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“Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia; porque tu ouviste, naquele dia, que estavam ali os anaquins, bem como cidades grandes e fortificadas. Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como ele disse.”(Josué 14:12)

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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Pare e pense

Atende ao meu clamor; porque estou muito abatido. Livra-me dos meus perseguidores; porque são mais fortes do que eu.(Salmos 142:6)


OS QUE NOS PERSEGUEM

José Humberto Júnior
À medida em que vamos amadurecendo na fé e caminhando com Jesus, percebemos que o nosso principal desafio como cristãos não é a compreensão da forma de agir de Deus, nem o discernimento de como funciona o mundo espiritual. Logo que os nossos olhos espirituais são abertos, compreendemos o amor de Deus, a sua misericórdia, a sua graça. Entendemos facilmente também que existe um inimigo, na espreita, louco para achar uma brecha e detonar com a nossa vida. 

O maior desafio do cristão diz respeito às pessoas, a forma como nós nos relacionamos com elas, aos desgastes, aos conflitos, aos confrontos. Não é para menos. É exatamente nesse ponto que toda a nossa pregação é colocada a prova, o nosso discurso de ser cristão é testado e a nossa alma é confrontada com a necessidade de se viver uma realidade espiritual voltada para as pessoas. Esse é o momento da coerência e, não se engane, é através dela que conseguiremos conquistar autoridade. Por meio de uma vida coerente é que as pessoas passarão a ouvir o que nós temos a dizer. O seu nível de influência começa a aumentar porque os outros veem que o que você fala, funciona.

No dia-dia ouvimos muita gente dizer que "o problema do meu negócio são as pessoas". Dizemos isso, para não dizer que, a nossa vontade é eliminar todo mundo e trabalhar sozinhos. Só não fazemos isso porque não damos conta de tocar tudo sozinho. Assim, as pessoas passam a ser vistas como "um mal necessário".  Mas nos esquecemos que na verdade, o foco de Deus são as pessoas e não o negócio. É difícil para nós convivermos com aqueles que nos dão trabalho, que são complicados, que nos perseguem. E muitas vezes é uma perseguição que não se dá no sentido literal da palavra. Ela não se mostra às caras, mas veladamente através de ciúmes, inveja, suspeição do mal e dúvidas dos outros em relação ao nosso coração.

É difícil convivermos com essas pessoas e o senso comum diz que a melhor receita para isso é mantermos distância - a geográfica e a relacional. Mas quando lembramos da nossa verdadeira e absoluta identidade, sabemos que não é assim. O fato de sermos cristãos, significa que o compromisso que fizemos com Cristo deve, inegavelmente, se traduzir em um compromisso com as pessoas. É tomar sobre nós a vida de Dele e ser como ele foi. E nesse ponto, o mestre tem o que nos ensinar.

Jesus esteve durante todo o tempo do seu ministério com um homem que o perseguia, e que o entregaria, com um beijo. Ele era seu discípulo, amigo, companheiro de jornada. Não foi Judas que escolheu caminhar com Jesus. Foi o mestre que decidiu e escolheu caminhar ao lado do seu "inimigo". Jesus não suspeitava da maldade de Judas, ele tinha certeza. Ela não contava com uma possibilidade do Iscariotes "pisar na bola", já era certo. Foi esse homem que o mestre levou para a mesa junto com ele. Foi Judas o homem com quem Jesus repartiu o pão. Assim como fez com os outros discípulos, Cristo trouxe o traidor para a mesa do amor e repartiu com ele a sua intimidade. E a última palavra de Jesus a esse homem é "Amigo, a que vieste?" Do lado de Jesus a corda não roeu. Pelo outro lado é que roeu. Até o derradeiro momento Jesus amou Judas e não desistiu dele porque isso representava um compromisso, não uma conveniência.

Por muito menos do que tudo isso que Jesus passou, afastamos as pessoas de nós, basta elas nos incomodarem um pouco. Quando há uma mínima suspeita sobre a conduta de alguém, isso já é suficiente para nos distanciarmos delas. Essas pessoas não precisam da nossa distância, da nossa frieza, mas necessitam desesperadamente de ver em alguém a revelação, a expressão e a misericórdia do amor de Deus. A única esperança para o mundo é experimentar uma porção desse amor. "Pague o mal com o bem".

Creio cada dia mais que, o nosso esforço não deve ser o de evitar pessoas e situações desegradáveis na nossa vida, mas sim, aprendermos a conviver e administrar essas situações e pessoas, quando elas aparecerem na nossa vida. Não devemos ficar reféns daquilo que pode nos prejudicar e tentar evitar a todo custo que essas coisas não aconteçam. Até porque em um determinado momento elas irão acontecer. E aí o que vai fazer toda diferença é se você estará preparado para lidar com as condições adversas.

Guarde o seu coração em relação a isso. Seja forte como um touro para enfrentar as adversidades, mas também simples e ingênuo como uma pomba para viver uma vida livre.

No amor daquele que não prometeu um mar de rosas, mas vitória,

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