Para ler NO Deserto

“Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia; porque tu ouviste, naquele dia, que estavam ali os anaquins, bem como cidades grandes e fortificadas. Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como ele disse.”(Josué 14:12)

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sábado, 28 de maio de 2011

CÉU ABERTO - ULTIMATO

Céu aberto

O navio não tinha bússola. Deixou a ilha de Creta e dirigia-se à Itália. Navegava de leste a oeste no mar Mediterrâneo, entre o sul da Europa e o norte da África. Estavam a bordo o dono da embarcação, a tripulação e os passageiros, ao todo 276 pessoas. Dentre elas havia um oficial do exército romano, alguns soldados, alguns presos e um médico e historiador chamado Lucas. Um dos presos era Paulo de Tarso. O navio tinha saído de Alexandria, no Egito, e levava uma boa carga de trigo para Roma. Um vento forte o tirou da rota e uma tempestade escondeu o sol, a lua e as estrelas por duas semanas. O céu só se abriu depois do naufrágio do barco nas proximidades da ilha de Malta, ao sul da Sicília. Pode-se imaginar o alívio que o céu aberto trouxe para aqueles náufragos depois de tanto tempo de céu fechado (At 27).


A questão é que há outras situações de céu aberto mais importantes do que a de sentido literal. No mesmo livro de Atos há uma referência a céu aberto como metáfora, referindo-se à visibilidade de Deus e de sua glória. Trata-se do episódio envolvendo o primeiro mártir da história do cristianismo. Estêvão estava sendo apedrejado. A dor era enorme. A morte, iminente. Ninguém estava por perto para suspender o apedrejamento. Ele olha firmemente para o céu e vê a glória de Jesus Cristo. Então, Estêvão exclama: “Olhem! Eu estou vendo o céu aberto!” (At 7.56, NTLH). No derradeiro momento da vida, esse fervoroso cristão vê o céu aberto e não a escuridão da maldade humana e da morte.


Há nuvens espessas e muito escuras que se colocam entre a criatura e o Criador. É uma espécie de véu que encobre Deus e as demais realidades. Isso infelicita muita gente porque os priva de Deus -- sem o qual a alma geme o tempo todo. É mais fácil e menos complicado crer em Deus do que não crer nele. No entanto, essa nuvem ou esse véu esconde do homem aquele por quem ele aspira sem saber. Como entender a criação sem o Criador? Como entender a beleza, a ordem, a majestade, a funcionalidade, a imensidão das coisas criadas sem considerar a existência de Deus?

Como não crer em Deus se não há um povo sequer sem religião, em qualquer tempo e em qualquer lugar? Como não crer em Deus se até hoje o secularismo, o materialismo, o agnosticismo, o ateísmo e as ideologias, em separado ou todos juntos, não conseguiram apagar da mente humana a ideia de Deus? Como não crer em Deus se os escândalos, a perseguição e as guerras religiosas não foram suficientes para desacreditá-lo por completo? Como não crer em Deus diante do impasse da morte física e do mistério que a envolve?


O céu fechado não diz respeito apenas à incredulidade. Refere-se também à recusa em tratar Deus como Deus. Só depois de sujeitar-se resoluta e alegremente à soberania de Deus é que o ser humano pode exclamar: “Eu estou vendo o céu aberto!”.


Não podemos ser ingênuos. Enquanto alguns evangelizam, outros “desevangelizam”. A arte de atrapalhar a caminhada para o céu aberto existe. Jesus condenou aqueles que não entram “nem deixam que entrem os que estão querendo entrar” (Mt 23.13, NTLH).

A parábola do semeador diz que existe de fato um ladrão de semente: as aves do céu costumam comer as sementes do evangelho lançadas no coração humano, impedindo que elas sequer germinem (Mt 13.4, 19). Os homens não podem crer porque, segundo Paulo, “o deus desta era cegou o entendimento dos descrentes, para que não vejam a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2Co 4.4). Todavia, a situação não é irreversível, pois os que querem sair da escuridão que os envolve e entrar no céu aberto podem e devem contar com a graça de Deus. Porque “esse véu só é tirado quando a pessoa se une com Cristo” (2Co 3.14, NTLH)!
FONTE:  Revista ULTIMATO, Edição 329

quinta-feira, 26 de maio de 2011

ATRAVESSANDO O DESERTO DE CABEÇA ERGUIDA

ATRAVESSANDO O DESERTO DE CABEÇA ERGUIDA


“Tu a quem tomei desde os fins da terra, e te chamei dentre os seus mais excelentes, e te disse: Tu és o meu servo, a ti escolhi e nunca te rejeitei. Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça. Eis que, envergonhados e confundidos serão todos os que se indignaram contra ti; tornar-se-ão em nada, e os que contenderem contigo, perecerão” (Isaías 41:9 a 11)

Dálton Curvello

No livro CALEBE, eu faço uma análise da situação desse nobre personagem, que, a despeito de perseverar em confiar em Deus, se viu obrigado a perambular pelo deserto por 40 anos, mantendo sua integridade, fé e perseverança. Hoje quero me dirigir àqueles que, como eu, atravessam neste momento um deserto. 

Deserto, no jargão "crentês" significa provação. Assim como num deserto físico, neste deserto que me refiro há carências, abandono, perigos.

Atravesse esse deserto de cabeça erguida. Saiba perseverar em confiar em Deus, certo de que nossa jornada não se resume aos períodos de provação e que em Cristo somos verdadeiramente mais que vencedores! Não permita que os emissários de satanás venham te confundir, ou mesmo acusar. Eu já presenciei até pastor de igreja que, recusando-se a ir visitar ovelha por ele ferida, ainda alegou que não iria por que a tal ovelha não era dizimista. Saiba identificar o verdadeiro pastor.

Deus te diz hoje: "Tu a quem tomei desde os fins da terra, e te chamei dentre os seus mais excelentes, e te disse: Tu és o meu servo, a ti escolhi e nunca te rejeitei." Ele não te rejeita. Mesmo se você perdeu seu "status", mesmo que os homens, esses que preferem carros "zero Km", apartamentos em porcelanato, mesmo que esses te abandonem, DEUS não te abandona, e estará contigo durante toda a caminhada, declarando a você em todo o tempo: "Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça."
Nosso alvo é Cristo, nossa regra de fé e prática é a Bíblia. Às vezes nos deixamos contaminas por regrinhas gospel de seitas enganadoras que, fazendo se passar por igrejas Cristãs enredam muitas pessoas num engodo, um misto de regras e preceitos de homens, colocando sobre seus seguidores um fardo cada vez mais difícil de se carregar, e abusam disso para extrair de seus incautos seguidores cada centavo possível.

Às vezes, neste deserto você ainda enfrenta calúnias, línguas ferinas daqueles que, aproveitando-se do  cão morto, fazem questão de também "dar um chute", do alto de suas fétidas latrinas, destilam seu veneno, como instrumentos do diabo, buscando envergonhar o servo do Deus altíssimo. Deus manda te falar hoje que: "Eis que, envergonhados e confundidos serão todos os que se indignaram contra ti; tornar-se-ão em nada, e os que contenderem contigo, perecerão”.


terça-feira, 24 de maio de 2011

SERÁ QUE A CULPA É DE DEUS?

SERÁ QUE A CULPA É DE DEUS?




Dálton Curvello
Muito se tem dito e escrito sobre as catástrofes que vêm acontecendo nos últimos meses. Já li até iminente pastor afirmar que Deus não tem mais o controle deste mundo... Heresia pura! Sobre esse assunto, um dos textos que correm a internet desde 2001 (quando ocorreu o onze de setembro), e que ao meu ver demonstra afinal de quem é a culpa pelo apodrecimento desse nosso mundo tenebroso. Talvez você já tenha lido o texto, é provável que já tenha recebido por e-mail até, mas vale à pena reler atentamente. Creio que tudo é uma questão de opção que fazemos, e diariamente somos convidados a optar por algum caminho. Qual você escolhe?
Texto de autor desconhecido, que circula pela internet:

Conta-se que a filha de Billy Graham estava sendo entrevistada no "Early Show" quando a apresentadora Jane Clayson lhe perguntou : Como DEUS permitira algo tão terrível assim acontecesse no dia 11 de setembro de 2001?
E, Anne Graham deu uma resposta profunda e esclarecedora.
Ela disse: "Eu creio que DEUS ficou profundamente triste com o que aconteceu, tanto quanto nós. Por muitos anos nós temos dito para DEUS não interferir em nossas escolhas, sair do nosso governo e sair de nossas vidas. Sendo um cavalheiro como DEUS é, eu creio que Ele calmamente nos deixou. Como poderemos esperar que DEUS nos dê a Sua bênção e Sua proteção se nós exigimos que Ele não se envolva mais conosco? À vista dos acontecimentos recentes, ataque dos terroristas, tiroteio nas escolas, etc.
Eu creio que tudo começou desde que Madalyn Murray O'Hair, uma ateísta, se queixou de que era impróprio fazer orações nas escolas americanas como se fazia tradicionalmente, e nós concordamos com a sua opinião. Depois disso, alguém disse que seria melhor também não ler mais a Bíblia nas escolas... A Bíblia que nos ensina que não devemos matar, não devemos roubar, e devemos amar o nosso próximo como a nós próprios. E nós concordamos.
Logo depois, o Dr. Benjamin Spock disse que não deveríamos corrigir nossos filhos quando eles se comportassem mal, porque suas personalidades em formação ficariam distorcidas e poderíamos prejudicar sua auto-estima . E nós dissemos: "um perito nesse assunto deve saber o que está falando", e concordamos com ele. O filho do Dr. Spock depois cometeu suicídio.
Depois alguém disse que os professores e os diretores das escolas não deveriam disciplinar os nossos filhos quando eles se comportassem mal. Os administradores escolares então decidiram que nenhum professor em suas escolas deveria tocar em um aluno quando se comportasse mal, porque não queriam publicidade negativa, e não queriam ser processados. (Há uma grande diferença entre disciplinar e tocar, corrigir, dar socos, humilhar e chutar, etc.) E nós concordamos com tudo.
Aí alguém sugeriu que deveríamos deixar que nossas filhas fizessem aborto, se elas assim o quisessem, e que nem precisariam contar aos pais. E nós aceitamos essa sugestão sem ao menos questioná-la. Em seguida algum membro da mesa administrativa escolar muito sabido disse que, como rapazes serão sempre rapazes, e que como homens iriam acabar fazendo o inevitável, que então deveríamos dar aos nossos filhos tantas camisinhas quantas eles quisessem, para que eles pudessem se divertir à vontade, e que nem precisaríamos dizer aos seus pais que eles as tivessem obtido na escola. E nós dissemos, "está bem".
Depois alguns dos nossos políticos mais importantes disseram que não teria importância alguma o que nós fizéssemos em nossa privacidade, desde que estivéssemos cumprindo com os nossos deveres. Concordando com eles, dissemos que para nós não faria qualquer diferença o que uma pessoa fizesse em particular, incluindo o nosso presidente da República, desde que o nosso emprego fosse mantido e a nossa economia ficasse equilibrada.
Então alguém sugeriu que imprimíssemos revistas com fotografias de mulheres nuas, e disséssemos que isto é uma coisa sadia, e uma apreciação natural da beleza do corpo feminino . E nós também concordamos Depois uma outra pessoa levou isto a um passo mais adiante e publicou fotos de crianças nuas e foi mais além ainda, colocando-as à disposição na Internet. E nós dissemos, "está bem, isto é democracia, e eles têm direito de ter a liberdade de se expressar e fazer isso".
A indústria de entretenimento então disse: "Vamos fazer shows de TV e filmes que promovam profanação, violência e sexo ilícito. Vamos gravar música que estimule o estupro, drogas, assassínio, suicídio e temas satânicos." E nós dissemos: "Isto é apenas diversão, e não produz qualquer efeito prejudicial. Ninguém leva isso a sério mesmo, então que façam isso!"
Agora nós estamos nos perguntando por que nossos filhos não têm consciência, e por que não sabem distinguir entre o bem e o mal, o certo e o errado, por que não lhes incomoda matar pessoas estranhas ou seus próprios colegas de classe ou a si próprios... Provavelmente, se nós analisarmos tudo isto seriamente, iremos facilmente compreender que nós estamos colhemos exatamente aquilo que temos semeado! "


segunda-feira, 23 de maio de 2011

A FONTOSSÍNTESE DA FÉ E O ESTRANHO EVANGELHO HIDROPÔNICO GOSPEL

A FONTOSSÍNTESE DA FÉ E O ESTRANHO EVANGELHO HIDROPÔNICO GOSPEL



Todos nós que um dia passamos pelas séries iniciais da escola temos o ciclo da fotossíntese gravado como tatuagem em nossas lembranças de infância. Pois, mesmo assim, permita-me recordá-lo: fotossíntese é isto.
Resumindo [já que você não acessou o link da Wikipédia mesmo]: Seria a fotossíntese algo além de uma planta usar da luz solar e da água para transformar um gás poluente e perigoso como o gás carbônico em oxigênio essencial para a vida alheia e ainda alimentar a planta com sais minerais presentes no chão, na terra, no húmus? [Sim, o processo está muito simplificado, mas farei uma simples analogia, não um tratado ponto-a-ponto da coisa. Sigamos]
Ora, o que é a caminhada na vida cristã além de uma metáfora metafísica desse surpreendente processo vegetal?
Vejo na jornada da fé cristã [aquela uma proposta pelo Jesus Nazareno] um processo semelhante. Se não é a fé cristã usar de dúvidas, questionamentos, incertezas, terríveis vagos nas páginas do nosso manual da vida para, junto com a luz vinda do Filho do Homem, junto com a água que mata toda a sede, se não é a fé cristã usar tais dúvidas para gerar vida, e vida em abundância, o que mais seria?
Nisso, vejo um grave problema com a atual cultura, ou agricultura, evangélica. Se Jesus foi ao mundo, pisou em terra viva, tomou as dores nossas para si; ou seja, se Jesus nos faz a fotossíntese necessária para vivermos, como rejeitar esse processo? Ou pior, como propor um simulacro substitutivo?
Voltemos às analogias. Já ouviu falar em agricultura hidropônica, ou hidroponia? É um simulacro científico da agricultura em terra, é um experimento científico, controlado e metódico que pretende gerar vida em ambiente esterilizado, livre de germes, bactérias e outros micro-organismos da mesma monta. Pior, é agricultura sem chão, sem terra, sem minhocas e cheiro de mato. É uma coisa estéril, fria, repetitiva, com alfaces de folhas iguais, com tomates todos redondinhos, meigos e de coloração, com moranguinhos docinhos e limpinhos.
Já comeu um tomate hidropônico? Vá à papelaria mais próxima e morda uma farta placa de isopor. O gosto será o mesmo, acredite. A tal agricultura hidropônica cria vegetais de granja, numa metáfora fácil. É um simulacro, é uma reprodução fajuta de algo vivo, bom e agradável.
O que nos leva ao final da metáfora: estão fazendo o mesmo com a fé cristã nas igrejas evangélicas brasileiras. Em vez de uma fotossíntese completa, propõem um evangelho igualmente estéril, sem chão, sem terra, sem húmus; um evangelho limpinho e bonitinho, boas novas de reality show, com um monte de regras e um ser que tudo vê destemperado e louco para, ao menor deslize, nos eliminar da casa e nos mandar ao inferno dos desviados e rebeldes.
Os evangélicos morrem de medo de se contaminar de mundo, de chão, de terra. Querem ser saldiet, que não aumenta a pressão, mas também não salga, não conserva, não afasta a podridão; querem ser luz halogênica, que não de desgasta, não consome energia, mas, em compensação, não arde, não queima, não aquece, não incomoda.
Vivem os evangélicos hoje de máscaras [com todos os trocadilhos possíveis], vivem de luvas cirúrgicas e germicidas, álcool gel e antibióticos enquanto, de agricultores da vida, se tornam cientistas do cultivo suspenso, da cultura esterilizada, da agricultura hidropônica.
Ah, mas é o fim dos vermes, das larvas, das doenças e pragas na lavoura. É o fim do joio misturado ao trigo. Não, não é. Ou melhor, é. Mas, tirando as intempéries, os percalços, os ataques, tiram a força, a resistência, o crescimento vigoroso. Hoje, as igrejas evangélicas geram tomates bobões, babões e bundões. Geram abobrinhas, alfaces sem gosto, frutos sem sabor. Geram um simulacro e, pior, geram em pouca monta simulacros a custa de tempo, esforços e recursos suficientes para grandes lavouras naturais, para verdadeiros alimentos serem produzidos, vivos, sadios e saborosos.
Por fim, sinto pena de ver tanta gente cultivando feijões em algodão e crendo que são ceifeiros, mais pena sinto dos frágeis brotos estéreis, sem vida, sem chão, sem história, sem caminhada. São frutos em estufas, em bolhas de contenção, em redomas de vidro sem contato com nada e sem chance de crescer e se multiplicar. Esqueceram-se das palavras do Rabi: O reino dos céus é semelhante ao homem que semeia a boa semente no seu campo (Mateus 13.24).
Ví  no PAVABLOG

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Dois Vídeos - UMA mensagem

DOIS PEQUENOS VÍDEOS – UMA GRANDE MENSAGEM

“Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna.”(João 4:14)

Dálton Curvello
Encontrei esses dois vídeos no YouTube, e creio ser relevante para nossa meditação. O primeiro fala de beber da fonte correta, e o segundo sobre como Deus às vezes fala conosco, mas estamos fora de sintonia e perdemos a mensagem. Vale à pena conferir


terça-feira, 17 de maio de 2011

O DEMOLIDOR DE GIGANTES

O DEMOLIDOR DE GIGANTES



Josué 14-11 e 12 “Estou forte ainda hoje como no dia em que Moisés me enviou; qual era minha força naquele dia, tal ainda agora para o combate, tanto para sair a ele como para voltar. Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia, pois naquele dia, ouviste que lá estavam os Anaquins e grandes e fortes cidades; o Senhor, porventura, será comigo, para os desapossar, como prometeu”.


Dálton Curvello
Depois de passar quarenta anos pelo deserto, sempre mantendo firme a sua fé, e integridade em meio à multidão incrédula e rebelde, Calebe, se mantendo fiel quando o povo murmurava (Números 21), não se contaminou com os Midianitas (Números 25), resistindo à artimanha de Balaque e Balaão. Ao final dessa longa jornada, Calebe passa o Jordão, com os filhos daquela geração que um dia quase o apedrejou por acreditar na conquista da terra pelo poder de Deus. Passam então a conquistar o território de Canaã, acumulando vitórias, presenciaram derrota, sofrendo julgamento de Deus no caso de Acã (Josué 7), Calebe participou ainda do maior dia que já existiu, quando Josué orou para que o sol se detivesse por quase um dia inteiro (Josué 10-12), e lutando bravamente junto ao exército de Israel, lá estava o octogenário Calebe, com a mesma força de sua mocidade. Não posso deixar de lembrar o texto de Isaías 40-30 e 31: “Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os moços certamente cairão; Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão”.

Depois de aproximadamente cinco anos, diz a Bíblia que “a terra repousou da guerra” (Josué 11-23). Foi quando chegaram os filhos de Judá para reivindicarem a possessão de sua herança, e lá estava Calebe, o filho de Jefoné, da tribo de Judá entre eles.

Calebe, então, lembrou a Josué a promessa de Deus de que lhe daria a terra que ele espiara, em herança perpétua a ele e seus descendentes. E esse varão, aos oitenta e cinco anos de vida solicitou exatamente o monte Hebrom, onde morava ninguém menos que os gigantes filhos de Anaque.

Sinceramente, nem “Chuck Norris”, o famoso herói dos filmes de aventura, a quem atribuem frases como “Chuck Norris não toma mel, ele mastiga a abelha”, nem ele demonstraria tamanha coragem e ousadia. Mas Calebe parece reviver os dias de sua primeira visita àquela terra, e, olhando os gigantes de cima para baixo, declarando que “Deus será comigo para os desapossar”, se lança nessa empreitada e o resultado está lá em Josué 15-14: ”Dali expulsou Calebe os três filhos de Anaque: Sesai, Aimã e Talmai, gerados de Anaque”. Ele conquistou a terra, cumprindo em sua vida a promessa de Deus pela qual ele esperou e confiou por quarenta e cinco anos, até ver se tornar realidade. Não é por menos que o texto Bíblico diz de Calebe que ele foi abençoado “visto que perseverara em seguir o Senhor, Deus de Israel.” (Josué 14-14).

Como eu admiro a história de Calebe! Quanto podemos aprender com esse personagem quase mitológico, que seguiu a Deus completamente, sem ressalvas, seja passando pelo deserto, seja enfrentando gigantes; seja realizando seus projetos agora ou somente daqui a quarenta e cinco anos! Ó Deus, dá-me desse mesmo espírito, ensina-me cada dia mais a compreender e aceitar a Sua vontade, ousadia para cumprir apenas o Seu propósito, mesmo enfrentando vergonha, julgamentos de pessoas que compõem a massa, a multidão que apedreja e não consegue discernir as coisas do alto! Como você tem reagido aos gigantes em sua vida? Em que nível está sua entrega a DEUS?  Volto a repetir: Você está entre a maioria, seguindo a onda do momento, exercendo uma fé movida por espasmos, onde ora está adorando a Deus como se sua entrega fosse total, e no momento seguinte está negando sua fé com as atitudes, fugindo dos gigantes e declarando ter saudades do Egito? 

Calebe não se deixava influenciar pela maioria, antes, ele buscava através de sua comunhão com Deus, conhecer e fazer a vontade Dele, submetendo a Deus seus projetos, anseios, sonhos. Se iam apedrejá-lo por declarar que Deus poderia lhes entregar aquela terra, por escancarar a falta de fé e compromisso com Deus de seus contemporâneos, que fosse. Nada o fazia mudar sua visão de Deus. E foi graças a essa visão que ele pôde concretizar os sonhos (dele, ou de Deus?) para a sua vida, sendo demolidor de gigantes, conquistador e desbravador da terra prometida, garantindo a herança para sua descendência. Aos oitenta e cinco anos de idade, ele não esperou apenas que Deus lhe entregasse numa bandeja a terra que lhe havia prometido.

Calebe sabia que na promessa de Deus estava embutida a sua participação no processo. Deus não é deus de preguiçosos. Tenho visto nos dias atuais irmãos, crentes, que oram a Deus praticamente dando-lhe ordens, citando promessas bíblicas e exigindo de Deus que mova céus e terra em seu favor, como se Deus fosse o seu gênio da lâmpada, invertendo os papéis e colocando Deus como seu servo, quando na realidade é o contrário. Existem muitas promessas na Bíblia e que são para nós, ainda hoje? Claro que sim. Mas essas promessas são pela infinita Graça de Deus, e não por merecimento próprio. Precisamos estar cientes de nosso devido lugar nessa relação com Deus, assim como Calebe, que mesmo após quarenta e cinco anos de espera, em meio a inúmeras provações, perseverou em seguir a Deus, fez a sua parte, batalhando contra os gigantes e recebendo a vitória que Deus já tinha reservado para ele e sua descendência. “A última coisa que vemos em Calebe é sua marcha montanha acima, aos oitenta e cinco anos, arregaçando as mangas a fim de liquidar os gigantes”, comenta Charles Swindoll no livro “Como Viver Acima da Mediocridade”, pág. 99.

Eu li certa vez que há algum tempo publicou-se um anúncio de página inteira, intitulado: “O que importa é o que você faz, não quando o faz”. A mensagem continha uma relação de pessoas semelhantes a águias que alçaram vôo em diferentes idades:

  • Golda Meir tinha 71 anos quando se tornou Primeira Ministra de Israel.

  • William Pitt II tinha 24 anos quando se tornou Primeiro Ministro da Inglaterra.

  • George Bernard Shaw tinha 94 anos quando uma de suas peças foi encenada pela primeira vez perante o público.

  • Mozart tinha sete anos quando sua primeira composição foi publicada.

  • Que tal? Benjamin Franklin era colunista de jornal aos 16 anos e aos 81 ajudou a formular a Constituição dos Estados Unidos.

“Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios.” (Salmos 90:12)

(Texto extraído do capítulo 4 de meu livro “Calebe-O demolidor de gigantes”), que você encontra nas livrarias Primícias, em Goiânia ou diretamente no site.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

8 RAZÕES PARA CONFIAR QUE DEUS TE SOCORRERÁ

8 RAZÕES PARA CONFIAR QUE DEUS TE SOCORRERÁ


Por André Sanchez
Todos nós passamos em nossa vida por momentos difíceis, por problemas, situações desagradáveis e coisas que tiram a nossa paz. Essas situações nos levam a buscar uma solução, um socorro que possa nos trazer alívio, paz e vitória. As pessoas costumam procurar em diversos lugares esse socorro. Buscam por pessoas ou coisas que possam socorrê-las, mas quase sempre não o encontram, pois o socorro verdadeiro não existe onde estão procurando. O socorro eficaz está em Deus. Mas existem razões para crer que Deus me socorrerá?



Razão 1 - O meu socorro está em Deus. O salmista, que certamente passava por alguma situação difícil, busca o socorro em Deus. “Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro?” (Sl 121. 1). Os “montes” citados nesse texto era o local onde ficava o templo que, naquela época, representava àquele povo a presença viva de Deus no meio deles. O salmista buscava encontrar a presença de Deus, pois sabia que o seu socorro estava em Deus.

Razão 2 - O socorro de Deus é certo. “O meu socorro vem do SENHOR, que fez o céu e a terra.” (Sl 121. 2). Não há qualquer dúvida de que Deus viria socorrer o salmista. O salmista poderia ter dito: “o meu socorro, eu acho que vem do Senhor”, ou: “o meu socorro talvez venha do Senhor”; mas ele foi enfático e creu em Deus: “O meu socorro vem do Senhor”.

Razão 3 - Deus é soberano sobre todas as coisas. “Ele não permitirá que os teus pés vacilem...” (Sl 121. 3). Tudo está debaixo da permissão de Deus. Nada pode acontecer sem a permissão Dele. Todos os meus problemas estão sob Sua autoridade. Se creio nisso, descanso e encontro paz.

Razão 4 - Deus está alerta ao que acontece em minha vida. “É certo que não dormita, nem dorme o guarda de Israel.” (Sl 121. 4). Não há perigo de Deus se esquecer de mim, pois Ele não cochila, nem dorme; está sempre alerta, é onisciente, onipresente, onipotente. É um guarda perfeito, que vigia a todo instante os Seus tesouros!

Razão 5 - Deus está próximo de mim. “o SENHOR é a tua sombra à tua direita.” (Sl 121. 5). Deus acompanha os seus servos, não os deixa, não os desampara. A minha sombra nunca desgruda de mim, assim Deus também não. Ele está totalmente próximo, participando da minha vida de perto, inclusive quando passo por dificuldades.

Razão 6 - Deus está me conduzindo em todos os momentos. “De dia não te molestará o sol, nem de noite, a lua.” (Sl 121. 6). O Senhor sempre me socorrerá nas intempéries da vida.

Razão 7 - O Senhor me protege. “O SENHOR te guardará de todo mal; guardará a tua alma.” (Sl 121. 7). Deus me esconde debaixo de Sua proteção. Passo pelas dificuldades, mas sou guardado pelo cuidadoso Pai, assim como o pássaro guarda os seus filhotes no ninho salvos do perigo.

Razão 8 - O cuidado de Deus é em todos os lugares e momentos. “O SENHOR guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre.” (Sl 121. 8). Os meus passos estão debaixo da supervisão e cuidados de Deus.

O que temer? Deus está sempre pronto a socorrer seus servos!
André Sanchez tem 28 anos, é casado há cinco anos com Daniela e vai ser papai esse ano. Ama escrever. É membro da Igreja Presbiteriana Bela Jerusalém, onde atua como presbítero, ministro de louvor e professor da Escola Dominical. Siga no Twitter e no Facebook

sábado, 14 de maio de 2011

FUJA DA GAIOLA DOS APROVEITADORES DA FÉ


FUJA DA GAIOLA DOS APROVEITADORES DA FÉ


Por Hermes C. Fernandes

É triste constatar que há muitos tirando proveito do rebanho de Deus. Usam da credulidade do povo para alcançar seus fins, nem sempre louváveis. Fazem promessas mirabolantes, que jamais poderão cumprir. Loteiam o céu, e vendem o que jamais podem entregar. Pedro denuncia os tais que prometem “liberdade, sendo eles mesmos escravos da corrupção; porque de quem um homem é vencido, do mesmo é feito escravo” (2 Pe.2:19).

Infelizmente, o povo de Deus tem sido massa de manobra nas mãos desses homens inescrupulosos. O que nos consola é saber que um dia eles terão que prestar contas a Deus.

Vemos muito abuso de autoridade, em que a vida privada das pessoas é invadida, e seus direitos violados. As Escrituras estão cheias de advertências acerca dos que usam tais expedientes. Paulo adverte aos crentes de Colossos a que tivessem cuidado para que ninguém os fizesse “presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo” (Col. 2:8).

Tudo começa com um inofensivo alçapão estrategicamente armado. Desavisado, o pássaro avista um pouco de comida e logo se aproxima. Depois de pego é levado para uma gaiola. Seja de bambú ou de ouro, gaiola é gaiola. Pássaros foram feitos para a liberdade. Engaiolado ele até canta, mas de saudade de voar livremente.

Ninguém tem o direito de invadir a privacidade de outrem, ditando o que lhe é ou não permitido fazer. Os Colossenses estavam sendo assediados por gente dessa extirpe. E o pior é que eles usavam de artifícios espirituais, tais como visões e culto a anjos, para subjugar os crentes. Paulo adverte: “Ninguém vos prive do prêmio”! Que prêmio é este de que os crentes de Colossos estavam sendo privados? A liberdade!

A lógica paulina é imbatível: “Se estais mortos com Cristo, quanto aos rudimentos do mundo, por que vos sujeitais ainda a ordenanças, como se vivêsseis no mundo, como: não toques, não proves, não manuseies? Todas estas coisas estão fadadas ao desaparecimento pelo uso, porque são baseadas em preceitos e ensinamentos dos homens. Têm, na verdade, aparência de sabedoria, em culto voluntário, humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum contra a satisfação da carne” (Col.2:20-23). O que parecia “culto voluntário”, não passava de mais um artifício para manter as pessoas cativas e oprimidas.

Os mais duros discursos de Jesus foram dirigidos aos religiosos de Seu tempo. Jesus os desmascarava, pois atavam “fardos pesados e difíceis de suportar”, e os punham“nos ombros dos homens”, porém, eles mesmos nem com o dedo queriam movê-los.“Tudo o que fazem é a fim de serem vistos pelos homens”! Jesus não poderia ser condescendente com tamanha hipocrisia. Ele vociferou: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações. Por isso sofrereis mais rigoroso juízo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito, e depois de o terdes feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós” (Mt.23:4-5a, 14-15). Que triste ironia! Tenho a impressão de já ter visto este filme antes! Quantos deixaram a bruxaria, cansados de todas as obrigações impostas pelos espíritos? Mas ao migrarem para as igrejas evangélicas, encontram fardos semelhantes, e por vezes, mais pesados, que lhes são impostos por líderes vorazes e inflexíveis.

O Evangelho não pode ser reduzido a um monte de regras, do tipo “pode/não pode”. Isaías diz que os sacerdotes de seu tempo andavam “errados na visão”, e tropeçavam“no juízo. Todas as suas mesas estão cheias de vômitos e de imundícia, e não há nenhum lugar limpo. A quem se ensinaria o conhecimento? E a quem se daria a entender a mensagem? Ao desmamado, e ao arrancado dos seios? Porque é: Preceito sobre preceito, regra sobre regra; um pouco aqui, um pouco ali” (Is.28:8-10). Tal como os sacerdotes contemporâneos de Isaías, muitos líderes atuais têm reduzido a Palavra de Deus a um amontoado de regras desconexas, e as imposto ao povo de Deus deliberadamente.

Alguns, mais escrupulosos, apresentam tais regras como “princípios”, ignorando toda e qualquer regra hermenêutica. O Evangelho acaba sendo transmitido como uma receita de bolo. Se as pessoas fizerem tudo direitinho, hão de colher os resultados esperados.

Todo tipo de arbitrariedade é praticado, usando como pretexto a autoridade espiritual que recai sobre o líder. A doutrina que advoga a infalibilidade papal agora encontra seu par entre os herdeiros da Reforma Protestante. Quem quer que ouse questionar o líder, é chamado de rebelde, e, por isso, deve ser expurgado, excomungado, excluído do meio do rebanho.

Em alguns casos, o pastor se acha no direito de dizer com quem a pessoa deve se casar, onde deve morar, em que deve trabalhar, e etc. Não atender às ordens pastorais é insubmissão que deve ser rigorosamente punida. Quão atual é orientação que Pedro dá aos pastores:


“Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente, não por torpe ganância, mas de boa vontade; não como dominadores dos que vos foram confiados, mas servindo de exemplo ao rebanho”. 1 Pedro 5:2-3


Coerção, imposição, autoritarismo, são palavras que deveriam ser riscadas do dicionário eclesiástico e pastoral. O líder cristão deve desempenhar sua função através do exemplo. Em vez de mandar, ele demonstra como se faz. Em vez de se servir de seus subordinados, ele os serve. Em vez de impor, ele expõe e propõe.



Nota do Editor deste Blog: Sou testemunha de praticas do tipo, sendo eu mesmo hoje em dia um dos que foram aprisionados numa gaiola dessas, e fui liberto pela GRAÇA. O texto do pastor Hermes é um excelente  alerta. Analise a sua liderança meu irmão, e tenha ousadia para permitir ser liberto da gaiola de aproveitadores da fé!
Dálton Curvello  

quarta-feira, 11 de maio de 2011

The impact of a father (legendado)

The impact of a father (legendado)

“Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.”(Provérbios 22:6)
“E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.”(Deuteronômio 6:6 e 7)

Assistindo a alguns vídeos interessantes, deparei-me com esse que apresento abaixo, cuja mensagem é extremamente relevante para nós, pais cristãos. Assista com atenção, medite a respeito. Tem muito pai cristão pensando que está dando a vida pelo evangelho e não consegue evangelizar nem a própria casa... Como tem sido sua vida em família? Você vive aquilo que ensina, e ensina aquilo que vive? Mesmo errando, mantém sua dignidade, assumindo os erros e aprendendo com eles?
PENSE NISTO


segunda-feira, 9 de maio de 2011

BRUXARIA EVANGÉLICA PODE TER FIM

BRUXARIA EVANGÉLICA PODE TER FIM

Por Francisco Helder Sousa Cardoso
“Se vocês permanecerem em mim, e as minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que quiserem, e lhes será concedido.” (João 15.7 NVI)
“Cabrummm”! Com estas palavras mágicas, candidatos a feiticeiros e super-heróis evangélicos têm prometido mover céus e terra através da fé. Cura de doentes terminais, conquista de amores impossíveis, eleição para cargos do alto escalão político, enriquecimento relâmpago: tudo é possível de se alcançar. O inacreditável está a um passo de nós.

Cristãos mais ortodoxos e tradicionais retrucam, alegando exageros nesta interpretação. Neopentecostais revidam, defendendo uma observação literal da passagem em debate. Cá entre nós, parece que os apimentados neopentecostais tem boa dose de razão. Note que o texto é claro: “Vocês pedirão o que quiserem, e lhes será concedido”.
Mas, espere um pouco. As palavras anteriores do mesmo texto exigem uma nova interpretação da passagem. Elas afirmam que “Se nós permanecermos em Cristo, e Suas palavras permanecerem em nós, pediremos o que quisermos, e nos será concedido.” (João 15.7, adaptado).
O texto é claríssimo. Tudo o que pedirmos a Cristo nos será dado. Só que não para por aí. O melhor está nas entrelinhas da mensagem. Lamento jogar água nas labaredas da interpretação neopentecostal, mas precisamos mirar nossos olhos na essência da mensagem do Mestre.
O que acontece é que quando nós permanecemos em Cristo, e as suas palavras permanecem em nós, a qualidade dos nossos pedidos muda. E como muda! Quando nos alimentamos dia e noite da Palavra de Deus, e quando Cristo realmente habita e dirige nossas vidas e corações, acredite, nossos pedidos tem outro propósito e sentido.
Não usamos mais essas palavras de Jesus como vara de condão, nem como palavras mágicas tiradas de livro de bruxaria, aprendendo assim a técnica de arrancar milagres do céu. Não mais “botamos Deus contra a parede” exigindo que, mediante demonstração da nossa fé, nos ajude a passar em concursos públicos, vestibulares, que nos dê rios de dinheiro, nem que cure nossos parentes e amigos de doenças terminais.
Quando as palavras de Jesus abundam em nossos corações, aprendemos a orar como o próprio Jesus: “Pai, acima de tudo, seja feita a tua vontade, e não a minha” (Lc 22.42). Jesus reafirmou o valor de sua relação com Deus pedindo que fosse “feita a Sua vontade, assim na terra, como no céu” (Mt 6.10).
O mais gostoso na vida cristã e depender totalmente de Deus. Saber que Ele cuida de nós. Que esquadrinha nosso futuro (Sl 139). Que nos sustenta (Sl 145.14). Que renova, diariamente, suas misericórdias sobre nossas vidas (Lm 3.22). Que nos ama (Jo 3.16). E que move céus e terra para que não andemos ansiosos por coisa alguma das nossas vidas, como por exemplo, quanto ao que haveremos de comer, beber ou vestir, afinal de contas, Ele sabe que precisamos de todas essas coisas (cf. Mt 6). Devemos buscar conhecer mais o Deus que servimos e que nos salvou. Devemos aprender a depositar nEle nossa confiança, pois Ele tem, de maneira extraordinária e inigualável,“cuidado de nós” (1 Pedro 5.7).



Texto publicado no Boletim do mês de Julho/2010 da PIBBVC. 

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Ó TENTAÇÃO DOS ATALHOS...

Ó tentação dos atalhos...

Rubinho Pirola
Como é difícil esperar. Pelos outros, pelos processos, pelos frutos, pelos resultados... Esperar pela resposta do organismo a um medicamento, pelo resultado de um trabalho feito,... Não é, definitivamente fácil, esperar pelo que não está nas nossas mãos.

Isso exige de nós paciência, confiança e perseverança.

Essa, aliás, parece a coisa mais difícil ainda, quando se pensa no caminhar do crente, esse que, como o nome diz: "Olha com os olhos da fé, para o que está além das circunstâncias", mesmo que não seja ele um religioso. Um cientista ateu, tem igualmente que saber esperar pelas respostas de um experimento, ou de uma pesquisa.

Nesse campo, percebo o quanto o perseverar foi e é uma matéria cara, ao olhar aos relatos bíblicos.

Neles, há histórias que bastem de situações que exigiram muita firmeza entre o primeiro passo - as ações e feitos - e o resultado esperado. Sempre que teimaram em encurtar a coisa, deram com os burros n'água. Alguns chegaram a fazer a coisa certa, mas na hora errada e do modo errado. E comprometam tudo.

Às vezes, assusto-me com a quantidade de pessoas - as mesmas, sempre - a atenderem apelos por oração, a frequentarem reuniões, campanhas e outros eventos do desespero à cata de bênçãos, livramentos e milagres. E não faltam os que se aproveitam dessa fraqueza, a explorar-lhes a deficiente disposição em aguardarem que dos céus, lhes chegue a resposta. E dispõem-se mesmo a pagar uma fortuna pela fantasia de poderem chegar lá, andando menos e esperando pouco.

Custa-nos discernir que "TUDO tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu" (Ec 3:1).

Hoje, mais uma vez, fui lembrado disso, do quanto custa-me esperar pelo que não posso controlar. E dessa tentação terrível para apanharmos os atalhos, quaisquer que sejam eles, que nos tragam a ilusão de podermos avançar, ou darmos um jeitinho que agilize tudo, que encurte o caminho longo - e um tempo que desconhecemos - a percorrer.

Como bem recomenda-nos São Paulo: "e, depois de haver feito tudo, ficar firmes" (Ef 6:13).

Ao invés de tentar apanhar um caminho improvisado sob o risco de desviar-me do propósito, do alvo, preciso mesmo é de me firmar. E saber esperar!
Extraído  de  Rubinhopirola.com

quinta-feira, 5 de maio de 2011

A MORTE DE UM TERRORISTA

A MORTE DE UM TERRORISTA

“Portanto, eu vos julgarei, cada um conforme os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor DEUS. Tornai-vos, e convertei-vos de todas as vossas transgressões, e a iniqüidade não vos servirá de tropeço. Lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes, e fazei-vos um coração novo e um espírito novo; pois, por que razão morreríeis, ó casa de Israel? Porque não tenho prazer na morte do que morre, diz o Senhor DEUS; convertei-vos, pois, e vivei.”(Ezequiel 18:30 a 32)
Dálton Curvello
Estive meditando sobre os acontecimentos dos últimos dias, e as reações que pipocaram por todo o mundo, inclusive no meio evangélico.

Concordo que a presença malévola do terrorista Bin Laden comprometia a segurança do mundo, em sua luta “Santa” por um islamismo que se mata matando outros. Tenho dificuldades de entender uma religião que ordena a morte de outros em nome do seu deus.

Brasileiro é tão engraçado, que já tem até piada correndo na internet sobre o assunto. Uma delas diz que foi cômico ver a cara do Bin Laden chegando do outro lado, encontrando as 72 virgens e descobrindo que lá não tem sexo.

Mas o assunto é bem mais sério do que isso, e lembrei-me do texto de Ezequiel, capítulo dezoito, em que Deus conclui com a frase de nossa meditação de hoje: “Porque não tenho prazer na morte do que morre, diz o Senhor DEUS”. É isso mesmo. O cara pode ser o pior cidadão desse mundo miserável e corrupto, mas é uma criatura de Deus, e Ele afirma que não tem prazer naquela morte.

Mas nós temos!... Triste realidade constatar mais uma vez que até mesmo os cristãos, principalmente os evangélicos, bateram palmas para a eliminação sumária da ameaça Bin Laden. Creio que isso se dá por causa de nossa escala de valores completamente entortada, em que atribuímos peso para diversos tipos de pecado.

Será que o pecado desse cara é menor do que o daqueles que corrompem menores para vender drogas em favelas pelo Brasil? Ou será diferente do pecado de quem adultera um documento para obter benefício ilegal? Ou ainda será o por ser responsável pela morte de mais de três mil pessoas no onze de setembro ele será mais pecador do que tantos políticos Brasileiros que levam a morte a milhares de crianças, jovens e idosos, roubando recursos, desviando dinheiro do povo em mensalões, esquemas e tantas maracutaias?

A conclusão é que realmente, como diz a Bíblia: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” (Jeremias 17:9)

Para Deus, terroristas somos todos nós, mesmo aquele se “se acha”o mais santo da terra, é miserável, pobre, cego e nu diante de Deus, e todos iríamos para o mesmo inferno que acreditamos ser o destino dos caras “malvados”, se não fosse a maravilhosa Graça de Deus, concedendo salvação através de Cristo Jesus. Entenda isso de uma vez, ok?

Para finalizar, quero compartilhar a mensagem abaixo, de autoria do Rubinho Pirola e extraída do seu blog. Creio ser a mensagem mais corente sobre o assunto desses últimos dias, e nos leva a uma profunda reflexão sobre esse tema. Leia e reflita:

Rubinho Pirola: A justiça que se propôs e a que se promove

Rubinho Pirola

Fiquei surpreso e surpreendemente frio com a notícia do abatimento de Bin Laden.

Para dizer a verdade, não fiquei feliz ou triste. Só surpreso - como aliás meio planeta (talvez o outro nem saiba que o sujeito existia).

Réu confesso de atrocidades por esse mundão, das torres gêmeas do World Trade Center à ataques bombistas no Afeganistão, no Iraque, e em tantos lugares, o criminoso teve o que mereceu, podemos pensar.

Sim. Era questão de tempo a mais poderosa nação do planeta colocar-lhe as mãos e, fazer justiça.

E o que é mesmo isso que chamamos justiça? Equidade? Equilíbrio? Será mesmo que conseguimos estabelecer justiça equilibrando a balança pondo-se peso nas pontas? E assim, voltarmos a nos relacionar em igualdade de condições?

Um ato contra o direito pendendo o braço do aparelho, um outro, em nome desse direito desrespeitado e punitivo no outro.

Matou-se o matador e já está. Vingamos a morte de milhares de inocentes das atrocidades de um grupo que usa o nome de Deus, ou de uma divindade que nos assusta e, zerou-se a conta. Será?

Sem querer ser, mas assumindo o perigo, desde já arrisco um raciocínio inocentemente simples e, por isso mesmo, passível de parecer simplista, me pergunto: O que teria acontecido se os Estados Unidos da America tivessem após o 11 de Setembro, gritado em alto e bom som: "Muito bem. Doeu muito. Ainda doerá. Mas diante de todos e, de Deus, esse, a quem não conseguimos atribuir barbáries, nós os perdoamos!"?

Se é na base das comparações, essas que nos atormentam e nos fazem perguntar: Porque matam em nome de Deus? Como é que se atrevem a dizimar crianças, mulheres - muitas grávidas - profissionais do socorro, médicos, funcionários que nem sabem onde é que fica a Palestina ou Kabul? Como podemos nós, dizendo-nos seguidores de outra filosofia, de outro Deus, esse, civilizado, ocidentalizado respeitador dos direitos humanos e da vida humana, pudemos atacar países inteiros, trucidar pessoas (muitas, igualmente inocentes), promovermos prisões, torturarmos e matarmos em nome da justiça?

Perdoem-me os que acham que estou defendendo o terrorista mais famoso do planeta. Só estou perguntando o que o Deus (esse, do ocidente!) faria, uma vez que Ele nos ensinou a perdoar?

Quando olho para o que estamos construindo, só posso lamentar o que parece ser uma tremenda confusão, com base no que Cristo nos ensinou. Por Ele, a justiça faz-se pelo meio, não pelas pontas.

Uma justiça onde abre-se mão do direito ao invés de reivindicá-lo. Ou não foi isso que Cristo ensinou, quando o Justo deu-se pelo criminoso? O que era santo, morreu pelo pecador? Ou como Paulo nos lembrou quando afirmou, que sob essa nova ordem a que chamamos Reino de Deus, "o que colheu muito, não colheu para que sobrasse e o que de menos, não colheu para que faltasse", porque no Reino, um oferta ao outro, repartindo o mantimento, como também oferece a face ferida, ao invés do revide e da cobrança, abrindo mão do merecido ato reagente e, ao invés de pagar com a mesma moeda, oferece-se a oportunidade do perdão e da graça. É assim que consegue-se equidade, equilíbrio e a concórdia, restabelece-se, propôs-nos Jesus. E olhem que já vi isso muitas vezes. E o poder que isso tem no estabelecer-se a paz.

O mais duro dos corações, não fica frio diante de tal ato contra a lógica e a "justiça" humana. Já vi os mais durões despencarem com maior rapidez diante do perdão oferecido, do que fariam
se recebecem o pagamento na mesma moeda. E, mesmo que isso não acontecesse, o que perdoa sai maior, melhor, mais em paz consigo mesmo do que antes, com a amargura armazenada, que envenena e mata o ofendido, não o ofensor.

Nem imagino o que teria acontecido quando, surpreendido, o mundo todo naquele 11 de Setembro, o povo que fora ferido, oferecesse perdão. Teria sido uma loucura. Creio que teria parecido para a maioria, a mais completa idiotice. Aliás, foi isso mesmo que devem ter pensado, quando o Senhor propôs tudo isso.

Me desculpem o atrevimento. Só estava pensando cá com os meus botões... o que realmente teria acontecido.
Link para a postagem citada--> AQUI
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