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“Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia; porque tu ouviste, naquele dia, que estavam ali os anaquins, bem como cidades grandes e fortificadas. Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como ele disse.”(Josué 14:12)

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quinta-feira, 28 de julho de 2011

JOHN STOTT - 1921 / 2011

Está no "THE CHRISTIAN POST":


Morte de John Stott: ‘Entre os Três Maiores Comentaristas de Romanos’, Diz Bispo



Líderes evangélicos brasileiros lamentam e comentam a morte de um dos maiores líderes evangélicos do mundo, John Stott, que foi apontado como dono de um dos três maiores comentários de Romanos, ao lado de Martinho Lutero e Karl Barth.

Líderes evangélicos brasileiros lamentam e comentam a morte de um dos maiores líderes evangélicos do mundo, John Stott.

John Stott faleceu nesta tarde de quarta-feira, aproximadamente às 3:15pm, horário de Londres, de acordo com o presidente do John Stott Ministries, Benjamin Homan.

O grande líder evangélico deixou alguns amigos no Brasil que fizeram recordações de Stott neste momento de perda. O bispo anglicano Robinson Cavalcanti, um dos que intermediou a visita do líder no Brasil em 1980, disse ao The Christian Post que justamente pensava em ir visitá-lo na Inglaterra.

“Foi uma perda... Ele foi um dos principais pensadores evangélicos do século passado”.

Cavalcanti teve um relacionamento, segundo ele, próximo por estarem ligados à ABU (Aliança Bíblica Universitária), e o congresso de Lausanne, da qual foi membro.

“Estivemos juntos desde de 1967, era uma relação dentro da linha evangélica anglicana, dentro da ABU e dentro da relação afetiva”.

A última que o líder brasileiro esteve com ele faz uns cinco anos, disse Cavalcanti.

Das vezes em que Stott foi ao Brasil, o bispo Robinson Cavalcanti foi o seu intermediário, em 1980, no Congresso Mundial da ABU em Recife. A segunda vez ele veio em 1989, para um outro congresso, sendo intermediado por um outro amigo, pastor Caio Fábio.

“Duas vezes que Stott foi ao Brasil, ele veio em minha casa. Da primeira vez, ele tomou café e na segunda ele almoçou”, relembrou o bispo brasileiro.

Bispo Cavalcanti citou como uma qualidade da qual ele se lembra de John Stott a sua capacidade de expor a Bíblia. “Como expositor bíblico ele era fantástico.”

Ele considera que John Stott foi um dos três maiores comentaristas do livro de Romanos da história que "foram os comentários de [Martinho] Lutero, o de Karl Barth e o comentário dele [John Stott]”.

John Stott foi descrito por ele como uma pessoa introvertida, mas afetuosa e muito pastoral, muito preocupado com o bem estar dos seus amigos.

O pastor Caio Fábio d'Araújo Filho, apontado como outro dos amigos próximos de Stott no Brasil, informou a morte do líder evangélico no seu blog, escrevendo a última mensagem dele em Keswick.

Na visita Stott ao Brasil em 1989, Caio Fábio, como é conhecido, foi o responsável por levá-lo a conhecer a famosa Amazônia.

John... dizia que nunca, em tão pouco tempo, tinha visto tantas novas espécies de pássaros em sua vida”, disse Caio Fábio em um dos seus relatos sobre a visita de Stott postado em seu blog.

Outros líderes brasileiros lamentaram sua morte, “é com pesar que recebi a notícia do falecimento de um dos maiores pastores evangélicos de todos os tempos”, disse o pastor Renato Vargens da Igreja Cristã da Aliança no Rio de Janeiro.

“Eu devo muito a este grande homem de Deus. Seus livros contribuíram significativamente para a minha formação teológica”, disse ele.

Stott morreu aos 90 anos e é reverenciado por sua vida em ministério. Ele foi considerado pelo evangelista Billy Graham como o “mais respeitado no mundo de hoje”.

Stott era pertencente à Igreja Anglicana desde 1936 e foi o fundador da Langham Partnership International. Uma de suas maiores contribuições internacionais foram os seus livros, publicando mais de 40 títulos e centenas de artigos cristãos:

Minha homenagem: John Stot foi para a eternidade, apresentar-se diante de Deus, deixando um legado de integridade, fé e fidelidade à Palavra de Deus. Diferentemente de muitos líderes da nova onda gospel, ele nunca se deixou contaminar pela venda de indulgências, sementes de prosperidade, feitiçarias-gospel, e tantas heresias que têm desviado muitos pastores. Desejo que o Espírito Santo incomode os líderes da igreja (falo a igreja invisível, que engloba várias bandeiras) para que sigam esse exemplo.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

ALTERAR A AGENDA NÃO SIGNIFICA TRANSFORMAR A CONSCIÊNCIA

ALTERAR A AGENDA NÃO SIGNIFICA TRANSFORMAR A CONSCIÊNCIA

“E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”(Romanos 12:2)


Carlos Moreira
Quando alguém aceita a Cristo como seu Senhor e Salvador, não percebe, de imediato, o milagre que se realizou silenciosamente em seu ser, o desencadeamento de todo um processo interior e espiritual em proporções inimagináveis.

Através da iluminação do Espírito Santo, que produz a consciência de pecados, nascemos de novo, recebemos o próprio Espírito em nossas vidas, apropriamo-nos da remissão de pecados – mediante o sangue do Cordeiro – somos justificados pela fé, pois cremos com o coração e confessamos com a boca a Jesus, e, a partir de então, começamos a viver os prenúncios da eternidade, pois nossa consciência começa a ser reelaborada a partir da matriz de valores do Evangelho, o que nos leva a praticar atos de justiça.

O processo de santificação, que é este desafio de, no caminho encarnarmos “O Caminho”, é algo que vai sendo gestado de dentro para fora, das percepções para as ações, dos conteúdos para a prática, algo que permite com que carisma e caráter caminhem lado a lado, harmonizem-se com a finalidade de construção de um novo ser, pois, como disse Proudhon, “a revolução sucede à revelação”.

Isso fica bonito num texto religioso-filosófico, mas, na prática, a realidade é outra. O que tenho visto, nas últimas décadas, é que o “evangelho” não produz mais aquilo que deveria produzir, ou seja, ou ele perdeu a sua eficácia com os anos, ou o que estamos pregando é um outro “evangelho”!

Sinto uma alegria indescritível quando encontro alguém que me relata ter tido recentemente uma experiência com Deus através de Jesus Cristo. Por outro lado, minha alma é invadida por uma imensa tristeza, pois sei que há grandes chances desta pessoa se tornar uma vítima da engrenagem  das instituições religiosas, pois, como disse Nietzsche, “Deus está morto e o seu túmulo é a Igreja".

Quando o filósofo escreveu esta sentença, estava diante de uma religião perversa, a qual havia criado um “deus” caricaturado, um ser absoluto e indiferente. “Matar” Deus, significava extinguir o dogma, o conformismo, a superstição e o medo, era a proposta da não imposição de “regras”, as quais impediam a transcendência do ser, sua auto-afirmação, sua busca por elevação em sua saga existencializada.

O que vejo em nossos dias é que as pessoas “desembarcam” nas comunidades, às vezes oriundas de movimentos, outras após aceitarem o convite de amigos ou parentes, em algumas situações após terem levantado a mão num “apelo”, seja como for, e, a partir daí, iludidas pelo "sistema", começam a imaginar que a vida cristã significa apenas uma mudança na agenda, e não uma transformação na consciência!

O “novo convertido” inclui em sua programação semanal um culto dominical, uma reunião de oração, a participação em um pequeno grupo, ou mesmo num movimento, e pronto, toda a sua vida está rearrumada! Agenda refeita, lá vai o novo “crente” “mundo a fora”, ano após ano, e nada do que ele faz é capaz de produzir transformações significativas em seu ser – reestruturação emocional, ressiginficação conjugal, reelaboração familiar, renascimento espiritual, redirecionamento profissional.

É que o sujeito, não raro, apenas trocou o bar pelo pequeno grupo, o cinema pelo culto, a praia pelo movimento e a palestra pela reunião de oração. Ele mudou a agenda, mas não mudou o coração. Em alguns anos, irá sentir-se totalmente esvaziado de propósitos e significados, viverá uma fé epidérmica, uma espiritualidade não-sustentável, se decepcionará com a Igreja, ou, talvez, até com o próprio Deus, irá tornar-se um “esquentador de banco”, freqüentador de reuniões que possuem, como único objetivo, purgar de sua consciência um sentimento de culpa por ter se tornado um ser sem emoção, sem reverência, sem devoção. 

Termino com Karl Jaspers, filósofo e psiquiatra alemão: “a verdadeira existência é a possibilidade de transcender a situação na qual nos encontramos”. E eu, na minha insignificância, fico pensando: e se não for isso, então, o que será? 

Extraído de GENIZAH
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