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“Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia; porque tu ouviste, naquele dia, que estavam ali os anaquins, bem como cidades grandes e fortificadas. Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como ele disse.”(Josué 14:12)

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segunda-feira, 28 de março de 2011

AO DEUS DESCONHECIDO

AO DEUS DESCONHECIDO

Zé Luís

Conta-se, segundo tradição registrada como história por Diógenes Laércio, autor grego do século III a.C., numa obra clássica denominada The Lives of Eminent Philosofers (vol.1, p. 110) o seguinte:

Epimênedes, herói cretense, atendendo pedido de Atenas feito por Nícias, veio afim de aconselhar a cidade sobre a remoção de uma praga, e ao chegar, pediu um rebanho de ovelhas, pretas e brancas, em total jejum, soltando-as na relva da Colina de Marte, sendo que elas não podiam comer, e sim, jejuar, deitando-se sobre seu alimento, coisa naturalmente improvável para animais saudáveis. 
Do começo...
Os atenienses acreditavam que uma praga se abatera sobre a população por conta da ira de um deus indignado com as aberrações morais e violências cometidas por seu governador.
O hobby ateniense era colecionar deuses, nacionais e importados de diversos países, e a todos estes deuses foi feita a devida oferta, o sacrifício correto ao deus correto.
A praga continuou.
Por conta disso, o sábio Epimênedes foi convocado, e foi quando teve a idéia, por conta do seguinte raciocínio:
Seria possível que, entre tantos deuses, ainda existisse um deus que não houvesse seu altar erigido na cidade, e que se isso fosse possível, ele seria poderoso o suficiente para mostrar-se, se quisesse ajudar na solução daquela situação de como sacrificar a Ele e apaziguar sua ira.

Por isso, deu ordens que as ovelhas ficasse famintas, e que se, esse deus existisse, que elas, ao serem liberadas no pasto, não comessem, servindo isso como sinal. Diante do povo, as ovelhas foram liberadas, e ao invés de comer, foram deitando-se, no total de doze ovelhas, e no local onde deitaram, foram sacrificadas, erigindo-se em cada lugar de sacrifício, altares.

Ao perguntar qual nome deveriam colocar no altar, o sábio deduziu que, se a divindade aceitou sua confissão de ignorância, não deviam agora passar por sábios, tentando saber o nome ou aparencia, e naqueles altares, por decisão consensual definiu-se “Agnosto Theo”, ou, em português “Ao Deus Desconhecido”.

Séculos se passaram, e talvez, sem que soubesse da história, um tal Paulo de Tarso, na mesma Atenas idolatra, aponta para um daqueles altares remanescentes e diz: 

“É sobre este Deus desconhecido, que vós honrais sem o conhecer, é o que vos anuncio.”(Atos 23:27b). 

Nós, muitas vezes, acreditamos que Cristo é um Deus corporativista, que milita apenas no nosso “mundinho”, assim como os apóstolos da igreja primitiva, que se contentavam em ficar em Jerusalém. 

Como neste relato - e muitos outros pela História de diversos povos – Ele deixou seus sinais, aguardando que seus discípulos os decifrem para os povos, cumprindo o IDE. 
Baseada no livro “O Fator Melquisedeque”
Extraido de : CRISTÃOCONFUSO

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