Para ler NO Deserto

“Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia; porque tu ouviste, naquele dia, que estavam ali os anaquins, bem como cidades grandes e fortificadas. Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como ele disse.”(Josué 14:12)

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sábado, 5 de fevereiro de 2011

UMA LIÇÃO NA IGREJA DE ÉFESO

Uma lição na igreja de Éfeso (Ap. 2. 2-4)


“Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos. E sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste. Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.” (Apocalipse 2:2 a 4)

Alan Brizotti
Sempre que lemos sobre a Igreja de Éfeso, estamos em contato com a atmosfera abençoada do Primeiro Amor. Aqui há uma forte lição: a Igreja não é lugar para os “profissionais da fé”, é lugar para quem quer desenvolver o Primeiro Amor.

A Igreja de Éfeso era uma Igreja que trabalhava. Uma Igreja que vivia a ética, sabia distinguir entre o certo e o errado. Com habilidade teológica e doutrinária para reconhecer os falsos apóstolos. Era uma Igreja perseverante, fiel, constante, uma boa Igreja... Entretanto, esqueceu o Primeiro Amor. Ela não tinha abandonado o amor a Cristo, mas tinha abandonado o Primeiro Amor.

Era uma comunidade cristã vivendo como alguns casamentos que já duram vinte, trinta anos. O casal ainda se ama, mas não mais com a mesma intensidade. A Igreja de Éfeso amava a Deus, mas não mais como o amou um dia. O Primeiro Amor é sensível, espontâneo, apaixonado e apaixonante. Corre mais riscos. Preocupa-se mais com o outro. Lança-se completamente ao outro. É menos cínico mais companheiro. Está sempre dando sem pedir nada em troca. É belo, encanta-se com o que é simples. Guarda num corpo pequeno um coração gigante, capaz de abraçar o universo. É generoso e leal. É uma chamada à vida plena. Tudo que esse amor faz é em nome do bem-estar do ser amado.

A Igreja de Éfeso tinha se tornado mais vigorosa; menos espontânea; mais eficiente; menos natural; mais crítica menos generosa, fazia tudo direito, mas não mais movida pelo amor. Precisamos compreender que o ativismo não substitui o amor. Martin Lloyd-Jones disse que “o ativismo é um homem girando em torno de si próprio”.

A grande lição da Igreja de Éfeso é de que precisamos resgatar o Primeiro Amor. Sem ele, nos tornamos frios, idealistas rígidos, matemáticos calculistas, perfeccionistas rasos. Permanecemos cristãos, mas o que nos motiva não é mais o amor, mas os deveres. É preciso resgatar o amor a Deus, ao próximo e a si mesmo. Sem amor não há espiritualidade.

“Enquanto a obediência é a justiça em relação a Deus, o amor é a justiça em relação aos outros”. A. Plummer


Até mais...


Alan Brizotti

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Motivados em Reconciliar

MOTIVADOS EM RECONCILIAR
Paulo Júnior
De repente, se conseguíssemos terminar com a tarefa de evangelizar todo mundo, o que faríamos  em seguida?

Muitos poderiam dizer: vamos para o céu. 

Veja, porém, que a resposta está a um passo muito perto de dizermos que estamos evangelizando as pessoas para, enfim,  encerrarmos o nosso serviço e  gozarmos de férias,  irmos logo para o céu.

A igreja, em muitos momentos na História, conseguiu concluir uma tarefa, com a motivação errada, pensando em cumprir um serviço e por isso não souberam o que fazer depois da tarefa concluída. Depois de um tempo tão forte de avivamento as igrejas não sabiam o que fazer no dia seguinte e o que fizeram, na verdade, foi se dividirem. 

Jesus disse: "Eu tenho dado a minha glória à vocês, (não para que vocês possam empreender muitas coisas) mas para que vocês sejam um  e para que, assim, o mundo creia que o Pai me enviastes."

No entanto, o que ocorre é que quando Deus nos dá uma visão, uma direção, todas as nossas atenções se voltam, geralmente para a ação. A pergunta que surge geralmente é: "o que fazer?"O problema,muitas vezes, está no fato de não conferimos as nossas motivações.
Deus não está interessado na nossa ação . Não é ação da igreja que vai mudar o mundo mas sim, a motivação dela. A glória de Cristo que é compartilhada à nós para que sejamos um. 

Qual é o motivo das suas ações?

Qual a nossa motivação em fazer as coisas?

Um sábio, certa vez, foi se banhar nas águas do Rio Gandhi, para se purificar. Ao longe ele viu uma mulher nadando e observou quando ela entrou na água sem roupa. De longe ele viu aquela  imagem e por mais que ele tentasse se purificar aquela mulher não lhe saia da cabeça. Ele não resistiu e foi até ela tentar seduzi-la. Chegando perto ele percebeu que a mulher estava toda manchada de branco, ela era leprosa. 

Naquele momento a mulher se virou para ele e o home percebeu que além de leprosa ela era feia e velha. Nada do que ele estava  pensando. 

Então ele voltou pra onde estava e voltou a se purificar. Ao sair da água ele  pensou; "ainda bem que não me contaminei"

Muitas vezes é assim que temos encarado a vida. Fazemos a coisa certa pelo motivo errado. Aquele homem pecou duas vezes com aquela mulher. Se ele tivesse chegado perto dela e levado a cabo o que estava querendo, ele teria pecado menos. Ele teria pecado o pecado que ele pensou. 

Mas ele pecou de novo, primeiro quando a desejou e  depois quando a repudiou.

Em nenhum momento aquele homem estava pensando no que mais deveria lhe interessar: a outra pessoa.

Sabe por que grandes avivamentos falharam? Porque em algum momento, as pessoas pararam de pensar no outro e começaram a pensar em si mesma. Talvez elas nunca tenham parado de pensar em si mesmas, uma vez que evangelizar é uma forma, que muitos têm como a certeza de irem para o céu.

Quantas vezes não estamos usando as pessoas para viabilizar as nossas expectativas e necessidades?

O maior desafio da igreja nesses dias é amar pessoas, é  eliminar as barreiras e remover separações.

O maior desafio da igreja é viver em unidade.

A palavra de Deus diz que Aquele que esta em Cristo é uma nova criatura. Isso quer dizer que não apenas as nossas ações são novas, mas as nossas motivações. 

Será que temos aprendido com Jesus  apenas a fazer diferente ou aprendemos a fazer as coisas com razões diferentes?

Quantas vezes estamos na igreja tentando aprender a fazer algo diferente ao invés de aprender uma razão diferente para fazer as coisas

Quantas vezes ainda pensamos em nós mesmos, sendo motivados pelo nosso próprio interesse e expectativa, ao invés de entendermos o ministério de Deus dado a nós que é o de reconciliarmos as pessoas à Deus e  as pessoas , umas com as outras? 

A unção que já foi derramada sobre nós é a unção  de reconciliar, de ajuntar, de reunir. É a unção da amizade porque a inimizade já foi destruída na cruz.

Extraído de : SALTATERRAGO.COM

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Morrer por Jesus, ou VIVER por Ele?

MORRER POR JESUS OU VIVER POR ELE?

“Somente deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo, para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais num mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho.”(Filipenses 1:27)
                Hoje quero compartilhar o vídeo abaixo OneTimeBlind - How can you die for Me, para refletirmos sobre como anda nosso relacionamento com Jesus. Será que é algo apenas virtual, que funciona “por espasmos”e unicamente enquanto dura a emoção do culto de domingo, ou representa uma mudança no viver diário?
                Por mudança no viver diário entenda-se compreender e observar qual seja a vontade de Deus para nosso viver diário. Tem muita gente que sofre de dupla personalidade espiritual, fazendo de conta que é crente, mas mantendo práticas incompatíveis com a fé que professa. É nos detalhes que percebemos a diferença. Jesus disse: “Portanto, pelos seus frutos os conhecereis”(Mateus 7:20)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Quando a igreja não é IGREJA

QUANDO A IGREJA NÃO É “IGREJA”...

Caio Fábio
Igreja tem de ser coisa de gente de Deus, de gente livre, de gente sem medo, de gente que anda e vive, que deixa viver, que crê sempre no amor de Deus; e, sobretudo, é algo para gente que confia, que entrega, que não deseja controlar nada; e que sabe que não sabe, mas que sabe que Deus sabe...

Somente gente com esse espírito pode ser parte sadia de uma igreja local, por exemplo...

Entretanto, para que as pessoas sejam assim, seus pastores precisam ser assim...

Se o pastor é assim, tudo ficará assim...

Ou, então, o tal pastor não emprestará a sua vida para o que não seja vida, e, assim, bem-aventuradamente deixará tal lugar de prisão disfarçada de amor fraterno...

Em igreja há problemas... É claro... Afinal, tem gente...

Mas nenhum problema humano tem de ser um escândalo para a verdadeira igreja de gente boa de Deus.

Numa igreja de Deus ninguém tem de ser humilhado, adúlteros não têm de ser “apresentados” ao público, ladrões são ajudados a não mais roubarem, corruptos são tratados como Jesus tratou Zaqueu, e hipócritas são igualmente tratados como Jesus tratou os hipócritas; ou seja: com silêncio que passa, mas, ao mesmo tempo, não abre espaço...

Na igreja de gente boa de Deus fica quem quer e até quando deseje... E quem não estiver contente não precisa ser taxado de rebelde e nem de insubordinado... Tal pessoa é livre para discordar e sair... Sair em paz. Sem maldições e sem ameaças; aliás, pode sair sem assunto mesmo...

Na verdadeira igreja não há auditores, há amigos.
Nela também toda angústia humana é tratada em sigilo e paz.

Igreja é um problema?...
Sinceramente não acho...

Pelo menos quando a igreja é assim, de gente, para gente, liderada por gente, com o propósito de fazer de toda gente um humano maduro — então, creia: não há problemas nunca, pois, os problemas em tal caso nada mais são do que situações normais da vida, como gripe, febre ou qualquer outra coisa, que só não dá em poste de ferro...

Tudo o que aqui digo decorre de minha experiência...
Não é teoria...
Pode ser assim em todo lugar...
Mas depende de quem seja o pastor...
E mais, se o povo já estiver viciado demais nem sempre tem jeito...

Entretanto, se alguém decide começar algo do zero, então, saiba: caso você seja gente boa de Deus, e que trate todos como gostaria de ser tratado, não haverá nada que não seja normal, pois, até as maiores anormalidades são normais quando a mente do Evangelho em nós descomplicou a vida.

Pense nisso!...

Nele,

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

ALERTA GERAL

ALERTA GERAL



“O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão. Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade, Aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão? Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça. Por isso, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz. E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição. Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza; Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.” (2Pedro 3:9 a 18)
Dálton Curvello
                Em minha carreira de bancário, tive oportunidade de participar de inúmeros treinamentos, na realidade, durante meu tempo de gerente de banco, participei de todos os existentes no Banco do Brasil. Quando de um M.B.A. realizado na UFMG/BH, tivemos um módulo que tratava de leitura de cenário. Nesse treinamento, aprendemos a analisar os diversos acontecimentos ao longo do tempo, de maneira a interpretar o cenário que se desenhava para o futuro. Bastante interessante, e que tem sido muito útil, mesmo já tendo passado quase quinze anos.

                Observando os acontecimentos dos últimos meses, fatos, notícias, repercussões, chego cada vez mais à conclusão de que Deus está movendo algo grandioso e que a cada dia está mais próximo.

É fato que a cada dia vemos mais mensagens na blogosfera denunciando os falsos pastores e suas maracutaias para se perpetuar no comando de “suas” igrejas-empresa. Inúmeras postagens tratam dos efeitos nocivos dos vendilhões da fé para os cristãos incautos, ou mesmo para os pseudo-cristãos, que aceitam vender-se tal qual o MICA e o LEVITA citado em Juízes 17. São aqueles freqüentadores de igrejas sabidamente heréticas, com fins meramente lucrativos aos seus proprietários, mas que ali permanecem por comodismo ou mesmo por que o pastor, ao receber suas polpudas ofertas os abençoa, como o faziam os profetas nos dias pré-destruição de Jerusalém.


Como está escrito em 2Timóteo2:15: “Pois vai chegar o tempo em que as pessoas não vão dar atenção ao verdadeiro ensinamento, mas seguirão os seus próprios desejos. E arranjarão para si mesmas uma porção de mestres, que vão dizer a elas o que elas querem ouvir.”

Na revista Istoé desta semana trás em sua matéria de capa, a manchete: O NOVO ASTRO DA FÉ, retratando a trajetória do Valdemiro Santiago, ex-IURD, que fez um CTRL-C/CTRL-V e criou a IMPD, fenômeno de crescimento no Brasil. Triste? O pior, a meu ver, é um pequeno detalhe na matéria, quer apresenta o segmento evangélico com conotação negativa, afirmando ainda que atualmente já foi detectado o fenômeno de migração de membros entre as igrejas evangélicas, fato que vem sendo explorado pelos vendilhões da fé de plantão.

Daí que, nesta leitura de cenário, eu fico na expectativa de que Deus está se movendo, expondo cada dia mais esses acontecimentos, cada dia mais os verdadeiros profetas de Deus para esta geração atual, como o GENIZAH, o HERMES FERNANDES, o RENATO VARGENS, e tantos outros fazem seus alertas, pois o dia do acerto de contas celestial está ficando próximo. Para nós, resta seguir a orientação de Paulo a Timóteo: Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza; Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.

RESUMINDO: LEIA A BÍBLIA meu irmão! Ela é o antídoto que vai te vacinar contra as investidas criminosas dos vendilhões da fé.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Você já Leu a Bíblia Hoje?

“E voltaram os setenta com alegria, dizendo: Senhor, pelo teu nome, até os demônios se nos sujeitam. E disse-lhes: Eu via Satanás, como raio, cair do céu.” (Lucas 10:17 e 18)

HERÓIS DE BARRO

HERÓIS DE BARRO


Carlos Moreira

É, talvez eu seja simplesmente como um sapato velho, mas ainda sirvo se você quiser, basta você me calçar que eu aqueço o frio dos seus pés”. Sapato Velho - Roupa Nova.


Não sei você, mas eu sempre tive a tendência de olhar para os homens e mulheres de Deus nas Escrituras como heróis. Cada vez que lia suas histórias minha lista de Hebreus 11 aumentava. Aqui e ali, ia adicionando nomes ao meu “rol dos fantásticos”.

Lembro que, desde sempre, mensurei a questão de forma simples: herói tem de ser herói mesmo! Gente resignada, obstinada, focada em um propósito existencial. Gente de envergadura, de caráter, que estivesse disposta a gastar a vida em prol de uma causa, de sofrer pela pureza de sua fé, de servir a todo custo, de soerguer-se das quedas, de perseverar nas situações mais dramáticas. Herói, para mim, tinha de ser de aço: firme, forte, inquebrável!

Mas os anos se passaram... E já se foram 28 desde que conheci a Jesus. Neste tempo acabei entendendo que heróis de aço são, no fundo, homens de barro. Sim amigos, heróis também cansam e caem, mesmo que não queiramos acreditar nisso. Heróis que nunca perdem só existem nas histórias em quadrinhos...

Cazuza, já no fim da vida, talvez alquebrado pelas dores da doença que o vitimou, consciente das banalidades da vida, da futilidade dos dias, da mesmice dos tempos, do vazio da alma, colocou em sua poesia urbana a frase “meus heróis morreram de overdose”. Os meus, é certo, disto não morreram, sobretudo porque suas causas eram outras. Mas, como a velha roda de moinho que se desfaz junto ao poço, também se esfarelaram pelos córregos da vida, deixando o pó das perdas e dores se diluir na pequena corrente de água que vai, como a existência humana, rio abaixo.

Hoje, depois que entendi que “as marcas marcam mais do que os marcos”, comecei a olhar para os meus heróis com um olhar mais pragmático, mas não menos misericordioso. Noé, meu irmão na fé, ficou tão embriagado a ponto de tirar a roupa e dançar nu; Moisés, olhando para o poder bélico do Egito, sugeriu que Deus escolhesse outro “otário” para libertar o Seu povo; Abraão, o pai da fé, com medo de morrer, mentiu ao Faraó dizendo que Sara, sua mulher, era sua irmã; Jacó roubou o irmão e, achando pouco, enganou o pai que estava cego; Sansão, o juiz de Israel, se enrabichou por uma meretriz que lhe roubou, não só o coração, mas também a vida; Gideão era covarde; Eli não soube criar os filhos; Saul vivia remoído pela inveja; Davi, depois de adulterar com a mulher de seu general, mandou traiçoeiramente matá-lo; Jó quis justificar-se diante de Deus como alguém inculpe; Jeremias sofria de baixa auto-estima e vivia amargurado; Elias, com medo de Jezebel, fugiu para o deserto, entrou numa caverna e deprimiu-se; Jonas torcia para que a cidade de Nínive fosse detonada. Não tenho dúvidas: pareciam homens de aço mas, no fundo, eram apenas heróis de barro!

Se sairmos do Velho Testamento e avançarmos pelo panteão de “ícones” do Novo a coisa não muda em nada. Tiago e João queriam dizimar com fogo a aldeia dos indefesos samaritanos; Judas, frustrado com o Senhor, vendeu-o por 30 moedas de prata e suicidou-se; Pedro, na hora do aperto, negou a Jesus, mesmo dizendo que por Ele morreria e Tomé, para completar o grupo dos “maravilhosos” discípulos de Cristo, duvidou de Sua ressurreição.

Para não ser cansativo, abreviei a lista dos “notáveis”... Deixei de fora, contudo, um homem que sempre me chamou a atenção na sua fraqueza: Paulo. Sim, o grande apóstolo, ao final de seus dias era apenas “Paulo, o velho”.

Lendo suas epístolas você verá que o ímpeto e o arrojo dos primeiros dias já não existiam no final. Saulo de Tarso, que sempre fora voluntarioso e prepotente, agora vivia em fraqueza. Sim, estou falando de Paulo, eu sei, com todas as cores que lhe são inerentes, com seus acertos e erros, com suas virtudes e defeitos. Um herói de aço frágil como o barro!

O “apóstolo dos gentios”, preso numa cela fria, privado do convívio da igreja, longe daqueles a quem amava, era apenas um vaso de barro, quebrado pela dureza dos dias, moído pela longevidade do tempo. O homem que parecia ser incansável nos seus propósitos, por fim, sentiu-se só. Afirmou: “todos me abandonaram”. Estava cansado, abatido, talvez com medo. Sentia-se, quem sabe, como um “sapato velho”, que ainda podia ser útil se fosse "calçado", mas, aquela altura, quem o desejaria "calçar"?

“A Igreja é o único exército que mata os seus feridos”. Caio Fábio. Os fracassos dos homens e mulheres de Deus não os desqualificam nem os tornam menores, pelo contrário, para mim, eles crescem ainda mais, sobretudo porque se tornam humanos, seres de barro, não de aço!

Por isso, continue seguindo, não deixe de lutar, “pelas armas da justiça, quer ofensivas, quer defensivas; por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama, como enganadores e sendo verdadeiros; como desconhecidos e, entretanto, bem conhecidos; como se estivéssemos morrendo e, contudo, eis que vivemos; como castigados, porém não mortos; entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo”.

Por que escrevi isto hoje? Não sei... Talvez porque esteja cansado, desiludido, e me sentindo só... A semana que passou foi muito difícil e toda segunda feira, diferentemente do que você talvez imagine, eu penso em parar. Sei que não sou um herói da fé. Talvez jamais seja. Não tenho estirpe para ser alçado a este platô. Mas, para um pequeníssimo grupo de irmãos e irmãs eu sou pastor. Sei que eles me amam e que esperam de mim uma postura compatível com o “cargo”. Mas sei também que, não raras vezes, não sou, nem de longe, o que eles precisariam que eu fosse. Não dá! Não consigo! Cansei de tentar ser de aço. No fundo, gostaria apenas de ser de barro, pois barro gente, se quebra mesmo...
Fonte:  Genizah e Nova Cristandade

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