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“Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia; porque tu ouviste, naquele dia, que estavam ali os anaquins, bem como cidades grandes e fortificadas. Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como ele disse.”(Josué 14:12)

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quinta-feira, 5 de maio de 2011

A MORTE DE UM TERRORISTA

A MORTE DE UM TERRORISTA

“Portanto, eu vos julgarei, cada um conforme os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor DEUS. Tornai-vos, e convertei-vos de todas as vossas transgressões, e a iniqüidade não vos servirá de tropeço. Lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes, e fazei-vos um coração novo e um espírito novo; pois, por que razão morreríeis, ó casa de Israel? Porque não tenho prazer na morte do que morre, diz o Senhor DEUS; convertei-vos, pois, e vivei.”(Ezequiel 18:30 a 32)
Dálton Curvello
Estive meditando sobre os acontecimentos dos últimos dias, e as reações que pipocaram por todo o mundo, inclusive no meio evangélico.

Concordo que a presença malévola do terrorista Bin Laden comprometia a segurança do mundo, em sua luta “Santa” por um islamismo que se mata matando outros. Tenho dificuldades de entender uma religião que ordena a morte de outros em nome do seu deus.

Brasileiro é tão engraçado, que já tem até piada correndo na internet sobre o assunto. Uma delas diz que foi cômico ver a cara do Bin Laden chegando do outro lado, encontrando as 72 virgens e descobrindo que lá não tem sexo.

Mas o assunto é bem mais sério do que isso, e lembrei-me do texto de Ezequiel, capítulo dezoito, em que Deus conclui com a frase de nossa meditação de hoje: “Porque não tenho prazer na morte do que morre, diz o Senhor DEUS”. É isso mesmo. O cara pode ser o pior cidadão desse mundo miserável e corrupto, mas é uma criatura de Deus, e Ele afirma que não tem prazer naquela morte.

Mas nós temos!... Triste realidade constatar mais uma vez que até mesmo os cristãos, principalmente os evangélicos, bateram palmas para a eliminação sumária da ameaça Bin Laden. Creio que isso se dá por causa de nossa escala de valores completamente entortada, em que atribuímos peso para diversos tipos de pecado.

Será que o pecado desse cara é menor do que o daqueles que corrompem menores para vender drogas em favelas pelo Brasil? Ou será diferente do pecado de quem adultera um documento para obter benefício ilegal? Ou ainda será o por ser responsável pela morte de mais de três mil pessoas no onze de setembro ele será mais pecador do que tantos políticos Brasileiros que levam a morte a milhares de crianças, jovens e idosos, roubando recursos, desviando dinheiro do povo em mensalões, esquemas e tantas maracutaias?

A conclusão é que realmente, como diz a Bíblia: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” (Jeremias 17:9)

Para Deus, terroristas somos todos nós, mesmo aquele se “se acha”o mais santo da terra, é miserável, pobre, cego e nu diante de Deus, e todos iríamos para o mesmo inferno que acreditamos ser o destino dos caras “malvados”, se não fosse a maravilhosa Graça de Deus, concedendo salvação através de Cristo Jesus. Entenda isso de uma vez, ok?

Para finalizar, quero compartilhar a mensagem abaixo, de autoria do Rubinho Pirola e extraída do seu blog. Creio ser a mensagem mais corente sobre o assunto desses últimos dias, e nos leva a uma profunda reflexão sobre esse tema. Leia e reflita:

Rubinho Pirola: A justiça que se propôs e a que se promove

Rubinho Pirola

Fiquei surpreso e surpreendemente frio com a notícia do abatimento de Bin Laden.

Para dizer a verdade, não fiquei feliz ou triste. Só surpreso - como aliás meio planeta (talvez o outro nem saiba que o sujeito existia).

Réu confesso de atrocidades por esse mundão, das torres gêmeas do World Trade Center à ataques bombistas no Afeganistão, no Iraque, e em tantos lugares, o criminoso teve o que mereceu, podemos pensar.

Sim. Era questão de tempo a mais poderosa nação do planeta colocar-lhe as mãos e, fazer justiça.

E o que é mesmo isso que chamamos justiça? Equidade? Equilíbrio? Será mesmo que conseguimos estabelecer justiça equilibrando a balança pondo-se peso nas pontas? E assim, voltarmos a nos relacionar em igualdade de condições?

Um ato contra o direito pendendo o braço do aparelho, um outro, em nome desse direito desrespeitado e punitivo no outro.

Matou-se o matador e já está. Vingamos a morte de milhares de inocentes das atrocidades de um grupo que usa o nome de Deus, ou de uma divindade que nos assusta e, zerou-se a conta. Será?

Sem querer ser, mas assumindo o perigo, desde já arrisco um raciocínio inocentemente simples e, por isso mesmo, passível de parecer simplista, me pergunto: O que teria acontecido se os Estados Unidos da America tivessem após o 11 de Setembro, gritado em alto e bom som: "Muito bem. Doeu muito. Ainda doerá. Mas diante de todos e, de Deus, esse, a quem não conseguimos atribuir barbáries, nós os perdoamos!"?

Se é na base das comparações, essas que nos atormentam e nos fazem perguntar: Porque matam em nome de Deus? Como é que se atrevem a dizimar crianças, mulheres - muitas grávidas - profissionais do socorro, médicos, funcionários que nem sabem onde é que fica a Palestina ou Kabul? Como podemos nós, dizendo-nos seguidores de outra filosofia, de outro Deus, esse, civilizado, ocidentalizado respeitador dos direitos humanos e da vida humana, pudemos atacar países inteiros, trucidar pessoas (muitas, igualmente inocentes), promovermos prisões, torturarmos e matarmos em nome da justiça?

Perdoem-me os que acham que estou defendendo o terrorista mais famoso do planeta. Só estou perguntando o que o Deus (esse, do ocidente!) faria, uma vez que Ele nos ensinou a perdoar?

Quando olho para o que estamos construindo, só posso lamentar o que parece ser uma tremenda confusão, com base no que Cristo nos ensinou. Por Ele, a justiça faz-se pelo meio, não pelas pontas.

Uma justiça onde abre-se mão do direito ao invés de reivindicá-lo. Ou não foi isso que Cristo ensinou, quando o Justo deu-se pelo criminoso? O que era santo, morreu pelo pecador? Ou como Paulo nos lembrou quando afirmou, que sob essa nova ordem a que chamamos Reino de Deus, "o que colheu muito, não colheu para que sobrasse e o que de menos, não colheu para que faltasse", porque no Reino, um oferta ao outro, repartindo o mantimento, como também oferece a face ferida, ao invés do revide e da cobrança, abrindo mão do merecido ato reagente e, ao invés de pagar com a mesma moeda, oferece-se a oportunidade do perdão e da graça. É assim que consegue-se equidade, equilíbrio e a concórdia, restabelece-se, propôs-nos Jesus. E olhem que já vi isso muitas vezes. E o poder que isso tem no estabelecer-se a paz.

O mais duro dos corações, não fica frio diante de tal ato contra a lógica e a "justiça" humana. Já vi os mais durões despencarem com maior rapidez diante do perdão oferecido, do que fariam
se recebecem o pagamento na mesma moeda. E, mesmo que isso não acontecesse, o que perdoa sai maior, melhor, mais em paz consigo mesmo do que antes, com a amargura armazenada, que envenena e mata o ofendido, não o ofensor.

Nem imagino o que teria acontecido quando, surpreendido, o mundo todo naquele 11 de Setembro, o povo que fora ferido, oferecesse perdão. Teria sido uma loucura. Creio que teria parecido para a maioria, a mais completa idiotice. Aliás, foi isso mesmo que devem ter pensado, quando o Senhor propôs tudo isso.

Me desculpem o atrevimento. Só estava pensando cá com os meus botões... o que realmente teria acontecido.
Link para a postagem citada--> AQUI

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