Para ler NO Deserto

“Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia; porque tu ouviste, naquele dia, que estavam ali os anaquins, bem como cidades grandes e fortificadas. Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como ele disse.”(Josué 14:12)

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sábado, 11 de dezembro de 2010

Pare e pense

Graça para Ajudar em Tempo Apropriado

Hoje, meditando sobre a infinita GRAÇA de Deus, lembrei-me do texto abaixo, de um livro do pastor John Piper.Baseado no texto de Hebreus 4:16, o pastor apresenta um outro enfoque, sobre sermos ajudados no tempo de DEUS, que é completamente diferente de nossa visão do imediato, do urgente e se contrapõe ao imediatismo humano. Reconheça sempre, caro irmão, a sua total dependência dessa GRAÇA. O mundo está repleto de pessoas (principalmente dentro das igrejas cristãs), que são completamente semGRAÇA (No sentido em que dispensam a Graça de Deus, optando por sua falsa, hipócrita e nojenta aparência de piedade)

“Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.”Hebreus 4:16
por John Piper
Você observou que esta tradução é um pouco diferente de outras? A tradução habitual da última sentença é: “Acharmos graça para socorro em ocasião oportuna”. E, “graça para ajudar em tempo apropriado” é também uma tradução literal e exata. Não existe contradição entre essas duas traduções. Porém, algumas traduções chamam a atenção à nossa necessidade; nesta, literal, ao tempo de Deus.
Acho que precisamos focalizar na graça do tempo de Deus. Quando temos uma necessidade, nos sentimos bastante inquietos a respeito de quando Deus satisfará tal necessidade. Queremos que Ele o faça agora! Não é natural pensarmos que a graça de Deus será mostrada tanto em seu tempo como em sua forma. Mas Hebreus 4.16 lembra-nos a buscarmos a Deus não somente quanto ao tipo de graça de que necessitamos, mas também quanto ao tempo dessa graça.
Isto pode mudar nossa atitude na oração. O tempo de Deus é freqüentemente estranho, e isso não deveria surpreender-nos, visto que, “para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia” (2 Pe 3.8). Deus pode compactar mil anos de impacto em um dia e levar mil anos para fazer a obra de um dia. No primeiro caso, Ele não fica sobrecarregado, e, no segundo, não se mostra apressado. Como disse o apóstolo Pedro: “Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada” (2 Pe 3.9).
Portanto, não nos surpreendamos com o fato de que “ajudar em tempo apropriado” seja na perspectiva de Deus algo diferente do que o é na nossa perspectiva, mas a dEle é sempre melhor. É sempre graça para nós. É uma graça que deve sempre receber nossa confiança pelo que ela é e pelo tempo em que nos será dada.
Eu preciso de ajuda. Sempre. Em tudo. Estou simplesmente enganando a mim mesmo, se penso que posso mover-me por alguns centímetros sem a ajuda de Deus. “Pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais” (At 17.25). Preciso da ajuda de Deus para o bem de minha fé, a qual é fraca. Preciso dela para estimular o meu zelo e para dar-me poder para evangelizar. Preciso desta ajuda para a adoração autêntica. Preciso dela para ter coragem no viver santo. Preciso da ajuda de Deus para a transformação de meus filhos adolescentes em jovens humildes, respeitáveis e centralizados em Deus. Preciso dela para que eu possa ministrar esperança, gozo e ousadia aos nossos missionários e para receber orientação quanto a planejar o futuro. Preciso da ajuda de Deus para milhares de outras exigências, ênfases e agradáveis possibilidades.
Gosto muito de pensar na soberania de Deus em administrar seu tempo. Por exemplo, Daniel afirmou que o Senhor “muda o tempo e as estações” (Dn 2.21). Isto significa que as épocas de bênçãos modestas ou imensas em nossa vida, nosso lar e nossa igreja estão nas mãos de Deus. Ele geralmente determina o tempo de nossas bênçãos, de modo que a sua sabedoria, e não a nossa, seja ressaltada. Deus está mais interessado na paciência da fé do que em nossa satisfação instantânea. O tempo de Deus pagará os seus dividendos, além do que podemos imaginar. Sempre é “graça para ajudar em tempo apropriado”. O tempo e o conteúdo da bênção são graciosos. A fé descansa nos aspectos e no momento da graça de Deus.
Por isso, este convite de Hebreus 4.16 é muito precioso para mim. Preciso de ajuda, mas, não a mereço. No entanto, Deus provê ajuda, porque seu trono é um trono de graça e ajuda imerecida. Em todas estas necessidades, o Senhor tem “graça para ajudar em tempo apropriado”. Nosso dever consiste em aproximar-nos dEle com ousadia, achar e receber essa ajuda do trono da graça. Temos razão para crer que Ele nos ouvirá e nos ajudará no tempo apropriado.
Portanto, cheguemos confiantemente junto ao trono da graça e recebamos o que Deus tem para nós — uma graça soberanamente designada e controlada quanto ao tempo para o nosso maior bem.
Extraído do livro: Uma Vida Voltada para Deus, de John Piper.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Pare e pense

CANSEI DE HIPOCRISIA !


LUCAS: 12 –“Ajuntando-se, entretanto, muitos milhares de pessoas, de sorte que se atropelavam uns aos outros, Jesus começou a dizer aos seus discípulos: Acautelai-vos primeiramente do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia.”
Natália Mendes
Gosto muito de estar na igreja. Do contato com os irmãos, a comunhão, as palavras, os louvores... Adorar a Deus é sempre bom, principalmente ao lado de quem você gosta. Mas o que não dá pra suportar nas igrejas é a tal da HIPOCRISIA...
Você já deve ter visto pastores pregando uma coisa e vivendo outra, irmãos de "nariz em pé" querendo parecer mais "santos" do que os outros, gente querendo aparecer no louvor...
Tudo bem que A IGREJA PERFEITA não existe, mas eu já vi e ouvi muita coisa, engoli muito sapo, então aqui vai o meu desabafo. As pessoas sempre falam em "testemunho cristão" e acham que isso significa vestir uma máscara de santidade na igreja e lá fora acabam sendo o que querem. Isso é falsidade, isso não é ser, de fato, cristão. Um verdadeiro testemunho acontece quando temos um genuíno encontro com Deus e por causa desse encontro somos mudados e as pessoas percebem isso em nós, sem precisar ficar jogando isso na cara delas.
Testemunho não é fingir ser crente e se negar a ajudar um irmão que está em crise. Do que adianta ficar falando mal dos outros e não ajudá-los? Vai ver, o rebelde em questão precisa de oração, precisa de amigos, precisa se sentir amado, pra depois ser disciplinado.
Do que adianta proibir o uso de acessórios, de alguns tipos de roupa, proibir de escutar certos tipos de música ou criar mil regras sobre como deve ser um namoro cristão, sendo que fora da igreja as pessoas vão fazer tudo escondido. Somos seres humanos, imperfeitos, exigir perfeição é querer ser como Deus e quem quis ser como ou maior do que Deus foi Satanás.
Já ouvi dizer que "música do mundo" não presta. Por quê? Tem músicas cantadas por pessoas não evangélicas que transmitem mensagem lindas, como a "Tente outra vez" do Raul Seixas. Já ouvi até falar que tem gente que desistiu de se suicidar porque ouviu essa música. O namoro é uns dos temas mais polêmicos que existe, e não vou entrar a fundo nesse assunto porque cada um tem a sua opinião e ela deve ser respeitada .Mas querer mandar na sua vida íntíma é um pouco demais... Quem realmente se converteu sabe o que fazer ou não no namoro, sabe a hora certa de beijar, de se entregar, valoriza o compromisso, respeita o seu corpo e o do seu amado (a).
Acho que se cada um cuidasse da sua vida e amasse ao próximo como ama a si mesmo as coisas seriam bem diferentes. Ficariamos tão ocupados cuidando dos nossos problemas que esqueceriamos o que diz respeito a vida alheia. Agora, se você está vendo seu irmão se enterrar vivo, não custa nada oferecer ajuda. Se ele recusar, não se intrometa. Ajude quando for solicitado.
Já está mais do que na hora de começarmos a ser mais transparentes e sinceros, porque podemos enganar a qualquer um, mas não enganamos ao nosso Pai onisciente. Não estamos sozinhos quando queremos uma mudança nas igrejas, quando queremos líderes sinceros e que nos apoiam, Deus também deseja pessoas sinceras pastoreando suas ovelhas. Deus deseja sinceridade nos relacionamentos cristãos. Imagino que essa minha repulsa pela hipocrisia seja hereditária, porque o meu Pai também odeia a falsidade, não só no meio cristão, mas no mundo. Sejamos mais parecidos com nosso Papai Celestial.
Ví no excelente blog: VOCÊ NÃO ESTÁ SÓ

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Pare e pense

QUE INJUSTIÇA!...
“Mas não tenham medo daqueles que ameaçam vocês.
Porque está chegando a hora em que a verdade será revelada:
os golpes secretos deles se tornarão informação pública”
Mateus 10.26 Viva


Você já foi injustiçado alguma vez? E quantas vezes você foi injusto com alguém? Você já teve a impressão de que as pessoas mais erradas são as que mais se dão bem? No trabalho aquele sujeito que não tem o menor comprometimento com a empresa, parece ser o mais valorizado por ela. Nos relacionamentos parece que os mais inconseqüentes se saem melhor. O que você acha?
Outro dia um amigo disse que foi parado pela policia enquanto ensinava a esposa a dirigir! Era a primeira vez que saiu sem documentos, pois só estava dando a volta no quarteirão com a esposa! “Tanta gente que anda por ai todo irregular e ninguém nunca pega, mas eu, no dia em saio, me dou mal”! Não parece “injustiça”? Você já passou por algo semelhante?
 Saiba que a verdadeira justiça só ocorrerá quando praticado em submissão a Deus e por amor a Ele, ao invés de ser feito em busca da glória pessoal. Observe e veja qual é “termômetro” do seu senso de justiça!
 Jesus orientou os discípulos sobre as dificuldades que eles enfrentariam na realização de seus ministérios. Depois de antecipar algumas injustiças que os discípulos sofreriam, Ele ressalta que no tempo certo a justiça seria feita. Os olhos do Senhor estão sobre todos. Na parábola do joio e do trigo, Jesus sugere que haverá o momento em que a “erva daninha” vai se destacar por causa da sua má qualidade. Percebe? As corrupções se tornam públicas!
 PENSE NISTO
 Seja justo! Não de forma puramente legalista, mas proceda constantemente com amor. Lembre-se que o dia de prestar contas chegará e não tardará. “Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Malaquias 3.18). Tudo será revelado, não se engane. Os ímpios serão manifestos por aquilo que eles são, mas lembre-se que eles vivem carentes de Deus. Concluindo, não fique frustrado pela impiedade ao seu redor, mas não se esqueça nunca de praticar o “amor”. O Senhor quer alcançar a todos, não se esqueça disso.
Fonte:  UMBET

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Pare e pense


MEDO?

“Mas Jesus respondeu:
Ó homens de tão pouca fé!
Por que vocês estão com tanto medo?
Então Ele se levantou, repreendeu o vento e as ondas,
a tempestade passou e tudo ficou calmo!”
Mateus 8.26 Viva

Quando o seu dia se inicia e você sai para navegar no grande mar da vida, quem você leva no seu barco? Certamente você não se esquece dos utensílios básicos de sobrevivência e tem consigo alguns equipamentos de segurança, mas será que tal preparação é suficiente para protegê-lo das “tempestades”? Você se acha forte? Você é otimista? Apesar de toda a segurança em si mesmo, sabia que confiar na auto-suficiência é estar só?

A Bíblia diz que melhor será se forem dois! Isso ressalta a importância dos relacionamentos. As amizades nos fortalecem e são motivos de alegria no nosso dia-a-dia. Por outro lado, lembre-se que esse nível de relacionamento é constituído por humanos. Apesar da importância e da necessidade, não há como depositar a própria vida nas mãos de outro ser humano.

Veja na história destes discípulos, o barco estava cheio de grandes amigos e companheiros. Um alto nível de relacionamento. Partilhavam das mesmas idéias e constantemente compartilhavam diversas experiências. Porém, somente uma Presença ali naquele barco pôde resistir à “tempestade” – Jesus Cristo. Os relacionamentos não foram eliminados, mas o sustentador da vida deles era o Senhor Jesus! Ali, literalmente e figuradamente “Ele estava no barco”.

O que nos deixa envergonhados é saber que somos como eles, pois reconheciam que Jesus era o “Messias”, tinham provas substanciais de que Ele era o Filho de Deus, mas não tiveram fé para crer que mal nenhum aconteceria a eles, pois o Senhor estava presente!

“Saber e Crer” são coisas completamente diferentes e no mar das dificuldades só Ele pode garantir a segurança de uma vida eterna com Deus. Uma vez que Ele está com você, basta ter fé de que Ele pode te livrar.

Neste dia que se inicia, de imediato, convide o Senhor Jesus a estar contigo, e nas tempestades que virão, lembre-se que Ele não te deixará afundar, por mais terrível que seja, porque se Ele esta com você o melhor para a sua vida sucederá. Será que você consegue perseverar depositando sua fé nisto?
PENSE  NISTO
Fonte: UMBET

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Pare e pense

CRENTE “LADY KATE”: “TÔ PAGANO!”
Carlos Moreira

A Revolução Francesa foi sem dúvida um dos eventos mais significativos do mundo ocidental e da sociedade moderna. A França do século XVIII era um país marcado por profundas injustiças sociais. O arcabouço histórico da revolta se construiu em meio a um regime político absolutista, onde a camada inferior da população, formada por trabalhadores urbanos, camponeses e a pequena burguesia comercial, era obrigada a pagar pesados impostos para manter o luxo das classes privilegiadas.

No topo daquela pirâmide estava o clero que, dentre outras prerrogativas, não pagava impostos. Abaixo dele estava à nobreza, formada pelo rei, sua família, condes, duques, marqueses e outros nobres. O rei era absoluto; controlava a economia, a justiça, a política e até mesmo a religião dos súditos. Qualquer tipo de oposição era punida duramente, pois o "contraventor", além de ser enviado a prisão da Bastilha, era, em seguida, guilhotinado.

A insatisfação com aquela situação chegou ao limite em 1789. Vivendo em extrema miséria, a população saiu às ruas com o objetivo de tomar o poder. Avançaram primeiramente para derrubar a Bastilha e, em seguida, invadiram os palácios e as terras da nobreza em busca de tomar o controle do país. Muitos conseguiram escapar, mas a família real foi capturada, e o rei Luis XVI, juntamente com sua esposa Maria Antonieta, foi julgado e guilhotinado em 1793. Nem o clero foi poupado, pois os bens da igreja foram todos confiscados.

Os contornos estruturais que marcaram o desencadeamento da Revolução Francesa são muito parecidos com a situação da Igreja em nossos dias. Como bem disse o sábio do Eclesiastes, as gerações mudam, mas o “espírito” humano permanece o mesmo. Olho para o que está aí e surpreendo-me com tamanha semelhança. Os fatos são arquetípicos além de fenomenológicos.  

Se não, vejamos: o que temos em nossos dias que não uma elite espiritual privilegiada, supostamente dotada de pedigree sacerdotal, vivendo no luxo e na benesse, com seus “líderes” – não seria melhor dizer gestores? – e seus cantores – não seria melhor dizer atores? – refestelados em mansões, andando com carros de grife importada, voando em jatinhos e helicópteros, vestindo ternos italianos e comendo das “iguarias da corte”, enquanto a grande massa da população vive na pobreza ou na miséria?

O que temos hoje senão o tráfico de influência religiosa, o conluio político para a concessão de rádios e canais de TV que, supostamente, divulgam o “reino” de Deus, mas que, na prática, apenas aumentam o poder e a riqueza do “reino dos homens”? O que temos hoje senão a prática de se efetuar barganhas com o sagrado operacionalizadas através da cobrança perversa de “impostos celestes” que têm como único alvo o espólio desmedido de gente incauta e desesperada?

Posso continuar? O que temos hoje senão a pregação fraudulenta de doutrinas bíblicas aberrantemente distorcidas, aplicadas de forma maliciosa, com vistas a estimular a crença em promessas absurdas que, supostamente, trarão a solução para problemas financeiros, conjugais, físicos, espirituais e de toda e qualquer outra sorte? O que temos hoje senão a alienação da consciência, o esvaziamento dos valores éticos, o anestesiamento dos “sentidos” do coração e tudo em favor da catarse cultual, da serialização da “vida” e da commoditização da doutrina?

Vou lhe dizer o que penso. O que temos hoje é a anatomia de uma tragédia anunciada se desenhando silenciosamente debaixo de nossos olhos! O que temos hoje é uma multidão de milhões de pessoas sendo pressionadas, roubadas e enganadas por uma gangue de feiticeiros do sagrado. É gente que, iludida, está em busca de um “Deus performático”, uma divindade que está obrigada a satisfazer as demandas de seus “clientes” a qualquer custo.

Eis o maior dos absurdos: Deus colocado contra a parede tendo que cumprir o que, supostamente, está dito em Sua palavra! O Todo-Poderoso sendo vítima de extorsão para realizar milagres de prateleira: é o problema da falta de emprego, da restauração do casamento falido, do pagamento da dívida do aluguel, da eliminação da ação de despejo, do destravamento do processo judicial, da limpeza do nome no SPC, da libertação do encosto encomendado na macumba, e por aí vai... É tanta bizarrice que eu poderia encher um livro com estas loucuras.      

Olho para a cristandade e vejo uma multidão de “crentes Lady Kate”. Você sabe de quem estou falando? Trata-se de uma personagem interpretada pela atriz Katiuscia Canoro no programa humorístico Zorra Total da Rede Globo. Lady Kate é uma aspirante a socialite que vive a todo custo tentando entrar para o High Society. Apesar da origem humilde, Kate herdou a fortuna deixada pelo marido, um senador rico, que, desgraçadamente, "bateu a caçuleta". Enfeitiçada com as novas possibilidades que o dinheiro lhe proporciona, Lady Kate vai em busca do "gramour, causo de que grana ela já tem".   

O “crente Lady Kate” é aquele ser que quer por que quer que a vida se transforme num passe de mágica e, para tal, está disposto a pagar o “pedágio religioso” para que “seu milagre” se materialize. Minha questão é bem simples: até onde isso vai? Até quando as pessoas que estão sendo iludidas continuarão pagando esta conta? Sim, porque assim como Lady Kate, que usa o bordão “que que é? Tô pagano”, essa “moçada” também vai querer receber o seu bocado, pois, sem dúvida alguma, eles estão pagando, e pagando muito caro!

Quer saber no que eu acredito: acredito que em muito pouco tempo toda esta farsa vai cair! Acredito que esta multidão de gente espoliada e enganada vai se revoltar, assim como aconteceu na Revolução Francesa, pois eles estarão exaustos de pagar tanto “imposto” travestido de dízimo, e não ver nada acontecer. Estarão fartos de ver “pastores”, “bispos”, “apóstolos”, e outras “divindades” enriquecendo a custa de sua inocência, de seu desespero e, não raro, de suas excentricidades.    

Espero firmemente que a farsa termine e que a farra acabe! No que depender de mim, como profeta do Senhor, continuarei a denunciar este estelionato, este anti-Evangelho, esta deformação de fé em Jesus Cristo. Estarei incansavelmente pregando, escrevendo, e fazendo tudo o que estiver ao meu alcance para que este engodo seja, em fim, revelado aos olhos de todos.

Minhas orações estão centradas para que Deus, no zelo que tem por Sua palavra e pelo Seu povo, interfira com justiça e juízo sob tudo o que está sendo feito. Meu desejo é que Ele haja logo, antes que venhamos a experimentar o que hoje acontece na Europa, onde as catedrais viraram boates e o povo nada quer saber sobre Jesus.

Na Revolução Francesa, o destino da família real não poderia ser pior: a guilhotina. Fico pensando que destino espera aqueles que estão profanando a Palavra do Senhor e enganando o povo que foi comprado pelo Sangue do Cordeiro? Não desejo nenhum mal a ninguém, mas se esta moçada for parar no inferno, poderá, usando outro bordão da Lady Kate, fazer a seguinte barganha com o capeta: “que que é ô seu diabo! Descola aí um lugarzinho meior pra nós, causo de que grana nós tem; o que só nos falta-nos é o gramour”. Pois é, se isso acontecesse, sabe o que eu acho que o “tinhoso” responderia: “tá amarrado!”.

Via GENIZAH

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Pare e pense

JUDAS E A SACOLINHA
Judas, o único dos doze apóstolos que não era galileu, pois havia nascido em Queriote, no sul da Judeia, “era quem tomava conta da bolsa de dinheiro”. João registra essa informação duas vezes (Jo 12.6; 13.29). Poderia ser uma pequena e bonita caixa de madeira ou uma modesta sacolinha de pano de saco ou de linho. Nela colocavam-se as contribuições em dinheiro ofertadas pelas piedosas e agradecidas mulheres da Galileia (Lc 8.1-3) e outras eventuais receitas. Essas ofertas ajudavam Jesus e os apóstolos em seu ministério itinerante. Por causa da fraqueza pelo dinheiro, Judas era a pessoa menos indicada para exercer tal função.
Não se deve pensar que o primeiro assalto à sacolinha seria o furto de alguns ou de todos os trezentos denários do perfume de Maria. João diz que Judas “‘costumava’ tirar o que nela [na sacolinha] era colocado” (Jo 12.6, NVI). A paráfrase da Bíblia Viva é mais contundente: “[Ele] “muitas vezes” furtava dinheiro de lá”.
Jesus sabia que Judas era ladrão, mas nunca revelou isso a qualquer pessoa. Poucas horas antes de ser traído, Jesus mostrou quem o haveria de trair, dando a Judas um pedaço de pão passado no molho (Jo 13.26). João e os demais discípulos só ficaram sabendo que o Iscariotes retirava o dinheiro sagrado da sacolinha sagrada algum tempo depois de um vexame que ele causou em Betânia.
Em menos de uma semana, Judas participou de dois jantares na companhia de Jesus e de outras pessoas. Não se comportou bem em nenhum dos dois. Escondeu a verdadeira identidade tanto na casa acolhedora de Maria, Marta e Lázaro, como na grande sala mobiliada no andar de cima de uma casa em Jerusalém. Na primeira ocasião, escondeu que era ladrão e se apresentou como alguém preocupado com o sofrimento humano. Na segunda, escondeu o acordo já feito com os chefes dos sacerdotes e perguntou cinicamente a Jesus: “Mestre, serei eu [o traidor]?” (Mt 26.25). Ele foi descendo de graça em graça e escancarando as portas para o mal de tal modo que ficou endiabrado. João faz duas declarações sérias a esse respeito. Primeiro, diz que “o Diabo já havia posto na cabeça de Judas, filho de Simão Iscariotes, a ideia de trair Jesus” (Jo 13.2, NTLH). Pouco depois, registra que, “assim que Judas recebeu o pão [não o da Santa Ceia, mas o que havia sido passado no molho], Satanás entrou nele” (Jo 13.27, NTLH). Anteriormente, o tentador pôs a ideia dentro de Judas; agora, ele mesmo se põe dentro do apóstolo traidor. O ex-discípulo, ex-apóstolo e ex-tesoureiro não tem mais controle de nada.
Desde quando a ideia macabra, o projeto ou o plano macabro estava na cabeça de Judas? Desde quando ele ficou sabendo que os chefes dos sacerdotes estavam fazendo planos para matar Jesus logo após a ressurreição de Lázaro (Jo 11.53)? Desde o fracasso de sua proposta de vender o perfume de trezentos denários?
Antes de Judas se retirar da sala espaçosa e aconchegante para se encontrar com os guardas do Sinédrio e levá-los a Jesus no Getsêmani, o Senhor declarou: “Vocês todos estão limpos”, e em seguida completou: “Todos menos um” (Jo 13.10, NTLH). Judas ouviu isso.
Não era preciso explicar nada, mas João achou por bem acrescentar: “Jesus sabia quem era o traidor. Foi por isso que disse: ‘Todos menos um’” (Jo 13.11, NTLH).
No dia seguinte, o homem com a sacolinha vazia estava dependurado à beira de um precipício numa corda amarrada pelo pescoço. Uma corda tão ordinária que não aguentou o peso do suicida e se partiu.
É melhor tomar todo cuidado com a tentação do dinheiro, sobretudo com a sacolinha sagrada na qual se lança dinheiro sagrado!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Pare e pense

NADA SE COMPARA

“E, ouvindo eles isto, enfureciam-se em seus corações, e rangiam os dentes contra ele. Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus; E disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus.” (Atos7:54 a 56)

Dálton Curvello
                O texto de Atos 6 e 7 relata o discurso de Estêvão, a reação dos religiosos da época, e seu conseqüente apedrejamento. Sempre me chamou a atenção a declaração de Estêvão pouco antes de morrer : “Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus.” Estêvão, segundo a Bíblia, viu a GLÓRIA DE DEUS.
                Ele foi usado por Deus, transmitindo a mensagem pura e simples do evangelho. E Estêvão sabia que o importante era glorificar a Deus. Ele não buscava dividendos políticos, eclesiásticos ou financeiros. Um autêntico profeta, descortinando a palavra de Deus à sua geração. Inclusive e principalmente aos religiosos de plantão (poderíamos dizer que aos “donos” de igreja da época), pessoas que julgavam possuir a concessão exclusiva para escravizar os fiéis debaixo de seus preceitos ímpios revestidos de falsa religiosidade, com o propósito escondido de perpetuar-se no poder, refastelando-se das iguarias, como os filhos de Eli(1Samuel 2:12 a 17),              tomando das primícias daquilo que se oferecia a Deus.
                E  hoje, meu irmão? Quantos crentes se vendem aos poderosos, dominadores de seitas que se dizem cristãs, vendendo suas convicções em troca dos manjares servidos na mesa dos poderosos? Quantos falsos pastores querem tomar para si o mérito, vaidosos por natureza, cheios de jactância arvoram para si uma imagem de perfeição inexistente, manipulando fiéis com suas dissimulações nojentas, enganam a muitos. Outros, mesmo percebendo o engodo, permanecem a eles ligados pela conveniência de suas festividades, pregações mornas, condecendência com o pecado dos fiéis mais abastados, contrapondo-se com o rigor quase doentio para os menos favorecidos.
                Agora, se você faz parte do pequeno mas cada dia mais crescente grupo daqueles que se opõem a esses falsos pastores, que lutam pela implantação do evangelho puro e simples em sua igreja, bem vindo ao clube. Eu mesmo vivi sob o domínio de um desses, seguindo quase cegamente por oito anos, como tesoureiro, fui levado até a constantemente deixar folhas de cheque da igreja assinadas “em branco”, tendo sido conivente com alguns desmandos, observando dissimulações, prestações de contas em que o tal pastor incluía como verba para missões, por exemplo, os salários (exorbitantes) dele e de seu filho, apresentando para a igreja uma prestação de contas em que dizia cheio de orgulho que aquela denominação aplicava mais de cinquenta por cento de sua arrecadação em missões, quando na realidade, se desconsiderasse essa informação dissimulada, o índice sequer atingiria dez por cento!
                Ao me levantar contra tais atitudes, e outras que futuramente ainda vou compartilhar, fui literalmente “apedrejado” pelos donos da igreja, que visando perpetuar-se no poder e manter os desmandos, tal como naquela época, usam de todo e qualquer artifício para tanto. Portanto, meu irmão, saiba que nossa tarefa não traz recompensa aqui na terra, mas com certeza, nos habilita a cantar como o hino que apresento a seguir, que reflete a força que nos move:



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