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“Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia; porque tu ouviste, naquele dia, que estavam ali os anaquins, bem como cidades grandes e fortificadas. Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como ele disse.”(Josué 14:12)

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domingo, 10 de abril de 2011

A HISTÓRIA DE JORGE

A história de Jorge

Dálton Curvello
Jorge havia chegado há alguns dias do norte, e visitava aquela igreja, por convite de seu sogro. Na primeira vez, teve dificuldades em achar a igreja, pois tinha um muro alto, e portão fechado. Achou estranho, mas ao final do culto, o pastor lhe explicou que era por motivo de segurança, assim os carros dos fiéis ficavam seguros no estacionamento privativo, e havia até um segurança na entrada do portão!
                Era uma igreja normal, dessas do tipo neo-pentecostais, com nome diferente. Algo que falava de sua vocação para as Nações, pensava Jorge, que aos poucos foi se ambientando naquele lugar e passou a ser membro.

                Como era recém chegado de outra região, Jorge estranhava muitas coisas naquela igreja, pois estava acostumado com a rotina de uma Assembléia de Deus, com cultos avivados, sempre muitos visitantes, conversões, discipulado, etc. O pastor explicou que o foco daquela igreja era o “relacionamento”, era a “família”. E assim Jorge foi se integrando naquela comunidade, ele e sua família.

                Após algum tempo, notou que seus dois filhos pequenos passaram a não querer mais ir naquela igreja, e sempre que se arrumavam para sair, imploravam para ir em outro lugar. Jorge em princípio tomou aquilo como uma “seta do inimigo”, orando por seus filhos e forçando-os a ir. Afinal, aquela igreja era tão bem equipada, com sala e culto especial para as crianças, com confraternizações sempre muito bem montadas e servidas por um bifê conceituado, ele nem entendia porquê muitos irmãos da igreja deixavam de ir em algumas daquelas ocasiões festivas.

                Mas a história do Jorge estava para mudar. Naquele culto de domingo, seu sogro (que já estava desconfiado que havia algo errado) saiu durante o culto para conferir as crianças. Para sua surpresa, se deparou com o neto do pastor da igreja praticandobullying  contra seu neto. Numa cena grotesca, esse avô ainda percebeu que o pai do menino (que por sinal nunca assistia aos cultos, mas permanecia pelos corredores em conversas com amigos) assistia a tudo sem nada fazer, pelo contrário, até achava graça em tudo. Num ato de revolta, ele segurou firme nos braços do garoto malvado, chamando-lhe a atenção e falando até alguns palavrões, indo socorrer seu neto, que depois daquele dia nunca mais voltou naquela igreja.

                Jorge, afinal teve que procurar outra congregação para freqüentar com sua família, passando a visitar uma Assembléia de Deus. Logo de cara já percebeu uma unção verdadeira, um ambiente de liberdade, igualdade entre as pessoas. Jorge pensava: Como não percebi antes? O que havia naquele lugar para me deixar tão cego? Agora ele estava num ambiente em que o centro não era o pastor, mas sim DEUS. Um ambiente em que o importante não era apenas fazer festinhas de confraternização patrocinadas pelo caixa da igreja, mas investir seriamente em ganhar almas para Cristo! Percebeu que o pastor ali não era um imperador absoluto, mas que prestava contas de tudo a um conselho de pastores, que compartilhavam o governo da congregação.

                Mas o que acabou marcando mais, chamando a atenção do Jorge, foi um detalhe: Esta nova igreja não tinha muros nem portão alto, muito menos segurança na porta. Havia sim, uma grande e colorida placa convidando todos para os cultos, o grupo de jovens estava constantemente visitando os moradores das proximidades, convidando-os para os cultos.

                Como é a igreja que você tem freqüentado? É daquelas que se esconde atrás de um muro bem alto, com portão fechado e segurança? Ou pratica o verdadeiro evangelho do Senhor Jesus, abolindo muros altos, expondo-se totalmente para a sociedade, cumprindo o “ide”tão propalado? Cuidado meu irmão, tem muito ambiente que é um mero clube de serviço se fazendo passar por igreja. Analise, compare. E lembre-se: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.”(Atos 1:8) Jesus falou que deveríamos ser suas testemunhas, tanto em Jerusalém (sua localidade, comunidade, sua vizinhança) como em toda a Judéia (a próxima fronteira) e Samaria (Outro estado da federação), e até (Esse até indica que acontece na sequência, após os outros dois, concorda?) aos confins da terra. A história de Jorge é uma ficção, mas está muito próxima da realidade de muitas "igrejas"...

Nota: Há poucos dias reencontrei esse irmão, que distribuía folhetos evangelísticos junto com dezenas de outros irmãos daquela igreja. Seu semblante demonstrava que havia reencontrado a Igreja e a alegria de servir a Deus. E me refiro a Igreja, não aquela designada por placas ou cercadas por altos muros e até câmeras de segurança, mas sim a verdadeira Igreja do Senhor, a invisível e que é composta por irmãos de várias denominações... 

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