“O SENHOR diz: Eu não quero todos esses sacrifícios que vocês me oferecem. Estou farto de bodes e de animais gordos queimados no altar; estou enjoado do sangue de touros novos, não quero mais carneiros nem cabritos. Quando vocês vêm até a minha presença, quem foi que pediu todo esse corre-corre nos pátios do meu Templo? Não adianta nada me trazerem ofertas; eu odeio o incenso que vocês queimam. Não suporto as Festas da Lua Nova, os sábados e as outras festas religiosas, pois os pecados de vocês estragam tudo isso. As Festas da Lua Nova e os outros dias santos me enchem de nojo; já estou cansado de suportá-los. “Quando vocês levantarem as mãos para orar, eu não olharei para vocês. Ainda que orem muito, eu não os ouvirei, pois os crimes mancharam as mãos de vocês. Lavem-se e purifiquem-se! Não quero mais ver as suas maldades! Parem de fazer o que é mau e aprendam a fazer o que é bom. Tratem os outros com justiça; socorram os que são explorados, defendam os direitos dos órfãos e protejam as viúvas. O SENHOR Deus diz: Venham cá, vamos discutir este assunto. Os seus pecados os deixaram manchados de vermelho, manchados de vermelho escuro; mas eu os lavarei, e vocês ficarão brancos como a neve, brancos como a lã. Se forem humildes e me obedecerem, vocês comerão das coisas boas que a terra produz. Mas, se forem rebeldes e desobedientes, serão mortos na guerra. Eu, o SENHOR, falei.” (Isaías 1:11 a 20)
Dálton Curvello
O profeta Isaías falava contra a falsa religiosidade do povo de Israel, que se sentia por demais amparados por suas Leis. No verso três do capítulo primeiro, Deus declara: “O boi conhece o seu dono, e o jumento sabe onde o dono põe o alimento para ele, mas o meu povo não sabe nada, o povo de Israel não entende coisa nenhuma.” O cenário me lembra muito o comportamento da igreja evangélica dos dias atuais, em que muitos falsos pastores pregam a falsa sensação de que através do cumprimento de regras os fiéis “alcançam”salvação, que no caso é representada por bênçãos materiais.
Após refutar todas as ofertas imundas e sacrifícios inválidos, Deus chama o povo para discutir o assunto. Preste atenção, caro leitor. Deus está te falando HOJE: A receita dEle está na Bíblia, não permita que homens cheios de sórdida ganância, ego inflado e coração cheio de impiedade venham a desviá-lo da verdade. Paulo diz aos Romanos: “Pois ninguém é aceito por Deus por fazer o que a lei manda, porque a lei faz com que as pessoas saibam que são pecadoras.” E ainda: “Pois pela graça de Deus vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus. A salvação não é o resultado dos esforços de vocês; portanto, ninguém pode se orgulhar de tê-la.”(Efésios 2:8 e 9)
Medite na palavra de Deus, leia diariamente, fuja de superstições gospel, fábulas criadas por lobos travestidos de cordeiros, rejeite tudo o que não estiver na palavra de Deus. Fique com o conselho que Deus nos dá na conclusão do capítulo dois de Isaías: “Afastai-vos, pois, do homem cujo fôlego está no seu nariz. Pois em que é ele estimado?”(Isaías 2:22)

domingo, 19 de dezembro de 2010

Parceria PAVABLOG

PROMOÇÃO ENCERRADA - PROMOÇÃO ENCERRADA - DIA 03/01 O RESULTADO SERÁ DIVULGADO EM NOVA POSTAGEM
OBRIGADO A TODOS OS QUE PARTICIPAREM


Estamos à beira do Apocalipse?
Recentemente, a Coreia do Norte fez declarações e ameaças que assustaram o mundo. Eles já possuem armas nucleares e há o temor que iniciem uma Terceira Guerra Mundial. O vazamento de informações do caso Wikileaks mostra que há espionagem dentro da ONU e que as relações entre alguns países não são assim tão calmas como parecem.
Autores de vários best-sellers, Tim LaHaye e Craig Parshall escreveram essa obra de ficção que tem se tornado assustadoramente profética quando vemos os últimos acontecimentos. O romance usa fatos históricos e bíblicos para tratar de questões que estão hoje na mídia. Trata-se de uma curiosa mescla de ficção e não-ficção. Será que eles estão certos e de fato estamos à beira do Apocalipse?


Novo livro de Tim LaHaye, da série “Deixados para trás”, e Craig Parshall, e primeiro da Saga do Apocalipse. Leia o primeiro capítulo AQUI.
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Deixe um comentário neste post p/ concorrer a 1 exemplar do livro.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Pare e pense

NOSSA SUTIL HIPOCRISIA

Rodrigo de Lima Ferreira
Emil Brunner disse certa vez que, em sua caminhada histórica, a igreja oriunda da Reforma procura automaticamente o engessamento de uma crescente e perene institucionalização, matando o caráter orgânico, vivo e livre da igreja. Brunner identifica o início da institucionalização da igreja quando o apóstolo Paulo normatiza o sacramento da Ceia em 1 Coríntios 11. Discordo do teólogo, pois creio que a semente dessa institucionalização é bem anterior, e pode ser encontrada nos embates travados entre os fariseus e o Crucificado.

Nesses embates, os fariseus, que eram professores da Lei, e que deveriam, por dever de ofício, conhecer as Escrituras, as negam ao reclamarem contra a terrível falha de Jesus em curar num sábado. “Era só o que faltava!”, diziam eles. Em sua sutil hipocrisia, os fariseus da época de Jesus ficavam chateados com a falta de modos do Senhor, que comia sem lavar as mãos, mas não se importaram em corromper um processo jurídico contra ele, ao comprar testemunhas e permitir correr o julgamento no Sinédrio à noite, o que era ilegal à época.

Hoje em dia, a igreja dita evangélica cada vez mais se engessa em seu institucionalismo ensimesmado, se aproximando do sistema religioso farisaico, cada vez mais se distancia da pura fonte de conhecimento de Deus, ou teologia, que é Jesus, e cada vez mais vivencia uma hipocrisia de modo sutil.

Enchemos a boca ao afirmarmos que nossa salvação é pela graça, mas enchemos as pessoas de cargos, sobrecargos e obrigações, que devem ser desempenhados sem pestanejar, para provar que é “um dos nossos” e merecedor da salvação.

Nos alegramos, e até mesmo nos orgulhamos, de nossa herança reformada. Mas, se é verdade que muitos arminianos oram como calvinistas (“Se for da tua vontade, Senhor...”), também é verdade que muitos calvinistas vivem sua vida como perfeitos agnósticos. Afinal, Deus é distante, intangível, inalcançável, portanto vou viver minha vida do meu jeito, sem me importar com isso.

Prezamos a família. Há até ministérios voltados para ela, e grande volume de literatura especializada no tema. Mas o número de divórcios aumenta, a quantidade de maus-tratos contra crianças se torna assustadora (sem contar os casos de abuso sexual cometidos dentro de famílias evangélicas, por pais, tios, avós ou padrastos), cada vez mais desordens de ordem sexual se tornam presentes, sem que isso seja tratado com coragem, discrição e amor. E sem falar também que, de todas as famílias da igreja, a do pastor é a mais penalizada.

Há muitas camisetas e adesivos de carro que dizem “Jesus te ama”, “Deus é amor”, mas somos frios, distantes, individualistas e cruéis. Não conseguimos expressar esse amor ao homossexual, ao alcoólatra, ao mendigo. Ou ao crente da igreja com uma teologia diferente da nossa, ou mesmo ao católico.

Aliás, somos muito ciosos em relação à pureza da nossa devoção. Falamos contra a crescente mariolatria, como bem apontou Hans Küng, mas temos nossos ídolos, nossos pequenos deuses, nossos altares de adoração abjeta. Enquanto muitos católicos adoram uma figura bíblica que foi instrumento da ação de Deus na história, muitos de nós adoramos homens sem escrúpulo, sem caráter e com uma enorme voracidade por fama, poder e dinheiro. Talvez até mesmo por nos espelharmos neles.

Prezamos a transparência, reclamamos até mesmo disso em relação aos governos. Mas não sabemos o que fazer com aqueles que decidem abrir seus corações, expondo suas fraquezas e sua dependência de Deus. Em um tempo de cultivo de heróis gospel, não soa bem se mostrar frágil.


Prezamos o papel de líder, enquanto Jesus prezava a atitude de servo. Prezamos a vitória e a intrepidez, mas Jesus morreu como um bandido fora da cidade santa, abandonado por todos. Nos espelhamos na esperteza relatada em livros sobre liderança, mas Jesus nos incita à simplicidade infantil. Buscamos metodologias para a igreja crescer, mas nos esquecemos que quem enche a igreja é o Espírito, e qualquer outro crescimento produzido fora dele é puro inchaço.


Em tempos em que as técnicas ditam as normas (como bem disse Won Sul Lee), é anacrônico ser fiel a alguém que não se vê e que nem sempre responde como queremos. Mas somos chamados a este anacronismo, somos chamados para vivermos, como diz o antigo hino, para o Deus dos antigos, o Deus que nos limpa por dentro e nos remove a sutil hipocrisia dos fariseus modernos. O Deus que nos quer íntegros e transparentes. O Deus que nos quer santos.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Pare e pense

COMO NÃO ORAR

“E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes.”(Mateus 6:5 a 8)

                No vídeo que apresento abaixo, o pastor Mark Driscoll ministra sobre o texto de Mateus seis, em que Jesus adverte a não orar como os religiosos, pessoas que, com a aparência de espiritualidade na realidade desejam ser vistos e honrados pelos homens. “A oração religiosa é repugnante para Deus” diz o pregador, no que concordo plenamente. Vale a pena assistir e meditar sobre o assunto. Ao orar a Deus, não esteja estribado em sua própria espiritualidade e senso de justiça, ou com falsa humildade. Você pode até enganar a todos ao seu redor, mas jamais enganará a Deus.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Pare e pense

WILSON, DEUS E EU
Carlos Moreira

O filme “O Náufrago” foi sem dúvida um dos melhores que assisti em minha vida. Chuck Noland, um engenheiro de sistemas da FEDEX, ao despedir-se de sua noiva para realizar uma viagem de rotina, sofre um acidente de avião e se vê abandonado numa ilha remota como único sobrevivente do desastre.

Na história impressionante de Robert Zemeckis interpretada pelo ator Tom Hanks, Chuck tem de sobreviver a qualquer custo, pois está privado de todas as regalias da vida contemporânea, tendo consigo apenas alguns poucos destroços do avião que foram parar na praia. Seu único consolo é a foto da mulher que ama presente dentro de um pequeno colar que recebera momentos antes de viajar.

A película trata de um tema muito relevante, que é a necessidade de um homem social, acostumado a relacionar-se e manter interações intensas com pessoas, de repente, vê-se isolado de tudo e de todos. Na sua ânsia de comunicar-se para não enveredar por um estágio de loucura, entra então em cena um personagem inusitado, a bola de voleibol da marca Wilson. “Wilson” “ganha vida” e “feições humanas” ao ter o rosto pintado com o sangue do próprio Chuck que se fere ao tentar criar apetrechos para sua sobrevivência. No fundo, o personagem sabe que fala e interage com uma bola de voleibol, mas faz isto para aplacar o desespero, a solidão e até a perda da razão. Na verdade, a bola passara a ser parte do próprio “eu” de Chuck, pois, não raro, questiona-o, reprime-o, critica-o, como se fosse uma projeção de sua própria consciência.    

De todas as cenas do filme, uma em particular me marcou. É o momento em que Chuck, após construir uma jangada, consegue escapar da ilha em busca do alto-mar e da possibilidade de resgate por um navio. Dias a fio sob o sol, cansado, desidratado, no final de suas forças ele acorda e vê que “Wilson” havia se soltado da balsa e, empurrado pela correnteza, estava se afastando. Sem detença, Chuck pula ao mar e tenta ir ao encontro do “amigo” para resgatá-lo, mas acaba tendo de optar entre salvá-lo ou manter a balsa, sua única chance de sobrevivência. É aí que, em determinado momento, chorando muito, ele cai em si e vê que o que está tentando fazer é algo insano. Dessa forma, desiste de “Wilson” e volta à balsa. Arrasado, como se tivesse perdido alguém da família, repete, no seu desespero, como um mantra, a frase: “desculpe “Wilson”, desculpe...”.

“Mas o que para mim era lucro, passei a considerar perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por cuja causa perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo”. Fp 3:7-8.

Se há uma coisa importante que você deve logo aprender na vida cristã é que ela é feita de perdas. O próprio Jesus disse: “quem perder a sua vida por amor de mim, ganhá-la-á”. Esta é uma das frases mais mal interpretadas do Novo Testamento, saindo, não raro, da perspectiva do Evangelho, e adentrando nas correntes filosóficas estóica, cética e epicurista, que se baseiam na ataraxia, uma forma de mortificação do eu, das emoções e sensações. Contudo, em absoluto, esta nunca foi à proposta de Jesus, pois o que Ele oferece é o abandono total da religião que, privilegiando o esforço próprio e meritório, anula a rendição mediante a graça de Deus que já realizou tudo – Tetelestai (está pago) – e isto para todo aquele que crer.

O texto citado acima, da carta aos Filipenses, foi escrito em condições especiais. A igreja na cidade de Filipos havia sido plantada por Paulo, conforme Atos 16:9-12. Anos mais tarde, esta comunidade havia crescido e se fortalecido, o que trouxe muitas alegrias ao coração do apóstolo. Escrita quando ele estava na prisão em Roma, em condições sub-humanas, manifesta contudo o seu gozo e alegria pelo que Deus está ali realizando. Por isso a citação dos versos 7 e 8 ganham contornos muito mais profundos...

Perder parece ser condição sine qua non para todo aquele que deseja “ganhar” na vida. Ludwig Borne afirma: “perder uma ilusão torna-nos mais sábios do que encontrar uma verdade”. Frase intrigante, sobretudo se contrastada com o que diz a psicanalista Judith Viorst, pesquisadora do Instituto Psicanalítico de Washington, autora do livro “Perdas Necessárias”, que afirma que “ao fazermos a escolha por um caminho, deixamos implícitas duas decisões, uma ligada ao ganho do caminho escolhido e, outra, ligada a perda daquele caminho que deixamos para traz. E assim vamos, ao longo de cada dia ganhando e perdendo. A experiência da perda carrega consigo o fim de um ciclo e o início de um novo caminhar. Desta forma, a capacidade de poder viver a perda como uma oportunidade, mesmo que sofrida, faz de nós pessoas melhores e maduras. Em suas últimas linhas do livro, revela como extraordinário é para o ser humano desvendar a própria compreensão dos processos de perda. Compreender que a perda está implícita ao direito e a capacidade de estar vivo”.

Todos nós, mais cedo ou mais tarde, teremos um “Wilson” em nossas vidas que precisará ser abandonado. Ele poderá, existencialmente, assumir muitos matizes; quem sabe, será o abandono de um amor impossível, platônico, doído, desejado, mas que precisa ser deixado para ser levado pela “correnteza” da vida. Ou, talvez, seu “Wilson” seja um projeto pelo qual você trabalhou toda a vida, mas que, racionalmente falando, não tem como se desdobrar em algo bom e que faça bem. Ele pode ser uma amizade que se dessignificou, pois perdeu o sentido e o propósito, pode ser um sonho acalentado desde a infância, mas que diante da realidade crua da vida adulta não é mais viável, pode ser o abandono de um emprego, de uma cidade, até mesmo de uma igreja, do convívio de gente que você caminhou toda a vida, mas agora o “destino” lhe chama a “outras paragens”.  

“Wilson” pode assumir qualquer forma, ou até mesmo tomar o lugar de uma pessoa. Por vezes ele é a necessidade de superarmos uma separação profundamente dolorosa, virarmos a página, começarmos de novo. Em outros casos, é a necessidade de sermos pragmáticos para podermos esquecer a perda de alguém que amávamos e que a morte levou em direção à Vida. “Wilson” às vezes aparece em situações extremas como, por exemplo, em crises financeiras, onde é necessário nos desfazermos de coisas que amamos e que conquistamos com grande esforço e renúncias. Seja como for, cedo ou tarde, você terá em sua vida um “Wilson” e precisará fazer a sua escolha.

Para mim, a lição mais importante do filme “O Náufrago” é mostrar que o ser humano, mesmo perdido em meio a dúvidas e medos, precisa continuar a viver, ou como diria o Chuck, continuar respirando, afinal, a própria vida (simbolicamente identificada como a maré), pode trazer, no dia seguinte, algo totalmente novo. De fato, nunca sabemos o que a vida nos trará no dia de amanhã.

O que sei é que Deus pode transformar a situação mais dramática da vida em algo que produza paz e bem para a existência. É isso que diz Paulo aos Romanos, que “todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus”. Sim, eu já aprendi que há situações onde os “poços” são capazes de produzir flores. Por isso, se você está no “fundo do poço”, saiba: este é o melhor lugar para presenciar o florescer da esperança. E assim, concluo com Fernando Pessoa: “possuir é perder. Sentir sem possuir é guardar, porque é extrair de uma coisa a sua essência”.
Carlos Moreira, via GENIZAH. Tem também no A NOVA CRISTANDADE

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Pare e pense

ELE ME FAZ REPOUSAR EM PASTOS VERDEJANTES!

Salmos-23:1 a 6
Introdução
Um dos fatos mais estranhos com relação aos carneiros é que, por sua própria constituição, é lhes quase impossível deitar-se, a menos que se satisfaçam quatro condições:
Devido à sua timidez, eles se recusam a deitar-se a não ser que estejam plenamente tranqüilos e sem temores.
Não se deitam se houver atritos com outras ovelhas.
Não se deitam se as tiverem sendo importunadas por moscas ou parasitas etc.
Não se deitam se estiverem com fome.
I.- SEGURANÇA
Somente se deitarão, se estiverem em plena segurança; sem temores, sem tensões e sem fome.
O bem-estar das ovelhas depende da diligência do criador. Esse é um quadro que somente o pastor pode proporcionar-lhes.
O Pastor proporciona as condições adequadas para que as ovelhas se deitem. Um rebanho inquieto não dá bons lucros. Sabe-se que os carneiros são animais medrosos e que se assustam facilmente, pois até um coelho que salta de repente provoca dispersão no rebanho.
A ovelha assustada: Quando uma ovelha assustada dispara a correr, dezenas de outras saltarão com ela, e grande será a ruína para todo o rebanho. Conta-se de um pequeno cachorrinho, com um simples latido colocou todo o rebanho a correr; como também de dois cães que em uma noite mataram 292 ovelhas. As ovelhas assustadas perdem as suas crias.

Nada tranqüiliza mais uma ovelha do que a presença do Pastor no campo, junto a ela. (Jo 10.11).
Ele me faz repousar em pastos verdejantes.
Nada há, na vida cristã, como a presença de Cristo, nosso Pastor bem pertinho de cada um de nós.
Sua presença tira o medo, o pânico e o temor do desconhecido. Se sentirmos que há inimigos ameaçando nossa tranqüilidade, muitas vezes, nosso impulso é simplesmente fugir. Então, em meio às desventuras, subitamente, nos sobrevêm a consciência de que Ele, o Cristo , o Bom-Pastor, está ali. Essa certeza, muda tudo. “…E eis que estou convosco todos, até à consumação dos séculos”(Mt 28.20).
Sua presença lança uma luz diferente sobre a situação. De repente, as coisas não aparecem tão sombrias, tão aterrorizantes; modifica-se tudo, volta-nos a calma, e já podemos repousar. Nessa certeza, podemos descansar…
II.- TENSÃO (Rivalidade e disputa dentro de rebanho)
A segunda fonte de temores da qual o ovelheiro tem que livrar o rebanho é o da tensão, rivalidade e disputa dentro do próprio rebanho.
Em todas as sociedades de animais existe uma ordem de “dominação” no seio do grupo. Em um galinheiro, isto é chamado de “a ordem da bicada”. No meio do gado bovino, é a “ordem da chifrada”, entre os ovinos, falamos em “ordem da marrada”.
Em geral, uma ovelha mais velha, arrogante, ardilosa e dominadora se arvorará em líder de qualquer grupo de carneiros. Ela mantém sua posição de prestígio, com marradas expulsando as outras fêmeas e cordeiros.
Por causa dessa rivalidade, tensão e competição pela melhor posição e auto-afirmação é que existe esse conflito no rebanho.
A Ovelha velha e suas manias:
Espanta as mais novas: Esse conflito dentro do rebanho pode constituir-se em um fato debilitante. Os animais se tornam nervosos e tensos, insatisfeitos e inquietos. Emagrecem e ficam irritáveis.
A presença do pastor é suficiente para que a rivalidade seja esquecida e o rebanho seja tranqüilizado.
A presença do Pastor causa enorme diferença no comportamento do rebanho. Hoje, nas firmas, escritórios, famílias e igrejas, existe essa luta pela auto-afirmação, e auto-reconhecimento. A maioria dessas pessoas lutam para ser a “ovelha chefe”. Damos marradas, brigamos e competimos para “passar à frente” e, assim, algumas pessoas são feridas. É nessa conjuntura que surge a inveja e onde a mesquinhez e desavenças se transformam em terrível ódio. É aí, que são gerados o mal e o desespero, o lugar onde a rivalidade acirrada cresce gradualmente até tornar-se um modo de vida. Onde o homem tem que estar sempre defendendo a si mesmo, seus direitos ou sua posição do resto do grupo.
Em contraste a isto, o salmo mostra o povo de Deus repousando “calmo e satisfeito” .Uma das mais notáveis marcas do cristão devia ser uma sensação de tranqüilidade e contentamento.
A presença do Pastor põe fim a toda rivalidade. Em nosso relacionamento humano, quando nos tornamos plenamente conscientes de estarmos na presença de Cristo, acabam nossas tolas e egoístas rivalidades e o nosso próprio orgulho. Estar perto Dele é estar livre de temores em relação a outros homens.
A ausência de temor de parasitas e insetos também é essencial ao bem-estar das ovelhas. No verão, principalmente, as ovelhas são afligidas por carrapatos e moscas de toda espécie . Quando se sentem atormentadas pelos insetos, é virtualmente impossível para elas aquietarem-se e se deitarem. Ficam em pé, sempre querendo correr para o mato em busca de alívio. Somente o cuidado diligente do pastor, poderá lhes dar segurança. Um bom pastor aplica vários tipos de repelentes. Diariamente, o pastor está no meio do rebanho com o objetivo máximo de mantê–lo calmo, satisfeito e em paz.
Igualmente, na vida cristã, haverá, fatalmente muitos fatores de irritação. Existem pequenas perturbações, frustrações e experiências desagradáveis … ,mas existe um antídoto para elas: CRISTO . Ele traz tranqüilidade, serenidade, força e calma…

III TEMOR DA FOME:
Finalmente, para que as ovelhas repousem, é preciso que não haja o temor da fome. Isto está implícito na declaração: “Ele me faz repousar em pastos verdejantes…”.
Pastos verdejantes significa que o pastor deve trabalhar, para cuidar deste pasto.
É essencial que se tenham pastos verdejantes…
Uma ovelha desnutrida é uma ovelha inquieta, sempre procurando grama para satisfazer sua fome. Não cresce, não tem valor nem para si mesma, nem para o seu dono.

CONCLUSÃO:
Nosso Pastor limpa nossa vida das pedras duras da incredulidade. Arranca as raízes de amargura e quebra o duro e orgulhoso coração.
Depois:
Semeia os grãos de sua preciosa palavra, Rega com o orvalho e a chuva de sua própria presença e do Espírito Santo.
Sua preocupação pelo meu bem-estar, acha-se acima de minha compreensão. Esta vida de vitórias tranqüilas, de feliz descanso, de repouso em sua presença, de confiança em sua direção é algo que poucos cristãos gozam plenamente.
Às vezes preferimos nos alimentar das terras estéreis deste mundo que nos cerca, mas o pastor providenciou pastos verdejantes para aqueles que desejam mudar-se para eles e, ali, encontrar paz e plenitude.
Deitar-me faz: Porque o Pastor está presente e perto de mim, posso deitar-me, em paz, livre de todo medo.
O Espírito Santo como meu consolador, conselheiro e orientador, comunica-me o cuidado pastoral e a presença de Cristo (Jo l4.16-18: 2 Tm 1.7).
Meu descanso tranqüilo na sua presença terá lugar em verdes pastos. Em Jesus e na sua palavra, que são indispensáveis para uma vida abundante ( Jo 6.32-35)
Guia-me mansamente as águas tranqüilas de seu Espírito.
Leia: Sl 1.3 , Temos vida no Espírito?
Jo 7.37 Temos sede do Espírito?
Ou estamos cometendo os dois tipos de erros de que falou o Profeta Jeremias: Deixando o manancial das águas e cavando cisternas rotas(Jr 2.13). Ele me faz repousar em pastos verdejantes e guia-me mansamente a águas tranqüilas. Amém.

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