Para ler NO Deserto

“Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia; porque tu ouviste, naquele dia, que estavam ali os anaquins, bem como cidades grandes e fortificadas. Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como ele disse.”(Josué 14:12)

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sábado, 6 de novembro de 2010

Pare e pense

A história de Jorge
Dálton Curvello
Jorge havia chegado há alguns dias do norte, e visitava aquela igreja, por convite de seu sogro. Na primeira vez, teve dificuldades em achar a igreja, pois tinha um muro alto, e portão fechado. Achou estranho, mas ao final do culto, o pastor lhe explicou que era por motivo de segurança, assim os carros dos fiéis ficavam seguros no estacionamento privativo, e havia até um segurança na entrada do portão!
                Era uma igreja normal, dessas do tipo neo-pentecostais, com nome diferente. Algo que falava de sua vocação para as Nações, pensava Jorge, que aos poucos foi se ambientando naquele lugar e passou a ser membro.
                Como era recém chegado de outra região, Jorge estranhava muitas coisas naquela igreja, pois estava acostumado com a rotina de uma Assembléia de Deus, com cultos avivados, sempre muitos visitantes, conversões, discipulado, etc. O pastor explicou que o foco daquela igreja era o “relacionamento”, era a “família”. E assim Jorge foi se integrando naquela comunidade, ele e sua família.
                Após algum tempo, notou que seus dois filhos pequenos passaram a não querer mais ir naquela igreja, e sempre que se arrumavam para sair, imploravam para ir em outro lugar. Jorge em princípio tomou aquilo como uma “seta do inimigo”, orando por seus filhos e forçando-os a ir. Afinal, aquela igreja era tão bem equipada, com sala e culto especial para as crianças, com confraternizações sempre muito bem montadas e servidas por um bifê conceituado, ele nem entendia porquê muitos irmãos da igreja deixavam de ir em algumas daquelas ocasiões festivas.
                Mas a história do Jorge estava para mudar. Naquele culto de domingo, seu sogro (que já estava desconfiado que havia algo errado) saiu durante o culto para conferir as crianças. Para sua surpresa, se deparou com o neto do pastor da igreja praticando bullying  contra seu neto. Numa cena grotesca, esse avô ainda percebeu que o pai do menino (que por sinal nunca assistia aos cultos, mas permanecia pelos corredores em conversas com amigos) assistia a tudo sem nada fazer, pelo contrário, até achava graça em tudo. Num ato de revolta, ele segurou firme nos braços do garoto malvado, chamando-lhe a atenção e falando até alguns palavrões, indo socorrer seu neto, que depois daquele dia nunca mais voltou naquela igreja.
                Jorge, afinal teve que procurar outra congregação para freqüentar com sua família, passando a visitar uma Assembléia de Deus. Logo de cara já percebeu uma unção verdadeira, um ambiente de liberdade, igualdade entre as pessoas. Jorge pensava: Como não percebi antes? O que havia naquele lugar para me deixar tão cego? Agora ele estava num ambiente em que o centro não era o pastor, mas sim DEUS. Um ambiente em que o importante não era apenas fazer festinhas de confraternização patrocinadas pelo caixa da igreja, mas investir seriamente em ganhar almas para Cristo! Percebeu que o pastor ali não era um imperador absoluto, mas que prestava contas de tudo a um conselho de pastores, que compartilhavam o governo da congregação.
                Mas o que acabou marcando mais, chamando a atenção do Jorge, foi um detalhe: Esta nova igreja não tinha muros nem portão alto, muito menos segurança na porta. Havia sim, uma grande e colorida placa convidando todos para os cultos, o grupo de jovens estava constantemente visitando os moradores das proximidades, convidando-os para os cultos.
                Como é a igreja que você tem freqüentado? É daquelas que se esconde atrás de um muro bem alto, com portão fechado e segurança? Ou pratica o verdadeiro evangelho do Senhor Jesus, abolindo muros altos, expondo-se totalmente para a sociedade, cumprindo o “ide”tão propalado? Cuidado meu irmão, tem muito ambiente que é um mero clube de serviço se fazendo passar por igreja. Analise, compare. E lembre-se: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.”(Atos 1:8) Jesus falou que deveríamos ser suas testemunhas, tanto em Jerusalém (sua localidade, comunidade, sua vizinhança) como em toda a Judéia (a próxima fronteira) e Samaria (Outro estado da federação), e até (Esse até indica que acontece na sequência, após os outros dois, concorda?) aos confins da terra. A história de Jorge é uma ficção, mas está muito próxima da realidade de muitas "igrejas"...


sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Pare e pense

COISAS DE DEUS, COISAS DO MUNDO

por Zé Luís
Assim que ingressei no Caminho, ganhei uma passagem para o lindo mundo religioso dos evangélicos. Um exemplo?

Descobri que no final de cada canção entoada -comumente chamadas de hino, louvor, adoração ,seja ou não - em uma igreja pentecostal, por exemplo, você aplaude no final, mas em nome de Jesus. Essas músicas quase nunca serão ouvidas fora desse meio religioso, a não ser que algum cantor secular se aventure (é assim que se chama os que cantam músicas comuns, destas que se ouve em qualquer lugar “ímpio”, ou seja, não evangélico... eu sei, confuso).

Existem cantores, músicos, escritores, apresentadores de TV, rádio, livrarias... tudo para este “público”, um mundo paralelo, e as vezes, neurotizante.

Certa vez, quando novo convertido, caminhava com a família para a igreja numa tarde calorenta de domingo e o um dos pastores, que passava de carro naquela hora, resolveu dar carona. Percebi quando minha família entrou no carro que ele se apressou a trocar a música que ouvia. Era a banda Roupa Nova. Olhou-me sem graça, como tivesse sido pego em delito. Um pastor ouvindo música “do mundo”! Eramos tão novos na fé que nem conhecíamos estas divisões obrigatórias, o que foi um alívio para aquele bom homem.

Anos se passaram. Nesse meio tempo, desfiz-me de alguns livros, discos, roupas, segundo as campanhas religiosas que – devido a minha falta de conhecimento bíblico, concordei em queimar. Eram coisas do diabo, fontes de maldição dentro da minha casa e tinham que ser expurgados da minha casa. Brechas do inferno que o sangue de Cristo era incapaz de banir.

Quando descobri que as coisas não eram assim, Deus teve o cuidado de me acalmar: Uma voz, cliente em uma empresa onde prestava serviço lembrou-me que fiz tudo crendo que estava tentando ser correto para Ele, e embora sentia-me tratado como idiota, aquilo tudo não foi em vão afinal.

Passei a estudar a Palavra, primeiramente com a cartilha das denominações. Depois, quando a mesma não me valeu de nada numa conversa racional com céticos mais preparados, busquei alternativas e foi então q descobri a necessidade de estar no Caminho além do que era proposto em uma instituição. Precisava de um deserto.

Você tem que descontruir, aceitar que algumas coisas foram um engodo em prol de algo que não era Deus, terão realmente de ser descartadas, mesmo que pareça-lhe sagrada.

Ver a maldade explícita nas pessoas e respeitá-las como fossem dignas, apesar das hipocrisias apresentadas desmontava castelos de mentiras.

Aos poucos dei-me o direito de ler tudo, ouvir tudo, analisar qualquer coisa, e segundo o que está escrito, pude reter o quer era bom, sem o risco da minha fé esmorecer. Não posso dizer que este medo não me assaltou. Na verdade, cheguei ao inevitavel ateísmo quando me deparava com o que me foi apresentado.

Ainda vejo em partes, meu tempo não é só meu, já que o Caminho é um só, e trilho onde já trilharam, mas onde muitos ainda não passaram.

Falta-me em um ponto, mas sobeja em outro. Não entendo esse molde, mas ele é feito para não caber em correntes, um corpo ressurreto livre e incontaminável, apesar do que leio, ouço, vejo, defendo, vivo ou morro. Tudo é lucro Nele.o


Agora assista novamente ao vídeo abaixo, veja que é tudo “uma bolha”...




quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Pare e pense

ESQUECESTE DE CLAMAR?
“Para me destruírem, lançaram-me na cova e atiraram pedras sobre mim. Águas correram sobre a minha cabeça; eu disse: estou perdido! Invoquei o teu nome, Senhor, desde a mais profunda cova. Ouviste a minha voz; não escondas o teu ouvido ao meu suspiro, ao meu clamor. Tu me aproximaste no dia em que te invoquei; disseste: não temas. Pleiteaste, Senhor, as causas da minha alma, remiste a minha vida”. (Lamentações 3:53-58) 
Desde os mais remotos tempos, as pessoas passam por dificuldades. Muitas delas são inerentes à vontade humana, mas ninguém está livre de situações difíceis. Hoje, mais que em qualquer outra época, as adversidades nos oprimem, deixam-nos encurralados e, por isso, é muito difícil ver uma saída quando os problemas se avolumam.
Diante disso, às vezes, nos sentimos num imenso buraco, onde não há nenhum ponto de apoio para escaparmos. Muitos são os abismos nos quais caímos, em algum momento de nossas vidas. Alguns entraram no abismo da depressão, outros no abismo das dívidas e outros nas cavernas profundas do desemprego, do abandono, do medo ou do desânimo. Outros há, que passam por lutas dificílimas e gritam como o salmista: “os cordéis da morte me cercaram e torrentes de impiedade me assombraram. Tristezas do inferno me cingiram, laços de morte me surpreenderam”. (Sl 18:4-5) 
Bom que saibamos que caminhar com Cristo não nos isenta de lutas e dificuldades e, muitos cristãos, passam por momentos difíceis.
Cair no buraco, no abismo, pode acontecer com qualquer um de nós. Passamos por um processo de purificação quando o Senhor está respondendo às nossas orações. É necessário que passemos por um crescimento para alcançarmos o amadurecimento espiritual, pois temos que amadurecer como filhos, como igreja, como pastores, como diáconos, como pais. Para que Deus trabalhe em nós, é preciso que Ele nos abale. 
Se você está no buraco, saiba que Deus pode intervir na sua história. Muitos se desesperam diante das dificuldades, mas não fazem o mais simples, que é procurar o Pai de amor, o único que tem o poder de lutar em favor dos que se encontram abatidos.
Deus atende ao clamor do aflito, Se você estiver em dificuldade, vá a Ele sem demora. Clame, pois o Senhor o ouvirá. -”Clama a mim e responder-te-ei e mostrar-te coisas grandes e ocultas que não sabes”. (Jeremias 33.3) 
(trecho do livro“Saia do Buraco”, do pastor Jorge linhares )

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Pare e pense


A Unção Que Permanece

Texto:   I Pedro 2–9 (Sacerdócio REAL)
Levítico 8-12, 8-14 a 23 (Arão )
             Levítico 14-14 a 17 (Leproso)

Dálton Curvello
A consagração é um ato pelo qual pessoas ou objetos são separados e dedicados ao serviço e ao culto de Deus. O SENHOR deu instruções minuciosas sobre a maneira como os sacerdotes e o tabernáculo deveriam ser consagrados.
Antes de consagrar Arão e seus filhos, Moisés deveria providenciar os animais e outras coisas necessárias para o ato. Deus já providenciou tudo para a nossa consagração:
PRIMEIRO : Arão foi LAVADO: Levítico 8-6 –Fêz chegar a  Arão e seus filhos à porta do tabernáculo, onde Moisés tinha que lavá-los todos com água. Eles eram "batizados", pois o corpo todo era imerso na água. A lavagem cerimonial com água é típica da regeneração espiritual, a justificação por graça pelo Espírito Santo mediante Jesus Cristo, nosso Salvador (João 3:5, Tito 3:5-7), que é simbolizada pelo nosso batismo.
SEGUNDO: Arão foi VESTIDO: Levíitico 8-7  Vestiu  a Arão da túnica com as vestes feitas conforme as instruções detalhadas que o SENHOR lhe havia dado. Consagração não é prometer usar o que somos e o que temos no serviço de Deus, mas sim pôr de lado o que somos e o que temos neste mundo (as velhas roupas) e virmos a Ele despidos de tudo, com as mãos vazias, reconhecendo nossa fraqueza e incapacidade, para que Ele nos vista com um novo caráter e nos habilite a fazer as Suas boas obras (as novas vestes sacerdotais). Vestes -  tem a ver com costumes, elas cobrem o corpo, dando a aparência que desejamos que os outros vejam. Como estão suas vestes? Você chega a Deus despido de suas vestes antigas, ou fica tentando encaixar elas, colocando apenas remendos? DEIXA DEUS TROCAR SUAS VESTES POR COMPLETO.
TERCEIRO: Ungiu Arão e seus filhos com o óleo da unção. Era um óleo muito perfumado, que deveria ser feito exatamente conforme uma receita que o SENHOR deu a Moisés, dedicado exclusivamente à consagração do tabernáculo, seus utensílios, e os sacerdotes. Deus também unge todos os crentes em Cristo, seus novos sacerdotes, dando e selando-nos com o Espírito Santo quando da nossa conversão (2 Coríntios 1:21,22). Óleo da unção é para consagração. Voce tem buscado esta unção de Deus? Ou lembra apenas em dias pré-determinados?
SANGUE DERRAMADO: o Novilho da oferta pelo pecado e o carneiro do holocausto foram imolados, tendo Arão imposto as mãos sobre ele, indicando que este iria ser sacrificado pelo pecado deles (Lev. 8-14 e 8-18). Todo sacrifício pelo pecado simboliza o único sacrifício aceitável como tal por Deus: o do seu Filho, Jesus Cristo, que Ele nos proveu. Seu sangue foi derramado ao pé da cruz, o Seu altar. Como o sacrifício pelo pecado tinha que ser queimado com fogo fora do arraial, também Jesus Cristo foi crucificado fora da cidade de Jerusalém.Veja Hebreus 09-11 a 15
 O CARNEIRO DA CONSAGRAÇÃO.(Lev. 8-22 a 23) o segundo carneiro, também depois de identificado com Arão e os sacerdotes. O seu sangue era depois colocado (SANGUE É PURIFICAÇÃO) na ponta da orelha direita, e o polegar das mãos e dos pés deles, sendo o restante jogado ao redor do altar. Esta providência marcava a dedicação dos sacerdotes ao serviço de Deus.  Esse sangue é o sangue de JESUS!
a)   Na ponta da orelha direita: Ouvindo somente a voz de Deus. Tem a ver com a razão, raciocínio
b)   Na ponta do polegar direito: Falar sobre a importância do polegar da  mão –( ler Juízes 1-5 a 7 sobre polegar)Tem a ver com ação, trabalho. Suas mãos deveriam permanecer limpas, praticando a retidão.
c)   Na ponta do polegar do pé direito: Tem a ver com a conduta. Seus pés deveriam caminhar no reto caminho da justiça, sem desviar para a direita ou para a esquerda, ou tropeçar e cair.

d)   Como os sacerdotes, devemos manter a consagração pelo sangue de Cristo do que ouvimos, fazemos e do nosso caminhar.

Após estarem lavados, VESTIDOS, purificados e ungidos, Moisés COLOCOU  OFERTAS nas mãos de Arão, e o moveu por oferta MOVIDA. Como Arão estava antes? DE MÃOS VAZIAS? Presta atenção meu irmão você precisa ENTENDER que TUDO provém de  DEUS. A  Ele nos chegamos sem NADA que já não seja DELE.   Apoc. 3-17 e 18
17 
Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;
18 
Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas.
  
I PEDRO 2 – 9  Nós somos sacerdotes do Senhor.
è  LAVADOS
è  REVESTIDOS
è COM A UNÇÃO DO ESPIRITO SANTO
è PURIFICADOS PELO SANGUE DE JESUS
è RECONHECEMOS QUE TUDO PERTENCE A ELE.

Meu irmão, minha irmã. Conforme Levítico 14-14 a 17, o azeite é colocado EM CIMA DO SANGUE DO CORDEIRO. Eu quero que voce medite por alguns instantes sobre como está a sua vida. Voce já foi LAVADO pelo sangue do cordeiro. Pelo sacrifício de Cristo, recebemos esse sangue  purificador (Hebreus 11-9)na orelha (purificando do que ouvimos e pensamos no passado), no polegar da mão direita (Purificando nossas ações do passado, mãos limpas), no polegar do pé direito ( Purificando nosso caminho, o que fizemos, por onde andamos?).  Depois de purificado, voce recebe o óleo do espírito santo,  selando o sacrifício.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Pare e pense

NÃO SE TRATA DE PONTOS DE CONTATO DA FÉ SEU IDIOTA! FOI UMA DAS GRANDES DECLARAÇÕES DO CRISTO!



Danilo Fernandes

Foram exatos catorze minutos, segundo a minha assistente. Eu apaguei deitado no divã defronte a minha mesa de trabalho. Foi sono tão tranquilo, em tão estampado sorriso, que ela mesma fez silêncio cooperando com a minha gazeta no meio do dia agitado. Desligou os quatros monitores, baixou as persianas e foi lanchar.
Eu não queria ir, mas insistiram. Logo na entrada uma rosa ungida. Eu rejeito e ainda faço a minha cara padrão de quando alguém me oferece sushi ou sashimi, refeições que detesto: Um olhar de nojo cinematográfico.
Cozinha japonesa e idolatria gospel são coisas que não entram na minha cabeça. Não são mesmo para se levar a sério. Alguém pode me dizer se dá para confiar numa cozinha onde servem a comida crua, mas cozinham o guardanapo? E idolatria em igreja evangélica? Se a fé do cidadão é daquelas que precisa de muleta, imagens, pontos de contato e que tais, porque procura uma igreja protestante? Vá procurar a sua turma na macumba ou na ICAR, meu camarada! Passa fora, pois aqui só contaminas o rebanho com heresias!
Como se vê, até em sonho a minha apologética é um tanto caceteira, risos.
Voltando ao sonho...
Lá estava eu naquele templo quase pagão. O pastor era conhecido. Igreja neopentecostal light para classe média. Numa conversa social já tínhamos quebrado o pau por conta de rosinhas, unguentos e outras pajelanças. Segundo ele: pontos de contato da fé, doutrina sustentada até nos atos do próprio Senhor Jesus.
Com todo o respeito, entre um gole de Coca-Cola zero e uma empadinha, já havia dito ao honorável pastor: Acorda Marcelo! Pensa: Moises está no monte falando com Deus e você é o camarada no sopé da montanha incentivando o povo a fazer ídolos. Fica depois esta gente toda que segue gente como você achando que está na igreja de Cristo... Caminham com ela a vida toda, mas jamais verão Israel! Ele ria. Eu bufava. Ele desafiou: Vá a um culto meu na próxima semana.
Então eu fui. Insistência de familiar. Pedido de amigo. Mas fui mordido. Não ia prestar.

Assisti à “pregação” deprimido. A passagem era João 9, aquela onde o Senhor cura um cego de nascença. A exejegue do “´Pr. Marcelo” usava o proceder incomum do Senhor no uso elementos – um lodo feito de Seu cuspe e terra para curar o homem cego de nascença, como sustentáculo da doutrina dos tais pontos de contato da fé e até dos atos proféticos, no comando de ação dado ao cego para que lavasse os seus olhos no tanque de Siloé, ato profético para efetivar a cura... Imagine!
Uma interpretação que sempre me entristeceu muito. Sempre a vi como um “deboche embasado” posto a justificar o uso de elementos orgânicos, minerais ungidos com a finalidade de cura e até mesmo aberrações e franca pajelança, como as toalhas suadas de Valdemiro Santiago, os bolos e rosas ungidos do RR Soares, os unguentos de Edir Macedo e as garrafadas do baixo gospel nacional. Nas Escrituras, temos o óleo dos enfermos. Ponto final.
No fim do culto, o “Pastor Marcelo” chama todos à frente. Cada um dos presentes recebeu uma latinha parecida com aquelas de pomada Minâncora. O conteúdo foi dado por mirra, óleo ungido e outros badulaques. Unção especial, panaceia para todo o mal. Obra e arte do nefasto pastor.
Quando me aproximo do “ungidão”, este na certeza de que a pregação havia me edificado, entrega-me a lata e dispara: Eu não disse que te convencia?
Por alguns minutos fiquei parado, a espera da saída do maior número de pessoas das proximidades. Estava decidido a admoestar aquele pastor de uma forma tão contundente que, ou ele partia para as para as vias de fato, ou dobrava seus joelhos e lançava a cara no pó.

Abri a lata e disse: Passe esta meleca nos seus olhos sua anta! Faça já! Pois não é possível que não consigas entender o que acabaste de ler! Ore para que o Senhor te perdoe por este unguento ridículo e implore ao Espírito Santo para que este lhe retire as escamas cobrindo olhos! Estão as Escrituras fechadas ao seu entendimento, ou és mesmo um charlatão?
O homem emudece. O povo observa. Eu tomo o microfone.
Será que és mesmo um idiota que não conseguiu entender que esta passagem da cura deste cego de nascença não é a descrição de mais um milagre, apenas diferenciada por uma pantomina qualquer usando lodo e um tanque de água?
Meu irmão, você não consegue perceber que está diante de uma passagem dos Evangelhos que é dos pilares, da nossa Fé? Um momento em que o Senhor Jesus se revela de uma forma única: Declara-se não somente o Messias, mas a própria a segunda pessoa da Trindade? O verbo presente desde o início?
Para começar era um sábado. E Ele decide fazer a cura, o que mais tarde suscitaria as críticas dos Fariseus. Contudo, Ele é o Senhor do sábado. O Messias. E esta foi a sua primeira declaração.
Ao cuspir na terra, diante dos olhos de todos. Jesus causa estranheza (e futuramente interpretações canhestras como a sua) ao se utilizar de elementos e rituais para operar um milagre. Na prática, um milagre prosaico, diante de corpos que foram ressuscitados e curas milagrosas onde nem mesmo foi necessária a Sua presença física, como no caso da cura do servo do Centurião.
Por que um Jesus que andava sobre as águas, curava os que tocavam em sua orla, os ventos e o mar obedeciam, precisaria se valer de um unguento, de um lodo ou lama de cuspe e terra para curar um cego? Certamente não era para justificar a idolatria e o paganismo na Igreja do porvir!
Não, meu pobre irmão! Naquele momento, o Senhor Jesus se volta ao próprio Pai, o criador. Revela-se como Aquele que estava presente desde a criação e para Quem e por Quem todas as coisas foram feitas.
Jesus inicia seu ato declarando que enquanto estiver no mundo, Ele é a luz do mundo e, diante dos olhos de quem podia enxergar, se revela o Senhor da Vida repetindo o gesto primordial da criação do homem, como visto no Gênesis.
Ao cuspir sobre a terra, lança a água que forma o barro e junto o sopro da vida saído de Sua boca. E agora, nas mãos do oleiro, há o barro que é a essência do ser.
Nas mãos do Cristo está a matriz que forma a suprema criação. Se um cientista moderno visse aquilo, no pouco entendimento que ao homem ainda é dado ter e saber, imaginaria que estavam ali, algo como células-tronco, daquelas que colocadas em um local onde havia um tecido rompido, um órgão danificado, tomam a forma e a função das células locais e destas criam novo órgão ou tecido.
E eis que assim fez o Senhor, àquele homem que, como fora dito, tinha os olhos fechados desde o nascimento. Por certo, nem mesmo olhos ele tinha, mas apenas pálpebras, ou um tecido qualquer a lhe cobrir as órbitas vazias...
Jesus derramou em suas órbitas a matéria da vida que repousava em suas mãos, não para sarar um olho doente, mas para criar novos olhos. E tendo feito nova criação, ordenou que se fizesse aquilo que está dado a fazer a toda nova criatura nascida em Cristo: Mandou que às aguas descesse os novos olhos, no tanque de Siloé, que significa o Enviado.
E o homem mergulhou às águas o que era novo em seu corpo, os olhos no lugar de órbitas vazias, de tão forma diferente ficou, que nem mesmo o reconheceram. Um novo semblante para uma nova criatura em Cristo. Um homem em parte refeito, de novo barro da vida, tudo diante de todos que não eram cegos ao entendimento da Verdade.
Enxergas agora que nesta sua lata de unguento não há nada que se relacione a este momento magistral? Enxergas agora o tamanho da sua estupidez? O que entendeste como um repositório de fé para uma cura milagrosa, a base para uma doutrina espúria de “pontos de contato da fé” é, na verdade, grande blasfêmia?
Em cristo somos livres de tudo que nos separa do Pai. Somos dignos. Qualquer véu, pedaço de pele ou escamas que nos cubram os olhos, aos nascidos de novo nada representam. Tudo podemos ver em Cristo.
Qualquer idolatria não nos põe em contato com a fé, mas nos afasta da presença do Senhor.
Logo algumas latas de unguento começaram a cair no chão de mármore. Depois muitas. Um barulho ensurdecedor Eu acordei com este som e tive impulso incontrolável de escrever sobre o que vivi em espírito e verdade.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Pare e pense

PONDO FIM À FARRA DOS LOBOS
Hermes C. Fernandes

Paulo jamais experimentara uma despedida como aquela. Os irmãos efésios simplesmente não admitiam sua partida. Embora tenha passado apenas dois anos ali, sua dedicação em tempo integral criou um forte laço de amor entre eles.

Sua consciência estava tranquila, pois em suas próprias palavras, nada que útil fosse, deixou de anunciar e ensinar "publicamente e nas casas" (At.20:20). Repare nisso: todo o ministério de Paulo junto aos efésios se dava num ambiente aberto, sem segredos, sem mistério. Era nesse ambiente aberto que Paulo lhes anunciara todo o conselho de Deus (v.27). Ele jamais deixara nada para uma ocasião especial, pois sabia que a qualquer momento Deus o requisitaria para outro lugar, e por isso, queria estar inocente do sangue daquela gente.

Agora, ele tinha que convencê-los de que era "compelido pelo Espírito" que ia para Jerusalém, mesmo sabendo que o que o esperava eram prisões e tribulações. Mas tudo bem! Afinal de contas, Paulo não tinha sua vida por preciosa, desde cumprisse com alegria o ministério que recebera do Senhor, dando testemunho da graça de Deus.

Chegara a hora da despedida! Nunca mais aquele povo o veria novamente.

Olhando para os que ficariam responsáveis pelo rebanho, Paulo diz: "Olhai por vós, e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue" (v.28).

A coisa é séria! Cuidar do rebanho de Deus é a melhor declaração de amor que podemos fazer a Ele. Por isso, quando Pedro respondia que amava ao Senhor, Jesus lhe dizia: Apascenta minhas ovelhas!

O rebanho não é meu, não é da igreja A, B ou C. O rebanho é do Senhor, e foi comprado com o sangue de Deus! Se escandalizou com esta expressão, volte a ler o texto e verifique se não é isso que diz ali: Sangue de Deus.

Naquele momento de impasse, Paulo embarga a voz, engole
seco, e diz:

"Sei que depois da minha partida entrarão no meio de vós lobos cruéis que não pouparão o rebanho" (v.29).


Se ele pudesse, certamente ficaria por ali mesmo, para afugentar esses lobos cruéis, que certamente já espreitavam o rebanho, esperando apenas pela sua saída.

A crueldade é a primeira característica desses lobos. Por isso, eles não poupam o rebanho. Não se satisfazendo só com a lã, querem também sua carne, seu sangue, sua alma.

Esses lobos não viriam de fora, mas emergiriam de dentro do próprio rebanho, falando coisas perversas com uma única finalidade: "atrair os discípulos após si" (v.30). Não eram lobos vira-latas, mas lobos com pedigree.

Em vez de atrair as pessoas a Cristo, preferem atraí-las a si, com
seu carisma, com sua atenção, com seu amor fingido, com palavras elogiosas e falsas. Pena que as pessoas sejam tão
propensas a acreditar nesses lobos.

Escrevendo a Tito, Paulo os apresenta como "insubordinados, faladores vãos, e enganadores" (1:10). O que fazer com eles? Deixá-los à vontade para que se sirvam das ovelhinhas de Jesus? Definitivamente, não!"É preciso tapar-lhes a boca, porque transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância" (v.11).

Já que não dá pra evitar a aproximação desses lobos cruéis, vamos colocar focinheiras neles, para que não devorem as ovelhas de Deus.

Vamos mostrar para esses lobos, que a igreja de Cristo não lhes servirá mais de playground. Chega de se divertirem às custas do rebanho de Deus. Vamos colocá-los para jejuar. Se quiserem se alimentar, terão que mudar seu cardápio. Ovelhas, não mais!

E para tapar-lhes a boca, temos que denunciá-los, expor suas intenções, revelar suas estratégias. Não podemos nos calar, pois isso seria fatal.

Em outras passagens, Paulo se refere a esses maus obreiros como cães. Eu diria mais: cães raivosos. Quando não matam a ovelha, transmitem-lhe raiva.

A gravidade da situação era tamanha, que Paulo conclama os efésios a se lembrarem que durante três anos ele não cessou de admoestá-los com lágrimas noite e dia.

Não brinque com coisa séria! Famílias inteiras têm sido devoradas por esses lobos vorazes.

Que nossa admoestação seja, ao mesmo tempo, um cajado para resgatar as ovelhas que já estiverem na boca desses lobos, e uma vara impiedosa para colocá-los pra correr.

Um último aviso para você, lobo cara-de-pau: Desista das ovelhas do Senhor! Se quiser, fique de longe babando, mas não se atreva a se aproximar, caso contrário, você experimentará a fúria do Bom Pastor.

Está dito!




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