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“Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia; porque tu ouviste, naquele dia, que estavam ali os anaquins, bem como cidades grandes e fortificadas. Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como ele disse.”(Josué 14:12)

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terça-feira, 15 de março de 2011

DEUS, O HOMEM E A MÁQUINA


DEUS, O HOMEM E A MÁQUINA

  
“O Reino de Deus é semelhante a um homem que lança a semente sobre a terra… a terra por si própria produz o grão…” Marcos 4

José Humberto N. Júnior 
O Reino de Deus é para ser vivido. Ele foi feito para ser conhecido, experimentado. 

O Reino não é como uma fábula ou um conto de fadas, que sempre nos é contado com toda a seriedade do mundo quando somos pequenos, mas depois que crescemos vemos que era pura enganação – só pra nos entreter. Ele também não se assemelha à cabeça de bacalhau – todos sabem que existe, mas nunca ninguém vê. Estou falando de um Reino que é real, apesar de suas bases serem invisíveis. Estou falando de um Reino que se expressa, que se mostra visível, que diz à quê veio.

Um Reino eficiente, eficaz, que funciona. Tem como ponto de partida a fé. A fé de um agricultor, de um trabalhador. De alguém que se submete, ainda que forçadamente, aos processos inerentes de crescimento de uma planta. Depois de lançada a semente não há o que fazer. Nessa fase, o que a semente mais precisa – além das condições favoráveis – é de tempo. Tempo para passar pelos processos necessários. Não os desejáveis, mas os necessários.

Temos entendido o Reino de Deus como uma máquina, um processo fabril, onde o que importa é o produto. Queremos que os processos se automatizem, sejam repetitivos, previsíveis e principalmente rápidos. Somos ávidos pelos resultados. Os processos? Eles pouco nos importam. O que interessa é pegar a matéria-prima e fazer dela um belo produto, com boa aparência, e que venda.

Nada de fábrica. É como a agricultura, querido. A chuva nem sempre vem na hora que estamos esperando, assim também o sol. Também não sabemos a data exata do nascimento da semente, nem da colheita. Dependerá dos processos... Não há regras, apenas uma palavra empenhada e um princípio estabelecido: “a terra por si própria produz o grão”. Tenho entendido que o Reino do nosso Deus não tem receita, não tem regras, mas princípios. A “receita” é trabalhar e esperar, trabalhar e esperar. Qualquer coisa além disso é devaneio, expectativa, chute.

Creio que o maior desafio dos cristãos hoje é viver o Reino de Deus no sentido de experimentá-lo, conhecê-lo vivendo-o hoje. Ao invés de nos submetermos ao tempo de Deus – como o agricultor se submete – queremos que o tempo se submeta a nós, na velocidade e na previsibilidade de uma máquina.

Na era do fast-food e da produção em série, que o Pai nos dê um coração de agricultor.

“É chegado a vós o Reino de Deus” Lucas 10

Nele, que nos fez semeadores para que vivamos o Reino,
Júnior

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