Para ler NO Deserto

“Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia; porque tu ouviste, naquele dia, que estavam ali os anaquins, bem como cidades grandes e fortificadas. Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como ele disse.”(Josué 14:12)

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sábado, 13 de novembro de 2010

Pare e pense

SUPERIOR POR FORA, FRACO POR DENTRO

 Caio Fábio
O salmo 142 tem sua conexão histórica com o episódio de Davi poupando a vida de Saul, quando este aliviava o ventre dentro de uma caverna; e foi poupado pelo seu genro, o poeta de Israel, o herói que vencera o gigante Golias: Davi.
 Uma vez tendo demonstrado a Saul que se desejasse poderia tê-lo matado dentro da gruta, enquanto o rei estava nu, Davi prosseguiu o seu caminho...mas com pesar.
Até mesmo Saul teve um acesso de arrependimento e foi pelo caminho reconhecendo que Davi era mais digno do que ele.
A questão é que a vitória da nobreza nem sempre produz sossego no coração.
 Davi “vencera”, mas sua alma não desejava ter que estar “vencendo”.
 O que ele queria era não precisar prevalecer, pois o que ele almejava era a paz.
 A maior demonstração disso é o salmo que surge como expressão da alma de Davi “depois da vitória”.
 Leia: “Com a minha voz clamo ao Senhor; com a minha voz ao Senhor suplico. Derramo perante ele a minha queixa; diante dele exponho a minha tribulação. Quando dentro de mim esmorece o meu espírito, então tu conheces a minha vereda. No caminho em que eu ando ocultaram-me um laço. Olha para a minha mão direita, e vê, pois não há quem me reconheça; refúgio me faltou; ninguém se interessa por mim. A ti, ó Senhor, clamei; eu disse: Tu és o meu refúgio, o meu quinhão na terra dos viventes. Atende ao meu clamor, porque estou muito abatido; livra-me dos meus perseguidores, porque são mais fortes do que eu. Tira a minha alma do cárcere, para que eu louve o teu nome; os justos me rodearão, pois me farás muito bem.”(Salmo 142)
 O salmo tem as seguintes divisões no seu fluxo psico-teológico:
 1. A total franqueza espiritual de chamar a tribulação pelo nome de tribulação: “Com a minha voz clamo ao Senhor; com a minha voz ao Senhor suplico. Derramo perante ele a minha queixa; diante dele exponho a minha tribulação.”
 Hoje em dia tal oração não seria recomendada pelos atuais propositores da neuro-linguistica cristã. Nem mais para Deus se pode falar com franqueza. Deus foi substituído pela “mecânica de funcionamento das leis do sucesso”. E isto inclui não confessar tribulação nem mesmo para Deus. “Enfraquece”, é o pensam.
 2. A descrição da natureza da tribulação: a) No caminho em que eu ando ocultaram-me um laço:

O que denota a total insegurança dele. Ele sabia que não andava em caminhos que não fossem minados.
 b) Olha para a minha mão direita, e vê, pois não há quem me reconheça:
 Nem mesmo entre os que ficavam à “direita”—ou seja: no lugar da confiança—, ele podia encontrar a certeza de que sabiam quem ele era.
 O sentimento de deixar de ser “reconhecido” como ser e essência é algo desolador.
Quem já se sentiu não “reconhecido” como ser-caráter sabe a dor que causa descobrir que não há em volta ninguém que saiba qual é a sua essência.
 c) Refúgio me faltou; ninguém se interessa por mim:
 Esse é o sentimento da pessoa que sabe que não há “conspirações em seu favor”. Tal pessoa está só. Não há solidariedades sendo planejadas com a finalidade de facilitar-lhe a sua vida.
 3. A consciência do papel terapêutico e auto-revelador da tribulação: Quando dentro de mim esmorece o meu espírito, então tu conheces a minha vereda.
 Davi sabia que aquele era o tempo mais profundo de sua existência, e que mesmo em meio a tais desconfortos e inseguranças, ainda assim, quem haveria de sair ganhando era ele mesmo. Afinal, seria sob a insegurança que sua alma aprenderia quem era Deus e quem ela própria era em sua consistência.
 Tribulação produz auto-conhecimento, quando a alma é piedosa!
 4. A demonstração da atitude certa frente a tribulação:  A ti, ó Senhor, clamei; eu disse: Tu és o meu refúgio, o meu quinhão na terra dos viventes.
 Somente quem possui a certeza de que a maior tribulação desta vida não diminui o quinhão e o tesouro do ser, é quem pode fazer sua “queixa”, reconhecer a natureza de suas angustias, discernir que há uma terapia em curso em meio ao processo, e, ainda assim, manter uma atitude confiante.
 5. A prática da lógica da oração do atribulado: a) Atende ao meu clamor, porque estou muito fraco.
 Diante de Deus é a confissão da fraqueza que produz o poder da Graça.
 b) Livra-me dos meus perseguidores, porque são mais fortes do que eu.
 Diante de Deus não se espera nada além de realidade. Se os inimigos são mais fortes que sejam admitidos como tais.
 c) Tira a minha alma do cárcere, para que eu louve o teu nome; os justos me rodearão, pois me farás muito bem.
 Diante de Deus a alma que reconhece o valor terapêutico da tribulação não tem que manter nenhum compromisso com nenhuma forma de masoquismo espiritual.
 A tribulação pode me fazer bem, mas é meu direito pedir a Deus que me livre dela, e que me cerque de boas companhias, dando-me uma vida boa.
 Assim, o Davi que vencia em nobreza para “o lado de fora”, era o mesmo que experimentava a “vitória” como tristeza, pois seu grande desejo era não ter que ser campeão daquele tipo de competição.
 Desse modo vê-se a força do guerreiro se conciliar com a dor e a sensibilidade do homem.
 É desta síntese entre o forte e nobre, e o fraco e humilde, que nasce o tipo de alma que cresce para se tornar segundo o coração de Deus.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Pare e pense


Steve Hill - Onde Estão os Homens de Deus?



        Atos 20:27: "porque jamais deixei de vos anunciar todo o desígnio de Deus."
Aviso aos pastores que pregam mensagens apenas para "massagear o ego"de sua platéia, voltados apenas a engordar suas economias: Não assista ao vídeo...

 

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Pare e pense


John Piper - Teste a si mesmo - Você está em Jesus?



"Afirmou-lhe Jesus: Quem beber desta água tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna." (João 4: 13 e 14)


           O que move a sua vida? Em que fonte você está se alimentando? Esta mensagem do pastor John Piper transmite uma das verdades inquestionáveis do Evangelho, de que só existe UMA fonte eterna. Vale a pena conferir:


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Pare e pense

CRENTES MANIPULÁVEIS

Tenho refletido a respeito do fenômeno contemporâneo profetizado pelo apóstolo Paulo há quase dois mil anos:“Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; ao contrário, sentindo coceira nos ouvidos, juntarão mestres para si mesmos, segundo os seus próprios desejos” (2Tm 4.3). Fico me perguntando por que existe tanta gente disposta a ouvir bobagens travestidas de verdades divinamente reveladas.
Cheguei a algumas conclusões. Encontrei pelo menos quatro razões pelas quais os contadores de fábulas estão levando vantagens sobre os profetas e mestres:ignorância, cobiça, culpa e desespero
Por mais estranho que pareça, não creio que a ignorância seja a causa principal. A verdade é que pessoas esclarecidas são facilmente manipuladas quando se tornam presas da culpa, da cobiça e do desespero. Claro, não tenho dúvidas quanto à necessidade de ensinar, oferecer referenciais objetivos para reflexão, apresentar argumentos lógicos para defesa da fé. Tenho percebido, contudo, que há um ponto a partir do qual a pessoas já não ouvem com razão, mas com o coração. Sim, aquele mesmo coração enganoso e desesperadamente corrupto como o descreveu o profeta Jeremias, é ele mesmo que as pessoas culpadas, gananciosas e desesperadas utilizam para desenvolver seu ouvido seletivo.
O tratamento bíblico para culpa é o arrependimento e a confissão: admitir o pecado, concordar com o veredicto de Deus e mudar de idéia, atitude ou comportamento. Confessar é, então, ouvir Deus dizer: “Você é ladrão”; e admitir: “Sim, Senhor, sou ladrão”. Arrependimento é mudança de rumo. É ouvir Deus perguntar: “E vai continuar roubando?”; e responder: “Não, Senhor, não vou continuar roubando”. Em outras palavras, libertar-se do peso da culpa implica transformação pessoal. Mas sei que uma oferta financeira, uma bajulação ao guru espiritual ou um sacrificiozinho semanal custa mais barato e dói menos do que a transformação mediante o arrependimento e a confissão.
Costumo distinguir cobiça, ambição e ganância. Ambição é querer mais. Ganância é nunca estar satisfeito. Cobiça é querer o que não é legítimo. Não vejo nada de errado na ambição. Afinal, não devemos nos contentar com as migalhas, quando Deus nos promete uma mesa posta, unção com óleo e cálice transbordando. Já a ganância é perniciosa. Pessoas insatisfeitas não são gratas, pois nunca desfrutam o que têm, uma vez que tudo quanto enxergam é o que não têm. A cobiça, no entanto, é pior. Ela estimula a posse por usurpação, acessa o que é alheio, se agarra ao que não é permitido. Por serem irmãs, a cobiça e a inveja andam sempre juntas. Querer sempre mais já é péssimo – imagine, então se deixar consumir pelo desejo daquilo que Deus jamais prometeu e até mesmo proibiu.
O coração vazio de Deus é um buraco negro, um bicho come-come insaciável que perde a noção do bom senso e se ilude com promessas inescrupulosas dos marqueteiros da fé, que sabem se valer da gula existencial dos insatisfeitos crônicos. De fato, participar da corrente de intercessão e súplica, jejuar alguns dias seguidos, aumentar o valor da oferta financeira para compensar a falta de fé é muito mais fácil do que aprender a viver feliz em qualquer situação. Dormir na esperança, ainda que ilusória, de um dia possuir, é menos penoso do que aprender a estar satisfeito em qualquer situação.
E o desespero? O desespero é resultado da dor profunda, do sofrimento excessivo, da sensação de morte, da iminência da tragédia. Pessoas nessas condições estão dispostas a qualquer coisa. Pagam qualquer preço. Poucas coisas custam tão caro e estão tão valorizadas no mercado quanto a solução imediata. Poucas indústrias são tão rentáveis quanto a da promessa do alívio instantâneo. E não são poucos os que estão capitalizando em cima dessa ferida aberta da sociedade. Até porque o alívio imediato e a solução instantânea possuem atrativos que nem se comparam a processos de transformação interior, geralmente longos e doloridos, porém com frutos perenes.
Não tenho dúvidas: a fórmula para a manipulação das massas possui doses de ignorância, culpa, cobiça e desespero.

Referência Bibliográfica:
KIVITZ, Ed René. Outra Espiritualidade: fé, graça e resitência. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 2006.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Pare e pense

PREOCUPAÇÃO X DESCANSO

“Por isso vos digo:
Não andeis ansiosos pela vossa vida,
quanto ao que haveis de comer ou beber;
nem pelo vosso corpo,
quanto ao que haveis de vestir.
Não é vida mais do que o alimento,
e o corpo mais do que o vestuário?”
Mateus 6.25 Contemporânea

Adicionar legenda
Você já viu algum pássaro adulto pousar em um lugar qualquer e ficar com o bico aberto aguardando alimento cair do céu? Ou quem sabe já viu um pássaro bem tranqüilo porque tem uma despensa cheia de alimentos para todo o ano?

Sei que as figuras são extremas, mas será que eu ou você não somos atormentados por querer viver em uma destas extremidades? O consumismo impulsiona a humanidade a correr atrás de recursos sugerindo uma necessidade muitas vezes ilusória. Para mim tudo isso não passa de mera “vaidade”! Percebe? Do que você se lembra quando falamos sobre as “Preocupações da Vida”?

O versículo de hoje enfatiza a questão sobre a “ansiedade”! “A ansiedade é um estado emocional angustiante acompanhado de alterações somáticas (cardíacas, respiratórias, e outras) em que não se prevêem situações desagradáveis, sejam elas reais ou não”. O individuo ansioso tem a condição de raciocínio no mínimo reduzida e as situações se tornam mais difíceis de serem resolvidas, normalmente o ansioso não encontra solução!

Jesus nos esclarece sobre como devemos nos portar diante dessas “preocupações”. Ressalto, Ele não nos ordena a deixar de preocupar com a vida. O que Ele faz está mais para um convite para descansarmos nos braços de um Pai amoroso do que propriamente um mandamento. Como seres humanos, parece impossível às vezes não ultrapassamos os limites e nos afligimos, mas Jesus Cristo nos convida a confiamos nEle.

Sendo assim, apenas quando nos concentramos continuamente em nós mesmos e não em Deus é que violamos um principio divino, segundo o ensino do Senhor Jesus.

Pense Nisto
Fonte: www.hagton.com.br

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Pare e pense

QUEM É VOCÊ?
“Ele se dirigiu ao pai e disse: "Meu pai". Respondeu ele: "Sim, meu filho. Quem é você? " (Gênesis 27:18)
                Neste vídeo do pastor Rob Bell, Temos uma excelente meditação sobre quem somos e quem queremos ser diante de Deus. Jacó teve que se despir de suas falsas personalidades para obter a bênção de Deus. PENSE NISTO

domingo, 7 de novembro de 2010

Pare e pense

ÉDEN
Paulo Junior
Quando Deus colocou o homem na terra, o colocou num jardim. Isto significa que Deus não nos colocou num lugar de privação, Ele nos colocou num jardim e, ao nos colocar num jardim, Ele disse que nós poderíamos comer de todas as árvores. Deus não limitou a ação do homem no jardim. Ele simplesmente criou um espaço onde o homem pudesse circular normalmente e ordenou que o homem cumprisse sua determinação, aquilo que foi acordado na criação.
Sabem o que isto significa, também? Deus nos colocou numa perspectiva da universalidade do conhecimento, da experiência, da assimilação, da troca e da forma de um conhecimento que fosse absolutamente livre e, por isso, universal. 
O desejo de Deus é que o homem seja totalmente livre, portanto, Ele liberou que poderíamos comer de toda árvore, mas, a única árvore da qual nós não poderíamos comer, era da árvore da antecipação do conhecimento do bem e do mal, a fim de nos garantir a possibilidade do divino. E nós fizemos exatamente o oposto, nos abdicamos da universalidade do conhecimento, pela particularidade da auto-proteção. 
Então, nós deixamos o risco do universal e preferimos o conforto e a segurança do particular, do isolamento, da ação limitada. Aquilo que nos diz respeito, as coisas com que nós nos identificamos, com o que nos faz sentir bem, nós nos colocamos dentro desse enquadramento, afastando, desta forma, da pessoa divinal. Essa antecipação de definir, de saber identificar o que é bom e o que é mal para nos proteger do risco, nos levou a morte. 
O fato de querermos o divino pela definição antecipada do que é bom e do que é mal, e não de ser protegido pelo divino no que é bom e no que é mal, nos levou a uma opção obtusa, restrita, superficial. É aí que nós estamos morrendo, porque temos medo daquilo que é universal, nós temos medo do que é diferente de nós, temos medo das coisas que não gostamos, rotulando-as como anormais e daquelas que para nós parecem representar o mal. 
Tudo isso é para identificarmos o que agrada os nossos olhos, o que enche a nossa barriga e que nos dá a sensação de poder. Deus intentou nos agraciar com todas as bênçãos que ele imaginou ser preciso para não termos falta de coisa alguma, mas, dentro da visão particular, limitada, isolada do homem, perdemos a visão do universal de Deus e caímos na possibilidade, de agora, não termos a capacidade de voltar ao início de todas as coisas, o Éden!
Fonte: http://www.saldaterrago.com

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