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“Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia; porque tu ouviste, naquele dia, que estavam ali os anaquins, bem como cidades grandes e fortificadas. Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como ele disse.”(Josué 14:12)

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Daví, suas aflições e DEUS

Davi, suas aflições e Deus
 
“[Masquil de Davi; oração que fez quando estava na caverna] Com a minha voz clamei ao SENHOR; com a minha voz supliquei ao SENHOR. Derramei a minha queixa perante a sua face; expus-lhe a minha angústia. Quando o meu espírito estava angustiado em mim, então conheceste a minha vereda. No caminho em que eu andava, esconderam-me um laço. Olhei para a minha direita, e vi; mas não havia quem me conhecesse. Refúgio me faltou; ninguém cuidou da minha alma. A ti, ó SENHOR, clamei; eu disse: Tu és o meu refúgio, e a minha porção na terra dos viventes. Atende ao meu clamor; porque estou muito abatido. Livra-me dos meus perseguidores; porque são mais fortes do que eu. Tira a minha alma da prisão, para que louve o teu nome; os justos me rodearão, pois me fizeste bem.”(Salmos 142)

José Humberto Júnior
Meditei ontem no salmo 142, de Davi.
Ele não estava apenas ansioso ou angustiado, mas apavorado. Segundo as suas próprias palavras: "...estou muito abatido" e ainda "refúgio me faltou; ninguém cuidou da minha alma".

Davi foi um homem segundo o coração de Deus, a bíblia diz isso. Quando ouvimos ou lemos essa afirmação, temos a sensação que Davi foi um homem que cometeu menos erros do que os outros, ou que ainda, os seus pecados foram menos graves do que os nossos. Há uma linha de pensamento que nos leva a concluir que os homens mais próximos, mais chegados de Deus foram aqueles que conseguiram seguir o maior número de regras e cometeram menos erros. A vida de Davi serve para colocarmos à prova essa maneira de pensar. Quando conhecemos a história do maior rei que Israel já teve, percebemos que erros não faltaram, tampouco fraquezas e medos, pecados também não.

Então começamos entender que a medida da santidade não é feita pelos nossos erros nem pelos nossos acertos, mas por um coração quebrantado e sensível a Deus. Davi foi um homem conhecido por suas muitas vitórias, mas também por alguém que não escondia suas fraquezas, nem seus temores. As suas músicas falavam das mais íntimas crises e angústias do seu coração. Apesar de toda a eficácia de Davi e de todo o trabalho bem-feito, ele não apresentava conta alguma para Deus. Não é isso que conta para o nosso Pai.

No nossos erros, a misericórdia do Senhor vem sobre nós e então nos arrependemos, confessamos e endireitamos os nossos caminhos. Por isso Davi era um homem irrepreensível, que tinha o coração segundo o que Deus queria. Ele sabia que a sua relação com Deus não estava firmada nos seus erros nem nos seus acertos - se assim fosse, estaria  frito - mas no amor incondicional do Pai em relação a ele. Por causa disso, Davi também amava ao Senhor de uma forma muito intensa.

Acima de toda falha - e de tudo que acertamos - está a misericórdia e a graça do Pai em nosso favor. Não é o nosso currículo, a nossa experiência, que estabelece a relação com Deus, mas é sempre termos um coração quebrantado e que não resiste à Sua presença. Davi sabia que não valia muita coisa. Um homem com falhas, com erros, mas com uma convicção inabalável de que não havia outra saída para sua vida a não ser se apegar ao amor do nosso Deus.

Naquele que quer nos ver "fracos" para então sermos fortes,
Júnior

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