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“Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia; porque tu ouviste, naquele dia, que estavam ali os anaquins, bem como cidades grandes e fortificadas. Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como ele disse.”(Josué 14:12)

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terça-feira, 17 de maio de 2011

O DEMOLIDOR DE GIGANTES

O DEMOLIDOR DE GIGANTES



Josué 14-11 e 12 “Estou forte ainda hoje como no dia em que Moisés me enviou; qual era minha força naquele dia, tal ainda agora para o combate, tanto para sair a ele como para voltar. Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia, pois naquele dia, ouviste que lá estavam os Anaquins e grandes e fortes cidades; o Senhor, porventura, será comigo, para os desapossar, como prometeu”.


Dálton Curvello
Depois de passar quarenta anos pelo deserto, sempre mantendo firme a sua fé, e integridade em meio à multidão incrédula e rebelde, Calebe, se mantendo fiel quando o povo murmurava (Números 21), não se contaminou com os Midianitas (Números 25), resistindo à artimanha de Balaque e Balaão. Ao final dessa longa jornada, Calebe passa o Jordão, com os filhos daquela geração que um dia quase o apedrejou por acreditar na conquista da terra pelo poder de Deus. Passam então a conquistar o território de Canaã, acumulando vitórias, presenciaram derrota, sofrendo julgamento de Deus no caso de Acã (Josué 7), Calebe participou ainda do maior dia que já existiu, quando Josué orou para que o sol se detivesse por quase um dia inteiro (Josué 10-12), e lutando bravamente junto ao exército de Israel, lá estava o octogenário Calebe, com a mesma força de sua mocidade. Não posso deixar de lembrar o texto de Isaías 40-30 e 31: Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os moços certamente cairão; Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão”.

Depois de aproximadamente cinco anos, diz a Bíblia que “a terra repousou da guerra” (Josué 11-23). Foi quando chegaram os filhos de Judá para reivindicarem a possessão de sua herança, e lá estava Calebe, o filho de Jefoné, da tribo de Judá entre eles.

Calebe, então, lembrou a Josué a promessa de Deus de que lhe daria a terra que ele espiara, em herança perpétua a ele e seus descendentes. E esse varão, aos oitenta e cinco anos de vida solicitou exatamente o monte Hebrom, onde morava ninguém menos que os gigantes filhos de Anaque.

Sinceramente, nem “Chuck Norris”, o famoso herói dos filmes de aventura, a quem atribuem frases como “Chuck Norris não toma mel, ele mastiga a abelha”, nem ele demonstraria tamanha coragem e ousadia. Mas Calebe parece reviver os dias de sua primeira visita àquela terra, e, olhando os gigantes de cima para baixo, declarando que “Deus será comigo para os desapossar, se lança nessa empreitada e o resultado está lá em Josué 15-14: ”Dali expulsou Calebe os três filhos de Anaque: Sesai, Aimã e Talmai, gerados de Anaque. Ele conquistou a terra, cumprindo em sua vida a promessa de Deus pela qual ele esperou e confiou por quarenta e cinco anos, até ver se tornar realidade. Não é por menos que o texto Bíblico diz de Calebe que ele foi abençoado “visto que perseverara em seguir o Senhor, Deus de Israel.” (Josué 14-14).

Como eu admiro a história de Calebe! Quanto podemos aprender com esse personagem quase mitológico, que seguiu a Deus completamente, sem ressalvas, seja passando pelo deserto, seja enfrentando gigantes; seja realizando seus projetos agora ou somente daqui a quarenta e cinco anos! Ó Deus, dá-me desse mesmo espírito, ensina-me cada dia mais a compreender e aceitar a Sua vontade, ousadia para cumprir apenas o Seu propósito, mesmo enfrentando vergonha, julgamentos de pessoas que compõem a massa, a multidão que apedreja e não consegue discernir as coisas do alto! Como você tem reagido aos gigantes em sua vida? Em que nível está sua entrega a DEUS?  Volto a repetir: Você está entre a maioria, seguindo a onda do momento, exercendo uma fé movida por espasmos, onde ora está adorando a Deus como se sua entrega fosse total, e no momento seguinte está negando sua fé com as atitudes, fugindo dos gigantes e declarando ter saudades do Egito? 

Calebe não se deixava influenciar pela maioria, antes, ele buscava através de sua comunhão com Deus, conhecer e fazer a vontade Dele, submetendo a Deus seus projetos, anseios, sonhos. Se iam apedrejá-lo por declarar que Deus poderia lhes entregar aquela terra, por escancarar a falta de fé e compromisso com Deus de seus contemporâneos, que fosse. Nada o fazia mudar sua visão de Deus. E foi graças a essa visão que ele pôde concretizar os sonhos (dele, ou de Deus?) para a sua vida, sendo demolidor de gigantes, conquistador e desbravador da terra prometida, garantindo a herança para sua descendência. Aos oitenta e cinco anos de idade, ele não esperou apenas que Deus lhe entregasse numa bandeja a terra que lhe havia prometido.

Calebe sabia que na promessa de Deus estava embutida a sua participação no processo. Deus não é deus de preguiçosos. Tenho visto nos dias atuais irmãos, crentes, que oram a Deus praticamente dando-lhe ordens, citando promessas bíblicas e exigindo de Deus que mova céus e terra em seu favor, como se Deus fosse o seu gênio da lâmpada, invertendo os papéis e colocando Deus como seu servo, quando na realidade é o contrário. Existem muitas promessas na Bíblia e que são para nós, ainda hoje? Claro que sim. Mas essas promessas são pela infinita Graça de Deus, e não por merecimento próprio. Precisamos estar cientes de nosso devido lugar nessa relação com Deus, assim como Calebe, que mesmo após quarenta e cinco anos de espera, em meio a inúmeras provações, perseverou em seguir a Deus, fez a sua parte, batalhando contra os gigantes e recebendo a vitória que Deus já tinha reservado para ele e sua descendência. A última coisa que vemos em Calebe é sua marcha montanha acima, aos oitenta e cinco anos, arregaçando as mangas a fim de liquidar os gigantes”, comenta Charles Swindoll no livro “Como Viver Acima da Mediocridade”, pág. 99.

Eu li certa vez que há algum tempo publicou-se um anúncio de página inteira, intitulado: “O que importa é o que você faz, não quando o faz”. A mensagem continha uma relação de pessoas semelhantes a águias que alçaram vôo em diferentes idades:

  • Golda Meir tinha 71 anos quando se tornou Primeira Ministra de Israel.

  • William Pitt II tinha 24 anos quando se tornou Primeiro Ministro da Inglaterra.

  • George Bernard Shaw tinha 94 anos quando uma de suas peças foi encenada pela primeira vez perante o público.

  • Mozart tinha sete anos quando sua primeira composição foi publicada.

  • Que tal? Benjamin Franklin era colunista de jornal aos 16 anos e aos 81 ajudou a formular a Constituição dos Estados Unidos.

“Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios.” (Salmos 90:12)

(Texto extraído do capítulo 4 de meu livro “Calebe-O demolidor de gigantes”), que você encontra nas livrarias Primícias, em Goiânia ou diretamente no site.

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