Para ler NO Deserto

“Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia; porque tu ouviste, naquele dia, que estavam ali os anaquins, bem como cidades grandes e fortificadas. Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como ele disse.”(Josué 14:12)

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sábado, 24 de julho de 2010

Pare e pense

O SINCRETISMO RELIGIOSO E O PSEUDO-EVANGELHO


A tradição cultural de nosso país é, além de múltipla, mística em sua essência, sobretudo pelo fato de que a população brasileira é constituída por etnias diversas. Num mesmo “caldeirão” se encontram misturados europeus, africanos, aborígines, asiáticos, etc. Como sabemos, cada uma dessas etnias aqui presentes traz consigo, de maneira intrínseca, seus rituais, suas crenças, sua religiosidade, suas formas de se relacionar com o sobrenatural.

Dessa maneira facilmente percebemos dentre a vasta herança cultural do país, os seguintes elementos formando o pano de fundo da religião de nosso povo:
1)      rudimentos da pajelança indígena;
2)      superstições provenientes do catolicismo romano, trazido para a Ilha de Vera Cruz pelos colonizadores europeus;
3)      uma forte corrente kardecista (também trazida pelos europeus);
4)       o extremo misticismo dos cultos afro;
5)      a busca da paz interior embutida nos ensinamentos das seitas orientais; e
6)      o protestantismo e sua conclamação pelo retorno às Escrituras.
              Meu objetivo aqui é focar os protestantes, "segmento" do qual faço parte. Aqueles que genuinamente professam tal fé, obrigatoriamente devem basear suas crenças unicamente na Bíblia Sagrada. É mister que seja assim com todas as igrejas que se dizem herdeiras da Reforma. Estas têm por obrigação prezar pela pureza doutrinária, pelos cinco “solas” (Sola Gratia, Sola Fide, Sola Scriptura, Solus Christus, Soli Deo Gloria).

               No entanto, com imensa tristeza e pesar, chegamos à desoladora constatação de que não é isso que temos presenciado. Pelo contrário: em muitas igrejas ditas “evangélicas”, dá-nos a impressão que houve apenas a mudança da placa. Parece-nos que hoje há alguns centros destinados aos cultos afro que adotaram o rótulo de “igreja”, tamanho é o misticismo sob o qual o povo se encontra cativo. Fala-se (superficialmente) de Jesus, porém ainda se afirma ser necessário passar pelo sal grosso para fins de descarrego, é preciso adquirir uma série de patuás “gospel”, é preciso colocar copo d’água sobre o rádio ou televisão, é necessária a utilização de um pouquinho da terra trazida de Israel e alguns mililitros de água do Rio Jordão, os pedidos de oração devem ser queimados no Monte Sinai. Do contrário, apregoa-se nas entrelinhas, o fiel não será abençoado. Com isso, o sacrifício de Cristo é chutado para escanteio, relegado ao segundo plano. E o povo, apesar de supostamente estar numa igreja, continua preso a toda sorte de rituais místicos na busca da bênção. Tanto critica-se a mariolatria nos arraiais evangélicos, mas paradoxalmente, muitos se revelam mais praticantes da idolatria que os próprios católicos. Em nosso meio, se observa um apego exacerbado a determinados objetos de culto, a pregadores, a cantores, a "hinos", a congressos. Alguns há que julgam necessário viajar centenas de quilômetros para participar de determinado congresso de missões e receber uma suposta "carga de poder". Ignoram que Deus, sendo Onipresente, abençoa-nos e capacita-nos onde quer que estejamos. Até mesmo e, porque não dizer, principalmente no silêncio de nosso quarto, durante nossa meditação diária. Não entremos ainda no mérito daqueles que, à semelhança de algumas seitas de origem oriental, afirmam que, em alguns casos, é necessária uma suposta "cura interior", técnica híbrida proveniente de um amálgama de textos bíblicos mal-interpretados, psicologia e hipnose, resultando mais em ocultismo que em cristianismo, além de uma "confissão positiva" para a resolução dos problemas de quaisquer ordens.
                 Ou seja, a “igreja evangélica” brasileira conquanto se revele "evangélica", se encontra atolada no sincretismo religioso. Numa perigosa mistura que distancia cada vez mais o homem dos preceitos bíblicos. Essa igreja precisa verdadeiramente ter um encontro com Cristo, Aquele que já pagou o preço de nossa redenção. Aquele que bradou há quase dois mil anos atrás na cruz do Calvário: “Está consumado!”, expressão cujo significado pleno é desconhecido por muitos.

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian
Texto inspirado num sermão do Reverendo Hernandes Dias Lopes, sobre Neemias.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Pare e pense

“Guardem sempre no coração as leis que eu lhes estou dando hoje e não  deixem  de ensiná-las  aos  seus filhos. Repitam  essas  leis em casa e fora de casa, quando se deitarem e quando se levantarem. Amarrem essas leis nos braços e na testa, para não as esquecerem; e as escrevam nos batentes das portas das suas casas e nos seus portões.” (Deuteronômio 6:6 a 9)
                Em Deuteronômio 4:40 diz: Portanto, obedeçam a todas as suas leis que eu lhes estou dando hoje. Assim vocês e os seus descendentes serão felizes e viverão muitos anos na terra que o SENHOR, nosso Deus, lhes está dando para sempre. Dentro da leitura de Deuteronônio está a repetição dos dez mandamentos (capítulo 5). E a ordem clara, direta e muito objetiva de guardar essas leis no coração, de ensinar aos filhos, repetindo, falando, em casa, fora de casa, ao deitar, ao levantar. Literalmente anotar nos braços e nas testas, para não esquecer! Escrever nos batentes das portas das casas e nas cidades(portões). Sente a resposabilidade? Pense! 
                Você tem ensinado a seus filhos? Note que o que Deus ordena não é "decorar" friamente a lei, tendo-a no cérebro "de cor e salteado", como algumas religiões o fazem com maestria, não! O que Deus ordena, e está bem claro, é que guarde sempre no coração. 
"Inclina o teu ouvido e ouve as palavras dos sábios, e aplica o teu coração ao meu conhecimento."(Provérbios 22:17)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Pare e pense

Hermes C. Fernandes

Irmãos, peço humildemente que orem por mim. Preciso confessar algo.

De uns anos para cá, comecei a ler as Escrituras de maneira diferente, e aos poucos fui abandonando algumas crenças que nutri por muito tempo.


Comecei a acreditar que a igreja de Cristo teria sido incumbida de discipular as nações, e conduzi-las aos pés de Cristo. Quanta pretensão! Se Noé, pregoeiro da justiça, só conseguiu salvar oito, quem a igreja pensa que é pra alcançar todas as nações? Meu Deus, como eu estava cego. Se bem que no caso da igreja, há a presença do Espírito para habilitá-la no cumprimento de sua missão. Mas deixa isso pra lá… Orem pra que eu consiga outra interpretação para Salmos 22:27-28.


Comecei a acreditar que Deus teria um plano de restaurar esta Terra. Achei até que a igreja deveria se engajar na defesa do meio-ambiente. Quanta bobagem! Pra quê colocar um peso a mais sobre os ombros da igreja? Ela não está dando conta nem de salvar as almas, vai salvar o planeta? Não é melhor acreditar que este mundo vai mesmo é pegar fogo? Isso nos livra da responsabilidade indesejável para com as próximas gerações!


É muito mais conveniente acreditar que somos a última geração. Como não vi isso antes?


Vê se pode uma coisa dessas? Como fui tolo ao crer que a igreja poderia fazer diferença no mundo, infiltrando-se na cultura, nas ciências, na vida pública, etc. Se somos sal da terra? Sim, mas e daí? Salgar pra quê, se nada pode impedir o processo de putrefação avançado em que se encontra o mundo? Você temperaria uma comida que pretende jogar fora?


Você acredita que eu já estava até orando pra que as coisas melhorassem no mundo? Será que esqueci que as coisas precisam piorar pra apressar a volta de Jesus? Não sei como ainda tem crente engajado em causas sociais. Que gente boba…


Que bom voltar a acreditar que o que importa é que vou passar a eternidade andando nas ruas de ouro literais da Nova Jerusalém!


Já estava ficando com saudade daquela sensação que tinha quando criança de que o arrebatamento aconteceria a qualquer momento, e que Deus poderia me flagrar despreparado. Essa estória de segurança da salvação só serve para acalentar nossa confiança. Se nos sentirmos seguros, podemos descansar e relaxar. Nossa santificação só acontece debaixo de pressão. O medo do inferno é imprescindível. Ou você acha que o amor é motivação suficiente?


Já havia até me esquecido do que é enxergar as mãos do diabo em tudo ao meu redor. Voltei a notar a conspiração maligna por trás dos símbolos, logotipos, slogans e, pasmem, dos desenhos animados. Voltei até a ouvir música tocada de trás pra frente em busca de mensagens subliminares. E pensar que eu estava crendo que Deus tem o controle de tudo. E o diabo, como fica? Eu sei que está escrito que Cristo o expôs publicamente ao desprezo e o depôs juntamente com seus asceclas. Mas isso é uma outra estória… Deixa quieto…


Afinal de contas, a versão moderna do evangelho precisa apresentar um diabo mitológico, que ponha em risco não apenas a salvação dos crentes, mas até os planos divinos. Isso mantém a turma esperta.


Pronto, agora estou livre! Posso voltar à buscar por indícios de quem será o anticristo da vez. Sei não… acho que esse papa com cara de Dona Benta é muito esquisito. Não sei se opto por ele ou pelo Obama. Aquele sorriso não me engana! Descobri semana passada que seu slogan de campanha “Yes, you can”, tocado de trás pra frente se ouve “Thank you, Satan!” (Obrigado, Satanás!). E o Lula? Não seria a besta que emerge do mar? Afinal, lula não é molusco?


Ah… finalmente! Voltei ao primeiro amor! Ou seria, ao primeiro terror? Sei lá… Só sei que agora estou mais preocupado em morar no céu, do que ver a vontade d’Ele sendo feita aqui na terra, como é feita lá no céu.


Quer saber? Tô nem aí! Quero mais é ver este mundo pegar fogo! Eu sei que Ele disse que tudo que havia criado era muito bom! Mas acho que Ele pode se superar! Esse mundo não é lá grande coisa! Ou é?


Que venha logo o arrebatamento! Estou doido pra pular fora daqui. Que bom que Deus não ouve a todas orações. Imagine se Ele houvesse ouvido e atendido aquela oração em que Jesus suplica para não sermos tirados do mundo…


O que eu não sou é besta pra ficar por aqui enquanto a dita cuja estiver solta, aprontando das suas. O tal chip já tá rolando por aí. Já pensou ter que receber a marca?


Mas se Ele vier e eu ficar, tudo bem. Vou na segunda chamada. Sei que vai ser dureza passar pela grande tribulação. Principalmente pelo fato de que o Espírito Santo já terá sido tirado da Terra juntamente com a igreja. E aí?… Como é que as pessoas se converterão sem a atuação do Espírito? Como é que as que não foram fiéis pra subirem na primeira chamada, mesmo com a atuação do Espírito, serão fiéis na grande tribulação sem a atuação d’Ele?


Este tipo de pergunta começa a me incomodar…


Pelo menos vão reconstruir o templo em Jerusalém… Vai ser tremendo! Dizem que até os sacrifícios voltarão. Por que será? Ah, já sei… porque o sacrifício de Jesus terá perdido a validade. Enquanto não constroem o tal templo, a gente vai se contendado com a réplica que será construída pela Universal em São Paulo. Pelo menos, sacrifícios não faltam por lá.


Peraí… então, Deus vai voltar a habitar em templos de pedras? Isso tá começando a ficar complicado pra mim.


Orem por mim, irmãos. Tenho medo de que eu sofra uma recaída e volte a ter esperança.

P.S. Sem querer subestimar a inteligência de ninguém, espero que todos percebam o tom irônico desta postagem.
Visite: http://hermesfernandes.blogspot.com/ e confira um dos blogs de apologética cristã independente com melhor conteúdo da atualidade. Não é por menos que a chamada inicial do blog é a frase: “REDESCOBRINDO O PODER SUBVERSIVO DA MENSAGEM DE CRISTO”

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Pare e pense

“O SENHOR é um abrigo para os que são perseguidos; ele os protege em tempos de aflição. Ó SENHOR, aqueles que te conhecem confiam em ti, pois não abandonas os que procuram a tua ajuda. Cantem louvores ao SENHOR, que reina em Jerusalém. Anunciem às nações o que ele tem feito. Pois Deus lembra dos que são perseguidos; ele não esquece os seus gemidos e castiga aqueles que os tratam com violência.” (Salmos 9:9 a 12)
                Maravilhosa certeza! “Senhor, aqueles que te conhecem confiam em ti”!
Você conhece a Deus? 
Vou melhorar a pergunta: Você tem buscado conhecer Deus, com intimidade tamanha que sabe que o Senhor não abandona os que procuram sua ajuda? Sim, pois o Salmista declara no texto acima que "aqueles que te conhecem confiam em ti, pois não abandonas os que procuram a tua ajuda."E porque essa ansiedade então? Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, pois diz o texto que Deus lembra dos que são perseguidos.
        O seu testemunho? Gosto das palavras do Salmista na Versão NTLH:  "a fim de que eu, na presença do povo de Jerusalém, possa me levantar para anunciar o motivo por que te louvo e dizer que sou feliz porque me salvaste da morte."
         Assim, que temos PAZ com Deus e em Deus. Aquela que Jesus falou que nos deixaria, e que não é como a que o mundo dá, você lembra? Essa PAZ que nos faz ser felizes e cantar, mesmo no deserto. Ou como bem descreveu Billy Graham: A felicidade que traz valor duradouro à vida não é a de caráter superficial, que depende das circunstâncias. É a felicidade e o contentamento que enchem a alma, até em meio às circunstâncias mais difíceis e no ambiente mais penoso. É o tipo de felicidade que sorri quando as coisas saem errado e ri em meio às lágrimas. A felicidade pela qual nossa alma clama é aquela que não se perturba diante do sucesso ou do fracasso, uma que venha se enraizar profundamente dentro de nós e que preencha nosso interior com tranquilidade, paz e contentamento, independentemente de como o problema se apresente. Esse tipo de felicidade perdura ainda que não haja nenhum estímulo externo." 
        PENSE NISTO  

terça-feira, 20 de julho de 2010

Pare e pense

No Pare e pense de Hoje, quero reproduzir um capítulo de meu livro "Calebe-o demolidor de gigantes", oferecendo ao meu irmão que aniversaria hoje, ele mesmo um "Demolidor de gigantes", que sabe o verdadeiro conceito de vencedor e não se sujeita aos padrões desta sociedade consumista, mantendo firme suas idéias e conceitos.
Parabéns, NANO!!!

TER OU SER?



“Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão, nem a incircuncisão tem virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura. E a todos quantos andarem conforme esta regra, paz e misericórdia sobre eles e sobre o Israel de Deus. Desde agora ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus.”(Gálatas 6:15 a 17)


Calebe  ainda não  tinha a posse da terra prometida, mas sabia que ele já era seu legítimo proprietário, e nessa certeza de que a promessa se cumpriria, viveu feliz por mais de quarenta anos, em pleno deserto, perseverando em confiar no Senhor (Números 14:24). Passou oitenta e cinco anos sendo, sem ter. A Bíblia não registra quantos anos viveu Calebe, mas pelo que sabemos, é certo que mais da metade de sua vida foi vivida entre a escravidão (38 anos) e o deserto (40 anos).
                Preste atenção. Deus está nos falando algo através da vida desse herói holywoodiano, chamado Calebe. A vida que você recebeu de Deus é para ser vivida em abundância (João 10:10). Mas, se você anda ansioso, desejando apenas que o deserto acabe logo, cuidado. Você pode estar deixando passar a bênção que Deus tem para você no deserto, e pode acabar percebendo, no final, que o que realmente conta não é o ponto de chegada, mas sim a jornada. Há alguns anos assisti a um filme ("Click", de 1996, estrelado por Adam Sandler e dirigido por Frank Coraci),  onde o protagonista sofria com a de ver realizados seus sonhos e projetos, até que aparece um sujeito que lhe oferece um misterioso controle remoto, por meio do qual ele conseguia controlar os eventos de sua vida. Foi uma festa! Se surgia uma discussão com a esposa, ele apertava um botão, e pulava essa parte desagradável. Se ele tinha a promessa de uma promoção, apertava o botão do controle e pronto, lá estava ele, já promovido. O triste dessa história toda foi que, ao final, ele percebeu que deixou passar momentos importantes da sua vida, e já estava morrendo. O sujeito que lhe havia oferecido o tal controle (creio que no filme representava o Diabo) aparece e fala para ele que no final do arco-íris não tem pote de ouro, tem apenas um pacote de bolachas (“Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade.” Eclesiastes 1:2). A noticia boa é que ele acorda e percebe que tudo foi um sonho, mas um sonho que o faz mudar radicalmente suas atitudes.
                Assim como esse personagem, existem muitas pessoas que se esquecem de ser felizes, esperando que serão felizes no futuro, “se...”.“- Serei feliz se conseguir uma bicicleta”. Depois da bicicleta: “Serei feliz se conseguir um carro...” E assim a vida vai passando sem que a pessoa perceba que deixou de viver muitos momentos de sua vida, por esperar algo que ao final, ela já nem vai se lembrar mais o que era. Calebe tinha todos os motivos para levar a vida assim, e  entretanto, o fato de ele ter a certeza que chegaria lá, deu-lhe forças para vencer os desafios do deserto, mantendo-se firme em Deus. Não importava para ele ter alguma coisa, mas sim ser o que Deus havia projetado para ele, mesmo que para isto tivesse que passar mais da metade da sua vida entre a escravidão e o deserto (como de fato aconteceu). Você está preparado para isto? Eu me lembro de um dia ainda na década de oitenta, quando um certo pregador falou algo na TV que me chamou a atenção, tanto que até hoje lembro de suas palavras. Ele se dirigia às pessoas que haviam ido à frente após o apelo, feito depois de uma maravilhosa pregação. Havia centenas de pessoas aglomeradas junto ao púlpito, que naquele momento aceitavam a Jesus como seu Salvador. Ele então falou para eles: “Daqui a milhares de anos vocês vão se lembrar desse momento, da importância que ele teve em sua vida por toda a eternidade.” Isto é o que realmente conta. Não importa o tamanho do deserto ou vale que você tem pela frente.
                  Na geração de Calebe havia milhares de contemporâneos dele, que por desejarem ter mais do que ser, acabaram morrendo no deserto. Foram pessoas que queriam muito ter a posse da terra prometida, mas não se sentiam sendo os donos daquela terra, mas sim gafanhotos (Números 13:33). O que você tem valorizado em sua vida? Nos últimos meses, pude perceber claramente como se comporta a maioria das pessoas. Convivi com pessoas que valorizavam muito o senhor-gerente-de-banco que pode ser útil em algum momento, mas que prontamente se afastaram do senhor-aposentado-doente-e-em-crise. Pessoas que amam os primeiros lugares nas ceias...(Mateus 23:6), os quais Jesus chamou, entre outros nomes, de hipócritas, insensatos e cegos, comparados a sepulcros caiados(Mateus 23). O que você tem valorizado em sua vida? Tem valorizado o que realmente importa?
            Deixe-me concluir este livro deixando para você uma palavra de conforto: Deus quer que estejamos centrados em sua vontade, tendo a certeza de que não importa nada na caminhada, o nosso destino final ele já tem definido. “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;” (João 1:12). Essa verdade imutável, o inimigo não pode tocar. Tenha a certeza de que, em sua jornada, o diabo pode comprometer sua saúde, ele pode armar ciladas e te jogar numa tremenda crise financeira, ele pode até tentar, mas não consegue nos separar do amor de Deus, em Cristo Jesus! ”Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Romanos 8:37 a 39). Existe um cântico, muito entoado em nossas igrejas nos dias de hoje, e que espelha algo que tem sido uma verdade em minha vida, e meu desejo sincero é que seja também na sua. Minha oração a Deus neste momento é que você tenha sido abençoado através da leitura deste livro, e que o Espírito Santo de Deus esteja ministrando em seu coração neste momento. O cântico é este que reproduzo abaixo, finalizando essa modesta história de um Demolidor de Gigantes. Que possamos nós também hoje, ser Demolidores de Gigantes, e não gafanhotos!

“Tua luz rompeu minha noite trazendo a alegria,
Tua graça desceu como a chuva e trouxe vida ao meu deserto,
Tens transformado,meu pranto em festa!
Tens transformado,minha tristeza em alegria!
Tua mão tem me erguido, a um alto lugar;
Teu louvor no meu coração me fez no vale a Ti cantar.
É assim que nós vencemos (É assim que nós vencemos).
Somos mais que vencedores, (Somos mais que vencedores).”

AMÉM !



segunda-feira, 19 de julho de 2010

Pare e pense

                  “Então levaram aos fariseus o homem que havia sido cego. O dia em que Jesus havia feito lama e curado o homem da cegueira era um sábado. Aí os fariseus também perguntaram como ele tinha sido curado. — Ele pôs lama nos meus olhos, eu lavei o rosto e agora estou vendo — respondeu o homem. Alguns fariseus disseram: — O homem que fez isso não é de Deus porque não respeita a lei do sábado. E outros perguntaram: — Como pode um pecador fazer milagres tão grandes? E por causa disso houve divisão entre eles. Então os fariseus tornaram a perguntar ao homem: — Você diz que ele curou você da cegueira. E o que é que você diz dele? — Ele é um profeta! — respondeu o homem. Os líderes judeus não acreditavam que ele tinha sido cego e que agora podia ver. Por isso chamaram os pais dele e perguntaram: — Esse homem é filho de vocês? Vocês dizem que ele nasceu cego. E como é que agora ele está vendo? Os pais responderam: — Sabemos que ele é nosso filho e que nasceu cego. Mas não sabemos como é que ele agora pode ver e não sabemos também quem foi que o curou. Ele é maior de idade; perguntem, e ele mesmo poderá explicar. Os pais disseram isso porque estavam com medo, pois os líderes judeus tinham combinado expulsar da sinagoga quem afirmasse que Jesus era o Messias. Foi por isso que os pais disseram: “Ele é maior de idade; perguntem a ele.” (JOÃO 9:13 a 23)
                Os religiosos de plantão, aqueles que se consideravam os “donos da sinagoga” interrogavam o homem que havia sido curado de cegueira. Interessante percebermos nitidamente que os cegos na realidade são aqueles religiosos, presos em seu conceito humano de religião se tornaram incapazes de enxergar o milagre de Deus na vida daquele homem.
                Quantas pessoas agem da mesma forma hoje em dia? Líderes religiosos que criam estereótipos, criam regras aonde Deus tem que se encaixar, não sendo reconhecido caso Ele não se submeta às suas regras. Naquela ocasião os fariseus entendiam que, para ser Deus, Ele não poderia curar no sábado, não poderia operar milagres se não fosse por intermédio de algum figurão da estrutura burocrático-religiosa instituída. Hoje, isso se traduz em exigências aos membros, em querer que Deus, como os fariseus exigiam naquela época, se submeta à hierarquia religiosa dominante, operando sinais e maravilhas apenas sob a placa de sua denominaçãozinha. Criam títulos para sí mesmos, e acham que esse título foi dado por Deus, se autodenominam "Apóstolos", "Pai-póstolos", "patriarcas" e tantas aberrações. Usam as ovelhas como seu rebanho particular, ensinando superstições-gospel, criando estórias para dominar a mente de pessoas indefesas espiritualmente. Notem que os fariseus citados no texto, apenas porque Jesus operou a cura num sábado, já concluíram que Ele não poderia estar fazendo isto da parte de Deus: Alguns fariseus disseram: — O homem que fez isso não é de Deus porque não respeita a lei do sábado. Alguns chegaram a duvidar que homem tivesse sido cego, interrogando os pais dele a respeito! Perceba que por trás de toda a história estava a decisão já tomada de expulsar da Sinagoga qualquer um que afirmasse que Jesus era o Messias. Um povo passa séculos esperando a chegada do Messias, e quando este se apresenta, eles estão tão cegos pelas regras que eles criaram, costumes inventados pelos homens, que sequer O reconhecem! Será que não estamos fazendo a mesma coisa nos dias atuais? Volte-se para a Bíblia, caro leitor! É lá que vamos encontrar a sabedoria e o conhecimento necessários para nos identificarmos com o criador. A essas pessoas que não conseguiam enxergar a divindade de Jesus, Ele declarou: “Errais, não conhecendo as escrituras, nem o poder de Deus.                                                                 
                PENSE NISTO

domingo, 18 de julho de 2010

Pare e pense


DISCIPLINA OU PERMISSIVIDADE ?


 “...e já vos esquecestes da exortação que vos admoesta como a filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, nem te desanimes quando por ele és repreendido; pois o Senhor corrige ao que ama, e açoita a todo o que recebe por filho. É para disciplina que sofreis; Deus vos trata como a filhos; pois qual é o filho a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos se têm tornado participantes, sois então bastardos, e não filhos. Além disto, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e os olhavamos com respeito; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, e viveremos? Pois aqueles por pouco tempo nos corrigiam como bem lhes parecia, mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade. Na verdade, nenhuma correção parece no momento ser motivo de gozo, porém de tristeza; mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos que por ele têm sido exercitados. Portanto levantai as mãos cansadas, e os joelhos vacilantes, e fazei veredas direitas para os vossos pés, para que o que é manco não se desvie, antes seja curado. Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem;”(Hebreus 12:5 a 15)
                Está como matéria de capa da revista VEJA desta semana: “Mas nem uma palmadinha?” (VEJA nr. 2.174) Tratando do assunto do momento, uma nova Lei que modifica o Estatuto da Criança e do Adolescente em seu artigo 18, e que proíbe os pais de usar qualquer tipo de castigo corporal na educação de seus filhos. Na matéria, falam, por exemplo, que um pai ou mãe que der uma palmada na mão de seu filho que insiste em enfiar o dedo na tomada elétrica poderá sujeitar-se a penas que variam de advertência à obrigatoriedade de se submeter a acompanhamento psicológico.
                O “Pare e pense”de hoje é uma exortação. Estamos criando uma geração de adultos sem disciplina, pessoas que, desconhecendo limites, age cada vez mais com violência, egoísmo, falta de amor. A disciplina, conforme instituída por Deus na bíblia, não fala de espancamento, nem de permissividade. “Não retires a disciplina da criança; pois se a fustigares com a vara, nem por isso morrerá.”(Provérbios 23:13) Em várias passagens lemos sobre a disciplina, a “vara”, são inúmeros textos em que temos a certeza de que o que é correto, o que puro, o que é justo, deve ser ensinado em todo o tempo, lemos que não pode haver tolerância com falta de disciplina, com desvios de conduta, que devem ser combatidos, repreendidos, disciplinados. É necessário fixar limites (até aonde posso ir?), é necessário incutir, falar, impor (você consegue imaginar alguém dialogando com uma criança de um ano, fazendo uma explanação detalhada sobre os riscos de se colocar o dedo na tomada, tentando entender as ponderações da criança e contrapondo argumentos, de maneira a convencê-la a desistir de explorar um universo novo e desconhecido?). A falta de disciplina está gerando essa nova geração em que matam-se cada vez mais pessoas e a cada dia por motivos mais fúteis. Não há mais limites, não há temor de Deus. Precisamos manter em nossas igrejas o sentimento e a decisão firme de cumprir a vontade de Deus quanto a ensinar os filhos no caminho em que devem andar, no caminho da correta disciplina. Você já leu, junto com seus filhos o capítulo 3 de Provérbios, aliás, você já leu?






                Ensinar também não é espancar, o ensino sem o exemplo, gera apenas o que lemos em Efésios: “E vós, pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor.” (Efésios 6:4) Se desejamos ter uma nova geração que teme a Deus e ama ao próximo, precisamos dar o exemplo, praticar aquilo que pregamos nas igrejas, escolas dominicais, reuniões, etc, e que muitas vezes no dia-a-dia a realidade é outra. Veja o vídeo abaixo, pense a respeito de qual exemplo você tem dado?

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