Para ler NO Deserto

“Agora, pois, dá-me este monte de que o Senhor falou naquele dia; porque tu ouviste, naquele dia, que estavam ali os anaquins, bem como cidades grandes e fortificadas. Porventura o Senhor será comigo para os expulsar, como ele disse.”(Josué 14:12)

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sexta-feira, 24 de junho de 2011

UMA MESA NO DESERTO

UMA MESA NO DESERTO


Carlos Moreira

Quem me vê sorrindo, não conhece os meus dramas; quem me vê sonhando, não discerne as minhas limitações; quem me vê chorando, não entende os meus motivos; quem me vê sofrendo, não compreende as minhas razões.

Hoje estou me sentindo como Sansão, vencido pelos dilemas, soterrado por contradições. Estou girando em torno da roda de moinho da existência. Já dei várias voltas ao redor do mundo sem sequer sair do lugar. Sim, eu sei que há dias nublados, cinzentos, há dias de dor e solidão, “tempo de chorar e tempo de sorrir”...

Descobri, já faz algum tempo, que eu sou de osso, não de aço. Não faço parte desta geração que não sente dor, que não sente medo, que não fica doente, que não peca, que não se contradiz. Fui formado em uma “forma” diferente, sou o mais comum dos comuns, ainda permaneço como substância informe, meu interior é coberto de sombras e silêncios, sou ser por fazer-se, incompleto, inconstante, imperfeito.

Estou com fome de vida, preciso de um gole de esperança. Sinto dores por fora, calafrios por dentro. Talvez você não entenda o que é isso, pois provavelmente você foi feito numa outra “linha de produção”. Você é mais maduro, mais moderno. Eu não. Eu sou ser da terra, feito do barro, criado do pó. O Espírito Eterno soprou em minhas narinas e eu ganhei um pequeno fôlego de vida, coisa passageira, tênue. Logo, logo, eu sei, ele se extinguirá.

Já andei pelos lugares altos, e sei também o que é se arrastar com a cara no chão. Aprendi a viver mais com o não do que com o sim. De tanto apanhar da vida, acabei aprendendo a dar significados as minhas derrotas. Eu vivo de restos; aquilo que outros desprezam eu colho como frutos de misericórdia. Tenho semeado com lágrimas, por isso ainda espero um dia colher algo com um pouco de alegria... 

Há momentos em que eu me sinto como alguém que caminha pelo deserto, um beduíno, um andarilho sem destino. Eu não sei qual foi a porta que eu abri mas, quando dei por mim, já estava aqui. Curioso, também, é que eu não sei como sair; as portas daqui só possuem maçanetas pelo lado de fora! Aqui é todo canto e lugar nenhum...

Deus é a minha esperança, e isso é tudo o que a minha alma sabe. Enquanto o pó da existência se acumula nos meus pés cansados de tanto caminho, lembro-me das palavras do “pequeno príncipe” – não o de Exupery – e faço a minha prece: “prepares para mim uma mesa na presença dos meus adversários, uma mesa no deserto, e então derrame óleo sobre a minha cabeça para que o meu cálice transborde”.

Ensina-me, eu te peço, a viver com retidão, a não desprezar a correção, a meditar em tua palavra e a guardar puro o meu coração. Eu sei que se isso eu fizer, certamente “bondade e misericórdia me acompanharão todos os dias da minha vida, e habitarei na casa do Senhor para todo o sempre”.   


Quem puder entender, então que entenda... Quem não puder, apenas leia... Quem não ler, melhor fará...



Extraído de : GENIZAHVIRTUAL



terça-feira, 21 de junho de 2011

CUIDADO COM A SEDUÇÃO DA FACILIDADE

Cuidado com a sedução da facilidade
Pronto em apenas três minutos!

Alan Brizotti
É preciso ter cuidado com os atalhos. O caminho da espiritualidade é um caminho difícil. Toda a complexidade do existir e da experiência espiritual não pode ser simplificada, tatuada de superficialidade, arranjada com recursos técnicos, no caminho árduo da espiritualidade e maturidade não existem atalhos.

O cristianismo da atualidade vive de uma superficialidade dos que lidam com a Bíblia, o chamado analfabetismo bíblico, vive também de um aglomerado cada vez maior de pessoas prometendo soluções mágicas, num verdadeiro desastre da velocidade. O tempo hoje é a neurose da humanidade.Essa geração é fascinada pelos caminhos mais curtos. Poucos querem trilhar os caminhos árduos da obediência, dignidade, trabalho, honra, respeito, formação sólida de caráter. Não existe espiritualidade a controle remoto.

Na busca por facilidade, muitos correm ao encontro dos “especialistas” da fé. Homens que prometem "dez passos, sete dias, cinco ondas, guerras espirituais fantásticas e mirabolantes, retiros místicos". Pessoas que buscam satisfação imediata, deixam de ser cristãos e passam a ser consumidores impacientes e narcisistas. Gente que prefere o imediatismo fantasioso ao crescimento natural e maduro; relações superficiais ao invés de amizades verdadeiras. É o império do sintético.

Creio no poder de Deus, creio que podemos até fazer congressos, campanhas e retiros, só não podemos é criar atalhos para a vida e para a fé. Poucos querem enfrentar os desertos e vales da vida. Poucos querem ter paciência na tribulação ou suportar a dor e o sofrimento (II Co. 4.8-11). O escritor T. L. Cuyler, disse: “Algumas vezes Deus lava os olhos de seus filhos com lágrimas, para que eles possam ler corretamente sua providência e seus mandamentos”.

Muitos procuram por intimidade com Deus, porém, a falsa sensação de intimidade produzida pela facilidade, pode produzir também um falso sentimento de liberdade. Não existem atalhos para o amadurecimento. Uma das metáforas usadas por Jesus para falar de espiritualidade é a da semeadura e colheita (Lc. 8.4-15), que mostra perfeitamente a dura realidade da vida.

Carecemos de uma vivência que obedeça as Escrituras, que desenvolva a prática da oração sincera e honesta, que cresça numa íntima e verdadeira comunhão, o convívio amoroso com os irmãos, que restaure a relação pastoral madura e confiável. Somente assim, poderemos vencer os dramas da vida. Jesus nunca simplificou, Ele encarou a cruz e toda a sua crueldade, H. C. Trumbull, disse que “o Calvário mostra como os homens podem ir longe no pecado, e como Deus pode ir longe para salvá-los”.

É hora de resgatarmos a genuína espiritualidade.
Até mais...
Alan Brizotti

segunda-feira, 20 de junho de 2011

MAIS UM BEBÊ ENCONTRADO NO LIXO

MAIS UM BEBÊ ENCONTRADO NO LIXO!

“Já fui jovem e agora sou velho, mas nunca vi o justo desamparado, nem seus filhos mendigando o pão. Ele é sempre generoso e empresta com boa vontade; seus filhos serão abençoados. Desvie-se do mal e faça o bem; e você terá sempre onde morar. Pois o Senhor ama quem pratica a justiça, e não abandonará os seus fiéis. Para sempre serão protegidos, mas a descendência dos ímpios será eliminada;” (Salmos 37:25 a 28)

Dálton Curvello
 Na última semana, repetindo algo que infelizmente vem se tornando comum, outro bebê foi encontrado no lixo em Goiânia. Desta vez a genitora (me recuso a chamar de mãe aquela criatura) envolveu o bebê em duas sacolas, e literalmente jogou no lixo. A matéria você lê AQUI.

Fiquei indignado com o acontecimento, levando-me a pensar sobre a infinita Graça de DEUS, o cuidado dEle com aquela pequena criança, abandonada por quem deveria defender sua vida, cuidar dela. Lembrei que nos últimos meses tem sido freqüente notícias desse tipo. Mães jogando fora seus filhos recém-nascidos, bebês encontrados em situações que indicam claramente terem sido “jogados fora”, alguns até encontrados tarde demais.

 Será isso resultado de uso indiscriminado de drogas? Que sociedade é essa que estamos construindo, em que filhos matam os pais, e mães jogam fora seus bebês?
A Bíblia ensina que "O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é entendimento.”(Provérbios 9:10). Só posso concluir que o que está faltando nas pessoas é temor de DEUS, é conhecer a Deus.

Muitas pessoas julgam que conhecer a Deus é ir num culto, uma vez por semana, emocionando-se com as músicas, às vezes até chorando com a mensagem, mas saem daquele local exatamente como entraram: vazias. Pergunte-lhes ao final do culto sobre o que foi a mensagem, e a maioria sequer saberá responder. Faça essa pergunta na terça-feira, no meio do expediente diário, e provavelmente a grande maioria sequer estará pensando em Deus.

Precisamos de pessoas que estejam dispostas a transformar o mundo. Chega de crentes-de-faz-de-conta. Posso garantir que a poucos metros do local em que essa criança quase foi assassinada pela própria mãe existe uma igreja (temos quase uma a cada esquina em Goiânia).

Uma igreja provavelmente lotada de pessoas buscando receber (é nisso que estão transformando os crentes dos dias de hoje), pseudo-crentes que exigem bênçãos de Deus, que colocam-no contra a parede, citando versículos quase como macumba, liderados por lobos, mais interessados em engordar suas contas bancárias do que em ensinar o verdadeiro evangelho de Cristo.

Chega de crentes-de-faz-de-conta! Deus está chamando aqueles que ainda são capazes de chorar com os que choram, aqueles que ainda vão aos cultos para cultuar ao Deus vivo! Para render-lhe o verdadeiro louvor, para se render aos seus pés, saindo da igreja não apenas emocionado, mas transformado, tocado, e com olhos abertos ao que acontece à sua volta.

Precisamos de Igrejas de verdade, que cumpram o “IDE” conforme descrito na Bíblia. Hoje as igrejas visam arrecadar fortunas para ir “às nações”, esquecendo-se por completo de sua Judéia (as imediações da igreja) e Samaria (estados vizinhos). Quando foi a última vez que sua igreja esteve presente na própria comunidade (bairro, cidade em que está instalada)? Quando foi a última vez que você olhou ao seu redor, percebendo aquela pessoa aflita, deprimida, carente, necessitada de uma palavra, um conselho, uma orientação Cristã?
PENSE NISTO

quarta-feira, 15 de junho de 2011

DEUS TEM UMA NOVA HISTÓRIA PRA VOCÊ

DEUS TEM UMA NOVA HISTÓRIA PRA VOCÊ

“Tu a quem tomei desde os fins da terra, e te chamei dentre os seus mais excelentes, e te disse: Tu és o meu servo, a ti escolhi e nunca te rejeitei. Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça. Eis que, envergonhados e confundidos serão todos os que se indignaram contra ti; tornar-se-ão em nada, e os que contenderem contigo, perecerão. Buscá-los-ás, porém não os acharás; os que pelejarem contigo, tornar-se-ão em nada, e como coisa que não é nada, os que guerrearem contigo. Porque eu, o SENHOR teu Deus, te tomo pela tua mão direita; e te digo: Não temas, eu te ajudo”.(Isaías 41:9 a 13)


Dálton Curvello
Não importa a extensão do deserto que possamos passar, não importa a intensidade da tempestade que possa vir, o que realmente importa é que Deus nos diz: “Não temas, eu te ajudo”.

Certa vez ouvi uma palestra sobre técnicas utilizadas por salva-vidas (aquele sujeito que fica na praia para resgatar os afogados). O preletor dizia que quando localizava alguém se afogando, tinha que ter cuidado ao se aproximar, pois corria o risco de se afogar junto, caso a pessoa ainda tivesse forças para agarrá-lo em meio ao seu desespero. Nesta palestra, ele afirmou que tinha que imobilizar a vítima de afogamento, para salvar-lhe a vida, pois enquanto esta estivesse lutando pela sobrevivência, não tinha como resgatá-la
.
Outro dia vi uma matéria na TV que me fez recordar dessa palestra. Na reportagem, contaram de um salva-vidas que foi resgatar algumas pessoas que se afogavam, e acabou morrendo junto.
Por que estou falando isso? Para ilustrar que muitas vezes, enquanto atravessamos provações nos comportamos da mesma maneira que uma vítima de afogamento. Ficamos nos debatendo, lutando com as próprias forças contra a tempestade violenta. Esse nosso “debater” somente atrasa o processo de resgate pelo supremo salva-vidas.

Receba de maneira sobrenatural a PAZ que Deus tem para lhe oferecer, através de Cristo Jesus. Tenha a certeza de que não importam as circunstâncias, Deus te diz: “Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça”.

terça-feira, 14 de junho de 2011

BONANÇA (Pão Diário)

BONANÇA (Pão Diário)

“porque Deus mesmo disse: "Nunca o deixarei, nunca o abandonarei". Podemos, pois, dizer com confiança: "O Senhor é o meu ajudador, não temerei. O que me podem fazer os homens?" (Hebreus 13: 5 e 6)


Hans Kellert, Curitiba-PR
“Depois da tempestade vem a bonança”. O ano de 2010 começou conturbado para minha esposa e para mim. Em Janeiro, nosso companheirinho (cachorro) que durante 15 anos viveu conosco, morreu. Para alguns isso não quer dizer nada, porém para nós foi bastante triste, pois dia após dia éramos só nós três.

Naquele mesmo dia também recebemos a comunicação que os donos da casa que estávamos alugando não queriam renovar o contrato de aluguel, pois precisariam da casa. Então fomos atrás de casa, pois até meados de março teríamos de entregá-la. Não foi uma tarefa fácil achar casa com um valor que se adaptasse ao nosso salário.

Bem no começo de fevereiro bato nosso carro, que deu perda total. Algumas vezes parecia que a coisa estava tão ruim que não poderia piorar. E ainda houve problemas de saúde de familiares nossos que foram objeto de nossas orações e apreensões.

É nessas horas, porém, que é preciso não deixar de confiar em Deus. Continuamos confiando nEle e Ele manifestou a sua graça, o seu amor e sua misericórdia sobre nós. Experimentamos isso dia após dia.

Para o período sem carro, irmãos nos emprestaram um. Quanto à parte financeira, Deus sensibilizou várias pessoas que nos ajudaram e assim pudemos passar bem porf esse período complicado. Na hora certa conseguimos o carro e a casa. Depois que a tempestade passou, veio a bonança e com certeza crescemos muito mais ainda na confiança no Senhor e nos conscientizamos muito mais de sua fidelidade.

Além de tudo isto, aprendemos também que não podíamos reclamar de nossa situação, pois havia situações muito piores acontecendo próximas a nós, ou tragédias que ocorreram no Brasil e pelo mundo afora. Em comparação com aquilo, o que nós passamos foi bastante pequeno.

Louvamos a Deus pelo seu cuidado e presença constante em nossa vida.

Em meio à tempestade, não deixe de confiar no Senhor!
Extraído de “PÃO DIÁRIO-14”da RTM.
Você pode  adquirir o pão diário AQUI

E você, já viveu a experiência de atravessar um deserto, passar por uma tempestade em sua vida, tendo a indescritível certeza e PAZ de saber que o Senhor Deus é contigo?

sábado, 11 de junho de 2011

O QUE REALMENTE CONTA

O QUE REALMENTE CONTA

“E, partindo Jesus dali, seguiram-no dois cegos, clamando, e dizendo: Tem compaixão de nós, filho de Davi. E, quando chegou à casa, os cegos se aproximaram dele; e Jesus disse-lhes: Credes vós que eu possa fazer isto? Disseram-lhe eles: Sim, Senhor. Tocou então os olhos deles, dizendo: Seja-vos feito segundo a vossa fé. E os olhos se lhes abriram.” (Mateus 9:27 a 30)

Deus tem falado muito comigo nos últimos dias a respeito de restauração, a respeito de viver com Ele e através dEle a cada dia uma nova história.
Uma frase que tem martelado em minha cabeça é a seguinte: “No final, o que realmente conta, não é quantas vezes você caiu, mas sim quantas você se levantou.”
Não se deixe abater, caro leitor. Nos próximos dias estarei postando algumas mensagens abordando esse tema, falando de atravessar desertos e alcançar oásis, manter a fidelidade a Deus e ser levado por Ele à vitória, sempre.
O segredo? Veja a mensagem da música abaixo...

sexta-feira, 10 de junho de 2011

O SUPER-HOMEM NÃO EXISTE! O SUPER-PASTOR TAMBÉM NÃO!...

O SUPER-HOMEM NÃO EXISTE!
O SUPER-PASTOR TAMBÉM NÃO!...


Por Júnior Rubira
Todos conhecem a história do homem com poderes excepcionais que salva a humanidade de seus maiores temores através de batalhas épicas contra grandes vilões, sem dúvidas a história de Clark Kent é um sucesso, do mais novo ao mais velho todos já ouviram algo sobre o homem invencível. Óbvio que todos sabem que a história é apenas uma ficção e que o herói de milhões de crianças jamais existiu realmente.

Mas há muitos que acreditam que são super-heróis, homens e mulheres, dotados de poderes e que podem salvar o mundo através de sua força, a estes eu chamo pastores. Claro que não é a minha intenção generalizar este pensamento a todos os pastores que existem, mas quero me dedicar a uma classe "pastoral" que julga ser invencível, que julga ser capaz de salvar a humanidade por seus próprios esforços.


Normalmente o cara que se caracteriza por ser um Super-Pastor reinvindica para si ter um super poder espiritual capaz de redimir as mazelas da humanidade e acabar com todos os seus vilões, no caso demônios, sendo desta maneira seguido e admirado por milhares. As pessoas que seguem um Super-Pastor esperam dele em todas as suas tribulações a solução para os seus problemas, o camarada se torna o centro de todas as notícias e aplausos a cada "salvamento" realizado.

Porém estes Super-Pastores que gostam de aparecer e gostam de destacar seu poder são completamente diferentes do super-herói da DC Comics, Clark era um anônimo e fazia de tudo para manter seu anonimato, já os Super-Pastores gostam dos palcos e honrarias que todos podem lhes oferecer, desde homenagens religiosas até benefícios políticos, ao contrário de Clark que nunca buscou benefício próprio através de seu poder. 

Estes Super-Pastores na verdade são o oposto de Cristo, na verdade a cruz para eles se tornou apenas uma fonte de renda, uma marca de propaganda pessoal. Jesus nunca buscou lucrar com seu serviço aos homens, nunca vendeu poder espiritual, nunca buscou glórias humanas, nunca buscou aplausos ou benefícios políticos.

Mesmo com todas as diferenças os pilantras da fé ainda ousam dizer que são servos de Jesus, porém não lhe seguem o exemplo!

Mas há um problema, o Superman era inabalável, até que fosse exposto a uma pedra de Kryptonita que o enfraquecia radicalmente, nesses casos ele acabava por ser severamente castigado por seus adversários, o mesmo ocorre com os Super-Pastores pois uma vez inabaláveis há algo que os enfraquece e os lança na ruína, a soberba!

Os grandes "homens de deus" acabam desmascarados e arruinados devido a grande soberba que carregam no coração, por ela eles são levados até o mais profundo da corrupção e acabam por desvendar o verdadeiro caráter que possuem, trazendo apenas vergonha para os genuínos seguidores de Jesus Cristo. Super-Pastores não existem, eles sempre acabam envergonhados e derrotados pelos próprios desejos egoístas que possuem.

Eu não acredito em Super-Pastor, e sim nEle, O Bom Pastor!

Deus vos abençoe!
Extraído de: WebEvangelista.com

quarta-feira, 8 de junho de 2011

RECEITA CONTRA A INSÔNIA

RECEITA CONTRA INSÔNIA


“Há muitas pessoas que oram assim: Dá-nos mais bênçãos, ó SENHOR Deus, e olha para nós com bondade! Mas a felicidade que pões no meu coração é muito maior do que a daqueles que têm comida com fartura. Quando me deito, durmo em paz, pois só tu, ó SENHOR, me fazes viver em segurança.” (Salmos 4:6 a 8 NTLH)

Dálton Curvello
Nos dias de hoje, conturbados por tantos anseios (e receios), quando os jornais insistem em estampar a cada dia matérias maissanguinolentas, muitas das igrejas ditas evangélicas pregam o evangelho fácil, em que Deus deve agir como o gênio da lâmpada, e as pessoas são levadas a valorizar cada vez mais o quanto conseguem arrancar desse Deus, em matéria de bênçãos materiais, essa situação toda acaba gerando tamanha ansiedade que literalmente “tira o sono”.

No entanto, na Bíblia ( a mesma que esses irmãozinhos carregam debaixo do braço, mas insistem em não ler) está a receita contra toda e qualquer insônia. Leia todo o Salmo 4, e veja maravilhado o quanto nosso Deus é maravilhoso, bondoso, misericordioso. Declare como o Salmista: “ Há muitas pessoas que oram assim:  Dá-nos mais bênçãos, ó SENHOR Deus, e olha para nós com bondade! Mas a felicidade que pões no meu coração é muito maior do que a daqueles que têm comida com fartura”. As pessoas ao nosso redor andam oprimidas, tensas, sem PAZ, pois buscam com veemência possuir, mas o que lemos (você pode declarar isso?) é que Enquanto existem tantas pessoas que oram pedindo a Deus mais e mais bênçãos, nós podemos declarar que a felicidade (a paz, a alegria, a serenidade) que DEUS põe em nosso coração é muito (mas muito mesmo!)MAIOR do que a daqueles que possuem tantas coisas. E é exatamente essa serenidade do coração que nos possibilita declarar junto com o Salmista: “. Quando me deito, durmo em paz, pois só tu, ó SENHOR, me fazes viver em segurança.”

Entenda que é apenas DEUS, e unicamente ELE que nos proporciona essa maravilhosa, indescritível, infinita e absurda PAZ, não como a que o mundo dá, mas aquela prometida por Jesus em João 14:27. Uma PAZ que o mundo não pode dar (e nem compreender), aquela PAZ que te faz permanecer tranqüilo mesmo quando tudo à sua volta está ruindo, uma PAZ aonde toda a segurança do mundo é lixo.

Certa vez, quando eu trabalhava no Mato Grosso, conheci um cliente do banco que pode ilustrar muito bem o que eu digo. Fazendeiro bem sucedido, comprou uma linda casa, uma camionete “ultimo tipo”, com todos os acessórios disponíveis na época (lembro que o seguro ficou uma nota...). Para minha surpresa, esse cliente em poucos meses voltou à agência para cancelar o seguro da camionete chiquérrima. Perguntei-lhe o porquê, e ele me respondeu que havia vendido a tal camionete, pois desde que a adquiriu não conseguia dormir à noite, levantando várias vezes para conferir se ela ainda estava na garagem. Disse que não tinha mais paz nem para andar na rua, com medo de ser assaltado. Percebe a diferença? Mesmo possuindo o melhor veículo da cidade, com seguro inclusive, sua PAZ, sua alegria com esse bem precioso desapareceu, deixando em seu lugar ansiedade, medo, frustração,  sentimentos que lhe consumiam por dentro. Preferiu livrar-se daquela camionete. Percebe a diferença entre a PAZ QUE Deus oferece e aquela que o mundo dá?

Se você sofre com esse mal (insônia), ore neste momento a DEUS, declare como o Salmista, e receba DELE essa PAZ que te faz dormir tranqüilo, mesmo durante o pior terremoto que possa existir.

 PENSE NISTO

terça-feira, 7 de junho de 2011

CADÊ O PECADO QUE ESTAVA AQUI?

Cadê o pecado que estava aqui?


Alan Brizotti
Nos últimos dias uma pergunta irritante tem me perseguido: o que aconteceu com o pecado?

Ou o povo anda muito santo... ou foi o pecado que fez as malas e foi embora! Também, com tanto apóstolo, bispo, herói, mulher maravilha, campeão, vitorioso, vice-Deus... O pecado deve estar com vergonha dos crentes.

Outra pergunta igualmente irritante insiste em me atormentar: se ninguém mais peca, o que fazemos com Cristo? E a cruz? A quem ela confronta? Pra quê, afinal, olhar para o sacrifício da cruz?Aliás, se ninguém mais peca, o que a gente anda fazendo na igreja com aquelas orações todas, aqueles cânticos e aquele livro... a Bíblia (lembra?)

Está se fortalecendo na mentalidade gospel um novo pecado: menos nocivo, menos fedido, menos feio, menos agressivo. Mais light, mais flex, mais clean. Mais dissimulado, mais perigoso, mais nojento, mais anti-Deus. É o ateísmo do coração: "Diz o tolo em seu coração: não há Deus" (Sl. 14). Esse novo pecado é a marca do velho homem.

Essa nova igreja - sem pecado - mas com muito dinheiro, acha que pode comprar o céu, atingir a Majestade nas alturas com seus gritinhos frenéticos de "tome posse!" Uma igreja cheia de gente, mas vazia de Deus. Uma igreja, como disse John Stott numa entrevista recente, "com 5 mil quilômetros de extensão, por 5 centímetros de profundidade". Igreja da facilidade, casa da neurose, ambiente de paixões efêmeras.

Meu amigo leitor desse espaço perigoso: pecado ainda é pecado e só sai pela boca! É confessando - e deixando - que a gente alcança misericórdia (Pv. 28. 13). O pecado ainda fere, arrasa, adultera, desconfigura, bestializa, violenta a pureza. Ainda machuca o coração de Deus. Mas, como o apóstolo Paulo mesmo bradou: "... Mas onde aumentou o pecado, transbordou a graça" (Rm. 5. 20).

Como dizia Lutero: "Não tenho nenhum outro nome: Pecador é meu nome, Pecador é meu sobrenome".

Até mais... pecador
Alan Brizotti, o principal
Extraído de ALANBRIZOTTI

segunda-feira, 6 de junho de 2011

VOCÊ É UM CARA LEGAL?

VOCÊ É UMCARA LEGAL?

“Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas; Isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que crêem; porque não há diferença. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.” (Romanos 3:20 a 26)

                Você se considera uma pessoa justa? Compara-se com outros,pesando-se na própria “balança moral” e acha que está fazendo tudo certo, e que Deus lhe deve uma? Assista ao vídeo abaixo,dica do nosso irmão @pedrokarneiro,via twitter:

domingo, 5 de junho de 2011

KARI JOBE – YOU ARE FOR ME


KARI JOBE – YOU ARE FOR ME

“Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça.”(Isaías 41:10)  

Adore a Deus através desse excelente vídeo, dica do @vagnaocom!


DEPOIMENTO DE UM EX-CEGO

DEPOIMENTO DE UM  EX-CEGO
  

“Então levaram aos fariseus o homem que havia sido cego. O dia em que Jesus havia feito lama e curado o homem da cegueira era um sábado. Aí os fariseus também perguntaram como ele tinha sido curado. — Ele pôs lama nos meus olhos, eu lavei o rosto e agora estou vendo — respondeu o homem. Alguns fariseus disseram: — O homem que fez isso não é de Deus porque não respeita a lei do sábado. E outros perguntaram: — Como pode um pecador fazer milagres tão grandes? E por causa disso houve divisão entre eles. Então os fariseus tornaram a perguntar ao homem: — Você diz que ele curou você da cegueira. E o que é que você diz dele? — Ele é um profeta! — respondeu o homem. Os líderes judeus não acreditavam que ele tinha sido cego e que agora podia ver. Por isso chamaram os pais dele e perguntaram: — Esse homem é filho de vocês? Vocês dizem que ele nasceu cego. E como é que agora ele está vendo? Os pais responderam: — Sabemos que ele é nosso filho e que nasceu cego. Mas não sabemos como é que ele agora pode ver e não sabemos também quem foi que o curou. Ele é maior de idade; perguntem, e ele mesmo poderá explicar. Os pais disseram isso porque estavam com medo, pois os líderes judeus tinham combinado expulsar da sinagoga quem afirmasse que Jesus era o Messias. Foi por isso que os pais disseram: “Ele é maior de idade; perguntem a ele.” (JOÃO 9:13 a 23)

Dálton Curvello
Os religiosos de plantão, aqueles que se consideravam os “donos da sinagoga” interrogavam o homem que havia sido curado de cegueira. Interessante percebermos nitidamente que os cegos na realidade são aqueles religiosos, presos em seu conceito humano de religião se tornaram incapazes de enxergar o milagre de Deus na vida daquele homem.

Quantas pessoas agem da mesma forma hoje em dia? Líderes religiosos que criam estereótipos, criam regras aonde Deus tem que se encaixar, não sendo reconhecido caso Ele não se submeta às suas regras. Naquela ocasião os fariseus entendiam que, para ser Deus, Ele não poderia curar no sábado, não poderia operar milagres se não fosse por intermédio de algum figurão da estrutura burocrático-religiosa instituída. Hoje, isso se traduz em exigências aos membros, em querer que Deus, como os fariseus exigiam naquela época, se submeta à hierarquia religiosa dominante, operando sinais e maravilhas apenas sob a placa de sua denominaçãozinha. Criam títulos para sí mesmos, e acham que esse título foi dado por Deus, se autodenominam "Apóstolos", "Pai-póstolos", "patriarcas" e tantas aberrações.

Usam as ovelhas como seu rebanho particular, ensinando superstições-gospel, criando estórias para dominar a mente de pessoas indefesas espiritualmente. Notem que os fariseus citados no texto, apenas porque Jesus operou a cura num sábado, já concluíram que Ele não poderia estar fazendo isto da parte de Deus: Alguns fariseus disseram: — O homem que fez isso não é de Deus porque não respeita a lei do sábado. Alguns chegaram a duvidar que homem tivesse sido cego, interrogando os pais dele a respeito! Perceba que por trás de toda a história estava a decisão já tomada de expulsar da Sinagoga qualquer um que afirmasse que Jesus era o Messias. Um povo passa séculos esperando a chegada do Messias, e quando este se apresenta, eles estão tão cegos pelas regras que eles criaram, costumes inventados pelos homens, que sequer O reconhecem!

Será que não estamos fazendo a mesma coisa nos dias atuais? Volte-se para a Bíblia, caro leitor! É lá que vamos encontrar a sabedoria e o conhecimento necessários para nos identificarmos com o criador. A essas pessoas que não conseguiam enxergar a divindade de Jesus, Ele declarou:“Errais, não conhecendo as escrituras, nem o poder de Deus.                                                                 

sábado, 4 de junho de 2011

Liberte-me com Misericórdia - Uma Canção de John Piper

Liberte-me com Misericórdia
Uma Canção de John Piper

Hoje compartilho uma apresentação do YouTube, que encontrei no canal de VOLTEMOSAOEVANGELHO. Vale à pena meditar, refletir sobre o tema apresentado:


quarta-feira, 1 de junho de 2011

UMA HISTÓRIA DE AMOR

Uma história de amor

José Humberto Júnior
Deus possui uma história de amor conosco. A todo momento, em todas as circunstâncias e em todos os lugares, o compromisso do Pai com a nossa vida é o de nos amar. Não existe outra motivação, outra intenção no coração de Deus a não ser aquela que revela o seu amor em e por nós.


Deus empenhou uma palavra consigo mesmo a nosso respeito e essa foi a de nos amar a todo custo, de não desistir de nós, ainda que Ele tivesse e tenha todos os motivos para fazer isso. Um amor incondicional porque Deus é incondicional.


O nosso Pai celestial não se ocupa em satisfazer os desejos dos nossos corações. Deus não gasta o seu tempo tentando se enquadrar dentro da proposta de vida que apresentamos pra Ele. Não gasta nem um segundo, querido. Assim entendemos que Deus não é, e nunca será fiel à nós. Se assim fosse estávamos mais perdidos ainda.


O nosso Senhor tem um plano de vida para nós. E esse plano se resume a Ele nos ensinar a viver o amor Dele em nossas vidas. Amar como Ele amou. A todo momento que Deus se ocupa da nossa vida, Ele não tem outro objetivo a não ser o de revelar o seu amor, de nos ensinar a respeito desse amor que transforma o mundo, porque primeiro transforma as pessoas.


Se somos colocados para celebrar, é para aprendermos do amor, se nos achamos no choro, é para amarmos melhor, se somos disciplinados é porque Deus não desistiu de nós, e está totalmente compromissado com a nossa vida. Não com os nossos desejos ou com o estilo de vida que um dia queremos alcançar. Deus não tem dó de nós. Ele não fica com pena da nossa vida. Esses sentimentos são sentimentos perigosos porque eles nos fazem atender uma demanda urgente, um desejo eminente, mas não damos às pessoas o que elas precisam. É como dar uma moeda a um mendigo. O que Deus possui é misericórdia, e esta, infinita. A misericórdia, a compaixão não se compromissa com um desejo aparente, mas se compromete com a real necessidade das pessoas. A misericórdia não alivia, ela cura. O mundo precisa menos de dó e mais compaixão.


Porque Deus tem misericórdia, ele nos disciplina. E nos disciplinará até o fim. Morreremos sendo disciplinados, pois a disciplina é um sinal de amor, é a expressão da natureza da relação que Deus fundamentou conosco. Somos corrigidos porque o Pai nunca desistirá de nos trazer ao lugar que Ele quer que estejamos
.

Se disciplinamos alguém, é para que seja conhecida a natureza da nossa relação. É para que fique evidenciado e patente em que bases os nossos relacionamentos estão firmados. A correção, ao final, precisa nos deixar mais próximos, mais íntimos, porque antes de apontar para o que está errado ou para quem errou, fala do amor, da misericórdia, de um relacionamento marcado por um compromisso incondicional. É assim que Deus nos corrige, e é assim que precisamos corrigir quem quer que seja. Sem dó nem pena, mas com muita misericórdia e compaixão.


"Vejam o que esta tristeza (a disciplina) segundo Deus produziu em vocês: que dedicação, que desculpas, que indignação, que temor, que saudade, que preocupação, que desejo de ver a justiça feita! Em tudo vocês se mostraram inocentes a esse respeito. Assim, se lhes escrevi, não foi por causa daquele que cometeu o erro nem daquele que foi prejudicado, mas para que diante de Deus vocês pudessem ver por si próprios como são dedicados a nós. Por isso tudo fomos revigorados."(2Coríntios 7)


Nele, que está escrevendo uma história de amor conosco,
Júnior

segunda-feira, 30 de maio de 2011

QUAL É O SEU SONHO?


QUAL É O SEU SONHO?
“E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos terão sonhos;”(Atos 2:17)

Dálton Curvello
Tenho visto pessoas bastante novas e que já perderam a capacidade de sonhar, de ter visões para seu futuro; e tenho visto também pessoas com idade bastante avançadas e que mantém aquele brilho no olhar, revelando que ainda sonham, ainda têm a capacidade de realizar.

O versículo acima fala do derramamento do Espírito Santo, mas creio realmente que esta passagem, citada inicialmente em Joel 2:28 fala também que nesta dispensação (da GRAÇA), esse Espírito que foi derramado no pentecostes mudou radicalmente a essência de nossa matéria, gerando esse fenômeno que atinge “toda a carne”, proporcionando-nos essa maravilhosa capacidade de ter visões (visualizar o futuro, imaginar novas realidades) e sonhos (planos, projetos, realizações), independentemente da idade cronológica.

Qual é o seu sonho? Qual a visão que Deus tem te dado? Não permita que o inimigo venha a roubar de você essa unção que Deus nos garante.

Finalizo com um pequeno vídeo do YouTube, Não tem como não se emocionar com as imagens: 

sábado, 28 de maio de 2011

CÉU ABERTO - ULTIMATO

Céu aberto

O navio não tinha bússola. Deixou a ilha de Creta e dirigia-se à Itália. Navegava de leste a oeste no mar Mediterrâneo, entre o sul da Europa e o norte da África. Estavam a bordo o dono da embarcação, a tripulação e os passageiros, ao todo 276 pessoas. Dentre elas havia um oficial do exército romano, alguns soldados, alguns presos e um médico e historiador chamado Lucas. Um dos presos era Paulo de Tarso. O navio tinha saído de Alexandria, no Egito, e levava uma boa carga de trigo para Roma. Um vento forte o tirou da rota e uma tempestade escondeu o sol, a lua e as estrelas por duas semanas. O céu só se abriu depois do naufrágio do barco nas proximidades da ilha de Malta, ao sul da Sicília. Pode-se imaginar o alívio que o céu aberto trouxe para aqueles náufragos depois de tanto tempo de céu fechado (At 27).


A questão é que há outras situações de céu aberto mais importantes do que a de sentido literal. No mesmo livro de Atos há uma referência a céu aberto como metáfora, referindo-se à visibilidade de Deus e de sua glória. Trata-se do episódio envolvendo o primeiro mártir da história do cristianismo. Estêvão estava sendo apedrejado. A dor era enorme. A morte, iminente. Ninguém estava por perto para suspender o apedrejamento. Ele olha firmemente para o céu e vê a glória de Jesus Cristo. Então, Estêvão exclama: “Olhem! Eu estou vendo o céu aberto!” (At 7.56, NTLH). No derradeiro momento da vida, esse fervoroso cristão vê o céu aberto e não a escuridão da maldade humana e da morte.


Há nuvens espessas e muito escuras que se colocam entre a criatura e o Criador. É uma espécie de véu que encobre Deus e as demais realidades. Isso infelicita muita gente porque os priva de Deus -- sem o qual a alma geme o tempo todo. É mais fácil e menos complicado crer em Deus do que não crer nele. No entanto, essa nuvem ou esse véu esconde do homem aquele por quem ele aspira sem saber. Como entender a criação sem o Criador? Como entender a beleza, a ordem, a majestade, a funcionalidade, a imensidão das coisas criadas sem considerar a existência de Deus?

Como não crer em Deus se não há um povo sequer sem religião, em qualquer tempo e em qualquer lugar? Como não crer em Deus se até hoje o secularismo, o materialismo, o agnosticismo, o ateísmo e as ideologias, em separado ou todos juntos, não conseguiram apagar da mente humana a ideia de Deus? Como não crer em Deus se os escândalos, a perseguição e as guerras religiosas não foram suficientes para desacreditá-lo por completo? Como não crer em Deus diante do impasse da morte física e do mistério que a envolve?


O céu fechado não diz respeito apenas à incredulidade. Refere-se também à recusa em tratar Deus como Deus. Só depois de sujeitar-se resoluta e alegremente à soberania de Deus é que o ser humano pode exclamar: “Eu estou vendo o céu aberto!”.


Não podemos ser ingênuos. Enquanto alguns evangelizam, outros “desevangelizam”. A arte de atrapalhar a caminhada para o céu aberto existe. Jesus condenou aqueles que não entram “nem deixam que entrem os que estão querendo entrar” (Mt 23.13, NTLH).

A parábola do semeador diz que existe de fato um ladrão de semente: as aves do céu costumam comer as sementes do evangelho lançadas no coração humano, impedindo que elas sequer germinem (Mt 13.4, 19). Os homens não podem crer porque, segundo Paulo, “o deus desta era cegou o entendimento dos descrentes, para que não vejam a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2Co 4.4). Todavia, a situação não é irreversível, pois os que querem sair da escuridão que os envolve e entrar no céu aberto podem e devem contar com a graça de Deus. Porque “esse véu só é tirado quando a pessoa se une com Cristo” (2Co 3.14, NTLH)!
FONTE:  Revista ULTIMATO, Edição 329

quinta-feira, 26 de maio de 2011

ATRAVESSANDO O DESERTO DE CABEÇA ERGUIDA

ATRAVESSANDO O DESERTO DE CABEÇA ERGUIDA


“Tu a quem tomei desde os fins da terra, e te chamei dentre os seus mais excelentes, e te disse: Tu és o meu servo, a ti escolhi e nunca te rejeitei. Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça. Eis que, envergonhados e confundidos serão todos os que se indignaram contra ti; tornar-se-ão em nada, e os que contenderem contigo, perecerão” (Isaías 41:9 a 11)

Dálton Curvello

No livro CALEBE, eu faço uma análise da situação desse nobre personagem, que, a despeito de perseverar em confiar em Deus, se viu obrigado a perambular pelo deserto por 40 anos, mantendo sua integridade, fé e perseverança. Hoje quero me dirigir àqueles que, como eu, atravessam neste momento um deserto. 

Deserto, no jargão "crentês" significa provação. Assim como num deserto físico, neste deserto que me refiro há carências, abandono, perigos.

Atravesse esse deserto de cabeça erguida. Saiba perseverar em confiar em Deus, certo de que nossa jornada não se resume aos períodos de provação e que em Cristo somos verdadeiramente mais que vencedores! Não permita que os emissários de satanás venham te confundir, ou mesmo acusar. Eu já presenciei até pastor de igreja que, recusando-se a ir visitar ovelha por ele ferida, ainda alegou que não iria por que a tal ovelha não era dizimista. Saiba identificar o verdadeiro pastor.

Deus te diz hoje: "Tu a quem tomei desde os fins da terra, e te chamei dentre os seus mais excelentes, e te disse: Tu és o meu servo, a ti escolhi e nunca te rejeitei." Ele não te rejeita. Mesmo se você perdeu seu "status", mesmo que os homens, esses que preferem carros "zero Km", apartamentos em porcelanato, mesmo que esses te abandonem, DEUS não te abandona, e estará contigo durante toda a caminhada, declarando a você em todo o tempo: "Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça."
Nosso alvo é Cristo, nossa regra de fé e prática é a Bíblia. Às vezes nos deixamos contaminas por regrinhas gospel de seitas enganadoras que, fazendo se passar por igrejas Cristãs enredam muitas pessoas num engodo, um misto de regras e preceitos de homens, colocando sobre seus seguidores um fardo cada vez mais difícil de se carregar, e abusam disso para extrair de seus incautos seguidores cada centavo possível.

Às vezes, neste deserto você ainda enfrenta calúnias, línguas ferinas daqueles que, aproveitando-se do  cão morto, fazem questão de também "dar um chute", do alto de suas fétidas latrinas, destilam seu veneno, como instrumentos do diabo, buscando envergonhar o servo do Deus altíssimo. Deus manda te falar hoje que: "Eis que, envergonhados e confundidos serão todos os que se indignaram contra ti; tornar-se-ão em nada, e os que contenderem contigo, perecerão”.


terça-feira, 24 de maio de 2011

SERÁ QUE A CULPA É DE DEUS?

SERÁ QUE A CULPA É DE DEUS?




Dálton Curvello
Muito se tem dito e escrito sobre as catástrofes que vêm acontecendo nos últimos meses. Já li até iminente pastor afirmar que Deus não tem mais o controle deste mundo... Heresia pura! Sobre esse assunto, um dos textos que correm a internet desde 2001 (quando ocorreu o onze de setembro), e que ao meu ver demonstra afinal de quem é a culpa pelo apodrecimento desse nosso mundo tenebroso. Talvez você já tenha lido o texto, é provável que já tenha recebido por e-mail até, mas vale à pena reler atentamente. Creio que tudo é uma questão de opção que fazemos, e diariamente somos convidados a optar por algum caminho. Qual você escolhe?
Texto de autor desconhecido, que circula pela internet:

Conta-se que a filha de Billy Graham estava sendo entrevistada no "Early Show" quando a apresentadora Jane Clayson lhe perguntou : Como DEUS permitira algo tão terrível assim acontecesse no dia 11 de setembro de 2001?
E, Anne Graham deu uma resposta profunda e esclarecedora.
Ela disse: "Eu creio que DEUS ficou profundamente triste com o que aconteceu, tanto quanto nós. Por muitos anos nós temos dito para DEUS não interferir em nossas escolhas, sair do nosso governo e sair de nossas vidas. Sendo um cavalheiro como DEUS é, eu creio que Ele calmamente nos deixou. Como poderemos esperar que DEUS nos dê a Sua bênção e Sua proteção se nós exigimos que Ele não se envolva mais conosco? À vista dos acontecimentos recentes, ataque dos terroristas, tiroteio nas escolas, etc.
Eu creio que tudo começou desde que Madalyn Murray O'Hair, uma ateísta, se queixou de que era impróprio fazer orações nas escolas americanas como se fazia tradicionalmente, e nós concordamos com a sua opinião. Depois disso, alguém disse que seria melhor também não ler mais a Bíblia nas escolas... A Bíblia que nos ensina que não devemos matar, não devemos roubar, e devemos amar o nosso próximo como a nós próprios. E nós concordamos.
Logo depois, o Dr. Benjamin Spock disse que não deveríamos corrigir nossos filhos quando eles se comportassem mal, porque suas personalidades em formação ficariam distorcidas e poderíamos prejudicar sua auto-estima . E nós dissemos: "um perito nesse assunto deve saber o que está falando", e concordamos com ele. O filho do Dr. Spock depois cometeu suicídio.
Depois alguém disse que os professores e os diretores das escolas não deveriam disciplinar os nossos filhos quando eles se comportassem mal. Os administradores escolares então decidiram que nenhum professor em suas escolas deveria tocar em um aluno quando se comportasse mal, porque não queriam publicidade negativa, e não queriam ser processados. (Há uma grande diferença entre disciplinar e tocar, corrigir, dar socos, humilhar e chutar, etc.) E nós concordamos com tudo.
Aí alguém sugeriu que deveríamos deixar que nossas filhas fizessem aborto, se elas assim o quisessem, e que nem precisariam contar aos pais. E nós aceitamos essa sugestão sem ao menos questioná-la. Em seguida algum membro da mesa administrativa escolar muito sabido disse que, como rapazes serão sempre rapazes, e que como homens iriam acabar fazendo o inevitável, que então deveríamos dar aos nossos filhos tantas camisinhas quantas eles quisessem, para que eles pudessem se divertir à vontade, e que nem precisaríamos dizer aos seus pais que eles as tivessem obtido na escola. E nós dissemos, "está bem".
Depois alguns dos nossos políticos mais importantes disseram que não teria importância alguma o que nós fizéssemos em nossa privacidade, desde que estivéssemos cumprindo com os nossos deveres. Concordando com eles, dissemos que para nós não faria qualquer diferença o que uma pessoa fizesse em particular, incluindo o nosso presidente da República, desde que o nosso emprego fosse mantido e a nossa economia ficasse equilibrada.
Então alguém sugeriu que imprimíssemos revistas com fotografias de mulheres nuas, e disséssemos que isto é uma coisa sadia, e uma apreciação natural da beleza do corpo feminino . E nós também concordamos Depois uma outra pessoa levou isto a um passo mais adiante e publicou fotos de crianças nuas e foi mais além ainda, colocando-as à disposição na Internet. E nós dissemos, "está bem, isto é democracia, e eles têm direito de ter a liberdade de se expressar e fazer isso".
A indústria de entretenimento então disse: "Vamos fazer shows de TV e filmes que promovam profanação, violência e sexo ilícito. Vamos gravar música que estimule o estupro, drogas, assassínio, suicídio e temas satânicos." E nós dissemos: "Isto é apenas diversão, e não produz qualquer efeito prejudicial. Ninguém leva isso a sério mesmo, então que façam isso!"
Agora nós estamos nos perguntando por que nossos filhos não têm consciência, e por que não sabem distinguir entre o bem e o mal, o certo e o errado, por que não lhes incomoda matar pessoas estranhas ou seus próprios colegas de classe ou a si próprios... Provavelmente, se nós analisarmos tudo isto seriamente, iremos facilmente compreender que nós estamos colhemos exatamente aquilo que temos semeado! "


segunda-feira, 23 de maio de 2011

A FONTOSSÍNTESE DA FÉ E O ESTRANHO EVANGELHO HIDROPÔNICO GOSPEL

A FONTOSSÍNTESE DA FÉ E O ESTRANHO EVANGELHO HIDROPÔNICO GOSPEL



Todos nós que um dia passamos pelas séries iniciais da escola temos o ciclo da fotossíntese gravado como tatuagem em nossas lembranças de infância. Pois, mesmo assim, permita-me recordá-lo: fotossíntese é isto.
Resumindo [já que você não acessou o link da Wikipédia mesmo]: Seria a fotossíntese algo além de uma planta usar da luz solar e da água para transformar um gás poluente e perigoso como o gás carbônico em oxigênio essencial para a vida alheia e ainda alimentar a planta com sais minerais presentes no chão, na terra, no húmus? [Sim, o processo está muito simplificado, mas farei uma simples analogia, não um tratado ponto-a-ponto da coisa. Sigamos]
Ora, o que é a caminhada na vida cristã além de uma metáfora metafísica desse surpreendente processo vegetal?
Vejo na jornada da fé cristã [aquela uma proposta pelo Jesus Nazareno] um processo semelhante. Se não é a fé cristã usar de dúvidas, questionamentos, incertezas, terríveis vagos nas páginas do nosso manual da vida para, junto com a luz vinda do Filho do Homem, junto com a água que mata toda a sede, se não é a fé cristã usar tais dúvidas para gerar vida, e vida em abundância, o que mais seria?
Nisso, vejo um grave problema com a atual cultura, ou agricultura, evangélica. Se Jesus foi ao mundo, pisou em terra viva, tomou as dores nossas para si; ou seja, se Jesus nos faz a fotossíntese necessária para vivermos, como rejeitar esse processo? Ou pior, como propor um simulacro substitutivo?
Voltemos às analogias. Já ouviu falar em agricultura hidropônica, ou hidroponia? É um simulacro científico da agricultura em terra, é um experimento científico, controlado e metódico que pretende gerar vida em ambiente esterilizado, livre de germes, bactérias e outros micro-organismos da mesma monta. Pior, é agricultura sem chão, sem terra, sem minhocas e cheiro de mato. É uma coisa estéril, fria, repetitiva, com alfaces de folhas iguais, com tomates todos redondinhos, meigos e de coloração, com moranguinhos docinhos e limpinhos.
Já comeu um tomate hidropônico? Vá à papelaria mais próxima e morda uma farta placa de isopor. O gosto será o mesmo, acredite. A tal agricultura hidropônica cria vegetais de granja, numa metáfora fácil. É um simulacro, é uma reprodução fajuta de algo vivo, bom e agradável.
O que nos leva ao final da metáfora: estão fazendo o mesmo com a fé cristã nas igrejas evangélicas brasileiras. Em vez de uma fotossíntese completa, propõem um evangelho igualmente estéril, sem chão, sem terra, sem húmus; um evangelho limpinho e bonitinho, boas novas de reality show, com um monte de regras e um ser que tudo vê destemperado e louco para, ao menor deslize, nos eliminar da casa e nos mandar ao inferno dos desviados e rebeldes.
Os evangélicos morrem de medo de se contaminar de mundo, de chão, de terra. Querem ser saldiet, que não aumenta a pressão, mas também não salga, não conserva, não afasta a podridão; querem ser luz halogênica, que não de desgasta, não consome energia, mas, em compensação, não arde, não queima, não aquece, não incomoda.
Vivem os evangélicos hoje de máscaras [com todos os trocadilhos possíveis], vivem de luvas cirúrgicas e germicidas, álcool gel e antibióticos enquanto, de agricultores da vida, se tornam cientistas do cultivo suspenso, da cultura esterilizada, da agricultura hidropônica.
Ah, mas é o fim dos vermes, das larvas, das doenças e pragas na lavoura. É o fim do joio misturado ao trigo. Não, não é. Ou melhor, é. Mas, tirando as intempéries, os percalços, os ataques, tiram a força, a resistência, o crescimento vigoroso. Hoje, as igrejas evangélicas geram tomates bobões, babões e bundões. Geram abobrinhas, alfaces sem gosto, frutos sem sabor. Geram um simulacro e, pior, geram em pouca monta simulacros a custa de tempo, esforços e recursos suficientes para grandes lavouras naturais, para verdadeiros alimentos serem produzidos, vivos, sadios e saborosos.
Por fim, sinto pena de ver tanta gente cultivando feijões em algodão e crendo que são ceifeiros, mais pena sinto dos frágeis brotos estéreis, sem vida, sem chão, sem história, sem caminhada. São frutos em estufas, em bolhas de contenção, em redomas de vidro sem contato com nada e sem chance de crescer e se multiplicar. Esqueceram-se das palavras do Rabi: O reino dos céus é semelhante ao homem que semeia a boa semente no seu campo (Mateus 13.24).
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